"Afinal todos somos peças sobre um tabuleiro inclemente, esperando para serem tombadas pelas mãos impávidas que regem o sistema." Depois de perder a mãe em um crime sem explicações, orquestrado pela D77 - uma organização terrorista que o governo persegue para destruir - imersa em um luto profundo, Cora é levada a conhecer o tentador jogo da verdade, chamado de Efeito Dominó. Com a promessa de encontrar o criminoso que assassinou sua mãe, ela embarca numa busca perigosa pela verdade. Mas suas ações desencadeiam uma sucessão de eventos premeditados que ela não estava pronta para lidar. Em meio a mentiras e assassinatos, Cora precisa descobrir quais segredos são dignos do silêncio e se sobreviverá ao efeito dominó.
Efeito Dominó - Parte I (Efeito Dominó #1) - Basta machucar uma peça para tudo desabar
Alana Gabriela
Há um ano atrás mais ou menos resenhei aqui no blog o livro Efeito Dominó. Mas a Alana ainda não tinha terminado de escrever a parte dois, então ela resolveu reescrever a primeira parte e assim terminar de vez essa história. Quando ela me procurou para reler e resenhar o livro novamente, eu aceitei é claro porque a Alana é uma autora que eu adoro tudo o que ela escreve. Achei que o livro teria poucas mudanças, porque na minha opinião já estava ótimo, inclusive eu dei nota máxima ao livro hehe, mas a Alana mudou muita coisa, por isso recomendo que mesmo que você já tenha lido, releia porque eu que já tinha amado a primeira versão, gostei ainda mais dessa. A história já começa bem diferente da outra, aqui estamos ainda no Rio, mas no futuro, em 2099. E enquanto no primeiro livro se passou seis meses que a mãe de Cora morreu, aqui foram apenas dois. Mas de igual forma Cora ainda não conseguiu superar a morte da mãe que supostamente foi morta por terroristas, e está tendo um comportamento bem diferente do usual, até brigando na escola por qualquer motivo, por isso seu pai decide que ela vai ter a ajuda de uma psicóloga. Como estamos no futuro, as coisas são bem diferentes do que vivenciamos hoje, e uma coisa que me doeu o coração foi que o Cristo Redentor não existe mais. Nem o Bondinho do Pão de Açúcar, mas esse pelo menos está sendo restaurado e em fase de testes. É por isso que Lucas e Cora estão na praia, Lucas que estuda robótica, é fissurado por tudo que envolve o assunto. E de repente eles são atacados e Cora é sequestrada. E quando um dos sequestradores tira a máscara ela descobre que ele é Aziz, um aluno novato que estuda com ela. Mas o que chama a atenção de Cora é que Aziz diz que sabe quem matou sua mãe e que se Cora quiser saber a verdade vai ter que participar de um jogo chamado Efeito Dominó, onde vai receber novas pistas conforme for avançando em suas descobertas. E ainda ameaça fazer mal a Lucas se Cora não aceitar participar do jogo. Mas será que Cora está preparada para as consequências de participar desse jogo? A premissa da história é basicamente a mesma, mas a Alana pegou a ideia e colocou em outro cenário e com isso a história cresceu muito. Temos novos personagens e uma outra linha de investigação. E sem falar que é uma distopia, por isso temos um novo governo e uma coisa que gostei muito que a Alana foi explicando como chegou aquela situação ao longo do livro. Porque geralmente somos jogados em algum novo cenário distópico e a maioria das vezes não temos respostas de como tudo aquilo aconteceu. E fora essa diferença na história, uma coisa que notei logo de cara foi que nessa nova versão temos uma escrita muito mais poética, que deu um ar totalmente diferente para a história. Eu particularmente tenho uma certa dificuldade para escritas poéticas porque acho que demoro mais na leitura. Mas não posso negar que a história ficou bem melhor assim. É a mesma história, só que maior e com mil novas possibilidades. Agora tenho menos ideia ainda do que virá pela frente na parte 2. Mas o engraçado é que alguns dos personagens eu mudei minha opinião. A Cora mesmo, eu tinha ficado na dúvida se gostava ou não na primeira versão e aqui eu acabei gostando bem mais dela. A Alana fez mudanças sutis, mas que deu outro ar para a protagonista. Outro personagem que mudei a forma de ver foi o Azis que antes tinha sido meu personagem favorito, mas nesse eu fiquei com um pé atrás com ele. Os outros continuaram igual. E teve novos personagens inserido na história que não vou falar muito para não estragar a surpresa, mas vou dizer que foram ótimos acréscimos. O clima de suspense e mistério continua o mesmo, a cada nova revelação eu mudava minhas teorias. Uma hora achava que sabia tudo, no capitulo seguinte via que não sabia nada. E confesso que estou muito curiosa para saber quem realmente está falando a verdade nessa história. Enfim, recomendo que leiam o livro. Eu que já tinha amado a versão anterior e não achava que dava para melhorar, acabei me rendendo e tiro meu chapéu para a Alana por mais essa história super bem escrita.
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