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O Grande Gatsby

F. Scott Fitzgerald
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Gabriela 06/09/2014

O livro por trás das festas
Gatsby sempre foi como um fantasma ou uma lenda me circulando. Eu via pessoas falando sobre ele, sabia que era sobre festas e me perguntava o que era tão mágico nele. Ainda bem que minhas expectativas não estragaram o livro, porque quando finalmente criei coragem e o li, consegui enxergar completamente o motivo de ser um clássico.
A questão é que há uma diferença entre a elite que vemos na mídia e nos livros da atualidade e as de antigamente. Só o ambiente, Nova York da década de 20, é fascinante. Então acompanhamos Nick descobrindo essa cidade. Nick é um personagem-narrador “wallflower”. Sua função é exatamente essa: ser um narrador, não um personagem. Ele não tem muito destaque, e serve apenas como conexão entre o leitor e o drama que se desenvolve na alta sociedade de NY. Conhecemos sua prima Daisy, que, apesar de não ser uma personagem que podemos nos conectar e entender, deixou-me intrigada. Tom, seu marido, foi o único personagem de quem eu não gostei, mas ele foi criado justamente com esse propósito.
Durante a narrativa rápida, todo um clima misterioso vai se construindo ao redor da imagem de Gatsby, que fica na penumbra até Nick ser convidado para uma de suas famosas festas e eles se tornarem amigos. Gatsby e Jordan se tornaram meus personagens favoritos, mas de modo geral, com exceção de Tom, todos me cativaram. A diferença entre as histórias que abordam a elite de antes e a de hoje é que Fitzgerald acrescenta profundidade, diferente das de hoje.
Se você quer começar com um clássico, eu com certeza recomendo “O Grande Gatsby”. É dramático e é intrigante, e eu daria 4 de 5 estrelas antes de chegar ao final. Ah, o final. Eu fiquei chocada, eu xinguei o autor carinhosamente, eu tive que colocar o livro na minha cômoda e respirar um pouco para absorver a informação. Mas é claro que, embora trágico, eu amei o final, transmitiu a mensagem de Scott muito bem, provou a profundidade do que ele tinha para denunciar.

site: http://entrepaginaseimagens.blogspot.com.br/
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Máh 31/08/2014

"E assim avançamos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado." - pág.241
Quando se gosta muito de um livro, a tarefa de resenhá-lo torna-se muitíssimo árdua. Eu amei todas as palavras de O grande Gatsby. Foi um amor platônico logo nas primeiras frases;

" - Sempre que tiver vontade de criticar alguém - ele disse -, lembre-se que ninguém teve as oportunidades que você teve." pág.65


e, no decorrer das páginas, se transformou no amor celestial de Platão.

Existem muitos livros com boas histórias. Existem, também, muitos escritores com boas narrativas. Há os que conseguem fazer boas frases de impacto, marcantes. Também existem alguns, quem possuem uma qualidade mais rara, que conseguem descrever a alma e a personalidade humana nas suas mais diversas formas. Em O grande Gatsby, Fitzgerald administra com maestria um pacote completo dessas boas características.

Não pretendo me ater em resumir a história da obra - o resumo introdutório faz isso de uma boa forma. Só quero ser capaz de motivar alguém a ler esse livro maravilhoso.

Gatsby é um personagem extraordinário. Mesmo influênciado pelo determinismo, ele nunca deixa de ser essencialmente bom. Um romântico e idealista, capaz de lutar cegamente - e quase de modo infatil - por seu sonho. Daisy, que é a personificação de seu sonho, leva Gatsby a construir uma vida e um novo "eu", somente para conquistá-la. Assim como todos nós, ele controí mascarás que são capazes até mesmo de convence-lo, mas que não são capazes de perdurar.

"Ele sorriu de forma compreensiva - muito mais que compreensiva. Era um daqueles raros sorrisos com o ar de eterno consolo, do tipo que você só encontra umas quatro ou cinco vezes na vida. Parecia encarar a eternidade do mundo inteiro por um instante, e então se concentrava em você com uma irresistível tendência a seu favor. Parecia compreendê-lo até o o ponto em que você desejava ser compreendido, confiar o tanto que você gostaria de confiar em si mesmo, e assegurá-lo de haver transmitido exatamente a impressão que, em seu melhor momento, você desejaria passar." pág. 111


Nick, primo de Daisy, vai morar ao lado de Gatsby e consegue enxergá-lo como ele realmente é. E, por isso, ele resolve narrar essa história.

Durante o livro, é possível notar o quão previsíveis e - mesmo que seja contraditório - imprevisíveis são os seres humanos, como a vida não é justa.

Quando sou cativada por uma história, como fui por essa, sinto necessidade de ler um pouco sobre quem a escreveu.
Fitzgerald viveu nos anos perdidos, conviveu com vários intelectuais e artistas e amou, até o fim de seus dias, Zelda - uma mulher complicadíssima. É possível encontrar muito de sua experiência particular nesse livro. Até agora me pergunto quantas metáforas para sua vida deixei passar nesse livro.

Vale muito conhecer um pouco mais do autor e ler essa obra magnífica. Sei que muitos leitores não gostam muito de clássicos. Contudo, mesmo assim indico a leitura desse. Tenho certeza que ninguém terá dificuldades para ser físgado por essa leitura.

Como última consideração, eu gostaria muito de ter escrito O grande Gatsby. Torço para que ele perdure por incontáveis gerações.

site: http://stormofbooks.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-grande-gatsby-por-scott.html
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Magi's 25/08/2014

O Grande Gatsby- Resenha
Síntese da história

A história se passa em Nova York e podemos dizer que se trata de um romance de costumes, ou seja, ao ler o livro o leitor é convidado a conhecer o estilo de vida da elite novaiorquina no início da década de 1920, um período de prosperidade econômica.

O cenário principal da história é uma ilha chamada Long Island, de um lado da ilha (West Egg) moram o Nick, narrador da história, e Gatsby, do outro lado (East Egg) mora Daisy, prima de Nick e amor antigo de Gatsby.

Então, o Nick aluga uma casa bem simples na ilha ao lado da mansão de Gatsby. Porém a princípio ele não conhece o vizinho, apenas vê as festas que ele promove. Aliás quase ninguém conhece este anfitrião porque ele nem sempre aparece nas festas e também, por ele ser um homem misterioso, há VÁRIOS boatos sobre a origem de sua riqueza.

Pois bem, um dia o Nick recebe um convite para uma das festas do Gatsby e é lá que ele conhece o nosso protagonista, eles se tornam amigos e é através desta amizade que o Gatsby se aproxima novamente da Daisy e a história se desenrola.



Avaliação

Que livro bom!!!
Gostei muito da construção da história e dos personagens, a escrita do Fitzgerald é boa e fluída. Mas o que eu mais gostei, foram as várias metáforas e representações contidas na história e as críticas sociais que acompanharam cada uma delas. A meu ver, ele foi sutil ao tratar de temas como futilidade/superficialidade da vida e das relações, porém foi no ponto certo, tão certo que em 1925 (ano de publicação) ele denuncia indiretamente o glamour e ostentação de uma elite próspera economicamente e quatro anos depois veio o resultado disso com a crise da bolsa de Nova York. Então assim, óbvio que o autor não sabia que a bolsa ia quebrar dalí a quatro anos, mas tocar nesses assuntos, naquele momento, mostra quão precisa foi sua leitura social e transplantar isso para a ficção, com todos os limites que uma produção literária tem é excelente. Fitzgerald nos faz pensar sobre a brevidade de nossas relações também, o livro não deixa de ter um pézinho na nossa realidade século XXI.
Gi!!!


Bom, eu não gostei muito desse livro, acho que sou uma das poucas pessoas a dizer isso. Eu gostei da sacada final do livro, o final é mesmo surpreendente como todos falam. O autor faz uma crítica à sociedade rica da época, e como eles não se importam um com o outro, uma coisa meio blasê. E os comentários que o narrador da história, Nick, solta também são bacanas. Porém, não foi um livro que me atraiu e me instigou a lê-lo. Lembrando que ele é um dos maiores clássicos norte- americanos da época, então para quem curte clássicos, fica a dica de leitura.

Ma!!!
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Dani 20/08/2014

Breve opinião.
leitura gostosa e rápida. Gostei bastante da história, mas fiquei triste com o desfecho da história. Um problema que me deparei na edição bilíngue da editora Landmark é que a parte em português está mal traduzida, contendo vários erros e palavras repetidas. é uma edição linda, capa dura... mas com esses erros.
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Renata 19/08/2014

O Grande Gatsby
Então, Grande Gatsby. Um dos livros que estão na capa da comunidade. Livro de Francis Scott Key Fitzgerald (1896-1940) e facilmente encontrado em muitas listas de clássicos da literatura.

A história narrada por Nick Carraway conta de seu conhecimento e relacionamento com Jay Gatsby, o grande. Estes dois personagens unidos a Daisy formam o núcleo em que se desenrola a história. Fitzgerald foi muito hábil em retratar o lugar social de cada um dos personagens, o que significava caracterizar o modo de vida, de perceber o mundo, bem como o caráter daqueles indivíduos.
Nick Carraway inicia sua narrativa rememorando o conselho dado por seu pai para que antes de julgar os outros ele atentasse para os privilégios que teria tido em sua vida.
Acho este um dos melhores parágrafos do livro, completamente atual quando pensamos na necessidade de discutir a desigualdade social, não somente econômica, mas também cultural. Não sou absolutamente contra a ideia de mérito, mas é preciso não perder de vista que se nossos esforços nos levam ao sucesso este raramente deixou de contar com algum tipo de suporte, geralmente fornecido por nossas famílias.
Nick Carraway representava o meio termo da história, tinha uma família que lhe apoiava mas precisava se esforçar para ganhar a vida. Diferente de Daisy que vivia em um mundo de luxo completamente dispersa da realidade do mundo, com o passar do livro vemos que seu núcleo é o retrato do egoísmo e da falta de empatia humana.
Jay Gatsby apesar de estar no outro extremo da escala social se vê impelido a este mundo de luxo e riqueza, construindo uma história de vida que impressionava mais do que a opulência que demonstrava no cotidiano das festas que patrocinava à sociedade da época. Contudo, toda riqueza alcançada por Gatsby não se justificaria em si mesma, pelo contrário, seu objetivo primordial estava no amor que ficara em seu passado.
Apesar de todas as histórias mirabolantes que circulavam em torno de sua pessoa, Gatsby era um romântico e sobretudo um ingênuo. Seu amor o cegara para a conformação do caráter de sua amada que em determinado momento de pragmatismo iguala amor à dinheiro, quaisquer deles podendo ser razão para determinar seu futuro.
Gatsby é um sujeito muito misterioso, as poucas informações que temos dele são desencontradas e ele mesmo fala muito pouco, ainda assim consegue ser carismático e no fim do livro vai ter conquistado o leitor, o que nos faz sentir com mais pesar e revolta o desenrolar da história.

Fitzgerald retrata muito bem uma época, tanto em sua opulência quanto em sua miséria. Contar mais é contar demais, Bom livro.
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