Vítimas - O Prazer é um impulso perigoso

    Jorge Lemos

    Novo Século/Novos Talentos
    2014
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-10: 8542801859
    Português Brasileiro

    Vítor, empresário ameaçado pela violência da capital paulista, orientado pelo amigo psiquiatra, Dr. Afonso, refugiou-se quinze dias numa cidade turística do interior, onde conheceu Sarah Shepon, — jovem bonita. Sob a orientação de uma tia, a moça não teve dúvida em aceitar o convite do empresário para sair de Lambari, Sul de Minas, e morar num apartamento em São Paulo, na condição de amante. Sarah não encontrara dificuldades para se relacionar com um homem 34 anos mais velho. Porém a constante solidão noturna a levou a transar com um vizinho de madrugada; Vítor, obediente às regras de seu casamento, saía antes da meia-noite para o jovem chegar e continuar aquecendo a cama de Sarah. Sarah fora pega em flagrante quando concluía que estava apaixonada por Vítor, entretanto, essa descoberta fora tardia, o caso havia tomado um desfecho dramático e irreversível... Um criminoso, não identificado pela polícia, conectara-se ao casal. No quarto do apartamento, quando Vítor experimentava a agonia da traição — cálice mais amargo de sua vida — surpreendendo a todos, o autor do crime era revelado. Este livro é uma lâmina afiada capaz de rasgar a carne de quem o ler e fazê-lo voltar a sonhar o sonho perdido...

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    LAPLACE CAVALCANTI picture
    LAPLACE CAVALCANTI26/01/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Vítimas - Jorge Lemos

    Vítimas foi uma dupla surpresa para mim. Quando o vi pensei se tratar de mais um livro hot, e não tive interesse em lê-lo. Ao descobrir que o livro era mais que isso, descobrir o suspense policial, achei mais interessante. E ao ver que a trama se baseava em uma história real, resolvi que iria ler a obra. As atitudes de alguns personagens me incomodaram mais que de outros, como o fato de Kelly ser completamente alheia à destruição do seu lar, a devoção doentia de Caroline, e de Rafael que, apesar de não concordar com o que Vítor faz, sempre ajudá-lo a magoar aquela que ele tinha como mãe. Não sei em que ponto a realidade se separa da ficção para justificar tais comportamentos, mas, independente de onde for, nos dois casos o autor conseguiria mostrar o que bem expôs: como importantes valores estão banalizados hoje em dia. Para mim o final foi inesperado, e quanto ao suspense policial, desde o começo me estava claro que determinado personagem estava envolvido com o crime, porém eu não imaginava que esse personagem fosse quem fosse, e que na verdade era apenas um peão do vilão maior.

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