O Senhor das Moscas

William Golding



Resenhas - O Senhor das Moscas


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Samantha 22/10/2014

Escrevi resenha no meu blog, veja link abaixo.

site: http://meteoropole.com.br/2014/09/resenha-de-o-senhor-das-moscas-de-sir-william-golding/
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Blog MDL 15/10/2014

Eles não sabem o que aconteceu, eles sabem apenas que agora estão ilhados em um lugar paradisíaco sem a presença de nenhum adulto para controlá-los. Animados com a possibilidade de viver do modo como quisessem, os vários garotos em idade escolar que estavam em uma avião e que estranhamente sobreviveram após a sua queda, não se assustam por estar tão longe de casa, mas sim, sentem-se livres. Distribuídos entre pré-adolescentes e crianças, pouco a pouco o grupo começa a se organizar para viver na ilha da melhor maneira possível. Liderados por Ralph, a princípio tudo parece ser perfeito, mas logo a dura realidade de terem de prover seu próprio sustento e segurança começa a revelar a verdadeira identidade desses garotos.

Cercados pelo mar e circundados por uma floresta que de dia lhes fornece seus alimentos e de noite os seus pesadelos, os visitantes da ilha passam cada vez mais para um estado de selvageria visto apenas nos primórdios da civilização. Apesar de jovens, eles são levados a tomar medidas extremas para conseguir aquilo que desejam. Disputando a liderança de forma ferrenha, o poder sobre os mais fracos passa a cegar a razão de alguns e transformá-los de maneira irrevogável. Afastando-se cada vez mais daquilo que eles foram um dia, os garotos tornam-se um retrato fiel do questionamento: o homem é produto do meio ou o meio é produto do homem?

Repleto de alegorias, Senhor das Moscas é portador de uma história intensa que surpreende o leitor pela maneira que o envolve em suas amarras até ele se ver sem saída diante do poder das palavras ali contidas. Aliás, poder é uma palavra realmente importante nesse livro. Pois é retratando o retrocesso de um grupo de crianças até que elas cheguem a um estágio de profundo instinto selvagem que o autor vencedor do prêmio Nobel de Literatura, convida o leitor a observar o desnudar da alma humana através de uma narrativa simples em sua estrutura, mas macabra em sua finalidade em busca daquilo que ele considera importante em sua vida, mesmo que seja sob uma óptica distorcida.

Sobre esse ponto, mal posso dizer o quão estarrecedor foi observar a decadência da civilidade e o fortalecimento da selvageria entre os garotos. Principalmente, do Jack. Ele que a princípio mostra-se um jovem cheio de orgulho e com espírito de dominação, ao longo do enredo ele vai se transformando em alguém com sede de sangue e poder, que não mede esforços para suplantar sua consciência e deixar que o lado vil de sua personalidade se apodere dele até que ele faça coisas que talvez se tivesse em outro meio, não fosse capaz de realizar. No entanto, não há como ter certeza disso, já que ele poderia sim fazer coisas terríveis mesmo que ficasse cercado de civilização, mas em outros termos que não pura selvageria animalesca.

Como contraponto dessa figura, o autor explora muito bem os personagens Ralph e Porquinho. O primeiro, apesar de ter mais noção de senso comum e trabalhar para que as coisas funcionem de modo que todos eles tenham a chance de sair daquela ilha com vida, falta nele a inteligência de desencadear ideias e elaborar planos antes de fazer as coisas funcionarem. Esse papel acaba ficando a cargo de Porquinho, que com seu jeito sabe-tudo, conquista o leitor aos poucos com a sua maneira de se ater a civilidade tão necessária para viver em uma comunidade. Ademais, mesmo que haja outros personagens na história, essa tríade acaba se tornando o pilar dessa sociedade repleta de responsabilidades e desejos.

E é quando se trata desse paralelo que o enredo se torna sombrio. Pois se de um lado vemos a luta de uma minoria para fazer o que é melhor para o bem de todos, vemos uma maioria que não mede esforços para realizar os desejos mais obscuros de suas almas. E quando digo obscuro, quero dizer que essas crianças revelam um mal que se não for inerente as suas essências, são ao menos foco dos seus pensamentos mais íntimos, já que é quase inconcebível que eles sejam capazes de fazer coisas como sacrifícios e rituais estarrecedores apenas porque se viram assolados pelo medo de uma figura mítica que os assolava naquele lugar.

É por isso que mesmo o livro sendo geralmente associado ao gênero drama, eu considero Senhor das Moscas também como pertencente ao horror... O horror advindo não só das atribulações de uma vida dura, como também, daquilo que está intrínseco ao ser. Em suma, uma história extraordinária que deve ser lida por todo aquele que busca por leituras que não só o deixem estarrecido, como também, perplexo diante de todos os questionamentos sugeridos direta e indiretamente por um autor genial como William Golding.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/10/resenha-especial-senhor-das-moscas-por.html
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Flávia Carine 25/09/2014

Um grupo de crianças após um acidente, é obrigado à sobreviver em uma ilha desabitada. Em meio a esse ambiente hostil as crianças tentam elaborar estratégias de organização e distribuição de tarefas, tentando reproduzir o modelo de sociedade europeu.
Tendo isso em vista eles decidem eleger um líder para orientá-los, convocados por meio de uma concha, os garotos se reúnem para uma votação. Ralph é escolhido por aclamação e seu poder é simbolizado pela concha, por tentar conciliar os interesses individuais com a responsabilidade coletiva, representa a democracia.
Essa situação desperta a inveja de Jack, que sempre fora um líder nato, que prefere a desordem e a tomada de poder por coação, representando o autoritarismo e a barbárie.
Porquinho representa é a figura mais ponderada, prudente, que prefere agir premeditadamente, e por isso representa a razão e bom senso.
Desde o início esse arranjo enfrenta problemas, mas um evento relacionado a fogueira vai desencadear uma série de disputas e conflitos que culminará com a perda da inocência desses meninos.
Um livro muito bom, recomendo a leitura.
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Lucas 21/08/2014

Difícil
O livro tem uma premissa bacana, e devido à fama, ou às resenhas que tenho lido, resolvi lê-lo. Porém, foi uma leitura complicada. O autor não explica nada claramente, e cabe a vc acreditar em tudo que está sendo dito na história (um naufrágio q todos os adultos morrem e só sobrevivem as crianças... poxa, q estranho, não?) Mas tudo bem, continuei lendo. Mas achei estranho como elas conseguiam sobreviver, isoladas de tudo. Sem falar q a narração é complicada. Pensei em desistir da leitura, mas resolvi fazer uma pesquisa antes pra ver se ajudava.

Descobri que tem o filme completo no youtube (pelo menos lá diz q está completo rsrs), e o filme ajudou bastante. Primeiro pq deu uma ideia de como eles foram parar lá, e de como sobreviviam. No filme, eles eram meio q escoteiros. No livro, pelo q me conste, nao tem nenhuma informação qto a isso... ou talvez esteja subentendido, e eu nao tenha percebido. Mas enfim...
Descobri que "senhor das moscas" é o significado do nome Belzebú, quarto demônio mais poderoso do inferno. Achei essa descoberta bem legal. rsrs

Gosto de histórias que explorem a natureza humana, e que abordem como o homem pode mudar e aflorar o "animalesco" que há em si de acordo com o meio em que vive (e apesar de serem crianças, ñ duvido q adultos pudessem ser capazes de perder o controle e cometer atrocidades, até pq vemos diariamente q isso acontece em nossas vidas urbanas). Mas o livro não me conquistou, eu nao conseguia visualizar as cenas narradas. É um livro que gera muitos debates, e que gere muito a se falar sobre, e parece q essa foi a maior preocupação do autor, e não escrever um "bom" livro, ou agradável.
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Ana Luiza 04/08/2014

Agora contemplem os Senhores das Moscas
Um avião que transportava um grupo de crianças para longe da Guerra cai em uma ilha e os pequeninos são os únicos que sobrevivem. Sem supervisão de adultos, eles se espalham pelo terreno desconhecido, mas são reunidos novamente graças ao soar de uma concha. Ralph é um garoto extremamente ativo, curioso e dócil que por ter sido aquele que os reunira com o barulho da Concha, é eleito o líder, o que desagrada Jack profundamente.

Líder de um coral de meninos, Jack está acostumado a liderança e ao poder, e quando perde a votação para Chefe, ele estabelece que seria, juntamente com seus antigo coral, os caçadores do grupo. Ao lado de Porquinho, um gordinho extremamente inteligente e racional, Ralph logo estabelece seu governo simples, mas com objetivos claros, entre eles principalmente: construir e manter uma fogueira para chamar a atenção de um possível navio que passasse por perto, construir cabanas e manter todos vivos até que alguém os resgatasse.
“- Quando você está caçando, às vezes você se sente como se... – Corou subitamente. – Claro, não é nada de mais. Só um sentimento. Mas você sente como se não estivesse caçando, mas... sendo caçado. Como se houvesse alguma coisa atrás de você o tempo todo na floresta.” Pág. 60
Enquanto Porquinho e Ralph estão certo de que serão resgatados, Jack parece mais cético e nem um pouco contente como as coisas estão andando. Logo fica claro que nem um dos garotos, especialmente os mais novos, abraçam muito as responsabilidades, eles preferem divertir-se pela ilha enquanto Ralph, Porquinho, Jack e alguns outros poucos fazem todo o trabalho duro.

Apesar da liderança de Ralph, a vida na ilha beira ao caos, pois de nada adianta regras e deveres estabelecidos se ninguém os obedece. As coisas não saiam como imaginavam, planos eram dificilmente concluídos, limites estabelecidos não eram muito respeitados e o medo de não serem resgatados era substituído pelo medo de se viver na ilha. Boatos sobre um “Bicho” misterioso e assustador assombra as crianças, mas o que elas não sabem é que o perigo reside nelas mesmas e em seus companheiros.
“- Porque as regras são a única coisa que temos!
(...)
- Que as regras vão pro inferno! Somos fortes, nós o caçamos! Se houver um bicho, nós os caçaremos! Vamos cercá-lo e bater, bater, bater!...” Pág. 101
Cada vez mais os meninos perdem o senso de comunidade para ganhar um ar de tribo ou bando. A vida rude da ilha parece provocar nos garotos o despertar de seus instintos e comportamentos mais primitivos. O único poder que realmente existe na ilha é o Chefe, Ralph, e mesmo que suas determinações e regras não sejam seguidas a risca, sua figura é extremamente respeitada e até mesmo venerada, posição que Jack profundamente deseja. Entretanto, a liderança de Ralph fica cada vez mais enfraquecida com a passagem do tempo conforme a popularidade de Jack aumenta. Enquanto o primeiro, aos olhos do grupo, é o líder chato que os enchem de responsabilidades e tarefas, Jack é aquele que traz carne e diversão para suas vidas. Ralph pode atender a todas as suas necessidades, mas Jack atende aos desejos e em uma disputa entre os dois será inevitável.
“A pilha de entranhas era uma bolha negra de moscas que zumbiam como uma serra. Depois, as moscas descobriram Simon. Fartas, pousaram às margens dos riachos de suor e beberam. Fizeram cócegas sob as narinas e brincaram de pular sela nas suas coxas. Eram inúmeras, pretas e verdes iridescentes. Diante Simon, o Senhor das Moscas estava pendurado na vara e sorria. Enfim, Simon desistiu e olhou; viu os dentes brancos e os olhos opacos, o sangue – e seu olhar esgazeado prendeu-se àquele reconhecimento antigo e irrecusável.” Pág. 151
Andando pela biblioteca encontrei esse livro. O título me chamou muita atenção, além de naturalmente impactante, ele me recordou um verso (aquele do título) de uma música do Ghost, uma das minhas bandas favoritas. Peguei O Senhor das Moscas e comecei a lê-lo sem fazer a mínima ideia sobre o que se tratava. Confesso que nas primeiras páginas fiquei entediada. A saga de um bando de crianças presas em uma ilha não me conquistou logo de início, especialmente porque não gosto muito de histórias de náufragos desde que fui obrigada a ler Robinson Crusoé na escola e que já vi o filme Náufrago umas dez milhões de vezes na Sessão da Tarde.

Entretanto, conforme a trama avançava e ganhava ainda mais tensão, finalmente percebi que O Senhor das Moscas não se tratava apenas de uma história sobre crianças presas em uma ilha. O livro, na verdade, mostra o regresso humano a animalização, ao modo de vida primitiva. A história dessas crianças nada mais é do que uma mostra de como somos influenciados pelo meio, de como guardamos instintos e comportamentos selvagens, que podem ser despertados a qualquer momento.

O autor explora, de forma genial, a fragilidade da índole humana e do nosso senso de civilização. É muito fácil, para qualquer um de nós, em nossas casinhas dentro da cidade, inseridos em uma sociedade extremamente complexa, pensar em nós mesmos como seres evoluídos, dotados de inteligência superior e de humanidade. Tratamos uns aos outros com relativo respeito, seguimos regras, cumprimos nossos deveres e temos até mesmo tempo para sermos um pouco altruístas, pensar e ajudar os outros. Entretanto, basta um passo para fora dessa vida, alguns dias isolados longe do que conhecemos por mundo, que nos transformamos completamente, passamos a viver bem, como animais, reunindo-nos a outros apenas para ganhar alguma coisa (seja proteção, alimento, etc.) e atacamos uns aos outros sem qualquer receio ou culpa.
“- O que é melhor? Ser um bando de índios pintados como vocês ou ser razoável como Ralph? (...) Que é melhor? Ter regras e segui-las ou caçar e matar? (...) O que é melhor? A lei e o salvamento, ou caçar e destruir?” Pág. 197
Podemos até pensar: “Ah, isso nunca vai acontecer. Qual a chance acabarmos isolados em uma ilha ou sei lá mais onde?”. Bem, as chances são mesmo poucas. Mas a genialidade de William Golding se encontra aí. Ele nos faz pensar como reagiríamos na mesma situação dos seus protagonistas, mas também se é só naquela situação que nosso pior lado, nosso lado mais selvagem, pode se manifestar. Ficar naquela ilha transformou dóceis e obedientes crianças em selvagens pintados armados com lanças. Entretanto, foi realmente o náufrago que os deixou assim? Ou foram pequenas coisas que se seguiram? O que nos separa da civilidade e da selvageria? Da ordem e do caos? Da sanidade e da loucura? Esses são só alguns dos questionamentos que o livro levanta, além de mostrar que linhas tênues podem dividir todas essas coisas.

Com uma trama aparente simples, mas bem desenvolvida e cheia de significados, Golding construiu uma história rica e extremamente filosófica. Sua narrativa já não me agradou muito, tive muita dificuldade para visualizar os cenários que ele descrevia e confesso que só com ajuda de imagens da internet (como essa acima) foi que consegui realmente ver a geografia da ilha. Por outro lado, seus personagens ganharam um espaço no meu coração: desde o injustiçado Porquinho, ao genuíno e doce Ralph e o ambicioso e maléfico Jack, até mesmo os personagens secundários. Mas, aquele que mais amei foi O Senhor das Moscas, que belamente ilustra tudo o que há de ruim a ser despertado dentro de nós.
“Começou o canto e um movimento de cerco. Enquanto Roger imitava o terror do porco, os pequenos corriam e saltavam fora do círculo. Porquinho e Ralph, sob ameaça do céu, sentiam-se ansiosos para tomar parte nessa sociedade demente, mas parcialmente segura. Gostariam de tocar os ombros bronzeados no círculo, que encerrava o terror e o domava. Matem o bicho! Cortem a garganta! Tirem o sangue!” Pág. 166
Quando a edição, tenho apenas uma reclamação. Gosto muito da capa, que é simples, mas ilustra bem o ar e alguns aspectos da obra. A tradução e diagramação estavam perfeitas. As páginas amareladas ajudaram a deixar a leitura bem mais rápida, e gostei da fonte das letras, apesar de que elas podiam ser um pouco maiores. A única coisa que me desagradou foi o livro não ter orelhas, coisa que odeio.

O Senhor das Moscas é um clássico de tirar o fôlego e de alto teor filosófico que entrou para a minha lista de favoritos. Amei a obra, que foi uma excelente surpresa e que me deixou bastante curiosa por outros livros do autor.
“Ajoelhou-se entre as sombras e sentiu amargamente seu isolamento. Eles eram selvagens, é verdade; mas eram humanos e os medos emboscados na noite profunda estavam se aproximando.” Pág. 204

site: http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-senhor-das-moscas-william.html
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Dudu 29/07/2014

O senhor das moscas (Lord of Flies, no inglês), de William Golding, foi publicado em 1954 e, mesmo não tendo feito muito sucesso na época, é considerado um grande clássico da literatura pós-guerra, como eu já mencionei.
Ganhador do prêmio Nobel de literatura de 1983, Golding, nascido em 1911 na Inglaterra, é conhecido por confrontar o bem e o mal em suas obras, explorar o abismo entre o mundo da ciência e da razão, nos levando sempre a grandes discussões sobre os personagens e situações de suas obras. (fonte: Wikipedia)
Se utilizando da clássica história de se ver isolado do resto da civilização, o paraíso perdido, que Golding se contrapõe a ideia de Russeau do “bom selvagem”, aquela que diz que o homem é bom por natureza, nasceu livre, mas sua maldade advém da sociedade [...].
Nesta obra somos levados junto de um grupo de garotos que, após um acidente, se vem presos no que parece ser uma grande ilha deserta e sempre a presença de qualquer adulto.
Nos tempos em que tablets e smartphones nos distanciam cada vez mais do convívio em sociedade, a obra de William Golding vem nos dizer que não estamos sozinhos, que temos de nos manter juntos se não quisermos voltar a um estado de selvageria e assim termos nossa liberdade ameaçada pela presença do desconhecido, da criatura selvagem que é nosso predador. E é isso o que faz deste livro uma grande obra, a questão psicológica, os seres humanas vivendo longe da sociedade moderna, a volta as origens humanas, o selvagem.
Ralph, Jack e porquinho, as figuras centrais deste romance, são o que ilustram o comportamento do homem nessa regressão da humanidade. A força e coragem de Jack, o carisma de Ralph e a inteligência de porquinho, a maneira como interagem entre si e com as outras crianças, suas crises e mudanças, a exploração do desconhecido e a maneira como enfrentam os medos e mistérios que surgem em suas cabeças ao anoitecer, são a parte principal da obra que segue o dia a dia dessas crianças que têm um futuro tão incerto quanto ao ideal de voltar as suas famílias.
É interessante observar um clássico da literatura mundial sem toda aquela pompa e linguajar rebuscado a qual estamos acostumados a pensar quando ouvimos a palavra “clássico” no que diz respeito a literatura. “O senhor das moscas” prende a atenção do leitor a ponto de em certo momento pararmos de nos questionar se os meninos sairão ou não da ilha e nos força a tentar entender a cabeça do autor que, ao desestabilizar tanto os pilares que trariam equilíbrio a situação, consegue montar situações tão tensas e criar metáforas tão inteligentes se utilizando apenas de crianças sendo crianças.
Gostei muito do livro e com certeza vale a pena a leitura. Sua narrativa simples ajuda a prender a atenção do leitor, mesmo em cenas que em outro tipo de mídia, que não um livro, pareceria monótono ou mesmo entediante. É impossível não escolher um lado como certo assim como não há maneira de não se compadecer de porquinho, sempre a opinião sóbria em meio as mais infantis discussões que acontecem entre as crianças.


site: http://aquelaleitura.wordpress.com/
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Thiago Pena 29/06/2014

Leitura cativante e prazerosa.
O livro tem uma narrativa extremamente cativante e prazerosa, que faz o leitor efetivamente viver a história e relacionar-se com as personagens, vibrando e sofrendo com suas atitudes e consequências. O final é extremamente marcante, emocionante, além de surpreender o leitor com um parágrafo que se torna inesquecível. Altamente recomendado.
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Mag 13/06/2014

O que mais me incomodou nesse livro foi o fato de não conseguir criar imagens nítidas através das descrições feitas. Na maior parte da leitura os personagens perambulavam por espaços vazios, pois não tive a capacidade de desenhar mentalmente as paisagens da ilha, e não sei se isso tem a ver com a narrativa em si ou com alguma habilidade minha que ficou faltando.
Os diálogos muitas vezes são confusos também, sem profundidade, meio jogados, sem objetividade. A mim soava extremamente artificial sempre que algum menino falava: "estou com a concha". Talvez isso seja uma má escolha na tradução, assim como o nome do personagem "Porquinho".
E falam que o livro é assutador, bem...esperei até o final por uma atmosfera mais sombria, mas não achei nada assustador.
Beatriz Zilli 29/07/2014minha estante
Senti o mesmo!


Lucas 16/08/2014minha estante
tou lendo e estou achando isso tb. não estou achando a leitura agradável, as cenas, ao meu ver, são mal escritas, ou com poucas descrições. Mas têm tantas resenhas positivas, enfim, vou continuar pra ver se melhora.




Gustavo 17/05/2014

Um pequeno compêndio sobre a natureza humana. Golding foi muito hábil ao optar por desenvolver uma história somente com crianças, seres humanos em sua forma mais pura, ainda não de todo condicionados pelas experiências de vida e pela convivência em sociedade.
Ao longo da obra, contudo, percebemos que lá estão a essência selvagem e o instinto de preservação do homem (a qualquer custo).
Um daqueles livros de (re)interpretação contínua, mesmo após anos do término da leitura.
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Vagner 04/05/2014

Cativante.
Uma história que te prende do inicio ao fim, conta as passagens dramáticas de um grupo de garotos que perdido em uma ilha deserta. Mostra como o ser humano pode de uma hora pra outra se transformas, em um animal irracional, por pura maldade e demonstração de poder. Assim nascem os ditadores.
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Camila 21/01/2014

Não somos livres e jamais seremos mesmo se lutarmos por isso e nos iludirmos com uma falsa sensação de sucesso. Isso porque não é de nossa natureza sermos livres. Sequer sabemos o que significa liberdade!

O que é liberdade, afinal? É poder andar pelas ruas a qualquer dia, a qualquer hora e vestindo qualquer coisa, sem temer nenhum tipo de repressão? Sem olhar por cima do próprio ombro, com medo de um possível assalto? É poder fazer o que quiser, lidando apenas com as consequências e não com os castigos? A liberdade realmente existe?

Talvez fôssemos livres quando estávamos em cavernas. Livres para decidir onde ir e onde ficar. Podíamos caçar, comer, reproduzir, dormir, beber e até matar quando quiséssemos e achássemos necessário, sem que ninguém desse palpite ou nos impedisse. Não éramos limitados por obrigações, não tínhamos horários para cumprir e nem essa obrigação de trabalhar o mês inteiro para ganhar um salário e poder sobreviver. Até porque não existiam horas, dias, semanas, meses ou anos – isso tudo é invenção. O que existe é uma bola gigante de rocha, plantas, água e inúmeros elementos químicos girando na órbita de outra bola gigante que queimará por toda a sua existência. Nossa comida estava lá, nossa água estava lá. Éramos livres para pegá-la a hora que quiséssemos. Assim se encontram Ralph, Jack, Simon, Roger, Porquinho, Sam e Eric e todos os outros meninos que caíram em uma ilha no meio da guerra. Apenas crianças – seres humanos começando a vida, em um estágio onde o instinto está presente o tempo todo. Leva tempo até entendermos que temos regras a seguir, até nos moldarmos o suficiente para sobreviver nesse mundo cheio de leis e regras, até matarmos pelo menos maior parte da selvageria dentro de nós.

Ralph, Porquinho e companhia, ao caírem na ilha, tentaram reproduzir pelo menos parte da sociedade organizada em que eles viviam. Tentaram viver em ordem e atribuir tarefas. Tanto que uma das primeiras coisas que tentaram fazer foi formular regras – correntes imaginárias responsáveis pela vida no planeta, afinal, sem elas, todos nós já teríamos nos matado. Mas o instinto ainda presente na imaturidade dos garotos não foi vencido pela tentativa de imposição de regras. Coisas horríveis aconteceram. E tudo o que aconteceu naquela ilha foi feito pelas mãos dos meninos que ali estavam.

O que nos leva ao “bicho”. À coisa-serpente. Ao Senhor das Moscas. Quem seria essa criatura?

Não precisa pensar muito para entender que o livro de Golding está repleto de simbolismo. E que o Senhor das Moscas (tradução literal da palavra “Belzebu”) não existe.

Quem seria ele, afinal? O mal dentro de nós? O instinto humano, lá do tempo das cavernas, que se mostra presente nos filhotes humanos até hoje? Ou o próprio Belzebu, como alguém pode concluir em um primeiro momento, após perceber a tradução dessa palavra?

É fácil perceber que grande parte do que aconteceu foi o instinto dos garotos reagindo ao medo que sentiam do bicho – o Senhor das Moscas. A razão foi assassinada. A democracia, derrubada. Tudo em nome do medo de serem pegos pelo bicho que acreditavam ser real.
É possível interpretar esse livro de inúmeras maneiras. Pode-se dizer que é uma alegoria política, social e até mesmo religiosa.

O medo traz de volta o instinto. O medo é algo poderoso, e por causa dele as pessoas fazem coisas.

O que é liberdade?
O que é razão?
O que é real?

“— Que engraçado achar que o Bicho é algo que podem caçar e matar! Você sabe, não é? Sou parte de você? Quase, quase, quase! Sou a razão por que ninguém pode ir embora? Por que as coisas são o que são?”
O Senhor das Moscas, página 157.
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Marcia Leão 22/12/2013

Como eu li numa resenha anterior este livro possui uma boa história contada de uma forma confusa, é preciso estar bem focado na leitura, demorei um pouco para me acostumar, mas ao final achei o livro muito bom.
Realmente tem um pouco de LOST que é um dos meus seriados preferidos. Conta a história de meninos que após o acidente no avião tem que sobreviver numa ilha e formar uma nova sociedade com regras, tem o inteligente, o líder nato, o invejoso, o maldoso, o medo. Me lembrou um pouco também do livro ensaio sobre cegueira onde uma nova sociedade tem que ser formada..
Achei o livro bastante perturbador e tenebroso. No desfecho final do porquinho eu fiquei em estado de choque e quando terminei fiquei com aquela sensação perturbadora de que como no final Ralph chora no pela escuridão no coração dos homens, assim são os seres humanos, todos nós temos uma maldade guardada, escondida dentro de nós que pode ser libertada com uma nova situação de conflito.
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