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O Grande Gatsby

F. Scott Fitzgerald
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Máh 31/08/2014

"E assim avançamos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado." - pág.241
Quando se gosta muito de um livro, a tarefa de resenhá-lo torna-se muitíssimo árdua. Eu amei todas as palavras de O grande Gatsby. Foi um amor platônico logo nas primeiras frases;

" - Sempre que tiver vontade de criticar alguém - ele disse -, lembre-se que ninguém teve as oportunidades que você teve." pág.65


e, no decorrer das páginas, se transformou no amor celestial de Platão.

Existem muitos livros com boas histórias. Existem, também, muitos escritores com boas narrativas. Há os que conseguem fazer boas frases de impacto, marcantes. Também existem alguns, quem possuem uma qualidade mais rara, que conseguem descrever a alma e a personalidade humana nas suas mais diversas formas. Em O grande Gatsby, Fitzgerald administra com maestria um pacote completo dessas boas características.

Não pretendo me ater em resumir a história da obra - o resumo introdutório faz isso de uma boa forma. Só quero ser capaz de motivar alguém a ler esse livro maravilhoso.

Gatsby é um personagem extraordinário. Mesmo influênciado pelo determinismo, ele nunca deixa de ser essencialmente bom. Um romântico e idealista, capaz de lutar cegamente - e quase de modo infatil - por seu sonho. Daisy, que é a personificação de seu sonho, leva Gatsby a construir uma vida e um novo "eu", somente para conquistá-la. Assim como todos nós, ele controí mascarás que são capazes até mesmo de convence-lo, mas que não são capazes de perdurar.

"Ele sorriu de forma compreensiva - muito mais que compreensiva. Era um daqueles raros sorrisos com o ar de eterno consolo, do tipo que você só encontra umas quatro ou cinco vezes na vida. Parecia encarar a eternidade do mundo inteiro por um instante, e então se concentrava em você com uma irresistível tendência a seu favor. Parecia compreendê-lo até o o ponto em que você desejava ser compreendido, confiar o tanto que você gostaria de confiar em si mesmo, e assegurá-lo de haver transmitido exatamente a impressão que, em seu melhor momento, você desejaria passar." pág. 111


Nick, primo de Daisy, vai morar ao lado de Gatsby e consegue enxergá-lo como ele realmente é. E, por isso, ele resolve narrar essa história.

Durante o livro, é possível notar o quão previsíveis e - mesmo que seja contraditório - imprevisíveis são os seres humanos, como a vida não é justa.

Quando sou cativada por uma história, como fui por essa, sinto necessidade de ler um pouco sobre quem a escreveu.
Fitzgerald viveu nos anos perdidos, conviveu com vários intelectuais e artistas e amou, até o fim de seus dias, Zelda - uma mulher complicadíssima. É possível encontrar muito de sua experiência particular nesse livro. Até agora me pergunto quantas metáforas para sua vida deixei passar nesse livro.

Vale muito conhecer um pouco mais do autor e ler essa obra magnífica. Sei que muitos leitores não gostam muito de clássicos. Contudo, mesmo assim indico a leitura desse. Tenho certeza que ninguém terá dificuldades para ser físgado por essa leitura.

Como última consideração, eu gostaria muito de ter escrito O grande Gatsby. Torço para que ele perdure por incontáveis gerações.

site: http://stormofbooks.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-grande-gatsby-por-scott.html
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Magi's 25/08/2014

O Grande Gatsby- Resenha
Síntese da história

A história se passa em Nova York e podemos dizer que se trata de um romance de costumes, ou seja, ao ler o livro o leitor é convidado a conhecer o estilo de vida da elite novaiorquina no início da década de 1920, um período de prosperidade econômica.

O cenário principal da história é uma ilha chamada Long Island, de um lado da ilha (West Egg) moram o Nick, narrador da história, e Gatsby, do outro lado (East Egg) mora Daisy, prima de Nick e amor antigo de Gatsby.

Então, o Nick aluga uma casa bem simples na ilha ao lado da mansão de Gatsby. Porém a princípio ele não conhece o vizinho, apenas vê as festas que ele promove. Aliás quase ninguém conhece este anfitrião porque ele nem sempre aparece nas festas e também, por ele ser um homem misterioso, há VÁRIOS boatos sobre a origem de sua riqueza.

Pois bem, um dia o Nick recebe um convite para uma das festas do Gatsby e é lá que ele conhece o nosso protagonista, eles se tornam amigos e é através desta amizade que o Gatsby se aproxima novamente da Daisy e a história se desenrola.



Avaliação

Que livro bom!!!
Gostei muito da construção da história e dos personagens, a escrita do Fitzgerald é boa e fluída. Mas o que eu mais gostei, foram as várias metáforas e representações contidas na história e as críticas sociais que acompanharam cada uma delas. A meu ver, ele foi sutil ao tratar de temas como futilidade/superficialidade da vida e das relações, porém foi no ponto certo, tão certo que em 1925 (ano de publicação) ele denuncia indiretamente o glamour e ostentação de uma elite próspera economicamente e quatro anos depois veio o resultado disso com a crise da bolsa de Nova York. Então assim, óbvio que o autor não sabia que a bolsa ia quebrar dalí a quatro anos, mas tocar nesses assuntos, naquele momento, mostra quão precisa foi sua leitura social e transplantar isso para a ficção, com todos os limites que uma produção literária tem é excelente. Fitzgerald nos faz pensar sobre a brevidade de nossas relações também, o livro não deixa de ter um pézinho na nossa realidade século XXI.
Gi!!!


Bom, eu não gostei muito desse livro, acho que sou uma das poucas pessoas a dizer isso. Eu gostei da sacada final do livro, o final é mesmo surpreendente como todos falam. O autor faz uma crítica à sociedade rica da época, e como eles não se importam um com o outro, uma coisa meio blasê. E os comentários que o narrador da história, Nick, solta também são bacanas. Porém, não foi um livro que me atraiu e me instigou a lê-lo. Lembrando que ele é um dos maiores clássicos norte- americanos da época, então para quem curte clássicos, fica a dica de leitura.

Ma!!!
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Dani 20/08/2014

Breve opinião.
leitura gostosa e rápida. Gostei bastante da história, mas fiquei triste com o desfecho da história. Um problema que me deparei na edição bilíngue da editora Landmark é que a parte em português está mal traduzida, contendo vários erros e palavras repetidas. é uma edição linda, capa dura... mas com esses erros.
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Renata 19/08/2014

O Grande Gatsby
Então, Grande Gatsby. Um dos livros que estão na capa da comunidade. Livro de Francis Scott Key Fitzgerald (1896-1940) e facilmente encontrado em muitas listas de clássicos da literatura.

A história narrada por Nick Carraway conta de seu conhecimento e relacionamento com Jay Gatsby, o grande. Estes dois personagens unidos a Daisy formam o núcleo em que se desenrola a história. Fitzgerald foi muito hábil em retratar o lugar social de cada um dos personagens, o que significava caracterizar o modo de vida, de perceber o mundo, bem como o caráter daqueles indivíduos.
Nick Carraway inicia sua narrativa rememorando o conselho dado por seu pai para que antes de julgar os outros ele atentasse para os privilégios que teria tido em sua vida.
Acho este um dos melhores parágrafos do livro, completamente atual quando pensamos na necessidade de discutir a desigualdade social, não somente econômica, mas também cultural. Não sou absolutamente contra a ideia de mérito, mas é preciso não perder de vista que se nossos esforços nos levam ao sucesso este raramente deixou de contar com algum tipo de suporte, geralmente fornecido por nossas famílias.
Nick Carraway representava o meio termo da história, tinha uma família que lhe apoiava mas precisava se esforçar para ganhar a vida. Diferente de Daisy que vivia em um mundo de luxo completamente dispersa da realidade do mundo, com o passar do livro vemos que seu núcleo é o retrato do egoísmo e da falta de empatia humana.
Jay Gatsby apesar de estar no outro extremo da escala social se vê impelido a este mundo de luxo e riqueza, construindo uma história de vida que impressionava mais do que a opulência que demonstrava no cotidiano das festas que patrocinava à sociedade da época. Contudo, toda riqueza alcançada por Gatsby não se justificaria em si mesma, pelo contrário, seu objetivo primordial estava no amor que ficara em seu passado.
Apesar de todas as histórias mirabolantes que circulavam em torno de sua pessoa, Gatsby era um romântico e sobretudo um ingênuo. Seu amor o cegara para a conformação do caráter de sua amada que em determinado momento de pragmatismo iguala amor à dinheiro, quaisquer deles podendo ser razão para determinar seu futuro.
Gatsby é um sujeito muito misterioso, as poucas informações que temos dele são desencontradas e ele mesmo fala muito pouco, ainda assim consegue ser carismático e no fim do livro vai ter conquistado o leitor, o que nos faz sentir com mais pesar e revolta o desenrolar da história.

Fitzgerald retrata muito bem uma época, tanto em sua opulência quanto em sua miséria. Contar mais é contar demais, Bom livro.
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Só Mais Um 19/08/2014

O Grande Gatsby - Blog Só Mais Um
Escolhi o livro aleatoriamente, enquanto procurava Grandes Esperanças e Um Conto de Duas Cidades, do Charles Dickens. Não posso negar que a capa (a verde e dura) foi o que me seduziu primeiro e, depois, o título do livro que, logo lembrei, também era o título de um DVD que eu havia comprado há um ou dois anos e nunca assisti.

Essa edição das fotos não é a minha favorita, como já falei. A publicitária dentro de mim treme ao ver todos esses elementos misturados na capa e essas cores... Mas ai eu lembro que foi feita nos anos 70, e lembro de tudo que era feito naquela época (graficamente falando) e me sinto um pouco melhor.

Não lembro a primeira vez que ouvi falar do livro, mas tenho quase certeza que foi em algum episódio de Gilmore Girls, já que a Rory era tão apaixonada por livros clássicos. Nunca achei que pudesse gostar realmente dele e pensei que desistiria logo no início, mas não sei se foi o número muito pequeno de páginas ou porque se passa nos anos 20 uma das minhas épocas preferidas , a leitura engatou e em pouco mais de uma semana eu terminei ele.

Não consigo parar de comparar o Grande Gatsby a uma aventura de verão adolescente, aquele ponto inesquecível que precede o início de toda uma vida. Um acontecimento mágico que encontrou seu ápice em uma tragédia e, depois, dissipou-se como a nevoa no início de uma manhã fria.


Confesso que momentos após terminar o livro já fui para o skoob para avaliar ele e, quando vi as estrelas, fiquei em dúvida. Não tinha sido o melhor livro que li na vida, mas era bom. Então fui procurar o filme para ver e, quanto mais a história do Gatsby e as palavras do Nick giravam na minha cabeça, maior era a minha simpatia pelo livro. Resultado? Não sei exatamente como classificá-lo. Há coisas que eu realmente gostei no livro como a construção dos personagens, especialmente do Gatsby e da Daisy. No primeiro momento você não identifica a natureza real do Jay e ai passa uma página e outra e você está apegada sem nem mesmo perceber.

Era um desses sorrisos raros que têm em si algo de segurança eterna, um desses sorrisos com que a gente talvez se depare quatro ou cinco vezes na vida. Um sorriso que, por um momento, encarava - ou parecia encarar - todo o mundo eterno, e que depois se concentrava na gente com irresistível expressão de parcialidade a nosso favor. Um sorriso que compreendia a gente até o ponto em que a gente queria ser compreendido, que acreditava na gente como a gente gostaria de acreditar, assegurando-nos que tinha da gente exatamente a impressão que a gente, na melhor das hipóteses, esperava causar.
P.44

Adoro a descrição do sorriso dele e senti uma dó descomunal quando percebi o quão solitário ele era. Me apeguei principalmente a pessoa sonhadora e esperançosa que ele era, e senti uma imensa dor por ele estar cercado de pessoas fúteis e manter-se agarrado tão fortemente ao passado.

Gatsby viveu cinco anos para uma única mulher, cada passo que ele deu, cada decisão que tomou, tudo em sua vida era voltado para realizar o sonho de ter ela para si mais uma vez. Acho que o livro conta uma grande história sobre como achamos que conhecemos alguém, para no final descobrir que não conhecemos de verdade. E sobre como o amor, nem sempre, supera tudo.

Tem algo que eu sempre disse a mim mesma e que acho que se encaixa perfeitamente a Gatsby, Nem sempre o amor basta. As pessoas mudam, as circunstancias os transformam e, nesse caso, eu acho que a Daisy se deixou levar pela facilidade da vida que tinha, enquanto Jay lutou dia após dia para ser merecedor dela.

Foi muito bom chegar ao final do livro e perceber que o Nick havia chegado a mesma conclusão que eu. O egoísmo das pessoas em escolherem o seguro e não se arriscar, em jogar no fogo a vida de uma pessoa, apenas por medo da sua própria, em escolher a si mesmo em frente aos sentimentos de alguém que julgavam amar.

Confesso, também, que tentei sentir pena da Daisy, mas não consegui. No começo, quando ela diz a Nick que espera que sua filha seja uma linda tola, senti que ela buscava desesperadamente um lugar onde pudesse ter voz. Mas no fim vi que ela só estava sendo cínica, como ela mesma disse. Ela estava cansada da situação, mas não tinha coragem o suficiente para mudar nada. Entre enfrentar o desconhecido com a promessa de felicidade, ela optou pelo seguro, porque no fim das contas, se sentir seguro é tão bom quanto se sentir feliz nem todos têm a audácia de serem felizes, porque isso pode machucar.

Sinto uma forte simpatia e respeito por Nick, especialmente pelo reconhecimento que ele dá a Gatsby em uma das páginas finais do livro, depois de passarmos tanto tempo ouvindo os disparates preconceituosos de Tom e mesmo o preconceito existente nas entrelinhas, sempre subentendido. Gatsby era bom o suficiente para dar festas esplendorosas, mas não para ser amigo de alguém ou reconhecido e agradecido pelo refúgio que proporcionava as figuras anônimas entediadas da cidade. Aliás, figuras essas que adoravam inventar mil e uma histórias a respeito dele, mas que só Nick pode conhecer a verdade.

O livro tem um ritmo bom, a narrativa em primeira pessoa me deixa um pouco apreensiva e, a princípio, não achei que o tom poético combinaria com o ponto de vista, mas acho que foi um ótimo casamento. Fiquei perdida uma ora ou outra no que estava acontecendo, mas talvez tenha sido eu que tenha lido muito rapidamente ou não tenha prestado atenção a alguma palavra-chave do texto.

É um livro pequeno, a tradução não é afetada como a da grande maioria dos clássicos universais e é de fácil compreensão. Nick é um personagem adorável e identificável, que te leva a uma interessante viagem pela Nova Iorque dos anos 20, ao lado de uma figura incrivelmente misteriosa e ao mesmo tempo simples.

Queria eu, ao terminar o livro, poder abraçar Gatsby. E depois de ver o filme de 2013, ainda não consegui ver o de 1974 só quis mais ainda guardar o sorriso único dele em um potinho e olhar para lá sempre que precisasse de um.

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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Bianca da Silva, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.



site: http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-grande-gatsby.html#more
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