Auto da Compadecida

Auto da Compadecida
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Resenhas - Auto Da Compadecida


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isa.dantas 02/09/2015

Maravilhoso!
Não conhecia a obra de Suassuna e esbarrei nesse clássico enquanto estava na fila de uma loja, esperando ser atendida. Simplesmente me encantei pelo conto maravilhoso e divertidíssimo. Agora, quero ler outras obras dele.
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Ingrid 22/07/2015

Daqueles livros que se lê com um sorriso no rosto.
Nessa peça Suassuna traz toda a riqueza da cultura nordestina e eleva a tradição popular à obra prima da literatura brasileira.
O filme dirigido por Guel Arrais é um dos meus preferidos, sou suspeita para falar. Apesar de bem fiel a peça, todas as mudanças do roteiro da peça original são maravilhosas e enriquecem ainda mais a obra de Suassuna.
Foi bom ler a peça já conhecendo o filme e a história, lembrava da entonação dos personagens e me divertia ainda mais. Delicioso.
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Claudio 14/07/2015

O melhor do Nordeste
O que dizer desse livro? Apenas que ele é um dos melhores livro da cultura nordestina. Ariano Suassuna já escreveu muitas obras mas nenhuma como essa. Seu personagens foram eternizados pela TV e já mais sairão do imaginário, não só do povo nordestino, mas do provo Brasileiro. A obra foi escrita tendo como base as histórias contadas pelo povo do Nordeste. Se você viu o filme e acha que não precisa ler o livro, engana-se pois tem muita coisa boa na versão escrita. Não deixe de conferir.
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Lorena 19/06/2015

"Lá vem a Compadecida! Mulher em tudo se mete!"
"Auto da Compadecida" é uma peça teatral de autoria de Ariano Suassuna, datada de 1955.

Baseada na literatura de cordel, a peça foi escrita em três atos e é narrada por um palhaço que também interage com os personagens. Traz elementos da cultura nordestina, tais como o cangaço, o coronelismo e a tradição religiosa, que são mesclados por Suassuna num enredo leve e cômico, e umas alfinetas também.

A história se passa numa pequena vila do sertão nordestino, especificamente na igreja, e no céu. Os personagens principais são os inseparáveis João Grilo e Chicó. João, o espertinho que está sempre querendo se dar bem e Chicó, o medroso contador de histórias mirabolantes.

No dois primeiros atos, João Grilo, amargurado pelo tratamento recebido de seu patrão, o padeiro, convence Chicó a ajudá-lo a pregar uma peça nele e na esposa, uma mulher de moral duvidosa. Mas as coisas não saem como planejadas por Chicó, que acaba causando uma enxurrada de mal entendidos em torno do enterro de um cachorro e do testamento deixado pelo cão, é pelo cão...rs. Até Severino do Aracaju e seu cabra, dois cangaceiros que chegam para saquear a vila, se envolvem na confusão. No terceiro ato, ocorre o julgamento de todos eles e digo, sem sombra de dúvida, que esta é a melhor parte do livro. A mais engraçada, de render gargalhadas mesmo, e a mais cheia de ternura, especialmente na parte que João Grilo invoca a intercessão da Compadecida no julgamento.

Encantada por essa obra do Suassuna que me fez rir e me encheu de saudade do meu Ceará! :)
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Kerly Shoji 28/05/2015

Desde que assisti ao filme há nem lembro quantos anos, me encantei com Chicó e João Grilo, personagens principais do auto. Espero algum dia ter a chance de assistir à peça.

O "Auto da Compadecida" é uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna, dramaturgo paraibano. A obra lembra bastante os autos de Gil Vicente.

A história desse auto foi baseada na no seguinte verso:

"Meu verso acabou-se agora,
Minha história verdadeira.
Toda vez que eu canto ele,
Vêm dez mil-réis pra a algibeira.
Hoje estou dando por cinco,
Talvez não ache quem queira."

João Grilo é como se pode chamar um "enrolador de mão cheia", com sua boa "lábia" e simplicidade alcança seus objetivos. É um personagem bastante carismático.
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phddelavia 26/04/2015

Auto da Compadecida - Ariano Suassuna - Editora Agir
Minhas considerações:


Não posso começar essa resenha falando do enredo, pois se você ainda não leu (ou não assistiu), deve ao menos ter ouvido falar dessa história. E eu preciso fazer isso porque a minha opinião (que será muito boa) deve vir primeiro.

Tenho esse livro guardado na estante há muito tempo e ele estava lá, se empoeirando, esperando que eu o lê-se e finalmente sua hora chegou (arrependo-me amargamente de não tê-lo lido antes). Meu exemplar é velho e puído, com a capa soltando, afanado de uma biblioteca de um colégio (algum antigo aluno me deu, deve ter sido esse aluno quem cometeu o delito, não eu, pois não furtaria livro nenhum de biblioteca nenhuma), mas é meu por direito (e por gosto).

O assunto "Auto da Compadecida" surgiu tanto na última semana numa conversa com um amigo que eu fui obrigado a pegar o meu exemplar parado na estante e ler. Leitura fácil, divertida, descontraída e muito gratificante. O livro tem 203 páginas que passam voando (se não tivesse tendo obra aqui em casa eu o teria lido em poucas horas).

Este volume está em forma de roteiro teatral, foi escrito originalmente em 1955 e encenado pela primeira vez em 1956. Eu só tomei conhecimento dessa peça quando ela foi adaptada para televisão numa minissérie da Globo (porcaria de emissora) em 1991 (assisti nessa época mesmo e foi, até hoje, a melhor coisa que já vi nessa porcaria de canal). Não sou acostumado a ler esse gênero literário, mas sou grande fã da literatura de cordel (Suassuna baseou-se nesse outro gênero para compor o Auto da Compadecida). Esse livro é tão lúdico e envolvente que você nem precisa de tempo para se acostumar ao gênero, porque, quando você se dá conta, já acabou.

Não sou nem um pouco religioso, nadinha mesmo, mas Ariano é, e muito. E, confesso, fiquei arrepiado com o julgamento final e a convocação da Compadecida. A título de curiosidade: Suassuna anota logo no início do livro que os atores que representarão, respectivamente a Compadecida e Manuel (Jesus), não são dignos do papel. Em suas próprias palavras:

"A mulher que vai desempenhar o papel desta excelsa Senhora, declara-se indigna de tão alto mister."

"O ator que vai representar Manuel, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, declara-se também indigno de tão alto papel."

São poucos os livros que te fazem esboçar um sorriso, mais raros ainda são os livros que te fazem dar gargalhadas, e este é o caso, muitas gargalhadas, principalmente nos causos de Chicó e nas armações de João Grilo.

Gostei tanto do livro que pretendo ler mais coisas do Suassuna, talvez até sua obra inteira!

Se ainda não te convenci a ler esse livro (ainda hoje de preferência), deixo ainda o enredo para ver se, ao menos, desperto-lhe uma curiosidade.



Enredo:


Toda a peça se passa numa pequena vila (uma minúscula cidade do sertão) que consiste em uma igreja, um pátio de igreja e uma rua para entrar e outra para ir-se embora. Ah, e um lugar para o julgamento. A história é narrada por um palhaço que também interage com os atores.

Chicó é amigo de João Grilo e ambos trabalham para o padeiro e sua esposa. Chicó é um cabra frouxo, contador de histórias; e João, seu melhor amigo, é um sujeito amargurado na pobreza, cheio de criatividade e esperteza, que remói sua infelicidade por ter sido abandonado por seus patrões quando esteve doente. Os dois vão se enrolando em tramoias e enganando a todos; o padre, Sr. Antônio Morais, o sacristão, o bispo e o frade, o padeiro e sua esposa, além de outros.

Por fim, acontece um grande julgamento. E se alguém me perguntar como é que foi, eu responderei: "Não sei, só sei que foi assim."


Sobre o autor:

Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.
Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.


site: http://pedrodelavia.blogspot.com.br/2015/04/auto-da-compadecida-ariano-suassuna.html
Laiane 23/05/2015minha estante
Que coincidência! Escrevi hoje no Facebook a frase "não sei, só sei que foi assim". =)




Marcia 10/04/2015

Auto da Compadecida
Uma obra simples, porém rica e bem escrita...De fácil leitura, em forma de teatro, que nos fascina a cada página.

É difícil se desapegar do filme homônimo durante a leitura. O filme é até mais rico que o livro, pois a história é maior, com mais personagens que no livro, mas tão envolvente quanto...

As falas de João Grilo são engraçadas e ao mesmo tempo melancólicas, pois ele é a descrição do sertanejo pobre e humilde, sem estudo, que passou por muita humilhação nas mãos dos maus patrões e dos "poderosos" da cidade, contando só com sua amizade com o covarde Chicó, e de sua esperteza para sobreviver.
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Valnikson 04/04/2015

1001 Livros Brasileiros Para Ler Antes de Morrer: Auto da Compadecida
O auto de Ariano Suassuna é um drama nordestino com toques de humor baseado em contos populares do Nordeste, com elementos da literatura de cordel. Auto da Compadecida foi encenado pela primeira vez em 11 de setembro de 1956 (um ano depois de sua publicação em livro), no teatro Santa Isabel, em Recife-PE, sob a direção do dramaturgo Clênio Wanderley.

site: https://1001livrosbrasileirosparalerantesdemorrer.wordpress.com/2013/10/13/07-auto-da-compadecida/
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Maitê 26/02/2015

Me faltam palavras pra descrever a genialidade de Ariano Suassuma, o seu retrato da vida nordestina é simplesmente sincero e fantástico, acho que poucos autores conseguem retratar pessoas dessa forma.
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Sérgio Filho 04/02/2015minha estante
O santo e a porca é outra peça do autor também muito engraçada.




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Mariana Melo 03/10/2014

lindo!
Um livro que eu não esperava gostar tanto!!! Com diálogos ricos e um delicioso regionalismo nordestino, este livro me encantou de formas que nem consigo expressar! De leitura fácil, pode ser lido em uma sentada. Um livro mágico, indico muito!
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nandinha 21/09/2014

O livro Auto da Compadecida, (Agir, 2005, 186 páginas), de Ariano Suassuna, é uma história teatral, que conta a vida de dois amigos que moravam no interior do Nordeste.

Chicó e João Grilo eram amigos, eles eram muito pobres, e para se sustentarem eles utilizavam a esperteza de João Grilo, um homem bom de papo. O padre era um homem que só valorizava as pessoas mais importantes da sociedade, e só fazia as coisas se recebesse algo em troca. A mulher do Padeiro tinha um cachorro. João Grilo trabalhava para ele, mais não o valorizava. Então o cachorro dela morreu, porque o padre não queria benzer. Então a mulher queria um enterro em latim, mas o padre só fez quando João grilo disse que havia um testamento, onde o padre saia ganhando. João Grilo e Chicó sempre se metiam em confusão, mais acabavam escapando. Entretanto nesse dia, tinha chegado na cidade um cangaceiro e Severino do Aracajú, que acabou matando todos, menos João Grilo e Chicó. Que acabaram inventando outra história, mas o João Grilo foi pego de surpresa que acabou se dando mal também. Com isso, todos que nessa história estavam envolvidos, e que cometeram grandes pecados como, João Grilo, Padre João, Bispo, Frade, Padeiro e a mulher, o cangaceiro e Severino, foram para o julgamento final, e aprenderam uma boa lição.

É um livro muito divertido, e que mostra um pouco da realidade, tanto da pobreza, quanto da preferência pela a classe mais rica, e a amizade.
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Johnny High 28/08/2014

5 estrelas
Rico, engraçado e armorial. Ariano.
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