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O Alienista

Machado de Assis
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Alexia 19/01/2009

O livro aborda os limites da razão e da loucura,numa história recheada de humor.O que é normal?O que é insano?
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Lelah 19/11/2009

Resenha jurídica
A obra “o Alienista”, de Machado de Assis, tem como personagem principal um médico, Simão Bacamarte, conceituado em Portugal e na Espanha e que decide se aprimorar na área psiquiátrica. O objetivo de Simão Bacamarte, é conhecer as fronteiras entre a razão e a loucura e, através de um estudo patológico cerebral, alcançar a glória como médico psiquiatra.

Com o intuito de ser a pessoa mais importante de sua cidade, Itaguaí, Simão funda a Casa Verde, que tem a finalidade de manter trancafiado todos os loucos dessa mesma cidade. A principio, a inauguração do sanatório é comemorada por todos, porém, as pessoas logo mudam de postura em relação ao médico, já que este começa a “trancafiar” a todos que ele julgue louco, independente de a população concordar ou não. Neste ato, Machado de Assis, como autor, critica a postura cientificista que não vê o ser humano em sua integridade física e moral.

Simão tinha como teoria de inicio que os loucos eram aqueles que apresentavam um comportamento anormal de acordo com o conhecimento da maioria; logo após que a razão é o equilíbrio de todas as faculdades, e que o normal seria o desequilíbrio das faculdades e patológico o seu equilíbrio.

Machado de Assis chama a atenção para a relatividade da ciência, onde cada teoria criada é aparentemente uma verdade absoluta, o que logo é percebido que não é verídico.

A obra de Machado de Assis, em relação à loucura, assemelha-se com o pensamento de Durkheim, quando este fala sobre o crime. De acordo com Durkheim, o crime não se observa apenas na maior parte das sociedades desta ou daquela espécie, mas em todas as sociedades de todos os tipos. Não há nenhuma onde não exista criminalidade.

Assim sendo, não existe fenômeno que apresente da maneira mais irrecusável todos os sintomas da normalidade, pois ele se mostra intimamente ligado às condições de toda vida coletiva. Fazer do crime uma doença social seria admitir que a doença não é algo acidental, mas, ao contrário, deriva em certos casos, da constituição fundamental do ser vivo.

Pode ocorrer que o crime tenha formas anormais, decorrentes de um excesso de natureza mórbida. O que é normal é que haja uma criminalidade, que não ultrapasse determinado nível fixado. Durkheim exibe o crime como fenômeno sociológico normal, necessário e útil, um fator de saúde pública, parte integrante de qualquer sociedade sã.

Na verdade, Durkheim afirma que o crime é normal porque uma sociedade que dele estivesse isenta seria inteiramente impossível. Para o sociólogo, o crime consiste num ato que ofende certos sentimentos coletivos dotados de uma energia e de uma clareza particulares.

Assim como não pode haver sociedade em que os indivíduos não divirjam em maior ou menor grau, é também inevitável que entre essas divergências existam algumas que apresentem um caráter criminoso. Portanto, o crime é necessário, por estar ligado às condições fundamentais de toda vida social. Do mesmo modo, ele é útil, pois as condições de que ele é solidário são elas mesmas indispensáveis à evolução normal da moral e do direito.

Os fatos fundamentais da criminalidade apresentam-se sob um aspecto de novidade. Contrariamente às idéias correntes, o criminoso não mais aparece como um ser radicalmente insociável, como uma espécie de elemento parasitária, corpo estranho e inassimilável, introduzido no seio da sociedade. Com efeito, ele é apenas um agente regular da vida social. Por sua vez, o crime não deve mais ser concebido como um mal que não possa ser contido dentro de limites demasiado estreitos.
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Cordeiro 06/03/2013

A lucidez da loucura.
O Alienista, teve uma das suas primeiras publicações em 1882. A história ocorre em meados do século XIX e tem como centro temático os problemas da "loucura". O enredo da história gira em torno do Dr. Simão Bacamarte, um importantíssimo médico que após conquistar grande respeito na sua carreira de maior médico do Brasil, de Portugal e das Espanhas, retorna à sua terra natal. Passa a dedicar-se ao estudo da ciência e alterna com as leituras. O médico casa-se com a até então viúva, D. Evarista, que não era bonita e tampouco simpática. Mas ao viés de Simão, esta poderia lhe gerar bons filhos robustos e inteligentes, que nunca chegaram.

Continua os estudos da medicina e se interessa pela neurologia, em específico a sanidade e a loucura humana. Teve a inovadora ideia de criar um Centro de Tratamento Psicológico, sendo indubitavelmente apoiado pelo governo e arduamente criticado pela vila. A medida em que o tempo passa, Bacamarte aprofunda-se ainda mais nos estudos e passa a recrutar impulsivamente mais e mais pessoas à Casa Verde - como é denominada, no livro, o asilo, a Casa de Orates.

Passa a perceber que no asilo há mais pessoas do que fora dele, e começa a divagar se os verdadeiros loucos são aqueles que “gozavam do perfeito equilíbrio de suas faculdades mentais”. Passou a recrutá-los. Logo depois, passou a perceber que os cérebros recentes curados eram desequilibrados como os outros, e que em cada cérebro havia sanidade e loucura. O alienista os botou para fora. Depois dessas conclusões e de ter dado à "cura" aos moradores da vila, Simão não cessou e continuou a reflexionar até descobrir uma nova teoria. Achou em si, as características do perfeito equilíbrio mental e moral.

A narrativa é um pouco rebuscada, típica dos livros Machadianos. Porém é uma obra divertidíssima e prende a atenção do leitor. É um livro curto, cinquenta e cinco páginas (na minha edição) e é, de certa forma, uma prévia do que foi realmente o Realismo Brasileiro (ou não?). Não deixa de ser um livro gostoso e saboroso, porém é preciso ter certa cautela ao lê-lo para notar as constantes ironias de Machado de Assis, quando deixa implícito a hipocrisia do ser humano em pensar apenas no seu próprio prestígio. Critica, também, à sociedade burguesa da época.

É o tipo de livro que vale o papel!

Resenha baseada em um resumo publicado no Guia do Estudante.
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Bibis 17/07/2012

Comentário desnecessário - ou não rs
O Dr. Bacamarte procurou por uma loucura que sempre pertenceu a ele.
Mesmo que para mim, nenhuma pessoa seja normal por inteira, o único louco de Itaguaí foi o próprio!

Excelente livro, sinto-me frustrada por deixar esses clássicos mofarem na estante.
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Mannu 08/06/2014

Muito,muito bom!
O Alienista fazia parte dos livros dispensáveis que ainda estavam comigo. Até que resolvi desafiar o título pouco atraente,e adorei!! Sim,viajei!!Ri muito! O modo como Machado constrói o personagem principal,Simão Bacamarte,é fenomenal:um cientista que,procurando pelo que acredita,excede as possibilidades da Ciência,tornando-se louco. Simão é um médico que passa a estudar a loucura. Suas observações,porém,tomam um caráter exagerado,fazendo com que cometa equívocos tremendos,como o de deter no hospício(A Casa Verde)toda a cidade. Recomendo a leitura.É dez vezes mais agradável do que conto aqui.
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