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História da Imprensa no Brasil

Nelson Werneck Sodré
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Verônica 22/07/2010

Leitura (obrigatória) para jornalistas
O livro aborda o surgimento da imprensa no Brasil desde o período Colonial, tratando da dependência de Portugal na arte das letras, passando pelas mudanças da imprensa na independência, pela circulação dos Pasquins, pelo desenvolvimento da imprensa no Império, chegando a um ponto crucial após a Proclamação da República, na virada do século XIX para o século XX.

Nesse período começa a se desenvolver a imprensa-empresa, embrião das empresas jornalísticas como as conhecemos hoje, e uma nova visão de mundo e de jornalismo já circula nas capitais do nosso país republicano.

Sodré era historiador, o que por si só já garante uma escrita bem contextualizada, explicativa na medida certa. Apesar de o texto ser de 1966, com vírgulas demais e grafias não mais utilizadas na nossa mutante língua portuguesa, a leitura é uma delícia.

Certamente a obra de Sodré merece uma nova abordagem, que complete a interpretação a partir da década de 1960 aos dias atuais. Inclusive, já vi outros livros com o mesmo título que provavelmente tratam dos anos mais recentes. Mas já considero o livro de Sodré um clássico da minha estante, e as quase 600 páginas de história da imprensa organizadas por ele com certeza valem a leitura.

Em tempos de mídias digitais e com o anúncio do fim da versão impressa do Jornal do Brasil, compreender como a imprensa brasileira nasceu e que caminhos percorreu até meados do século XX é uma forma de enriquecimento e diferenciação de qualquer discurso jornalístico. Mesmo não atuando como repórter, acho essencial saber de onde viemos, como jornalistas, para assim buscar compreender para onde vamos, como comunicadores.
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Eduars 17/07/2009

História da Imprensa no Brasil
Leitura indispensável para quem quer entender um pouco o contexto da imprensa no Brasil. O historiador analisa os principais jornais da época, os ideais políticos que norteavam esse ou aquele jornal, as revoluções etc., fala sobre a função do Pasquim como uma mídia sem papas na língua onde quando acabavam os recursos intelectuais não faltavam farpas sobre a vida pessoal do infâme etc.

Já no final do livro ele analisa os meios com que a Rede Globo na pessoa de Roberto Marinho tornou-se sinônimo de mídia golpista e sem escrúpulos.

É pena que Nelson Werneck Sodré tenha dado tão pouca importância - para não dizer nenhuma - a imprensa católica e protestante que muitas vezes pleitearam causas políticas em prol da monarquia e da república.

No entanto, continua como leitura indispensável.
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Gustavo Barreto 13/04/2009

Sobre a liberdade de imprensa
Nessa obra, Nelson Werneck Sodré registra o esforço das campanhas pela “liberdade de imprensa” (aspas do autor) que, periodicamente, surgem a partir da exclusão do poder governamental, pela interferência do poder público. Mais irônico ainda é que não há registro de um País sequer que não tenha estabelecido como responsabilidade do Estado a outorga (concessão de um serviço) de meios de comunicação audiovisuais.

Sodré destaca ainda uma curiosidade: aparecem numerosas organizações e forças estranhas à imprensa nessas campanhas. Ele assinala:

"O obstáculo à liberdade de imprensa é, nessas campanhas, o Estado, particularmente através da censura. Trata-se, evidentemente, da concepção liberal, peculiar à fase ascensional da burguesia. Em tal fase, as limitações à imprensa só podiam partir dos detentores do poder; o capitalismo de concorrência estava interessado em que a imprensa fosse livre, não se visse limitada pela violência ou pela censura da autoridade pública, mas nisso esgotava o seu conceito de liberdade de imprensa". (Sodré, 1999)

Sodré argumenta que tudo mudou, entretanto, com o aumento da influência do 'capitalismo monopolista': a luta contra a censura e todas as formas de cerceamento impostas pela autoridade passou a ser aspecto parcial da luta pela liberdade de imprensa e, algumas vezes, aspecto menor. A transformação da imprensa em negócio de grandes proporções, conforme argumentamos neste trabalho no subcapítulo sobre a economia da mídia, e, paralelamente, o desenvolvimento, complexidade e encarecimento de suas técnicas, demandaram grandes investimentos.

Acompanhando o desenvolvimento qualitativo e quantitativo do público, o autor mostra como a proteção contra a censura perdeu o interesse antigo, embora não tenha esse desaparecido. Segundo Sodré, “as grandes empresas jornalísticas, no essencial, se autocensuram. Isso conduz à transformação dialética, finalmente: de instrumento de esclarecimento, a imprensa capitalista se transformou em instrumento de alienação, fugindo inteiramente aos seus fins originários”.

(Trecho da minha monografia de fim de curso, na Escola de Comunicação da UFRJ, 2006)

REFERÊNCIA

SODRÉ, Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. 4a ed. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.
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