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A Batalha do Apocalipse

Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo

Eduardo Spohr
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Merlinus 01/02/2011

Decepcionante
A Batalha do Apocalipse (ABdA) é um livro ambicioso. Desde sua descrição feita na orelha da capa por José Louzeiro, e passando por cada linha de suas 586 páginas, fica claro o desespero de seu autor, o brasileiro Eduardo Spohr, em criar um livro épico como O Senhor dos Anéis. Por isso, o autor tenta ambientar sua estória em um universo original e detalhado, povoado por criaturas fantásticas e regido por uma lógica própria. No entanto, a regra diz que pouquíssimos autores conseguiriam escrever um maravilhoso épico de fantasia em seu livro de estréia e, infelizmente, Eduardo Spohr não é exceção a essa regra.

Demonstrando já em suas primeiras páginas não ter o menor domínio narrativo, Spohr é incapaz de exercer sobre seus leitores o chamado “fenômeno de identificação”, já que todos os personagens apresentados são figuras desinteressantes e sem personalidade, o que resulta em uma leitura fria, na qual acompanhamos sem o menor interesse todas as desventuras pelas quais eles passam na confusa – e sem sentido – trama do livro (não irei discutir, aqui, detalhes da trama. Para os que se interessarem, escreverei mais abaixo um levantamento de alguns tópicos observados no livro, mas fiquem cientes de que esse levantamento contém spoilers da estória).

Além disso, o autor parece ainda desconhecer o princípio básico que diz que tudo aquilo que não servir para movimentar e “empurrar” a trama para frente deve ser descartado. Com isso, somos presenteados com nada menos que 135 páginas de um flashback absolutamente irrelevante, que traz uma mudança abrupta e desnecessária no foco narrativo, que muda da terceira para a primeira pessoa, que em nada acrescenta à trama principal e que, pelo contrário, serve apenas para nos trazer alguns dos incontáveis absurdos e incoerências encontrados do início ao fim do livro. Como se não bastasse, Spohr recheia sua obra com explicações repetitivas, diálogos constrangedores e clichês. Isso para não mencionar a quantidade absurdamente irritante de codinomes, títulos, subtítulos e apelidos que todos os personagens possuem.

Claramente escrito com um dicionário de sinônimos do lado (que outra justificativa há para um livro que utiliza as palavras “ascensor” ao invés de “elevador”, “probo” em lugar de “íntegro” e “ruminante” ao invés de “camelo”, apenas para citar alguns exemplos? Não vale dizer que é o estilo do autor, porque essas palavras mais elaboradas se destacam em meio a outras palavras mais usuais.), ABdA tenta em sua trama fazer um sincretismo de quase todas as religiões conhecidas com elementos culturais tão diversos como Os Cavaleiros do Zodíaco, Matrix, contos de fadas e até mesmo Chapolin Colorado (creio que essa última tenha sido involuntária. Para maiores detalhes, leiam o levantamento no final da resenha). É claro que é impossível tentar convergir princípios religiosos excludentes, e o resultado encontrado em ABdA parece um quebra-cabeças montado com peças de diferentes tabuleiros, que não se encaixam, e cuja imagem formada não faz muito sentido.

Usando como impulso principal de sua obra a inveja que os anjos têm do livre-arbítrio dos homens, Spohr não consegue em momento algum explicar de forma convincente o motivo dessa inveja, já que TODOS os anjos do livro também têm o livre-arbítrio, já que são capazes de tomar decisões e fazer escolhas individuais. Dessa forma, toda a trama do livro perde sua força, a motivação dos vilões se torna incoerente e todo o resto não passa de uma grande perda de tempo.

Em relação ao seu universo fantástico, fica claro que o autor teria sido muito mais feliz se, ao invés de tentar criar elementos próprios em meio a vários “universos” já existentes, tivesse criado um original, ainda que inspirado em outros, como fez Tolkien em O Senhor dos Anéis. Como resultado disso, o autor utiliza a Bíblia como elemento essencial de seu universo, mas se apropria apenas das passagens que lhe convém, desfazendo-se das demais. E, mesmo quando utiliza os elementos tirados da Bíblia, Spohr simplesmente os adultera da forma que é mais conveniente para sua obra (apenas para citar dois exemplos: Na Bíblia, o Sol surgiu no quarto dia da criação, enquanto que em ABdA surgiu no primeiro; Na Bíblia, Lúcifer era um Querubim, mas em ABdA é um Arcanjo). Assim sendo, Spohr falha em criar explicações que justifiquem a coexistência da veracidade bíblica com a teoria da evolução das espécies, deuses pagãos, espíritos familiares e até mesmo – acreditem – fadas, duendes e dragões.

Medíocre em toda a sua composição (com exceção de sua belíssima capa – olha aí a ironia do ditado popular se comprovando verdadeiro), ABdA pode ser enquadrado como o resultado vitorioso de uma campanha massiva de publicidade eletrônica, que conseguiu convencer as mentes mais fracas de que a falta de estrutura narrativa nada mais é do que um alto nível de elaboração intelectual e literária, o que torna “difícil” sua leitura. Já existem rumores de que seu autor está preparando seu segundo livro, e a nós só resta esperar que, dessa vez, ele se preocupe mais com a coerência narrativa do que com floreios lingüísticos. Dessa forma, talvez ele seja capaz de nos presentear com uma obra que faça justiça à sua precoce – e, por enquanto, imerecida – fama.



Dissecando A Batalha do Apocalipse: Alguns absurdos, incoerências, pontos para reflexão e Chapolin Colorado (Não contavam com minha astúcia):

- Conforme já mencionado, a força-motriz de ABdA está na suposta inveja que os anjos sentem do livre-arbítrio dos homens, e se queixam de estarem presos à sua “natureza angélica”. Ora, em todo o livro jamais fica clara essa suposta diferença entre os dois. Seguindo a “lógica” proposta pelo livro, um anjo guerreiro, por exemplo, só pode agir como um guerreiro, sendo incapaz de fugir a um combate, ou de desobedecer a ordens, etc. E isso se aplica à sua “casta” como um todo. Não existiriam vontades individuais. No entanto, como já dito, TODOS os anjos da estória tomam decisões individuais, que outros de sua casta não tomam, ou tomariam. Tomem como exemplo os Arcanjos. Miguel, individualmente, tomava decisões baseadas em sentimentos e julgamentos que não eram compartilhados por todos de sua casta (ou vai me dizer que era de sua “natureza angélica” revoltar-se, criar planos e mentiras?). Rafael não compactuou com seus atos, e DECIDIU (porque tem livre-arbítrio) se exilar. Gabriel compactuava com Miguel, mas DECIDIU (porque tem livre-arbítrio) mudar de idéia. O próprio Ablon toma decisões o tempo todo (a maioria baseada em seus sentimentos egoístas e covardes, que visam sua própria sobrevivência e a de Shamira), chegando até mesmo a ESCOLHER entre cumprir uma missão que lhe é dada de defender Jesus, ou ir atrás de Shamira para salvá-la. Baseado nisso, o suposto “poder” que só o Jesus de ABdA possuiria (o de ter uma origem celeste aliada ao livre-arbítrio dos homens) é meramente demagogo.

- Aliás, é curioso e indefinido o papel de Jesus no universo de ABdA. Logo no início do livro, quando Ablon se encontra com Orion nos braços da estátua de Cristo Redentor no Rio de Janeiro, este último menciona que é curioso os dois se encontrarem nos “braços de Deus”, o que indica que compartilham a visão bíblica de que Jesus é Deus. No entanto, no desenrolar da história, o papel de Jesus é reduzido ao de “Criança Sagrada”, de “Iluminado”, filho não de Deus (de quem, de acordo com a Bíblia, é uma dentre três pessoas que o compõe), mas do arcanjo Gabriel, que teve relações sexuais com Maria. De acordo com o livro, o grande papel de Jesus na História foi o de ter pregado o Amor, ao próximo, a Deus, etc. Sua mensagem mudaria o mundo, disse algum personagem em determinado tempo. No entanto, tal mensagem também foi dita por Buda, ou por Gandhi, por exemplo. Por que só Jesus, dentro desse universo do livro, foi chamado de “Iluminado”, e por que só sua mensagem foi valorizada? É também interessante observar que Spohr se utiliza do episódio da ressurreição de Jesus, mas não menciona o fato de que, de acordo com a fé cristã, Ele ascendeu aos Céus e, ainda de acordo com a Bíblia que é tão mencionada pelo autor, hoje está sentado à direita de Deus Pai (que, dentro da confusa mitologia de ABdA, hoje vive apenas em essência em todos os homens – mas já falo sobre isso). Demonstrando uma pesquisa ineficiente acerca das religiões mencionadas no livro, o autor em determinado momento escreve: “(...) era o símbolo máximo da fé cristã, o ícone que caracterizava o eterno túmulo do Salvador.” Ora, o ícone máximo da fé cristã está justamente no fato de que Jesus é o Filho de Deus, que ressuscitou e hoje está no Céu, não em um “eterno túmulo”.

- Sobre uma das “grandes reviravoltas” do livro: o fato de que Yahweh decidiu pôr fim à sua existência física, dissolvendo sua essência nos homens – o que seria a alma que os anjos não têm. Bem, confesso que até ler isso, o deus criado por Spohr era para mim uma criatura apenas patética e malvada, que ao fim do sexto dia, totalmente exausto, resolveu tirar um grande cochilo, tendo programado seu super-despertador celestial, aqui chamado de Roda do Tempo, que o acordaria ao final do sétimo dia apenas para poder julgar a humanidade que ele deixou por milhares de anos sem sua assistência e orientação. No entanto, essa revelação me fez ver que eu estava errado. O Yahweh de ABdA não era apenas patético e malvado, mas totalmente suicida e inconseqüente, já que “se matou” sem deixar alguém para comandar em seu lugar, e o universo ficou totalmente à mercê de um arcanjo psicopata, determinado a exterminar todos os homens, que têm a “essência de Deus” em si. No final das contas, essa tentativa de filosofia barata pretendida com essa reviravolta (“Deus não existe, senão só dentro de você, e para alcançá-lo basta amar uns aos outros, etc”) serviu apenas para tornar o personagem Yahweh apenas mais patético.

- Patéticos também são quase todos os personagens do livro, em especial a tal Irmandade dos Anjos Renegados. Na teoria, o que o autor tenta nos passar é que a Irmandade era composta por 18 anjos bravos e puros, que se opuseram aos planos de Miguel para exterminar os homens e que, por isso, foram expulsos do céu, condenados a vagar para sempre na Terra. Na prática, no entanto, a Irmandade era composta por 18 fracassados, que em sua primeira tentativa de fazer alguma coisa foram descobertos e expulsos, e passaram todo o resto de seus dias fugindo do céu e do inferno, e cujo líder era um anjo mesquinho, que não se importava em usar quem quer que fosse (com exceção da mulher que ele amava, é claro) para atingir seus objetivos (basta ver a forma como ele usou a Sieme e tantos outros. Coloque a Shamira no lugar da Sieme e se pergunte se ele deixaria que ela morresse apenas para que ele conseguisse cinco minutos de vantagem em relação ao vilão que o perseguia. Porque ele SABIA que a Sieme iria morrer, que não teria a menor chance, e que apenas o atrasaria um pouco). Em nenhum momento é mencionado que, depois de expulsos, eles tentaram dar prosseguimento ao ideal de impedir Miguel de exterminar a raça humana. Pelo contrário, por medo de serem mortos, cada um foi para o seu canto, e foram mortos de qualquer jeito. É difícil imaginar que figuras covardes assim pudessem ser chamadas de “heróis”, que fossem capazes de inspirar exércitos a resistirem além de suas forças. É mais provável que servissem apenas de exemplo para que ninguém mais tentasse fazer o mesmo.

- Falando na Irmandade, ela foi tema de alguns diálogos e momentos sem sentido no livro. Por exemplo: no começo do livro, Ablon explica à Shamira sobre essa queda da Irmandade. Diz a ela que eles ficaram ocultos por séculos, estudando obras de arte, etc. E diz que, no fim desse período de exílio, RESOLVERAM partir solitários, porque juntos seriam achados e mortos de uma só vez. Acontece que, depois que se separaram, Ablon se encontrou com Orion, que o avisou que o inferno estava atrás deles. E o que Ablon resolveu fazer? Procurar por todos os renegados para avisá-los de que, sim, eles estavam sendo caçados (Sua intenção era dizer mais ou menos isso: “é gente, nós estávamos certos. Estamos sendo caçados, e temos que continuar separados. Agora tenho que ir, porque, se eu ficar aqui, eles nos acharão mais facilmente. Adeus de novo. Se cuidem.”). Depois de séculos, quando a maioria dos renegados foi realmente morta (que “heróis”!), Ablon reencontra com um renegado ainda vivo e, juntos, resolvem procurar o restante dos seus amigos (o motivo o livro não fala. Talvez para contarem quantos ainda restavam, ou apenas para botar a fofoca de séculos em dia).

- Em outro momento, Ablon se encontra com um renegado moribundo, que lhe revela que Ishitar morreu não porque estivesse sendo caçada, mas porque foi assassinada (qual a diferença?), já que sabia de um segredo que não queriam que o Ablon soubesse (porque nunca se empenharam da mesma forma para matar logo o Ablon é algo que ficou em suspenso).

- Ablon, o “herói” do livro, aliás, é uma figura peculiar. Como já foi dito, ele é mesquinho e totalmente desprovido de compaixão por seus semelhantes, não hesitando nem um minuto em deixar seus amigos morrerem por ele. Dotado de alguns “dons” interessantes, ele possui o que é chamado pelo livro de “instintos de predador”, como um olfato que lhe permite sentir o cheiro do bronze e identificar sua composição química (!!) e saber, do lado de fora de uma casa, quantos corpos há lá dentro, e em quais cômodos da casa eles estão (!!!), além de uma audição bem aguçada, e uma visão e raciocínios que lhe permitem olhar para as estrelas e saber que se passaram EXATAMENTE 222 anos desde que ele as olhou pela última vez (!!!!). No entanto, esses dons se mostram extremamente inúteis em combate, já que ele é sempre surpreendido por outros anjos que estão atrás dele, que são capazes de ocultar sua “aura pulsante”. Além disso, Ablon demonstra não ser muito inteligente já que, por exemplo, é um anjo renegado, que tenta se esconder entre os homens e não chamar muita atenção, mas anda o tempo todo vestindo um sobretudo em plena cidade do Rio de Janeiro. Em tempo, o mesmo raciocínio que lhe permite contar os anos pelas estrelas é bem lento para outras coisas. Por exemplo, em determinado momento, Shamira lhe diz que o rei Nimrod é IMORTAL, ao que ele lhe responde: “Imortal? Isso é impossível.” Pouco tempo depois ele se encontra com Nimrod, que também lhe diz que é imortal. Nesse momento, Ablon pára e pensa (pensamentos traduzidos e simplificados para melhor compreensão, mas o sentido original permanece): “Aaaahhh... imortal... é isso que a Shamira estava tentando me dizer... é mesmo... lembrei que quando uma pessoa bebe o sangue de um anjo, ela se torna imortal... puxa, agora tudo faz sentido.”

- Conforme mencionado na resenha, o flashback narrado por Ablon é totalmente inútil, que nada acrescenta à trama. No entanto, ele nos trás alguns momentos de pura falta de sentido. Por exemplo: Ablon foi picado por uma deusa antiga, e seu veneno se espalha rapidamente pelo seu corpo, sendo que, no momento em que seu coração for atingido, ele morrerá. Logo ele desmaia em um rio e é resgatado, mas ficamos sabendo que se passaram sete meses (isso mesmo, 07 meses!!!!) desde que ele desmaiou até o momento em que acordou. Aparentemente, o sangue dele simplesmente parou de circular pelo seu corpo. Lógico que nos é dada uma desculpa de que ele entrou em um estado de hibernação, mas logo ele enfrenta uma situação de adrenalina que faz seu sangue voltar a circular e, logicamente, ele agora tem pouco tempo antes que o veneno atinja o coração. Mas, é claro que esse tempo para o sangue atingir o coração depende da conveniência do texto, já que se passam meses depois disso e esse veneno nunca chega lá. Em um determinado momento, depois desse tempo todo, Ablon simplesmente diz: “eram cinco da tarde, e faltava menos de meia hora para o veneno findar minha vida.” (Um recurso para tentar dar um sentido de urgência ao que virá depois, mas que é logo esquecido pelo autor). É incrível que, depois de tantos meses, Ablon soubesse que faltava “menos de meia hora” para o veneno atingir seu coração. Aliás, mais incrível que isso, é o fato de que Ablon chegou a Roma praticamente cego, incapaz de reconhecer as pessoas próximas a si, mas logo depois, enquanto era vendido como escravo, era capaz de ver as características das pessoas que davam lances por ele e pela Flor do Leste.

- Nesse mesmo flashback ainda somos presenteados com o fato de que o feiticeiro Zamir, mesmo tendo, no mínimo, 07 meses de vantagem em relação a Ablon, foi capaz de chegar até Roma para matar Shamira EXATAMENTE no mesmo dia em que ele. O que ele ficou fazendo esse tempo todo? Não me digam que foi porque estava viajando esse tempo todo a pé, em cima de liteiras carregadas por homens, e não em animais, conforme sugerido pelo livro, porque é absurdo acreditar que um feiticeiro inteligente, que nessa altura já tinha vivido por centenas de anos, e que, ainda por cima contava com a possibilidade de Ablon ainda estar vivo para atrapalhar seus planos, fosse agir de uma maneira tão absurdamente estúpida desse jeito.

- Momento contraditório: em determinado momento, em mais um flashback, Ablon se encontra na Inglaterra medieval, procurando por Shamira. Ele é levado por um grupo de monges para a floresta para investigar se há uma feiticeira morando lá. Apenas por ouvir que há uma mulher lá que possa ser feiticeira, Ablon conclui que só pode ser Shamira, pois “ele conhecia bem a feiticeira e sabia que ela apreciava as regiões selvagens.” Será que foi por apreciar tanto as “regiões selvagens” que Shamira sempre escolheu morar em grandes cidades, como Roma e Constantinopla?

- Momento Chapolin: quando Ablon vai ao inferno e duela com Lúcifer, ele é derrotado e está totalmente à mercê de seu adversário. Quando ele vai ser morto por outro demônio, Lúcifer diz: “não, ele não morrerá como mártir. Ele será torturado por 200 anos e depois você poderá matá-lo.” Não entendi qual a diferença entre ele ser morto naquele momento, ou 200 anos depois, no que isso iria mudar entre ele ser morto como “mártir” ou não. Confesso que a “lógica” por traz desse pensamento me lembrou um episódio do Chapolin Colorado. Nele, o Chapolin Colorado, também conhecido como Polegar Vermelho, é invocado através de uma fórmula mística antiga, que consiste em dizer “Oh! E agora, quem poderá me defender?”. Essa fórmula ancestral ativa, através de um encantamento ancestral, uma poderosa ferramenta do Vingador Escarlate, as chamadas Anteninhas de Vinil, que o transportam imediatamente para socorrer os incautos que dele necessitam. Ao chegar ao local de onde partiu sua conjuração, o Short Amarelo, munido de sua inseparável e indestrutível arma, a Marreta Biônica, despenca e cai inconsciente no chão. Nesse momento, dois de seus maiores rivais, Chinesinho, O Mal, e Quase Nada, O Feio, o cercam e munem-se de uma potente arma que seria capaz de destruí-lo: a chamada Pistola Calibre Trinta e Oito. Nesse momento, um dos dois interrompe a sumária execução do Nobre Rubro e diz: “não, não atire. Ele pode estar apenas fingindo que está desmaiado.” Eles logo traçam um plano mirabolante e infalível, que consiste em convencer o Calças Vermelhas Justas a ingerir uma de suas mais famosas e exclusivas armas no combate ao crime, a Pastilha de Nanicolina, que o reduz a uma altura de 15 cm, para que eles pudessem esmagá-lo com os pés.

- Outro momento “brilhante” é a revelação de que Lúcifer estava o tempo todo armando junto com Miguel, e que a expulsão de 1/3 dos anjos do céu, e sua transformação em demônios, foi um plano arquitetado pelos dois. O que não faz sentido é o porquê de eles terem feito isso. Afinal, eles não teriam sido sempre muito mais fortes se tivessem permanecido unidos? O argumento de que eles queriam se tornar um deus completo, do bem e do mal, é falho, pois eles poderiam ter feito isso somente no momento certo, já que o inferno sempre esteve sobre o controle de Miguel (de outra forma, ele não teria tido a autoridade de expulsar os anjos para lá). Aliás, com deus “morto”, e o controle nas mãos de Miguel, quem é que julgava os homens bons e maus, mandando-os para o céu ou o inferno? No início é dito que o Armagedon seria justamente o despertar de Yahweh para esse julgamento. Mas, como Yahweh estava morto desde o início, e não influenciou mais nada depois disso, porque Miguel ainda deixava que mortos “bons” fossem para o céu, já que ele odiava tanto os homens? Por que Miguel nunca deu um fim definitivo nos homens? Por que ele não matou a família de Noé depois do dilúvio? E quem, afinal de contas, inspirou a redação da Bíblia, principalmente no que diz respeito ao Armagedon tão destacado na obra? Se não foi Deus, quem foi? Foi a casta responsável pela “revelação”? Me desculpe, mas essa não cola.

- Para finalizar, um momento clichê: depois de matar mais de mil homens, Ablon está prestes a executar o vilão-chefe, o rei Nimrod, e é claro que ele é interrompido pela mocinha, Shamira, que o convence de que, mesmo depois de ter matado uma quantidade absurda de gente, matar justamente aquele, o que causou o mal maior, seria errado (aparentemente, sob a ótica moral dos personagens, condená-lo a viver eternamente com um ferimento que jamais pararia de sangrar (!!) e de causar-lhe dor seria muito mais bondoso. E reencontrar com Nimrod centenas de anos depois, vivendo como mendigo e com a ferida sempre aberta, nos faz questionar se não teria sido mais humano tê-lo matado logo. – Ah, claro, ele se arrependeu, etc, mas Ablon teria como saber disso? E Nimrod, não teria preferido morrer?)
Bruno 21/05/2012minha estante
Acredito que com uma critica tão empenhada, você poderia nos presentear com um livro teu.

Vejo as pessoas criticando tanto este livro e penso:
Existe livros perfeitos? Pois a sua ideia e que ABDA deveria ser perfeito.

Sinceramente não sou um leitor que ja leu dezena de livros, mas os poucos que li eu percebi que sempre existe alguem que acha ou inventa algo pra criticar.

Estou aguardando teu livro, ancioso pela tua obra-prima. Por que criticar e facil, quero ver fazer melhor.


juliablack 12/05/2012minha estante
estava procurando resenhas desse livro para ums futura leitura e me déparei com tua resenha.
vc tem opniões fortes sobre o livro...
não sei se o livro é bom ou ruim embora pelo enredo e francamente minha intuiçao acho que não é meu estilo.ainda mais depois desta resenha!
parabens por expressar suas opnioes independente de quem goste ou nao e por expressa-la de forma tão bem construida!


Mica 09/05/2012minha estante
São tantos comentários para ler.....
Bom, quando ao livro, digo sem sombra de dúvidas que foi um dos piores livros que eu já li. Até fiquei meio sem jeito lendo a sua resenha, porque você disse exatamente o que eu pensei durante toda a leitura, só que de uma forma tão completa e estruturada, que agora fiquei sem coragem de resenhar.
Eu dei duas estrelas para o livro, não porque tenha achado que o livro em si mereça, mas porque reconheço que o autor se esforçou e tentou fazer algo legal. Infelizmente nadou, nadou e morreu na beira da praia.
A sensação que eu tive é a de que o Eduardo Spohr já mestrou muito RPG (ou jogou inúmeros jogos). A sua narrativa é exatamente igual a de um mestre de RPG. No entanto, isso funciona maravilhosamente bem durante um jogo, mas não tão bem quando você está lendo um livro.
É como se o autor tivesse lido vários coisas, pesquisado bastante e quisesse que todo mundo soubesse que ele se informou o máximo possível. Descrevia coisas inúteis, raças que não tinham a menor importância para a trama, cenas que só estavam lá por estar, mas não tinham absolutamente nada a ver com a batalha em questão...isso quando não descrevia alguns objetos e lugares minuciosamente sem a menor necessidade, como se o leitor fosse tolo e não soubesse o que é (ou como pesquisar). É como eu disse, hábitos de mestre de RPG (nada contra o RPG, eu adoro, minha crítica é à técnica utilizada para escrever o livro).
Eu particularmente não me importava com nenhum personagem. Talvez com Shamira, que foi a mais pé no chão no decorrer do livro, apesar dos pesares. Ablon era um herói cansativo, difícil de torcer por ele.
Como eu disse, todos os pontos que você expôs, eu também pensei enquanto lia (só deveria ter anotado, porque minha memória é ruim e passei meses lendo...aliás, eu que costumo ler livros para acordar - quando me empolgo eu varo a madrugada - começava a ler ABdA e ficava morrendo de sono logo após a segunda ou terceira página).


Well 22/04/2012minha estante
Merlinus, parabéns pela crítica antes de tudo. Como você, eu também me incomodei com alguns detalhes lógicos da trama. Alguns eu tolerava, outros me incomodavam, mas de qualquer forma não foi nada que me fizesse deixar de continuar a leitura.
Muita gente aqui esta julgado a sua crítica de forma negativa e isso em nada acrescenta ao debate. O ideal seria que as pessoas usassem de seus argumentos para confrontar os seus.

Usando um elevado nível de rigor de julgamento eu poderia até concordar com 90% do que você disse, mas eu consigo ler de maneira mais descontraída e deixar passar algumas "falhas". Assim eu consegui terminar de ler o livro e continuar gostando. Claro que isso depende de pessoa para pessoa, se o livro fosse sobre a temática: vampiros, eu teria com certeza o mesmo rigor que você.


Merlinus 19/04/2012minha estante
Philippe,

Exclui seus comentários apenas por seus insultos. Se você quiser aprender a discutir de maneira educada e civilizada, vá, aprenda, e volte aqui e expresse sua opinião de forma mais, digamos assim, impessoal. Se nem o próprio autor do livro me tratou assim (aliás, ele, como pessoa inteligente que é, entendeu que minha crítica foi à sua obra, não à sua pessoa), por que deveria aceitar isso de VOCÊ??

Até hoje não apaguei nenhum comentário. Infelizmente, fiz isso com os seus. Se quiser revisá-los e apagar os insultos, pode voltar a publicá-los aqui. Não os apagarei (como, repito, não apaguei nenhum até hoje), e você poderá mostrá-lo, orgulhoso, aos seus amigos.

Um grande abraço.


Anderson 02/04/2012minha estante
Rapaz, o cara não falou nada de Bom do Livro!!!
Acho que ele, no fundo, gostou do Livro! Gastou tanto tempo lendo e outros tantos comentando aqui... Gente é uma obra de Ficção, será que dá para ser analisada dessa maneira!? Penso que deveria ser analisada mais com coração e sentimento do que com a mente! Não é livro técnico mermão!!! Nem Matemática nem Física! Nota zero para esse comentário. Não Recomendo!!!


RodneyRJ 01/04/2012minha estante
Acho que você foi infeliz no seu comentario. É um bom livro, principalmente por ser escrito por um brasileiro. Se fosse um estrangeiro você estaria elogiando....


Impar 27/03/2012minha estante
Acho que você tem uma puta raiva do autor né? Não é possivel que você tenha feita essa critica "tão construtiva! a respeito do livro a toa. acredito que o cara tenha que pelo menos ser reconhecido, pois por mais que a narrativa seja confusa, o tema e personagens cliches, mas ele deu um pouco do melhor dele para escrever esse livro. Sinceramente? Em vez de perder seu tempo acabando com o livro do cara, use seu conhecimento para escrever algo melhor. Bem melhor do que isso que você fez né? Concordo com a Natalia la embaixo, achei sua critica bem escrita, mas obviamente, infantil.


14/03/2012minha estante
Ta ok! não resisti... vou deixar minha simples opnião, sobre o livro e não sobre a resenha.
O livro é bom de se ler, ta va louca pra chegar ao fim. Não gostei do fim, mas a leitura é boa. Como nunca li o senhor dos anéis e odeio os filmes da série... sou suspeita pra falar.
então quem quer um livro legal de se ler, com muito conhecimento histórico e muita mitologia é um bom livro, pra quem é igual eu, religioso, é um péssimo livro. Vai de encontro com tudo de correto que a biblia diz.


Sheilinha 08/03/2012minha estante
Eu até gostei do livro apesar de acha-lo muito "Cliche", e como o amigo da resenha diz, a narrativa é confusa, as vezes em 1ª pessoa outras vezes em 3ª, o livro é confuso o final é uma bosta sem sentido, (eu não gostei do fim), é um livro que foi feito como um roteiro de filme, tem toda ação que um filme precisa, o Anjo é muito mais muito humano pro meu gosto, não to falando que ele é humano no bom sentido, to falando que o anjo tem todos os defeitos do ser humano, como ja foi dito pelo colega da resenha, mais mesmo assim é um livro bom, vale apena por ser de um escritor brasileiro temos que incentivar.


Alvarofsj 24/02/2012minha estante
Concordando com a colega abaixo, e discordando ao mesmo tempo. Alguns pontos da crítica fazem sentindo, mas acho que teve um pouco de exagero em certas partes.
Há de convir que este é um livro de FICÇÃO, ou seja, é uma estória, não há fatos reais. Exigir total coerencia com a bíblia e afins religiosamente é um tanto "demais" pra um livro deste tipo. Não me entendam mal, não acho que ABdA seja um livro perfeito, mas como uma das primeiras obras do autor, está ÓTIMO e tem me divertido muito até então.


Celle 09/02/2012minha estante
Não tive disposição nem de ler todos os comentários, mas li essa resenha (se é que pode ser chamada disso) e alguns comentários concordante e discordantes. Não consegui ficar quieta, de qualquer forma.
Todos tem o direito de criticar os livros que leem, mas comentários que chamam personagens de patéticos e trechos da história de inúteis, na minha visão, são ofensivos.
Acabei de ler o livro, e antes não tinha muita vontade de fazê-lo. Gostei muito e me surpreendi.
Mas tenho certeza de que se lesse esse texto antes de ler o livro, continuaria achando que o autor da resenha queria criar polêmica e aparecer.
Infelizmente, conseguiu.


daniani 07/02/2012minha estante
Bah, achei que nunca ia achar alguém que concordasse comigo. Concordo em número e grau com a resenha. O livro não tem pé nem cabeça, e em vários pontos há incongruências. E o que é o final do filme? Eu não entendi nada de nada e muito coisa ficou sem resposta...


Gle 07/02/2012minha estante
Bem sou fã do senhor dos anéis, li o Hobbit, o Silarilion,obras de um grande escritor, e confesso que em dado momento achei monótona a leitura.Há quem deteste as obras de Machado de Assis, o que se pode fazer?! Eduardo Spohr , traz para a literatura nacional o gênero fantástico, antes dominado pela literatura estrangeira, sou fã de mitologia, amei a história. Apesar do autor relatar passagens da história da humanidade, devemos lembrar que é uma obra de ficção, a dualidade está presente em nossas vidas: bem e mal,amor e ódio, dia e noite...gostar e detestar.
Eu li ABdA, gostei e pra quem curte o tema recomendo.Li tb o FdE é melhor ainda e estou esperando ansiosa pelo terceiro.


Leticia 06/02/2012minha estante
Pessoal que fala para ele não comparar com Sda, na contracapa do livro já é feito isso.

Eu gostei do livro, mostra que os escritores de fantasia estão melhorando mas ainda tem um longo caminho pela frente!

E eu tenho que parabenizar o Merlinus, essa é possivelmente a maior resenha do Skoob em comentários e cliques, para mal ou para o bem, não é para qualquer um!


Pat Kovacs 27/01/2012minha estante
Gostei da crítica, está bem estruturada. Mas também gostei do livro que, felizmente, comprei e li antes de ler essa crítica.
Concordo com os pontos abordados, exceto com essa mania de querer que todo livro de fantasia seja equivalente a SdA ou que um universo fantástico tenha que seguir alguma "cartilha" (no caso do livro, a Bíblia). Fantasia é fantasia e tudo é válido, porque "é de mentirinha".
Deve ser muito chato ter essa capacidade de enxergar a estrutura e detalhes numa obra :( Provavelmente, nunca ficará feliz com o que ler, pois tudo tem seus defeitos.
Se um romance como o Batalha tem tantos defeitos assim, fico imaginando quantos não terão um simploriozinho qualquer - e imagino quantos os meus escritozinhos têm de defeitos! Provavelmente tantos que eles são o próprio defeito, kkkkkk!
Valeu. Uma boa crítica.


Agnes 23/01/2012minha estante
Considero uma crítica muito cruel...Li muitos comentários aqui que querem comparar a obra com trechos da bíblia mas esquecem que o objetivo do livro não é esse. É uma narrativa nova, fictícia, sobre um acontecimento. Não se deve começar a ler um livro já comparando ele a outros... cada livro é único. Eu o considero muito bom, pode ter seus erros sim, mas não o diminuem de maneira alguma.


Mauro 20/01/2012minha estante
Apesar da tamanha crítica, você ainda diz no começo da resenha que tem esperanças de que o autor melhore em algum outro livro. Mas, depois de tudo dito, você realmente comprará o outro livro para ver se ele realmente melhorou? ou você desistiu dele?


Fabiane 15/01/2012minha estante
Faço da Natalia minhas palavras


Luh ~ 10/01/2012minha estante
Dispensando comentários longos, análise ridícula. Fã alienado de Tolkien dá nisso mesmo. Spohr jamais quis "copiar" alguém. bjs

Natalia ali embaixo falou bem. :)


natalia 31/12/2011minha estante
"portanto engula seu orgulho e conservadorismo e releia esse livro procurando pela batalha do apocalipse, e não por senhor dos anéis." +1245579528

Olha, francamente, acho ridículo alguém que só por não gostar de um livro, tenha que atacar tão brutalmente um autor. Você poderia facilmente fazer um crítica expondo todos esses ponto de vista, de uma forma construtiva, e apresentando alguns pontos que valham merecimento do autor. Só pela criatividade, a dignidade e a força de vontade para se criar um livro todo, (ainda mais no Brasil onde os autores são tão criticados)eles merecem um pouco de consideração. Outra coisa que eu acho ridícula e infantil ( não estou dizendo que você É infantil, até porque pela sua resenha eu percebi que deve ser alguém culto, mas sua atitude foi.), é só por um autor escrever uma obra de fantasia, e citar Tolkien, não significa que você tenha que comparar e achar que o autor quis ultrapassar Tolkien, ora, todo autor se espelhou em alguém, e sempre quis ser esse alguém, talvez seja isso que ele quis dizer, ainda mais sendo seu primeiro livro. Pareceu-me que você leu o livro, já pensando em sua resenha crítica, apedrejando o autor. Francamente, ridículo. Como não sou ignorante, devo admitir que você escreve bem, e provavelmente conseguiu o que quis, fazer uma crítica intrigante que despertasse a curiosidade de todos. Parece que você não sabia do que estava falando, assim como a melissa disse. Bem, é a minha opinião, assim como você deu a sua e eu respeito, espero que faça o mesmo.


Jones 29/11/2011minha estante
Concordo com tudo que a messila disse. Faço dela as minhas palavras.


melissa 27/11/2011minha estante


Ah, e só uma coisinha, a sua crítica (e principalmente a parte sobre o livre-arbítrio e sobre o rei Nimrod) só mostra que você realmente não tem prática em leitura de mitos e referências ás culturas judaica, cristã, oriental e esotérica. E o final, do livro, inclusive não é nada mais do que a visão da vida como ciclo.


melissa 27/11/2011minha estante
Eu não acho que o Eduardo Spohr quis ser Tolkien e de clichés literatura de fantasia está cheia. A questão não é chegar lá, mas COMO chegar lá.

O livro tem suas inconsistências? Tem sim, mas porque é um projeto ambicioso e o primeiro livro do autor.

E os seus pontos de crítica não fazem muito sentid, sabe? Parece que você nem leu o livro direito e já foi se armando todo pra criticar.


Cayo 28/10/2011minha estante
Você sistematizou tudo que eu pensava sobre o livro. Ainda não acabei o livro, faltam pouco menos de 100 paginas.

Mas acho que o maior pecado de todos está está nas orelhas do livro, onde ele é comparado a Tolkien. É meio patético ao extremo.


camilaapn 25/10/2011minha estante
Ah, me desculpe, Merlinus e os outros que concordaram... Não acredito que em nenhum momento o Spohr quis ser o Tolkien - e não é culpa dele que os senhores tenham esperado tudo isso. Se os senhores comparam tudo o que lêem com o Senhor dos Anéis ou outras obras literárias de grande renome eu sinto pena de vocês, pois tenho certeza de que grande parte das suas leituras são decepcionantes.

Quanto à "publicidade eletrônica", é absolutamente normal,principalmente quando é sabido que o autor do livro é um dos participantes de um site e podcast famoso e portanto conhecido no meio eletrônico. E como em qualquer coisa na vida é comum que amigos e simpatizantes ajudem na divulgação.

Desculpem novamente, mas considero ridículo que se cobre tanto em uma obra de fantasia.
Poderia aqui discutir como foi ridículo o seu comentário a cada ponto, mas vou me poupar.


BruCasati 11/10/2011minha estante
Essa resenha me deixou mais curiosa para ler o livro, rsrs...

Achei uma crítica bem dura, mas imagino que o autor vai acatar algumas para ir se lapidando. =)

Acho que todo autor deveria ter uma crítica completa como essa. E tem gente que paga caro para que alguém faça isso, hein!


K a a h 06/10/2011minha estante
Caara, comprei o livro em questão e simplesmente to amando cada linha, o Eduardo é um ótimo escritor e tem uma mente brilhante, me dar um orgulho ser brasileira!


KHOR 01/10/2011minha estante
Li o livro e gostei muito. Tenho recomendado aos meus amigos que o leiam. Tive uma grata surpresa quando descobri que o autor é brasileiro. Ainda temos a grande tendência de desvalorizar o que é produzido em nosso pais. Parabéns ao autor e que continue com muitos outros livros com tema semelhante.


Caldeira Brant 28/09/2011minha estante
Posso não ter gostado desse livro e até concordo em boa parte com a sua crítica. Mas tenho que defender o moço. Quando o senhor afirma que a "publicidade em torno do romance conseguiu convencer as mentes mais fracas de que a falta de estrutura narrativa nada mais é do que um alto nível de elaboração intelectual e literária" está sendo injusto. Outros meninos da literatura atual brasileira,tais como João Paulo Cuenca, Santiago Nazarian, etc, apontados pela crítica como "gênios", tem o mesmo problema com seus textos indigestos e confusos. Acredito que o problema esteja seriamente relacionado com o nível de formação que é dado a esses jovens e que poderiam ter um futuro literário brilhante, tem sua origem nos professores da língua pátria lamentavelmente despreparados e mal pagos e na influência da medíocre produção norte-americana e televisiva. Portanto, demos um voto de confiança ao menino. Não é justo criticá-lo isoladamente como uma estrela solitária neste contexto de mediocridade que assola o país.


Barbiye 11/08/2011minha estante
ABdA é um livro bem escrito, traz muitas informações, é legal e tal, mas deixa um vazio enorme no final da leitura. Eu li e pensei "OK, e daí?"... O livro não tem outro objetivo a não ser mostrar porradaria entre anjos e demônios. Mais do que influência de Cavaleiros do Zodíaco (que tem uma moral da história), ABdA é quase uma imitação de CdZ, com suas armaduras douradas e de prata, golpes, nomes de golpes, mais porradaria.

E o comentário de que Ablon é um robô procede. Esse personagem é insosso, sem carisma algum, sem expressão, não toca o leitor. Muito músculo, força, e nada de humano nele.

Pode parecer que não gostei do livro, mas não é verdade. O livro é legal. Não marca o leitor, mas é legal.

Mais uma coisa (spoiler?) - será que alguém não percebeu desde o início que o Anjo Negro era Apollyon? Era tão evidente que eu esperava uma surpresa no final, mas ela não veio...


Máh 11/08/2011minha estante
Caro Merlinus,

Apreciei muito a sua resenha, diferentemente de muitas outras que podem ser encontradas até mesmo em sites supostamente especializados em resenhas, a sua levantou pontos críticos da obra que são dignos de serem debatidos.
Gostaria de começar minha resenha-resposta, afirmando que não acho o livro ABdA uma obra isenta de falhas. Como grande fã de Senhor dos Anéis, não diria isso nem mesmo da obra prima de Tolkien. Porém, de fato, as qualidades do livro em muito surpassam os defeitos, e, possivelmente, a maior qualidade do livro foi a imaginação efervescente e potente de Spohr, que conseguiu conciliar, ao meu ver, de forma convincente, muito elementos históricos, religiosos, e míticos, que, à primeira vista, parecem completamente inconciliáveis.
Em segundo lugar, acho próprio discutir alguns pontos da sua "dissecação" do livro. Pra rebatê-las vou ter que dar spoilers, então, incautos, pulem para o final da "resenha".

(SPOILER)

Quanto ao livre-arbítrio:
Devo confessar, que esse ponto realmente não foi muito bem explicado no livro, uma de suas falhas. Ainda assim, arrisco a tentar formular algumas teorias acercar do assunto com o único objetivo de mostrar por que não considerei a questão do livre-arbítrio uma falha intolerável.
Segundo sua resenha, você diz que TODOS os anjos fazem escolhas, e isso já parte de um preceito incorreto. Não são todos os anjos que fazem escolhas, mas apenas o anjos mais poderosos. Segundo Spohr, os anjos são dividos em ciclos, 7 ciclos, sendo o sétimo ciclo reservado aos arcanjos, os mais poderosos da criação. Como tais, eles que tomam as decisões mais descabidas, até por que, a "casta" dos arcanjos não tem uma natureza bem definida como as demais castas. Reitero a afirmação de que a maioria dos anjos não toma decisões, relembrando que, segundo Spohr, o céu é habitado por centenas de milhões de anjos, e desses, a maioria simplesmente segue as ordens de seus superiores.
Não obstante, também sustento uma outra afirmativa: as decisões dos anjos diferiam do livre-arbítrio dos seres humanos.
De fato, muitos querubins de alta patente tomaram uma decisão, ou de seguir Ablon na sua revolta de Sodoma, ou de seguir Lúcifer mais tarde e ainda de se unir a Gabriel contra Miguel nas batalhas que se seguiram ao nascimento de Jesus.
Porém, nenhum deles escapou à Sina dos Querubins, que é de anjos lutadores. Todos decidiram pela guerra, de uma forma ou de outra. E assim por diante, com as outras castas.
Além disso, todos aqueles que fizeram uma escolha tinham algo em comum, algo que os aproximava dos seres humanos e os dotava de uma capacidade parecida com o livre-arbítrio, que era o Amor.
Então, os anjos que se rebelaram contra Miguel tinham em comum o Amor aos seres humanos. (Há aqui, mais uma falha de raciocínio, involve os anjos que guerrearam para o próprio bem, porém pode-se alegar que esses não escolheram e simplesmente fizeram aquilo que era mais adequado a sua natureza. Por exemplo, a decisão de Apollyon ao seguir Lúcifer era uma decisão de acordo com a sua natureza, sedenta por destruição)
Da mesma forma, os Arcanjos fizeram decisões baseadas em amor. Lúcifer e Miguel desejavam ascender ao caráter divino, para se aproximarem da magnitude de seu Pai, Yahweh. Agiram assim, portanto, querendo experimentar novamente a Grandeza do Amor de Yahweh. Gabriel mudou de decisão sobre sua conduta ao conhecer o Amor, sob a forma da terrena Maria, em cujo ser cintilava uma parte da Alma do Pai. A questão de ele ter tido um filho com ela é uma mera questão da "carnalidade", digamos assim. Enquanto ser carnal, Gabriel podia ser acometido por desejos carnais assim como os outros seres. O detalhe aqui é perceber que, o sexo propriamente dito, não é repudiado nem mesmo pela religião, quando há amor verdadeiro envolvido. De fato, o sexo é divino, pois é por meio desse que a humanidade teve a oportunidade de se reproduzir sobre a Terra. Por intermédio do mesmo, dois seres se tornam um só, carne da mesma carne. Sexo não é necessariamente impuro, e, portanto, o desejo por Maria não torna o Amor de Gabriel impuro também.
Rafael, que é o outro arcanjo que você cita, não tomou exatamente uma decisão, tendo, pelo contrário, abdicado da decisão e se isolado, sentindo-se vazio do amor do Pai. É claro que você pode encarar a não-decisão como uma decisão mas aí já estaríamos enveredando por conceitos filosofícos que não cabe a mim nessa resenha debater.
E, afinal, vemos Ablon, que toma também decisões extremamente descabidas. Porém, Ablon tem em si o Amor que sente por Shamira, que justifica seus atos, por que, como Spohr afirma, o Amor é um sentimento majoritariamente humano. É uma centelha divina que torna Ablon, portanto, capaz de tomar certas decisões, ainda que, teoricamente, limitadas. Então ele se torna capaz de rejeitar a sua missão para salvar o Amor da sua vida.


Jesus em ABdA:

Concordo, em grande parte com o que você disse sobre a figura de Jesus de ABdA. Ainda assim, devo discordar em alguns pontos, e discorrer sobre outros que considero importantes e mal interpretados. Quanto ao comentário de Orion, ele apenas reproduziu a crença popular de que Jesus é uma das partes da Trindade. Porém, nem ele nem Ablon sabiam, à época, a verdadeira natureza do Iluminado. Ou seja, para eles o título servia.
Quanto à importância "exagerada" de Jesus na história mundial, sendo chamado de Iluminado em detrimento de outros líderes de paz, vale lembrar que os anjos são criaturas do universo "hebreu", por assim dizer. Ou seja, a importância maior que ele tem, vai de encontro à prerrogativa angélica do livro. Jesus é o maior ícone da Bíblia, e, portanto, é natural que tivesse papel de destaque em um livro que fala sobre seres bíblicos.
E, adentrando no assunto da Bíblia e às referências Bíblicas em ABdA, é imprescindível relembrar que em momento algum do livro o Autor explicita que a Bíblia é receptáculo maior de informações sobre a Mitologia do livro, ou sobre a verdade do Universo.
De fato, Ablon pesquisa um manuscrito que fala sobre o apocalipse, e o apocalipse transcorre de acordo com o descrito no último dos livros bíblicos, porém, isso não torna as outras narrativas bíblicas em algo certo. O por que da descrição do Apocalipse bater com os acontecimentos do Apocalipse é uma questão obscura, mas não acho que é uma hipótese ruim considerar que algum anjo Malakin tenha dado o escrito para Pedro propagar a palavra e tentar reverter. Ou mesmo um Ofanin, que cuidam dos seres humanos. Enfim, há muitas possibilidades e nem todas elas são incoerentes. Ademais, a Bíblia como conhecemos hoje é apenas um apanhado de escritos provenientes de locais diferentes e selecionados de acordo com os interesses da Igreja e provalvemente adulterados também segundo os mesmos. Portanto, não é claro que a Bíblia seja realmente confiável quanto à veracidade das informações.


Quanto a Yahweh:

Também achei o Deus máximo da mitologia de ABdA inconsequente e patético, porém, a sua decisão de se dissolver no universo para ser onipresente é uma decisão que faz sentido, pois o mesmo desejava estar perto de sua criação o máximo possível. É uma atitude egoísta, mesquinha e idiota, sim, mas faz sentido. Ninguém disse, no Livro, que Yahweh era perfeito.
Ademais, ele deixou os seres humanos pra fazerem suas próprias escolhas, assim como, de certa forma, também deixou essa opção de fazer as próprias escolhas aos anjos e arcanjos.

Sobre personagens patéticos:

Concordo inteiramente que a Irmandande dos 18 foi patética ao falhar. Porém, há de se lembrar que estavam lutando com poderes muito grandes, e, afinal, eram apenas 18. Ao serem banidos do céu, perderam a capacidade de lutar por seus ideais, pois não mais poderiam voltar ao plano etéreo (ou assim acreditavam). Fugiram por que tinham de fugir pra preservar a vida própria, mas ainda assim lutaram quando eram desafiados. O grande valor deles foi realmente como símbolo da resistência pois a maioria absoluta dos anjos não teriam coragem de se levantar contra Miguel, não sem um símbolo. A maior virtude dos dezoito foi a coragem, ainda que uma coragem burra que não levou a nada de imediato.
Quanto a Sieme morrer, concordo inteiramente que foi desnecessário. O bendito tempo que ela ganhou não serviu realmente pra nada, se formos sinceros. Mas, a verdade é que ela fez uma escolha. Ela desejava morrer lutando pelo seu ideal, principalmente depois de absorver parte da maravilha divina da criação, de entender o poder do amor ao absorver as memórias da controladora de tráfego aéreo no Brasil. Se ela fosse privada dessa escolha, é provável que ela morresse em desgraça, nunca mais recuperasse o orgulho e a auto-estima. Portanto, o que Ablon fez foi apenas respeitar sua decisão, de uma forma que muitos de nós deveríamos aprender a fazer em relação a nossos semelhantes e, principalmente, àqueles que não são tão semelhantes.


Quanto à irmandade:
Concordo com quase tudo, o único detalhe que tenho a acrescentar é que essa vontade de reencontrar os velhos amigos é justificada, primeiro pelo fato de o perigo ter-se tornado palpável, e segundo pela própria solidão da longa separação. O que não torna menos ridículo, e, sim, mais compreensível a atitude tomada pelos dois anjos renegados.


Quanto À Ishtar:
Realmente teria sido mais fácil matar Ablon logo, porém ele parecia ser mais difícil de rastrear que os outros, e também muito mais poderoso, impondo um desafio mais complicado de se transpor.


Quanto a Ablon:
Ele é meio exagerado mesmo. O.o



Flashback 1 (veneno):
A lógica do veneno não é perfeita, mas é "engolível". O tempo que faltava para ele morrer, ele podia saber por que está contado a história do futuro, como pode-se perceber pela forma "onisciente" como conta todas as histórias. Também não entendi muito bem a forma como ele descreve tão bem os compradores, mas creio que é simplesmente uma oscilação entre uma narrativa limitada em primeira pessoa e outra onisciente em terceira pessoa, que se ajusta conforme a "necessidade" da história. É claro que esse recurso tira um pouco da verossimilhança do relato, porém também não considero um erro grave.

Flashback 2 (Zamir):
Não entendi essa também, realmente seria burrice atrasar a sua ida. Por outro lado, a confiança é uma faca de dois gumes, e poderia tê-lo feito acreditar que não havia motivo pra se apressar pois Ablon já estava morto e ninguém mais poderia impedir. Agora, daí pra ele ter chegado no exato mesmo dia que Ablon, a única explicação é mesmo pra dar dinamismo a história, apesar de ser uma coincidência inverossímil.

Flashback 3 (Shamira):
Uma bruxa, na mesma região que ele sabia que ela estava, de pele alva e cabelo negros. Seria difícil que não fosse Shamira. Ademais, ela gostar da natureza não exclui ela gostar de cidades. Eu,por exemplo, adoro a natureza, amo deitar na relva ouvir o canto dos passáros, olhar pro céu, etc... Mas nem por isso eu vou passar a minha vida inteira no meio da floresta.


Chapolin:
Acho que o que Lúcifer queria dizer é que Ablon não deveria morrer com honra, morto em um duelo, e, sim, depois de ser humilhado por 200 anos e então executado em praça pública demonstrando que o mesmo era incapaz e fraco, e não um líder honrado de legiões.


Lúcifer e Miguel:
Provavelmente eles resolveram antecipar a divisão para se prepararem pra ser deuses diferentes, e também pra dar uma motivação para os guerreiros sob seus comandos (guerreiros funcionam através de guerra, esse é o princípio que eles defendiam).
O poder de Miguel não era absoluto, mesmo sem Deus. Em dado momento do livro é dito que a força dos sábios humanos que vivem no terceiro céu é tão poderosa que nem um arcanjo poderia entrar lá sem ser autorizado. Ademais, Miguel temia a revolta dos anjos, por isso tinha quem parecer justo, por isso não exterminou completamente a humanidade. Depois, quando não tinha mais esse "empecilho", o tecido da realidade dificultou suas ações na terra e as guerras civis começaram, demandando grande atenção.
E, ainda mais, Miguel acreditava que não conseguiria exterminar a raça humana sozinho, pois depositava sua confiança naquilo que estava supostamente escrito no livro da vida, que dizia que eles só pereceriam totalmente ao final do sétimo dia.

Babel:
Ablon não mata mais de mil homens.
Pág 113:
"Correu depois pelo meio dos homens, evitando cada ataque, cada pancada, e revidando também, com movimentos tão rápidos que INCAPACITAVAM os soldados. Logo, perto de mil babilônicos já haviam sucumbido".

Ou seja, perto de mil babilônicos incapacitados, o que condiz com as habilidades do guerreiro, que conhecia pontos vitais capazes de paralizar os seres humanos.
E tem, sim, uma diferença entre ceifar a vida do Rei e condená-lo ao sofrimento. Segundo a lógica de muitos alados, a redenção é alcançada através do sofrimento. É só observar o objetivo do purgatório, que é de purificar as almas através da dor. É uma lógica condizente com a natureza dos anjos.

(/SPOILER)



Pra terminar, acho que é uma boa idéia explicitar o motivo pelo qual gostei muito do livro.
Spohr conseguiu conciliar, sim, várias referências mitológicas e pop no seu livro. Muitas pessoas compararam o poder dos anjos à Cavaleiros do Zodíaco, achando que tinha algo errado nisso. Eu não vejo nada errado nisso, e o próprio Spohr sustenta que, dentre as inspirações para escrever o livro, figuram os desenhos animados japoneses.
Além disso, criticam a existência de seres como fadas, duendes, etc...
Pelo que entendi essas entidades só existem na nossa dimensão por causa da nossa crença nelas. Ou seja, a nossa crença alimenta a existência de seres fantásticos, então, rememorando Peter Pan, cada vez que você diz que não acredita em fadas, você mata uma fada. E o raciocínio é esse mesmo. Os próprios Deuses pagãos tiravam seu poder da adoração que recebiam dos humanos, que tinham uma fagulha de Yahweh, o Deus supremo, dentro de si. Yahweh se tornou supremo ao derrotar Tehom, e dele tudo que existe no universo hoje derivou então ele é o mais poderoso ser que existe. De fato, todo o resto é parte dele, e nada disso entra em contradição. A mitologia encaixa e tudo faz bastante sentido, no geral.
O livro só não é melhor por que, chegando perto do final, Spohr começa a apelar pra clichês gritantes e termina de um jeito estúpido e sem explicar nada sobre o que aconteceu.
Porém, reitero, toda a Mitologia do livro é fantástica e merece sim aplauso, esse livro brasileiro.
E mais, a maestria com que ele recria cenários ancestrais, como a Roma Antiga, a China dos imperadores, o deserto arábico, a Babilônia, etc. é linda.


Tenho quase certeza de que tinha mais coisas pra falar mas já cansei de escrever. ¬¬


Matheus 03/08/2011minha estante
Rendeu o_o


Gomes 18/07/2011minha estante
Olá a todos.

Conheci o Skoob agora, e só seguia os blogueiros, que por sinal são bem dedicados em questão a literatura. Vi vários comentário e resenhas nesses blogueiros e constarei que este livro, A Batalha do Apocalipse, é uma maravilha!

Sendo que quando vi esta resenha, Jesus, o quanto percebo que esses blogueiros são uma falcatrua devasada. Acho que aqui as pessoas são mais sinceras, do que um blogueiro que sempre diz bem sobre os livros só para não serem tachadas dos seus leitores.

Um grande exemplo disso é esta resenha tendo o maior número de comentários. Acho que ninguém suporta a isso. Então infelizmente não irei mais comprar esse livro tudo por causa desta magnífica resenha, e o resenhista está de parabéns por mostrar a sua sinceridade, ao contrários de muitos blogueiros por aí.

Ponto para você meu amigo! Ler deve ser um gosto, mas uma obra cheia de contradição e sem falar que enrola muito? Não, esta eu passo, pois é mesmo decepcionante como o amigo aí falou, e alguns comentários que apoiaram, pois estes têm boa memória de ler um livro, e não por comodidade.


Halloween 16/07/2011minha estante
Sinto muito mais o seu comentário foi muito cruel, o que me deixou muito chocado e triste.
cada um tem sua opinião. Mais vamos moderar na crueldade, eu imagino que nenhum escritor brasileiro ou não, deva passar por isso.Eu não sou nenhum "expert" em livros nem gramática mais aprecio a capacidade de todos os escritores.


Merlinus 09/07/2011minha estante
Obrigado Amanda Nieto, Zackmalvado, rabb1t, crismoreira, SuKa, Lucas e Ju pelo retorno dado.

Lucas e Ju,

Não irei mais defender meus argumentos e pontos de vista. Acho que já o fiz exaustivamente em minha resenha e nos comentários abaixo. Apenas irei sugerir a vocês que leiam a contra-capa do livro que tanto adoram, pois irão ver que a comparação de ABdA com OSDA está lá e, somente por esse motivo, citei esse último livro em minha resenha.

Não me coloquei em pedestal nenhum, mas sugiro a vocês dois que tirem o Eduardo Spohr e seu livro do pedestal que vocês dois criaram para eles. Quem sabe, assim, vocês façam uma leitura mais atenta do livro.

Um grande abraço.


Ju 08/07/2011minha estante
Lucas totalmente apoiado! Engula seu orgulho e conservadorismo e releia esse livro procurando pela batalha do apocalipse, e não por senhor dos anéis. +1


Lucas 07/07/2011minha estante
tá maluco? personagens desinteresantes? e o órion é oque? cara, namoral, sai desse pedestal tolkieniano que você é um moleque. palavras bonitas não escondem uma critica mal feita e desestruturada. pra começar, o grande épico de Tolkien NÃO apresenta interesse algum nos personagens. eles não são em nada aprofundados. e o eduardo foi bem competente na história dele de dar ao seus personagens pelo menos vestígios de personalidades interessantes, e quer saber? não faz diferença nenhuma. em um parágrafo eu sei que o Ablon é um cara determinado mas conflitante com suas emoções. em dois parágrafos eu sei que a shamira é uma pessoa confusa inconscientemente e está aberta a tudo que que lhe apresenta. o livro tem um timing MUITO mais interessante de o seu amado senhor dos anéis. não digo que é melhor. são diferentes. portanto engula seu orgulho e conservadorismo e releia esse livro procurando pela batalha do apocalipse, e não por senhor dos anéis.


SuKa 18/06/2011minha estante
Tbem comecei a ler o livro cheia de expectativas e está parado em minha estante as uns 3 meses, nao consigo ir pra frente...nao me cativou.


crismoreira 16/06/2011minha estante
Olá Merlinus! Achei muito interessante a resenha que vc escreveu sobre ABdA.
Eu comecei a ler o livro cheia de esperanças, pois li várias críticas positivas sobre ele, uma delas dizendo que era algo comparável ao Senhor dos Anéis.

Nos primeiros capítulos já me senti ludibriada, a estória, na minha opinião, não é bem estruturada e não possui ritmo que prender o leitor, pelo menos esta leitora.
Eu li até o final pq fiquei curiosa em saber se em algum momento a estória melhoraria, e aquele ritmo tão esperado surgiria...infelizmente não aconteceu. Me senti num balaio onde vários temas sobrenaturais da cultura pop atual, e de culturas antigas também, se misturaram.

Este livro me fez chegar a seguinte conclusão: jamais encontrarei novamente todos os sentimentos envolvidos na leitura de um livro em outro, ou seja, Senhor dos Anéis é único em sua grandeza, assim como muitos outros (bons) livros continuaram a ser únicos. Comparações, em sua maioria, levam a decepção.


rabb1t 05/06/2011minha estante
muito obrigado Merlinus.

Eu li o livro quando estava bombando e digo que quase não aguentei até o fim. Isso me deixou muito frustrado pois TODOS ficavam repetindo como o livro era incrivel e eu não entendia o porque dessa propando.

O próprio autor comentou que ele não conseguia publicar o livro com uma editora. Até que ele e seus amigos - donos e apresentadores do Site Jovem Nerd - criaram a própria editora chamada NerdBooks e iniciaram uma propaganda isessante a respeito de como o livro é maravilhoso.

Depois de meses e a fama do livro crescendo as editoras decidiram pegar o livro e se aproveitar de seu sucesso desmerecido.

Concordo plenamente com sua Resenha.


Zackmalvado 02/06/2011minha estante
Apesar disso tudo o livro ainda me foi bastante divertido. Realmente não levei a sério a continuidade e aproveitei o "momento" do livro. É o que o Spor sabe escrever melhor.

Clichê, amador, forçado, prolixo, sem sentido e principalmente pretensioso demais, o pior pecado.

Mas não me arrependo de ter lido. O autor não é nenhum Martin ou Tolkien, mas abriu as portas para um monte de escritores de literatura fantástica.

Enfim, crítica superválida, mas acho que o autor do texto se divertiu com o livro masi que eu, já que não lembro da metade dos detalhes que foram relatados!

Agora sério. Uma crítica como esta ajuda mesmo o autor do livro a escrever melhor.


Zackmalvado 02/06/2011minha estante
Apesar disso tudo o livro ainda me foi bastante divertido. Realmente não levei a sério a continuidade e aproveitei o "momento" do livro. É o que o Spor sabe escrever melhor.

Clichê, amador, forçado, prolixo, sem sentido e principalmente pretensioso demais, o pior pecado.

Mas não me arrependo de ter lido. O autor não é nenhum Martin ou Tolkien, mas abriu as portas para um monte de escritores de literatura fantástica.

Enfim, crítica superválida, mas acho que o autor do texto se divertiu com o livro masi que eu, já que não lembro da metade dos detalhes que foram relatados!


Amanda Nieto 31/05/2011minha estante
Confesso q concordo com tudo q vc disse.


Merlinus 27/05/2011minha estante
luke2109, Andressa e Lipe,

Muito, muito obrigado mesmo pelo retorno. Gosto muito de todos os comentários, sejam eles elogiosos ou não. De verdade.

Andressa e Lipe,

Eu concordo com vocês. Realmente, toda crítica deve apresentar os lados positivos e negativos do objeto analisado. No entanto, enquanto escrevia a crítica, não consegui levantar um ponto positivo que pudesse, usando as muito bem colocadas palavras do Lipe, dar um equilíbrio à resenha. Na minha opinião, não encontrei um ponto positivo que pudesse fazer contra-peso aos negativos. Mas, quero deixar claro mais uma vez: essa é apenas a minha opinião.

Lipe,

Em relação ao que você escreveu sobre o livre-arbítrio, me permita, humildemente, fazer uma correção: a Bíblia não se contradiz quanto a isso, porque, em momento algum, ela menciona que os anjos não o tenham. Não sei quando nem onde surgiu essa questão de os anjos não possuírem o livre-arbítrio. Embora esse preceito já tenha sido utilizado em alguns livros e filmes sobre o tema, ele não encontra fundamento na Bíblia. E, volto a dizer: não há nada errado em se escrever um livro baseado na mitologia bíblica que subverta seus princípios, desde que o autor seja coerente na criação de seu universo fantástico. O que não ficou bem foi o universo de ABDA admitir a veracidade bíblica, mas esquecer-se de seus fundamentos depois, ou dizer que os anjos não têm livre-arbítrio, mas ignorar esse princípio em cada linha de seu texto.

Novamente, muito obrigado pelo retorno.

Um grande abraço a todos.


Lipe 27/05/2011minha estante
Então, vamos lá.
Primeiramente, parabéns pela resenha. Você defendeu e apresentou muito bem os seus argumentos.
Concordo com muita coisa do que você escreveu, mas como já foi dito abaixo, eu acho que você deveria apresentar alguns pontos positivos do livro, caso tenha achado algum, pois caso eu não tivesse lido a obra ou estivesse lendo, me sentiria absurdamente desestimulado por uma resenha TÃO imensamente negativa (porém, no meu caso, mesmo assim continuaria a lê-la), e foi o que eu percebi em alguns comentários.
Quanto às referências bíblicas, o autor já foi questionado sobre, e disse que o livro não deve ser lido como algo fielmente baseado na Bíblia (e como já foi notado, não é), mas sim como um livro de fantasia como outro qualquer. Acredito que isso dê ao autor alguma liberdade para fazer modificações na história e nos personagens como bem entendesse, como por exemplo o fato de Lúcifer, em AbdA, ser um arcanjo e não um querubim, como diz na Bíblia, e até mesmo a inclusão de outros seres fantásticos, como fadas e dragões.
Quanto a questão do livre-arbítrio, creio que a própria Bíblia se contradiga, pois Lúcifer não teria como invejar e se rebelar contra Deus se não tivesse vontade própria. Na verdade, acho que o que falta no mundo, neste momento, é uma definição mais coerente de "livre-arbítrio", hahaha.

Enfim, como já disse, boa resenha. Apenas negativa demais. Estou certo de que a obra tem pontos positivos, e você poderia tê-los explicitado para dar um equilíbrio.


Andressa 15/05/2011minha estante
Ótima resenha, só tente mostrar também alguns dos pontos positivos(a não ser que não tenha achado nenhum, é claro).
abraços.


luke2109 09/05/2011minha estante
Uau!!! Para alguém gastar tanto fosfato para falar mal de alguma coisa é porque essa coisa deve valer algo. Quando eu não gosto de algum livro, eu simplesmente para de lê-lo. É mais fácil assim. Claro que tenho alguns senões quanto à obra, mas qual livro que é perfeito? Esse está entre os meus preferidos. De qualquer modo, tenho que parabenizá-lo pela sua resenha. Afinal, são poucas resenhas que conseguem mobilizar tanta gente. Um grande abraço.
E, para lembrar, a graça da humanidade é a diversidade!


Merlinus 09/05/2011minha estante
@Bruna4,

Muito, mas muito obrigado por esse retorno. De verdade.

Em relação aos pontos levantados por você, peço, por gentileza, que me dê um exemplo de algum assunto sobre o qual minha crítica dá "voltas e voltas no mesmo assunto". Sério, porque, se fiz isso, não foi intencional, visto que procurei abordar vários temas na resenha.

Bem, nunca foi minha intenção passar a imagem de uma pessoa "tão letrada" (até porque não me considero uma). Em relação ao "bom senso" para fazer uma "crítica construtiva", quero levantar dois pontos: primeiro, o que seria uma "crítica construtiva"? Uma crítica condescendente, que minimiza os erros e tenta exaltar algumas qualidades, ainda que essas sejam ofuscadas pelos desacertos? Não sou a favor dessa abordagem, que geralmente só resulta na perpetuação da mediocridade (em seu sentido literal - algo mediano, que está na média). Acredito que a verdade, por mais dura que seja, precisa ser dita. Em segundo lugar, esse "bom senso" é algo subjetivo. Como já expliquei, prefiro uma outra abordagem. E em momento algum depreciei a obra do autor. Apenas expus minha opinião sobre ela (e, sendo essa opinião negativa, não haveria outro resultado que senão, em um efeito secundário, e utilizando o termo escolhido por você, "depreciá-la").

Em relação à campanha publicitária e seus resultados, não chamei o povo brasileiro de burro. Mas, antes de fazer tais alegações, sugiro que você procure estudar um pouco sobre a publicidade e a manipulação de massas. Ela existe, é real, e não somente o povo brasileiro, como o de todo o mundo, está sujeito a ela diariamente. E, não, não é minha intenção manipular ninguém. Apenas expus minha opinião. Em momento algum fiz propaganda - seja positiva, ou negativa - sobre o livro. Quanto ao fato de os meus argumentos serem insignificantes, essa é a sua opinião sobre eles, e eu a respeito, pode acreditar.

Concordo com você: usei ironia em minha resenha, e não vejo problemas nisso. Gosto da ironia bem utilizada (talvez você, e outras pessoas, pensem que não a utilizei bem. Tudo bem, eu já disse inúmeras vezes que defendo e respeito a diversidade de opiniões). Talvez você queira dizer - como já foi apontado algumas vezes - que eu fui um pouco ácido demais. Concordo com isso. Agora, dizer que desrespeitei o autor do livro extrapola qualquer esfera encontrada em minha crítica. O que fiz foi criticar duramente sua obra. Em momento algum fiz ataques, ou proferi insultos, ao Eduardo Sphor. Sugiro que tenha mais cuidado com suas escolhas de palavras.

Você tem todo o direito de chamar-me de "alienado", mas peço apenas que justifique esse ataque a mim.
Concordo que minha resenha é longa, mas se foi cansativa para você, a única culpada é você mesma. Afinal, não precisava lê-la até o final.

Finalizo dizendo o mesmo que você: que todos leiam e tirem suas próprias conclusões (nunca disse o contrário). Agora, quanto a deixar de escrever uma resenha da maneira que acharem melhor, digo o contrário: estamos em um país livre, e não é crime escrever uma resenha adotando o estilo que quiserem.

Um grande abraço a todos.


Brub's 08/05/2011minha estante
Olha, sua resenha até que é boa, muito bem escrita, mas até ela dá voltas e voltas no mesmo assunto, tornado-a assim, cansativa e fora de foco:
"(...) Pastilha de Nanicolina, que o reduz a uma altura de 15 cm, para que eles pudessem esmagá-lo com os pés."

Já que você é aparentemente tão letrado assim poderia ter tido o bom senso de fazer um critica construtiva ao invés de simplesmente depreciar a obra do autor.
Concordo com a sua resenha em um único ponto: Zamir ter demorado 7 meses para ir atrás de Shamira.

"ABdA pode ser enquadrado como o resultado vitorioso de uma campanha massiva de publicidade eletrônica, que conseguiu convencer as mentes mais fracas (...)"

Com isso você quis dizer que o povo brasileiro é burro e que se deixa levar por uma simples campanha publicitária? Olha sr. Merlinus ao meu ver você está extremamente equivocado... e, vejamos: não é exatamente o que você está tentando fazer? Dissecando o livro e achando inúmeros argumentos insignificantes que não fazem nada além de menosprezar o livro, com o intuito, ao meu ver, de impor e convencer "mentes mais fracas" de sua opinião?

O que eu realmente não gostei na sua resenha não foi nem sua opinião e seus argumentos, mas sim sua ironia e falta de respeito para com o autor, que apesar de tudo se mostrou benigno e aceitou seus insultos respeitosamente.

Aos verdadeiros mentes fracas recomendo que não se deixem levar pela opiniões de alienados como Merlinus, que embora faça sentido nem sempre tem razão. (ou até mesmo pelas minhas) E que leiam o livro e tirem suas próprias conclusões, e se forem fazer resenhas não sigam o exemplo de Merlinus que ironiza e menospreza o livro do começo ao fim.
Decepcionante e patética foi a sua resenha. Além de ser muito longa e cansativa...


Merlinus 07/05/2011minha estante
Mandy Esteves,

Muito, mas muito obrigado mesmo pelo retorno dado. Como você levantou muitas questões, vou copiá-las abaixo e darei minhas respostas para elas logo em seguida, entre parênteses, tudo bem?


Bem, é o seguinte: tem coisas como a narrativa que muda de uma hora pra outra; os flashbacks; e os personagens não terem livre-arbítrio eu concordo. Mas de resto descarto.

(R: Que bom que você concorda com algumas coisas que levantei, e discorda de outras. Acho isso ótimo, de verdade.)

Você diz que o protagonista é frio e insano com seus colegas anjos, mas se você não percebeu, anjos são espíritos e "espíritos" não sente amor além de Deus e como o arcanjo Gabriel e o anjo Ablon amaram as humanas? É por causa da essência de Deus (a alma).

(R: Confesso que achei esse parágrafo um pouco confuso. Me desculpe por isso. Não entendi de onde você tirou que "espíritos não sente amor além de Deus". Foi do livro? E outra coisa: você diz que Gabriel e Ablon amaram as humanAs - Gabriel amou Maria, e Ablon, Shamira - porque elas tinham a essência de Deus nelas. Então você quer dizer que eles sentiam um amor carnal - sexual, até - por Deus? Sério, foi isso que pude entender da sua afirmação. Se estou errado, por favor, me corrija.)

Você critica sobre as personagens não terem personalidade e parecerem humanos fazendo suas escolhas. Porém o auto disse que mostra que mesmo sendo anjo ou demônio não deixar de serem um pouco humanos, é como se fosse os primeiros homens que Deus criou, e infelizmente não deu certo, então Deus decidiu criar novos humanos, entende?

(R: Novamente, me desculpe, mas não me lembro do livro dizer que os anjos e demônios eram tentativas frustradas da criação dos Homens. Se isso está no livro, me desculpe por não lembrar, mas não peço desculpas em dizer que esse argumento, caso exista, serve apenas para diminuir a grandeza de Yahweh, que, baseado nesse argumento, é um deus que age na base da "tentativa e erro".)

O livro tem diversas maneiras de serem interpretada pelos leitores, esqueceu disso? Por isso muitos gostam, outros não.

(R: Não, Mandy Esteves, eu nunca me esqueci disso. Mas, parece que quem se esqueceu disso foi você ao, mais à frente, afirmar que ficou "irritada" com idéias contrárias às suas.)

E hoje em dia não dá pra criar nada original e sim se inspirar em algo pra aprimorar ou fazer algo novo atravez de uma base. Se não como podemos fazer uma coisa sem nada?!

(R: Discordo totalmente de você. Não acredito que a humanidade tenha esgotado toda a sua capacidade criativa, e que seja impossível a criação de coisas novas e originais. É claro que ninguém - e me incluo nessa afirmação - espera que tudo o que for lançado seja original. Mas, é totalmente possível se utilizar de um clichê e ser original com ele, ao invés de simplesmente se utilizar de fórmulas já gastas e ultrapassadas sem criatividade.)

Até pode ter coisas parecida com outras obras e até mesmo coisas clichê e tal, mas não é pra tanto.

(R: Essa questão do "não é pra tanto" é subjetiva.)

Acredito que você ficou na expectativa e se decepcionou, isso é normal quedo se espera algo,

(R: Sim, realmente fiquei na expectativa. Afinal, um livro no Brasil é algo relativamente caro, e um com 586 páginas demanda um tempo considerável de investimento na sua leitura. Acredito que TODO MUNDO que pegue um livro para ler crie expectativas. Estou errado?)

mas dou os meus parabéns ao autor ter criado aquilo que AMA e enfrentar os críticos e preconceito aqui no Brasil. E por ter chegado à um alto nível de um livro que é simplesmente complicado pra um brasileiro.

(R: Discordo com relação ao "alto nível". Na minha opinião, o autor ainda não demonstrou esse "alto nível", mas eu tenho convicção que de que ele é plenamente capaz de fazer isso em suas próximas obras. Agora, me desculpe mais uma vez, mas não entendi o que você quis dizer com "um livro que é simplesmente complicado pra um brasileiro". Você quer dizer que o livro é complicado para um brasileiro escrever? Ou para um brasileiro ler e entender? Os dois casos implicam em um preconceito tremendo quanto à capacidade intelectual brasileira. Ou você quer dizer que é um livro complicado para um brasileiro publicar? Se for, discordo. Está aí o André Vianco para comprovar que livros fantasiosos já encontraram espaço no mercado já faz algum tempo.)

Afinal não dá pracolocar tudo em apenas um livro já que o tema abordado pelo autor tem milhares de informações

(R: Novamente discordo. É claro que é possível se escrever um livro bom e coerente, que consta com milhares de informações, em apenas um volume. Ainda mais em um que tem 586 páginas - das quais quase 200, na minha opinião, não acrescentam nada à trama. As trilogias e grandes sagas nem sempre foram a regra no mercado editorial.)

e ele TEVE que inventar certas coisas neste livro sobre as mitologia abordada, ex: o Lucifer ser um Arcanjo e você diz que ele era na bíblia um querubim.

(R: Falarei sobre a mitologia mais abaixo.)

É complicado em saber o que você realmente esperava ou gostaria que tivesse nesse livro.

(R: Falarei mais abaixo.)

Mas o que me irritou em sua critica foi sobre as personagens que você não deve ter entendido.

(R: Me surpreende e espanta o fato de você ter se "irritado" com uma opinião contrária à sua, quando nem mesmo o próprio autor demonstrou ter sentido isso. Pelo contrário, demonstrou sempre gentileza e humildade para aceitar críticas negativas à sua obra. Espero que um dia você entenda que o mundo é habitado por bilhões de pessoas, e que cada uma é única, possuindo idéias e pensamentos individuais. Irritar-se com uma idéia contrária à sua é o primeiro passo para a intolerância, e todos nós sabemos o quanto a intolerância é prejudicial e perigosa. E dizer que uma pessoa não gostou de uma coisa que você gostou, porque ela "não entendeu" essa coisa, é subestimar uma opinião em detrimento de outra, e subestimar a capacidade intelectual da outra pessoa. Eu te convido, com toda a sinceridade, a refutar meus argumentos, e apresentar os seus, com exemplos retirados da obra para ilustrá-los. Essa seria uma discussão produtiva - e as pessoas, e o mundo, só têm a ganhar com discussões assim.)

Me diz, como ele faria esses personagens baseados literalmente na mitologia angelical - anjos só obedecerem a suas castas e tal? Seriam sem graça, não daria emoção ao livro e pareceriam uns robôs! ?

(R: Eu confesso que desconheço a existência de uma "mitologia angelical". A questão da obediência às "castas" é algo que não encontra fundamento em alguns livros, como a Bíblia, por exemplo. Ela pode existir em outros livros, mas não é esse o ponto. E agora eu vou te explicar o que é o grande furo, na minha opinião, de ABdA: o autor não foi fiel à própria mitologia que ele criou. Sim, ele criou. O livro é dele, foi ele que escreveu, e ele poderia ter criado um universo maravilhoso, com regras e lógicas próprias. No entanto, ele estabeleceu, em seu universo diegético, que a Bíblia era correta. A partir do momento que ele estabelece que a Bíblia tem razão, que é um "livro sagrado", ele tem por obrigação seguir a lógica imposta por ela. Agora, por estar escrevendo um livro BASEADO na Bíblia, ele teria a obrigação de seguí-la? Não! Ele poderia, sim, escrever um livro com anjos, demônios e Deus, mas com uma lógica própria. Ele poderia ter resolvido isso simplesmente com uma frase: "A Bíblia estava errada, e a verdade é...". Concordo com você, quando você diz que um livro com anjos que só obedecessem às regras de sua casta seria extremamente chato. No entanto, essa regra, essa lógica, foi criada pelo próprio autor. Foi ele que definiu que os anjos que habitam o universo de ABdA seguiriam essa regra. No entanto, em nenhum momento ele segue e respeita as regras que ele mesmo criou para o universo do seu livro. É isso que contribui, na verdade, determina, o fracasso do livro - mais uma vez, um fracasso na MINHA OPINIÃO. As outras pessoas têm todo o direito de considerar o livro maravilhoso, de considerarem essas falhas como simples "furinhos", que não contribuem para o desmerecimento da obra. Vivemos em um país democrático, e defendo a liberdade de opiniões.)

Sério, o que você estava esperando neste livro?

(R: Sério mesmo? Esperava que esse livro fosse bom.)


Um grande abraço.


Mandy Esteves 06/05/2011minha estante
Bem, é o seguinte: tem coisas como a narrativa que muda de uma hora pra outra; os flashbacks; e os personagens não terem livre-arbítrio eu concordo. Mas de resto descarto.

Você diz que o protagonista é frio e insano com seus colegas anjos, mas se você não percebeu, anjos são espíritos e "espíritos" não sente amor além de Deus e como o arcanjo Gabriel e o anjo Ablon amaram as humanas? É por causa da essência de Deus (a alma).

Você critica sobre as personagens não terem personalidade e parecerem humanos fazendo suas escolhas. Porém o auto disse que mostra que mesmo sendo anjo ou demônio não deixar de serem um pouco humanos, é como se fosse os primeiros homens que Deus criou, e infelizmente não deu certo, então Deus decidiu criar novos humanos, entende?

O livro tem diversas maneiras de serem interpretada pelos leitores, esqueceu disso? Por isso muitos gostam, outros não.

E hoje em dia não dá pra criar nada original e sim se inspirar em algo pra aprimorar ou fazer algo novo atravez de uma base. Se não como podemos fazer uma coisa sem nada?!

Até pode ter coisas parecida com outras obras e até mesmo coisas clichê e tal, mas não é pra tanto. Acredito que você ficou na expectativa e se decepcionou, isso é normal quedo se espera algo, mas dou os meus parabéns ao autor ter criado aquilo que AMA e enfrentar os críticos e preconceito aqui no Brasil. E por ter chegado à um alto nível de um livro que é simplesmente complicado pra um brasileiro. Afinal não dá pracolocar tudo em apenas um livro já que o tema abordado pelo autor tem milhares de informações e ele TEVE que inventar certas coisas neste livro sobre as mitologia abordada, ex: o Lucifer ser um Arcanjo e você diz que ele era na bíblia um querubim. É complicado em saber o que você realmente esperava ou gostaria que tivesse nesse livro.

Mas o que me irritou em sua critica foi sobre as personagens que você não deve ter entendido. Me diz, como ele faria esses personagens baseados literalmente na mitologia angelical - anjos só obedecerem a suas castas e tal? Seriam sem graça, não daria emoção ao livro e pareceriam uns robôs! --'

Sério, o que você estava esperando neste livro?


Merlinus 06/05/2011minha estante
ERIKA e Lou,

Muito obrigado por esse retorno. Realmente, ir contra a opinião geral nos rende alguns rótulos, e "do contra" é, certamente, o mais leve deles.=O)

Um grande abraço.


Lou 05/05/2011minha estante
Obrigada, Merlinus, por escrever tão bem o que venho tentando dizer a meus amigos que leram / estão lendo ABdA.
Sobre o livro, a melhor e resumida descrição é: decepcionante.


ERIKA 14/04/2011minha estante
Merlinus
Achei que sua resenha foi extremamente bem escrita e detalhada. Estou acabando de ler ABdA, e concordo em boa parte com sua opinião. Na realidade eu estava até me achando exigente demais, pois todas as pessoas que eu conheço gostaram e falaram maravilhas do livro. Vendo sua resenha notei que não sou a única "do contra", como já fui chamada, más acho que as pessoas devem lê-lo, principalmente por se tratar de um livro escrito por um brasileiro. Quanto a nós, esperemos pelas próximas obras...
Abs.


Merlinus 12/04/2011minha estante
Eduardo Spohr,

Agradeço pelo retorno. Já conversamos antes e repito o que já te disse: tenho certeza que você ainda irá muito longe. =O)

Puppe,

Muito obrigado por esse novo retorno. Acho maravilhoso você discordar de mim. É essa diversidade de opiniões que torna o mundo um lugar melhor. =O)

This,

Obrigado pelo retorno. Só quero dizer que você não precisa tentar imaginar o meu gosto literário. Basta acessar minha biblioteca e ver os livros que já li, e as notas que dei para cada um.

Faço a você o mesmo pedido que fiz ao Keven: por favor, me diga o porquê de considerar ABdA um "clássico".

Aliás, acho que é justamente isso que responde seu questionamento: acho que minha crítica foi tão comentada porque saí do lugar-comum ao não usar apenas uma frase para tentar definir o livro, e defendi meu ponto de vista, apresentando argumentos para defendê-lo. E acho maravilhoso ver que algumas pessoas, mesmo que não tenham concordado com minhas opiniões, as tenham respeitado e as discutido de forma educada e produtiva.

Um grande abraço a todos.


This Snow-Stark 12/04/2011minha estante
Merlinus? MERLINUS?
Bem... nem quero imaginar que coisas são do seu gosto, querido. A Batalha do Apocalipse é um clássico.

O que me deixa triste, no Skoob, é que são exatamente resenhas desse tipo que têm maior repercussão e numerosos comentários. Curious.


Gabi 12/04/2011minha estante
Merlinus
tudo hoje em dia tornou-se um clichê.
eu entendi o que o Eduardo quis passar com a sua justificativa para os 200 anos de tortura de Ablon.
Se ele morrese naquele momento ele se tornaria o herói que lutou até o fim e morreu lutando por seus ideais. Sendo torturado 200 anos ele seria o pobre coitado que tentou vencer lúcifer e não conseguiu e continua preso. Ainda não sei como Ablon consegue escapar, pois, como disse, ainda não cheguei nesta parte do livro.
Enfim. Ficamos assim: você com suas criticas e eu com as minhas.
Eu comentar aqui não vai fazer vc mudar de opinião e nem vc mudará a minha.
Que torçamos para a evolução literária do autor que já se mostrou muito bom em seu primeiro livro.


Eduardo Spohr 09/04/2011minha estante
Galera, venho aqui agradecer as críticas, tanto as positivas quanto as negativas ;-)

É claro que eu ainda tenho muito a melhorar, sou da opiniao que sempre podemos evoluir. Espero poder agradar nas próximas obras.

Abraços pra todo mundo!


Merlinus 06/04/2011minha estante
Samuri,

Obrigado pelo retorno. E obrigado pela dica também. Vou colocar na minha lista. =O)

Noturninha,

Obrigado pelo retorno. =O)

Puppe,

Obrigado pelo retorno. Em relação ao seu comentário, respeito bastante sua opinião, mas tenho que discordar dela. E vou dizer o porquê: em primeiro lugar, esse artifício da tortura, da "morte-elaborada", já foi tão usado e explorado que já se tornou nada menos do que um clichê, do que um lugar-comum. Tornou-se uma muleta usada por autores, roteiristas de cinema, e por aí vai, para colocarem seu heróis em situações de risco e os fazerem escapar delas (e, na maioria das vezes, essa fuga se deve mais à incompetência dos vilões do que à esperteza dos heróis. Uma ótima sátira disso foi feita no filme Austin Powers 2). Há autores que preferem fugir desse clichê, mas, é claro que há autores que conseguem usá-lo de forma inteligente e orgânica à estória. Eduardo Spohr poderia ter feito isso em ABdA. Poderia, mas não fez. O motivo apresentado por ele no livro para o adiamento da execução de seu herói pelo vilão foi, de acordo com as palavras deste último, "O Anjo Renegado não morrerá como mártir." O motivo nem foi o levantado por você ? o de curtir o sofrimento de seu adversário ? já que ele nem mesmo ia assistir às torturas diárias (não que o uso desse motivo tornasse essa parte da estória boa, ou justificável). Por isso critiquei tão duramente a "lógica" por trás desse argumento, já que, na minha opinião, ela é digna de vilões caricatos como o Quase-Nada, Tripa Seca e, até mesmo, do Dr. Evil do já mencionado filme Austin Powers.

Keven,

Obrigado pelo retorno.

Agora, quero esclarecer que eu jamais usaria a agressividade para responder a alguém simplesmente porque ele não concorda comigo. Pelo contrário, gosto de uma discussão saudável e produtiva. E, justamente por isso, gostaria de te pedir (já que fiquei sinceramente interessado) que me apresentasse os seus argumentos para ter considerado ABdA uma obra tão "profunda". Peço, com total sinceridade e sem nenhuma segunda intenção, que defenda seu ponto de vista e me esclareça as questões que eu não consegui enxergar.

Obs: acredite em mim. Não estou sendo nem um pouco irônico nesse pedido. Quero conhecer os argumentos de alguém que tenha gostado sinceramente de ABdA. Agradeceria muito se você me respondesse, de verdade.

Obs2: partindo do princípio de que você irá me responder, vou apresentar minha opinião sobre a construção dos personagens, para que você possa refutá-la, tudo bem?

Bem, em primeiro lugar, eu não considero os personagens principais de ABdA bem construídos porque, na minha opinião, não passam de arquétipos: o Ablon é, do início ao fim, o modelo universal de um Herói. Ele não apresenta conflitos internos, não tem dúvidas morais, nada que o torne, no mínimo, interessante. Ele nem mesmo passa por um arco-dramático reconhecível ao longo da estória. Ele a termina exatamente como a começou. Não teve nenhum crescimento, nenhuma mudança. Aliás, ele é tão mal construído, na minha opinião, que, quando é de conveniência da estória, ele simplesmente deixa de agir como o "Herói" que acredita ser (ao, por exemplo, matar milhares de homens, ou deixar Sieme se sacrificar por ele ? sendo que ele jamais permitiria que Shamira o fizesse). Na minha opinião, Ablon, e todos os outros, são personagens rasos, sem complexidade, e sem coerência construtiva.

Bem, é isso. Não quero me alongar demais, apenas dei um "gancho" caso você queira usá-lo.

Um grande abraço a todos.


Keven 06/04/2011minha estante
Crítica totalmente destrutiva e que VAI influenciar ignorantes que ainda não leram o livro e deram uma passada no Skoob.

A cansativa quantidade de parênteses engraçaralhos e indagadores na resenha apontaram suas más intenções ao falar de ABdA, uma obra muito mais "profunda" do que dá a se entender pelo seu ponto de vista. Se você não conseguiu encontrar as respostas para as suas muitas questões, é porque não leu o livro direito.

Creio que os flashbacks estão ali para acrescentar mais profundidade ao protagonista que você tanto odeia. A obra sem as 100 e tantas páginas "inúteis" que citaste, na minha opinião terminaria muito rasa e, obviamente, curta. ABdA quebra a chatice habitual da mitologia bíblica de um jeito que não me incomodou.

O livro não tem esses erros gritantes como você faz parecer, a ponto de receber um "1". Os clichês são "saudáveis", a parte final é muito envolvente, e sim, os personagens são bem-construídos.

Posso receber um comentário-resposta bem agressivo, mas só estou tentando fazer que as pessoas não deixem de ler o livro (porque vale muito a pena) e terem uma opinião formada antes de hora. Obrigado. -q


Gabi 06/04/2011minha estante
Bem eu estou lendo o livro, mais precisamente na parte do primeiro flasback.
Eu acho o livro muito interessante apesar de alguams contradições e partes desnecessárias como o flashback.
Eu achei muitos pontos da sua resenha verdadeiros, porém em alguns aspectos você exagerou. Acredito que o fez somente para elevar o sarcasmo presente em sua resenha.
Como primeiro livro do autor Eduardo eu realmente achei interessante e que ele levou bem a história.
Claro que ele poderia acrescentar mais humor, dar mais sabor ao romance de Ablon e Shamira, mas o livro apesar disso tudo ainda se revela surpreendente.
A leitura é cansativa, mas eu acredito que vale a pena.
Ah ainda não cheguei do seu "momento Chapolin", mas vejamos: se eu realmente odeio uma pessoa eu vou querer que a morte dela seja lenta e dolorosa, mas muito dolorosa. Foi isso que lúcifer o fez. Claro que o resultado era o mesmo: a morte, porém para alguém que odeia outra, é importante que esta seja lenta e muito mais dolorosa, por isso os 200 anos de tortura. Devido a isto considero o seu "momento chapolin" infundado e com intuito de apenas "destruir" o livro.
Acredito que toda crítica é válida desde que seja feita para melhoria continua e não somente para humilhar.
Mas você também escreve muito bem e tirando isso tudo sua resenha em alguns pontos é verdadeira.


Noturninha 03/04/2011minha estante
Não aguentei ler o livro todo, por ser muito lento. Logo no começo, ele enrola, enrola e não desenvolve, o que me impediu de continuar a ler. Parece que a cada página eu leio uma nova introdução, à espera da história, que nunca aparece. Pensei que fosse só comigo e decidi que um dia ia tentar ler novamente, mas depois da sua crítica, eu desisti por total. Gostei muito da sua crítica, muito construtiva e interessante para os que querem ler o livro. Parabéns!


samuri 31/03/2011minha estante
Primeiro, quero parabenizar Merlinus pela sua crítica ao livro, mesmo antes de eu tê-lo lido. Faz tempo que quero comprar para ler, principalmente porque o roteiro tem uma semelhança com "Ethernyt", do escritor Marson Alquati. Aliás, recomendo-o a ler esta história, cuja saga é escrita em uma trilogia da qual já foram lançados os 2 primeiros livros. Neles vários enigmas da humanidade são explicados(na visão do autor, é claro) de uma maneira diferente, além da história ser instigante.


Merlinus 30/03/2011minha estante
Letícia,

Muito, mas muito obrigado mesmo. =O)


Letícia 30/03/2011minha estante
Karamba, independente do livro ser bom ou não, estou realmente impresionada com a critica, acho que foi a mais detalha e melhor analisada que já li, sem falar que Merlinus soube muito bem responder aos comentários defendendo perfeitamente seu ponto de vista. Um enorme PARABENS Merlinus você é realmente fantástico! Li a resenha mas não li o livro por isso não posso dizer se aprovo ou não as críticas de Merlinus, mas de uma coisa tenho certeza: Ele é um ótimo crítico!


Merlinus 23/03/2011minha estante
Murilo,

Muito obrigado, de verdade. Fico feliz em ver que, mesmo discordando de minhas impressões, você tenha gostado da análise. Eu ainda não concordo com você em relação à "natureza angélica", nem em relação à construção dos personagens, que, para mim, são bem maniqueístas, e não têm nenhuma complexidade. Mas, isso é uma questão de opinião, e todas merecem ser respeitadas. Fico feliz por você respeitar as minhas, e saiba que também respeito as suas.

Ruivo,

Obrigado pelo elogio. Em relação ao seu comentário, pode até parecer que eu tenha lido ABdA procurando por defeitos, mas, acredite, não foi nada disso. Eu apenas fiz uma leitura atenta do livro, e os defeitos que eu encontrei foram por demais evidentes para que eu os ignorasse.

Um grande abraço a todos.


Ruivo 21/03/2011minha estante
Sua resenha foi excelente, mas da pra ver que você leu o livro de ponta a ponta procurando defeitos na trama.

Acho que se você tivesse se envolvido mais com a história ao invés de pensar em escrever uma crítica, talvez tivesse uma opinião diferente do livro!

Abs.


Murilo 21/03/2011minha estante
Wow. Bela resenha!

Não concordo com muita coisa que você apontou. Como a respeito dos personagens, que achei muito bem construídos, ainda mais se levar em consideração que autores de fantasia se preocupam mais em criar um universo massivo e bem detalhado do que desenvolver seus personagens ou sequer contar uma história interessante.

Sobre o a falta de livre arbítrio dos anjos. Acredito que o que o autor quis passar era que, dentro das suas responsabilidades para com a casta, os anjos não tinham escolha além de acatar. Como Ablon e outros querubins não poderiam fugir de um combate. Ou arcanjos não poderiam fazer outra coisa além do que seja lá o que um arcanjo faz.

Fora isso, é impossível não concordar com muito do que você disse: flashbacks que pouco acrescentam à trama, redundância, clichês. Mas também acredito que seja difícil fugir de algumas convenções quando se trata de um gênero tão saturado como a fantasia.

De toda forma, dá orgulho ver uma resenha tão bem feita e detalhada como a sua. Mesmo que eu não concorde, parabéns.


Merlinus 21/03/2011minha estante
Obrigado a todos pelos comentários.

Maxbuu,

Muito obrigado, de verdade. Em relação ao fato de ser a primeira obra do autor, já comentei sobre isso, mas respeito sua opinião. =O)

Lodir,

Muito obrigado por suas palavras gentis. =O)

Weber,

Muito obrigado pelas palavras. Realmente, existem algumas obras cujos "furos" são difíceis de serem detectados em uma primeira leitura. Em relação ao livre-arbítrio, ele sempre foi um "furo" em obras que seguem a mesma linha de ABdA (não tem como ser diferente). Não sei se fico feliz ou triste por ter te ajudado a enxergar isso também. =O)

Bruna,

Muito obrigado pelo retorno, de verdade. Em relação ao "sentir", "simplesmente descansar" e "distrair-se", entendi o que você quis dizer. Mas não concordo. Já li muita gente escrevendo, nos mais diversos canais, que simplesmente "desligam seus cérebros" quando vão ler, ou assistir filmes, ou realizar as mais variadas atividades, para poderem aproveitar melhor a obra no momento. Assim, podem rir das piadas chulas, se empolgarem com as aventuras rasas e chorarem com os dramalhões vazios (não estou dizendo que você defenda isso. Apenas aproveitei o gancho dado para poder expandir a discussão, tudo bem?). Não acho legal o "desligar o cérebro". Acho importante o aguçamento intelectual e crítico. É claro que, fazendo isso, não iremos gostar de tudo que nos for apresentado, mas, creio eu, iremos gostar com muito mais intensidade daquilo que conseguir nos tocar.

E, sim, sua opinião é muito importante para mim. Gostaria de saber se você gostou ou não da resenha, independente de ter concordado com ela. =O)


Bruna 20/03/2011minha estante
A questão é gostar, independe das avaliações "intelectuais", alguns se agarram a isso e esquecem de sentir, ou simplesmente de descansar e distrair-se.

Concordo com muitas coisas de sua resenha, como o fato de não explicar o porque dos anjos sentirem inveja do livre arbítrio já que os mesmos também fazem escolhas, e das "135 páginas de um flashback absolutamente irrelevante" isso me deixou um pouco chateada com a obra (ainda não terminei de ler)

(Não marquei se gostei ou não da resenha. Minha opnião não importa à isso)


Weber 11/03/2011minha estante
Parabéns Merlinus. Poucas resenhas são tão detalhadas e a sua me deu uma boa idéia do que esperar da obra. Gostei bastante mas ão concordei com tudo pois acho que algumas (e somente algumas) coisas devem ser relevadas em uma estória embora elas incomodem e fiquem cutucando no canto da mente. Acho que "suspensão da descrença" é o termo. Infelizmente neste caso você apontou muita coisa que não entra neste meu quesito.
Mas o que me deixou chateado foi o seu comentário sobre anjos sem livre arbítrio que tomam decisões individuais todo o tempo. Seu comentário afetou algumas obras que me são caras como o filme Anjos Rebeldes e algumas histórias em quadrinhos (de Neil Gaiman entre outros) que adoro. Você apontou o óbvio que eu falhei em ver: decidir se rebelar é um livre arbítrio. A premissa dessas obras é falha por natureza e o restante da estória tem que ser muito boa para desviar a atenção deste "detalhe". Parece que não é esse o caso.


Lodir 01/03/2011minha estante
Excelente resenha! Esmiuçou o livro de ponta a ponta, fez uma resenha gigantesca e detalhada. Uma verdadeira análise completa da obra.


Maxbuu 26/02/2011minha estante
Nossa, pensei que eu era o único que tinha achado o Flashback completamente desnecessário. Gostei da crítica, muito bem analisada. Mas acho que podia ter sido um pouco menos ácido, já que é a primeira obra brasileira no estilo.


Merlinus 24/02/2011minha estante
Obrigado Jay, Léo e fabio pelos comentários.

fabio, em relação ao que você disse, respeito seu ponto de vista, mas não concordo com ele. Só porque é o primeiro livro de um autor não significa que eu deva ser condescendente, e fazer elogios só porque, afinal de contas, "é o primeiro livro do cara. Vamos dar um desconto". Como eu disse em um comentário mais abaixo, eu analisei a obra A Batalha do Apocalipse (ABdA), não a carreira de seu autor, Eduardo Spohr. Eu acredito que críticas "duras" (desde que sinceras e bem fundamentadas) valem mais do que elogios vazios. Não me importa se esse é o primeiro livro dele. O que importa, para mim, é que esse livro é, em minha humilde opinião, ruim. Simples assim.

Outra coisa: você fez questão de enfatizar, assim como outras pessoas, a nacionalidade do autor, como se, por ele ser brasileiro, eu devesse ser mais compreensivo com sua obra. Repito o que já disse: analisei a obra, não o autor. Ele poderia ter sido escrito por um somaliano, um norte-americano ou um inglês, que a minha crítica teria sido a mesma. Eu acho que já passou da hora de nós deixarmos de esperar apenas coisas medianas dos brasileiros, como se eles não fossem capazes de produzir obras excelentes.

Um grande abraço a todos.


fabio 24/02/2011minha estante
Merlindus, a unica coisa decepcionante aqui, sem duvidas, são seus comentarios estranhamente ácidos, duros e desnecessáriamente maldosos. A trama tem falhas? Pois este é o PRIMEIRO (imitando seu estilo CAPS LOCK de chamar atenção)
livro deste brasileiro e, neste contexto, o livro é, ao meu ver, surpreendentemente bom.
Menos odio no seu coração meu caro.


Léo 22/02/2011minha estante
Cara, que resenha!Fiquei pasmado com o jeito que você escreve, me fascinou!parabéns, incrível!Estou lendo o livro, e realmente acho um tanto cansativo, mas a trama está boa até então.


Jay 18/02/2011minha estante
O livro estava se mostrando promissor, mas eu fiquei meio ~assim~ durante a leitura. Muitos clichés e enrolação.
Acredito que o tenha feito o prazer da minha leitura ruir foi a orelha, sinceramente. Eu criei muitas expectativas no livro e elas não foram atendidas. Várias questões que você abordou na resenha são pertinentes e também me tomaram ao longo do livro e eu fui aceitando e continuando a ler, mas... Parecia que apitava um "péééhrr" de erro a cada falha nesse sentido. Mas, em geral, não condeno o livro. O Spohr é um autor novo e é tendo a chance de publicar seus livros e ser criticado (positiva e negativamente) que ele vai amadurecer na escrita e ficar bem afiado. Acho que ele tem bastante potencial pra explorar. O problema d'A Batalha do Apocalipse foi a ambição e a supervalorização que o pessoal desenvolveu sobre o negócio.

Mas vale a pena ser lido, de qualquer modo. Nunca tinha lido nada desse tipo na literatura nacional, e apóio o Eduardo Spohr. E, gente, leitura nunca é perda de tempo, sempre há um ganho intelectual, ou pelo menos serve pra afiar sua crítica. Como o Merlinus disse em um comentário - e eu concordo -, todos tem o direito de tirar as próprias conclusões a respeito das coisas. Não há verdade universal, galera! Opiniões divergem!!!

E, Merlinus, parabéns pela sua resenha.


Merlinus 08/02/2011minha estante
Pablo Jan,
Incentivo totalmente que você o leia. Afinal, não é papel de um crítico dizer o que as pessoas devem ou não fazer. Sou a favor de que TODOS tirem suas próprias conclusões e tenham suas próprias opiniões.

Abraços.


Pablo Jan 07/02/2011minha estante
Parabéns pela ótima resenha. Vários dos pontos abordados são muito interessantes e outros fizeram-me rir ("Chapolin Colorado"), haha. Embora eu esteja um pouco mais inclinado a passar esse livro, ainda vou lê-lo para que eu possa analizá-lo também. Abraço.


Merlinus 07/02/2011minha estante
Muitíssimo obrigado flaviodias, Bruneco e Conde. Fico muito feliz por terem gostado. =O)


Conde 05/02/2011minha estante
Crítica surpreendente... até me desmotivou de escrever uma crítica negativa sobre o livro (o que pretendia). O livro me incomodou profundamente com os clichês, diálogos constrangedores, falta de lógica em vários pontos da narrativa, forçada de barra no uso de adjetivos que transformavam o que deveria ser "impressionante demonstração de força" de um personagem em uma piada... e assim por diante. Ainda sim, com sua crítica vi muitas outras coisas que me incomodaram, mas não estava claro.

Parabéns pela crítica... quando "crescer" ;) quero ter esse apuro analítico.... tá faltando muito ainda hehehe

Um abraço e que o Eduardo Sphor avance e faça um livro melhor em uma próxima oportunidade, acima tem um prato cheio de dicas para ele crescer e outors atores aprenderem.


Bruneco 04/02/2011minha estante
Parabéns Merlinus, a crítica está excelente! Numa comparação mais grotesca, parece que Eduardo Spohr tentou fazer um bolo de casamento monumental, ou "Titânico" como ele gosta de usar, lançando mão de ingredientes tão distintos como marshmallow e soda cáustica, o resultado, infelizmente, é uma mistura cansativa e indigesta.


Merlinus 03/02/2011minha estante
Obrigado a todos pelos comentários. Em relação ao que foi levantado pelo Kyo e Mcarlos, eu gostaria de esclarecer alguns pontos, até mesmo porque certamente é a opinião de muitos outros.

O objeto de minha análise não foi a carreira do Eduardo Spohr, mas tão pura e simplesmente seu livro A Batalha do Apocalipse. Procurei analisar tão somente o livro, e não o fato de que ele "está evoluindo com seus erros", ou o fato de que seu próximo livro possivelmente será muito melhor, conforme sugerido (eu nem teria como avaliar algo que ainda não existe).

A Análise Crítica deve ser feita sempre objetivamente, sem considerar esses fatores externos à obra, como o fato de o autor ser excelente pessoa (o que realmente parece ser), ou sua nacionalidade, ou o fato de que é seu primeiro livro, etc. O objeto de estudo e análise deve ser sempre a obra em si. Seria o mesmo caso de eu dar nota máxima ao filme Ilha do Medo (que não gostei muito), de Martin Scorsese, apenas porque ele é o mesmo diretor do excelente filme (em minha opinião) Os Infiltrados. Não posso levar em consideração, ao analisar uma obra, as outras contribuições de seu artista.

Sei que é apenas o primeiro livro publicado de Eduardo Spohr, e sei também que ele provavelmente ainda escreverá livros excelentes, mas, mesmo que A Batalha do Apocalipse fosse seu terceiro livro, por exemplo, publicado depois de dois livros fantásticos, ainda assim eu não teria gostado de ABdA, e não poderia, jamais, me deixar influenciar por outro fator que não somente o livro analisado.

Também discordo do levantamento feito sobre o fato de que uma crítica negativa iria "desmotivar" o Eduardo Spohr. Ele é um autor profissional, e todo artista, ao lançar sua obra (seja ela em que linguagem for), a submete à avaliação pública, e está sujeito a receber críticas positivas e negativas. Tenho certeza absoluta que Eduardo Spohr entende isso.

Muito obrigado a todos por esse retorno dado.

Abraços.


flaviodias 02/02/2011minha estante
Kyo, acho que o malcriado aqui é você! Observe atentamente o profissionalismo do Merlinus. Ele aponta falhas estritamente técnicas. E, na boa, dar 5 estrelas pra um livro só pq o autor teve boa intenção? Francamente... Concordo plenamente com o Merlinus...


Mcarlos 01/02/2011minha estante
Concordo com o Kyo em partes. O livro é bom, não exatamente ruim como alguns aqui falam. O que vale é a criatividade do autor, sendo que devemos levar em considerção que ninguém cria algo de início com o que devemos esper e sim a sua continuação (já que o autor teve tempo de se aperfeiçoar)

Assim podemos conseiderar a sua continuação ou um novo livro que possa nos entreter por causa da experiência do autor que etve todo esse tempo "parado". Minha opinião, e devemos acreditar nesses autores pricipiantes.


Kyo 01/02/2011minha estante
Então podemos dizer que os de baixo, os ditos leitores, apenas dão nota alta por causa do sucesso na mídia, meu caro? Estranho, então o pessoal daqui são loucos, já que dão nota acima de 1.

Ou então,seja "coleguinhas" ao dar notas altas.

"Dissecando A Batalha do Apocalipse: Alguns absurdos, incoerências, pontos para reflexão e Chapolin Colorado (Não contavam com minha astúcia):"

Seu imbecíl, idiota, babacão vá fazer resenha destrutivas lá na sua casa, ou melhor, dos de lá de for, pois os brasileiros escrevem bem. Compare aí, o livro de Eragon. Esse livro dá de dez, e sem falar de Senhor dos Anéis, com a sua história de grandes enrolações que faz o leitor jogar o livro para o alto só por haver algo que lhe faz dar rodeoios. (embora alguns leitores aqui, não sabem dar nota, pois um diz que há erro, mas dá nota máxima, isso não é se contradizer?)

Mas você foi infeliz de feito uma resenha mal feita, meu amigo. Isso é mesmo sacanagem.O livro poder ter contradições, pois o autor não er bom no passado, porém ele está evoluinco com os seus erros, e você, caro leitor mal criado, devia saber disso e dar crédito e não de fazer uma resenha para desmotivar o cara.

Uma coisa que condordo com você, até concordo:

"- Momento contraditório: em determinado momento, em mais um flashback, Ablon se encontra na Inglaterra medieval, procurando por Shamira. Ele é levado por um grupo de monges para a floresta para investigar se há uma feiticeira morando lá. Apenas por ouvir que há uma mulher lá que possa ser feiticeira, Ablon conclui que só pode ser Shamira, pois ?ele conhecia bem a feiticeira e sabia que ela apreciava as regiões selvagens.? Será que foi por apreciar tanto as ?regiões selvagens? que Shamira sempre escolheu morar em grandes cidades, como Roma e Constantinopla?"

Não sabia disso, e fiquei chocado, e vejo que alguns leitores aqui, não são bons o suficiente de perceberem isso. Acho que é até bom, mas não iria parar de ler ou comprar o livro só por causa disso. O importante é que o livro nos entretem, e aqueles que fazem resenhas construtivas, ou melhor, se um leitor der nota 5 em um livro e outro deu 1 então esse leitor que deu nota 1, deveria estar de mal humor, ou entõ não foi lá com a cara de algum leitor apaixonado pelo autor e obteve aversão do mesmo. Isso acontece, fato.

Até Harry Potter se contradisse, e como! Mas vejo que os leitores ignorar essa coisa banal. (me pergunto se Jô soares viu esses errinhos hehehe)

É isso, e espero que a sua ira termine aqui, Merlinus.




Lu 24/01/2011

O livro escrito pelo Eduardo Spohr era exatamente aquilo o que eu queria ler: um épico consistente e emocionante envolvendo anjos e não outro romance adolescente com uma mocinha enjoada e um mocinho aguado. Um exemplar nacional de um livro que consegue entreter com qualidade e inteligência.

E dá pra perceber que o livro foi pensado com cuidado. O autor procurou enriquecer o texto com detalhes históricos, usou uma linguagem rica. As descrições da Babilônia e da Roma pós República são primorosas.

Só que a impressão que eu tive é que ele se perdeu no meio do caminho. Os anjos, com suas castas, suas armaduras douradas, cabelos cumpridos e batalhas envolvendo golpes de energia parecem saídos diretamente de Cavaleiros do Zodíaco. Imagino que a ideia não era essa, mas a sensação de déja vu ao ler: "Preciso salvar Shamira! Eu não posso morrer aqui!" é inevitável.

Outra coisa que não deu certo foi o protagonista. Ablon, o Anjo Renegado está mais para Ablon, o Anjo Robô. Ele é inexpressivo. Não importa o quanto o Eduardo Spohr tente encher a bola do protagonista (coisa que faz com irritante frequência, por sinal). Ele é insípido, inodoro e incolor. Muito habilidoso, com sentidos aguçados e tal. Mas sem qualquer carisma ou charme. Teria sido muito mais divertido se a Shamira ou a Flor do Leste protagonizassem a história.

Quanto à história, os flashbacks são as partes mais interessantes, embora sejam um tanto quanto longos. Acho que se encaixariam melhor se fizessem parte do enredo principal.

E uma coisa que eu não entendi :todos os personagens masculinos ou são inimigos ou são fãs do protagonista. Não há um meio termo.As personagens femininas, por sua vez, são muito melhor desenvolvidas.De fato, a Shamira é o grande trunfo da trama.

E falta humor à história. O romance entre Ablon e Shamira é morno. Eu sei que parecem detalhes bobos num grande épico de ação como "A Batalha" se propõe a ser, mas que ajudam a equilibrar a história. Em O Senhor dos Anéis, sempre se podia contar com Merry ou Pippin para fazer alguma travessura ou dizer alguma bobagem. Isso faz uma diferença danada.

Enfim, acho que poderia passar mais uns cinco parágrafos enumerando tudo o que eu detestei no A Batalha do Apocalipse. Gostaria até de ter terminado de ler, mas confesso que não tenho ânimo pra ler as 242 páginas restantes. Não vou fazer isso comigo mesma. Ler, para mim, é um prazer. E eu não curti, não vou terminar, não vou dar outra chance ao livro do Eduardo Spohr. Lamento muito.

Não recomendo.


Léia Viana 23/06/2011minha estante
Eu gostei bastante desse livro.
Achei o enredo, como um todo, perfeito!
É engraçado como um livro pode ser bom para uns e não tão bons para outros... é aquele velho ditado: "o que seria do azul, se todos gostassem do amarelo?"
O que vale mesmo é ler e tirar suas próprias conclusões.


Celly Borges 04/05/2011minha estante
Gestei da sua resenha apesar de ter adorado o livro.
Algumas partes, como as descrições e explicações - que se repetem a todo momento -, são chatinhas, mas amei o final...


Lu 01/02/2011minha estante
Oi, gente! Obrigada a todos pelos comentários!

Mcarlos, acho que é uma questão de ler e formar sua própria opinião sobre o livro. Pessoalmente, acho que ficou um pouco a desejar e que o autor pode melhorar em alguns aspectos.

Sr. Charcas, fico contente que tenha gostado da resenha. Eu apenas expressei a minha opinião. Não tenho qualquer pretensão de que o autor siga os meus conselhos. Tenho certeza de que há várias pessoas mais qualificadas para aconselhar o Sr.Spohr em seus futuros trabalhos.


Mcarlos 01/02/2011minha estante
Resenha interessante. O livro é tão ruim assim, pessoal? Sigo o que os Blogs falam, etnão eles falam bem porqie?


Fábio Charcas 30/01/2011minha estante
Cara jovem, já que gostam tanto de comentar meus textos venho aqui fazer o mesmo. Gostei de sua resenha, mas não acho que seus conselhos sejam consistentes. Se o autor tentar seguir tudo que lhe é dito, ou não tem personalidade ou é perfeccionista demais, dos dois modos o erro será dele, pois muita gente comenta não tem senso crítico algum.


márcia 25/01/2011minha estante
Puxa, ainda bem que nunca vi Cavaleiros do Zodíaco :) Não vou imaginar nada ;)


yuridaltro 25/01/2011minha estante
Para mim você foi quase perfeita na sua colocação. Só acho que o livro merece ser lido até o final, e também colocaria mais uma estrela aí. Mas o fato é que Ablon é um personagem deveras insosso. O Autor poderia cadenciar a chatice do protagonista com passagens mais descontraídas, principalmente explorando personagens mais complexos e menos previsíveis - Lúcifer poderia cumprir muito bem esse papel.


Gug 24/01/2011minha estante
Correto Lu, o Spohr consegue trabalhar um personagem feminino muio melhor que um masculino.
Não gostei dos flashbacks pois são longos e muitas vezes não alterou nada na história.

Uma pena que você não temrinou, o final me surpreendeu, como eu disse pra ti.


Aline. 24/01/2011minha estante
Ufa, Lu, confesso que fiquei mais aliviada depois que você subiu de uma pra duas estrelinhas! Já tenho A Batalha do Apocalipse aqui aguardando por mim, mas vai ser difícil não imaginá-los como Cavaleiros do Zodíaco agora... rs


neli 23/01/2011minha estante
Ui, depois que soube que havia uma batalha na Ponte Rio-Niterói, já perdi a vontade de ler o livro. Minha imaginação é fértil, mas nem tanto.
Depois da sua descrição dos personagens e da estória, desisti.




Josué de Olivei 11/11/2010

Entretenimento bem desenvolvido.
Resenha originalmente postada em meu blog,
www.gotashumanas.blogspot.com

Os anjos são os novos vampiros. Fato. Depois da explosão de romances protagonizados por sugadores de sangue que se seguiu ao enorme sucesso da série escrita pela americana Stephenie Meyer (que eu duvido que você não saiba qual é), são os alados celestiais que agora se destacam no cenário da literatura de entretenimento (caso duvide, dê uma olhada na estante de lançamentos da livraria mais próxima). No entanto, “A Batalha do Apocalipse” (Verus, 587 páginas) parece se diferenciar dessa nova safra de romances angélicos, que chega basicamente na garupa dos vampirescos, com o que parece ser uma fórmula bem parecida. Escrito há cinco anos, antes da febre Crepúsculo, o romance de estréia de Eduardo Spohr ganhou um prêmio literário e passou a ser lançado de forma independente, alavancado pelo sucesso do Nerdcast (podcast que recomendo altamente) e alcançando vendagens expressivas. Agora, pode ser encontrado em todas as livrarias do país, figurando em diversas listas de mais vendidos, o que não deixa de ser uma boa mostra do que a literatura de entretenimento brasileira pode alcançar.

Bem, nem tudo são flores, óbvio. “A Batalha do Apocalipse” pode ter um carrilhão de pontos fortes, mas os fracos estão lá, e não tão discretos assim. Trata-se, no geral, de um bom romance, bem escrito e muitíssimo criativo, muito embora esteja longe de ser as mil maravilhas apontadas pelo escritor José Louzeiro na quarta capa do livro.

Como o título já informa, a linha narrativa principal desenvolve-se à aproximação do dia do ajuste de contas, a grande batalha entre céu e inferno que definirá o futuro de anjos, demônios e homens. Ablon, um celestial renegado, expulso do céu por rebelar-se contra a tirania do arcanjo Miguel, recebe um convite para juntar-se às hordas infernais de Lúcifer na batalha final. Enquanto isso, a humanidade aproxima-se da Terceira Guerra, apressando o soar das trombetas que marcam a aproximação do Apocalipse.

A grande verdade é que o livro é uma salada. Os relatos judaico-cristãos certamente compõem o fio condutor da história, mas figuram ao lado de uma infinidade de outros. No universo de “A Batalha do Apocalipse”, as muitas mitologias não se anulam, de modo que deuses celtas, dragões, fadas, elfos, feiticeiros e espíritos ancestrais convivem perfeitamente com as figuras cristãs de Deus e do diabo. O autor utiliza as muitas tradições religiosas e suas histórias para povoar diversas dimensões paralelas, o que lhe confere uma fonte quase inesgotável de personagens e linhas narrativas possíveis. Nesse sentido, o livro lembra muito certos jogos de RPG, que seguem linhas semelhantes na construção de seus universos.

As semelhanças com os Role Playing Games não param por aí e estendem-se aos próprios personagens, seja em sua divisão em classes, cada uma com características diferentes – querubins são guerreiros, ishins controlam elementos da natureza, serafins tem habilidades psíquicas – até suas ações em si. Em sua grande maioria, Eduardo Spohr os condena às duas inclinações mais básicas: bem e mal. Trata-se de um maniqueísmo que serve perfeitamente aos propósitos da narrativa, que realmente fundamenta-se na luta entre estes lados opostos, mas certamente limita seus personagens a duas facções que nem sempre são tão facilmente discerníveis. Em se tratando de anjos e demônios, essa questão se torna ainda mais obscura, já que por inúmeras vezes afirma-se que estas duas categorias de seres não têm livre-arbítrio (dádiva concedida apenas aos homens), agindo, portanto, de acordo com suas “naturezas”. Ora, tem-se aí uma grande contradição, já que, se assim fosse, as duas rebeliões de anjos nunca deveriam ter acontecido. De fato, todos os anjos deveriam ser criaturas “boas”, uma vez que foram criadas por Yahweh, estandarte supremo da ordem, bondade e justiça. A falha de lógica reside nas muitas demonstrações de maldade angélica, que implicam necessariamente em escolhas à nível moral, impossíveis sem o livre-arbítrio. Tal questão acaba passando de largo, sem que haja uma explicação convincente.

Uma boa sacada do autor foi incluir, paralelos à narrativa principal, relatos da vida pregressa de Ablon na Terra, que vão desde a construção da Torre de Babel até a morte de Cristo, ajudando a desenvolver o personagem e seu amor pela justiça ao longo dos tempos. Shamira, a Feiticeira de En-Dor, figura recorrente nesses relatos, forma com o anjo renegado um casal curioso, já que o contato físico entre ambos é quase inexistente, embora os sentimentos que nutrem um pelo outro sejam claros e se mantenham os mesmos com o passar dos séculos. Assim, Ablon e Shamira surgem como típicos heróis, justos e bons, que obviamente farão tudo um pelo outro. Unidimensionais, sem deixar de ser convincentes.

Mas uma infinidade de outros personagens cruza as páginas de “A Batalha do Apocalipse”, alguns, é óbvio, recebendo melhor tratamento por parte de Spohr. É o caso dos anjos Aziel e Sieme e dos demônios Orion e Amael, estes dois últimos conseguindo surpreendentemente inspirar simpatia, apesar de serem o que são. Já o anjo caído Apollyon surge como a nêmesis estereotipada de Ablon, enquanto Miguel faz o papel do tirano cruel e intransigente. O arcanjo Gabriel, por outro lado, talvez seja o mais tridimensional dos personagens, e foi de longe o meu favorito.

A narração de Spohr é envolvente, o que impede que o livro se torne cansativo mesmo com suas quase 600 páginas. As cenas de ação são habilmente descritas e convincentes em sua grande maioria, acentuando o clima épico do romance. O autor falha, porém, em muitos dos diálogos, que parecem saídos diretamente de desenhos japoneses. A cena em que determinado personagem explica a seu adversário tintim por tintim como conseguira resistir a seus ataques, por exemplo, é tão artificial que ficaria perfeita em num episódio de Cavaleiros do Zodíaco. Da mesma forma certos diálogos entre Ablon e Shamira são de uma pieguice sem tamanho, e outros apresentam intervenções desnecessárias e incrivelmente expositivas. Nada que atrapalhe o entretenimento, no entanto – apenas creio que seria mais indicado confiar um pouco mais no leitor.

Sustentando um clímax de quase 80 páginas sem deixar a peteca cair, “A Batalha do Apocalipse” conta com algumas reviravoltas muito bem amarradas, e fecha com um final bastante enigmático, o que torna perdoáveis os erros da narrativa. Eduardo Spohr sai-se bem em sua estréia, com uma obra fantástica de qualidade, entretenimento de um tipo difícil de encontrar por aí. Vale a pena.

Boas leituras.
Renata 07/04/2012minha estante
Ganhei este livro de aniversário e me surpreendi positivamente com ele. Obviamente em um universo literário brasileiro onde somente as obras machadianas eram sinônimo de literatura "decente" uma obra de ficção seria vista com desconfiança. Achei as mudanças de tempo, uma hora no presente e outra no futuro muito abruptas, mas o livro em si é muito bem escrito, com um vocabulário muito bom, apesar de rebuscado, sempre tem como inferir, um livro deveras democrático e como é um escritor nacional, temos que apoiar...sempre sempre.


Marct 06/08/2011minha estante
Excelente resenha. Vou colocar este livro na lista. Parabéns!


patinha19 07/02/2011minha estante
Quero ler esse livro e concordo com você que os anjos são os futuros vampiros. Estava pensando nisso hoje mesmo, no quanto estou com vontade de ler sobre anjos e, provavelmente, estou com esse sentimento justamente porque nas prateleiras das livrarias existem vários títulos com essa temática.


Mcarlos 01/02/2011minha estante
Show! Não li aqui, mas agor evhjo que vale mesmo aa pena ler. Cavaleiros Zodaco tirado as cenas para um livro, é show!


Vitor 18/11/2010minha estante
Ótima resenha!
Concordo com quase tudo o que você disse!


Mandy Esteves 16/11/2010minha estante
Bem, o seu ponto de vista é interessante e pra sua informação quando comparou algumas coisas q vc já vira e presenciou na obra, exemplo,"cavaleiros do zodiacos" ele afirma q se inspirou e acabou colocando em sua obra cenas parecidas. Além disso, teve outras coisas quando mais jovem q acabou inspirando e colocou em seu livro, por isso as semelhanças.

bjs




Arthur 04/11/2011

Merece todos os elogios
De uns meses para cá, percebi um título que, com cada vez frequência, ganhava mais destaque: A Batalha do Apocalipse, obra épica do autor brasileiro Eduardo Spohr. Só o que eu ouvia eram belas palavras quando o assunto era o tal livro. Demorei a comprar, mas, enfim, tenho-o em minha estante. E com todo orgulho, porque o livro merece ser elogiado.

Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final. Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo. Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

Como uma amiga, a Lívia Martins, me advertiu, A Batalha do Apocalipse deve ser lido sem pressa, pois são muitas informações, nomes, personagens, eventos etc. - tanto que há um grande glossário com a descrição de cada personagem e ainda uma linha do tempo com o que aconteceu desde o início dos tempos. É escrito em terceira pessoa, com exceção de um dos flashbacks, que está em primeira pessoa (algo que eu achei desnecessário e sem um propósito certo, mas que não afetou a transcorrência do texto) e divido em três partes: Vingadora Sagrada, Ira de Deus e Flagelo de Fogo. Os personagens, especialmente os principais - o renegado Ablon, a feiticeira Shamira e os arcanjos Lúcifer e Miguel - são muito bem trabalhados e conquistam o leitor, com destaque para a Estrela da Manhã (um dos nomes de Lúcifer), que é todo sagaz e cheio de ironias. As grandiosas batalhas são outro deleite aos olhos dos leitores: o Armagedon, a grande batalha, é, como devia mesmo ser, a maior de todas e muito bem narrada, com belas cenas de ação e muita tensão. Não posso esquecer também das teorias, que foram fascinantes para mim, como, por exemplo, o fato de os dias da Criação não serem exatamente dias, mas milhões ou bilhões de anos.

Eduardo Spohr leva o leitor a viagens pela história humana, dando uma outra visão a eventos passados e a fatos bíblicos. A Batalha do Apocalipse é, sem medo de ser feliz, o melhor livro que li em 2010 e um dos melhores que li na minha vida. Merece todos os elogios e muito mais: tem de ser conhecido e reconhecido mundo afora. É de dar orgulho ter um autor brasileiro tão criativo como o Eduardo Spohr e uma obra tão grandiosa como A Batalha do Apocalipse.
Elizeu Moreschi 24/03/2012minha estante
Vou comentar assim que terminar a leitura...
Nem essa resenha vai fazer-me desistir de ler.




Fabio 24/03/2011

Espetacular
Li algumas opiniões negativas (poucas) sobre este livro antes de lê-lo. Isto me instigou mais ainda a comprovar por mim mesmo se tais opiniões tinham fundamento. Minha conclusão se resume ao título desta resenha.

Falhas? Clichês? Sim, alguns, mas e daí? Qual livro não os tem? Eu, pelo menos, nunca li um livro que conseiderasse perfeito. Algumas críticas exageradas me fazem crer que há algo mais nos bastidores.

ABdA é profundo, instigante, tem personagens bem construídos e revelações surpreendentes. Tem erros em relação a bíblia? Não sei, porque nunca li a bíblia por inteiro e sinceramente: isso não importa.

Eduardo Spohr constuiu o seu cenário BASEADO em um cenário SUPOSTAMENTE real. O que por si só lhe concede o direito de fazer o que TODO AUTOR FAZ: licenças poéticas. E o faz de modo primoroso.

Livro totalmente recomendado. Eduardo Spohr é um fenômeno da literatura nacional com todos os méritos.

Andy 13/09/2011minha estante
O livro não foi baseado na biblia exatamente, mas sim nos contos de rpg descristos em storyteller, tendo como base principal os livros "Lobsomen o Apocalipse" e "Demonio a Queda". Bons livros para quem gosta de terror e historias fascinantes


Dr. 25/04/2011minha estante
Concordo!


NOWA 24/03/2011minha estante
Po, li uma crítica ali que dava uma reportagem inteira de revista, parece que o cara leu pra pegar defeitos, como disse o Fábio ae, tem coisas sim nos bastidores.

Só por causa dessas críticas vo ler. E certeza que vou gostar.




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