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    Bruto -

    Thedy Corrêa

    L&PM
    2006
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-10: 8525416185
    Português Brasileiro
    3.8
    103 avaliações
    Leram165Lendo5Querem42Relendo1Abandonos1Resenhas10
    Favoritos16Desejados42Avaliaram103

    Thedy intitula Bruto como “quase-poemas, quase-contos e algumas letras”, ele se refere ora à forma, ora ao conteúdo. É o próprio escritor quem esclarece: “para mim, estes escritos estão em seu estado bruto, sem lapidar demais, reescrever. Muitas vezes é a própria emoção em estado bruto. Sem máscara alguma”. Alguns dos poemas de Bruto são ainda acompanhados de textos que esclarecem situações, nomes, lugares e, mais do que isso, revelam o olhar aguçado do letrista experiente.

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    Resenhas (10)Ver mais
    Marcos Pinto picture
    Marcos Pinto06/03/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Mediano

    Poesia é um gênero complexo de se debater, pois além da parte técnica, há muito do sentimento que esta arte imprime. Um texto te toca ou não toca, sem meio termo, sem ficar em cima do muro. Texto mais ou menos tocante é como beijo morno; não fede e nem cheira, não excita. Infelizmente, Bruto, para mim, foi morno, um livro com um ou outro trecho legal, mas nada além disso. Os motivos? Conto abaixo. Bruto, como o próprio nome diz, tem a ideia de trazer a arte poética em estado bruto, sem acertos, puro sentimento e calor do momento. Uma medida corajosa e admirável; os deuses sabem o quanto falta coragem na poesia moderna. Porém, quando um texto vai só pelo sentimento, se ele não toca o leitor, não resta nada. Em muitos momentos, esse é o sentimento diante do livro: um vazio; zero sentimento, zero técnica. As ideias de Thedy são boas, mas talvez seja necessário o autor aprender um pouco mais, amadurecer um pouco mais – amadurecimento é necessário para todos nós, sem exceção. Talvez falte a ele escrever como quem cata feijão, como eternizou em versos João Cabral de Melo Neto. Faltou mergulhar mais fundo, para que o leitor possa mergulhar junto. Convencer o leitor a ficar submergido requer técnica e trabalho, além de muito sentimento. Apesar disso, há bom trechos, boas passagens e algumas ficam marcadas. O amor é uma constante na obra, mas também há espaço para outros sentimentos. Por serem sinceros, podem fazem com o leitor se identifique. E aí está o trunfo da poesia: se o leitor se sentir preso, talvez todo o resto seja irrelevante e essa obra se torne o livro da vida. Sendo assim, vale mais que cada um descubra por si só se Bruto, mesmo que não lapidado, é um diamante ou cassiterita. Quanto à parte física, porém, restam apenas elogios. A editora Belas Letras preparou um projeto gráfico bonito e com um ar bruto, combinando perfeitamente com a obra. A capa é, na verdade, uma caixinha onde o livro fica guardado, dando um lindo aspecto ao trabalho. O miolo, por sua vez, tem uma boa diagramação e um ótimo aspecto visual, com as bordas com costuras à mostra. O livro também não possui erros gramaticais aparentes, o que ajuda no desenvolvimento da leitura. Em suma, Bruto foi um livro que não me ganhou e nem me tocou, mas que tem potencial para fazer isso com outros leitores, principalmente se estes forem novos desbravadores no ramo da poesia. Pelo sim, pelo não, indico que todos deem seus mergulhos na obra; você pode acabar gostando.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 103
    • 5 estrelas37%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas1%
    Thedy Rodrigues Corrêa Filho profile picture

    Thedy Rodrigues Corrêa Filho

    Thedy iniciou a carreira com o Nenhum de Nós em meados dos anos 80, com um grande sucesso. A canção Camila Camila, tida hoje como um clássico do rock brasileiro, colocou a banda entre as grandes da cena no país. Ao longo de sua carreira, o Nenhum de Nós foi emplacando sucessos como O Astronauta de Mármore, versão do grupo para o sucesso de David Bowie Starman , Eu Caminhava, Extraño, Sobre o Tempo, Ao Meu Redor, Jornais, Diga a Ela entre outras canções. Em 2005 lançou Loopcínio onde gravou versões pouco convencionais de obras do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues. As canções receberam melodias eletrônicas, com linguagem pop, moderna e ao mesmo tempo romântica. Tem participação de Júlio César Correa e Sacha Amback. Em 2006 lançou seu primeiro livro intitulado Bruto, uma reunião de poemas, entre eles letras de algumas canções do Nenhum de Nós com as histórias e circunstâncias que as geraram.

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Thedy Rodrigues Corrêa Filho