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E se Amanhã o Medo

Ondjaki
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Carina 11/09/2013

Ondjaki melhorado
Ondjaki melhorou muito desde a última vez que o vi – lá no antigo livro “Bom dia camaradas”. Sua linguagem encorpou, cresceu em poesia e ganhou em força narrativa.
Eu, que era fã exclusiva de Mia Couto, agora me divido entre duas paixões, pois seus estilos são parecidos (ainda que sejam igualmente únicos). De qualquer forma, o que isto prova é a beleza da prosa africana de língua portuguesa – uma das mais inovadoras nos últimos tempos.
Trechos:

“Toda noite é palco para estrelas, candeeiros e olhos acontecerem.”

“Velhice é ir todos os dias despedindo um pouco coisas que inda nos tocam as paredes do coração”.

“Ocorreu-me, da minha varanda, novamente a ideia de os aeroportos, os portos e os cais serem, mais do que lugares de partida, lugares de desencontro. Um toque íntimo de destinos cruzados mas, no instante seguinte, a infinita distanciação das pessoas”.

“A vida é pesada”.

“Esperar, no fundo, não passa de um exercício de paciência, um modo de estar próprio aos humanos. Já as árvores suportam melhor esse estádio.”

“o susto é uma construção interna, carecendo de pressupostos”.

“Talvez os acontecimentos estejam em fila, ordenados, justos, esperando para colidir com as pessoas, e as pessoas, iludidas, pensem que a colisão além de natural é aleatória”.
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Fabíola 23/02/2013

Difícil assimilação.
E se amanhã o medo, de Ondjaki
(ISBN 9788560160662, Ed. Língua Geral, Coleção Ponta de Lança,2010, 115 páginas)

Este é um livro, lançado pela maravilhosa Coleção Ponta de Lança, que possui contos curtos e médios que brincam com os leitores nos fazendo ter sentimentos variados, reflexões profundas e uma possibilidade de releitura de nós mesmos.


Enredo e estrutura narrativa:
A obra está dividida em duas partes: Horas tranquilas, composta por 15 contos e Conchas escuras, composta por 5 contos. A primeira parte, mais descritiva, por vezes beirando à filosofia se mostra numa linguagem mais poética e por vezes visual e sinestésica.
A segunda, mais real, com consistência e textura. Para mim, foi a mais verdadeira no seu sentido de ser e a mais tocante.
O Ondjaki escreve muito bem. Ele é um contador exemplar de histórias, disso ninguém duvida. Porém, creio que não atingi a complexidade do livro. Certamente precisarei ler novamente para depreender o que o autor quer nos passar. É uma leitura complexa e madura ao extremo.
Sinto que estou longe de compreender toda a mensagem. Assim sendo, me inclinou a categorizar este livro como momentaneamente “bom”.


Observações sobre a leitura:
Como disse anteriormente, sei que não me sinto capaz em dizer muita coisa sobre o livro. Tive, durante a leitura, muitos sentimos paradoxos. Tentava, a todo o momento, me lembrar da trajetória literária de Ondjaki e a que ele se propõe para não me perder durante a leitura. Sem sombras de dúvida, aproveitei muito a segunda parte. Os contos “A velha” e a “Madrugada”, para mim, são os pontos altos do livro.

Um livro, cujos títulos das divisões, a epígrafe e registro no agradecimento ao Raduan Nassar e à obra magistral Lavoura Arcaica jamais poderia passar imune.

“E se amanhã o medo” deixa em seus contos uma sensação de ação inacabada, um sentimento de “o que ainda está por vir?”. Sentimento este que perdura por um longo período fazendo com que o nosso organismo demande certo esforço para sua digestão.

*reprodução parcial ou total mediante autorização.
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