O Senhor das Moscas

O Senhor das Moscas
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Resenhas - O Senhor das Moscas


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Simone 15/07/2015minha estante
Vi o filme. Muito bom.




Jonathas 08/07/2015

http://leia-meja.blogspot.com.br/
O Senhor das Moscas foi o romance de estreia do autor inglês William Golding. Traduzido para mais de 35 línguas, adaptado duas vezes para o cinema, leitura indispensável no Ensino Médio para os ingleses, e grande colaborador para que seu autor recebesse, em 1983, o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto da obra. No entanto o autor teve dificuldades para publicar seu livro, rejeitado por diversas vezes, e quando finalmente, em 1954, conseguiu publicar seu livro não chamou muito a atenção dos leitores. Atualmente, seu livro é considerado um clássico.
A obra narra a aventura de várias crianças em uma ilha deserta. Após a queda de um avião, que provavelmente fugia da guerra, apenas esses garotos sobrevivem. A princípio é só diversão, as crianças vão descobrindo os encantos da ilha, fora da supervisão de qualquer adulto. No entanto, elas percebem a necessidade de estabelecer certas regras para o convívio enquanto não forem salvas pelos adultos. As crianças tentam criar uma sociedade baseada na sociedade dos adultos que conheciam onde viviam, porém a ordem criada no primeiro capítulo vai se perdendo ao longo da leitura, até que a harmonia entre os garotos se torna em uma selvageria profunda.
O livro critica diretamente o ser humano e sua conduta, mostrando que a linha que separa a civilidade da barbaridade é muito tênue. Golding foi, além de escritor, músico e professor, também participou de ações militares durante a Segunda Guerra Mundial. O autor deve ter visto coisas horrendas, que revelam o lado mais selvagem do ser humano. Como podemos dizer que o homem é um ser civilizado quando lemos notícias de guerras todos os dias nos jornais? Esse é um dos maiores questionamentos do livro.
O que torna a obra distinta, entre diversos fatores, é a abordagem do tema, o autor utiliza crianças para retratar essa desconstrução da civilidade. Essa alteração é bem sútil, em um capítulo os meninos estão se divertindo, no próximo estão pensando na sobrevivência, no seguinte estão se desentendendo por alguma coisa, até que a ilha é dividida em dois grupos que disputam o poder.
O autor é satírico em diversos pontos, a maior sátira é as próprias crianças que se revelam um reflexo do adulto, além de apontar essa falta de maturidade que os adultos possuem, embora não admitam.


“– Tem coisas que os adultos sabem, – disse Porquinho. Eles não sentem medo do escuro. Eles se encontram, tomam chá e conversam. E aí os problemas se acabavam. Eles nunca iam queimar a ilha toda. Nem perder...
– Iam construir um barco.
Os três meninos continuaram de pé no escuro, se esforçando em vão para definir toda a grandeza da vida de adulto.
– Nunca iam ficar brigando..
– Nem quebrar os meus óculos.
– Nem ficar falando de monstro.
– Eles bem que podiam mandar uma mensagem, – exclamou Ralph em tom de desespero. Bem podiam mandar alguma coisa adulta pra gente... um sinal, ou coisa assim. ”

Mas será mesmo, Porquinho, que os problemas se acabam depois que os adultos conversam? Será, Ralph, que os adultos nunca brigariam? Infelizmente, através da condição daquelas crianças, o autor mostra o quão selvagem o homem pode ser. Segundo o Priberam da Língua Portuguesa:
sel·va·gem
7. Diz-se do homem ou do povo que vive sem mais noções sociais do que as que o instinto lhe sugere.
"selvagem", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/selvagem [consultado em 03-07-2015].

Mas será mesmo que o homem civilizado está imune a seus instintos? Será que somos civilizados? Certas atrocidades que o ser humano fez e continua fazendo, colocam a questão em evidência, e como Hobbes sugere "o homem é o lobo do próprio homem". Tais duvidas Golding deve ter se questionado ao escrever Senhor das Moscas há mais de 60 anos atrás, e nós, seres civilizados e modernos ainda não possuímos a resposta.

site: http://leia-meja.blogspot.com.br/
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Horroshow 27/06/2015

"Análise profunda do homem e da sociedade"
Resenha por Cainã de Lima

"Diz-se que, numa noite de Natal, Golding lia para seus filhos. Descontente com a história, foi até sua esposa e disse: "eu posso escrever um livro muito melhor do que esse", ao que ela respondeu: "pois então sente e escreva". O resultado foi a incrível obra O Senhor das Moscas, que fora rejeitada por quatro editores e que não obteve grande sucesso na época do lançamento. Entretanto, mais cedo ou mais tarde o mundo acabaria por reconhecer o valor dessa história, e no ano de 1983 o autor recebeu o Prêmio Nobel da Literatura. Mas foi além. O romance se tornou leitura obrigatória dos mais diversos cursos em faculdades e escolas pelo mundo todo."

(... Leia mais no link abaixo)

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2014/09/o-senhor-das-moscas-william-golding.html
Vivi 24/07/2015minha estante
Que pena que a resenha não está completa por aqui. Acabei de ler o livro e vim ler as resenhas...




bells 23/05/2015

Uma fantástica critica sobre o ser humano... Há também a possibilidade de utilizar a filosofia do livro em nível politico. O que marca aqui é a profundidade que o livro alcança, toda a obscuridade envolvendo personagens infantis; A ideia do livro se mostra contraria a do filosofo Jean-Jacques Rousseau de o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe... Aqui temos crianças, inocentes e desprovidas de qualquer conhecimento aprofundado, mas algo as guia para os mesmos erros da sociedade e a selvageria, pelo provável medo do que não entendem... Há ainda outras propostas a serem refletidas no livro... Um livro com muito a se pensar.
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Moo 18/03/2015

Um retrato da crueldade humana
O senhor das moscas Esse livro de William Golding começa a sua narrativa a partir da queda de um avião com meninos de 6 a 12 anos numa ilha do Pacífico. Após descobrirem que estão relegados à própria sorte sem adultos por perto eles precisam bolar dois tipos de planos: sobrevivência na ilha e formas de voltar para suas casas. Ralph, Jack, Porquinho e Simon são os personagens que mais se destacam no livro. Eles apontam facetas diferentes, como: liderança, individualidade, inteligência para sobrevivência e sensibilidade para descobrir o mistério. O senhor das moscas mostra como um grupo de meninos pode inicialmente tentar reconstruir uma civilização com leis, reuniões e distribuição de tarefas e como isso pode desmoronar logo em seguida. Apesar da aparente semelhança com a história de Robinson Crusoé onde Daniel Defoe defende a bondade humana, a força e a engenhosidade para construir uma civilização Golding aposta no extremo oposto. Para ele, a sociedade é corrompida e a crueldade é inata no ser humano. A sede por sangue aparece inicialmente devido a fome, entretanto, permeia toda a trama tendo outros alvos... Busca por poder, medo do que pode haver na floresta à noite, intolerância, fome e sede são temas abordados juntamente com muito banho de mar! Uma boa história para refletir!

Após ler o livro achei duas adaptações cinematográficas do livro: Lord of the flies (nome original) de 1963 dirigido por Peter Brook e outra adaptação de 1990 dirigida por Harry Hook. A primeira tem seu visual em preto e branco e é mais fiel ao livro. Já a segunda possui imagem colorida, mas difere em partes do livro.
Vivi 24/07/2015minha estante
Obrigada pelas indicações das adaptações. Vou pesquisá-las para ver.




Lucianoasantos 10/03/2015

Um clássico
Li “O Senhor das Moscas” em uma das minhas muitas crises de gastrite da adolescência, por isso algumas partes pra mim eram nebulosas, e não tinha entendido muito bem. Por isso a releitura foi tão prazerosa, pude esclarecer alguns pontos que permaneciam obscuros, e, ainda, mesmo lembrando de certos aspectos do livro, toda a leitura transcorreu sem grandes empecilhos, como se fosse a primeira vez.

No livro, há uma guerra e o governo decide evacuar as crianças para um local seguro temendo um ataque nuclear. Porém, o avião onde viajam cai, e eles terminam sozinhos em uma ilha, de uma forma que muito lembra todos os livros da escola dos Robinsons – Robinson Crusoé, Tio Robinson, A Ilha Misteriosa, e, em uma referência mais atual, Lost.

Três personagens tem destaque na narrativa, Porquinho, Ralph e Jack. Porquinho é um menino gordinho que detesta ser chamado por esse nome, mas em seu primeiro encontro com Ralph – descrito como louro, esguio, com as formas perfeitas de uma criança atingindo a puberdade – sente-se intimidado e ansioso por agradar, da forma como garotos com baixa auto-estima e problemas com imagem tende a agir. Ele pergunta o nome de Ralph, mas, como este não pergunta o seu, conta logo uma história de que “não se importaria da forma como o chamassem, se pelo menos não o chamassem como na antiga escola”.

É claro que isso atrai a atenção de Ralph, que pergunta então como ele era chamado. Nunca vi um convite tão escancarado dizendo “faça bullying comigo”. Ele diz o apelido, e ele fica logo sendo chamado de Porquinho.

O terceiro garoto, Jack, é o líder dos coristas, e seu grupo aparece na praia em formação militar, ordenada e resignadamente alinhados sob o sol escaldante. Fica logo claro que ele é o opositor à liderança de Ralph, conquistada graças a ele ter tocado uma concha, assoprando-a, e atraindo para o local onde estavam todos os garotos que sobreviveram ao acidente. Aliado à sua imagem, os garotos vem no menino segurando uma concha, aquele que os chamara através da selva, um líder, uma figura a se admirar e seguir, mesmo que a ideia do toque tenha sido de Porquinho.

Jack consegue a admiração dos outros garotos por seu porte militar e suas roupas, conquistados no coro, e na forma como mantém em ordem os demais coristas. Ele tem uma atitude autoritária que se contrapõe enormemente a figura mais aberta de Ralph.

Porquinho é o único que parece ter uma pequena noção do que acontecera a eles. Enquanto os outros esperam se divertir em uma ilha sem adultos até que sejam resgatados, ele é quem soma dois e dois e percebe que, se foram mandados de avião a determinado lugar e caíram no meio do caminho, as pessoas – se sobreviveram ao ataque nuclear – podem não ter a mínima ideia de onde estão.

Um dos pontos mais comentados sobre o livro é o fato de que ele pode ser interpretado de forma alegórica, como no claro embate entre o democrático Ralph e o “fascista” Jack. Esse conhecimento faz com que a leitura tenha uma dimensão maior, mas o livro pelo livro, sem se buscar nada nas entrelinhas, é igualmente muito bom.

Há um tempo atrás houve certo barulho na blogosfera literária graças a uma resenha de um blogueiro que dizia que o livro era uma distopia, e outra moça, achava que não. O nível caiu, a coisa toda degringolou e infelizmente perdi os links. Pessoalmente, acho que o livro não se trata de uma distopia.

O livro é curto, menos de duzentas e cinquenta páginas, e a leitura é rápida apesar de nem sempre agradável. Não sei até que ponto concordo com o autor, na medida em que ele narra os desdobramentos que a sociedade formada pelas crianças vai tomando. É atingido um nível de crueldade que é complicado admitir que seja possível, mas quanto as coisas mais corriqueiras, como xingamentos e pequenas maldades acho que naquela configuração é bastante possível.

Mas o livro nos coloca para pensar. Se tomarmos aquela sociedade como alegórica, as coisas que se passam ali são bastante impactantes, e justamente por isso o livro tem ainda hoje tanta força. Vale a pena ler ;)

site: http://www.pontolivro.com/2015/02/o-senhor-das-moscas-resenha-206.html
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Valéria 11/02/2015

Minha mãe me deu esse livro quando eu tinha uns 17 anos, e pelo título, não me interessei, até começar a ler. Gente, esse livro é simplesmente incrível!!!!! Retrata um grupo de crianças que sobreviveram a um acidente de avião, tentando ficarem vivos, sem a ajuda de nenhum adulto.

O livro tem muitos mistérios e mostra a portância de estabelecer regras e estratégias para a devida organização da comunidade dos garotos na ilha, como nunca apagar a fogueira, pegar a concha quando quiser falar entre outros.

Com o passar dos livros, os garotos vão perdendo sua identidade, tornando-se selvagens e agressivos, usando da violência para "demarcar o seu território". realmente um livro fascinante, que chega a dar medo em algumas partes.
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marianak 04/02/2015

Senhor das Moscas
O Senhor das Moscas, uma das leituras essenciais em países de língua inglesa, cujo autor recebeu o Prêmio Nobel em 1983, aborda, de forma resumida, o enfraquecimento da humanidade e a predominância da natureza humana na sua pior forma.

A história é ambientada em um período de guerra, onde, aparentemente, diversas crianças são retiradas de suas casas, pelos próprios pais, e enviadas a outros países a fim de terem suas vidas preservadas. Em uma dessas viagens, o avião que transportava um grupo de crianças, meninos entre 5 e 14 anos, cai em uma ilha no meio do pacífico, dando origem ao início da aventura apresentada no livro.

Logo de imediato, as crianças, ao perceberem a ausência de adultos na ilha, começam comemorar e a brincar. Após, em um dos raros momentos de seriedade, o grupo define, através de votação, um líder. Assim, Ralph, o recém eleito chefe, como primeiro ato, define ser essencial a criação de uma fogueira no ponto mais alto da ilha, onde sua fumaça pudesse ser vista por embarcações que passassem ao redor.

Jack, inconformado com a perda do cargo, passa a afirmar ao grupo que a fogueira por si só não é suficiente, e que algo deve ser feito para garantir a sobrevivência do grupo enquanto preso na ilha, assim, passa a definir, aos poucos que ficaram ao seu lado, que a prioridade deve ser a caça.

Desse modo, surge o primeiro ponto de rivalidade e a divisão dos meninos em dois grupos: aqueles que se sujeitam a uma democracia, respeitando votações e aceitando as orientações do líder Ralph, e de outro, aqueles que se sujeitam a um regime autoritário, onde apenas respeitam ordens de um líder autodefinido e onde sua opinião não possui valor.

A partir daí, as crianças, que viviam em sociedade, assim como seus pais e seus avós, ao se depararem com a liberdade e a conveniência, passam a esquecer o espírito moral e ético que as acompanhava, dando espaço ao nascimento de sua natureza má, definida pelo instinto de sobrevivência.

Senhor das Moscas faz jus ao título de literatura essencial, vez que proporciona diversas análises sociais, antropológicas e filosóficas, no entanto, peca ao demorar na ambientação das situações, deixando apenas para o final o ápice caótico da história. No entanto, tal “pecado” não prejudica na grandiosidade e na complexa simplicidade trazida nessa história aparentemente ingênua e desprovida de fins político-sociais.

site: http://gargalhandopordentro.blogspot.com.br/2014/10/livro-o-senhor-das-moscas-de-william.html
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JeFfErSoN 03/02/2015

Um dos melhores
Publicado originalmente em 1954, um clássico de Willian Golding vencedor do prêmio Nobel de 1983, foi adaptado duas vezes para o cinema - em 1963 e 1990.

Narra a história de meninos perdidos numa ilha, após a queda do avião que as transportava para longe da guerra, estas que regressaram à selvageria depois de alguns conflitos pela liderança.

Uma história eletrizante, nos levando à reflexão sobre a natureza humana. Onde o mal predomina para nos ensinar a violência desmedida do ser humano.

Leitura obrigatória em muitos países, devido sua filosofia moral. O Brasil deveria seguir esse exemplo para mostrar onde nossa sociedade precisa melhorar. ÓTIMO LIVRO !!!
Euflauzino 26/05/2015minha estante
há muito entre meus desejados também!




Tatah 14/01/2015

Oloco.
É incrível como esse livro dá passos largos e densos, muito bem marcados (e críveis!), que vão diretamente pra total destruição da superficial civilidade. É uma trajetória incrível, muito gostosa de ler – apesar da progressão chocante das coisas. E nem dá pra achar que rolou esse auê todo só porque eram crianças, não... a idéia aqui é que por mais que alguns de nós consigam enxergar a vantagem da determinação e disciplina, é muito difícil lutar contra o selvagem sedutor cravado em nossos instintos mais íntimos. E quando isso acontecer, meo amigo, é rezar pra que no fim uma figura de autoridade venha em nossa salvação.

PS (Spoiler): simon, porquinho, carinha da mancha, vcs moram no meu coraçãozinho. :(
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RaphaCavalcante 25/12/2014

Pertubadoramente ótimo
"Senhor das Moscas", tal qual um clássico moderno, permite diversas leituras, a começar pelo título que faz referência a um dos nomes do demônio bíblico. O romance inglês de 1954 narra as aventuras de um grupo de garotos ingleses, únicos sobreviventes de um desastre aéreo numa ilha deserta, na época da Segunda Guerra Mundial. A convivência
que começara pacífica, incluindo a escolha democrática de um líder, vai se degradando à medida que os meninos vão cedendo aos seus instintos mais animalescos, transformando a comunidade numa tribo selvagem. Com um quê de misticismo, a primeira leitura possível do romance dá-se como uma alegoria a sistemas políticos que de democracias plenas se subvertem em regimes totalitários, fazendo-se necessário o expurgo de quem pensa diferente, o inimigo comum do modo de vida reinante. Há também em "Senhor das Moscas", as características de um romance de formação, tendo em vista o contato do núcleo de protagonistas com emoções até então restritas ao mundo dos adultos e como todos estão perto de despertar o pior que carregam em si. Tudo isso magistralmente alinhavado pela potente prosa do escritor William Golding, surpreendendo o leitor com sua narrativa quase metafórica. Por fim, a edição brasileira da Alfaguara, além de apresentar uma nova tradução da obra, traz o já consagrado projeto editorial da editora. Interessante notarmos como a influência de "Senhor das Moscas" se estende por diversas obras da cultura pop que vão desde o filme "O Anjo Exterminador", de Luís Buñuel, ao hit atual "Jogos Vorazes". Há ainda o diálogo inevitável com "A Revolução dos Bichos", de Orwell. Em suma, livro recomendadíssimo.
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Lanna 24/12/2014

Esse Livro Mudou a Minha Forma de Pensar
Crianças, apenas crianças sozinhas em uma ilha... oque poderiamos esperar?
A resposta é: Um livro genial. O livro é mais que somente o que a história conta, te faz refletir sobre temas como inocência (seria a inocência algo relativo?), a mente humana em geral, como o poder pode transformar alguem ... È difícil falar desse livro incrível sem dar spoiler, mas é clara a presença de simbolismo.

"Eu tenho a concha"
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Samantha 22/10/2014

Escrevi resenha no meu blog, veja link abaixo.

site: http://meteoropole.com.br/2014/09/resenha-de-o-senhor-das-moscas-de-sir-william-golding/
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Blog MDL 15/10/2014

Eles não sabem o que aconteceu, eles sabem apenas que agora estão ilhados em um lugar paradisíaco sem a presença de nenhum adulto para controlá-los. Animados com a possibilidade de viver do modo como quisessem, os vários garotos em idade escolar que estavam em uma avião e que estranhamente sobreviveram após a sua queda, não se assustam por estar tão longe de casa, mas sim, sentem-se livres. Distribuídos entre pré-adolescentes e crianças, pouco a pouco o grupo começa a se organizar para viver na ilha da melhor maneira possível. Liderados por Ralph, a princípio tudo parece ser perfeito, mas logo a dura realidade de terem de prover seu próprio sustento e segurança começa a revelar a verdadeira identidade desses garotos.

Cercados pelo mar e circundados por uma floresta que de dia lhes fornece seus alimentos e de noite os seus pesadelos, os visitantes da ilha passam cada vez mais para um estado de selvageria visto apenas nos primórdios da civilização. Apesar de jovens, eles são levados a tomar medidas extremas para conseguir aquilo que desejam. Disputando a liderança de forma ferrenha, o poder sobre os mais fracos passa a cegar a razão de alguns e transformá-los de maneira irrevogável. Afastando-se cada vez mais daquilo que eles foram um dia, os garotos tornam-se um retrato fiel do questionamento: o homem é produto do meio ou o meio é produto do homem?

Repleto de alegorias, Senhor das Moscas é portador de uma história intensa que surpreende o leitor pela maneira que o envolve em suas amarras até ele se ver sem saída diante do poder das palavras ali contidas. Aliás, poder é uma palavra realmente importante nesse livro. Pois é retratando o retrocesso de um grupo de crianças até que elas cheguem a um estágio de profundo instinto selvagem que o autor vencedor do prêmio Nobel de Literatura, convida o leitor a observar o desnudar da alma humana através de uma narrativa simples em sua estrutura, mas macabra em sua finalidade em busca daquilo que ele considera importante em sua vida, mesmo que seja sob uma óptica distorcida.

Sobre esse ponto, mal posso dizer o quão estarrecedor foi observar a decadência da civilidade e o fortalecimento da selvageria entre os garotos. Principalmente, do Jack. Ele que a princípio mostra-se um jovem cheio de orgulho e com espírito de dominação, ao longo do enredo ele vai se transformando em alguém com sede de sangue e poder, que não mede esforços para suplantar sua consciência e deixar que o lado vil de sua personalidade se apodere dele até que ele faça coisas que talvez se tivesse em outro meio, não fosse capaz de realizar. No entanto, não há como ter certeza disso, já que ele poderia sim fazer coisas terríveis mesmo que ficasse cercado de civilização, mas em outros termos que não pura selvageria animalesca.

Como contraponto dessa figura, o autor explora muito bem os personagens Ralph e Porquinho. O primeiro, apesar de ter mais noção de senso comum e trabalhar para que as coisas funcionem de modo que todos eles tenham a chance de sair daquela ilha com vida, falta nele a inteligência de desencadear ideias e elaborar planos antes de fazer as coisas funcionarem. Esse papel acaba ficando a cargo de Porquinho, que com seu jeito sabe-tudo, conquista o leitor aos poucos com a sua maneira de se ater a civilidade tão necessária para viver em uma comunidade. Ademais, mesmo que haja outros personagens na história, essa tríade acaba se tornando o pilar dessa sociedade repleta de responsabilidades e desejos.

E é quando se trata desse paralelo que o enredo se torna sombrio. Pois se de um lado vemos a luta de uma minoria para fazer o que é melhor para o bem de todos, vemos uma maioria que não mede esforços para realizar os desejos mais obscuros de suas almas. E quando digo obscuro, quero dizer que essas crianças revelam um mal que se não for inerente as suas essências, são ao menos foco dos seus pensamentos mais íntimos, já que é quase inconcebível que eles sejam capazes de fazer coisas como sacrifícios e rituais estarrecedores apenas porque se viram assolados pelo medo de uma figura mítica que os assolava naquele lugar.

É por isso que mesmo o livro sendo geralmente associado ao gênero drama, eu considero Senhor das Moscas também como pertencente ao horror... O horror advindo não só das atribulações de uma vida dura, como também, daquilo que está intrínseco ao ser. Em suma, uma história extraordinária que deve ser lida por todo aquele que busca por leituras que não só o deixem estarrecido, como também, perplexo diante de todos os questionamentos sugeridos direta e indiretamente por um autor genial como William Golding.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/10/resenha-especial-senhor-das-moscas-por.html
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Flávia Carine 25/09/2014

Um grupo de crianças após um acidente, é obrigado à sobreviver em uma ilha desabitada. Em meio a esse ambiente hostil as crianças tentam elaborar estratégias de organização e distribuição de tarefas, tentando reproduzir o modelo de sociedade europeu.
Tendo isso em vista eles decidem eleger um líder para orientá-los, convocados por meio de uma concha, os garotos se reúnem para uma votação. Ralph é escolhido por aclamação e seu poder é simbolizado pela concha, por tentar conciliar os interesses individuais com a responsabilidade coletiva, representa a democracia.
Essa situação desperta a inveja de Jack, que sempre fora um líder nato, que prefere a desordem e a tomada de poder por coação, representando o autoritarismo e a barbárie.
Porquinho representa é a figura mais ponderada, prudente, que prefere agir premeditadamente, e por isso representa a razão e bom senso.
Desde o início esse arranjo enfrenta problemas, mas um evento relacionado a fogueira vai desencadear uma série de disputas e conflitos que culminará com a perda da inocência desses meninos.
Um livro muito bom, recomendo a leitura.
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