Ana Terra

Ana Terra
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Resenhas - Ana Terra


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Marii 27/02/2011

Ana terra e seus sofrimentos
De uma forma prisioneira,Ana,personagem-título do livro,vê o mundo limitadamente,de onde mora aprecia apenas a sanga em que lava suas roupas e sua vista alcança até a coxilha mais próxima.Sob a autoridade do pai vive no interior de Belo Horizonte,mas sonha viver livremente em Sorocaba,a cidade grande,onde há moças e rapazes bonitos,saraus até alta madrugada.Sua mediocridade e mesmice é interrompida quando ela encontra um mameluco ferido na sanga,um homem misterioso que mexe na vida dos Terras.Ana cria um ódio do índio,não suportando nem mesmo ouvir o som que sai de sua flauta,mas na verdade,ela descobre que sente algo de diferente pelo homem.Ela deseja-o.
Érico utiliza o erotismo em algumas páginas desse livro para ilustrar a volúpia que arde no corpo da interiorana.Ana não havia sido ensinada acerca do sexo e este floresce nela após a chegada do mameluco Pedro missioneiro.Ana engravida de Pedro e tem que enfrentar o medo de ser morta pelo pai.Este,ao saber do defloramento da filha considera-a morta e manda os filhos darem cabo do índio.Ana terra padece ao longo das páginas do romance ao perder sua mãe;ao ter que cuidar de seu filho,que é vetado do batismo;ao perder o pai e o irmão numa invasão de castelhanos,que além de devastarem a instancia,violentam Ana.
teff 21/02/2013minha estante
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teff 21/02/2013minha estante
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teff 21/02/2013minha estante
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MÁRSON ALQUATI 24/04/2010

Marcante!
Um dos poucos livros da literatura clássica gaúcha que realmente gostei e senti prazer em ler. Vale a pena!
Lucia Sousa 30/11/2010minha estante
Érico Veríssimo é o que há de melhor na literatura gaúcha!Que maravilha,eu nem lembrava de como já tinha lido toda a coleção dele!Você me ajudou muito em organizar minha estante!Valeu!




Thiara 14/06/2015

O livro “Ana Terra” , é da editora companhia de letras, que possui 110 paginas. A obra conta sobre uma moça que mora em uma estância longe tudo e de todos, com sua família os Terras. O pai Maneco, sua mãe D. Henriqueta e os irmãos Horácio e Antônio. A vida que todos levavam era triste, pois todos só faziam trabalhar. Ana juntamente com sua mãe faziam os deveres de casa, e os homens no campo. Naquele local só havia a estância e os que nela morava. Um dia sai para lavar roupa na sanga. E nota que não está só, quando ela percebe um homem caído machucado a beira da sanga. Ana entra em desespero e chama o pai e os dois irmãos. Então eles o leva para casa para receber cuidados e descobrem o seu nome. Com a convivência e o tempo, ele ganha a confiança do senhor Terra. E passa a morar com todos. Ana sente sensações estranhas quando o ver, ela percebe que está apaixonada. E acontece um romance escondido. Mas Ana percebe que tem algo diferente, e as suas conclusões chegara que ela estava grávida e entra em grande desespero. Ela conta ao Pedro na intenção de saber o que fazer. Pois ela conhecia bem o pai, e isso ia gerar um grande conflito na família. Bom ao lê-lo, ficava com uma grande curiosidade, e ficava muito focada. Pois nele tinha grandes acontecimentos.
Tiago 14/06/2015minha estante
:)




Zéh 22/06/2009

Na minha opinião a obra O Tempo e o Vemto é a obra-prima da literatura brasileira, e com certeza este é o melhor episódio desta série. Neste livro conhecemos na minha opinião a principal personagem da série, a mais explorada e a mais cativante, que é Ana Terra. Foi ótima a inciativa de se produzir este e o outro volume ( Um Certo Capitão Rodrigo), separados e acho que também seria ótimo se isso acontecesse co todos os outros episódios da série, pois os livros que reúnem mais de um episódio são realmente caros, ainda estou me preparando para comprar a série completa ( são 7 volumes)
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tatialooca 19/07/2009

eu só li por que tinha que fazer um trabalho de literatura, mas no fim acabei gostando, Ana Terra é uma mulher de coragem, bem como as mulheres daqueles tempos de guerra no Rio Grande
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Vulcanis 01/12/2008

Esforço
Em poucas linhas, Ana Terra nos tras a história de uma jovem, Ana, que enfrenta difíceis obstáculos para se manter viva. Filha de um pai rígido e irmã de homens sérios, a menina contará em vários momentos (presente, passado e futuro), seus esforços e pensamentos diante do sacrificio que as mulheres daquela época passavam, devido a restrições e machismo, predominante entre os senhores feudais.Onde, para garantir seus direitos, é necessario antes, abrir mão de seus gozos da vida.
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Wanne 11/04/2015

O livro “Ana Terra” escrito por Érico Veríssimo, é um romance com 100 páginas, que conta uma história de uma família que morava longe da capital, e o pai de Anna Terra era um homem muito bruto e opinioso, e num certo dia apareceu um homem muito ferido e seu pai o ajudou. O senhor Terra ia mandá-lo embora, mais como viu que ele estava te ajudando nas suas terras, decidiu o deixar ficar morando com eles. Ana tinha ódio, e ao mesmo tempo tinha atração por ele. Ele se chamava Pedro, certo dia ela não resistiu e ficou com ele, estava apaixonada por ele, e ficou grávida. Quando ela foi contar pra mãe, cuja estava desconfiada, o pai dela escutou tudo. O pai e o irmão não gostaram, e o mandaram matar. Ela deu o nome do seu filho de “Pedro” pensando em seu pai. Certo dia chegaram lá vários homens, mataram o seu pai e o seu irmão, sua mãe já havia falecido. Ela tinha escondido seu filho, sua cunhada e o filho da sua cunhada. E o final que aconteceu com Ana Terra, você vai ter que ler o livro para saber.
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Ana Leonilia 07/04/2014

Ana Terra é um episódio de O Continente, parte I da trilogia O Tempo e o Vento, lançada como romance à parte, ainda em vida do autor. Na trama, Ana é uma moça solitária, voltada para os afazeres domésticos da estância e trabalho na lavoura, longe de tudo e de todos, nas imediações de Rio Grande de São Pedro. Mas, um dia, enquanto lavava roupa na sanga, avistou o corpo de um homem emborcado e ferido. Tão logo o desconhecido recobra os sentidos, diz o próprio nome: Pedro Missioneiro. Misterioso, dono de uma beleza exótica e dotado de conhecimentos artísticos, provoca imediata desconfiança no patriarca Terra, que determina sua partida, assim que se curar. Porém, com maneiras gentis e prestativas, Pedro vai se fazendo ficar e não tarda a ganhar a confiança dos anfitriões. E Ana Terra, que até então não conseguia olhá-lo nos olhos nem chamá-lo pelo nome, passa a sentir uma forte e irresistível atração por seus traços robustos. Contudo, seus breves momentos de deleite estão ameaçados, quando seu pai e seus irmãos planejam vingança contra o estranho missioneiro.

A narrativa de Ana Terra é em 3ª pessoa, os acontecimentos são datados a partir de 1777 e a passagem do tempo é feita pelas fases da lua, posição do sol, cheiro do ar, aspecto das árvores e temperatura. Os dias de Ana eram normalmente iguais e no isolamento em que vivia, ela só poderia esperar a cópia do dia anterior. Mas, como costumava dizer: "Sempre que me acontece alguma coisa importante está ventando." (p. 1). E estava ventando quando encontrou Pedro. Inclusive, esse é um dos momentos que mais levantam questionamentos. Afinal, Ana amava ou não Pedro? Pessoalmente, não acho que fosse amor. Ana vivia em local isolado e lidava com a frustração de nunca vir a conhecer alguém. Não que ela pretendesse se casar um dia. Mas, como toda jovem, ele sentia a necessidade de sair e se divertir, conhecer pessoas novas e ser dona do próprio nariz. Entretanto, conhecendo a teimosia do pai e a submissão da mãe, ela sabia que, da parte deles, jamais sairiam da estância. É então que suas fantasias se voltam para Rafael Pinto Bandeira, o guerrilheiro que, para a moça, era como uma espécie de "cavaleiro de armadura brilhante", o primeiro homem a ressaltar sua beleza. E, consciente de que já não era mais nenhuma menina, Ana vê uma necessidade primitiva de fazer-se mulher. Assim, quando Pedro passa a frequentar a casa, causando-lhe uma incômoda sensação de raiva, repulsa e desejo, essa precisão torna-se incontrolável.


"(...) No fim das contas, que era mesmo que ela sentia por Pedro? Amor? Nojo? Ódio? Pena? Às vezes surpreendia a querer que ele morresse de repente, ou então que fosse embora, deixando-a em paz. Talvez fosse melhor que aquilo não tivesse acontecido... Ou melhor, que Pedro nunca tivesse aparecido na estância. (...)" p. 42


O livro é recheado de traços regionalistas, - presentes na linguagem, na culinária, no cotidiano bucólico e no misticismo, - e alguns trechos relevantes são dedicados à clarividência e à mitologia. O enredo também é cheio de altos e baixos, e essa mudança no rumo dos acontecimentos deixa o leitor apreensivo, de coração apertado e esperançoso de que algo bom aconteça. É essa perspectiva de dias melhores, tão bem fundamentado na personagem Ana Terra, que mantém o leitor na ânsia de acompanhar a trajetória dessa mulher.


"Ana sentia-se animada, com vontade de viver. Sabia que, por piores que fossem as coisas que estavam por vir, não podiam ser tão horríveis como as que já tinha sofrido. Esse pensamento dava-lhe uma grande coragem. (...)". p. 70


Em conclusão, é um obra riquíssima que, como o sobrenome Terra sugere, mostra a lida de um povo que dá duro na vida para garantir o próprio sustento, que têm sonhos, ambições, e que mesmo nas dificuldades encontra meios de seguir em frente e lutar incansavelmente, porque o tempo sempre passa e o vento é um sopro de novas perspectivas. Pessoas nascem e morrem... e tudo se repete, se renova... e, com elas, um povoado se forma, uma cidade, uma nação... Rio Grande do Sul.

Ana Leonilia
Cinema & Literatura

site: http://literaturaecine.blogspot.com.br/2014/03/ana-terra-de-erico-verissimo.html#comment-form
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Ana Jéssica 07/06/2015

"Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando"
Romance de Erico Veríssimo, publicado no ano de 2005 (112 páginas). Ana Terra, um clássico da literatura brasileira, traz como personagem principal Ana Terra, moça de família simples, que tira todo o seu sustento da plantação e criação de gado. Ana é moça sonhadora, acredita em amor verdadeiro, e tem como sonho, ter um espelho. Enquanto não o tem, admira-se nas águas de um pequeno lago, e um dia, nesse lago, encontra um índio ferido, Pedro. Levando-o para casa, e após sua recuperação, Ana percebe-se envolta em um sentimento de repulsa por Pedro, o qual sua presença era tão desagradável como a de uma cobra. Porém, com o passar do tempo, Pedro ganha a confiança de toda a família, e Ana percebe que está apaixonada por ele, sendo essa paixão marcada no livro por passagens de pensamentos eróticos entre os dois, vindos dela. Em um desses momentos de louca paixão, Ana entrega-se a Pedro, e como decorrência, engravida. Com a notícia da gravidez, a família Terra é completamente abalada, principalmente a relação entra Ana e seu pai. Ela esperava que com o nascimento de Pedrinho (nome dado em homenagem ao pai) a situação da sua família pudesse melhorar, mas isso não acontece, já que a única pessoa que mostra desenvolver afeição por Pedrinho é a avó, mulher forte e de bom coração. Com a sua morte, Ana recebe uma sensação de alívio, já que a mãe não seria mais "escrava" da família, havia, enfim, alcançado seu merecido descanso. E, a partir dessa morte, a família Terra começa a plantar trigo, o que aproxima Pedrinho do seu avô, Maneco Terra. Quando tudo parece estar sobre controle, a vida parece estar melhorando, eles são atacados pelos Castelhanos, que lhes tiram tudo, e assim sendo, precisam sair em busca de sustento. Bom, o fim surpreendente e emocionante desse livro só será revelado se você lê-lo, e eu garanto, você não vai se arrepender! Apaixone-se também por Ana Terra, quando você perceber, estará ventando.
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Marília 31/01/2014

O vento da mudança
Ana Terra personagem fundante da história que compõe a trilogia de "O tempo e o Vento" do autor gaúcho Érico Veríssimo constitui-se na heroína romântica que dá início a geração da família Terra-Cambará. Residente do "cafundó", nos reclames da própria personagem que sonha acordada com seu retorno à civilização. A tapera que pertence a seu pai, abriga Ana, seus pais, irmãos, cunhada e mais tarde, estas mesmas terras abrigará também Pedro Missioneiro, índio intelectualizado que despertará em Ana um sentimento que a moça jamais havia experimentado. Este romance será a perdição da heroína que enfrentará a forte ventania dos conflitos que ecoavam mesmo nos lugares mais recônditos do Rio Grande do Sul. Dentre eles o medo instaurado de uma ameaça que lhe presenteará (em termos troianos) com períodos angustiantes de espera e aflição, a impossibilidade de viver o seu recém descoberto amor e o enfrentamento contra os preceitos de seu pai à este respeito. O resultado deste feito dará início a toda genealogia da família que despertou a curiosidade de muitos leitores nos últimos tempos, devido sua adaptação para o cinema. O final desta estória surpreendente de força e enfrentamentos de circunstâncias sempre cambiáveis é surpreendente e avassalador, prepare os lenços de papel e reserve um tempo para a leitura de um dos fragmentos mais lindos da trilogia, Ana Terra o primeiro vento da mudança que será lembrado até a ultima gota do tinteiro de Veríssimo.

site: http://mariliaspingolon.blogspot.com.br/
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Salatiel 25/12/2011

O livro é feito em um contexto historico antigo no RS. Aprendi bastante sobre historia, visto que ele tem como plano de fundo a historia do RS. Esse livro é só uma parte da triologia O Tempo e o Vento. Ana Terra é um exemplo da mulher gaúcha: batalhadora e forte. Vale apena ler.
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Rahissa 30/09/2012

Ana - A primeiraTerra
Primeiro livro de Érico Veríssimo que chegou até mim. E este é a primeira parte do livro "O Continente" da trilogia O Tempo e o Vento. A história do Rio Grande do Sul salta ao plano do universal com a trajetória de Ana Terra e seu filho. Com uma linguagem bem trabalhada, Veríssimo mistura o sobrenatural e o real em um só plano e nos leva a um passado mítico de sua própria cultura no qual Ana ( filha de portugueses) torna-se um símbolo da terra ( Rio Grande do Sul) e seu filho, Pedro, um dos primeiros habitantes verdadeiramente gaúchos.
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Belisa 18/10/2011

Um capítulo, uma obra
Ana Terra, apesar de ser "apenas" um dos capítulos de O Continente, é uma obra completa. Tanto, que começou a ser publicado isoladamente. Isso não exclui a importância de ler o restante da obra, mas, lendo apenas Ana Terra, você já pode ter um gostinho do estilo de Erico Verissimo.

Ana Terra é uma personagem forte. Sua história é marcada por momentos tensos. Pudera, sua vida não é um marasmo, apesar de ser um marasmo o lugar em que vive. "Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando", diz, logo no início no livro. E venta muito durante o capítulo: a vida de Ana passa por diversas reviravoltas.

Pela força da personagem e pelos diversos contratempos da história, a leitura desse capítulo-livro é feita rapidamente. Você quer acompanhar Ana, quer saber qual será a próxima rajada de vento. Você torce pela personagem, mas não há muito o que torcer - seu destino, naquela época, já era traçado pela família de homens. Só restava a Ana fazer seu serviço, fazer o papel de mulher. Será?
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Laura 22/07/2010

´"Sempre que me acontece alguma coisa importante, está ventando"
A primeira frase do livro, que esta a cima, me chamou muita atenção. Por que eu não diria sempre, mas isso já aconteceu comigo algumas vezes. O livro é bom, deu até vontade de ler os outros dois da trilogia, imaginem só. Gostei de todos os personagens, no sentido de que todos são bem feitos e construídos. Gostei das descrições, dos locais, de tudo... Ah, eu gostei mesmo. ^^
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