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    Correio Feminino -

    Clarice Lispector

    Rocco
    2006
    156 páginas
    5h 12m
    ISBN-11: 85332520456
    Português Brasileiro
    3.4
    352 avaliações
    Leram747Lendo42Querem710Relendo3Abandonos43Resenhas19
    Favoritos40Desejados710Avaliaram352

    Clarice começou a atuar na imprensa em 1940 - três anos antes de lançar seu primeiro romance, Perto do coração Selvagem - colaborando de modo intrmitente com jornais e revistas até dois meses antes de sua morte, ocorrida em 1977. Reunidos pela primeira vez em livro, os textos de sua fase inicial abordavam os mais diversos temas, desde a educação dos filhos aos tratamentos de beleza; dos remédios contra os ratos à busca da felicidade; da escolha do perfume aos dilemas morais. Falava de tudo, passando do trivial ao transcendental com desconcertante desenvoltura. Assim, o que encontramos aqui é uma outra faceta, pouco conhecida e estudada, de Clarice. Uma faceta que irá certamente surpreender e encantar quem se embrenhar pelas páginas deste Correio Feminino.

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    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI picture
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI12/03/2010Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Até tu, Clarice, meu ídolo!

    Ao encontrar o livro Correio Feminino, na biblioteca de uma Colônia de Férias, na qual eu me encontrava, meus olhos faiscaram e não pensei duas vezes: retirei o livro e mergulhei na leitura. Logo no início dúvidas me assaltaram - não conseguia acreditar que aquilo que eu estava lendo tinha, realmente, sido escrito pela Clarice Lispector. Não a Clarice que conheci por meio do livro A Hora da Estrela e que me fez tornar uma leitora mais exigente, que me levou a questionar como nós, seres humanos, somos vazios e, ao mesmo tempo, tão ávidos. Clarice dando “receitas” de como arranjar marido? Falando em marido ideal? Príncipes encantados? Até tinha um teste para saber se a jovem já estava pronta para o casamento(!!!) E o que ela falava sobre a cultura das cores, então ? Acreditem se quiserem, mas os mosquitos em geral gostam de preto, do azul, do vermelho e odeiam apaixonadamente o alaranjado (???!!!) Tão pasmada fiquei que não pude deixar de pensar: Até tu, Clarice, meu ídolo! Não reconheci nessa Clarice que dava tudo como acabado, tudo muito "quadradinho" a Clarice que, aos 17 anos, escreveu o livro Perto do Coração Selvagem com uma intensidade visceral. Não reconheci a Clarice que nesse mesmo livro diz: "Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? - O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si?" Ou ainda: "Tudo o que possuo está muito fundo dentro de mim. (...)No meu interior encontro o silêncio procurado." Bem, tinha um prefácio no livro dizendo que ela aceitou escrever suplementos femininos porque ela havia se separado ou algo parecido e,que para tal, ela fez uso de pseudônimos, o que me levou a acreditar que a publicação desses textos foi um desrespeito a essa escritora intensa que é Clarice. Sinto-me uma herege criticando Clarice, mas a única coisa que salvou no livro foi o Capítulo Entre Mulheres ( se não me falha a memória) onde encontrei resquícios da Clarice em dizeres como:" Até escrever está sendo fácil ? Se é assim paro de escrever. Porque é que escrevo com as entranhas e neste momento estou escrevendo com as pontas dos dedos. É um pecado bem sei querer a carência. Mas a carência de que falo é tão mais plenitude do que essa espécie de fartura". Esses resquícios que encontrei me permitiram a considerar o livro regular.

    15 curtidas

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    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas7%
    Clarice Lispector profile picture

    Clarice Lispector

    Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise. De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois anos de idade. A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante. Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche. Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.

    135 Livros
    7.246 Seguidores
    Vinnytsia, Ucrânia

    Clarice Lispector