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Dom Quixote

Miguel de Cervantes
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Mateus 04/09/2010

Dom Quixote é o maior e mais bravo cavaleiro de todos os tempos. Suas peripécias com Rocinante e Sancho Pansa são extremamente hilárias, dramáticas e perigosas. A aventura em que luta com moinhos de vento achando que são gigantes assassinos é o marco do livro, aventura na qual tornou Dom Quixote famoso.

Embora esta versão que li seja uma obra adaptada, garantiu bons momentos de diversão e aventura. A versão completa é extremamente árdua para se ler, e nem todos animam-se a fazê-lo. Por isso, tal adaptação foi extremamente bem-vinda, pois não tirou a essência do livro. Mas quem gosta de muitos detalhes, e está animado para se aventurar por páginas intrincadas de palavras difíceis, a versão completa é essencial.

Acredito que Dom Quixote, por mais que seja taxado de louco, seja bem mais lúcido do que a maior parte dos personagens do livro. Com tantas mudanças horríveis que aconteceram no mundo, o jeito que ele conseguiu para fazê-lo um lugar melhor foi incrível. Ele sempre sonhou com aventuras, batalhas, guerras, mas a época em que vivia era quando tudo isso havia acabado. Pelo menos ele teve a coragem de fazer aquilo que queria, e a audácia (ou loucura) de se imaginar como cavaleiro. Se as pessoas fizessem mais isso, arriscassem, deixassem de ter medo do desconhecido, o mundo talvez fosse bem diferente.

Enfim, Dom Quixote é o melhor e maior livro de todos os tempos. Ler o livro, mesmo que seja a adaptação, é fundamental para qualquer grande escritor.
Pharmakon 17/07/2013minha estante
A nova tradução lançada deixa o livro MUITO MAIS engraçado, difícil ficar 3 parágrafos sem lê-lo, mais do que recomendo! (Edição da Cia das Letras)


Roberto Noir 18/09/2012minha estante
A versão original é de fato difícil de ler mas a jocosidade do texto encoraja o leitor a seguir em frente. Concordo com você, Mateus, é um EXCELENTE texto! Inclusive, eu vi há algum tempo que ele é considerado uma das maiores obras primas da história da literatura de todos os tempos.


Vitor 24/08/2012minha estante
Também acho a versão "original" extremamente árdua.


Guilherme 08/08/2011minha estante
hmmhhm esse cavalo é...




haroeira 27/10/2009

O quixotesco desvio do mirabolante acaso
Dom Quixote é um louco, alucinado, joselito-sem-noção e Sancho Pança é uma mula, um asno de seguir o doido cavaleiro andante. e entre alucinações e devaneios e mulices vão andando pela espanha e encontrando situações que os fazem entrar pelo cano: eles apanham, caem no ridículo, são alvos de deboche, entretanto, Cervantes põe na boca de ambos as mazelas não só da época como do ser humano. apesar da loucura, Dom Quixote solta pérolas, filosofa, até Sancho Panço com seus ditos lança também farpas contra a sociedade e o mundo. é super-hiper-ultra-over-mega-blaster engraçado. e Cervantes relata cada história dentro da história, uma mais interessante do que a outra. é uma obra-prima. o lance é vencer as cem primeiras páginas: o livro é de 1605 e a tradução é lá de trás também. a linguagem é meio arcaica, às vezes invertida, o que acarreta um certo cuidado e atenção com a leitura. depois, é a maior curtição. aquela coisa burlesca, bufa, impagável.
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Felipe Pimenta 22/08/2012

Livro Maravilhoso
É preciso ser rápido para afirmar a verdade: Dom Quixote é, com certeza, o maior romance de todos os tempos. O começo é simples: Cervantes nos apresenta a vida simples do fidalgo Alonso Quijano, que vive uma vida ociosa e ocupa o seu tempo lendo romances de cavalaria, obras muito populares no fim da idade média e início do Renascimento. Um dia o fidalgo decide sair pelo mundo para viver aventuras semelhantes aos seus heróis dos romances de cavalaria; primeiro ele se autodenomina Dom Quixote , e encontra em seu vizinho Sancho Pança o seu fiel escudeiro. Depois disso os dois começam a percorrer a Espanha em nome do amor de amor de Dom Quixote pela dama Dulcinéia Del Toboso.

Logo na primeira aventura, Dom Quixote é espancado por um grupo de viajantes que reagiram a fúria do cavaleiro por causa de uma brincadeira que eles fizeram com o nome de Dulcinéia. Ele é levado de volta para casa; sua empregada então chama o padre local, que é amigo de Dom Quixote, e explica a ele que a causa da loucura de seu patrão são os livros de cavalaria que Dom Quixote possui em casa. Com isso há o início de uma hilária cena em que o padre brincando de inquisidor separa os livros que considera bons dos livros que considera nocivos, atirando-os à fogueira.

Mas o cavaleiro é insistente e retoma sua jornada tendo ao seu lado Sancho Pança e seu cavalo Rocinante. Pouco tempo depois há a famosa história do ataque de Dom Quixote aos moinhos de vento. Mas só quem não leu o romance pode considerar essa cena como a mais engraçada do livro; no entanto, a cena não deixa de ser emblemática. As histórias engraçadas vão sucedendo-se umas às outras ao longo das páginas, e proporcionam muitas risadas ao leitor da obra.

Dom Quixote não deixa de ser também um livro em que Cervantes expõe ao mundo as injustiças da Espanha da época, como, por exemplo, a perseguição aos mouriscos. Ele também escreve contra os padres da corte, que ele considerava hipócritas. Os demais padres e religiosos são tratados com muito respeito e reverência por parte de Cervantes.

Elementos autobiográficos da vida do autor estão presentes no livro, como a história do cativeiro de Cervantes em Argel, quando foi capturado por piratas muçulmanos e ficou cinco anos preso até ser resgatado por padres espanhóis com uma alta soma em dinheiro.

Diversas passagens são memoráveis, como o ataque de Dom Quixote ao teatro de marionetes, a sua descida à caverna, ou então a sua chegada a Barcelona. Sancho Pança também se envolve em situações muito engraçadas principalmente quando é eleito governador da ilha da Baratária. Essa é, na minha opinião, a parte mais divertida do livro.

Uma passagem que chama a atenção é a homenagem que Cervantes presta à Alemanha e sua parte católica, através do personagem mourisco, amigo de Sancho Pança, que encontra refúgio depois da perseguição na Espanha na cidade católica alemã de Augsburgo.

A principal mensagem de dom Quixote raramente é mencionada, no entanto. Cervantes faz de Dom Quixote um exemplo de homem católico e mensageiro da contrarreforma da igreja romana. O personagem não se separa em nenhum momento do seu imenso rosário e a todo momento recorda ao leitor os dogmas católicos, na época combatidos pelos protestantes, como a existência do purgatório e a necessidade das boas obras para a salvação. Dom Quixote também nos fala da necessidade de utilizarmos a espada para a defesa da fé em certas ocasiões em que isso for necessário, lembrando sempre que Cervantes combateu em Lepanto contra o exército turco, perdendo o movimento de uma das mãos por causa de um tiro.

Cervantes escreveu o maior romance católico de todos os tempos, pois Dom Quixote é um livro profundamente religioso, que afirma a todo momento os valores do concílio de Trento. É um livro extremamente engraçado e com uma mensagem de esperança aos mais fracos e desesperados, porque afirma que não devemos desesperar jamais, pois como disse Sancho Pança,” não há maior loucura, do que o homem deixar-se matar pela melancolia”. Obra muito recomendada.
Andressa 25/11/2012minha estante
Vou tentar ler ele novamente. Palavras muito complicadas e difícil interpretação, as vezes enrola muito também. Porém tem capítulos que você se afunda e esquece do mundo e tenho certeza que tem um ótimo desfecho!




Nath 27/06/2010

Triste Figura?
Somente aos olhos dos adultos sempre tão racionais e seguros de si. Para mim, Dom Quixote de la mancha é um herói!
Bom, hipérbole à parte eu acho a história incrível. O modo como o fidalgo decadente monta um um burro velho, encontra um doido disposto a segui-lo e embrenha-se em aventuras descritas apenas em clássicos, a narrativa é sedutora e pura.
"À força de tanto ler e imaginar, foi-se distanciando da realidade a ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivia. Varando noites à luz de um candeeiro, lia, relia e reconstruía, à sua maneira, o desenrolar de todas as aventuras."
Tem muito de metalinguagem no livro. Apesar que em vez de uma escrita que descreve a arte de escrever, na verdade é uma leitura basicamente sobre a arte de ler. E não apenas ler, mas se envolver, absorver a histórias, os persongens e toda a magia que geralmente os livros carregam consigo.

Fantástico.
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kassya 24/07/2009

Um cavalheiro em busca de mudanças. Adoro aquela estatua dele... magricela e desengonçado. Um dos meus personagens prediletos.
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