Laranja Mecânica

Anthony Burgess



Resenhas - Laranja Mecânica


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Vanessa Isis 24/08/2010

Certo. Acho que sou doente. É a única explicação plausível para explicar o tamanho do carinho desenvolvido por Vosso Humilde Narrador, Alex. Tudo me prendeu nessa história, a forma como é escrita, os acontecimentos em si, o jeito que Alex compreende e reage às coisas, o vocabulário utilizado e até a ultraviolência. Minha mais profunda admiração a Anthony Burgess por tamanha criatividade e por uma história tão "horrorshow". Uma ótima pedida para quem está cansado de historinhas comuns.
Bruna 04/05/2011minha estante
Adorei a resenha! Sou doente também, rs.
O Alex é um personagem extremamente cativante, nunca consegui ter raiva dele.
No filme, Kubrick não escolheu ator melhor para interpretá-lo. Acho Malcolm a simpatia em pessoa.


Tarciso 05/12/2011minha estante
Sim, de doente e Alex todos temos um pouco. Ótimas palavras Vanessa, muito "dobi", é difícil ler laranja e não sentir certo afeto por Alex, Anthony Burgess consegue, miticamente, nos transportar para aquele cenário e logo colhemos uma série de elementos que dão sentido às ações de nosso anti-herói.


Alex BS 20/03/2012minha estante
Também acho Alex o carisma em pessoa! Ele é puro, por mais loucas e depravadas que sejam suas ações. Um dos melhores livros que eu li na vida. É difícil não sair falando como o Alex depois de ler!


Oggione 31/08/2012minha estante
Há uma certa complexidade inicial na leitura desse livro. Confesso que o deixei de lado por três vezes, pois não conseguia terminar o primeiro capítulo. Mas minha vontade de lê-lo foi bem maior e acabou ganhando (ainda bem), porque logo que eu me habituei a sua linguagem, a leitura fluiu de forma extraordinária. Um ótimo livro, uma obra prima! Somos todos doentes, ó meus irmão.


Guilherme Tomás 04/11/2012minha estante
Se gostar do livro é sinônimo de doença, somos doentes! Mas se amar o livro significa algo ainda pior, tenho más notícias para nós!


Marcia 26/02/2013minha estante
Pelos comentários, não vejo a hora de ler este livro!


Renata 30/05/2013minha estante
Então somos doentes, porque até saudade do Vosso Humilde Narrador eu estou sentindo.Eu indico zilhares de vezes, toda a história é apaixonante, de fazer querer ler 300 vezes.


Fernanda 28/06/2013minha estante
Também sou viciada em Laranja Mecânica, li o livro, e o filme ilustrou maravilhosamente bem a história! Sou devidamente uma doente também! Sem dúvida, o melhor livro!


Sil 21/03/2014minha estante
Pois acho que sou a única pessoa saudável desses comentários entao rsrs, terminei de ler o livro agora mesmo e posso dizer com todas as minhas forças: eu odeio o Alex, senti raiva dele o tempo todo e ficava feliz quando ele se dava mau. Queria muito que ele e seus "drugues" tivessem um final terrível!!!!! Nada disso aconteceu, para a minha grande tristeza...Porém, como escrito no comentário principal acima: este não é um livro comum.
Isso não significa que não gostei do livro...achei o livro "horrorshow", Burgess foi muito criativo.
Sem mais :)


Daniela 21/03/2014minha estante
Também devo ser doente kkkkk não tem como ter um carinho pelo Alex. Esse livro sem dúvidas tornou-se meu preferido, aquele que mesmo depois de um certo tempo, não o esquecemos.




Rômullo 01/02/2010

"Então, o que vai ser, hein ?"
A obra de Burgess é fascinante por embora ter sido escrita em 1962 é contemporânea. O modo de narrar do jovem Alex é envolvente e mesmo ele sendo um completo criminoso que estupra mulheres não conseguimos sentir raiva ou ódio dele. O livro ainda possui a linguagem 'Nadsat', cercada de gírias, o que torna a leitura um tanto quanto confusa, mas brilhante e muito "horrorshow"!

"Todo ser humano tem direito de escolha. Se uma pessoa não tiver a liberdade de escolher o mal, tampouco terá liberdade de escolher o bem. Não importa se a pessoa opta pelo mal ou pelo bem, o que importa é se ela tem a liberdade ou não de poder escolher.

É melhor ter as ruas infestadas de assassinos do que negar a cada um deles a liberdade de optar".

O que o livro transmite é a incapacidade do Estado de compreender os criminosos, no caso, as gangues de adolescentes que, por puro prazer, destroem, roubam, estupram e matam. O maior exemplo dessa incompreensão é o fato de Alex, o adolescente protagonista, cometer altos crimes e, simultaneamente, amar a música clássica de Beethoven e ler a Bíblia.
De fato, o Estado e talvez o próprio ser humano, não compreendem a verdadeira natureza dos homens e sequer as consequências das suas próprias decisões.

Até mesmo nós estamos amarrados em camisas de força, nossos olhos estão abertos sem possibilidade de fechá-los e ainda somos obrigados a fazer o que o sistema nos impõe. A cada dia nosso direito de escolha, de contestação e nossa capacidade de despreendimento e raciocínio crítico nos são tirados.

A violência não será curada por lavagem cerebral. Não adianta tranformar criminosos em "laranjas mecânicas", como máquinas, tirando-lhes o direito de escolha. A técnica ('Ludovico') usada no jovem Alex é a pura síntese do Totalitarismo e de como esse tipo de governo não se importa com a liberdade de expressões e ideias. O tratamento de usar imagens de ultraviolência para curar a violência do indivíduo é totalmente contraditório.

O Mal está em todos nós, inclusive naqueles que pretendem acabar com ele.

"Quando um homem deixa de escolher, deixa de ser um homem."
Constantinne 01/02/2010minha estante
Meu..você é bom nisso!!!


AStefan 04/02/2010minha estante
Quando eu ler o livro, comento melhor


Felipe 22/02/2010minha estante
Adorei a resenha, me dispertou interesse em ler esse livro. Parabéns pelo modo como escreveu, está ótimo *-* Quando der vou ver se pego esse livro pra ler =D


Raffa 12/07/2011minha estante
Falou exatamente o que eu queria falar mas não sabia como.

Excelente visão sobre a narrativa, parabéns, ótima resenha!


summer 20/01/2012minha estante
Wow!ótima resenha.Realmente trasmite tudo o que eu pude sentir quando o terminei.


Ana Alice 25/01/2012minha estante
Que resenha fascinante... ! *_*
Você é talentoso! oowoo

Haha, agora já sei que livro pedir de aniversário ¬¬ Valeu, aê ^^


Lulu 16/06/2013minha estante
Discordo da sua resenha em alguns pontos, mas tenho que admitir que foi muito bem escrita. Antes de continuar, queria pedir desculpa pelas faltas de acento e cedilha, pois nao sei como coloca-los pelo ipad.
Inicialmente, gostaria de comentar sobre o que voce tinha dito, de que pelo fato de o narrador gostar de musica classica e ler a Biblia ele poder ser considerado um criminoso "menos pior". Considero que Burguess fez o personagem Alex de forma que pudesse ser cativante a ponto de eu sentir-me como ele em algumas ocasioes, mas isso em nada se relaciona com ler a Biblia ou com o tipo de musica que ele escuta (alem de que as partes que Alex gostava da biblia eram as violentas e que tinham "o velho entra e sai").
A segunda coisa que discordo do seu comentario foi o modo como analisou o tratamento Ludovico; ao meu ponto de vista pouco se relaciona com o Totalitarismo, mas sim com o Behaviorismo. O proprio narrador tinha se oferecido como cobaia para este tratamento. Entretanto, concordo com o que voce disse, "nao adianta transformar criminosos em laranjas mecanicas", pois o Alex nao deixou de ser alguem com instinto criminoso, apesar de nao poder mais exerce-lo por se sentir mal; a bondade eh o homem que escolhe. Alias, o tratamento de usar imagens de ultraviolencia (com a musica que ele gostava como forma de punicao) e as "vitaminas" injetadas no narrador antes baseavam-se no ato de ele associar a violencia com algo ruim, pois era o que a sociedade considerava como resposta positiva a ocasiao; sendo assim, nao era totalmente contraditorio, simplesmente baseava-se em um metodo Behaviorista radical (onde o comportamento eh tratado por estimulos positivos e negativos).
O filme laranja mecanica tambem relaciona-se com o pensamento de Durkheim sobre a criminalidade na sociedade (fato social e etc).


Ninha Machado 14/10/2014minha estante
Cara, sua resenha foi "horrorshow". Apenas fazendo um à parte sobre o comentário abaixo; não achei que na sua resenha você descreve o Alex como um criminoso "menos pior" por gostar de música clássica, pelo contrário, você enfatiza essa nossa falta de compreensão ao comparar um ato bom com um ato ruim vindo da mesma pessoa. O legal de o autor ter incluído no Alex essa peculiaridade, é que nos faz refletir que por mais ruim que uma pessoa seja, ela sempre terá algo de bom dentro de sí




Acnaib 27/12/2010

Horrorshow
No começo a leitura me pareceu um malenk bizumni. Devido às gírias nadsat, eu me sentia um pouco perdida naquele mundo horrorshow que é o de Alex e cia. "Naquele", eu disse? Apesar de uma obra destópica simulando uma realidade futura, eu senti que muito da ironia e sujeira da história de Burgess é relacionada ao hoje.
A ultraviolência se faz sentir através da escrita do autor, que depois de uma certa "ambientação" flui muito agradavelmente, Ó, irmãos.
Outro ponto a se ressaltar é como o livro é cuidadosamente bem estruturado. Dividido em três partes, que por sua vez dividem-se em sete capítulos cada. Essa divisão deixa muito claro a "linha do tempo" do nosso protagonista Alex e demonstra sua evolução e amadurecimento.
Uma leitura que deve ser feita em alguma parte da vida, porque é realmente muito horrorshow e aquela kal total. Não, kal não, leitura celestial.
Tito 10/04/2011minha estante
Essa devotchka, tipo assim, sabe das coisas, Ó, irmãos. :-)


Nathália V. 28/11/2012minha estante
e a tradução é muito bem feita, vale mencionar.




gugaavila 04/07/2011

Descascando a Laranja Mecânica
A obra Laranja Mecânica, escrita em 1962 por Anthony Burgess, traz consigo uma originalidade e um brilhantismo sem igual. Nesse livro, Burgess retrata uma Inglaterra futurista infestada de gangues e violência. E é nesses pontos que a Laranja Mecânica se destaca de outras ficções científicas, pois aproxima de uma realidade bastante perceptível para o leitor.
Ao ler a obra, é inevitável não se surpreender com o protagonista Alex. O jovem conta sua história de maneira bem informal, aproximando ainda mais o leitor do livro, deixando-o, praticamente, íntimo de Alex.
Alex, de fato, é um jovem muito controverso e altamente complexo. Tem os princípios de um revolucionário, louco, gênio, mas para o Estado ele é só mais um perturbador da ordem e para a sociedade não passa de um jovem mal educado e ingrato aos pais. Na verdade, Alex é mais um que não se encaixou na sociedade, não compreendeu as regras ou simplesmente ignorou-as. Como diria Raul Seixas Ninguém é igual. Mas a civilização, através dos séculos, não respeitou a integridade do homem, criando leis absolutas e tentando impor uma vontade comum a todos. Isso é a mesma coisa que entrar numa sapataria e mandar o sujeito só vender um número de calçado, sem respeitar aqueles que possuem os pés menores. E se o sapato escolhido não cabe em nossos pés, nós somos de qualquer forma obrigados a usá-lo. E usamos.. Nesse caso, Alex preferiu não usar, e descalço levou sua adolescência à sua maneira, fazendo o que lhe agradava e não se importando com o resto da sociedade, que, segundo o nosso protagonista, não dava a mínima para ele também.
Alex demonstrava um gosto refinado para música, diferente de seus druguis (amigos) e outros adolescentes. Apreciava música clássica, em especial Ludwig Van Beethoven. Além disso, tinha o dom de liderar. Sua inteligência e força o credenciavam como o líder de sua gangue. E por menor que seja seu grupo de comando, sempre haverá aquele que vai querer derrubar esse líder. Com Alex não foi diferente, traído pelos seus amigos, o jovem acaba preso, retratando assim a ânsia do homem pelo poder ou então a agonia do homem em ser comandado.
Na visão do The New York Times, a Laranja Mecânica é uma sátira brutal das distorções das mentes individuais e coletivas. Qual a real natureza do ser humano? Porque é tão mais fácil pensar numa coisa ruim do que o contrário? Será que só fazemos o que é certo por causa das leis que nos regem? Afinal, quem disse o que é certo? O que é certo? No livro conseguimos analisar de uma maneira bem chocante, assim como nas nossas vidas, a pressão constante sobre as pessoas, o estresse generalizado, o desejo de vingança e a capacidade de guardar rancor e ódio que cada ser humano tem.
Laranja Mecânica.O título por si só já é algo bastante impactante e de forma que ao ler a história pode ser interpretado de diversas maneiras. Quando Alex é preso e passa por um processo de lavagem cerebral a partir de substâncias injetadas e outros meios de alienação terapêutica realizadas pelo Governo, o jovem é então impedido de escolhas éticas como o bem e o mal, o certo e o errado, pois todas suas atitudes tinham de ser boas ou então seu próprio corpo reagia de forma negativa consigo mesmo, sentindo dores e enjôos. Para o Estado o método foi uma maravilha, pois não importa o que você pensa, quais seus desejos, desde que esses não se manifestem. Trazendo para a nossa realidade, vemos as pessoas assim também, tantos desejos e revoltas que ficam guardadas, mas não às manifestamos, muitas vezes para não se incomodar, manter um pouco de tranqüilidade em nossas vidas, fruto da grande alienação que fizeram conosco. Como uma laranjeira dando sempre frutos iguais, nem um pouco mais doce, nem mais amargo, todos mecanizados. Laranjas mecânicas.
Enfim, Laranja Mecânica por si só é espetacular devido a grande variedade de interpretações. Sua leitura é muito subjetiva e cada um guarda pra si o que conseguiu chupar dessa Laranja. Temas impactantes, polêmicos e controversos são retratados nessa obra-prima de Anthony Burgess, que apesar do tempo continua tão atual como nunca.
Recomendo!
raaizac 16/09/2011minha estante
Ótima a sua interpretação sobre o livro! Parabéns!


Mari Ferginari 30/11/2013minha estante
Adorei sua resenha, a melhor que li por aqui. De fato, o livro nos leva a refletir sobre a questão do que é o bem e do que é o mal e o quanto podemos ser laranjas mecânicas em nossas vidas sem nem nos darmos conta disso. Certamente um livro marcante para qualquer um que se aventurar a lê-lo e tentar compreendê-lo.


SG1 11/02/2014minha estante
Que resenha maravilhosa! Conseguiu me cativar mais que o próprio livro.




Bill 03/10/2010

Robozinho obediente.
O tema deste livro é o livre-arbítrio.

Este livro refere-se a um jovem delinquente e extremamente violento que o Estado colocou em um "processo educacional" severo e experimental, a fim de devolvê-lo à sociedade saudável.

Ele passou por um tipo de lavagem cerebral em que a consequência era sentir enjôo, fraqueza, dores terríveis, vontade de desmaiar e etc toda vez que estava diante de qualquer tipo de violência (até mesmo quando mencionavam perto dele a ideia de matar uma mosca), era uma sensação tão terrível, que o jovem sentia como se fosse morrer, por isso, ele se esforçava por ter pensamentos antiviolência. Por exemplo, se alguém ameaçava bater nele, ele não oferecia resistência alguma a isso, não se defendia (defesa é violência), inclusive colocava-se voluntariamente em situações humilhantes, como lamber a bota de quem o agredia com o objetivo de fazer com que não o espancassem, por exemplo.

Isso, então, significava que ele se tornou uma pessoa melhor?

Não.

O bem foi imposto a ele, não foi sua escolha, por isso ele não era sincero em sua bondade recém adquirida, mas era forçado a ser bom por causa do "programa" colocado em sua mente, esse programa o punia toda vez que apenas pensava em violência.

Esse jovem usava muitas gírias e, em sua linguagem, ele dizia que tornou-se uma "Laranja Mecânica": um objeto inanimado que se move mecanicamente, sem vida.

Ele não mudou seus valores, sua mente continuava a mesma que sempre foi, mas ele era obrigado a ser bom contra sua vontade.

É óbvio que tal sistema trouxe problemas.

Leitura interessante.
Lucy Soturna 04/10/2010minha estante
Nossa, esse livro pacere muito interessante e agora fiquei com vontade de lê-lo também, pois nunca ouvido falar de um livro com temática tão diferente. Seria uma loucura se as coisas fossem assim, mas quem sabe daria certo se existesse algo semelhante nos dias de hoje, se bem que nada do que é imposto é legal, mesmo que seja "praticar o bem". Parabéns pela resenha Bill ;)


Bruno Oliveira 14/03/2013minha estante
O problema é que essa parte relativa a liberdade ocupa somente uma parte do livro e nem é tanto pensada do ponto de vista da escolha do indivíduo pelo "bem", mas da imposição externa que condiciona suas escolhas e circunscreve o que ele pode ou não escolher.

Livre arbítrio, inclusive, nem é um termo muito bom para designar isso, pois vem atrelado a algum contexto religioso, o que não é propriamente a discussão do livro. É algo menos moral e mais social.

Alex não passa agir "bem" (aliás, bem segundo quem?), mas condicionalmente. O estado não quer transformá-lo numa pessoa moralmente boa, mas numa pessoa ajustada e conveniente à política que impera ali, ou seja, em alguém útil. Se uma pessoa útil for, além disso, boa, melhor ainda... Para a política.


Bill 14/03/2013minha estante
Olá, Bruno de Olivei!

Obrigado pelo comentário!

Acredito que a Liberdade é o foco central da trama, pois descreve um Estado ditatorial que determina arbitrariamente o que é permitido e o que não é, independente de opiniões.

Livre-arbítrio é liberdade de escolha, apenas isso, isso nada tem a ver com religião. Ou podemos escolher o que queremos ou não podemos, simples assim. O estado pode funcionar como um agente limitador, a ditadura militar brasileira foi um bom exemplo disso.

O estado, no contexto do livro, quer de fato transformar o protagonista em alguém útil, você observou bem, mas a ideia do bem também está embutida nisso, afinal, o bem, querendo ou não, é um conceito lógico. Talvez alguém diga que um ladrão é ladrão apenas por que pensa diferente, então, pra ele o roubo não é um mal. Mas o ladrão aceita ser assaltado? Um assassino topa numa boa ser assassinado? É evidente que não. Conceitos como amor, inveja, lealdade, justiça, roubo, segurança pública e etc. são conceitos universais e estão presentes em todas as culturas do mundo, mesmo em culturas muito diferentes entre si.

São conceitos lógicos que tem como consequência a sobrevivência do indivíduo e da sociedade, sem isso reinaria a barbárie total.
Alex espancava as pessoas na rua por pura diversão, por exemplo. Corrigir isso é um ato de segurança pública e, portanto, um ato moral também.

Sua nova conduta é boa para a política, mas é boa para a sociedade também.

O problema é que Alex foi programado a ser bom sem de fato ter se tornado uma pessoa boa, daí a sua luta e seu martírio.

A liberdade e a ideia do bem é que são os pontos centrais desse livro, o modo como esses conceitos podem ser manipulados e até corrompidos sob o pretexto de uma boa intenção.


Bruno Oliveira 19/03/2013minha estante
Oi, Bill, de nada, acho bem legal debater, sempre me faz ver coisas que eu não veria por mim mesmo.

Vou comentar o que disse numerando os parágrafos que estou a considerar.

3-4 - Eu acho que a liberdade é uma das questões centrais, porém, não a colocaria como o foco, pois ela surge mais depois da prisão, havendo toda uma discussão anterior sobre a violência e o Estado. A liberdade começa a ser problematizada depois que o livro mostrou que a "natureza humana" conduz a tantos problemas que atingir uma de suas manifestações pode até se tornar uma escolha aceitável para um governo ineficiente.

O problema do livre arbítrio que aludi é o seguinte: livre arbítrio é normalmente pensado como possibilidade (e não liberdade) de um arbítrio entre situações determinadas; enquanto liberdade é pensado como escolha dentre possibilidades indeterminadas. No primeiro caso aquilo que podemos escolher já está dado, no segundo caso não. Não se trata tanto de escolher dentro de um âmbito moral que limita e explica as possibilidades, mas simplesmente de escolher.

É mais um problema de contaminação teórica do termo, porque normalmente o livre-arbítrio é pensado como escolha entre as possibiilidades que deus ou a moralidade dá, mas, enfim, não é uma questão muito importante, entendo o que quer dizer.

5- Agora essa parte de Bem é mais complicada de afirmar.

Não sei se entendo o que você quer dizer com bem ser um conceito lógico, então vou comentar mais a ideia posteriores a isso e mostrar os problemas que percebo nisso.

No seu exemplo do ladrão concordo que ele não deseja que aquilo que pratica seja repetido contra si, no entanto, isso não implica numa ideia moral de bem. O ladrão pode não querer ser assaltado simplesmente porque isso é inconveniente, danoso, afinal, subtrai-lhe seu dinheiro, assim como também não quero levar um raio na cabeça e nem por isso penso que o raio é uma coisa moralmente má. Nos dois casos não preciso de uma ideia de bem moral (a menos que você esteja pensando o bem como utilidade ou coisa do tipo), não está em questão o que é moralmente bom fazer, mas o que ajuda ou fragiliza o ladrão.

6- Sobre essa coisa de conceitos universais, a resposta é que, no melhor dos casos, depende... Principalmente se o seu "etc" for muito grande. Um conceito ser lógico (estou pensando em algo como "quadrado" ser lógico e "bola quadrada" ser ilógico) não implica sua universalidade. Átomo é um conceito lógico, mas nem todas as culturas o tiveram, por exemplo, ele tem sua origem historicamente datada.

Acho que um antropólogo radicalizaria minha posição e diria simplesmente que não há conceitos universais, mas eu simplesmente não sei.

O problema da afirmação da universalidade é que para comprovar isso sempre tentaremos ler as outras culturas segundo nossos próprios par?metros. Por exemplo, podemos falar de "cultura", mas há povos que não tem essa palavra, não tem esse conceito e nem representam o que fazem da mesma maneira que nós e sequer aceitam se ver assim, embora o que pratiquem certamente seja uma cultura (do nosso ponto de vista). Isso só mostra que estamos tentando buscar identidade de nossos princípios com os alheios e que, ao invés de valorizarmos a singularidade deles, o que são em si mesmos, pensamos suas culturas como aquilo que temos em comum e de diferente (nos pondo como parâmetro, portanto), como uma espécie de cálculo avaliativo que supervaloriza as semelhanças e desvaloriza as diferenças porque afirmar nossa similaridade é conveniente. Deus é um conceito universal? Bem, mal também? Se pensarmos na nossa concepção de mundo e assim partimos para encontrar similaridades dela com outras, sim, mas isso só diz que no fundo nunca saímos de nosso próprio conceito e estamos o reforçando sem olhar as singularidades dos outros.

O mesmo vale para justiça, lealdade, etc. (Inclusive, estou muito a fim de comprar um livro que é sobre uma tribo brasileira (piranã) que não tem conceitos para deus e acabou desconvertendo um missionário que foi lá para cooptá-la. Chama-se Dont sleep with snakes.)

7-8-9 - Acho que os argumentos daqui são atingidos pelos que já dei antes, mas vou ressaltar duas ideias neles que achei interessantes e podemos acabar discutindo.

Primeira, a no parágrafo 7 de que o que Alex faz é bom para a sociedade. O problema nisso é que ele também faz parte da sociedade e que a conduta dele só é boa para quem sofreria com o que ele fez. O crime é bom para o criminoso impune, para os outros criminosos que estão com ele, mas não para outras pessoas.

A segunda seria a do parágrafo 8 de que Alex faz o bem coagido mas não é do bem. Minha pergunta seria: se sou um monstro por dentro, mas tenho ações moralmente impecáveis, continuo sendo mal? Mesmo que eu acabe fazendo mais bem que alguém que é bem por dentro e por fora?

Minha objeção-pergunta é a seguinte: o que é bem senão praticar boas ações?

Acho que ficou enorme, mas, enfim, vamos discutindo isso sem pressa, não precisa responder logo.

Um abraço.




Márcia 14/01/2012

Leia se puder
Acabo de mudar a classificação do livro de “bom” para “regular” pois decidi resgatar o histórico de leitura e lembrei do quanto esse livro é maçante, a despeito da sensação de “bom” que o final passa.

Desde o início, o livro é parecido com um diagrama, um quebra-cabeças, que o leitor é obrigado a se virar para montar caso queira continuar com a leitura. Não há conexão com os personagens porque não há enredo. Não há conexão com o autor porque a narrativa é fria e distante – além da presença daquele dialeto estranho, que, criativo o quanto seja, apenas me irritou. A originalidade desse autor apenas resultou num livro sem história, que pode até ser recheado de conteúdo e simbolismos, mas que não deixa de ser um livro sem história – um peso de papel.

Anthony, no entanto, é inteligente, e por mais chata que seja sua narrativa, de alguma forma o livro não é daqueles que se joga de lado sem culpa. Há algo de interessante no personagem principal, Alex – que consegue despertar até mesmo meu afeto -, e em todo o sistema que o autor cria com o projeto Laranja Mecânica. O fato de os personagens, em dado momento, se interligarem de forma a culminar no fim que a história tem também é interessante. Assim como também a questão que o personagem levanta: o que é o mal e o bem? As pessoas tem o direito de serem más e fazer o que quiserem? E as pessoas boas tem o direito de tirar a maldade das pessoas más porque elas incomodam? Será que o mal nasce com a pessoa?

É um confronto interessantíssimo entre o direito humano de escolher seu próprio caminho, de exercer seu livre arbítrio e o direito do Estado de controlar as ações de cidadãos marginais da sociedade. O projeto Laranja Mecânica visa exterminar a capacidade de criminosos de “praticar o mal” e a violência, a capacidade sequer de pensar em alguma atitude ofensiva, mesmo que como mecanismo de defesa. Alex é o escolhido do governo como cobaia do projeto e as conseqüências são desastrosas.

Até que ponto essa atitude do estado é legítima? Teria valor um comportamento padrão de “bom samaritano” induzido pela dor de não ter outra escolha? E até onde esse projeto se limitaria aos criminosos – às pessoas “más”? Não seria muito simples, em dado momento de dificuldades, possuir o poder de transformar a população de nações inteiras em espécies de robôs sem capacidade de escolhas, de decisão ou sensatez?

Viu? A discussão é interessantíssima, mas o livro é chato. Leia se puder.
Afonseca 05/11/2012minha estante
Não sei, Márcia... acho os livros da Ane Rice fluentes, pouco maçantes e de narrativa nada chata. Ainda assim, resenhas sobre essas obras seriam bem curtas, porque além da história (do enredo) há bem pouco. São livros legais que não dizem nada, nem agora nem daqui a anos quando os relermos. Se um dia você reler Laranja Mecânica, talvez até continue não gostando da narrativa, mas vai sempre te colocar algum tema para uma discussão interessantíssima, nem que seja contigo mesma. Essa é a experiência que tenho com as grandes obras. Não é regra e nem sei se com todos acontece o mesmo. Mas já me rendi várias vezes a obras que um dia detestei com todos os argumentos possíveis. Abração.


Amadeu 03/06/2013minha estante
Eu terminei de ler o livro e fiquei assim: Os temas levantados são interessantes, mas o livro como literatura deixa muito a desejar.

Eu o classifiquei com 3 estrelas. Eu não quis dar uma de "cult", dizendo que o autor retrata uma juventude agressiva, devido a repressão social causada pelo estado e etc, etc.

Acho que você relatou bem o que este livro é e a sua importância:

Uma história desconexa como a juventude sem esperança com simbolismos perturbadores.





ConcitaSiqueira 31/03/2013

Misturei o sangue à laranja, pulei da árvore e bebi!
É perturbador, e por isso fascinante... Fascinante por ser uma leitura não muito fácil de digerir, uma leitura distinta, aconselhável para quem se cansou do lugar-comum. A estranheza que a língua "Nadsat" provoca é tão impactante quanto Alex e seus "druguies". A escrita, as personagens, e diga-se: até mesmo a ultraviolência - ou talvez principalmente ela - tudo fascina, tudo impacta, tudo incita. Alex? Ele vai desde um adolescente carismático e primitivo até a alegoria da mecanização imposta pelo Estado para tudo que lhe for contrário. Para aqueles que antes viram a adaptação igualmente impecável de Stanley Kubrick da obra de Anthony Burgess, além da recorrente e já notória superioridade literária em face de adaptações cinematográficas, encontra surpresas que só uma leitura simultaneamente atemporal, atual e futurística como essa poderia proporcionar. Laranja Mecânica é uma distopia que ao lado das demais, se sobressai pela genialidade excêntrica. Em suma, é "horrorshow"!
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naniedias 24/03/2012

Laranja Mecânica, de Anthony Burguess
Alex é um adolescente violento. Com Georgie, Pete e Tosko, ele anda pelas ruas da cidade à noite aterrorizando - roubos, violência, estupro.
Até que ele é preso e a vítima de uma de suas agressões morre. Alex então vai parar na prisão.

O que eu achei do livro:
És fluente em Nadsat, ô, querido irmãozinho? Pois se a resposta a essa pergunta é não, eu só tenho a dizer: bem-vindo ao horrorshow mundo criado por Anthony Burgess.
Calma, você não precisa saber nadsat para ler o livro. Aliás, você não deve saber nadsat. A terceira versão brasileira*, essa que estou resenhando e que foi publicada pela editora Aleph, assim como a primeira traz um dicionário de nadsat no final do livro. A ideia não partiu do autor, ele não queria que nós, pobres mortais, entedêssemos perfeitamente tudo o que Alex narra. Aliás, esse é justamente o ponto: não compreender o narrador.
Laranja Mecânica, juntamente com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, forma uma trinca de sensacionais livros de ficção que criticavam duramente a sociedade do século XX (que, infelizmente, evoluiu para algo muito parecido com o premeditado pelos três autores: a nossa sociedade). A distopia tão aclamada na atualidade não é novidade. E se você não leu esses três livros, ainda não pode afirmar que conhece as principais obras distópicas.
Antes de começar a falar sobre a obra em si, eu preciso falar dessa edição. Com uma capa intrigante, que apesar de não ter muito a ver com a história ficou ótima no livro, a edição vai muito além de uma diagramação bem-feita. A tradução ficou maravilhosa - eu que não costumo gostar de "aportuguesamento" de termos e nomes, achei que o trabalho do autor Fábio Fernandes ficou excelente. Há uma "Nota sobre a nova tradução brasileira" logo no início do livro explicando algumas escolhas do tradutor na hora de realizar o seu trabalho - e eu achei muito interessante todo o estudo que foi feito para conseguir o resultado final que tanto me agradou. Como existe uma língua criada dentro do livro - o nadsat, montado como uma mistura de inglês com russo e cigano - a tradução da obra de Burgess não é nada trivial. Manter os termos na forma original faria com que a maioria dos leitores brasileiros não entendensem nada e tivessem que recorrer ao dicionário (o que faria com que a grande graça do livro fosse perdida). Então decidiu-se por manter alguns termos e adptar outros; e tenho que dizer que achei incrível a forma como isso foi feito. Algumas expressões ficaram um tanto cômicas, outras puxadas, assim como devem mesmo parecer as expressões usadas pelos jovens quando pessoas mais velhas as escutam - ou seja, ficou excelente! E ainda podemos contar com uma maravilhosa introdução escrita pelo próprio Fábio Fernandes sobre a obra. Não seria a mesma coisa ler Laranja Mecânica sem essa introdução. Portanto, é mais do que merecido o parabéns à editora Aleph pelo primoroso trabalho e, principalmente, a Fábio Fernandes pela maravilhosa tradução e introdução.
Voltando à história.
A primeira versão de Laranja Mecânica surgiu da ideia de passar para o papel o que Burguess via nas ruas - as lutas entre gangues, a violência desmedida, as gírias adolescentes. Porém, ele se preocupava com o fato de que aquelas gírias iriam sumir rapidamente - e o livro estaria ultrapassado, por se tratar de gangues do passado. Mas uma viagem à Rússia acabou por lhe dar a ideia que tornaria Laranja Mecânica um dos melhores livros do século XXI segundo as mais importantes listas: ele criaria a gíria de seus personagens - uma mistura de inglês, russo e língua cigana. Uma fala ritmada e rimada, com um pouco de inglês vitoriano. Assim nascia o nadsat (palavra que quer dizer jovem): a linguagem de Alex e seus amigos.
O livro é ambientado em um futuro próximo e é narrado em primeira pessoa por Alex - o adolescente problemático. E ele fala com o leitor como se estivesse falando com seus amigos, ou seja, utilizando seu estranho modo de falar e suas palavras aparentemente sem sentido.
Na primeira edição americana, inseriu-se um dicionário de nadsat, para que o leitor pudesse entender o livro. Mas esse não era o objetivo de Burguess e já adianto que se você ler olhando o dicionário vai perder um dos pontos essenciais do livro, que é se sentir velho, fora do mundo de Alex - um adulto olhando os incompreensíveis erros de um jovem. Não compreender todas as palavras do protagonistas faz com que nos sintamos fora do mundo dele, como adultos que não conseguem atingir a nova geração. Essa era a ideia do autor - e o nadsat nos proporciona isso. Então, não use o glossário. Depois que terminar a leitura, pode ser bacana ler os termos e perceber quais palavras você havia entendido, quais havia simplesmente ignorado e quais havia errado completamente o significado, mas não o consulte enquanto a leitura estiver em andamento - por maior que seja a curiosidade. Se preciso for, danifique seu livro arrancando fora o glossário, mas não danifique a leitura dessa história.
O livro ainda faz uma crítica à sociedade e o autoritarismo estatal. Algumas questões filosóficas também são levantadas pelo autor. Não é possível ler Laranja Mecânica em apenas um dia, apesar de ter uma linguagem simples (embora em alguns momentos incompreensível, por causa do nadsat) - é uma leitura densa, que faz o leitor refletir muito.
Laranja Mecânica é divido em três partes, de sete capítulos cada uma - totalizando 21 capítulos, que representam a maioridade do protagonista. As edições americanas até o início da década de oitenta não tinham esse último capítulo, que, na minha opinião, é super importante para esse livro - quase que uma lição final imposta pelo autor: não se esqueçam, vocês já foram jovens e quando jovens não sabiam tudo o que sabem hoje, de forma que erraram e muito; mas todos crescem um dia.
Tem tanta coisa que eu gostaria de discutir nessa resenha, mas não quero entrar em detalhes, contar todos os acontecimentos do livro (afinal de contas, quero apenas instigá-los a ler essa história e não substituir a leitura com um resumo da obra). Deixo apenas assinalado que muita coisa acontece em Laranja Mecânica. É um livro intrigante, dolorido, chocante e maravilhoso!
"Mas que tipo de mundo é esse? Homens na Lua e homens girando ao redor da Terra como mariposas numa lâmpada, e ninguém presta mais atenção às leis e à ordem terrenas."

PS: O livro foi brilhantemente adaptado ao cinema pelo diretor Stanley Kubrick em 1971. O filme tornou-se um clássico do cinema mundial e um dos principais trabalhos do famoso diretor. A versão cinematográfica não é totalmente fiel ao livro de Burguess, mas também vale a pena ser assistido.

PS2: Não deixe de ler a Introdução de Fábio Fernandes. Ele consegue falar brilhantemente sobre essa obra e dá ao leitor informações muito interessantes sobre o autor e o livro.

PS3: NÃO CONSULTE O GLOSSÁRIO ANTES DE TERMINAR A LEITURA, drugui querido.

PS4: Eu queria escrever algumas frases em nadsat na resenha, mas me abstive a um "ô, irmãozinhos", no início, um "horrorshow" e um "drugui" no final. Se eu colocasse muitas palavras em nadsat o texto ficaria bolshi kali bizumni, eu teria que explicar tudo para vocês kopatarem e seria aquela kal total. Então, pronto, usei só um malenk de nadsat para vocês não ficarem como se tivessem tomado um moloko.com e conseguirem ponear a razkaz toda. Não fiquem razdraz comigo, druguis, esse último ps não fala nenhuma kal dorogoi, serve apenas para confundir mesmo.

* A saber, a primeira versão brasileira foi publicada em 1977 pela editora Artenova, a segunda em 1994 pela editora Ediouro e essa terceira edição em 2004 editora Aleph.

Nota: 10
Dificuldade de Leitura: 7

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Viviane Pedrosa 11/08/2013

O que é que vai ser? Óh, meus irmãos.

Alex, Nosso Humilde Narrador, chega nesse enredo distópico repleto de críticas sociais para aterrorizar e de uma forma muito doentia, cativar todos os leitores dessa trama no auge da moda nadsat.

Repleto de violência. A história está em torno de Alex e seus jovens amigos de uma gangue, que se divertem todas as noites roubando, matando e até mesmo estuprando mulheres.

O que podemos encontrar nesse livro é a forte influência e o controle que o governo visa ter sobre a vida das pessoas. Encontramos também os traços do Totalitarismo brotando através de uma técnica para correção baseada em lavagem cerebral ao qual o jovem Alex é submetido para corrigir seus problemas de ultraviolência.

Inicialmente a minha estranheza como vocabulário foi, acredito eu, a exatamente a sensação que o autor quis despertar em seus leitores. O impacto de algo totalmente estranho e molodoi. Gostaria muito de ter vencido a curiosidade que me intrigava, mas não consegui e conforme comecei a história de Alex, vira e mexe eu dava uma videada skorre no vocabulário no final do livro. Hora ou outra essa veshka toda dava um nó na minha gúliver, se é que vocês podem ponear. Embora tive dificuldades pra me firmar na história justamente pelo fato do vocabulário, o que fez a minha leitura demorar muito mais do que habitualmente, com o tempo, creio eu que, todo leitor acabará acostumando e lendo essas slovos nadsat com a maior naturalidade.

Laranja Mecânica de uma forma horrorshow, conseguiu ser uma história cativante.

Próximo passo, caros druguis: Videar o filme.
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darla 04/07/2011

Infinitamente melhor que o filme, Laranja Mecânica abusa da ultraviolence. Final diferente do presente no filme e, devo dizer, bem melhor. Recomendo para quem curte um pouco de ficção absurda, o Burgess ou apenas a arte da violência extrema que provavelmente já viram no filme.
Jubs 30/07/2011minha estante
Também curti bem mais o livro que o filme, tanto o final como todo o desenrolar


Azrael 22/12/2011minha estante
Curti mais o livro do que o filme, há um diferença interessante nesses dois veículos diferentes:

No livro, expõe mais drama, relatando a vida desnorteada do jovem Alex DeLarge. No filme, sem dúvida, aponta uma sociedade repleta de alienados.




Oleiro 07/01/2009

Este livro foi escrito semana passada!
Agitado e contagiante, este livro deve também ter sido bastante polêmico quando foi lançado. Hoje é um clássico preditivo em que Anthony Burgess imaginou nossa era. Esqueça o "leite-com" e os "tolchoks na gúliver", na nossa sociedade crianças são ainda menos inocentes que as descritas no livro - incluindo o narrador - pois previsão da realidade social do mundo foi completamente acertada pelo autor. O vocabulário de gírias usadas no livro é tão contagiante que fiquei mais de uma semana atualizando meu Twitter e MSN com palavras "horrorshow"!
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Vinicius ! S. R 31/01/2010

Tipo assim... horrorshow mesmo !
Excelente obra ! acho incrível como Burgess conseguiu criar um mundo a parte, totalmente coerente, com seu própio tipo de idioma, pensamento, organização e etc...
A principio o livro é bem dificil de se ler, já que a narrativa é em primeira pessoa, e o personagem-narrador é um pré-adolescente que se utiliza de um modo juvenil (delinquente) de comunicação, mas quando nos acostumamos nos damos conta o quanto é genial e inovador o modo da narrativa, não é apenas a narração de Alex que é descrita mas sim sua visão daquele mundo caótico. Uma coisa a qual me chamou a atenção no livro que o diferencia, ou meu ver, de outras obras similares como 1984 é que o românce em sí não gira em torno do sistema politico, o que eu achava legal, mas acabava dando uma sensação de banalidade e romantismo, Alex é apenas um garoto que faz parte de uma gangue e quer se divertir, estando a margem do própio sistema, porém o sistema não esta a margem dele própio, o foco então não está no funcionamento do sistema (ao qual pouco sabemos) mas sim na forma como ele trata Alex e outros jovens dando um carácter totalmente realista para a obra, mas longe de ser um livro unicamente contemplativo, Laranja Mecânica nos faz pensar, nos indagar e até mesmo temer um futuro como o relatado no livro.
obra extremamente realista, politizada, crítica, enfim... como diria Alex... horrorshow mesmo !
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Mahana 09/10/2009

Geralmente eu não leio o livro depois que já vi o filme, perde muito do encanto pra mim. Mas Laranja Mecânica foi uma exceção. Eu achei o filme tão bom que decidi ler este clássico da ficção. Conclusão: tanto Burgess quanto Kubrick foram excepcionais. É claro que sempre têm aquelas pequenas diferenças, e a riqueza da linguagem no livro é muito maior, mas como adaptação, o filme de Kubrick ficou perfeito, ele capta a exata essência do livro.

Não há muito a ser dito que já não tenha sido citado pelas resenhas. O livro é muito bem escrito, o trabalho minucioso que Burgess fez ao criar a linguagem Nadsat é simplesmente impressionante. E uma boa dica é ler o livro sem recorrer ao glossário disponível com o significado das gírias. Ao ler o prefácio, o editor explica que no livro original não havia este glossário, pois a intenção de Anthony Burgess era causar uma estranhamento aos leitores. Bem, nas primeiras páginas cheguei a consultá-lo, mas como percebi que quase sempre eu acertava o significado das palavras através do contexto, continuei lendo sem olhar, e acredite, é muito mais interessante. Da metade do livro em diante as gírias começam a parecer naturais, como se fizessem parte do seu vocabulário!

Enfim, é um livro mais que obrigatório para os amantes da literatura.
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Bella Felix 05/11/2009

É impressão minha ou é só eu que acho 'Laranja Mecânica' um saco?
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Cris Paiva 05/11/2009minha estante
Não é um saco não, mas você tem de uma veia rebelde e inconformada para poder apreciar. Eu li quando tinha 15 anos (faz tempoooo) e amei! Se eu lesse hoje, é capaz que não gostasse tanto, ou até mesmo não achasse graça nenhuma. Bjkas!


Marcos Carvalho 03/01/2010minha estante
Pode ser pela dificuldade inicial das gírias. Mas em poucas páginas irá dominá-las, pois o livro é "horroshow"


Alexander B 26/01/2010minha estante
Acho que só você mesmo não gosta do livro.




Suelyn Baldo 17/09/2011

Simplesmente não gostei desse livro. Ele não me agradou em nada, achei cansativo aquele monte de palavras inventadas, o que tornou o livro chato.
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