Há capítulos para gostos variados: para chorar, para rir às gargalhadas (por conta quase sempre das tiradas impagáveis de Jamie Fraser), para ler com o coração na mão, para ler roendo as unhas, para se deliciar com as cenas de ternura, paixão, coragem, beleza; que eu percebesse nessa primeira leitura só duas coisinhas me incomodaram: o capítulo (mais para o final) dedicado a revelações sobre o Viajante do Tempo mencionado no volume anterior, Dente-de-Lontra (que veio do século XX para o XVIII a fim de tentar mudar o futuro dos indígenas americanos) e que me soou falso, um tanto artificial (mas todo esse trecho, que cobre mais de um capítulo, guarda uma alegria: outro personagem querido descobre que Claire vem do futuro); e o fato de Lord John Grey, personagem de quem gosto desde o volume 3 ("O resgate no mar") aparecer muito pouco, somente através das cartas que envia a Jamie e das remessas de livros que lhe faz (bom sujeito, Lord John!).
No geral, considero "A Cruz de Fogo" ainda melhor do que "O Resgate no Mar" - pois tem as mesmas qualidades sem os defeitos - e do que "Os Tambores de Outono" - pois conseguiu me fazer estimar Roger, que antes eu achava tomar 'espaço demais' no livro. Na minha opinião, é o mais próximo - superior? Talvez! - dos dois primeiros volumes. E com a vantagem de não ter um desfecho agoniante (como o volume 2) e de estarmos vendo como o amor de Jamie & Claire cresceu e amadureceu. Lindo, lindo, lindo. Quereria dizer mais, mas acho que só me repetiria.