O quarto fechado

O quarto fechado Lya Luft




Resenhas - O quarto fechado


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gvnnrs 19/03/2021

valeu a experiêcia (de me sentir uma perdida)
olha gente eu não tenho nem oq falar direito, sabe aqueles livros que vc termina e 1 dia depois não lembra de mais nada? foi assim pra mim
o que eu lembro de ter gostado foi a forma muitas vezes poéticas da autora escrever, por isso as duas estrelas e meia
Mael 10/02/2022minha estante
me emocionei com o Camilo estando morto e a família reagindo a tudo o que estava em volta... também fiquei perdido em várias páginas por causa dos personagens e de como a autora aborda o passado com o presente. mas é muito poético e filósofo o livro! gostei da experiência.




Gabi 26/01/2013

No início do livro deparei com as palavras de Lígia Averbuck: “Acho que escrevê-lo deve ter te angustiado muito.” Pesquisei sobre sua biografia e descobri que foi uma crítica literária, trabalhou na direção do Instituto Estadual do Livro e morreu precocemente.

A morte é o tema central de Quarto Fechado. A incompatibilidade de Martim e Renata. A união de Camilo e Carolina. A instabilidade da família. Segredos. Frustações. A morte. Acidente?

Renata é a típica mulher que se anulou “pela família”. Deixou seus interesses e quando percebeu a frustação já era tarde. Os filhos absorveram esse ambiente insalubre. A mulher é peça fundamental na estruturação da família.

Apesar de ser um livro curto, a autora soube falar da alma dos personagens. É uma leitura bem dinâmica. Dá vontade de não parar. Fiquei conhecendo uma nova palavra: Thanatos, deus da morte ou a personificação da morte. Figura com coração de ferro e entranhas de bronze.
AndersonPacheco 12/06/2017minha estante
"A mulher é peça fundamental na estruturação da família."
Assim como a figura paterna também é, Gabi. Como todos os outros integrantes do grupo familiar.




Bruno Mancini 30/03/2021

Ganhei este livro...
de minha professora. Sei que gostei da história, mas não lembro.
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Leonardo Bezerra 08/02/2022

Nunca li trabalhos de Lya Luft e nem sei se houve algum com essa temática centrada na morte, então julgo a partir desse livro exclusivamente. É fascinante como em momento algum ela tenta romantizar o que aconteceu assim como também não tenta explicar o motivo de ter acontecido. Simplesmente aconteceu e pronto. E ela realiza reflexões a partir disso, mesclando com os dramas de cada personagem.

Nenhum drama é necessariamente aprofundado, indo em sua origem propriamente dita, mas deixando pistas do que poderia ter ocasionado tal situação ou como determinado personagem atualmente se sente sobre ele. Percebi que a autora permite ao leitor que ele use de sua inteligência para entender o que está acontecendo e como se colocar perante cada personagem.

O tom sombrio do livro, nunca se permitindo a aberturas positivas, é um viés impressionante que deixa o livro mais depressivo e incrivelmente interessante. Me senti rendido pelos personagens e pela trama simples, que se situa em um velório, e como ela abre margens para várias teorias. É a espécie de livro que não conta o que acontece de fato, mas deixa tudo deliciosamente subentendido.

Apesar de curto, não consegui ler esse livro em uma sentada, em razão da ansiedade e insegurança que ele me causou. Me pegava me sentindo desconfortável como se estivesse no velório do personagem e fosse parte da família dele, sentindo todos os seus dramas no ar e extremamente sufocado e com vontade de escapar dali. É fascinante.
Alê | @alexandrejjr 09/06/2022minha estante
Tua resenha, Leonardo, faz uma bela propaganda do livro (mesmo não tendo esse propósito, claro). E é por causa dela que eu vou adicionar ele na minha estante aqui do Skoob. Parabéns!




elainegomes 26/04/2020

Sinto-me inadequada... uma ausência viva.
Os personagens são vistos através de seus perfis psicológicos, sempre em confronto social e emocional, convidando o leitor à questionamentos bem interessantes.
Toda mulher deve sonhar em casar, ser mãe e feliz?
O homem pode aceitar a própria sensibilidade?
O que é pecado, existe certo ou errado?
Qual é a relevância sobre o que o outro pensa?
E por aí vai....
TÂNATOS
E a morte pode ser contagiante, pode ser sedutora? Pode ser o alívio, a salvação?
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arthurzito 09/06/2022

Essa leitura me lembrou bastante o livro "A vegetariana", pelo ambiente temático e pela maneira crua de exibir para o leitor o inconsciente dos personagens. A história gira em torno da morte prematura de Camilo e durante o seu velório os pais do menino, antes separados, vão cada um a sua maneira reconstituindo desde o inicio a tragédia e os conflitos que os trouxe ali. Eu gostei em como a narração dos pensamentos da família foi feita, fluindo de um para o outro e explorando os sentimentos de cada um. Achei muito interessante a menção de um quadro, o que a mãe fica fascinada, e tenho para mim que a autora se inspirou no movimento simbolista para compor o livro. Infelizmente não achei a leitura muito envolvente e imersiva, para mim pareceu tudo muito linear. Acho que esperava mais do livro.
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Maria Amélia 29/06/2022

Esse romance tem uma narrativa poética, misteriosa e envolvente. Apesar dos temas tratados, eu não imaginava o rumo que a história tomaria... o final é macabro demais para o meu gosto.

"Publicado originalmente em 1984, Lya constrói uma trama de cenário sombrio. Um casal separado volta a se reunir dos dois lados do caixão de seu filho morto, revendo cada um a sua vida e o que os conduziu àquela trágica situação. Loucura, segredos, culpa, desencontros, amores frustrados, omissão e ternura sucumbem a forças negativas e fazem com que o leitor se coloque na história sentindo-se retratado, tocado, compreendido. A escritora retoma temas centrais da sua literatura: as relações humanas e a morte."
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Aline Teodosio @leituras.da.aline 17/04/2018

A história desenrola-se a partir do reencontro de Renata e Martim, separados há anos e agora frente a frente, no mesmo quarto, mas velando o corpo do filho Camilo.

E durante essa noite interminável de dor e sofrimento, em seus íntimos silêncios, as mais sórdidas memórias vão sendo despertadas das entranhas mais profundas dos personagens. É como se uma teia erros e de passos mau dados desencadeassem o sofrimento que vai derrubando um a um naquela família infeliz, fria, vazia, oca...

O livro é indigesto, incômodo, depressivo, nos faz pensar na solidão, nos arrependimentos, nas dores da alma e na morte como alento. Uma sucessão dramática de fatos que arruinaram a vida de todos... Todos. Não há alegrias, nem esperanças. Apenas um ranço pestilento que os sufoca dia após dia, como se estivessem eternamente dentro de um quarto fechado.
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Flávia Pasqualin 16/12/2019

Narrativa impecável. Apesar das poucas páginas ele consegue transmitir o âmago dos sentimentos dos envolvidos. Após um acontecimento tão trágico os personagens se veem refletindo sobre diversos aspectos de suas vidas, seus segredos e seu possível percentual de culpa no acontecido. A atmosfera construída pela Lya é desconfortável, o que aumenta ainda mais a imersão na história. Não é uma leitura fácil, devido ao seu teor, mas ao mesmo tempo eu altamente recomendo.
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Maria16212 06/09/2020

"Somos nós esses personagens, estamos aí, expostos e nus, frágeis mas corajosos, lutando por abrir caminho, por enxegar na noite, e lançar o grande brado das nossas eternas indagações."
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Vanessa.Lago 23/07/2022

Primeiro livro que leio da autora. Uma história triste e linda; a escrita tem detalhes na medida certa. Me lembrou as tragédias do Morro dos Ventos Uivantes, só que bem mais leve pra ler.
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Jujubinha 07/06/2021

?Mamãe conduzia outra condenada que já começara a morrer. Sobrevivente, ela se contagiaria aos poucos daquela morte. Os membros, o corpo, a alma de carolina morreriam devagar, e não havia nada a fazer.?

Não sei muito o que dizer... não é uma leitura tranquila, é intensa, até perturbadora. Ela incomoda, força a reflexão sobre algo que todos estão destinados a conhecer um dia e que ainda assim, procuramos esquecê-la: a morte. A vemos nos dois papéis que podemos ter nesta vida; como
o coadjuvante em luto por alguém querido e como protagonista de nossa própria morte.
Pode até ser um assunto um tanto mórbido, mas é interessante ler sobre isso, a certeza do fim. Acho até romântico. Às vezes é preciso que relembremos que vamos morrer para nos lembrar que estamos vivos, estamos vivos!
Gostei muito da maneira poética que a autora narra o romance nesta obra. Acho que os romances intimistas me cativaram.
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Bárbara 18/01/2023

Um livro cheio de simbolismos, extremamente bem escrito. Entretando, é uma leitura bastante sufocante e dura. A história se passa na revisão de vida que os personagens fazem durante um velório. E o livro inteiro é um velório, não só pelo evento principal na narrativa, mas na escrita também - no sentido de que ler é como abrir o peito para a morte e senti-la dentro de si. O fato de o livro conseguir fazer isso mostra a habilidade da autora na obra. Mas particularmente, achei pesado e desagradável, mesmo que ainda eu consiga admirá-lo literariamente.
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Li 16/11/2023

Pura melancolia
Resenha por A Garota Entre Páginas:

Li O Quarto Fechado por causa de um trabalho da faculdade. Uma leitura carregada de sentimentos, sendo o principal deles: a melancolia.

A obra de Lya Luft conta a história de uma família que carrega uma série de dores, traições e sonhos frustrados.

A história se passa no velório do filho de Renata e Martin. Camilo era um jovem que só se sentia inteiro ao lado da irmã gêmea, Carolina, e que tinha um estranho fascínio pela morte.

Além do casal e seus filhos, somos apresentados à mãe de Martin e à suas irmãs, Ella e Clara.

Todas as pessoas dessa pequena família tem alguma frustração, algum sonho ou amor que foi interrompido pela vida ou por outras pessoas. Todos eles têm que viver com suas sinas, destinados a viverem pensando nos "e se?", condenados e enclausurados por seus traumas.

A família de O Quarto Fechado está tão envolta em sua dor, em suas mágoas, que cada um de seus integrantes se fecha em si mesmo e passa a ignorar os demais. Esse isolamento tem consequências fatais, como a obra de Luft deixa claro para o leitor.

O luto e a dor são tão presentes, tão vividos e lacerantes em O Quarto Fechado que se tornam tão personagens quanto Renata e Martin.

A escrita de Lya Luft é permeada por metáforas e analogias, uma escrita extremamente poética, que nos fascina e faz refletir por horas, tentando entender o que ela quis dizer em diversos momentos. 

Com pouco mais de 100 páginas, O Quarto Fechado é um retrato de uma família dilacerada pela dor, com personagens tão mergulhados em sua melancolia que não conseguem olhar para o outro.
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lovisa 18/02/2022

fiquei muito pensativa com o final desse livro. pequeno, mas bastante carregado.
basicamente, se trata de como os familiares lidam com a morte de alguém da família e então todas as situações apresentadas giram em torno dessa pessoa.
belíssimo!
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