MODO 18/04/2012
Resenha de Lançamento - Bia Machado
Título: Agridoce
Autora: Simone O. Marques
ISBN: 978.85.65588.07-2
Capa: André Siqueira
Projeto Gráfico: Marina Avila
Revisão: Bianca Machado
Linha Literária: Romance Sobrenatural
Formato: 16 x 23 – 320 páginas
Link à venda: http://modoeditora.com.br/loja/agridoce
Sinopse:
Agridoce não é apenas mais um livro de vampiros, é uma obra repleta de aromas, sabores e sensualidade, que transcorre em ritmo viciante e irresistível, mantendo os leitores presos até a última página. Os personagens fazem parte de uma trama que envolve: Portadores de uma necessidade especial (Vampiros) que despertam para a condição determinada por uma predisposição genética (a necessidade de sangue), Escravos (doadores), pessoas que despertam fisicamente dependentes dos Portadores (doar o sangue é uma condição vital para eles) e Antagonistas (caçadores) que, assim como os outros dois elementos da trama, despertam, mas para a necessidade de eliminar o Portador, mesmo que não tenham consciência disso. São elementos de um triângulo dependente de sangue e a história do que são capazes de fazer por ele. É uma incursão pelo mundo dos vampiros que respeita o mito, mas que foge de clichês. Tudo isso temperado com muito suspense, ação e terror.
Impressões da Resenhista:
Essa é a segunda vez que leio o livro. Na primeira, há mais de um ano, antes de iniciar a leitura me peguntei: “Será mais uma história de vampiros?” Resolvi arriscar por já conhecer a escrita de Simone dos contos dela que já tinha lido. Resultado: não me arrependi, em momento algum. Comecei o livro em uma tarde chuvosa de janeiro e terminei no dia seguinte. Não sosseguei enquanto não cheguei ao final. Fiquei encantada, diante da reconstrução desse mito que atrai a tantos, feita de forma tão competente por Simone. No livro, os vampiros são, na verdade, pessoas portadoras de uma necessidade especial, a necessidade do sangue para se alimentarem, para sobreviverem, que despertam, em algum momento de sua vida, para uma situação que pode ser fatal. Como se não bastasse isso, também despertam o escravo, aquele que tem o sangue ideal para o portador se alimentar; e o caçador, o antagonista, que não descansará enquanto não eliminar o portador. É nessa estranha realidade que Anya se encontra após ceder aos encantos de um mensageiro (o responsável por despertar o portador) que cruza seu caminho de forma devastadora, fazendo sua vida se tornar mais estranha do que já era: até aquele dia, o pai a impedia de sair ao sol, afirmando que ela tinha dermatite solar severa, tentando protegê-la ao máximo. Depois desse encontro, Anya se vê desesperada para sentir novamente o cheiro agridoce e, quando isso acontece, não consegue frear seus instintos, desencadeando uma transformação total jamais imaginada.
Relendo o livro no mês passado, tive uma sensação muito boa, de poder estar em contato novamente com personagens aos quais gostei demais: Edgar, o pai protetor e dedicado; Ivan, que seria capaz de tudo para que Anya não tivesse o mesmo destino de Bete, a mãe dela; Rafael, o enigmático tutor que não consegue esconder o fascínio que a moça exerce sobre ele; Daniel, o escravo com sangue sabor de chocolate, dono de uma sensualidade que faz a jovem ficar totalmente desconcertada. E Dante, o médico promissor, desesperado com tudo o que acontece a partir do momento em que Anya cruza o seu caminho, além de Leo, irmão dele, alguém que poderíamos chamar de “cara legal”, aquele que está ali para ser o amigo de todas as horas. Viviane, a escrava de Rafael, é um exemplo de dedicação e desprendimento, alguém capaz de se doar, ainda que isso venha a lhe causar alguma mágoa. Dante, Ivan e Vivi têm lugar cativo no meu coração!
Essas personagens, além de outras igualmente interessantes, fazem com que o leitor se veja acompanhando tudo em um ritmo frenético, tantos são os acontecimentos que ocorrem após o despertar de Anya. Numa verdadeira luta do Bem contra o Mal, as personagens desvelam suas histórias, causando os mais diversos sentimentos: amor, paixão, ódio, até mesmo compaixão e simpatia.
Trecho do livro:
“O impulso foi maior do que a vergonha ou a razão e a jovem, sem dizer uma palavra sequer, passou a mão pelo belo corpo dele e encostou o nariz em sua pele... Era o aroma que a atormentava! Como em filmes a que assistira, Anya colou seu corpo ao rapaz, que a puxou para a água... O cheiro da pele dele se acentuou e o sal estava na medida certa... A sensação olfativa era maravilhosa, mas ela tinha que experimentar... Beijou-o no peito e no pescoço, sentindo o sal em sua língua... E então o mordeu, até sentir que a pele rasgava sob seus dentes...
Estava ali o sabor que tanto procurara, o doce sangue que a fizera pensar em frutas flambadas, temperado com o sal da água do mar, a perfeição... O sabor agridoce...”
Diante de tudo o que expus, nem preciso dizer que recomendo fortemente o livro de Simone O. Marques, o primeiro de uma trilogia vampiresca de tirar o fôlego!
Resenha de Bianca Machado
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