Assassinato no Expresso do Oriente (Coleção Agatha Christie) -

    Agatha Christie

    Record
    1986
    189 páginas
    6h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    No luxuoso trem Taurus Express, carro Istambul - Calais, Samuel Edward Ratchett, aliás Cassetti, é encontrado em sua cabine morto com 12 punhaladas. Segundo as evidências, a morte teria ocorrido entre meia-noite e duas horas da manhã. À meia-noite e meia, o trem entrou numa nevasca. Depois dessa hora, era impossível que qualquer um deixasse o trem. Portanto, o assassino tinha que ser descoberto ali mesmo... Todos esses enigmas iludiriam os melhores detetives das mais famosas organizações policiais, menos um: Hercule Poirot. O célebre detetive belga, pequeno e sempre impecavelmente trajado, o homem da ordem e do método, capaz de encontrar a solução para todos os mistérios com o uso das suas "pequenas células cinzentas", é o principal protagonista de mais este romance da galeria de dezenas de Agatha Christie, com milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro. O maior detetive da ficção policial de todos os tempos, criação genial de Agatha Christie, indiscutivelmente a maior escritora de seu gênero que a literatura mundial já produziu, soluciona mais um envolvente mistério, com um desfecho surpreendente.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira18/10/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de Assassinato no Expresso do Oriente

    Inaugurado em 1883 e ativo até os dias de hoje, o trem conhecido como Expresso Oriente é um dos mais representativos transportes da Europa, sendo conhecido por seu pioneirismo em introduzir vagões-dormitórios, restaurantes e por ligar o sudoeste europeu ao sudeste asiático. É nesse contexto que, no ápice da companhia de trens, na década de 1930, foi publicado pela primeira vez o maior clássico de Agatha Christie, Assassinato no Expresso Oriente. Em uma viagem para a Inglaterra, o famoso investigador, Hercule Poirot, é confrontado por duas situações um tanto quanto problemáticas, a primeira, uma incomum tempestade de neve a qual obriga o comboio a parar por algumas horas, e a segunda, o brutal assassinato de um homem na primeira classe do vagão. A partir disso, um dos maiores desafios do genial belga é colocado à mesa quando, ainda enquanto o trem está em direção ao seu ponto de chegada, Poirot tentará descobrir o autor do crime. Com boa parte da narrativa estabelecida através de interrogatórios entre Hercule e os suspeitos do vagão, a obra tem como principal característica a capacidade de imergir o leitor para que, de certa forma, sinta-se ao lado do investigador a cada palavra e atitude, sem, contudo, ter por óbvio a revelação do assassino. Essa característica é realçada pela personalidade cativante do detetive a qual se adapta a um ambiente enclausarante e nos convida para um jogo de quebra-cabeças investigativo, sentimo-nos desafiados a descobrir ou ao menos entender quais pistas estão sendo postas aos nossos olhos. Nesse contexto, apesar do livro se passar em apenas um cenário, em nenhum momento temos a narrativa como algo monótono, pois é de forma inteligente e ponderada que a autora apresenta charadas e novas descobertas a cada parte de forma a não nos sentirmos estafados em uma leitura enfadonha. Por meio de uma divertida e instigante história, Assassinato no Expresso Oriente prende do início ao fim com suas dúvidas inquietantes e personagens carismáticos, ótima leitura. Para mais resenhas, siga-me no Instagram: @aprendilendo_

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