Memória Afetiva do Botequim Carioca

    Jose Octavio Sebadelhe, Pedro Paulo Thiago de Mello

    José Olympio
    2015
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788503012683
    Português Brasileiro

    A história de uma cidade pode ser contada a partir de seus fatos históricos, das lembranças de sua população, de sua arquitetura e dos seus eventos culturais. Quando a história consegue ser contada a partir de todas estas abordagens, surgem livros de altíssimo nível como o Memórias afetivas do botequim carioca. Com apresentação de nobres boêmios como Sérgio Cabral e Aldir Blanc, e uma introdução que nos conta dos primórdios da bebida alcóolica no Brasil e sua relação com a vinda da família Real, este livro traz um panorama de 30 dos bares e botequins que marcaram a história do Rio de meados do século XIX ao século XXI. Informativo, mas muito leve e divertido, os verbetes nos fazem viajar pelos bares desde a Lapa antiga, passando pela Tijuca cheia de samba e tira-gostos, até uma Ipanema praticamente sem prédios, mas com um Bar 20. Ao lado de Cartola, Noel Rosa, Vinicius de Moraes, entre outros, percorremos as noites do Rio nesta homenagem ao aniversário da cidade que faz parte da biblioteca Rio 450.

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    Mapa Mundi Livros24/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Memória afetiva que eu vivi

    Olá pessoal, li esse livro de "cabo-a-rabo" e fiquei bastante emocionado. Muito dos botequins citados no livro eu já estive lá pelo menos uma vez (alguns, muitas vezes kkkk). É uma volta ao passado ao mesmo tempo alegre e triste. Triste por saber que muitos desses botequins (ou butequins para muitos) não existem mais. É uma pena que o poder público não enxergue nesses espaços verdadeiros monumentos à memória da cidade. Deviam ser preservados conforme se preservam prédios históricos. O caldo de cultura que fervilha nesses espaços é imenso. Alegria por ter vivido e convivido com pessoas incríveis. Houve um tempo em que tive um sebo em Copacabana, próximo ao boteco Bip-Bip e era uma delícia após fechar a loja passar lá e beber uma cerveja geladinha, ouvindo música (geralmente choro ou samba) e tendo ótimas conversas. O pitoresco Alfredinho, o dono do local já é falecido mas o boteco continua lá mantido por uma legião de amigos.

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