O Grande Gatsby

O Grande Gatsby
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Resenhas - O Grande Gatsby


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fernanda.alves. 15/04/2015

Puro Charme!
Atemporal. Esse é o segredo dos clássicos e este, definitivamente, faz jus ao título. Um livro que, mesmo simples, apresenta suas reviravoltas e instiga o leitor a querer sempre mais. Junto com o romance, vem a reflexão sobre o eterno conflito social de classes. Enfim, vale muito a pena conferir esse livro que só consigo definir como "charmoso".
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Fernanda 24/03/2015

Olá leitores! Conheci O Grande Gatsby através de uma publicação da Maiah do blog Livros e Sonhos, e ao ver a capa fiquei interessada em ler o livro. Quando li a resenha dela a curiosidade se aguçou em mim. Apesar de não ter o costume de ler clássicos acabei me arriscando com esse, afinal quem não arrisca não vive grandes aventuras, não é mesmo?

A obra é narrada pela visão de Nick Carraway, um ex-soldado tentando se manter no mundo da venda de títulos. Ele muda para Long Island ao lado da casa de Gatsby e também perto de sua prima Daisy. No passado, Gatsby e Daisy foram amantes e agora ela é casada com Tom Buchanan. Os ex-amantes mostrarão a Nick o mundo glamoroso dos ricos com suas festas e também suas traições.

A narrativa situada nos anos 20, na fictícia cidade Egg Oeste. Gatsby luta para reconquistar seu grande amor. Com o intuito de atraí-la para perto de si, ele sempre faz grandes festas, mas acaba chamando pessoas que não conhece e nem ao menos são convidadas, elas simplesmente aparecem, bebem e comem do e vão embora.

O anfitrião quase nunca é visto nas festas e, por isso, sempre surgem novos burburinhos a seu respeito. Os “convidados” vivem fazendo suposições do seu lado excêntrico. Daisy vive um casamento frustrado e, por isso, trancafia-se em sua solidão.

Nick está sempre à espreita, tentando entender o porquê de grandes festas e tantos burburinhos, até que certo dia recebe um convite especial de seu vizinho para frequentar a mansão luxuosa de Gatsby.

Nick acha o anfitrião um tanto estranho, por não comparecer na própria festa, e pensa que é um senhor de idade e, por isso, não o percebe sentado ao seu lado. Os dois tornando-se amigos. Nick e seu amigo Jordan juntam-se para ajudar Gatsby a reconquistar Daisy. Este reencontro é marcado com muita antecedência e os preparativos é como se fosse para receber uma princesa. Gatsby fica extremamente nervoso que chega a ser cômico.



O personagem principal faz de tudo na vida para tornar-se rico e reconquistar sua amada, mas o fim é trágico. Gostei muito dos personagens, mas no final descobri que a personagem venerada na história pelo Gatsby, se saiu uma bela de uma egoísta. Aliás, ultimamente só tenho lido histórias com personagens egoístas, por que será?

Gostei imensamente da obra, mas definitivamente clássicos não foram escritos para mim. A editora fez um trabalho incrível com a edição capa dura, com fotografias do autor e das versões cinéfilas da obra. Recomendo está tragédia romântica para quem ama os clássicos.

site: www.amorliterario.com
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adijobs 21/03/2015

Grande Gatsby, o sonhador
Era um adolescente quando se deu o meu primeiro contato com “O Grande Gatsby”. Essa descoberta, porém, não aconteceu pela leitura do livro homônimo ou assistindo alguma das três adaptações cinematográficas produzidas até aquela época, mas foi, inusitadamente, pela atraente sátira do filme de 1974 estrelado por Robert Redford e publicada na MAD Magazine # 172 norte-americana (MAD em Português # 7). Ávido colecionador dessa e de outras publicações em quadrinhos, à época, essa sátira ficou gravada na minha memória afetiva – talvez por ter sido uma das primeiras paródias que eu li na revista. Deixou-me também o desejo de assistir a película original, embora não fosse do tipo de filme que eu curtisse naqueles dias (francamente, eu preferia terminantemente os gêneros de aventura e ficção científica). A engenhosidade da sátira caricatural me capturou a atenção e eu pude enxergar ali parte da excentricidade e elegância dos personagens – principalmente as de Jay Gatsby (Gasbag na sátira), que me cativou enormemente pelo seu charme. Vale lembrar que eu era um adolescente tentando conquistar garotas e qualquer material que pudesse contribuir para isso me interessava.
Os anos se passaram (acrescento que fui um insucesso entre as garotas) e não assisti ao filme. Descobri que a película era uma adaptação de um romance de 1920, escrito por um tal de F. Scott-Fitzgerald. Minha determinação, a partir de então, foi a de ler o livro antes de conferir o filme de 1974, dirigido por Jay Clayton – eu já era um leitor viciado.

Quando o romance foi publicado, não fez o sucesso esperado. Fora a terceira obra escrita por Fitzgerald, que já gozava certos privilégios como escritor em virtude de seus dois romances anteriores. Inicialmente, o autor pensou que o título do livro pudesse ter sido a razão do fracasso de sua estreia – a sua intenção era titulá-lo de “Trimalchio em West Egg” (alusão ao novo-rico vulgar do “Satyricon”, de Petrônio, que se chamava Trimálquio). Esse personagem foi base para a construção de Jay Gatsby.
A verdade, é que o romance não foi bem recebido por outras razões: há nele uma crítica ácida sobre a aristocracia e o meio de vida americano. A obra resgata bem o espírito do seu tempo. Vários personagens desenvolvidos pelo autor parecem bem conhecidos do próprio, que com o sucesso dos romances anteriores passou a gozar de certos privilégios e frequentou aquele círculo elitizado, que no livro é representado pela arrogância, o hedonismo e a futilidade. Expressões de racismo e segregação também são encontradas no texto, disparadas pelos lábios do altivo Tom Buchanan, representante de uma aristocracia esnobe, virtualmente detentora da verdade e dos padrões morais de fachada. São mencionados, enfaticamente, a importância da riqueza e da estirpe. Essa última, condição sine qua non dos privilégios da boa educação e dos costumes construtores do caráter. Desconstrução da qual tratará o autor em vários contrastes.
A escolha da narrativa em primeira pessoa, feita por um jovem inteligente, honesto e de origem humilde, que é coparticipante e expectador passivo na maior parte do tempo, permite que o autor faça observações pungentes. É através do olhar de Nick Carraway que adentramos aquele mundo opulento e extravagante. Ele mesmo, avesso a tais manifestações da natureza humana. Sua narrativa detalhista e lírica soa como resgate e uma confissão que nos convence a segui-la e não deixá-la até a sua conclusão.
A introdução que Nick Carraway faz de si mesmo, logo nos primeiros parágrafos, é notável. Surpreende a menção de se manter fazer fiel à história que se propõe a contar e que, claramente, com o passar das páginas, parece escrito para resgatar uma versão fidedigna, mais da reputação do amigo e vizinho Jay Gatsby, do que dos acontecimentos em si. Desde o princípio sabemos da forte impressão que Jay Gatsby imprimiu em sua vida e, desde então, essa misteriosa figura conhecida pelas colossais festas que dá em sua mansão (para a qual concorre uma multidão de desconhecidos), parece envolvida em mistério, como que de uma aura mística.

Insinuei, no início desta resenha, a minha atração pela figura de Gatsby como um fio de gravidade definido pelo charme e elegância ostentados pela sua condição e efeito sobre as pessoas que frequentavam suas festas delirantes. Vale acrescentar que, após conhecer esse personagem tão rico, ao final da narrativa ainda não podemos dizer com certeza quem ele é realmente – o que acho incrível. Gatsby é um protagonista furtivo que, desde o primeiro instante em que o conhecemos, entendemos o que não é. Podemos facilmente apreender o que não lhe é interessante, depois o que lhe interessa, mas ainda assim não temos material para defini-lo completamente. O seu idílio parece ser tudo o que há e apenas ao entender a sua dimensão podemos nos aventurar a conhecê-lo de fato.

Há diálogos e personagens marcantes, ainda que meio estereotipados, como que para deixar claro aquilo que representam. Tom Buchanan, como mencionei, é de origem abastada, ostenta arrogância e uma superioridade que incomoda – como se fosse sua a voz da razão, que invade conversas distraídas com observações conclusivas e cheias de cinismo. Daisy, sua esposa, é uma mulher sonhadora e superficial. Encanta-se facilmente com as aparências. É interessante notar que seus diálogos iniciais parecem deslocados e incompletos, chegando mesmo a não fazer sentido. Daisy parece uma criatura inquieta, ociosa e vazia. A srta. Baker, amiga do casal, é um atraente contraponto; equilibrada e de opiniões sensatas é cativante em certo sentido, pois oferece elementos dissonantes naquele mundo de excessos e futilidades.

Apesar de um primeiro insucesso, com o tempo “O Grande Gatsby” se tornou um dos grandes clássicos da literatura, sendo terminantemente recomendável pela maneira magistral como resgata o espírito do seu tempo e pelos seus inesquecíveis personagens. Seu texto é fluido e de fácil apreensão.
O romance conta com quatro adaptações para a telona, sendo a última uma produção recente, que estreou este ano e que conta com Leonardo Di Caprio no papel principal.

A edição de bolso da companhia das Letras com o selo “Penguim Companhia – Clássicos”, que foi a edição que eu li, conta com uma longa introdução analítica da obra. Sua leitura revela diversos aspectos importantes da trama e deve ser lida, preferencialmente, após a narrativa. A própria edição conta com inúmeras notas de rodapé que contextualizam e esclarecem certos elementos que fazem mais sentido para a época em que o livro foi publicado.
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Luciana Lís 27/02/2015

Nick Carraway, um jovem recém-estabelecido em Nova York, é o narrador deste romance. Sua personalidade é taciturna e observadora, e embora se envolva no brilho da cidade – que exprime a prosperidade dos EUA pós-primeira guerra –, o rapaz é bastante frio e enxerga a rotina do “sonho americano”, embalada ao som do jazz, como fútil e vazia, sem precedentes morais. Sua vida em Nova York o expôs a uma história de paixão, luxo e tragédia.

Em sua módica residência em Long Island, Nick vive ao lado da mansão de Jay Gastby, um milionário cuja fortuna é oriunda de fruto desconhecido, o que o transforma num folclore – Gastby dá festas estupendas e recebe centenas de pessoas - atletas, mafiosos, políticos e artistas que desconhecem o anfitrião.

Gatsby se aproxima de Nick e revela as suas razões: todo o dinheiro que conseguiu e as festas que oferece em casa são a possibilidade que ele criou para atrair a bela e fútil Daisy, com quem mantivera um relacionamento no passado, e está casada com o torpe Tom Buchanan – Daisy é prima de Nick, que não tarda e acaba promovendo um comovente encontro entre os dois. A partir daí, o romance fica a cada linha mais emocionante – traições, passeios e jazz, as frágeis personagens dançam diante dos olhos do leitor até o desfecho sombrio e inesperado. Gatsby é uma das personagens mais carismáticas da literatura americana – bonito e rico, o rapaz é sonhador, mas diante do seu maior desejo é solapado por uma frágil autoestima. “O Grande Gastby” figura em listas importantes como a dos jornais Le Monde e New York Times, e, ainda, na extinta Revista Bravo!, como um dos 100 livros mais importantes da literatura universal.

Fitzgerald era escritor da “geração perdida” norte-americana, que se refere a um grupo de escritores que viveu em Paris e em outros pontos da Europa após a primeira grande guerra e a grande depressão norte-americana. Fitzgerald, Hemingway, T.S. Eliot, Ezra Pound e outros grandes escritores fizeram Paris povoar o coração dos apaixonados pelas histórias da Era do Jazz.
Por: @lucianalis

site: Para mais resenhas: instagram.com/coletivoleituras
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Matheus 13/02/2015

O Grande Gatsby - F.Scott Fitzgerald
O clássico obrigatório da literatura americana conta a história de Nick Carraway, que ao se mudar, conhece o seu vizinho, (acompanhado do seu estilo de vida) Jay Gatsby. Um homem misterioso, que promove imensas festas em sua mansão.
Começando por Gatsby, que é um personagem interessantíssimo. Ele misterioso e solitário, amargo e esperançoso e quando ainda não conhecemos seu objetivo, ele nos deixa intrigado. A Daisy também é uma personagem maravilhosa, muito bem trabalhada, assim como Tom, que para mim, é o melhor personagem da obra. Ele é o retrato de tudo que é mais odiado. É racista, machista, egoísta, mentiroso, e como uma pessoa assim poderia ser amada?
O livro trás ótimas discussões. Os dilemas apresentados, de forma sutil, são bem apresentados e a crítica ácida, mas cautelosa de Fitzgerald é que dão o toque especial que fez a obra se transformar em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A leitura é fluida e mesmo que tenham se passado tantos anos desde sua publicação, ela não é, de forma alguma, datada. Pelo contrário, continua bastante atual, trazendo as ótimas discussões e críticas a todo o tipo de pessoa até os dias de hoje.

Mas confesso que não é algo que me marcou. Apesar de todos esses elogios, não consegui me apegar muito aos personagens, e me aproveitei mais do plano de fundo apresentado por Fitzgerald. Mas não se confundam, os personagens são ótimos, talvez o problema seja realmente comigo.
A narrativa é bastante eficaz. Nós vemos tudo de dentro dos acontecimentos, não do lado de fora, e isso te transporta de uma ótima maneira para a época em que se passa. É interessante relatar é que em alguns momentos do livro, o narrador (Nick Carraway) é imparcial a certas coisas. Fitzgerald deixa a reflexão a nossa escolha. O final do livro e melancólico e reflexivo e cabe bem com a mensagem passada pelo autor.
O livro é interessante, nos ajuda a entender a mentalidade americana do século XX e nos ajuda a refletir um pouco mais sobre os reais valores da vida. É ótimo e deve ser lido.
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Livs 04/02/2015

Surpreendente: essa é a palavra pra descrever essa narrativa.
O começo é incrivelmente massante e monotono, com uma narrativa descritiva muitas vezes tediosa, o que nos leva a achar que o resto da historia vai ser assim também.
Não é uma história que te prende, embora a leitura seja fácil não é das mais agradáveis e interessantes. Interessante mesmo é o contexto histórico no qual se passa a narrativa.
Mas, surpreendentemente, quando você não tem mais esperanças de que a história vai chegar a algum lugar, uma cadeia de acontecimentos começa a se desenrolar, e aí sim - lá pro final do livro - a historia passa a prender o leitor.
Quando o livro acaba eu me encontrei num estado "mindblowing" . Não acreditava que aquele livro chatinho , que eu ja tinha me arrependido de ter começado a ler, tivesse tido um final tão surpreendente.
Vale a leitura.
Vanessa 12/02/2015minha estante
Verdade, ano passado comecei a ler e abandonei logo no primeiro capitulo... Muito entediante!!! E considerando que ele é um livro fino você fica imaginando se vai ficar naquela mesmice o livro inteiro, mas agora vi o filme e fiquei doida pra ler, vou tentar de novo pra me surpreender também :)




wildfoxx 16/01/2015

Este não é um livro sobre máfia
Fiz um vídeo falando sobre este livro. Se quiser conferir, aí está o link :D

site: https://www.youtube.com/watch?v=MwuLX_84p6E
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Ágata Bresil 12/01/2015

Gatsby é completamente diferente do que eu imaginava. Eu nem sequer tinha lido a sinopse da estória e eu gostei de ser surpreendida em cada linha. Fitzgerald toma forma no corpo de Nick Carraway, o narrador e personagem do livro. Carraway, após terminar seu serviço como soldado na guerra, se muda para trabalhar com venda de títulos e então conhece seu vizinho Jay Gatsby, dono de uma casa esplendorosa e cheia de vida, que respira através de suas festas, luzes e convidados ilustres. Os únicos contatos que Nick tem é com sua prima Daisy e seu marido Tom, que estudou com ele na faculdade.

Nick é um personagem pacífico, ele está ali, claramente, para absorver a história, é uma pessoa nobre em suas atitudes e apesar de seus julgamentos precoces, ele se permite mudar de ideia, tendo sempre postura de bom moço. Ao encontrar Gatsby, ele mergulha em um mudo completamente misterioso e diferente do que está acostumado. Apesar de não gostar muito de festanças, ele participa das festas do vizinho e analisa as tipicidades de uma forma natural e assim podemos ver um mundo glamoroso pela visão do narrador, que tanto quanto caracteriza como algo esplêndido e mágico, também revela o lado negro e infeliz que se esconde por baixo dos panos.

Gatsby é por si só, um material e tanto... cheio de lacunas e rumores a respeito de seu passado. Logo Nick descobre que nada do que dizem é verdadeiro e encontra no anfitrião um amigo. Jay Gatsby é um homem que se esconde por trás de seu dinheiro, que guarda sua dor protegendo-a com a ilusão. Já Daisy é uma mulher encantadora que, automaticamente, pode-se prever, encantou Gatsby, mas essa é uma história que só se pode ser lida e não contada assim, por alguém que não seja Fitzgerald, parece injusto revelar a melhor parte, revelar o grande segredo que Gatsby tanto se esforçou para esconder. Daisy tem o poder feminino em suas mãos e ela bem sabe dominá-lo através de seus amáveis tons musicais enquanto fala e seus adoráveis sussurros capazes de fazer qualquer um se sentir especial, mas Daisy é infeliz e isso me deixou desanimada quanto a ela. Uma pessoa que desiste fácil de seus sonhos em troca de uma segurança falsa e um respeito precário na sociedade.

Eu sinto em dizer que eu até que esperava mais do livro, mas mesmo assim ele me surpreendeu de diversas formas e F. Scott Fitzgerald é mestre em nos mostrar o óbvio que se camufla no dia a dia. Não importa que o livro se passe nos anos 20, o enredo tocará a consciência de todos os que vivem em um mundo de sentimentos, sonhos e amores inesquecíveis.

site: http://tudotemrefrao.blogspot.com.br/2013/07/resenha-o-grande-gatsby.html
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JV 10/01/2015

Não foi o tipo de livro que me prendeu, mas no final achei que foi satisfatório, regular.
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Sabrina Aiedo 03/01/2015

Esperança
Minha curiosidade ao inciar a leitura desta obra foi a de ser comparada como uma ilustração da própria vida do escritor Scott Fitzgerald, não me aprofundei a respeito desta citação, porém percebemos durante o decorrer da história que o esmero e até mesmo a afeição com que foi criado o personagem de Gatsby mostra a familiarização que o autor transparece ao caráter do personagem.
O livro surpreende por não ser um romance medíocre e superficial, focado apenas no sentimento do amor ideal e sublime entre os personagens, pelo contrário nos remete a uma angústia e expectativa até o último capítulo, onde nos damos conta de que o mais importante são os momentos que nos levaram a sentir o que Gatsby sente, a esperar que seus planos e suas estratégias tornem seu sonho realidade.
Outra emoção que o livro traz é a frustração, pois quando o lemos esperamos uma história que nos faça acreditar e perceber que as coisas podem ser diferentes e que as pessoas ainda podem acreditar em algum sentimento maior (o livro tem essa característica), acreditamos que o seu grande amor (Daisy) entenderá as razões pelas quais ele a abandonou e retornará ao seus braços para que ambos possam desfrutar de uma vida de riquezas e extravagâncias juntos, porém o livro nos faz aterrizar lentamente, nos dá dicas a medida em que avançamos as páginas, de que erros cometidos nem sempre podem ser concertados, e também de que há erros inevitáveis.
Enfim, é uma grande leitura, você irá do céu ao inferno, verá todas as suas frustrações refletidas nos sonhos de Gatsby, verá que muitas vezes se espera muito de pessoas que simplesmente são diferentes de você e que nem por isso essas pessoas estão erradas e você certo, verá que existe uma linha muito tênue entre a realidade e a fantasia, você irá se apaixonar por Gatsby e odiá-lo ao mesmo tempo.
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Café com Personagens (Lú Fideliz) 25/12/2014

O Grande Gatsby - Resenha
Uma leitura crucial para os apreciadores dos Clássicos! O autor audaciosamente faz uma crítica à classe média alta Americana, na qual era extremamente fútil, contrastando ao caos pós Primeira Guerra.

Long Island / Nova Iorque, verão de 1922.
Os personagens vivem em um ambiente regado a festas extravagantes, casamentos por interesse, traições e casas suntuosas. Onde o dinheiro faz com que o amor seja deixado em segundo plano.

Nick Carraway, jovem comerciante, formado recentemente na Universidade de New Haven acaba de se mudar para uma residência simples entre as mansões de Long Island, se tornando vizinho e amigo de Jay Gatsby.

É Nick quem vai narrar a história de “O Grande Gatsby”.

Jay Gasby, famoso pelas festas surpreendentes realizadas em sua mansão; toda semana centenas de pessoas comparecem à casa de Gatsby. Mas o novo milionário tem um só interesse ao dar as tais festas: atrair Daisy.

Amor da adolescência de Gatsby e que agora é casada com Tom Buchanan, nobre de berço porém, egocêntrico e machista.

Daisy é uma personagem superficial e detestável (a meu ver).

Mesmo assim, com a ajuda de Nick, Jay Gatsby vai fazer de tudo para trazê - la de volta aos seus braços.

Gatsby é doce ... sonhador. E Nick, um grande amigo.

Com exceção dos dois, o restante dos personagens são pouco profundos, mas nem por isso a trama deixa de ser cativante.

Os últimos parágrafos me sensibilizaram.

site: http://cafecompersonagens.blogspot.com.br/2014/12/o-grande-gatsby-resenha.html
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Estelia 20/12/2014

Surpreendente
Li o livro por indicação, e confesso que fiquei curiosa quanto ao titulo da obra. Assim no decorrer da leitura é possível constatar que Fizgerald possui uma sensibilidade ao criar Gatsby, e conseguiu unir elementos reais, atuais a época da escrita e a época de hoje, onde percebemos que muitas vezes nós deixamos levar por normas e até mesmo por conveniência. Grande leitura.
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