A Reforma Agrária na Roma Antiga

Maria Luiza Corassin



Resenhas - A Reforma Agrária na Roma Antiga


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Fabiano 17/08/2010

CORASSIN, Maria Luiza. A reforma agrária na Roma Antiga. São Paulo: Brasiliense, 1988.


A autora Maria Luiza Corassin possui Licenciatura e Bacharelado em História pela Universidade de São Paulo (1963), mestrado em História Antiga e Medieval pela Universidade de São Paulo (1972) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1984). Docente da USP desde 1975. Tem experiência na área de História Antiga, atuando principalmente nos seguintes temas: História de Roma; Roma: sociedade e política; Antigüidade tardia; Epigrafia latina.

A obra é composta por: índice, introdução, cinco subtítulos: Expansionismo romano e mudanças sociais; A lei agrária de Tibério Graco; Ampliação das reformas: Caio Graco; A reação senatorial; A consolidação do poder militar; e indicações para leitura.
De uma maneira simples, se percebe a importância da agricultura para as formações sócio-econômicas, políticas e culturais de Roma. Também se entende o que acarretou a expansão romana, seus problemas internos e externos, o surgimento assim da lei agrária como uma tentativa de solucionar os problemas do setor agrário e das classes camponesas bem como a reação das elites que perdiam sua influência no poder.
Penso ser fundamental estudar e compreender o assunto abordado pela obra. Contextualizando o assunto com os dias atuais, percebe-se que os problemas relacionados com a questão social, envolvida no setor agrário vêm de longas datas e que não faz parte apenas de uma civilização em específico, que aconteceu, por exemplo, só na Roma antiga. Não muito distante, no Brasil, por exemplo, têm-se ainda problemas (que até então parecem não ter tido solução) relacionados com o tema, um exemplo muito claro é a reforma agrária, tão necessária e discutida, mas que possui pouquíssimas ações para realizá-la.

No decorrer da obra, Corassin é objetiva em relação aos tópicos e também nas características essenciais para abordar o assunto; contudo consegue ampliar o conteúdo que possuímos - geralmente despercebido no ensino médio, não sendo sua obra, mais um resumo de alguma parte da história e sim um texto de valor. Outra observação que pode ser destacada, é que Maria Luiza toma cuidado e dá maior exatidão ao texto, apresentando as medidas de jeiras para hectares, de modo que facilita a compreensão do tamanho das áreas, por exemplo, cedidas para as famílias do ager publicus . Na página 46 pode se observar esse dado : “O projeto de Tibério Graco limitava o direito de possesio sobre as terras públicas. Estabelecia que cada indivíduo poderia ocupar no máximo 500 jeiras (125 hectares) do ager publicus.”..

As citações dos autores e textos da época utilizados pela autora também merecem destaque, tendo em vista que “encorpa” o texto e consegue sustentar sua redação.

A autora contextualiza de maneira clara as características e as relações decorrentes do expansionismo romano. Com foco na reforma agrária da Roma antiga dá destaque para a lei agrária e as conseqüências das disputas entre as classes sociais (destaca a reação da elite senatorial e que vai desencadear na morte no ditador e na retomada da guerra civil) quase sempre se baseando nos relatos e obras de autores da antiguidade (Apiano, Plutarco, Catão, Cícero entre outros) os quais são citados durante o livro.

A obra, ainda que tenha enfoque específico, pode ser de interesse para acadêmicos e professores dos cursos de História, Economia, Direito, Ciências Sociais, Sociologia e demais áreas das ciências humanas. Também pode ser aproveitada por pessoas que tenham interesse no período antigo e que queiram acrescentar conteúdo sobre Roma Antiga.
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