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A Bolsa Amarela

Lygia Bojunga
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Aline ^^ 27/03/2009

Resenha sobre As representações da infância no romance infantil “A Bolsa Amarela”
1.A Construção do Enredo

Sabendo que o enredo, ou trama, diz respeito ao esqueleto da narrativa, àquilo que sustenta a história, podemos perceber que no caso do romance “A Bolsa Amarela” ele foi construído a partir da história de uma menina, chamada Raquel, que ganha uma bolsa amarela a qual ninguém queria. Dentro desta ela colocou, a fim de esconder, três vontades que sempre carregou consigo: a de ser adulto, a de ser menino e a de ser escritora.
No decorrer da história, a menina coloca ainda, na bolsa, a estória que fez de um galo (Afonso) que ganha vida dentro da bolsa e passa a acompanhá-la em suas aventuras. Raquel ainda escreveu outra história sobre outro galo (Terrível) que era de briga. A partir daí o galo também ganha vida e a coloca em mais de suas aventuras. De modo que todos da bolsa se mobilizam para ajudá-lo.
Ao final da narrativa, sua bolsa, que durante todo o desenrolar da trama ficava cada vez mais pesada, ficou leve pelo fato de Raquel ter superado suas três vontades, fazendo com que elas diminuíssem e cada um dos “habitantes” da bolsa tomasse seus rumos.
O enredo se dá a partir da divisão entre dez capítulos médios e que seguem certa linearidade, em uma única parte. Neste caso, a unidade se dá pelo fato dos acontecimentos repercutirem em uma conseqüência, dando movimento ao enredo. Diferentemente de outros livros voltados para o público infantil, este aborda mais temas próprios da psicologia infantil, relacionados às vontades e desejos da criança,relacionados às vontades e desejos da criança. A criança é tida pela família como algo de pouca relevância, chegando a ser reprimida e escondendo seus desejos dos adultos. Dessa forma, a obra trata da criança sob o ponto de vista interno.


2. Criança e Personagem

As personagens, segundo suas ações e funções na narrativa, tendem a ocupar lugares específicos. Propp, dessa forma, determina sete funções nucleares que englobam as esferas de ação das personagens, assim um herói, por exemplo, terá de ter determinados atributos, que podem de certa forma variar, pré-estabelecidos. As sete funções nucleares são: herói, falso herói, agressor, doador, mandante, auxiliar e pessoa procurada. Evidentemente há rupturas deste modelo em diversas narrativas.
Em “A Bolsa Amarela”, Raquel, coração da narrativa, é uma menina que se encaixa no modelo proppiano, apesar de suas mentirinhas no início da história. A menina durante a trama luta para esconder suas vontades e outras coisas dentro da bolsa amarela, e, ao final de tudo, ela consegue resolver seus “problemas”, terminando com um final feliz. Raquel, tinha o hábito de inventar pequenas histórias para se safar de suas enrascadas, sem desrespeitar ninguém. Os defeitos apresentados pela protagonista não impedem que elas se encaixem na categoria de heroínas, visto que os atributos são elementos variantes, mas já há uma pequena mudança no modelo de Propp. As personagens na obra seguem o modelo de Propp sem grandes modificações, dado que as narrativas ocorrem numa ordem linear de acontecimentos.
Raquel está inserida em uma história que se desenrola de acordo com sua imaginação. Os moradores de sua bolsa amarela em maior parte são frutos de sua imaginação, ganhando vida através das histórias feitas pela menina. Assim, ela pode manipular o destino dos moradores da bolsa por meio da palavra, como ela faz com o galo Terrível seja salvo por meio da história de uma linha que se relaciona com o galo feita por Raquel. Esta narrativa não obedece totalmente a uma lógica extra-textual, mas sim do próprio texto como no trecho da casa dos consertos. A menina da bolsa amarela vive aventuras dentro e fora da lógica extra-textual.
A criança-personagem na narrativa retrata o universo infantil, sendo heroína verdadeira. Assim, ela termina bem e adquire novas qualidades.

3.Vozes Narrativas

Em se falando de literatura infantil, um aspecto bastante relevante, na verdade essencial, para a construção da imagem do que venha a ser, do modo como se dá a obra é o faço narrativo. Ele diz respeito à maneira de que o autor se utiliza para mostrar um fato ao leito. E isso se da através de dois tipos principais, em especial à literatura infantil, de linguagens: verbal e visual. Em “A Bolsa Amarela” podemos perceber que a predominância se dá a partir da linguagem verbal, através, mais precisamente falando, do registro oral da fala. A linguagem visual também é apresentada, mas esta se dá de maneira simplificada, como um suporte para a narrativa. A opção pela utilização da reprodução da linguagem oral pode ser percebida no uso lexical de termos e expressões coloquiais em registros clássicos da oralidade, através dos vários diálogos presentes.
Escrever do modo como as personagens falam coloca o narrador do texto literário infantil para captar o repertório do seu público numa comunicação direta e envolvente. A cadência rítmica, o encadeamento simples das frases, as modulações exclamativo-interrogativas, a integração na mensagem são marcas que caracterizam a captura de trações de oralidade no corpo da escritura que muito se aproxima das formas populares de se falar.
O interessante é que se utilizando desse artifício é inevitável que o leitor não se sinta intimamente ligado a trama, já que escrever como se fala implica ler como se fala e, assim, é mais provável que o leitor permaneça atento para captar realidades que escapam ao controlo da sucessividade linear do dito pelo entredito das pausas, do gesto, das modulações sonoras, numa orquestração de ritmos que desenham figuras conceituais, imagéticas, táteis e sonoras num espaço-tempo, também linear, mas simultaneamente, inclusivo e múltiplo.
Em “A Bolsa Amarela” as imagens aparecem em maior quantidade, mas ainda assim, não podem ser considerados como elementos primordiais no texto. Dessa forma, tanto a linguagem verbal quanto a visual, com as várias imagens apresentadas na narrativa, traduz as vozes das quais o autor se utiliza para envolver o leitor e transmitir o que se deseja de uma narrativa.


4.O Imaginário Infantil

A espontaneidade ou criatividade é um das marcas mais nítidas das obras de Lygia Bojunga. No “A Bolsa Amarela” foi narrada a história de uma criança que descobre que tem três vontades e pretende escondê-las a todo o custo para que nenhum adulto fique sabendo. Estes comportamentos, porém, são apenas representações imaginárias, ou seja, um “fazer de conta” da criança que fica encantada com os seus sonhos. Ela sabe qual é a parte da crença e qual é a parte da brincadeira.Como diz Piaget: "a crença, a representação imaginária, a vontade de inventar são difíceis de separar".
A criança prolonga uma visão do mundo. Mas porque se assustar quando a criança sonha? Ela experimenta forças novas, exercita sua imaginação, assim como exercita os seus músculos, ou descobre e constitui, pouco a pouco, os mecanismos lógicos. Mas, frente a esse brinquedo do imaginário, o adulto fica inquieto, desconfiado e fica na defensiva. Por exemplo, nas cartas de Raquel para André, sobre as quais, a sua irmã implicava com ela toda à hora. “Não adianta André: gente grande não entende agente”. No almoço da família da Raquel na casa da tia Brunilda, no qual todo o mundo se espantou com a bolsa da menina querendo saber o que tinha na bolsa. Principalmente o Alberto.
A Raquel, entretanto, muitas vezes, se revolta contra eles e para mistificá-los, porque não lhe deixam à vontade para por em prática os seus sonhos. Em todas essas atividades, o despertar da inteligência e o de imaginação caminha junto e constantemente se enriquecem.
Portanto, a criança está num vaivém entre a razão e a imaginação.

5.A Representação da Família

A família se consolida a partir da descoberta da criança, onde a infância recebe nova valorização e a criança passa a ser o centro de interesse da célula unifamiliar. Por exemplo, no almoço na casa da tia Brunilda, a Raquel ocupou o centro de interesse na festa. Na família (burguesa) a mãe é sempre responsável pelos filhos, lar, provedora da alimentação e afeto e o pai assume os encargos financeiros do pequeno. È exatamente o que se constata na família da Raquel. Vale ressaltar o fato de a prosa nacional ser aquele que privilegia os valores da existência domestica, encerando nela as personagens infantis, porque se trata do seu mundo verdadeiro. Algumas de suas características são: personagens crianças, animais antropomorfizados, a rebeldia e mais o desejo de aventura acaba por determinar a fuga. Um aspecto bem presente no “A Bolsa Amarela”. Por exemplo, a fuga do terrível e as aventuras da menina. No entanto, voluntariamente ou não estes aventureiros sempre retornam. È, pois, a família o setor promovido pelos textos, porque ali os heróis estão seguros, embora a tenham abandonado inadvertidamente.
O menino perde a ilusão pelo fato de não poder trazer algo do seu mundo particular ou de seu desejo privado para o seu lar, isto é, a perda do paraíso infantil, pela culpa dos adultos. Portanto, a Raquel com a sua bolsa amarela representa muito bem esta idéia. Como se percebe, “A Bolsa Amarela” busca a emancipação da criança perante os condicionamentos que os adultos impõem a ela.

6.Escritas Poéticas e Infância

Todos sabemos que há uma estreita relação entre poesia e infância, uma vez que a criança partilha com a poesia certas características. A criança abusa da paralógica para vivificar seu mundo, e é esta mesma paralógica que ronda as letras poéticas. Devido a sua sensibilidade aguçada, a criança aproxima-se da poesia não pela decadência desta, mas pela natureza sensível e não estereotipada de ambas.
É interessante ver em “A Bolsa Amarela”, o modo como a personagem Raquel trata a palavra. Esta é vista como gênese das coisas, característica comprovada no fato de as histórias da menina ganharem vida. Tal processo identifica-se muito com o “animismo difuso” citado por José Paulo Paes, circunstância que se caracteriza pela atribuição de características humanas a objetos, animais e seres abstratos. Tal recurso é francamente explorado no livro de Lygia Bojunga, onde a menina além de reprimir seus desejos em um objeto, também vivifica as coisas através da palavra, sendo que tudo que por ela é escrito ganha vida e características humanas. O animismo difuso é apontado por Piaget como uma característica própria do desenvolvimento, infantil, por isso sua presença tão marcante nos dois livros que tem como público alvo as crianças.
A poeticidade se faz presente e têm participação relevante no decorrer e no desenrolar da história. A bolsa amarela de Raquel é uma representação fantasiosa da criança perante os problemas da sociedade – do seu EU em relação ao OUTRO, principalmente nas relações familiares. A Lógica do Desejo, como já foi dito, é reprimida em “A Bolsa Amarela”. órtanto, a criança ai representada (Raquel) transmite a imagem de um adulto reprimido que busca encontrar a criança que há dentro de si, ou melhor, a criança que os outros não vêem.

(Tezto adaptado de trabalho acadêmico solicitado na disciplina "Fundamentos da Literatura Infanto-Juvenil I"
LETRAS- UFRN. Semestre 2008.1)
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Violet B. 03/07/2010

Sonhos que cabem em um reino ou para carregar na bolsa
A bolsa amarela, da brasileira Lygia Bojunga, e Ponte para Terabítia, da norte- -americana Katherine Paterson, têm mais em comum do que o fato de suas autoras terem nascido no mesmo ano (1932) e aparecido para o mercado editorial no mesmo período, a década de 70, adquirindo prestígio internacional e arrebanhando prêmios de destaque no gênero infanto-juvenil.

As duas histórias falam dos conflitos do “adolescer”, mas usando como contraponto a fantasia e a imaginação. Escritas com leveza – A bolsa amarela em primeira pessoa, e Ponte para Terabítia em terceira –, as histórias têm em comum os temas autoestima e conflito familiar. Raquel, protagonista de A bolsa... e Jess, de Ponte..., estão na pré-adolescência, nasceram em famílias numerosas e com dificuldades financeiras, enfrentam o descaso dos pais e as implicâncias dos irmãos mais velhos. Jess ainda encara o bullying na escola.

A diferença é: enquanto Lygia discute esses problemas sob o ponto de vista de uma menina, Katherine prefere mostrar como um menino enfrenta questões tão sutis e profundas como rejeição, timidez e sentimento de inadequação. Ainda assim, a autora norte-americana coloca um contraponto na história: Leslie, melhor amiga de Jess, com seu olhar feminino e fantasioso para enfrentar a dureza da realidade. Enquanto Lygia faz nascer em Raquel um imenso desejo de ter nascido homem, só porque no contexto de sociedade em que a menina vive “homem pode tudo e mulher não pode nada”.

A sutileza e sensibilidade com que as duas autoras trabalham as questões de gênero pontuam toda a obra e ficam claras tanto nas injustiças sofridas por Raquel por conta de ser menina, quanto no duelo inicial que marca o nascimento da profunda amizade entre Jess e Leslie.

Os pontos em comum entre as duas histórias ambientadas em países e culturas diferentes (a brasileira e a norte-americana) são prova de que a infância e a adolescência, o sentido de família e os medos juvenis são os mesmos, independente da distância geográfica entre EUA e Brasil.

As divergências, por outro lado, dão aquele molho especial que caracteriza o estilo da prosa de cada uma das escritoras e que marcam as formações e experiências pessoais delas, que transparecem, por exemplo: na religiosidade de missionária de Katherine Paterson e na rebeldia e liberdade de Lygia Bojunga, que não à toa, ambienta A bolsa... nos emblemáticos anos 60.

Com linguagem simples, clara e fluída, os dois livros se configuram em leitura agradável para adolescentes e adultos. De forma muito lúdica – e lúcida –, exploram a inocência dos sonhos infantis em contraste com a amargura da vida adulta. Aos olhos de uma criança, crescer é quase sempre dramático, com os adultos o tempo inteiro afundados em dívidas ou cansados demais dos seus trabalhos medíocres para brincar.

As metáforas da bolsa amarela onde Raquel guarda suas vontades inconfessáveis ou o reino mágico de Terabítia que Leslie ajuda Jess a construir para que ele tenha um refúgio do seu cotidiano miserável, mostram formas diferentes de amadurecimento. Enquanto Raquel, em determinado momento, alimenta tanto seus desejos secretos que eles arrebentam a bolsa e revelam-se – rebelam-se – diante da família repressora, marcando um novo lugar, de mais respeito, para a menina; Jess, ao lidar com sentimentos de perda e ausência provocados pela morte, opta por encarar a vida real com todos os seus dissabores, mas sempre reservando intacto o refúgio de sonho, como o lugar onde ele pode recarregar as baterias e quebrar o ciclo vicioso de criança infeliz criada por família infeliz e que se tornaria, por tabela, um adulto infeliz.

Raquel constrói um presente muito mais ensolarado, em tons de amarelo berrante, como sua bolsa, que irá levá-la ao futuro dos seus sonhos (tornar-se escritora), sem que para isso precise nascer de novo no corpo de um homem. Ela aprende a se valorizar como menina e abrir seu caminho no mundo. Já Jess, diante da impossibilidade de alterar o presente, constrói para si e para a irmã menor uma promessa de futuro, onde a sensibilidade de sua alma de desenhista encontre eco em outra “leslies” pela vida afora.

Um resumo de cada obra:

>>A bolsa amarela conta a história de Raquel, uma menina com problemas de autoestima que tem três grandes vontades: ter nascido menino, se tornar adulta e virar escritora. A família de Raquel parece não compreender a enorme imaginação da garota e por ela ser o que se chamava antigamente de filho “temporão”, seus pais já estão sem paciência para educá-la, enquanto os irmãos mais velhos vivem pegando no seu pé. A família de Raquel é bem pobre e uma tia rica vive enviando sobras de seu guarda-roupa para as sobrinhas. Num dos pacotes, uma bolsa amarela que ninguém quer acaba sendo adotada pela menina como uma espécie de mundo secreto, onde ela guarda suas vontades e histórias...

>>Ponte para Terabítia foi escrito para o filho da escritora Katherine Paterson e conta a história da amizade entre Jess Aarons e Leslie Burke. Ele é o único menino em uma família com quatro irmãs e ela é filha única de um casal de intelectuais. Enquanto Jess é reprimido pelo pai e precisa sempre atender as expectativas de sua mãe, além de lidar com as implicâncias das irmãs mais velhas e a idolatria da caçula, Leslie é criada com liberdade e incentivo à imaginação e aos seus talentos naturais. Após conhecer o frágil Jess na escola, Leslie o ensina o poder da leitura e da fantasia como aliadas para vencer as adversidades da vida real.

As autoras:

>>Lygia Bojunga nasceu em Pelotas, em 1932. Começou carreira como atriz e atuou no rádio e no teatro. Em 1972, ganhou notoriedade como escritora, com o livro Os Colegas. Consagrada dentro e fora do Brasil e comparada aqui com Monteiro Lobato e no exterior com Saint-Exupéry, já teve obras traduzidas para diversos idiomas como alemão, francês, espanhol, sueco e japonês. Um dos seus livros, Corda Bamba, foi filmado na Suécia.

>>Katherine Paterson também nasceu em 1932, só que na China, onde seus pais, norte-americanos, atuavam como missionários. Em 1940, por causa da guerra, a família veio para os Estados Unidos. O primeiro livro nasceu durante um curso de escrita criativa para adultos. A autora foi agraciada com a medalha Hans Christian Anderson, o mais importante reconhecimento de literatura infanto-juvenil no mundo. Atualmente, ela preside a Aliança Nacional de Livros e Literatura Infantil.
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luis 06/04/2011

a bolsa amarela
Eu achei este livro ótimo, muito criativo e bem ilustrado.
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Sammy 25/07/2012

A Bolsa Amarela
Se me recordo bem foi o primeiro livro que li na vida. E sabe quando você se identifica quase que inteiramente? Pois é... embora eu não tenha irmãos e nem tenha vontade de ser um garoto, me encarrego de possuir os mesmos outros dois desejos de Raquel.

Além da história ser um mergulho completo com direito a diversos temas - família, crescimento, desejos e imaginação - ele acaba fazendo com que o leitor se identifique de alguma forma, seja ela a menor possível. Geralmente, livros que remetem crianças a protagonistas refletem exatamente isso. Mais geralmente ainda, adultos que leem isso se identificam muito mais. Posso dizer, com certeza, pois li quando criança e, hoje, tenho um olhar totalmente diferente e até mesmo muito mais apreciador do que há anos atrás.

Quem nunca quis esconder suas vontades numa bolsa/mochila e levar consigo para todos os lugares? E ainda assim ter o poder de esquecer seus problemas, tarefas e apenas viver no seu mundo completo e feliz, mesmo que ele seja como a imaginação de uma criança.
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Cli 02/06/2011

Raquel cria um mundo mágico para si mesma ao tentar fugir de um lugar ao qual não sente pertencer, pois, afinal, criança não tem direito a ter vontades; por isso mesmo ela logo inventa três delas para sua vida e, a partir deste universo particular, narra ao leitor, seu cúmplice, a jornada de cada dia, não apenas a sua, mas a de toda a família. Os próprios irmãos reconhecem seu dom de inventar histórias.

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