Auto da Compadecida

Auto da Compadecida
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Resenhas - Auto Da Compadecida


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Jéssica Santos 22/04/2016

O Auto da Compadecida foi escrito em 1955, em formato de teatro brasileiro, se passa no nordeste e é cheia de regionalismos. A história tem como personagem principal João Grilo e Chicó, pobres, que dão duro para ter o que comer, vestir, enfim, viver. Chicó adora uma mentirinha e João é craque na arte de improvisar. A peça critica o racismo e a valorização de pessoas ricas, mesmo que de forma sutil, atrelado ao bom humor
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Carmem.Toledo 20/04/2016

Simplicidade e inteligência
Esta é uma das mais singelas e, simultaneamente, críticas obras dramatúrgicas brasileiras. O humor sem igual de Ariano Suassuna conduz o leitor/espectador a questionamentos sociais, políticos e religiosos, através de uma arma invencível: a simplicidade.
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29/03/2016

Não sei. Só sei que foi assim.
"Valha-me Nossa Senhora,
Mãe de Deus de Nazaré!
A vaca mansa dá leite,
a braba dá quando quer.
A mansa dá sossegada,
a braba levanta o pé.
Já fui barco, fui navio,
mas hoje sou escaler.
Já fui menino, fui homem,
só me falta ser mulher.
Valha-me Nossa Senhora,
Mãe de Deus de Nazaré."

O livro é em formato de peça de teatro, visto que foi para esse fim que a obra foi concebida. Mas, felizmente, temos a adaptação cinematográfica (que eu adoro) e a não muito tempo atrás também pude ter essa edição primorosa da Editora Nova Fronteira, em capa dura, com ilustrações e as considerações do próprio Ariano Suassuna.

Como geralmente acontece, as adaptações são mais romanceadas para incrementar o texto original, e em Auto da Compadecida não é diferente. Existem personagens e vários elementos que condizem com a peça, mas muitas coisas diferem e muitas coisas são inventadas também e inseridas, até mesmo pro filme ter mais tempo de duração.

O filme vale tanto a pena quanto a leitura do original e, como li depois de já ter assistido, tive a nítida impressão de ouvir a voz dos atores enquanto eu lia e percebi que a escolha desses atores casou muito bem com os personagens criados pelo Ariano.

A história fala sobre uma pequena parte do que Chicó e João Grilo passam enquanto tentam "passar a perna" em outros personagens tentando promover o enterro de um cachorro com o padre realizando a cerimônia.

Temos um texto simples, cômico e cheio de sátiras e regionalismos nordestinos e com inspiração em obras menores e de menos repercussão que enriquecem o leitor. Sem falar no jogo de cintura que os personagens principais têm e que faz com que escapem das situações mais inusitadas como, por exemplo, um julgamento entre o Céu e o Inferno.


site: http://vivendomilvidas.blogspot.com.br/2016/03/projeto-nacionais-1-auto-da-compadecida.html
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Alana 22/03/2016

Não importa quantas vezes eu tenha assistido ao filme e saber as cenas de cor: o livro foi delicioso de ser lido! Saber da historia de trás pra frente em nada me atrapalhou e eu só me pergunto o porque de não ter lido antes.

Não é uma narrativa, como o próprio titulo já indica: é um auto, escrito quase inteiro em forma de diálogos e separado em três atos, que são interligados pela narração de um palhaço (sim, um palhaço!) que interage o tempo inteiro com os personagens. E não poderia ter sido de outra forma, o livro de Ariano Suassuna me arrancou várias risadas durante a leitura.

O filme possui cenas e personagens extras, mas foi incrivelmente fiel ao livro. Inclusive, foi inevitável lê-lo com as vozes dos atores ressoando em minha cabeça e visualizando claramente as cenas, da forma com que foram representados no cinema.

Apesar de cômico do inicio ao fim, o auto expõe algumas mazelas e elementos da sociedade nordestina no inicio do século XX, como o coronelismo, a corrupção e tradição muito presente na Igreja Católica à época, a pobreza do sertão e o cangaço. Tudo isso nos é apresentado numa linguagem simples e humilde, porém muito rica, bem característico do povo nordestino. Alias, a obra de Suassuna foi baseada nas próprias literaturas de cordel.

Humor do inicio ao fim, com leves alfinetadas. Nossa Senhora define muito bem, durante o julgamento, o clima dessa peça... "Quem gosta de tristeza é o diabo".
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Ana S. 09/09/2015

Já conhecia a história de trás pra frente por causa do filme e agora li o livro, é muito cativante a escrita do Ariano Suassuna, impossível não se apegar ao João Grilo e Chicó. Divertido mas que também retrata os dramas do nordeste, pobreza e religião. 5 estrelas :
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Isadora 04/09/2015

Um auto sempre nos faz refletir sobre assuntos polêmicos, principalmente religiosos. E esse de uma forma especial me cativou pelo enredo, pelas características principais de cada personagem, pela crítica à igreja e pela presença da literatura de cordel. Ele mostra muito bem a nossa região nordeste; a situação do povo nordestino, principalmente a classe mais pobre. E o melhor de tudo é o humor envolvido em toda a história.
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Tamíris 04/09/2015

"Não sei, só sei que foi assim"
Sempre fui apaixonada pelo filme, e agora que li o livro estou mais apaixonada ainda. O humor é leve e descontraído, dei várias gargalhadas. A leitura é rápida e fácil e muito cativante, terminei em um dia apenas. Realmente é uma das obras que mais marcaram minha vida.
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isa.dantas 02/09/2015

Maravilhoso!
Não conhecia a obra de Suassuna e esbarrei nesse clássico enquanto estava na fila de uma loja, esperando ser atendida. Simplesmente me encantei pelo conto maravilhoso e divertidíssimo. Agora, quero ler outras obras dele.
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Fabio Martins 06/08/2015

O auto da compadecida
Desde que foi lançado, sempre gostei muito do filme O Auto da Compadecida, de Guel Arraes. Achava a história cativante, com humor refinado e, ao mesmo tempo, muito simples e direta. Eis que certo dia, me deparo com um livreto homônimo em uma banca de jornal. Por ser fã do filme, decidi comprá-lo.

Ao começar a leitura, reparei nas grandes diferenças das duas obras. O livro foi escrito em 1955 por Ariano Suassuna em forma de peça de teatro e foi adaptado ao cinema em 1999. No livro, um palhaço faz a abertura de cada ato, explicando ligeiramente o que vem a seguir e a localização onde os personagens se encontram no momento.

A primeira parte do livro (primeiro ato) se passa durante a armação do enterro da cachorra do padeiro. João Grilo e Chicó organizam o funeral do animal enganando o padre da cidade e ainda conseguem um bom dinheiro para ele, o bispo e o sacristão da igreja. O curioso é que todos refutavam veementemente a execução do enterro até o surgimento da grande quantidade de dinheiro disponível para a realização do mesmo.

O segundo ato apresenta uma história curiosa, que não faz parte do filme. João Grilo vende um gato aos patrões (donos da padaria) alegando que ele comia ração e defecava dinheiro. Fez uma armação barata e conseguiu ganhar um bom dinheiro. Quando os padeiros perceberam que era uma farsa, foram reclamar ao sertanejo. Nesse instante, alguns cangaceiros invadem a cidade e decidem matar os padeiros, o padre, o bispo, o sacristão, João Grilo e Chicó.

Novamente com um plano mirabolante, João Grilo consegue matar o líder dos cangaceiros, Severino, alegando que tinha uma gaita que ressuscitava pessoas. Porém, outro rapaz do bando acerta um tiro no sertanejo e o mata também.

O último ato se inicia com o julgamento dos mortos. De um lado, o diabo tentando levá-los ao inferno. Do outro, Jesus Cristo puxando-os para o purgatório e o céu. Todos são absolvidos, mas o caso de João Grilo é complicado pelas diversas mentiras que cometeu em vida. Eis que ele apela para Nossa Senhora, que o dá mais uma chance de viver.

O livro O Auto da Compadecida foi uma verdadeira surpresa agradável. A leitura é muito divertida e simples. As diversas invertidas na história, as partes irônicas e os diálogos engraçados dão o tom do livro, que é tão bom e recomendável quanto o filme.

site: lisobreisso.wordpress.com
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Ingrid 22/07/2015

Daqueles livros que se lê com um sorriso no rosto.
Nessa peça Suassuna traz toda a riqueza da cultura nordestina e eleva a tradição popular à obra prima da literatura brasileira.
O filme dirigido por Guel Arrais é um dos meus preferidos, sou suspeita para falar. Apesar de bem fiel a peça, todas as mudanças do roteiro da peça original são maravilhosas e enriquecem ainda mais a obra de Suassuna.
Foi bom ler a peça já conhecendo o filme e a história, lembrava da entonação dos personagens e me divertia ainda mais. Delicioso.
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Claudio 14/07/2015

O melhor do Nordeste
O que dizer desse livro? Apenas que ele é um dos melhores livro da cultura nordestina. Ariano Suassuna já escreveu muitas obras mas nenhuma como essa. Seu personagens foram eternizados pela TV e já mais sairão do imaginário, não só do povo nordestino, mas do provo Brasileiro. A obra foi escrita tendo como base as histórias contadas pelo povo do Nordeste. Se você viu o filme e acha que não precisa ler o livro, engana-se pois tem muita coisa boa na versão escrita. Não deixe de conferir.
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Lorena 19/06/2015

"Lá vem a Compadecida! Mulher em tudo se mete!"
"Auto da Compadecida" é uma peça teatral de autoria de Ariano Suassuna, datada de 1955.

Baseada na literatura de cordel, a peça foi escrita em três atos e é narrada por um palhaço que também interage com os personagens. Traz elementos da cultura nordestina, tais como o cangaço, o coronelismo e a tradição religiosa, que são mesclados por Suassuna num enredo leve e cômico, e umas alfinetas também.

A história se passa numa pequena vila do sertão nordestino, especificamente na igreja, e no céu. Os personagens principais são os inseparáveis João Grilo e Chicó. João, o espertinho que está sempre querendo se dar bem e Chicó, o medroso contador de histórias mirabolantes.

No dois primeiros atos, João Grilo, amargurado pelo tratamento recebido de seu patrão, o padeiro, convence Chicó a ajudá-lo a pregar uma peça nele e na esposa, uma mulher de moral duvidosa. Mas as coisas não saem como planejadas por Chicó, que acaba causando uma enxurrada de mal entendidos em torno do enterro de um cachorro e do testamento deixado pelo cão, é pelo cão...rs. Até Severino do Aracaju e seu cabra, dois cangaceiros que chegam para saquear a vila, se envolvem na confusão. No terceiro ato, ocorre o julgamento de todos eles e digo, sem sombra de dúvida, que esta é a melhor parte do livro. A mais engraçada, de render gargalhadas mesmo, e a mais cheia de ternura, especialmente na parte que João Grilo invoca a intercessão da Compadecida no julgamento.

Encantada por essa obra do Suassuna que me fez rir e me encheu de saudade do meu Ceará! :)
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Kerly 28/05/2015

Desde que assisti ao filme há nem lembro quantos anos, me encantei com Chicó e João Grilo, personagens principais do auto. Espero algum dia ter a chance de assistir à peça.

O "Auto da Compadecida" é uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna, dramaturgo paraibano. A obra lembra bastante os autos de Gil Vicente.

A história desse auto foi baseada na no seguinte verso:

"Meu verso acabou-se agora,
Minha história verdadeira.
Toda vez que eu canto ele,
Vêm dez mil-réis pra a algibeira.
Hoje estou dando por cinco,
Talvez não ache quem queira."

João Grilo é como se pode chamar um "enrolador de mão cheia", com sua boa "lábia" e simplicidade alcança seus objetivos. É um personagem bastante carismático.
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phddelavia 26/04/2015

Auto da Compadecida - Ariano Suassuna - Editora Agir
Minhas considerações:


Não posso começar essa resenha falando do enredo, pois se você ainda não leu (ou não assistiu), deve ao menos ter ouvido falar dessa história. E eu preciso fazer isso porque a minha opinião (que será muito boa) deve vir primeiro.

Tenho esse livro guardado na estante há muito tempo e ele estava lá, se empoeirando, esperando que eu o lê-se e finalmente sua hora chegou (arrependo-me amargamente de não tê-lo lido antes). Meu exemplar é velho e puído, com a capa soltando, afanado de uma biblioteca de um colégio (algum antigo aluno me deu, deve ter sido esse aluno quem cometeu o delito, não eu, pois não furtaria livro nenhum de biblioteca nenhuma), mas é meu por direito (e por gosto).

O assunto "Auto da Compadecida" surgiu tanto na última semana numa conversa com um amigo que eu fui obrigado a pegar o meu exemplar parado na estante e ler. Leitura fácil, divertida, descontraída e muito gratificante. O livro tem 203 páginas que passam voando (se não tivesse tendo obra aqui em casa eu o teria lido em poucas horas).

Este volume está em forma de roteiro teatral, foi escrito originalmente em 1955 e encenado pela primeira vez em 1956. Eu só tomei conhecimento dessa peça quando ela foi adaptada para televisão numa minissérie da Globo (porcaria de emissora) em 1991 (assisti nessa época mesmo e foi, até hoje, a melhor coisa que já vi nessa porcaria de canal). Não sou acostumado a ler esse gênero literário, mas sou grande fã da literatura de cordel (Suassuna baseou-se nesse outro gênero para compor o Auto da Compadecida). Esse livro é tão lúdico e envolvente que você nem precisa de tempo para se acostumar ao gênero, porque, quando você se dá conta, já acabou.

Não sou nem um pouco religioso, nadinha mesmo, mas Ariano é, e muito. E, confesso, fiquei arrepiado com o julgamento final e a convocação da Compadecida. A título de curiosidade: Suassuna anota logo no início do livro que os atores que representarão, respectivamente a Compadecida e Manuel (Jesus), não são dignos do papel. Em suas próprias palavras:

"A mulher que vai desempenhar o papel desta excelsa Senhora, declara-se indigna de tão alto mister."

"O ator que vai representar Manuel, isto é, Nosso Senhor Jesus Cristo, declara-se também indigno de tão alto papel."

São poucos os livros que te fazem esboçar um sorriso, mais raros ainda são os livros que te fazem dar gargalhadas, e este é o caso, muitas gargalhadas, principalmente nos causos de Chicó e nas armações de João Grilo.

Gostei tanto do livro que pretendo ler mais coisas do Suassuna, talvez até sua obra inteira!

Se ainda não te convenci a ler esse livro (ainda hoje de preferência), deixo ainda o enredo para ver se, ao menos, desperto-lhe uma curiosidade.



Enredo:


Toda a peça se passa numa pequena vila (uma minúscula cidade do sertão) que consiste em uma igreja, um pátio de igreja e uma rua para entrar e outra para ir-se embora. Ah, e um lugar para o julgamento. A história é narrada por um palhaço que também interage com os atores.

Chicó é amigo de João Grilo e ambos trabalham para o padeiro e sua esposa. Chicó é um cabra frouxo, contador de histórias; e João, seu melhor amigo, é um sujeito amargurado na pobreza, cheio de criatividade e esperteza, que remói sua infelicidade por ter sido abandonado por seus patrões quando esteve doente. Os dois vão se enrolando em tramoias e enganando a todos; o padre, Sr. Antônio Morais, o sacristão, o bispo e o frade, o padeiro e sua esposa, além de outros.

Por fim, acontece um grande julgamento. E se alguém me perguntar como é que foi, eu responderei: "Não sei, só sei que foi assim."


Sobre o autor:

Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.
Suassuna era um icônico paraibano, nascido em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927, um sujeito que não gostava de viajar e nem de tomar café, que adorava sua terra e era apaixonado pela literatura de cordel. Projetou-se com a peça Auto da Compadecida em 1955, entre tantas outras de suas obras. Escreveu, em sua grande maioria, para o teatro, mas também publicou alguns romances e muitas poesias. Vendo suas entrevistas e lendo suas reportagens, nota-se claramente um ar matuto e espertalhão aprofundado pelo sotaque melodioso e curioso do Nordeste. Na minha opinião, Ariano foi uma combinação de seus dois famosos personagens, Chicó e João Grilo, não dá para não se divertir lendo e ouvindo Suassuna.


site: http://pedrodelavia.blogspot.com.br/2015/04/auto-da-compadecida-ariano-suassuna.html
Laiane 23/05/2015minha estante
Que coincidência! Escrevi hoje no Facebook a frase "não sei, só sei que foi assim". =)




Marcia 10/04/2015

Auto da Compadecida
Uma obra simples, porém rica e bem escrita...De fácil leitura, em forma de teatro, que nos fascina a cada página.

É difícil se desapegar do filme homônimo durante a leitura. O filme é até mais rico que o livro, pois a história é maior, com mais personagens que no livro, mas tão envolvente quanto...

As falas de João Grilo são engraçadas e ao mesmo tempo melancólicas, pois ele é a descrição do sertanejo pobre e humilde, sem estudo, que passou por muita humilhação nas mãos dos maus patrões e dos "poderosos" da cidade, contando só com sua amizade com o covarde Chicó, e de sua esperteza para sobreviver.
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