Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas10
    • Leitores936
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Quebrando o encanto - A religião como fenômeno natural

    Daniel Dennett

    Editora Globo
    2006
    455 páginas
    15h 10m
    ISBN-10: 8525042889
    Português Brasileiro
    4.2
    134 avaliações
    Leram221Lendo41Querem661Relendo5Abandonos8Resenhas10
    Favoritos25Desejados661Avaliaram134

    A polêmica em torno das religiões não chega a ser uma novidade, mas o novo livro de Daniel Dennett é capaz de mudar, para melhor, o nível e o conteúdo desse debate. Filósofo e estudioso consagrado de evolução humana, o norte-americano é um ateu convicto e busca, com sua nova obra, "Quebrando o Encanto", discutir a crença humana nas religiões a partir de uma questão fundamental: por que o homem crê na existência de seres superiores e lhes confere o estatuto de divindade? Quem espera, como parecem sugerir o título do livro e o currículo do autor, uma resposta biologizante, ou seja, a defesa da idéia de que a religiosidade é inata ao ser humano e, portanto, poderia ser explicada geneticamente, vai se surpreender com livro. Na verdade, Dennett defende a tese de que a humanidade não tem nenhuma programação biológica que a conduza à crença, mas, no entanto, esse comportamento pode ser explicado a partir do processo de evolução e seleção natural. Em vez de genes, Dennett utiliza o conceito de meme, cunhado por Richard Dawkins (autor do polêmico O gene egoísta): o meme é como um programa de computador adaptado ao aparelho biológico humano e que depende dele para continuar existindo. Ou seja, a religião é apreendida culturalmente, mas está de tal forma arraigada no “sistema operacional” (genético) humano, tal qual um parasita, que é naturalizada pelos próprios humanos como se fosse algo que lhes pertence intrinsecamente. O problema, para Dannett, é que a religião, diferente de outras memes, como a cultura democrática ou a própria ciência, não teria mais nenhum papel na evolução humana. Diferente de outros tempos, quando foi fundamental para que os seres humanos, únicos animais que se perguntam sobre a própria existência, conseguissem atingir coesão social e, principalmente, pudessem dar sentido tanto a sua própria vida como seu maior medo — a morte –, a religião agora perdeu sua função positiva e, pelo contrário, significa uma barreira para a evolução.

    Resenhas (10)Ver mais
    victor meloni picture
    victor meloni10/10/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quebra mesmo

    Quantas vezes você já reservou um momento para pensar racionalmente nas suas crenças? Quantas foram as indagações sobre aquele asptecto da crença que lhe causava certo desconforto? E sobre aquele outro? E mais aquele? Quantas vezes se viu em conflito entre o ser-humano racional que há em você e aquele que necessita acreditar à todo custo? Quantas perguntas! E elas não acabam aqui. Ao ler Dennett, encontramos um sem número de provocações saudáveis à fé, à crença. Uma avenida de questões que insistimos evitar. A religião é um fenomeno natural? Aliás, você sabe o que é um? Caso não saiba, deveria começar a investigar, pois pode estar sendo vítima de uma confusão perigosa. Em respeito à verdade (sem relativismos), a chances de sua crença e/ou de sua religião estarem turvando seus julgamentos sobre questões fundamentais, são enormes. E se você não sabe quais questões são essas e tem certeza que o mais fundamental de tudo é aquilo que sua crença enseja, talvez deva considerar seriamente a "presença" do véu a embaçar-lhe a visão. Dennett propõe algo simples e, por isso, assustador à todos os credos, à todas as religiões. Vamos usar o método científico para estudarmos este fenômeno. Vamos deixar de lado os argumentos de "magistérios independentes" e todas as suas variações na tentativa de isolar este aspecto da vida humana da investigação científica. Uma idéia simples, não é? Eu acho. Surpreendentemente simples e necessária. Bem, se você está inconformado, indignado, com a pretensão reducionista desta proposta, exorto-lhe: leia "Quebrando o encanto". Certamente Dennett fará melhor.

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 134
    • 5 estrelas41%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
    Daniel Clement Dennett profile picture

    Daniel Clement Dennett

    Dennett passou parte da sua infância em Beirute, onde, durante a II Guerra Mundial, seu pai era um agente disfarçado de inteligência no Escritório de Serviços Estratégicos posto como um adido cultural à embaixada americana em Beirute. O jovem Dennett e a família voltaram para Massachusetts em 1947 depois que seu pai morreu em um acidente de avião inexplicável. Sua irmã, Charlotte Dennett, é jornalista investigativa. Ele participou da Phillips Exeter Academy e passou um ano na Universidade Wesleyana antes de receber o seu bacharelado em filosofia pela Universidade de Harvard em 1963, quando ele era um estudante de WV Quine. Em 1965, ele fez seu doutourado em filosofia da Christ Church, Oxford, onde estudou com o filósofo Gilbert Ryle. Dennett é atualmente (Abril 2009), professor universitário, e co-director do Centro de Estudos Cognitivos (com Ray Jackendoff) na Tufts University. Dennett descreve-se como "um autodidata - ou, mais corretamente, o beneficiário de centenas de horas de aulas informais em todas as áreas que me interessam, de alguns dos principais cientistas do mundo."

    18 Livros
    75 Seguidores
    Boston, Estados Unidos da América

    Daniel Clement Dennett