O Mundo de Sofia

O Mundo de Sofia ...
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Resenhas - O Mundo de Sofia


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The 30/08/2015

Filosofia Leve
Havia muito tempo que intentava a leitura desse livro, tinha certo receio se ia ser uma leitura arrastada ou altamente interessante, já que por ser um livro atemporal muitos falam de O Mundo de Sofia e ele desperta opiniões extremas, ou as pessoas amam ou odeiam. Depois de lê-lo eu posso dizer que é um livro incrível e que me encaixei no grupo daquelas que se encantam.
Na obra que traz pra o leitor a história e o pensamento filosófico de um modo leve e resumido, o que serve para despertar a curiosidade, encontrei muitos autores que eu já conhecia e outros novos entre os filósofos apresentados.
Um ponto contra é que há momentos em que a leitura se torna lenta, o que ocorre principalmente no início, no entanto, do meio para o fim tudo se torna extremamente envolvente e empolgante, sendo surpreendente o desfecho trazido pelo autor, fazendo-nos sentir envolvidos com aquela questão e suspensos nos braços do enredo.
Acredito que deveríamos ser apresentados a esse livro na escola, como um auxiliar para as aulas de filosofia, formando adultos mais receptivos a essa matéria e suas correlatas.
Eu tive a sorte de ter filosofia na escola e de realmente gostar de matérias como sociologia e antropologia, no entanto, muitos dos meus colegas de faculdade detestavam, e muitos universitários não gostam, o que é uma pena porque são estudos que nos abrem a mente para uma visão mais profunda e crítica.
Recomendo o livro.
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MauricioTiso 11/08/2015

O Livro é realmente muito bom como uma introdução à história da Filosofia. Não tenho condições de afirmar se ele é completo ou não, mas a abordagem cronológica e as explicações resumidas e em uma linguagem acessível e bem exemplificada tornam a leitura muito rica e interessante.
Mesmo o romance que desenrola em conjunto com a abordagem à História da Filosofia é também muito inteligente e muito bem enredado com toda a estrutura do Livro.
Recomendo muito para todos que queiram entender um pouco mais da cultura ocidental e de algumas formas "automáticas" de como lidamos com a nossa rotina. Faço aqui uma ressalva para a indicação à adolescentes, que é como se mostra a proposta do Livro, pois os conceitos de Berkeley, Kierkegaard e Freud são bastante intensos e podem despertar sensações e sentimentos que demandarão atenção e preparo para o apoio na digestão dos mesmos.
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Michelle.Magalhaes 11/08/2015

Surpreendente
A curiosidade não te deixa parar de ler! Até acho q vale a pena ler de novo!
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Rangel 03/08/2015

A FILOSOFIA ROMANCEADA
A obra-prima “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder conta a história da menina Sofia, de quinze anos de idade, que morava com sua mãe e com seu pai ausente por causa do trabalho. Num dia, voltando da escola, Sofia encontrou dois pequenos envelopes brancos que continham indagações sobre a vida e a origem do mundo. Depois, ela recebeu um cartão-postal para ser entregue a Hilde. Com os envelopes, Sofia foi refletir em um esconderijo no jardim de sua casa, que considera o Éden da Bíblia. No conteúdo do envelope amarelo, aborda que as pessoas têm preferências por diversos assuntos, e que algumas questões deveriam interessar a todos como saber quem somos e de onde viemos, e por isso, devemos procurar nossas respostas e conhecermos respostas de outras épocas para formar uma opinião própria. O professor de filosofia das cartas faz referência ao truque mágico do coelho tirado da cartola, o qual quer passar a idéia de que também fazemos parte de um grande mistério e que temos consciência de que estarmos participando de um enigma e procuramos explicações para isso. Depois no mesmo dia, Sofia recebe um outro envelope amarelo que tem a citação de que para ser um bom filósofo é ter a capacidade de se admirar com as coisas.
No dia seguinte Sofia leu sobre a visão mitológica do mundo, relatando de que os mitos surgem da necessidade de justificar fenômenos, o que muitas vezes, achou-se que as coisas aconteciam de acordo com os deuses. Por volta de 700 a.C. Homero e Hesíodo registraram por escrito boa parte da mitologia grega, até que surgiu Xenófanes, que foi um filósofo crítico, que questionou os mitos pelo fato de seus representantes terem sido criados à imagem e semelhança das pessoas. Depois, vieram os filósofos da natureza, os primeiros pensadores gregos que se interessaram pelos processos naturais e partiram do pressuposto de que sempre existiu alguma coisa, e que as transformações no meio ambiente eram decorrentes de uma substância básica. A partir da observação dos fatos, explanações mitológicas e até religiosas foram superadas pela filosofia, no sentido de pensar de forma científica os fenômenos naturais. Tales achou que a água era um elemento fundamental, que se originava tudo. Anaximandro pensou que a Terra era um entre vários mundos surgidos de alguma coisa,o qual denominou como infinito. Anaxímenes criou a ideia de que o ar é a substância básica de todas as coisas. Parmênides pensou que nada podia vir do nada e se o nada existisse, poderia se transformar em outra coisa. Heráclito pensou que a principal característica da natureza são as constantes transformações. Empédocles, por sua vez, sintetizou Heráclito e Parmênides, o qual elaborou a ideia da existência quatro elementos básicos: terra, ar fogo e água. Anaxágoras declarou que as coisas são constituídas por pequenas partículas invisíveis a olho nu, chamadas sementes ou germens e que há uma força superior, uma inteligência responsável pela criação das coisas. Demócrito foi o último filósofo da natureza, que imaginou a constituição das coisas por partículas indivisíveis, minúsculas, eternas e imutáveis, os átomos. Depois, Sofia recebeu a carta do seu professor de filosofia que pedia desculpas por recusar o convite e escreveu seu nome Alberto Knox. Sofia percebeu um cão labrador com um envelope amarelo na boca e foi atrás dele, quando conseguiu pegar a carta que mencionava a filosofia em Atenas e de Sócrates. Atenas foi a cidade do surgimento dos sofistas e que Sócrates foi contemporâneo deles. Os sofistas se declaravam sábios perante a sociedade, mas Sócrates não se reconhecia desta forma, mas que buscava o conhecimento. Sócrates ousou mostrar às pessoas que elas sabiam muito pouco, pois sua preocupação é o alicerce seguro para os conhecimentos. Por isso que foi acusado de corromper a juventude e de não reconhecer a existência dos deuses, julgado e condenado à morte. Posteriormente, Sofia encontrou mais um dos envelopes amarelos e desta vez veio uma fita de vídeo, que na sua casa, assistiu-o que se referia a uma grande cidade, Atenas, a capital grega e da Acrópole e seu significado, sobre os templos, o teatro de Dioniso, o Areópago (teatro ao ar livre), a praça do mercado, os tribunais, os edifícios públicos e o ginásio de esportes. O professor aparece no vídeo e apresenta Platão, que foi discípulo de Sócrates e o acompanhou em sua condenação, pois publicou um discurso em defesa de seu mestre perante o júri, além de ter escrito uma coletânea de cartas de trinta diálogos filosóficos e fundou sua própria escola de filosofia, a Academia. Platão elaborou sua filosofia baseada no eterno e imutável, perante a natureza, a moral e a sociedade, idealizando uma realidade autônoma por trás do mundo dos sentidos, que denominou de o mundo das ideias, que continha todas as coisas primordiais e que a nossa realidade é reflexo deste tudo existente. Platão teorizou na dualidade humana e que a alma deseja se libertar do corpo, este que é dividido em cabeça (razão), peito (vontade) e baixo-ventre (desejo ou prazer). Por isso que Platão idealizou o Estado-modelo dirigido por filósofos, os quais seriam a cabeça, os governantes; os sentinelas são o peito ou a defesa; e os trabalhadores seriam então o baixo-ventre. Depois, Sofia permaneceu em seu esconderijo refletindo sobre as ideias, quando num domingo, resolveu ir floresta adentro a fim de encontrar Alberto Knox, quando atravessou um lago de barco a remo e chegou numa cabana. Lá, ela viu a carteira de estudante Hilde Knag. Ela pegou um novo envelope e leu seu conteúdo, o qual se tratava de Aristóteles, que foi aluno da Academia de Platão, natural da Macedônia, o qual teve seu projeto filosófico no interesse da natureza viva, o qual se utilizou da razão e dos sentidos em seus estudos, e criou uma linguagem técnica usada até hoje pela ciência. Aristóteles baseou sua filosofia na realidade e na razão inata. Tudo na natureza possui a probabilidade de se concretizar numa realidade inerente. Assim, Aristóteles raciocinou que tudo na natureza há relação de causa, efeito e finalidade. Portanto, todas as coisas existentes devem ser ordenadas em diferentes grupos, categorias e subgrupos. Aristóteles foi um organizador do conhecimento e fundador da ciência e da lógica. Sobre a ética, Aristóteles pregava a moderação para que se pudesse ter uma vida equilibrada e harmônica, para alcançar a felicidade real, de que para isso, deve-se fazer integração de três fatores: prazer, ser cidadão livre e responsável e viver como pesquisador e filósofo. Aristóteles chamou o homem de ser político e classificou a existência de governos em monarquia, aristocracia e democracia. Depois, menciona-se sobre o final do século IV a.C. até por volta de 400 d.C., que foi um longo período denominado helenismo, ou seja, a predominância da cultura grega nos três grandes reinos helênicos: Macedônia, Síria e Egito. O imperador Alexandre foi importante nesta época, pois conseguiu unir persas, Egito e todo o Oriente, a Índia e a civilização grega. A partir de 50 a.C. Roma disseminou a cultura grega, apesar de ter assumido o predomínio militar e começou o período romano da Antiguidade. O helenismo foi marcado pelo rompimento de fronteiras entre países e culturas, houve sincretismo das religiões, da ciência e das culturas. Os filósofos gregos da natureza e os clássicos influenciaram novas escolas. Assim, aconteceu com a filosofia cínica, fundada em Atenas por Antístenes, discípulo de Sócrates, por volta de 400 a.C. que dizia que a felicidade podia ser alcançada por todos, pois ela não consistia em luxúria, poder político ou boa saúde e sim em se libertar disto tudo. Surgiu, também, a filosofia estóica em Atenas por volta de 300 a.C., cujo fundador foi Zenão, que considerava as pessoas como parte de uma mesma razão universal e isto levou à idéia de um direito universalmente válido, inclusive para os escravos, e por isso, foi monista e cosmopolita. Defendeu a convivência em sociedade por política e os processos regidos pelas leis da natureza. Entre os estoicos, destacam-se imperador romano Marco Aurélio, Cícero e Sêneca. Já, pela escola dos Epicureus,
Desenvolveu-se uma filosofia cujo objetivo era obter prazer para a vida, através dos sentidos, com o máximo possível de satisfação e se afastando de toda e qualquer forma de sofrimento. Desenvolveu-se uma ética do prazer de Aristipo e a teoria atômica de Demócrito, o qual ensinava que o resultado prazeroso de uma ação devia ser ponderado, por causa dos efeitos colaterais. Já, o neoplatonismo foi a mais importante corrente filosófica da Antiguidade, inspirada em Platão, que via o mundo como algo dividido entre dois pólos: numa extremidade estava a luz divina, Uno ou Deus e na outra, as trevas absolutas, o que exerceu forte influência na teologia cristã. Defendiam a experiência mística de experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus, através de um caminho de purificação e iluminação através de uma vida simples. Percebe-se que há uma mística ocidental (judaísmo, cristianismo e islamismo ) de um Deus pessoal em fusão com a mística oriental (hinduísmo, budismo e religião chinesa ) de um Deus cósmico. Passados alguns dias sem que Sofia nada recebesse do seu professor, até que veio um convite de sua amiga Jorunn para acampar próximo à cabana do major. Sofia entrou na casa de novo e descobriu cartões-postais do Líbano, endereçados a Hilde Knag. Sofia encontrou outro envelope amarelo e começou a ler sobre os indo-europeus, primitivos que viveram há mais ou menos quatro mil anos nas proximidades dos mares Negro e Cáspio, e se espalharam por diversos lugares: Irã, Índia, Grécia, Itália, Espanha, Inglaterra, França, Escandinávia, Leste Europeu e Rússia, formando o círculo cultural indo-europeu politeísta de visão histórica era cíclica. Na carta também mencionou que as duas grandes religiões orientais, hinduísmo e budismo, também, são de origem indo-europeia, assim como a filosofia grega, as quais enfatizam a presença de Deus em tudo (panteísmo), a vida reclusa e a metempsicose (tansmigração da alma). Já, os semitas pertencem a um círculo cultural completamente diferente, originários da península da Arábia e se expandiram para extensas e diferentes partes do mundo, e por eles, originaram as três religiões ocidentais: judaísmo, cristianismo e islamismo – que são monoteístas, com visão linear da história, de que houve a criação do mundo e a rebeldia do homem contra Deus e a partir de então, a morte passou a existir na Terra. Houve um pacto entre Deus e Abraão e seus descendentes que exigia a obediência rigorosa aos mandamentos, que foi mais tarde renovado com a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no monte Sinai. Os israelitas foram escravos no Egito, mas foram libertados e levados de volta a Israel onde se formou dois reinos: Israel (ao Norte) e Judá (ao Sul), que foram assolados por guerras, até chegar no nascimento de Jesus Cristo. Nesse contexto, nasceu Jesus, que o povo imaginava um messias como um líder político, militar e religioso, libertador de todo o mundo. Mas Jesus apareceu com pregações diferentes das que vigoravam e admitia publicamente não ser um comandante militar ou político, mas que o Reino de Deus era o amor ao próximo e aos inimigos. Jesus conversava com prostitutas, corruptos e inimigos políticos, que pudessem pedir perdão pelo que faziam. Assim, acreditou-se que depois de sua crucificação, Jesus tinha ressuscitado, fato este que se baseou toda a fé cristã para disseminar o evangelho, sendo que quem mais se destacou foi o fariseu Paulo, que se converteu ao cristianismo e fez suas viagens missionárias pelo mundo greco-romano transformando com o tempo, o cristianismo numa religião universal. Quando Paulo esteve em Atenas, houve um choque entre a filosofia grega e a doutrina cristã, sendo que Paulo esclareceu que a busca por Deus está dentro de cada ser humano. Com a expansão do cristianismo, surgiram as primeiras profissões de fé, os credos, que resumiram os dogmas cristãos. Depois, a Sofia recebeu um telefonema de Alberto dizendo que de agora em diante não haveria mais cartas e marcou um encontro para lhe falar sobre a Idade Média. Eles se encontraram numa igreja antiga construída na época medieval, de madrugada, sendo que o professor estava vestido de monge e começou a falar sobre a Idade Média para Sofia. O professor falou sobre a contradição entre Deus e razão, quando surgiu Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino. Agostinho dividiu o mundo entre bem e mal e mesclou sua concepção filosófica com a de Platão, resumindo que o mal era a ausência de Deus. Tomás cristianizou Aristóteles, fez uma síntese da fé e do conhecimento, o qual sintetizou sua teologia de que para chegar a Deus é pela revelação cristã e pela razão dos sentidos. Na noite seguinte Sofia teve um sonho com Hilde, e quando acordou, achou uma corrente de ouro com uma cruz. No outro dia, Sofia viu o cão Hermes no jardim de sua casa e foi até ele que a conduziu para um casarão onde encontrou um cartão destinado a Hilde com data antecipada. Então, encontrou Alberto, que explicou sobre o Renascimento, que foi o período de apogeu cultural que fez nascer de novo a arte e a cultura da Antiguidade, sendo que o homem voltou a ocupar o centro de todas as coisas (antropocentrismo) ao contrário do que ocorria na Idade Média (teocentrismo), portanto, o humanismo. A Igreja aos poucos foi perdendo seu poder e monopólio no que se refere à transmissão do conhecimento. O humanismo foi marcado pelo individualismo, o que então, desenvolveu-se um novo método científico, investigação da natureza mediante a observação e a experimentação, o que surgiu o método empírico. Durante alguns dias, Sofia não teve notícias de Alberto, quando recebeu cartões-postais pelo pai de Hilde. Então, foi novamente ver Alberto, que veio lhe falar sobre o século XVII, o período barroco, que tem sua origem numa palavra que significa "pérola irregular", pois sua arte valorizou as formas opulentas, cheias de contrastes, com aspectos marcados pela vaidade e pela irracionalidade, tendo de um lado guerras e de outro o surgimento de potências na Europa como a França. No aspecto social barrroco, a principal característica foram as diferenças de classes. Destacam-se na época: William Shakespeare, Calderón de la Barca e Ludvig Holdberg. Neste contexto histórico, surgiu René Descartes, que foi uma pessoa que se dedicou muito a viagens pela Europa e foi o fundador da filosofia moderna, o qual foi seguido por Spinoza, Leibniz, Locke, Berkeley, Hume e Kant. Descartes elaborou um sistema filosófico, cujo objetivo foi encontrar respostas para as questões filosóficas mais importantes, como a relação entre corpo e alma, publicou sua obra “Discurso do método”, que explica que não se deve considerar nada como verdadeiro, até que se aplique o método matemático à reflexão da filosofia, para assim provar as verdades filosóficas como se prova um princípio de matemática, ou seja, empregando a razão. Para chegar a um conhecimento seguro, parte-se da dúvida de tudo. Acreditou na existência de Deus como algo tão evidente quanto o fato de que alguém que pensa era um ser. Baruch Spinoza foi um filósofo holandês que recebeu influências de Descartes, pertencente à comunidade judaica de Amsterdã, excomungado por heresia, por ter contestava a Bíblia, e sua filosofia é enxergar as coisas sobre a perspectiva da eternidade, portanto, ele era panteísta, ou seja, achava que Deus estava presente em tudo que existia. Na ética, Spinoza entendia como a doutrina viver uma boa vida. Como racionalista, Spinoza pretendeu mostrar que a vida é governada pelas leis da natureza. Passaram-se duas semanas sem contato, Sofia reencontrou Alberto, que falou sobre Locke, um filósofo empírico, o qual deriva todo o seu conhecimento pelos sentidos e seu principal livro é “Um ensaio sobre o entendimento humano”, o qual explica em primeiro lugar, de onde o homem retira seus pensamentos e suas noções e em segundo, se podia confiar nos sentidos. Acreditou Locke que todos os pensamentos e noções eram reflexo daquilo que sentimos ou percebemos através de nossos sentidos, como extensão, peso, forma, movimento e número das coisas. As secundárias eram as que não reproduziam as características verdadeiras das coisas e sim o efeito que essas características exteriores exerciam sobre os nossos sentidos. Assim, Locke discerniu conhecimento intuitivo e demonstrativo. David Hume, por sua vez, considerou de eliminar todos os conceitos obscuros e os raciocínios intricados criados até então, e retornou à forma original pela qual o homem experimenta o mundo, quando constatou impressões de um lado, e idéias, de outro, podendo ser ou simples ou complexas. A noção complexa precisa ser decomposta em noções menores para se chegar a um método científico de análise das ideias. George Berkeley foi um bispo irlandês que elaborou a filosofia e a ciência de seu tempo baseadas no materialismo. Berkeley dizia que tudo que existia era só o que percebíamos e que aquilo que percebíamos não era matéria ou substância, de que todas as idéias tinham uma causa fora da consciência, mas que esta causa não era de natureza material e sim de natureza espiritual. A alma pode ser a causa das próprias idéias, mas só outra vontade, só outro espírito podia ser a causa das idéias que formavam o mundo material. Afirmava que tudo que se vê e se sente um efeito da força de Deus. Depois, Hilde Knag acordou na casa do capitão, nas proximidades de Lillesand, foi até a janela, e no dia de seu aniversário de quinze anos, lembrou-se de que seu pai estaria de volta do Líbano em uma semana. Na janela, ela observou o jardim e depois viu no criado mudo que havia um grande pacote, embrulhado num papel de presente e viu um livro datilografado “O Mundo de Sofia”, o qual começou a ler. Posteriormente, aborda-se o iluminismo, movimento que caracterizou o pensamento europeu do século XVIII, baseado na crença do poder da razão e do progresso, na liberdade de pensamento e na emancipação política. Muitos filósofos iluministas tinham uma crença inabalável na razão humana. Immanuel Kant é outro grande filósofo, que nasceu em Königsberg, na Prússia Oriental (atual Alemanha), que sistematizou sua filosofia tanto pelos sentidos quanto pela razão, pois a razão contém pressupostos importantes para o modo como o mundo é percebido. Kant explica que o espaço e o tempo pertenciam à condição humana, sendo propriedades da consciência e não atributos do mundo físico. Afirmou que a consciência se adapta às coisas e vice-versa, sendo que a lei da causalidade é o elemento componente da razão humana eterna e absoluta, pelo fato de que tudo o que acontecia dentro de uma relação de causa e efeito, há os limites bem claros de um conhecimento seguro a respeito da existência de Deus e de que o universo era ou não infinito, o que faz a razão operar fora dos limites daquilo que os seres humanos poderiam compreender. Existiam dois elementos que contribuíam para o conhecimento do mundo: a experiência e a razão. Aborda-se depois o Romantismo, que começou na Alemanha, no fim do século XVIII, como reação à parcialidade do culto à razão apregoado pelo iluminismo e durou até século XIX, e que tinha como ordem o sentimento, a imaginação, a experiência e o anseio. Kierkegaard, de Copenhague disse que a filosofia da unidade dos românticos e o historicismo de Hegel tinham tirado do indivíduo a responsabilidade pela sua própria vida, e que mais importante do que a busca de uma verdade, era a busca por verdades que são importantes para a vida de cada indivíduo. Dizia Kierkegaard que a verdade era subjetiva, não no sentido totalmente indiferente o que se pensa ou aquilo em que se acredita, mas que as verdades realmente importantes são pessoais, e que daí as possibilidades de existência de estágio estético, estágio ético e estágio religioso. O estágio estético vive o momento e visa sempre o prazer, o estágio ético é marcado pela seriedade e por decisões consistentes, tomadas segundo padrões morais, e quem vive no estágio religioso prefere a fé ao prazer estético e aos mandamentos da razão. Georg Wilhelm Friedrich Hegel, por sua vez, reuniu e desenvolveu quase todos os pensamentos surgidos entre os românticos, e empregou o conceito espírito do mundo, ou razão do mundo, referindo-se à soma de todas as manifestações humanas, de que a verdade é basicamente subjetiva e contestava a possibilidade de haver uma verdade acima ou além da razão humana. As bases do conhecimento mudam de geração para geração e, por conseqüência, não existiam verdades eternas. Hegel dizia que a razão é algo dinâmico e que fora do processo histórico, não existe qualquer critério capaz de decidir sobre o que era mais verdadeiro e o que era mais racional. Hegel acreditava que quando se refletia sobre o conceito de "ser" não tinha como deixar de lado a reflexão da noção oposta, o "não ser" e que a tensão entre esses dois conceitos só seria resolvida pela ideia de transformar-se, atribuir importância enorme àquilo que chamou de forças objetivas: a família e o Estado. Hegel acreditou que o espírito do mundo se mostra ao indivíduo em três estágios: em primeiro lugar, o espírito do mundo se conscientiza de si mesmo no indivíduo (chama-se de razão subjetiva); depois, atinge um nível mais elevado de consciência na família, na sociedade e no Estado (chama-se de razão objetiva); e enfim atinge a forma mais elevada de autoconhecimento na razão absoluta (arte, religião e filosofia). Depois, aborda-se Karl Marx, que foi um filósofo materialista de objetivo prático e político, pois teorizou de que as condições materiais de vida numa sociedade que determinam o pensamento e a consciência, e que tais condições são decisivas também para a evolução da história. São as condições materiais que determina as condições espirituais. As forças econômicas são as principais responsáveis pela mudança em todos os outros setores e, consequentemente, pelos rumos do curso da história. Então, as condições materiais sustentam todos os pensamentos e idéias de uma sociedade sendo esta composta por três camadas: embaixo de tudo estão as condições naturais de produção que compreendem os recursos naturais; a próxima camada é formada pelas forças de produção de uma sociedade, que não era só a força de trabalho do próprio homem, mas também os tipos de equipamentos, ferramentas e máquinas, os chamados meios de produção; a terceira trata das relações de posse e da divisão do trabalho, chamada de relações de produção de uma sociedade. Para ele, o modo de produção determina relações políticas e ideológicas que podem existir. Marx dizia que toda a história era a história das lutas de classes. Pensava a respeito do trabalho humano que quando o homem labutava, interferia na natureza e deixava nela suas marcas e vice-versa. Marx foi quem deu grande impulso ao comunismo e atacou fortemente o sistema capitalista, que vigorava em todo mundo, pois seu modo de produção era contraditório, um sistema econômico autodestrutivo, sobretudo porque lhe faltava um controle racional, pois se progressivo, aponta para o caminho do comunismo. Quando o capitalismo cair, o proletariado tomaria o poder e surgiria uma nova sociedade de classes, através de uma transição pela ditadura do proletariado, até chegar na sociedade sem classes, ou seja, o comunismo, ou seja, de que os meios de produção pertenceriam a todos. Em tal estágio, cada um trabalharia de acordo com sua capacidade e ganharia de acordo com suas necessidades. Charles Darwin, por sua vez, foi um cientista que, mais do que qualquer outro em tempos mais modernos, questionou e colocou em dúvida a visão bíblica sobre o lugar do homem na criação. Darwin achava que precisava se libertar da doutrina cristã sobre o surgimento do homem e dos animais, vigente em sua época, e Ana sua obra “A Origem das Espécies”, defendeu duas teorias principais: em primeiro lugar, dizia que todas as espécies de plantas e animais existentes descendiam de formas mais primitivas, que viveram em tempos passados e pressupôs uma evolução biológica, e em segundo, explicou que esta evolução se devia à seleção natural. Sigmund Freud, por sua vez, estudou medicina na Universidade de Viena, e analisou a tensão entre o homem e o seu meio, um conflito entre o próprio homem e aquilo que o seu meio exigia dele, o que então se elucidou o universo dos impulsos que regem o ser humano, com frequência, irracionais, que determinam os pensamentos, os sonhos e as ações das pessoas. Tais impulsos irracionais são capazes de trazer à luz instintos e necessidades que estavam profundamente enraizados no interior dos indivíduos. Freud chegara a conclusão da existência de uma sexualidade infantil por meio de sua prática, o que constatou que muitas formas de distúrbios psíquicos eram devidos a conflitos ocorridos na infância. Após um longo período de experiência com pacientes, concluiu Freud que a consciência seria mais ou menos como a ponta de um iceberg que se elevava para além da superfície da água, no caso onde está o subconsciente ou inconsciente, ou seja, tudo que se reprime pela mente. Nos Nossos Tempos, Hilde gostou bastante do presente que ganhara de seu pai e não parava a leitura por nada. Na manhã seguinte, Alberto ligou e marcou um encontro no "Café Pierre" para falar sobre o existencialismo, que é como ponto de partida única e exclusiva do que se passa no mundo, no qual teve Jean-Paul Sartre como seu representante. Depois dessa explicação, Alberto deu de presente a Sofia um livro. E Hilde já estava quase no final do livro e sentia que tinha prendido muita coisa desde que começara a ler “O Mundo de Sofia”, prosseguiu com a leitura. Sofia pegou um ônibus para voltar par casa e por coincidência sua mãe estava nele. Quando chegaram ao seu destino, desceram e passaram o resto do dia organizando e terminando os preparativos para a festa. Entre os que viriam, estava Alberto. Os convidados começaram a chegar. Vieram Jorunn e seus pais e alguns colegas do colégio onde Sofia estudava. Todos estavam ansiosos pela chegada do já comentado professor de filosofia de Sofia. Então ele chegou e fez um discurso que contava tudo que estava ocorrendo. Falou sobre Hilde e seu pai e que tudo que estava acontecendo e a existência de todos que estavam ali não passava de uma brincadeira inventada para divertir Hilde no dia de seu aniversário. Os pais de Jorunn acharam aquilo absurdo e a mãe de Sofia não estava entendendo nada. Então Sofia contou-lhes que teria que ir embora com Alberto. Sua mãe, mesmo triste, aceitou e os dois sumiram pela floresta. Então, Hilde refletiu sobre o que havia acontecido e ficou curiosa para saber onde os protagonistas daquela história teriam ido parar, o que realmente tinha acontecido, mas a história tinha acabado. Quando o pai de Hilde chegou ao aeroporto, encontrou várias mensagens como as que ele mandava para Sofia. Era sua filha pregando-lhe uma peça e enquanto isso Sofia e Alberto estavam indo para Lillesand para a residência de Hilde. Durante este percurso eles perceberam que estavam fazendo parte de outro mundo, uma espécie de mundo da eternidade.Hilde esperava o seu pai no jardim onde também já se encontravam Sofia e Alberto. Eles estavam invisíveis. Quando o Major Albert Knag e sua filha Hilde foram jantar, foram para o jardim conversar. Seu pai lhe fala sobre o universo e sua origem, pela teoria do Big Bang, que foi uma grande explosão cósmica ocorrida há bilhões de anos atrás, como também fala sobre astronomia, gravidade, inércia e da noite de Ano Novo antes dele viajar para o Líbano, quando foi que decidiu escrever-lhe o livro de filosofia. Hilde estava encantada. Enquanto isso, Alberto e Sofia estavam perto do lago, e foram até o barco e o soltaram. Por fim, o livro é fascinante, intrigante e genial, um romance muito bem elaborado, que parece confuso nas entranhas das histórias de Sofia e Hilde, mas que o autor faz o leitor perceber mundos paralelos do real e da literatura, além do próprio leitor, para demonstrar possibilidades o que pode ser a busca da verdade. O livro mostra a filosofia como busca que alimenta a mente humana para pensar, refletir e questionar. É uma excelente recomendação de leitura.
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Ravy 25/07/2015

Massante
Muito chato e massante! Não consegui passar do terceiro capítulo. Detesto filosofia, vai ver que é por isso que eu não consegui ir adiante. Passei o livro pra frente.
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Tamires 25/07/2015

A Cada leitura uma descoberta
A cada vez que leio esse livro é uma nova descoberta, recomendo independente da idade.
Sempre que posso leio e sou surpreendida por uma nova idéia que talvez não tenha entendido por falta de maturidade, apesar disso não há limite de idade para ler pela primeira vez . Mesmo que seja imaturo haverá idéias e questões que despertam a curiosidade e a vontade de descobrir novas teorias
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Ana 25/07/2015

Somos Todos Barbudos
(Há algum tempo que não escrevo resenhas... Decidi me aventurar novamente, tanto por acreditar que este livro merece, quanto por querer provar a mim mesma que posso).
A visão que temos de um filósofo contemporâneo é bastante estereotipada: um barbudo de vestes relaxadas, provavelmente arrogante quanto a seu conhecimento, cético e moralista, passando seu (vasto) tempo livre fumando maconha e “brisando” nos arredores da FFLCH... É aí que entra O Mundo de Sofia.
O “Romance da filosofia” nos mostra, acima de tudo, que todos podemos ser filósofos. Melhor, que todos devemos ser filósofos! Barba e maconha dispensadas.
Sua protagonista é Sofia Amundsen, uma jovem norueguesa prestes a completar 15 anos, cuja vida é aparentemente normal, sem maiores mistérios. Até que sua caixa de correio começa a se encher de enigmas – primeiro, Sofia passa a receber lições de filosofia de um professor desconhecido; e logo em seguida, cartões postais de um major da ONU no Líbano chegam à Sofia, quando na verdade se comunicam com sua filha, Hilde. Esses dois mistérios são as duas bases do livro, e se entrelaçam elegantemente ao longo da obra.
No primeiro plano, como prometido, traçamos a história da filosofia ocidental com Sofia e seu professor, um filósofo bastante sóbrio e de conhecimento profundo chamado Alberto Knox. Com sua ajuda, entramos em contato com diversas correntes filosóficas, e os grandes nomes do “amor ao saber”. Sofia, neste aspecto, atua como um Glauco: personagem-discípulo das obras de Platão que o ajudava no desenvolvimento e explicação de seus ensinamentos. A protagonista demonstra ter suas próprias convicções, mas frequentemente se vê concordando com os autores ensinados no capítulo.
A cobertura dos filósofos e de sua época é bastante detalhada e eficiente, ao mesmo tempo em que é concisa - semelhante a um “resumo” de seu pensamento. Para aqueles que desejam um primeiro contato com o mundo da filosofia, não há melhor opção! No entanto, aqueles que desejam mais conhecimento ainda têm muita lição de casa! (Pessoalmente, senti a falta de alguns filósofos e filósofas, mas compreendo sua ausência no livro, devido ao espaço relativamente curto).
O segundo ciclo da obra, e talvez o que a diferencia de um mero livro teórico sobre a história da filosofia é, claro, o thriller do major da ONU e seus cartões postais inexplicáveis. Não entrarei em detalhes (risco de spoilers), mas posso afirmar o seguinte: o que inicialmente parece perfeitamente encaixável na razão, ou um pequeno desvio das aulas de filosofia, vai discretamente se desenvolvendo em algo simplesmente bizarro, que passa a tomar conta da narrativa - e de nossas mentes.
O leitor d’O Mundo de Sofia é, portanto, constantemente convocado para fora de sua zona de conforto: seja pelas questões debatidas pelos filósofos descritos, seja pelas questões propostas pelos acontecimentos da narração. As mesmas dúvidas presentes no homem há séculos são entregues, nuas, cruas e ainda sem resposta, àquele que por suas páginas se aventura. Assim, só podemos ter uma certeza: a de que finalizaremos a leitura um pouco zonzos, mas melhores do que quando começamos.
Elise 25/07/2015minha estante
Meu Deus, me deu mais vontade de ler ainda skjdhsakf gostei muito da sua resenha :3


Ana 26/07/2015minha estante
Ahh, obrigada! Acabei gostando mais do livro depois de terminá-lo :P




Janaina Alves 20/07/2015

Uma viagem pela história da humanidade!
Excelente livro. Te leva de carona na mente dos maiores pensadores da filosofia, trazendo profundas reflexões a cerca da nossa existência.
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Jhe 13/07/2015

Entediante, porém bom.
Eu achei ele bem entediante, romance nao é bem minha ''praia''. Mas eu achei ele ótimo apesar de estar no meio do livro a 1 ano e 1 mes, com esse livro voce aprende bastante com tudo sobre a vida, deus e etc... Voce começa a ver o mundo de outra maneira. Perguntei para alguns amigos meus que já leram e TODOS falaram que adoraram esse livro e que amam Jostein Gaarder.
Obs: Eu me irrito com Alberto Knox.
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Mallú 11/07/2015

Resenha
Resenha completa no link.

site: http://garotadapaginaaolado.blogspot.com.br/2014/10/irrealidades.html
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Rafa 09/07/2015

Simplesmente um dos melhores livros que já li ; uma aula de filosofia completa livro apaixonante não conseguia parar de ler
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Grazz Cristina 06/07/2015

A loucura lógica de Jostein Gaarder
Tenho uma história linda com esse livro, quando fui a biblioteca pedir emprestado um livro uma senhora veio entregar o mundo de Sofia, aquele nome ficou na minha mente e alguns dias depois eu retornei para entregar o meu e saí com aquele livro nas minhas mãos, sem saber absolutamente nada sobre ele, observava aquela capa azul toda surrada, desbotada, com poucos escritos e não tinha nenhuma ideia do que esperar daquela aventura, até o momento de conhecer Sofia Amundsen.

O livro conta a história da pequena Sofia uma garota de quatorze anos que vive com sua mãe na Noruega, um belo dia encontra algumas cartas endereçadas a ela sem remetente com as seguintes inquietações escritas: quem é você ? de onde vem o mundo ? a garota pensa sobre a ousadia de mandarem um cartão sem informações nenhumas e ainda a cogitação da hipótese dela não saber quem é.

As cartas continuam a chegar com os mais diversos poques com um curso de filosofia ministrado por um professor e cartas endereçadas a outra meninas relatando coisas de um futuro, é nesse momento que a história começa a ser incrível, Sofia passeia por toda a história da filosofia desde os filósofos da natureza até os pensadores dos séculos mais atuais, um instigante aprendizado de forma leve é apresentado a ela e a nós.

Sofia aprende a ser um ser pensante, a melhor analogia do livro chegou a mim antes mesmo de ser lida nas páginas convencionais do livro, no rodapé estava escrito em letras finas, acredito que seja de lapiseira: NÃO ESCONDA-SE NA PELAGEM DO COELHO BRANCO! SEJA INCRÍVEL EM VIDA! e não havia apenas este escrito mais outros e todos assinados, eram os dizeres de pessoas depois de terem lido o livro de Jostein Gaarder, achei incrível, a sensação era de estar conversando com amigos e ouvindo conselhos preciosos, depois desta euforia eu continuei lendo e vi a analogia do coelho branco e assim como os outros deixei singelamente minha mensagem pós mundo de Sofia.

Simplesmente esplendido e grandioso, um dos meus livros favoritos, fico grata por estar naquele momento que a senhora devolveu o livro tenho certeza que se não fosse aquele dia jamais chegaria nesta obra prima, Gaarder conseguiu fazer o romance da filosofia de todos os tempos com intensidade e conteúdos de ser aplaudidos de pé por horas, principalmente pelo final, ele praticamente nos golpeia dizendo que o livro é um livro e nada mais, Minhas últimas linhas são apenas de alguém que possui certeza que será a melhor coisa que leram na vida de vocês e NÃO ESCONDAM-SE NA PELAGEM DO COELHO BRANCO.

Personagem preferido: Sofia Amundsen, personagem principal do livro.

Frase preferida: O que se perde é infinitamente menor do que aquilo que se ganha. Você se perde nesta forma que você tem agora, mas ao mesmo tempo compreende que você é algo infinitamente maior. Você é o universo inteiro!

Trecho preferido: Certa vez, um cosmonauta e um neurologista russos discutiam sobre religião. O neurologista era cristão, e o cosmonauta não. “Já estive várias vezes no espaço”, gabou-se o cosmonauta, “e nunca vi nem Deus, nem anjos”. “E eu já operei muitos cérebros inteligentes”, respondeu o neurologista, “e também nunca vi um pensamento”.

site: http://www.ninguem-soube.blogspot.com.br/2015/06/biblioteca-o-mundo-de-sofia.html
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Edras 04/07/2015

Top
um dos melhores livros que já li até hoje!!! Sua abordagem sobre a filosofia faz com que nos apaixonemos por esse assunto
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Ériky 28/06/2015

Simplesmente, um amor.
Queria dar infinitas estrelas para este livro, porque 5 me parecem muito poucas. Genial, de uma escrita excelente que te prende e te alimenta.
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Katia 26/06/2015

Perfeito !!!
Livro perfeito e atemporal !! Há tempos procurava um livro para refletir da forma como fiz com esse. Personagens super bem construídos !!! Não tenho palavras para descrever como esse livro mexe com nossa cabeça. Me vi pensando se não seríamos todos nós 'Sofias' pelo mundo, a mercê de alguém, controlando nossa vida, não passando de meras criações da imaginação, como diz Alberto Knox... "Sombras no mundo"..... Apenas uma palavra pode descrever: Perfeição ! É o livro que daqui 200 anos poderá ser lido e criará a mesma sensação que criou em mim hoje.
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