Auto da Compadecida

Auto da Compadecida
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Resenhas - Auto Da Compadecida


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phddelavia 26/04/2015

Auto da Compadecida - Ariano Suassuna - Editora Agir
Minhas considerações:


Não posso começar essa resenha falando do enredo, pois se você ainda não leu (ou não assistiu), deve ao menos ter ouvido falar dessa história. E eu preciso fazer isso porque a minha opinião (que será muito boa) deve vir primeiro.

Tenho esse livro guardado na estante há muito tempo e ele estava lá, se empoeirando, esperando que eu o lê-se e finalmente sua hora chegou (arrependo-me amargamente de não tê-lo lido antes). Meu exemplar é velho e puído, com a capa soltando, afanado de uma biblioteca de um colégio (algum antigo aluno me deu, deve ter sido esse aluno quem cometeu o delito, não eu, pois não furtaria livro nenhum de biblioteca nenhuma), mas é meu por direito (e por gosto).

O assunto "Auto da Compadecida" surgiu tanto na última semana numa conversa com um amigo que eu fui obrigado a pegar o meu exemplar parado na estante e ler. Leitura fácil, divertida, descontraída e muito gratificante. O livro tem 203 páginas que passam voando (se não tivesse tendo obra aqui em casa eu o teria lido em poucas horas).

Este volume está em forma de roteiro teatral, foi escrito originalmente em 1955 e encenado pela primeira vez em 1956. Eu só tomei conhecimento dessa peça quando ela foi adaptada para televisão numa minissérie da Globo (porcaria de emissora) em 1991 (assisti nessa época mesmo e foi, até hoje, a melhor coisa que já vi nessa porcaria de canal). Não sou acostumado a ler esse gênero literário, mas sou grande fã da literatura de cordel (Suassuna baseou-se nesse outro gênero para compor o Auto da Compadecida). Esse livro é tão lúdico e envolvente que você nem precisa de tempo para se acostumar ao gênero, porque, quando você se dá conta, já acabou.

Não sou nem um pouco religioso, nadinha mesmo, mas Ariano é, e muito. E, confesso, fiquei arrepiado com o julgamento final e a convocação da Compadecida. A título de curiosidade: Suassuna anota logo no início do livro que os atores que representarão, respectivamente a Compadecida e Manuel (Jesus), não são dignos do papel. Em suas próprias palavras:

"A mulher que vai desempenhar o papel desta excelsa Senhora, declara-se indigna de tão alto mister."

"O ator que vai representar Manuel, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, declara-se também indigno de tão alto papel."

São poucos os livros que te fazem esboçar um sorriso, mais raros ainda são os livros que te fazem dar gargalhadas, e este é o caso, muitas gargalhadas, principalmente nos causos de Chicó e nas armações de João Grilo.

Gostei tanto do livro que pretendo ler mais coisas do Suassuna, talvez até sua obra inteira!

Se ainda não te convenci a ler esse livro (ainda hoje de preferência), deixo ainda o enredo para ver se, ao menos, desperto-lhe uma curiosidade.



Enredo:


Toda a peça se passa numa pequena vila (uma minúscula cidade do sertão) que consiste em uma igreja, um pátio de igreja e uma rua para entrar e outra para ir-se embora. Ah, e um lugar para o julgamento. A história é narrada por um palhaço que também interage com os atores.

Chicó é amigo de João Grilo e ambos trabalham para o padeiro e sua esposa. Chicó é um cabra frouxo, contador de histórias; e João, seu melhor amigo, é um sujeito amargurado na pobreza, cheio de criatividade e esperteza, que remói sua infelicidade por ter sido abandonado por seus patrões quando esteve doente. Os dois vão se enrolando em tramoias e enganando a todos; o padre, Sr. Antônio Morais, o sacristão, o bispo e o frade, o padeiro e sua esposa, além de outros.

Por fim, acontece um grande julgamento. E se alguém me perguntar como é que foi, eu responderei: "Não sei, só sei que foi assim."


Sobre o autor:

Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.
Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.


site: http://pedrodelavia.blogspot.com.br/2015/04/auto-da-compadecida-ariano-suassuna.html
Laiane 23/05/2015minha estante
Que coincidência! Escrevi hoje no Facebook a frase "não sei, só sei que foi assim". =)




Marcia 10/04/2015

Auto da Compadecida
Uma obra simples, porém rica e bem escrita...De fácil leitura, em forma de teatro, que nos fascina a cada página.

É difícil se desapegar do filme homônimo durante a leitura. O filme é até mais rico que o livro, pois a história é maior, com mais personagens que no livro, mas tão envolvente quanto...

As falas de João Grilo são engraçadas e ao mesmo tempo melancólicas, pois ele é a descrição do sertanejo pobre e humilde, sem estudo, que passou por muita humilhação nas mãos dos maus patrões e dos "poderosos" da cidade, contando só com sua amizade com o covarde Chicó, e de sua esperteza para sobreviver.
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Valnikson 04/04/2015

1001 Livros Brasileiros Para Ler Antes de Morrer: Auto da Compadecida

site: https://1001livrosbrasileirosparalerantesdemorrer.wordpress.com/2013/10/13/07-auto-da-compadecida/
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Maitê 26/02/2015

Me faltam palavras pra descrever a genialidade de Ariano Suassuma, o seu retrato da vida nordestina é simplesmente sincero e fantástico, acho que poucos autores conseguem retratar pessoas dessa forma.
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Sérgio Filho 04/02/2015minha estante
O santo e a porca é outra peça do autor também muito engraçada.




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Mariana Melo 03/10/2014

lindo!
Um livro que eu não esperava gostar tanto!!! Com diálogos ricos e um delicioso regionalismo nordestino, este livro me encantou de formas que nem consigo expressar! De leitura fácil, pode ser lido em uma sentada. Um livro mágico, indico muito!
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nandinha 21/09/2014

O livro Auto da Compadecida, (Agir, 2005, 186 páginas), de Ariano Suassuna, é uma história teatral, que conta a vida de dois amigos que moravam no interior do Nordeste.

Chicó e João Grilo eram amigos, eles eram muito pobres, e para se sustentarem eles utilizavam a esperteza de João Grilo, um homem bom de papo. O padre era um homem que só valorizava as pessoas mais importantes da sociedade, e só fazia as coisas se recebesse algo em troca. A mulher do Padeiro tinha um cachorro. João Grilo trabalhava para ele, mais não o valorizava. Então o cachorro dela morreu, porque o padre não queria benzer. Então a mulher queria um enterro em latim, mas o padre só fez quando João grilo disse que havia um testamento, onde o padre saia ganhando. João Grilo e Chicó sempre se metiam em confusão, mais acabavam escapando. Entretanto nesse dia, tinha chegado na cidade um cangaceiro e Severino do Aracajú, que acabou matando todos, menos João Grilo e Chicó. Que acabaram inventando outra história, mas o João Grilo foi pego de surpresa que acabou se dando mal também. Com isso, todos que nessa história estavam envolvidos, e que cometeram grandes pecados como, João Grilo, Padre João, Bispo, Frade, Padeiro e a mulher, o cangaceiro e Severino, foram para o julgamento final, e aprenderam uma boa lição.

É um livro muito divertido, e que mostra um pouco da realidade, tanto da pobreza, quanto da preferência pela a classe mais rica, e a amizade.
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Johnny High 28/08/2014

5 estrelas
Rico, engraçado e armorial. Ariano.
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Athaislle 27/08/2014

Essa obra é do escritor cearense Ariano Suassuna (2008.180 pags, 1ºed. Editora: Pockat ouro). O livro Auto da Compadecida é uma comédia teatral baseada nas histórias do nordeste. A obra tem como um dos atores principais Chicó um homem que trabalha para um padeiro e que sob ordem dele irá ter que arranjar um Padre para benzer o cachorro de sua mulher e João Grilo que irá ajudá-lo, irá se aproveitar da situação para se vingar da mulher e do padeiro.
Chicó e João Grilo eram dois pobres homens que trabalhavam em uma padaria. Um dia sob ordem do Padeiro, Chicó foi à igreja a procura de um Padre para benzer um cachorro, no caminho para a igreja Chicó ia conversando com João Grilo seu amigo e companheiro de trabalho, ao chegarem à igreja, Chicó diz ao Padre João que vinha uma pessoa trazendo um cachorro para ele benzer, mas o Padre não aceita, então João Grilo para dar uma ajudinha a Chicó inventa que o animal era do Major Antônio Moraes um homem rico e poderoso da cidade, logo o Padre manda dizer a ele que viesse a igreja que estaria o esperando. Ao verem o Major Antônio Moraes subir a ladeira em direção à igreja a procura do Padre para benzer seu filho que estava doente, João Grilo toma lhes a frente e inventa uma história de que o Padre esta doido que não respeita mais ninguém e com mania de benzer tudo. O Major ao chegar a igreja tem uma conversa com o Padre João, mas o Padre esta confundindo toda a conversa. A mulher e o Padeiro vão a igreja e imploram para que ele benza o cachorro, mas o Padre não benze e então o pobre animal morre e a mulher do Padeiro quer que Padre João o enterre em latim, mas Padre não enterra de jeito nenhum então depois de tanto movimento para enterrarem o cachorro (Xaréu) o Sacristão resolve então ele mesmo enterrar o animal em latim. Ao discutirem se o Sacristão teria agido bem ou não aparece na igreja Severino de Aracaju um cangaceiro e ameaça de matar todos: ao Bispo, Padre João, Chicó, João Grilo, Frade o Padeiro e sua mulher.
Essa obra trás histórias contadas no ceará pelo grande escritor cearense Ariano Suassuna. O personagem principal é João Grilo homem que inventa muitas histórias para tentar se sobressair. Esse livro é ótimo e o recomendo para quem gosta de comédias.
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Larissa 16/08/2014

Ariano
Criei vergonha na cara e após o falecimento do mestre resolvi ler uma de suas obras mais aclamadas. Não me decepcionei. É fantástica. E achei a adaptação da rede globo estranhamente fiel.

site: https://www.youtube.com/watch?v=SkNe46OPqRU
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Eduarda 16/08/2014

Uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna, lançada pela editora Brasil em 1955, drama nordestino com traços do catolicismo. O elenco tem como protagonista João Grilo que vive no meio de confusões, personagens como Chicó que é amigo de João e vive inventando histórias, o Padre, o Bispo, o Frade e o sacristão que compõem o elenco da igreja, A compadecida, Emanuel, Encourado e Satanás que compõem o elenco dos céus e outros como o major Antônio Morais, o padeiro, a mulher, Severino e o cangaceiro.

Tudo começa com uma confusão arranjada por João Grilo, pois a cachorra do padeiro estava doente e o mesmo queria que o padre á benzesse e fez com que Chicó e João fossem até a igreja e convocasse o padre á padaria. Mas o padre achou um absurdo bezer uma cachorra, mas João, um cara mentiroso e que vivia se metendo em confusão, mentiu para o padre dizendo que a cachorra era do major Antônio Moraes, ao qual o padre dava uma certa atenção a mais. O padre logo trocou de conversa e disse que iria benzer a cachorra. O major resolve aparecer à igreja para pedir ao padre a benção para seu filho que estava adoentado, o padre achando que a benção era para a cachorra, logo arrumou uma confusão. O major achou tudo muito estranho e foi conversar com o bispo, que se encaminhou para a igreja. Logo que a confusão foi esclarecida, João mentiu mais uma vez falando a respeito de um testamento, o que despertou o interesse no Padre que logo fez o enterro da cachorra. Quando o bispo chegou na igreja, questionou ao padre e o mesmo falou a respeito do testamento que também foi de interesse ao bispo. Após toda essa confusão aparece um cangaceiro que rouba e mata a população e este que junto aos outros ao qual matou subiu aos céus. O teatro munda a cena para um céu com Emanuel (Deus) sendo o advogado, Encourado (Satanás) como acusador. Satanás tinha bons argumentos para levar todos, logo João fez uma prece a Compadecia, que ajudou a todos.

Além do livro ser bastante engraçado, faz uma critica ao catolicismo e a sociedade como hipócrita.
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Aliane 13/08/2014

Auto da compadecida
Auto da compadecida de Ariano Suassuna, Pocket ouro, editora GOL, com 180 páginas, publicado em Recife, no dia 24 de setembro de 1955.
Ariano Suassuna, era dramaturgo, professor, romancista, poeta e criador de movimentos culturais de caráter. Nasceu em 16 de junho de 1927 em João Pessoa, Paraíba, e faleceu no dia 23 de julho de 2014 em Recife Pernambuco. Autor também de O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, Ariano Suassuna é universalmente conhecido e admirado, membro da academia brasileira de letras, Ariano foi idealizador do movimento Armorial, lançado em 1970 no Recife.
Auto da compadecida, encenado pela primeira vez em 1956 no Recife. Conquistou a medalha de ouro da associação brasileira de críticos teatrais no ano de 1957, no mesmo ano foi publicado pela editora Agir, repetindo o sucesso dos palcos, ganhou três adaptações cinematográficas a ultima delas por Guel Arraes.
O livro da peça teatral de Ariano Suassuna retrata de maneira humorística vários fatos sérios do nosso cotidiano, como por exemplo, a mentira, a desigualdade social, a influencia de pessoas do poder, a corrupção, e a traição entre marido e mulher. Tem como personagens palhaço – é o anunciador da peça e também o grande comentador dos fatos.
João grilo – protagonista, pobre e franzino, que usa de sua “sabedoria” para garantir a sobrevivência. É o melhor amigo de Chicó.
Chicó – é o contador de fatos, o mentiroso ingênuo que cria histórias só por diversão; padre João – mau sacerdote, preocupado apenas em ganhar dinheiro para sua aposentadoria. Sacristão – outro exemplo de mau religioso. bispo – juntamente com o padre João e o sacristão, ajuda a fazer o quadro de representação da Igreja corrompida. Antônio Moraes – senhor de terras, poderoso, que se impõe pelo medo, pelo dinheiro e pela força.
padeiro – representante da burguesia interessada apenas em acumular riquezas, explora seus empregados e tem acordos com as autoridades da Igreja. mulher do padeiro – esposa infiel e devassa, tem amor apenas por seus animais de estimação. Frade – bom sacerdote. Severino do Aracajú – cangaceiro violento e ignorante. cangaceiro – ajudante de Severino, sua função é apenas matar; demônio ajudante do Diabo; O encourado (o diabo) – Funciona como uma espécie de antagonista de João Grilo. Manuel (nosso senhor jesus cristo) personagem que simboliza o bem. A compadecida (nossa senhora) – heroína da peça, funciona como uma advogada de João Grilo e de seus amigos.












 Referencias:
• Próprio livro;


• Data da pesquisa: 12 de agosto de 2014


site: http//www.infoescola.com.br
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Cris 12/08/2014

Do riso que me agrada.
Leve, intrigante e muito engraçado. Faz algumas reflexões muito suscintas e de fácil interpretação. Há ainda uma facilidade maior pelas falas que se colocam durante o enredo, muito próximas do que é a realidade de um nordestino. Me vi lendo e ouvindo a voz de Selton Mello e Matheus Nachtergaele.
Para além disso, há ali críticas muito diretas à sociedade, desde a forma como a Igreja se porta até ao próprio egoísmo humano, quando se observa o padeiro e a sua mulher. Quais são as nossas prioridades?
Os pecados ficam muito claros em todos os personagens, polemizando ainda mais a história. Me pergunto: até que ponto as pessoas entendem o porquê dos pecados?
Dos trechos grifados, acho indispensável trazer:

"Chicó- É, o cachorro já estava morto, mas você sabe como esse povo rico é cheio de confusão com os mortos. Eu, as vezes, chego a pensar que só quem morre completamente é pobre, porque com os ricos a confusão continua por tanto tempo depois da morte, que chega a parecer que ou eles não morrem direito, ou a morte deles é outra." p. 71.

Pobre não tem essa coisa de herança, né? Então, que outro motivo levaria ao questionamento póstumo? Morreu, acabou. "Quem morreu é quem perdeu a vida!".
Outro trecho é:

"Manuel - Calma, rapaz, você não está no inferno. Lá si é um lugar sério. Aqui pode-se brincar. Acuse o sacristão." p. 132.

Aqui há uma inversão do que é o céu e o inferno. Nao me passa a cabeça brincadeiras como a de João Grilo feitas no céu, mas como a própria Compadecida disse, quem gosta de tristeza é o Diabo.
Não consegui, durante todo o livro, me desprender do filme. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim, mas foi, no minimo, divertido lê-lo.
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