Comece por aqui - E se eu errar? Faço mais tarde.

    Lee Crutchley

    Academia de Inteligência
    2015
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788542205824
    Português Brasileiro

    Neste guia criativo e lúdico, o ilustrador Lee Crutchley apresenta maneiras divertidas e poderosas para aqueles momentos em que parece ser uma tarefa quase impossível colocar as grandes ideias em prática e começar um novo projeto. Não importa se é o perfeccionismo, a procrastinação ou apenas o velho medo que o está segurando, prepare-se para ficar inspirado.

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    Kleris Ribeiro picture
    Kleris Ribeiro28/01/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ainda há coisas a se descobrir sobre nós mesmos

    (Para conferir imagens do livro; visite o link da resenha) Comece por aqui é um livro de tarefas para “destravar” o começo de algo que nos comprometemos em trabalhar em cima, então se você tem um projeto, qualquer seja a ordem ou objetivo que pretende atender, menos ainda se é simples ou complexo, Lee chega com a proposta de nos envolver em atividades simplórias para nos ajudar a dar aquele enfim primeiro passo. Muitas coisas, imagino, estão bem na nossa frente, mas por alguma razão se esgueiram à nossa sombra e nos deixam bem inseguros – como a famosa folha branca com o cursor piscando. A primeira parte é basicamente para você descansar a cabeça, colocar pra fora aquelas expectativas que consomem sua cabeça. A partir de atividades mais aleatórias e sem muito esforço, como desenhos (e várias formas de colocar um desenho ao papel), aos poucos você vai se desprendendo --mesmo resistindo em voltar ao foco, se você é esse tipo de pessoa-- e até avançando nos níveis, sem nem perceber. Lee também coloca alguns exercícios mais arriscados (e nesses eu me dei bem melhor), ganhando bem mais minha atenção por não envolver tanto desenho. Na segunda parte e terceira parte, Lee já te faz voltar aos seus propósitos, mas, rá, não totalmente. Ele te faz colocar nas páginas os obstáculos mentais para serem “derrubados”. É justo quando você coloca ao papel, como que listando tudo, que nos damos conta que são muitas preocupações, expectativas, dificuldades, inseguranças... e ali elas parecem tão pequenas e grandes ao mesmo tempo. Na maior parte do tempo são coisas que, imagino, ignoramos para não surtar de vez. Por isso mesmo Lee toca na questão da procrastinação, e se é pra procrastinar, que seja da melhor maneira, para você, digamos, sair no lucro. Hora e outra ele vai trazer esses monstrinhos das preocupações de volta e fazer com que você se sobreponha a elas, não de modo a solucionar, mas ao menos arriscar-se a tentar e não só jogar pra debaixo do tapete. Na quarta parte, seguindo essa lógica, quando você já aceita a presença desses obstáculos, Lee vai começar a te encaminhar mais para seus objetivos. Lembrar para onde se está indo, pôr-se no lugar de outro, fazer paralelos entre passado, presente e futuro, te chamar atenção para o que fez no começo, o que isso na verdade reflete em você e poderia ser mais trabalhado. Conforme fui preenchendo, nem todas as atividades concluí de uma vez só (principalmente as que envolvem desenhos para fazer), ao que Lee deixa claro para não nos determos mesmo. Para essas tarefas, eu esperava uma aula para trabalhar minha concentração ou usava um marcador de páginas para me lembrar de voltar (com o passar de dias marcadores diversos entravam e saíam do exemplar). Lee também traz aquela ideia de termine o que você começa (tenho marcadores para algumas poucas tarefas que faltam “fechar”) e que você tire proveito das atividades, mesmo que não goste delas, pois pode ser que você tope com uma que te surpreenda (o que aconteceu comigo) e a elas futuramente possa se agarrar mais, reutilizar ou inspirar algo parecido. Enfim, certos de agora conhecer os truques e técnicas, devemos nós mesmos escolher as que mais deram certo. Comece por aqui é, assim, uma ponte que te leva a pequenas revelações, para você se sentir mais solto para aquele mencionado primeiro passo. As partes que mais gostei foram as que faziam alusão a mapas mentais, que são coisas que já sou habituada a fazer, exercícios de escrita e avaliar meu próprio comportamento. Por outro lado, resisti (muito mesmo) quando Lee me colocava pra desenhar (e há trocentas notas minhas no livro perguntando por que tanto desenho????). Talvez por eu ser mais lógica e péssima em desenhar, esperei outras atividades, algo para expandir mais as ideias e nem tanto descansar delas (vai entender). A que mais me surpreendeu (porque não achei nada demais antes), foi fazer uma pequena entrevista com perguntas do Lee e umas minhas (as respostas foram quase nada do que imaginei que viriam o.o). Uma dica que dou é fazer atividades acompanhadas de música (que é o que me concentra) e se permitir ultrapassar suas resistências, afinal, ainda há coisas a se descobrir sobre nós mesmos.

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