O Grande Gatsby


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Resenhas - O Grande Gatsby


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susan kelle 14/11/2014

o grande gatsby
O grande gatsby narra uma historia de amor e loucura jos meados dos anos vinte. Na minha opiniāo, mais loucura do que qualquer outra coisa. Fala sobre sonhos de amor, encontros desencontrados, e a embriaguez que a futilidade nos causa. É misterioso e romantico nas doses certas, uma deliciosa tragedia de amor.
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Franciele 25/10/2014

Tragedia na era do jazz
É simplesmente perfeito, parece que você entra na história, e realmente vive na era jazz.
O livro é rico em detalhes, os personagens são cativantes, não tem como não gostar do Jay Gatsby ou melhor de todos personagens, a forma que é demonstrado o sentimento de cada um. (principalmente do narrador - Nick Carraway)


site: https://www.facebook.com/franciele.mille
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Matheus Lopes 15/10/2014

Gostei, mas de um modo diferente.
Logo que entrei em contato com o livro houve um estranhamento. Até o seu fim estive profundamente incomodado com a atmosfera criada por Fitzgerald, que molda os personagens e os ambientes sempre com muito brilho e velocidade, como a própria época de escrita e movimento literário do qual faz parte sugerem. Porém, a ambientação não me agradou. Fui lendo aos poucos mais para saber no que iria dar do que por prazer, até que toda a atmosfera foi enfim assentada e o lado real do livro apareceu.
Infelizmente tratar mais sobre isso seria dar alguns spoilers, então me deterei no fato de que o livro vale a pena ser lido. É sem dúvidas uma grande obra, e com as anotações da minha edição (Penguin-Companhia das Letras) se tornou ainda mais interessante.
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Amanda 13/10/2014

"(...) perdera aquele seu cálido e antigo mundo, pago um preço demasiado alto por haver vivido com um único sonho."
Quando comecei a ler O Grande Gastby, admito que a leitura pouco me agradou, era apenas mais uma história de casais riquinhos e adúlteros, personagens desinteressantes, que não fazem com que você se apegue a eles.
Mas conforme a história foi se desenrolando, percebi que isso era apenas uma pequena primeira impressão:
Começando a história com Nick, que recentemente mudou-se para Wets Egg, e é vizinho de um sujeito estranho chamado Jay Gastby. E embora pareça que a história é de Nick, vemos que ele é apenas um narrador wallflower, posicionado apenas para contar a história de Gatsby e Daysi.
O engraçado é que a história parece clichê, mas nos leva por um caminho imaginável, cheio de traições, amores, festas e assassinato.
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Flávia 11/10/2014

Eu me rendo. Ano passado tentei ler esse livro, mas não consegui. O que consegui foi odiar a escrita do Fitzgerald, como muita gente tem comentado. Mas, decidi assistir ao filme e como não gosto de ver filme antes de ler o livro resolvi encarar o desafio, mas não só isso, assisti ao vídeo da Amanda do canal Lendo e Comentando e ela conseguiu me convercer. Que bom. Eu AMEI essa história. Foi só uma primeira impressão ruim, aprendi a lição, um livro bom merece o momento certo para ser lido e compreendido.

Não vou ficar falando sobre o enredo, que a essa altura já deve ser conhecido da maioria. O fato é que preciso elencar alguns dos motivos que me fizeram amar Fitzgerald e O Grande Gatsby, mas é muito difícil falar de um livro quando nos apaixonamos por ele:

1- É o primeiro livro que leio do Fitzgerald. O texto é muito bem escrito, a história é envolvente e Nick Carraway sabe contar uma boa história. Uma história sobre a tentativa de se resgatar um grande amor, um homem que não mede esforços para trazer para perto de si, a única mulher que amou na vida. Num desses caprichos do destino eles se separaram e a maneira como se reencontram é espetacular.

2- A época e o lugar onde a história é ambientada. Claro que a percepção fica mais fácil quando assistimos ao filme, mas como o livro foi publicado pela primeira vez em 1925 e a história se passa no verão de 1922, na cidade de Nova York e Long Island, ainda no período da Primeira Guerra Mundial, o nosso protagonista, Jay Gatsby, esteve na guerra e naquela época os Estados Unidos passavam pelo período da lei seca, a proibição da venda de bebidas alcoólicas. Era uma década próspera para os americanos, tanto na música com a ascenção do Jazz, inclusive entre os brancos e ricos, o cinema, as artes em geral até a queda da bolsa de Nova York em 1929.

3- Os personages retratados nesse romance são os da alta sociedade, com todos os seus podres e quedas por bebidas, mulheres, muita frivolidade e desperdício, mas Fizgerald criticava esse comportamento através das observações de Nick Carraway, que no filme está a cara do Fitz. É também uma crítica ao sonho americano, em que se pregava a igualdade de oportunidade e liberdade para todos os americanos, mas vemos que conforme o segredo da fortuna de Gatsby vai sendo revelado, as coisas não são tão cor de rosa assim.

4- Outra coisa que gostei muito foi como Gatsby foi aparecendo no romance, através da voz de Nick Carraway, um desenvolvimento psicológico de um homem excêntrico, que construiu uma casa que mais parecia a Disneylândia, do lado oposto de uma ilha onde ficava a mansão da mulher que amava, Daisy Buchanan, para que ele ficasse observando-a dia e noite, na esperança de que um dia eles pudessem se reencontrar. A suntuosidade da casa, suas roupas impecáveis, um automóvel feito sob encomenda para demonstrar o quanto o dinheiro podia comprar e dezenas de pessoas estranhas frequentando sua casa. Ainda assim, um homem extremamente solitário, característica muito bem desenvolvida por Fitzgerald, apesar de Gatsby viver cercado diariamente por dezenas ou centenas de pessoas quando dava suas festas, desejando que o tempo recuasse em 5 anos, momento em que conheceu Daisy, para que ele pudesse estar novamente com ela e escrever um outro destino.

5- As festas dadas por Gatsby, impregnadas dessas frivolidades que enchem os olhos de muitos é tão atual, se compararmos as celebridades e sua vida fútil estampadas nas páginas de revistas e jornais, pessoas que bebem, usam drogas mais pesadas e isso se transformando em uma rotina, como se essa fosse a verdadeira vida. No caso dele, havia sempre a esperança de que um dia Daisy comparecesse a uma dessas festas.

6- E por falar em Daisy. Essa é uma personagem que nos divide. No início ela passa a impressão de ser vítima, nos apiedamos de sua situação, casada com um homem rico, mas do tipo valentão, que achava que tinha direito a se deitar com todas as mulheres que lhe atraiam e ela mesmo sabendo disso, nunca tomou nenhuma atitude. Aceitava. Será que era porque essa era uma condição muito comum as mulheres daquela época ou será porque Daisy não sabia viver sem dinheiro? Com aquele final, fico pensando que ela amava mais o dinheiro do que Gatsby.

7- Fica claro também que Gatsby amava uma ilusão, uma Daisy que nunca existiu e que ele talvez influenciado por tudo que aconteceu em seu passado, os acontecimentos da guerra, forjou em seu pensamento, a mulher perfeira, única digna de seu amor. E pagou um preço alto por isso. E que final de história. Eu acho que todo mundo deveria fazer um esforço para ler esse livro, porque estamos diante de uma grande história que conta muito nas entrelinhas do que talvez nas exatas palavras que lemos no texto.
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Larissa Castro 14/09/2014

"Tomorrow we will run faster..."
Por meio de um texto brilhantemente construído, com sua complexidade disfarçada por uma aparente simplicidade e por uma leitura capaz de proporcionar imenso prazer, F. Scott Fitzgerald vem nos apresentar aquela que, como pressentiu ele, viria a ser considerada sua obra-prima, permanecendo até os dias de hoje na posição de cânone da literatura norte-americana.

Os acontecimentos são descritos a partir da perspectiva do narrador Nick Carraway, um homem comum que, à medida que vai escrevendo seu livro sobre a estória do seu rico vizinho Jay Gatsby, reporta ao leitor, em um texto não linear, o que vê acontecer à sua volta, de forma relativamente neutra e livre de julgamentos. Como Gatsby é uma figura bastante misteriosa, muitos boatos correm a seu respeito, e, como o conhecimento dos fatos é limitado por registros impressionistas de Nick, cabe ao leitor decidir o que fazer com as informações apresentadas pelo mesmo. Gatsby que Nick até então conhece apenas por ouvir falar o nome e pelas imensas e luxuosas festas que organiza na sua residência logo ao lado para figuras de suposto prestígio que compõem a elite aproxima-se de Nick motivado pelo interesse em sua prima, Daisy casada com o arrogante Tom Buchanan e é a partir desse ponto que a narrativa ganha força, com seus mistérios se entrelaçando às dúvidas com certo ritmo freqüente, e se resolvendo em seguida, porém aos poucos, e sem se desfazer da capacidade de manter o leitor envolvido, demonstrando a incrível habilidade e genialidade que Fitzgerald emprega ao desenvolvimento da obra, a despeito de seus problemas relacionados ao alcoolismo, que, aparentemente, não interferiam na seriedade aplicada ao seu trabalho.

O Grande Gatsby é um registro alegre dos hábitos da sociedade dos Anos Vinte época que o próprio Fitzgerald definiu como "a mais dispendiosa orgia na História" regado a muito Jazz, festas e riquezas freqüentemente geradas pela fabricação e comercialização ilegal de bebidas alcoólicas, mas sem dispensar a impressão de uma visão crítica sobre tal sociedade.

O título justifica inteiramente a obra, seja pela profundidade com a qual Gatsby mergulha em suas aspirações, pela sua fortuna e seus exageros que possivelmente representam a personificação do American Dream, com seu idealismo definidor do caráter americano ; também por sua magnificência e sensibilidade, mas, sobretudo, pela grandeza com a qual Gatsby encanta o leitor, por sua paixão e determinação inesgotáveis. É quase impossível não amar Gatsby, e assim, também, é quase impossível não morrer um pouco ao final do livro.
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Gabriela 06/09/2014

O livro por trás das festas
Gatsby sempre foi como um fantasma ou uma lenda me circulando. Eu via pessoas falando sobre ele, sabia que era sobre festas e me perguntava o que era tão mágico nele. Ainda bem que minhas expectativas não estragaram o livro, porque quando finalmente criei coragem e o li, consegui enxergar completamente o motivo de ser um clássico.
A questão é que há uma diferença entre a elite que vemos na mídia e nos livros da atualidade e as de antigamente. Só o ambiente, Nova York da década de 20, é fascinante. Então acompanhamos Nick descobrindo essa cidade. Nick é um personagem-narrador “wallflower”. Sua função é exatamente essa: ser um narrador, não um personagem. Ele não tem muito destaque, e serve apenas como conexão entre o leitor e o drama que se desenvolve na alta sociedade de NY. Conhecemos sua prima Daisy, que, apesar de não ser uma personagem que podemos nos conectar e entender, deixou-me intrigada. Tom, seu marido, foi o único personagem de quem eu não gostei, mas ele foi criado justamente com esse propósito.
Durante a narrativa rápida, todo um clima misterioso vai se construindo ao redor da imagem de Gatsby, que fica na penumbra até Nick ser convidado para uma de suas famosas festas e eles se tornarem amigos. Gatsby e Jordan se tornaram meus personagens favoritos, mas de modo geral, com exceção de Tom, todos me cativaram. A diferença entre as histórias que abordam a elite de antes e a de hoje é que Fitzgerald acrescenta profundidade, diferente das de hoje.
Se você quer começar com um clássico, eu com certeza recomendo “O Grande Gatsby”. É dramático e é intrigante, e eu daria 4 de 5 estrelas antes de chegar ao final. Ah, o final. Eu fiquei chocada, eu xinguei o autor carinhosamente, eu tive que colocar o livro na minha cômoda e respirar um pouco para absorver a informação. Mas é claro que, embora trágico, eu amei o final, transmitiu a mensagem de Scott muito bem, provou a profundidade do que ele tinha para denunciar.

site: http://entrepaginaseimagens.blogspot.com.br/
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Máh 31/08/2014

"E assim avançamos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado." - pág.241
Quando se gosta muito de um livro, a tarefa de resenhá-lo torna-se muitíssimo árdua. Eu amei todas as palavras de O grande Gatsby. Foi um amor platônico logo nas primeiras frases;

" - Sempre que tiver vontade de criticar alguém - ele disse -, lembre-se que ninguém teve as oportunidades que você teve." pág.65


e, no decorrer das páginas, se transformou no amor celestial de Platão.

Existem muitos livros com boas histórias. Existem, também, muitos escritores com boas narrativas. Há os que conseguem fazer boas frases de impacto, marcantes. Também existem alguns, quem possuem uma qualidade mais rara, que conseguem descrever a alma e a personalidade humana nas suas mais diversas formas. Em O grande Gatsby, Fitzgerald administra com maestria um pacote completo dessas boas características.

Não pretendo me ater em resumir a história da obra - o resumo introdutório faz isso de uma boa forma. Só quero ser capaz de motivar alguém a ler esse livro maravilhoso.

Gatsby é um personagem extraordinário. Mesmo influênciado pelo determinismo, ele nunca deixa de ser essencialmente bom. Um romântico e idealista, capaz de lutar cegamente - e quase de modo infatil - por seu sonho. Daisy, que é a personificação de seu sonho, leva Gatsby a construir uma vida e um novo "eu", somente para conquistá-la. Assim como todos nós, ele controí mascarás que são capazes até mesmo de convence-lo, mas que não são capazes de perdurar.

"Ele sorriu de forma compreensiva - muito mais que compreensiva. Era um daqueles raros sorrisos com o ar de eterno consolo, do tipo que você só encontra umas quatro ou cinco vezes na vida. Parecia encarar a eternidade do mundo inteiro por um instante, e então se concentrava em você com uma irresistível tendência a seu favor. Parecia compreendê-lo até o o ponto em que você desejava ser compreendido, confiar o tanto que você gostaria de confiar em si mesmo, e assegurá-lo de haver transmitido exatamente a impressão que, em seu melhor momento, você desejaria passar." pág. 111


Nick, primo de Daisy, vai morar ao lado de Gatsby e consegue enxergá-lo como ele realmente é. E, por isso, ele resolve narrar essa história.

Durante o livro, é possível notar o quão previsíveis e - mesmo que seja contraditório - imprevisíveis são os seres humanos, como a vida não é justa.

Quando sou cativada por uma história, como fui por essa, sinto necessidade de ler um pouco sobre quem a escreveu.
Fitzgerald viveu nos anos perdidos, conviveu com vários intelectuais e artistas e amou, até o fim de seus dias, Zelda - uma mulher complicadíssima. É possível encontrar muito de sua experiência particular nesse livro. Até agora me pergunto quantas metáforas para sua vida deixei passar nesse livro.

Vale muito conhecer um pouco mais do autor e ler essa obra magnífica. Sei que muitos leitores não gostam muito de clássicos. Contudo, mesmo assim indico a leitura desse. Tenho certeza que ninguém terá dificuldades para ser físgado por essa leitura.

Como última consideração, eu gostaria muito de ter escrito O grande Gatsby. Torço para que ele perdure por incontáveis gerações.

site: http://stormofbooks.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-grande-gatsby-por-scott.html
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Magi's 25/08/2014

O Grande Gatsby- Resenha
Síntese da história

A história se passa em Nova York e podemos dizer que se trata de um romance de costumes, ou seja, ao ler o livro o leitor é convidado a conhecer o estilo de vida da elite novaiorquina no início da década de 1920, um período de prosperidade econômica.

O cenário principal da história é uma ilha chamada Long Island, de um lado da ilha (West Egg) moram o Nick, narrador da história, e Gatsby, do outro lado (East Egg) mora Daisy, prima de Nick e amor antigo de Gatsby.

Então, o Nick aluga uma casa bem simples na ilha ao lado da mansão de Gatsby. Porém a princípio ele não conhece o vizinho, apenas vê as festas que ele promove. Aliás quase ninguém conhece este anfitrião porque ele nem sempre aparece nas festas e também, por ele ser um homem misterioso, há VÁRIOS boatos sobre a origem de sua riqueza.

Pois bem, um dia o Nick recebe um convite para uma das festas do Gatsby e é lá que ele conhece o nosso protagonista, eles se tornam amigos e é através desta amizade que o Gatsby se aproxima novamente da Daisy e a história se desenrola.



Avaliação

Que livro bom!!!
Gostei muito da construção da história e dos personagens, a escrita do Fitzgerald é boa e fluída. Mas o que eu mais gostei, foram as várias metáforas e representações contidas na história e as críticas sociais que acompanharam cada uma delas. A meu ver, ele foi sutil ao tratar de temas como futilidade/superficialidade da vida e das relações, porém foi no ponto certo, tão certo que em 1925 (ano de publicação) ele denuncia indiretamente o glamour e ostentação de uma elite próspera economicamente e quatro anos depois veio o resultado disso com a crise da bolsa de Nova York. Então assim, óbvio que o autor não sabia que a bolsa ia quebrar dalí a quatro anos, mas tocar nesses assuntos, naquele momento, mostra quão precisa foi sua leitura social e transplantar isso para a ficção, com todos os limites que uma produção literária tem é excelente. Fitzgerald nos faz pensar sobre a brevidade de nossas relações também, o livro não deixa de ter um pézinho na nossa realidade século XXI.
Gi!!!


Bom, eu não gostei muito desse livro, acho que sou uma das poucas pessoas a dizer isso. Eu gostei da sacada final do livro, o final é mesmo surpreendente como todos falam. O autor faz uma crítica à sociedade rica da época, e como eles não se importam um com o outro, uma coisa meio blasê. E os comentários que o narrador da história, Nick, solta também são bacanas. Porém, não foi um livro que me atraiu e me instigou a lê-lo. Lembrando que ele é um dos maiores clássicos norte- americanos da época, então para quem curte clássicos, fica a dica de leitura.

Ma!!!
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Dani 20/08/2014

Breve opinião.
leitura gostosa e rápida. Gostei bastante da história, mas fiquei triste com o desfecho da história. Um problema que me deparei na edição bilíngue da editora Landmark é que a parte em português está mal traduzida, contendo vários erros e palavras repetidas. é uma edição linda, capa dura... mas com esses erros.
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Renata 19/08/2014

O Grande Gatsby
Então, Grande Gatsby. Um dos livros que estão na capa da comunidade. Livro de Francis Scott Key Fitzgerald (1896-1940) e facilmente encontrado em muitas listas de clássicos da literatura.

A história narrada por Nick Carraway conta de seu conhecimento e relacionamento com Jay Gatsby, o grande. Estes dois personagens unidos a Daisy formam o núcleo em que se desenrola a história. Fitzgerald foi muito hábil em retratar o lugar social de cada um dos personagens, o que significava caracterizar o modo de vida, de perceber o mundo, bem como o caráter daqueles indivíduos.
Nick Carraway inicia sua narrativa rememorando o conselho dado por seu pai para que antes de julgar os outros ele atentasse para os privilégios que teria tido em sua vida.
Acho este um dos melhores parágrafos do livro, completamente atual quando pensamos na necessidade de discutir a desigualdade social, não somente econômica, mas também cultural. Não sou absolutamente contra a ideia de mérito, mas é preciso não perder de vista que se nossos esforços nos levam ao sucesso este raramente deixou de contar com algum tipo de suporte, geralmente fornecido por nossas famílias.
Nick Carraway representava o meio termo da história, tinha uma família que lhe apoiava mas precisava se esforçar para ganhar a vida. Diferente de Daisy que vivia em um mundo de luxo completamente dispersa da realidade do mundo, com o passar do livro vemos que seu núcleo é o retrato do egoísmo e da falta de empatia humana.
Jay Gatsby apesar de estar no outro extremo da escala social se vê impelido a este mundo de luxo e riqueza, construindo uma história de vida que impressionava mais do que a opulência que demonstrava no cotidiano das festas que patrocinava à sociedade da época. Contudo, toda riqueza alcançada por Gatsby não se justificaria em si mesma, pelo contrário, seu objetivo primordial estava no amor que ficara em seu passado.
Apesar de todas as histórias mirabolantes que circulavam em torno de sua pessoa, Gatsby era um romântico e sobretudo um ingênuo. Seu amor o cegara para a conformação do caráter de sua amada que em determinado momento de pragmatismo iguala amor à dinheiro, quaisquer deles podendo ser razão para determinar seu futuro.
Gatsby é um sujeito muito misterioso, as poucas informações que temos dele são desencontradas e ele mesmo fala muito pouco, ainda assim consegue ser carismático e no fim do livro vai ter conquistado o leitor, o que nos faz sentir com mais pesar e revolta o desenrolar da história.

Fitzgerald retrata muito bem uma época, tanto em sua opulência quanto em sua miséria. Contar mais é contar demais, Bom livro.
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Só Mais Um 19/08/2014

O Grande Gatsby - Blog Só Mais Um
Escolhi o livro aleatoriamente, enquanto procurava Grandes Esperanças e Um Conto de Duas Cidades, do Charles Dickens. Não posso negar que a capa (a verde e dura) foi o que me seduziu primeiro e, depois, o título do livro que, logo lembrei, também era o título de um DVD que eu havia comprado há um ou dois anos e nunca assisti.

Essa edição das fotos não é a minha favorita, como já falei. A publicitária dentro de mim treme ao ver todos esses elementos misturados na capa e essas cores... Mas ai eu lembro que foi feita nos anos 70, e lembro de tudo que era feito naquela época (graficamente falando) e me sinto um pouco melhor.

Não lembro a primeira vez que ouvi falar do livro, mas tenho quase certeza que foi em algum episódio de Gilmore Girls, já que a Rory era tão apaixonada por livros clássicos. Nunca achei que pudesse gostar realmente dele e pensei que desistiria logo no início, mas não sei se foi o número muito pequeno de páginas ou porque se passa nos anos 20 uma das minhas épocas preferidas , a leitura engatou e em pouco mais de uma semana eu terminei ele.

Não consigo parar de comparar o Grande Gatsby a uma aventura de verão adolescente, aquele ponto inesquecível que precede o início de toda uma vida. Um acontecimento mágico que encontrou seu ápice em uma tragédia e, depois, dissipou-se como a nevoa no início de uma manhã fria.


Confesso que momentos após terminar o livro já fui para o skoob para avaliar ele e, quando vi as estrelas, fiquei em dúvida. Não tinha sido o melhor livro que li na vida, mas era bom. Então fui procurar o filme para ver e, quanto mais a história do Gatsby e as palavras do Nick giravam na minha cabeça, maior era a minha simpatia pelo livro. Resultado? Não sei exatamente como classificá-lo. Há coisas que eu realmente gostei no livro como a construção dos personagens, especialmente do Gatsby e da Daisy. No primeiro momento você não identifica a natureza real do Jay e ai passa uma página e outra e você está apegada sem nem mesmo perceber.

Era um desses sorrisos raros que têm em si algo de segurança eterna, um desses sorrisos com que a gente talvez se depare quatro ou cinco vezes na vida. Um sorriso que, por um momento, encarava - ou parecia encarar - todo o mundo eterno, e que depois se concentrava na gente com irresistível expressão de parcialidade a nosso favor. Um sorriso que compreendia a gente até o ponto em que a gente queria ser compreendido, que acreditava na gente como a gente gostaria de acreditar, assegurando-nos que tinha da gente exatamente a impressão que a gente, na melhor das hipóteses, esperava causar.
P.44

Adoro a descrição do sorriso dele e senti uma dó descomunal quando percebi o quão solitário ele era. Me apeguei principalmente a pessoa sonhadora e esperançosa que ele era, e senti uma imensa dor por ele estar cercado de pessoas fúteis e manter-se agarrado tão fortemente ao passado.

Gatsby viveu cinco anos para uma única mulher, cada passo que ele deu, cada decisão que tomou, tudo em sua vida era voltado para realizar o sonho de ter ela para si mais uma vez. Acho que o livro conta uma grande história sobre como achamos que conhecemos alguém, para no final descobrir que não conhecemos de verdade. E sobre como o amor, nem sempre, supera tudo.

Tem algo que eu sempre disse a mim mesma e que acho que se encaixa perfeitamente a Gatsby, Nem sempre o amor basta. As pessoas mudam, as circunstancias os transformam e, nesse caso, eu acho que a Daisy se deixou levar pela facilidade da vida que tinha, enquanto Jay lutou dia após dia para ser merecedor dela.

Foi muito bom chegar ao final do livro e perceber que o Nick havia chegado a mesma conclusão que eu. O egoísmo das pessoas em escolherem o seguro e não se arriscar, em jogar no fogo a vida de uma pessoa, apenas por medo da sua própria, em escolher a si mesmo em frente aos sentimentos de alguém que julgavam amar.

Confesso, também, que tentei sentir pena da Daisy, mas não consegui. No começo, quando ela diz a Nick que espera que sua filha seja uma linda tola, senti que ela buscava desesperadamente um lugar onde pudesse ter voz. Mas no fim vi que ela só estava sendo cínica, como ela mesma disse. Ela estava cansada da situação, mas não tinha coragem o suficiente para mudar nada. Entre enfrentar o desconhecido com a promessa de felicidade, ela optou pelo seguro, porque no fim das contas, se sentir seguro é tão bom quanto se sentir feliz nem todos têm a audácia de serem felizes, porque isso pode machucar.

Sinto uma forte simpatia e respeito por Nick, especialmente pelo reconhecimento que ele dá a Gatsby em uma das páginas finais do livro, depois de passarmos tanto tempo ouvindo os disparates preconceituosos de Tom e mesmo o preconceito existente nas entrelinhas, sempre subentendido. Gatsby era bom o suficiente para dar festas esplendorosas, mas não para ser amigo de alguém ou reconhecido e agradecido pelo refúgio que proporcionava as figuras anônimas entediadas da cidade. Aliás, figuras essas que adoravam inventar mil e uma histórias a respeito dele, mas que só Nick pode conhecer a verdade.

O livro tem um ritmo bom, a narrativa em primeira pessoa me deixa um pouco apreensiva e, a princípio, não achei que o tom poético combinaria com o ponto de vista, mas acho que foi um ótimo casamento. Fiquei perdida uma ora ou outra no que estava acontecendo, mas talvez tenha sido eu que tenha lido muito rapidamente ou não tenha prestado atenção a alguma palavra-chave do texto.

É um livro pequeno, a tradução não é afetada como a da grande maioria dos clássicos universais e é de fácil compreensão. Nick é um personagem adorável e identificável, que te leva a uma interessante viagem pela Nova Iorque dos anos 20, ao lado de uma figura incrivelmente misteriosa e ao mesmo tempo simples.

Queria eu, ao terminar o livro, poder abraçar Gatsby. E depois de ver o filme de 2013, ainda não consegui ver o de 1974 só quis mais ainda guardar o sorriso único dele em um potinho e olhar para lá sempre que precisasse de um.

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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Bianca da Silva, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.



site: http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-grande-gatsby.html#more
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Portal Caneca 01/08/2014

O Grande Gatsby é um romance trágico que foi escrito por um dos maiores autores do século XX, F. Scott Fitzgerald. É considerado um clássico na literatura americana falando sobre o anos prósperos que se sucederam depois da Primeira Guerra Mundial, tanto que professores americanos pedem para que seus alunos leiam esse livro.

A história é narrada por Nick Carraway, um personagem carismático que nos conta sobre o amor de Jay Gatsby e sua prima Daisy. Ela uma linda mulher, muitas vezes fútil e extremamente adorável e ele, um jovem oficial da marinha no início da carreira. Após a Primeira Guerra, Gatsby decide e com muito esforço consegue se tornar um milionário para ser digno ao amor de Daisy, que está casada com um cara insensível mas extremamente rico, Tom.

Já milionário, Gatsby compra uma grande mansão que fica em frente a casa de sua amada, sendo separados apenas por um grande lago. Promovendo grandes festas em sua casa, certo que algum dia Daisy ouviria falar sobre elas e por curiosidade iria em alguma para reencontrar com ele. Seu interesse pelo seu mais novo vizinho, Nick, é para simplesmente ter um motivo para um reencontro com seu grande amor, sendo que Nick é um parente próximo da moça. Por diversos fatos, que eu não posso contar, Nick decide ser um ‘elo’ de comunicação entre Gatsby e Daisy, e nos conta tudo o que ele presencia e sobre o lindo amor dos dois.

A leitura é fantástica, é genial como o autor usou o protagonista, dando pouca voz á ele, deixando-o mais misterioso e fica muito fácil se colocar na pele de Nick, pois ele está conhecendo os outros personagens assim como nós. O texto é belíssimo, os diversos detalhes bem citados nos deixa cada vez dentro dessa história clássica.

site: http://portalcaneca.com.br/
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Henrique 23/07/2014

resenha completa:
http://ensaiosobreainconstancia.blogspot.com.br/2014/06/the-great-gatsby-old-sport.html

confiram ;)
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"Uma ferramenta como essa pode certamente ser usada por professores para incentivar a leitura."

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