O Meninos Morenos

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O Meninos Morenos





O Meninos Morenos - Em 2003, quando Ziraldo esteve na Guatemala, conheceu o poeta Humberto AK´abal. E, segundo ele, "viajando pelo mundo, de repente me deparei com essa multidão marrom e (acho) percebi o que se passa dentro deles. Me identifiquei com eles". Após esse encontro, surgiu a idéia de escrever Os Meninos Morenos. Como ele mesmo diz, "não sou índio, não sou negro, não sou árabe, sou apenas da mesma cor que Ak´abal" e, por essa razão, Ziraldo acredita ter entendido a alma de quem, como ele, sabe de onde vem: do ventre do jaguar, dos templos de Tikal, onde seus avós e os avós de seus avós já ouviam o canto do quetzal. Ziraldo escreveu este livro e convidou o poeta guatemalteco para intercalar, entre suas histórias de menino moreno, alguns de seus belos versos de menino cor de terra. Segundo Ziraldo, Os Meninos Morenos. é uma tentativa de revelar para o mundo quem somos nós, fala das lembranças da infância de dois meninos cor de terra - um na Guatemala, outro no Brasil, dois países deste enorme continente de meninos morenos. O menino moreno do Brasil narra passagens de sua avó pescando lagosta e de seu avô que, um dia, explicou-lhe a música que a chuva toca sempre que surge (e, até hoje, toda vez que ouve a chuva tamborilando no telhado, o moreno Ziraldo sente uma enorme sensação de aconchego e segurança); lembra de quando seu pai decidiu despachar o cachorro Zulu de trem e da imagem do pobre cão chorando como criança - justo Zulu, que sempre fazia a festa como quem não sabe o que é guardar rancor; do nascimento de um de seus seis irmãos pelas mãos do avô parteiro; da primeira vez que seu pai foi ao cinema com ele, entre tantas outras recordações poéticas que preenchem o coração de nosso narrador. Enfim, em sua nova obra, Ziraldo faz uma homenagem a várias figuras importantes de sua vida, como seus pais, seus avós, seu tio João Gualberto, além de seus amigos Zé Mamona, João Permanente, Zé Biscoito, João Bobo e João Barbeiro - todos fiéis habitantes da terra dos meninos morenos de sua infância. Enquanto isso, o menino moreno da Guatemala empresta alguns de seus belos e sensíveis versos, também relatando trechos de sua infância para, ao longo do livro, compor a ternura e o brilho do universo "morenocêntrico" apresentado por Ziraldo.

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Ziraldo Moreno


Bem o livro é interessante. Apresenta uma espécie de "memórias da infância" despertada pelas poesias de Humberto Akabal, no qual o autor faz referências as crenças, ao universo infantil, aos sonhos de sua infância em paralelo com o que sobreou no presente. Os amigos que se foram, as lendas que se acabaram, seus pais e por fim,seu jeito de contar histórias. A maior herança do menino moreno é o jeito de contar suas histórias. Gostei da semelhança que o autor coloca entre todos os meninos...

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Josias
cadastrou em:
14/05/2009 20:01:43


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