A nova arquivística na modernização administrativa

Luis Carlos Lopes



A nova arquivística na modernização administrativa





O arquivista hermeneuta* "Falar em arquivologia seria falar de uma ciencia dos arquivos pronta e acabada. Em um mundo onde se transpira a transdisciplinaridade, fica difícil aceita tal designação. O edifício das ciências rigidamente separdas vem desabando e deixando de ser acreditado por toda parte. O conhecimento científico atual de ponta é construído a partir de várias influências, derivadas do exame dos objetos, e não da simples repetição dos cânones científicos. O simples uso do sufixo 'logia' não garante a cientificidade e a correição de qualquer pensamento. Nexte contexto, seria mais lúcido entender a arquivística como uma técnica tributária de vários conhecimentos científicos. Ela estaria situada no conjunto das chamadas ciências da informação e da comunicação. Isto implica uma epistemologia aberta a múltiplas influências, que vão além dos princípios técnicos consagrados pelos arquivistas de todo o planeta. Não se está de acordo com a formulação de uma epistemologia arquivística específica. Os princípios científicos que servem à arquivística são próximos dos usados pelas demais ciências da informação e comunicação, onde se pode pensar em uma epistemologia em construção. Não se pode confundir a existência de uma epistemologia com a de alguns poucos princípios teóricos específicos, tal como o de "respeito aos fundos", de uso corrente entre os arquivistas ocidentais. O que se propõe é um trabalho em duas frentes teóricas e práticas. A primeira consiste em buscar respaldo nas ciências para discutir estes mesmos princípios. A segunda é a do desenvolvimento e fortalecimento das técnicas aplicadas, com base nos princípios arquivísticos. Os que, por exemplo, foram pensados para a época hegemônica dos documentos em suporte de papel deveriam ser repensados, na eminência da produção cada vez maior de documentos em suporte eletrônico. Há muito trabalho a ser feito e os desafios continuam sendo, como sempre, grandes e à busca de quem os abrace e continue o trabalho do desenvolvimento do pensamento crítico arquivístico. O arquivista hermeneuta seria aquele capaz de interpretar o sentido do seu trabalho, como o de comunicar proficientemente os múltiplos sentidos das informações e dos documentos aos seus cuidados. Isto é um ideal a ser perseguido, que depende de profissionais cada vez mais cultos e responsáveis por sua inserção política e social. Qualquer pessoa que abrace esta profissão pode chegar a ser um hermeneuta, desde que se esforce para tal."

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Rosamaria
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16/11/2010 14:18:23


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