O Alienista

Machado de Assis



Resenhas - O Alienista


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Marcos 21/07/2009

Mais um motivo para reler o Bruxo do Cosme Velho
Completa-se, precisamente em setembro deste ano, o centenário do passamento de Machado de Assis, época em que o autor volta a ser tema destacado para o público não-especializado. Sua obra, extensa no exercício literário dos gêneros e de grande fortuna crítica, apresenta vários pontos de entrada, caso seja esta a dúvida de quem passe hoje na livraria sem saber muito bem por onde iniciar, ou por quê. E é de se esperar, por oportuno, que o autor seja lido por primeira vez (ou por quem somente "passou de ano" na literatura da escola), e estudado por quem espera da literatura um pouco mais que a mera grade de períodos ou o simples conhecimento de "vida e obra".

Uma sugestão de leitura para um primeiro contato passa, quase sempre, por "O alienista". Conto do início dos anos de 1880, "O alienista" é a crônica da Vila de Itaguaí, onde o médico Simão Bacamarte se instala para estudar a alma humana e seu "recanto psíquico". E dedicando-se exclusivamente à ciência, passa a praticá-la de modo surpreendente e provocativo, por meio do confinamento gradual da população itaguaiense. Após demorados estudos, com idas e vindas de sua teoria sobre as "patologias cerebrais", Bacamarte conclui ser ele próprio objeto de sua ciência, internando-se na Casa Verde, asilo construído quando de sua chegada.

Mas por que este conto, aparentemente tão simples, permanece como referência no tempo? A resposta está no fato de que à literatura e à arte importa mais o modo como se diz do que efetivamente o que se diz. É, pois, no modo como se organiza o texto que Machado abre a possibilidade de inúmeras leituras – fazendo dos personagens o esboço de ideologias mais ou menos arraigadas ao Brasil da época, e trazendo ao núcleo da reflexão a crítica inteligente ao cientificismo oitocentista e uma leitura irônica sobre a classe política e sobre a história brasileira de então.

"O alienista" é, por isso, uma pequena ilustração da grande arte de Machado, o Bruxo do Cosme Velho: crítica, irônica, plena de segundas intenções, e conduzida por um narrador que interage junto ao leitor, conferindo à narrativa uma rítmica importante e definidora. O centenário em apreço deve necessariamente passar pela leitura de sua obra e por estas questões. Leitura esta que pode se dar em passadas curtas, ou não. Trata-se, não custa lembrar, do maior contista e romancista da história literária do país: bons textos é o que não falta.

m.s.
12/7/08
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Gustavo 28/07/2009minha estante
Tua resenha está muito bem escrita. Clara, também.

Dize-me: era Machado conhecido por "O Bruxo do Cosme Velho"? Sabes porquê?

És de que cidade do RS? Professor?




Nana Luh 13/01/2010

Não tenho palavras para descrever o brilhantismo desse livro. É uma das melhores obras de Machado de Assis, senão a melhor.
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Laura 25/01/2013

O Alienista - Machado de Assis
Resenha retirada do meu blog: http://suicidioliteral.blogspot.com.br (visitem!)

“O Alienista” é uma narrativa curta de Machado de Assis, quase como um conto extenso. É um livro consideravelmente pequeno – o meu é menor que um livro pocket, tem 82 páginas e diagramação média. Dá pra ler rapidinho se você está acostumado com livros clássicos, porque a linguagem é meio que “densa”, mas não é nada impossível!

A história se passa na cidadezinha de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Mora nessa cidade um médico interessado em estudar os mistérios da mente humana, o tal “Alienista”. Com esse objetivo em mente, ele consegue convencer a cidade de que a construção de uma Casa de Orates (vulgo manicômio) é mais do que uma ótima ideia. Tendo seu manicômio então construído, nosso sábio e curioso médico passa a caça de loucos para hospedar na casa. O problema é que com o passar do tempo, percebemos que o médico é o mais insano dentre todos os seus mentecaptos e ninguém consegue detê-lo.

A história é muito boa e intrigante, e nos faz analisar o que realmente vem a ser a loucura e a sanidade em si. Possui intrigas, rebeliões e uma pitada de corrupção. Uma história que parece insana e irreal, mas que poderia acontecer hoje mesmo.

Com muita criatividade e um final surpreendente, eu super recomendo à vocês o livro; se fosse para dar uma nota, daria à ele quatro estrelas, porque demorou a cativar. E aí, sentiram vontade de ler o livro? Espero que sim, porque é ótimo! E se lerem, venham conversar comigo sobre a história e trocar ideias. Beijão pra vocês e até o próximo livro!
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Bit 01/03/2011

Em sua obra, Machado de Assis mesclou uma visão romântica do mundo e das relações humanas a outra, crua, pessimista e calculista. Transitou de uma perspectiva à outra ao longo de sua produção literária, mas sempre deixando algumas pitadas da que não estava em evidência. Passou assim da concepção idealista à pessimista, mas é possível em suas obras encontrar marcas das duas, ainda que sutis. 'O alienista', que faz parte de sua produção da maturidade, é um bom texto para introduzir o leitor nessa discussão.
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Douglas Baron 27/09/2011

O alienista
Em Itaguaí morava Simão Bacamarte, um grande estudioso de medicina, o maior médico do Brasil. Ele se dedicou ao estudo da medicina e dentro dela se interessou pela sanidade e a loucura humana. Foi então que pediu licença ao governo de Itaguaí para construir uma residência onde os loucos da cidade se instalariam e seriam tratados de tal doença. A casa de loucos foi criada, depois de um tempo quase todos os habitantes estavam presos por qualquer tipo de loucura, até sua esposa foi mandada para a casa dos loucos. Em fim passaram se meses, as pessoas foram sendo soltas por Simão. Ele fechou sua clinica de loucos e começou a estudar-se e morreu ali após dezessete meses. Boatos diziam que o único louco que havia em Itaguaí foi o Dr. Simão Bacamarte. É um bom livro, que nos chama atenção pelo seu tema, é bem interessante e nos passa uma mensagem bem reflexiva: quem estuda excessivamente sobre a loucura acaba enlouquecendo. Recomendo este livro para todas as idades e pessoas que gostam de uma história muito engraçada.
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Renata 29/10/2013

Obra-prima
Os Machadianos que me perdoem se eu estiver falando besteira, mas para mim esta é a obra-prima dele...rs

Achei a história genial.

Como gosto não se discute, dou 5 estrelas e é meu preferido dele.

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Márcia 09/07/2013

Alienado é o alienista.
Onde começa a loucura?
Onde termina a razão?
Em o alienista Machado de Assis faz uma divertida crítica as loucuras da nossa sociedade,onde um médico louco leva o caos a uma cidade quando interna em seu sanatório boa parte da população local por qualquer motivo que lhe pareça sinal de demência, uns porque gesticulam demais, outros porque gostam de ostentar, uns porque não falam, outros porque falam demais... e o mais interessante de tudo isso é que a população da cidade se deixa levar pelo fato do médico ser um homem de muito estudo e de alta posição na sociedade, o que não deixa a população da cidade que é guiada pelas aparências e preconceitos perceber que o único louco da história é o próprio médico.
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Braz 27/10/2009

O alienista
Particularmente não gostei.Foi bem escrito e de uma linguagem facio porém a historia não me agradou.
Não recomendo este livro.
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G. X. Vitoriano 08/06/2013

Existem limites entre loucura e a razão? Se existem, quais são eles? E quem está autorizado a apontá-los? Publicado entre 1881 e 1882 no periódico A Estação, o conto O alienista, de Machado de Assis, discute a existência da norma e a delimitação entre loucura e razão.

Ao relatar a história da criação de um asilo em uma pequena cidade do interior do Brasil, Machado de Assis nos oferece uma análise contundente, bem como extremamente irônica, do que foi a prática psiquiátrica em seu início.

Através da sátira à adesão incondicional à ciência e da crítica à psiquiatria do século XIX, o autor aborda muitas questões ao longo do conto: o processo de disciplinar e transformar em patologias as singularidades; a loucura, que aparece tanto onde é esperada – nos loucos, no asilo –, como onde não a procuramos – no médico, no poder político. Mostra também o poder que a ciência representa e/ou assume para a sociedade, pois as idéias de Simão Bacamarte, embora muitas vezes tenham sido contestadas, foram aceitas posteriormente frente à fundamentação científica de seus argumentos.

Nesse sentido, a questão principal é o papel assumido pela ciência de atrair para si o direito de decidir ou determinar, a partir do método científico, pautado pela racionalidade, o que excede ou não determinado limite.

A história é basicamente a de um cientista, Simão Barcamate, que instala em Itaguaí uma casa para cuidar de pessoas com problemas mentais, e acaba criando teorias sem sentido além de provocar vários problemas para a população.

O livro, tem o fato de criticar a ciência e o modo como se cuidava de doentes mentais. Isso é bem aparente, no fato de Barcamate ser o tão aclamado cientista que é dono da verdade e que não entende que está cometendo erros. E ele não percebe que fez de tudo pela ciência, chegando mesmo a prender na Casa Verde um bom pedaço de gente.

Percebe-se, além disso, o papel fundamental do governo nessas situações. Isso aparece nas intervenções da câmera nos assuntos e interesses de Barcamate. Além disso o livro possui até um aspecto um pouco revolucionário. Isso ocorre porque o barbeiro queria derrubar a Casa Verde e aliar-se a vários moradores.

O Dr. Simão Bacamarte considerava-se conhecedor da técnica de diagnóstico e tratamento das doenças mentais, o que lhe garantia o poder de agir sobre os loucos da cidade, experimentando neles suas teorias. Se o resultado de tais experiências fosse a cura não haveria por que questioná-lo. A ciência afirma seu poder baseada na idéia de que a superioridade do homem está no saber. Como personificação da ciência, Bacamarte se coloca, portanto, ideologicamente como verdade inquestionável.

Por intermédio de Simão Bacamarte, o autor denuncia ainda a função da psiquiatria na construção do ideal de normalidade e de sociedade, bem como a relação entre psiquiatria e ordem pública.

O livro é pequeno, daqueles que a gente termina de ler em poucas horas e tem o estilo inconfundível de Machado de Assis.Ele pode ser tão legal e divertido, como visto acima, quanto o Dan Brown por exemplo.

Um livro gostoso de ler, uma surpresa a cada página, personagens atípicos e crédulos da suposta superioridade européia na medicina da loucura. Tremenda crítica à sociedade que o autor nunca perdia oportunidade de mostrar patética e hipócrita. A irônia de Machado de Assis é notória em O Alienista, quando mostra a hipocrisia do ser humano que só pensa em seu próprio prestígio.

As crônicas de Itaguaí, contam que viveu ali em tempos remotos um certo médico o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza do lugar e o maior dos médicos do Brasil, Portugal e Espanha. Com o fim de estudar a loucura, ele trancafia no asilo que construíra e dera o nome de Casa Verde, um quinto da população da vila. Para ele o normal seria algo homogêneo repetido ao infinito, qualquer pessoa com um gesto ou pensamento que fugisse a rotina era objeto de seus estudos.

A população aterrorizada se revolta, e aí outros tantos passam a morar no asilo. Mas, Simão Bacamarte tão atento às estatísticas, lembra que a norma está sempre com a maioria, e que é esta afinal quem tem razão.

Refaz a teoria, solta os recolhidos e sai ao encalço daqueles poucos que, possuíam coerência moral. Em pouco tempo ele cura a todos, ninguém mais possuía nobres sentimos morais.

Obrigatório na estante dos viciados em livros!
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Luiza 08/12/2012

Cu de rola master.
Esse é, de longe, o pior livro que já li em toda minha vida. Alem dá capa ser ridícula, as folhas serem brancas, a letra ser pequena, o livro é tao cansativo que a sua finura não ajuda em nada, por mais que seja feito com pouquíssimas paginas, essas podem se tornar um verdadeiro tormento..pensei de primeira que demoraria, no máximo, uma hora para le-lo, mas me decepcionei ao ver que demorei mais que uma semana de tao ruim, cansativo e confuso que é esse livro. Machado de Assis deveria ter se matado depois te ter feito essa obra e ainda me pergunto se existe alguém que leria ele por espontânea vontade sem ser forçado a ler como eu. Ou seja, se em algum, paranoico, momento alguém resolver ler esse livro, não leia porque apesar de não colocar futilidades na cabeça, enche-a de nós devido a péssima narrativa de seu autor.
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Daniel Vieira 23/04/2011

Loucura, Loucura ,Loucura!
Um bom livro, bem escrito ( obviamente por se tratar de Machado de Assis) o que mais chama a atenção realmente neste livro são as partes hilarias do livros, são inumeras, o tema de loucura é abordado de uma maneira sutil, e ainda tem um "q" de critica a quem realmente julga quem é louco e quem não é. no final das contas fica evidente que só existe um louco na cidade! rs boa leitura curta e divertida, o lado negativo na minha opinião e a linguagem da época, eu tenho muita dificuldade de concentração por causa da maneira que os escritores de antigamente escrevia seus livros, claro que tem uma baita diferença de época e tals, mais mesmo assim isso acaba prejudicando a leitura.
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HD 19/04/2014

O Alienista
O Alienista conta a história de Simão Bacamarte, um grande médico, muito conceituado na Espanha e em Portugal, que decide entrar para a área da psiquiatria, estudando os aspectos da loucura, classificando os seus graus. Ele se instala na vila de Itaguaí, onde abre a “Casa Verde”.

A Casa Verde trata-se de um hospício onde Bacamarte usava cobaias humanas para realizar seus experimentos sobre a loucura. De um modo inesperado, ele começa a internar todas as pessoas que ele considere desequilibradas e loucas. Para isso, ele usa critérios totalmente sem noção, como por exemplo, pegar um simples poeta que usa metáforas em suas obras, pessoas vaidosas, supersticiosas, bajuladoras, entre outras. Até mesmo D. Evarista, sua esposa, foi considerada louca pelo simples fato de estar indecisa sobre com que colar iria a uma festa.

No início, a vila de Itaguaí apoiou o que o Alienista estava fazendo. Entretanto, os exageros cometidos por ele deram origem a uma revolta popular, a rebelião dos canjicas, liderada pelo barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vencendo, mas em seguida compreende a importância da Casa Verde e começa a apoiar Simão Bacamarte. Após isso, é feita uma intervenção militar e todos aqueles que se rebelaram são presos no hospício, trazendo de volta o prestígio do Alienista.

Entretanto, Bacamarte vê que 80% da população da vila internada é um caso para se repensar. Com isso, ele muda drasticamente o seu método, invertendo os critérios de internação, passando a trancafiar a minoria: os sinceros, leais, respeitosos e honestos. Mesmo assim, ele percebe que os germes do desequilíbrio mental ainda continuam a aparecer, porque já estavam presentes em toda a população.

O Alienista então começa a analisar a situação e chega a conclusão de que é o único homem sadio de Itaguaí. Por conta disso, o mesmo internou-se na Casa Verde e faleceu exatamente dezessete meses depois. Mesmo com os boatos de que era ele, o único louco da vila, ele recebeu honras póstumas.
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Paulo 22/01/2009

Resumo.
Um dos seus melhores livros, muito irônico e absurdo como grande parte de suas obras.
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Laiany 05/11/2012

O médico ou o louco?
Machado de Assis intrigou o leitor com O alienista,fazendo seu personagem principal parecer um horrendo vilão,quando na verdade era apenas um bom homem a procura de ajudar as pessoas.
O livro aborda bem o drama de um jeito resumido e ao mesmo tempo profundo;tudo começa quando o Dr. Simão Bacamarte e sua mulher se mudam para um pequena cidade,onde constroem uma casa de orates,cujo título Casa Verde,com a finalidade de ajudar os pobres que tinham se deixado levar pela loucura.Ao decorre do livro Simão demostra um comportamento que para muitos o faz parecer um de seus pacientes alienados,fazendo muitos o temer.Por fim,o médico demostra um caráter bem inusitado e completamente diferente do que todos imaginavam.O livro consegue pescar o leitor dos maiores pensamentos fúteis,e trazer para o mundo de Machado de Assis e seus livros,fazendo-os apaixonar-se por a história.
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nanda 25/04/2009

simão e a {cons}ciência
seria a casa verde nossa própria mente, lutando pela sanidade ? simão bacamarte seria nossa consciência ? a cidade e seus moradores seriam nossos conflitos, dúvidas, buscas, dilemas, nossa moral, nossos custumes duelando entre si ?


'o alienista', nos ilustra claramente alguns dos dilemas morais dos seres humanos.


deveríamos seguir o fluxo, ou remar contra corrente ?
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