O engenhoso fidalgo dom Quixote de La Mancha

O engenhoso fidalgo dom Quixote de La Mancha
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Resenhas - Dom Quixote


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Mateus 04/09/2010

Dom Quixote é o maior e mais bravo cavaleiro de todos os tempos. Suas peripécias com Rocinante e Sancho Pansa são extremamente hilárias, dramáticas e perigosas. A aventura em que luta com moinhos de vento achando que são gigantes assassinos é o marco do livro, aventura na qual tornou Dom Quixote famoso.

Embora esta versão que li seja uma obra adaptada, garantiu bons momentos de diversão e aventura. A versão completa é extremamente árdua para se ler, e nem todos animam-se a fazê-lo. Por isso, tal adaptação foi extremamente bem-vinda, pois não tirou a essência do livro. Mas quem gosta de muitos detalhes, e está animado para se aventurar por páginas intrincadas de palavras difíceis, a versão completa é essencial.

Acredito que Dom Quixote, por mais que seja taxado de louco, seja bem mais lúcido do que a maior parte dos personagens do livro. Com tantas mudanças horríveis que aconteceram no mundo, o jeito que ele conseguiu para fazê-lo um lugar melhor foi incrível. Ele sempre sonhou com aventuras, batalhas, guerras, mas a época em que vivia era quando tudo isso havia acabado. Pelo menos ele teve a coragem de fazer aquilo que queria, e a audácia (ou loucura) de se imaginar como cavaleiro. Se as pessoas fizessem mais isso, arriscassem, deixassem de ter medo do desconhecido, o mundo talvez fosse bem diferente.

Enfim, Dom Quixote é o melhor e maior livro de todos os tempos. Ler o livro, mesmo que seja a adaptação, é fundamental para qualquer grande escritor.
Guilherme 08/08/2011minha estante
hmmhhm esse cavalo é...


Vitor 24/08/2012minha estante
Também acho a versão "original" extremamente árdua.


Roberto Noir 18/09/2012minha estante
A versão original é de fato difícil de ler mas a jocosidade do texto encoraja o leitor a seguir em frente. Concordo com você, Mateus, é um EXCELENTE texto! Inclusive, eu vi há algum tempo que ele é considerado uma das maiores obras primas da história da literatura de todos os tempos.


Pharmakon 17/07/2013minha estante
A nova tradução lançada deixa o livro MUITO MAIS engraçado, difícil ficar 3 parágrafos sem lê-lo, mais do que recomendo! (Edição da Cia das Letras)




Felipe Pimenta 22/08/2012

Livro Maravilhoso
É preciso ser rápido para afirmar a verdade: Dom Quixote é, com certeza, o maior romance de todos os tempos. O começo é simples: Cervantes nos apresenta a vida simples do fidalgo Alonso Quijano, que vive uma vida ociosa e ocupa o seu tempo lendo romances de cavalaria, obras muito populares no fim da idade média e início do Renascimento. Um dia o fidalgo decide sair pelo mundo para viver aventuras semelhantes aos seus heróis dos romances de cavalaria; primeiro ele se autodenomina Dom Quixote , e encontra em seu vizinho Sancho Pança o seu fiel escudeiro. Depois disso os dois começam a percorrer a Espanha em nome do amor de amor de Dom Quixote pela dama Dulcinéia Del Toboso.

Logo na primeira aventura, Dom Quixote é espancado por um grupo de viajantes que reagiram a fúria do cavaleiro por causa de uma brincadeira que eles fizeram com o nome de Dulcinéia. Ele é levado de volta para casa; sua empregada então chama o padre local, que é amigo de Dom Quixote, e explica a ele que a causa da loucura de seu patrão são os livros de cavalaria que Dom Quixote possui em casa. Com isso há o início de uma hilária cena em que o padre brincando de inquisidor separa os livros que considera bons dos livros que considera nocivos, atirando-os à fogueira.

Mas o cavaleiro é insistente e retoma sua jornada tendo ao seu lado Sancho Pança e seu cavalo Rocinante. Pouco tempo depois há a famosa história do ataque de Dom Quixote aos moinhos de vento. Mas só quem não leu o romance pode considerar essa cena como a mais engraçada do livro; no entanto, a cena não deixa de ser emblemática. As histórias engraçadas vão sucedendo-se umas às outras ao longo das páginas, e proporcionam muitas risadas ao leitor da obra.

Dom Quixote não deixa de ser também um livro em que Cervantes expõe ao mundo as injustiças da Espanha da época, como, por exemplo, a perseguição aos mouriscos. Ele também escreve contra os padres da corte, que ele considerava hipócritas. Os demais padres e religiosos são tratados com muito respeito e reverência por parte de Cervantes.

Elementos autobiográficos da vida do autor estão presentes no livro, como a história do cativeiro de Cervantes em Argel, quando foi capturado por piratas muçulmanos e ficou cinco anos preso até ser resgatado por padres espanhóis com uma alta soma em dinheiro.

Diversas passagens são memoráveis, como o ataque de Dom Quixote ao teatro de marionetes, a sua descida à caverna, ou então a sua chegada a Barcelona. Sancho Pança também se envolve em situações muito engraçadas principalmente quando é eleito governador da ilha da Baratária. Essa é, na minha opinião, a parte mais divertida do livro.

Uma passagem que chama a atenção é a homenagem que Cervantes presta à Alemanha e sua parte católica, através do personagem mourisco, amigo de Sancho Pança, que encontra refúgio depois da perseguição na Espanha na cidade católica alemã de Augsburgo.

A principal mensagem de dom Quixote raramente é mencionada, no entanto. Cervantes faz de Dom Quixote um exemplo de homem católico e mensageiro da contrarreforma da igreja romana. O personagem não se separa em nenhum momento do seu imenso rosário e a todo momento recorda ao leitor os dogmas católicos, na época combatidos pelos protestantes, como a existência do purgatório e a necessidade das boas obras para a salvação. Dom Quixote também nos fala da necessidade de utilizarmos a espada para a defesa da fé em certas ocasiões em que isso for necessário, lembrando sempre que Cervantes combateu em Lepanto contra o exército turco, perdendo o movimento de uma das mãos por causa de um tiro.

Cervantes escreveu o maior romance católico de todos os tempos, pois Dom Quixote é um livro profundamente religioso, que afirma a todo momento os valores do concílio de Trento. É um livro extremamente engraçado e com uma mensagem de esperança aos mais fracos e desesperados, porque afirma que não devemos desesperar jamais, pois como disse Sancho Pança,” não há maior loucura, do que o homem deixar-se matar pela melancolia”. Obra muito recomendada.
Andressa 25/11/2012minha estante
Vou tentar ler ele novamente. Palavras muito complicadas e difícil interpretação, as vezes enrola muito também. Porém tem capítulos que você se afunda e esquece do mundo e tenho certeza que tem um ótimo desfecho!




haroeira 27/10/2009

O quixotesco desvio do mirabolante acaso
Dom Quixote é um louco, alucinado, joselito-sem-noção e Sancho Pança é uma mula, um asno de seguir o doido cavaleiro andante. e entre alucinações e devaneios e mulices vão andando pela espanha e encontrando situações que os fazem entrar pelo cano: eles apanham, caem no ridículo, são alvos de deboche, entretanto, Cervantes põe na boca de ambos as mazelas não só da época como do ser humano. apesar da loucura, Dom Quixote solta pérolas, filosofa, até Sancho Panço com seus ditos lança também farpas contra a sociedade e o mundo. é super-hiper-ultra-over-mega-blaster engraçado. e Cervantes relata cada história dentro da história, uma mais interessante do que a outra. é uma obra-prima. o lance é vencer as cem primeiras páginas: o livro é de 1605 e a tradução é lá de trás também. a linguagem é meio arcaica, às vezes invertida, o que acarreta um certo cuidado e atenção com a leitura. depois, é a maior curtição. aquela coisa burlesca, bufa, impagável.
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Nath 27/06/2010

Triste Figura?
Somente aos olhos dos adultos sempre tão racionais e seguros de si. Para mim, Dom Quixote de la mancha é um herói!
Bom, hipérbole à parte eu acho a história incrível. O modo como o fidalgo decadente monta um um burro velho, encontra um doido disposto a segui-lo e embrenha-se em aventuras descritas apenas em clássicos, a narrativa é sedutora e pura.
"À força de tanto ler e imaginar, foi-se distanciando da realidade a ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivia. Varando noites à luz de um candeeiro, lia, relia e reconstruía, à sua maneira, o desenrolar de todas as aventuras."
Tem muito de metalinguagem no livro. Apesar que em vez de uma escrita que descreve a arte de escrever, na verdade é uma leitura basicamente sobre a arte de ler. E não apenas ler, mas se envolver, absorver a histórias, os persongens e toda a magia que geralmente os livros carregam consigo.

Fantástico.
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Lima Neto 11/01/2010minha estante
belíssimo texto e definição do livro. parabéns.




Fábio Godoi 29/07/2011

Entre o pistilo e o almofariz não enfies o nariz - Provérbios de Sancho Pança

Dom Quixote é uma obra que dispensa apresentação, livro que os mais renomados autores leram e foram influenciados, sendo tema de filme, música, obra de arte, literatura, enfim, até estatuas dos personagens foram feitas. Não foi a esmo que em 2002 foi eleito o melhor livro do mundo.

Miguel de Cervantes usa uma narração dinâmica e descrições primorosas em que o protagonista, Dom Quixote, influenciado pela literatura medieval, após devorar vários livros, vendendo até parte de sua terra para comprar sempre mais e mais livros de cavalaria, se sente dentro desse mundo mágico que só a literatura oferece com tanto primor, ajudado pelo seu fiel escudeiro Sancho Pança saem em busca de aventuras.

Dom Quixote usa todo seu conhecimento ilimitado sobre cavalaria para resolver as vicissitudes que encontra pelo caminho, usando até mesmo sua fórmula secreta para as dores em geral o balsamo de Barrabás. A história é dividida em duas partes, a primeira é mesclada com novelas extraordinárias, que só por elas já valem a leitura, em contrapartida a segunda, essas novelas são retiradas, pois muitos leitores, como o próprio autor diz, acham enfadonhas, pois querem saber somente as aventuras do Cavaleiro da Triste Figura.

A história é narrada pelo personagem fictício Cid Hamete Benengeli, filósofo maometano, o que deixa o romance mais interessante, pois Dom Quixote na segunda parte do livro sabe que Cid está escrevendo sua história. Alguns erros e contradições são encontrados na primeira parte, como o sumiço da maleta de dinheiro que Sancho acha, mas na segunda parte através do Bacharel Sansão Carrasco, esses erros são explicados. Há boatos que essas contradições foram feitas de propósito, uma vez que Cervantes com esta obra critica os romances de cavalaria da época, que por sinal também eram cheio de contradições.

Dom Quixote vai dos seus desvarios aos ricos discursos durante a história, deixando em dúvida se está ou não louco, já Sancho Pança faz de tudo para governar uma ilha, e sempre com seus rifões para atormentar seu amo. Rir é inevitável, confusão, desordem, barafunda, trapalhice vão do começo ao fim. Está obra é com certeza para todas as idades, para todos os gostos literários, com mais de 400 anos, ainda continua a encantar e a influenciar leitores em todo mundo.


[fabio9430@gmail.com]
Laura 23/07/2012minha estante
Não entendi o real motivo pelo qual vc gostou :(


Fábio Godoi 25/07/2012minha estante
É que é uma resenha mais de apresentação do livro do que dos meus pontos de vista, critica...




George Facundo 25/06/2010

Loucura para clarear o intelecto!
Gostei do livro. Mas você corre o risco de não gostar dele de cara. Tem que ter perseverança. Porque ele lhe ganha pela convivência.

Ainda mais se você leu a mesma edição que eu, da L&PM POCKET, em dois volumes, somando os dois livros quase mil páginas.

Sugido que você dê um crédito de pelo menos 150 páginas para o livro lhe conquistar. Se ainda assim ele não lhe seduzir, esqueça! Doe o livro para uma biblioteca pública perto de sua casa, e alugue um bom filme para desopilar.

Dom Quixote trata de um cara viciado em literatura de cavalaria, que depois de tanto ler esse gênero literário, pira o cabeção achando que é de fato um cavaleiro andante. Daí resolve sair pelo mundo atrás de aventuras (e desventuras)dignas de serem contadas, na companhia de seu fiel escudeiro Sancho Pança.

Dom Quixote daria uma ótima série de tv, de várias temporadas, uma vez que em quase todos os capítulos existem meio que uma mini aventura. E acredite, Dom Quixote tem muitos capítulos!

Quando você vai avançando na leitura, pode sentir uma leve sensação de tédio. Mas não se preocupe, quando o tempo de leitura corre mais um pouco, você se vê como que acostumado com a companhia do livro e ele entra na sua rotina, meio que se torna parte de você. (relevem o exagero)

Demorei torno de um mês para concluir a leitura. E agora, terminada a leitura, eu estou aqui, órfão, com saudades do Nobre cavaleiro e seu inseparável escudeiro.

Nem vou entrar no mérito da importancia histórica do livro de Cervantes, para isso você tem o bom sábio tio Google. Me atenho somente ao que é escrito e minhas sensações, se é que isso lhe interessa, ó desocupado leitor.

Se você é daqueles que, ao se deparar com um grosso volume de um clássico da literatura, ja sente aquele desânimo pensando que, além da grossura, ainda tem aquela linguagem difícil (para os cult's leia-se "linguagem sofisticada" ou "clássica"), não se desanime, nobre leitor. É normal. Você não tem do que se envergonhar. Há outras formas de você entender o personagem Dom Quixote sem necessariamente ter que ler os dois volumes do livro. E disso falo em seguida.

Existem duas coisas que para mim refletem precisamente o espírito em torno do imáginário do personagem Dom Quixote.

Uma delas é o filme "Don Juan DeMarco", com atuação bem convincente e marcante de Jonny Deep e Marlon Brando.

Ou, se você quer uma coisa mais "na real", entre no youtube e veja todas as entrevistas e participações em programas de tv do INRI Cristo, que, a meu ver, é um ótimo exemplar de um verdadeiro Dom Quixote dos nossos loucos tempos.

Isso tudo, tomando um bom vinho vagabundo ao som de "Balada do Louco" dos Mutantes!

Então, para todos os loucos de plantão, o meu sincero "lero lero lero"!

E claro, boa leitura! Sempre!
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kassya 24/07/2009

Um cavalheiro em busca de mudanças. Adoro aquela estatua dele... magricela e desengonçado. Um dos meus personagens prediletos.
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Mateus 17/12/2009

Enfim, acabei de ler D. Quixote. Embora tenha palavras difíceis, e embora seja grande, Dom Quixote com certeza deve ser considerado o melhor livro de todos os tempos. Tem de tudo: quem não riu com as trapalhadas e loucuras de D. Quixote e Sancho Pança? Quem não sentiu medo, quando estranhos seres encapuzadas andavam sombriamente no meio da estrada? Quem não se entristeceu com as pobres donzelas incompreendidas? E quem não se enamorou dos casais e personagens desse vasto livro?
Tenha certeza de uma coisa: tudo o que você encontra nesse livro irá maravilhar você, e embora D. Quixote seja um louco, é mais inteligente que o cura, o barbeiro, o duque, o Sanssão Carrasco e qualquer outro!

Viva D. Quixote! O maior cavaleiro de todos os tempos!
Viva Sancho Pança! O melhor governador que uma ilha poderia ter!
Viva a este livro, que é o melhor livro de todos os tempos!


Dica: Embora o livro ilustrado seja bem maior que os outros, pegue-o, pois você ira lê-lo bem mais rápido e vai se divertir muito com os seus ótimos desenhos.
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GarotoEnxaqueca 24/03/2013

D. Quixote (os dois livros)
Quero primeiramente lhes contar as reações que tive do livro D. Quixote ao longo da minha leitura. Ao abrir o livro o sentimento que tinha era de grande expectativa. Ao chegar à primeira metade do primeiro livro o sentimento já havia se transformado em decepção, mas ainda com uma pequena expectativa. Ao chegar à metade do segundo livro o sentimento era basicamente de decepção e tédio. Por fim, ao concluir a leitura do livro o sentimento que tive foi de grande alívio. Fora umas risadinhas aqui, outras acolá, bem raras por sinal, pois este livro está longe de ser tão engraçado quanto dizem, a leitura é predominantemente morna e eu ansiava loucamente por terminá-la de uma vez. Por um bom tempo esperei que o livro fosse se tornar mais interessante, sua narrativa mais intensa e dramática, mas ele permanecia morno, e assim ele seguiu, morno, morno, morno, para por fim chegar ao término da leitura e me perguntar: Então é isso?

A despeito de haver lido com bastante atenção, Don Quixote foi um livro do qual eu me desligava facilmente quando não o estava lendo. Ele é um daqueles livros que após ler umas dezenas de páginas à noite eu me deitava na cama e nada daquilo que eu tinha lido afetava a minha imaginação. Isto porque as aventuras do cavaleiro e seu escudeiro assim como as histórias paralelas que são contadas aos dois pelo caminho geralmente não prendem o leitor à história, muito pelo contrário, elas tendem a causar fastio. Tudo parece coberto por um ar repetitivo, alheio e monótono. Os personagens, apesar de todos falarem incrivelmente bem, falam da mesma maneira mais parecendo estereótipos saídos de um mesmo molde do que qualquer outra coisa. Mesmo o analfabeto Sancho Pança que para mim é o personagem mais agradável do livro não foge deste molde. E não esperem por uma profunda caracterização interior dos personagens, insights, ou profundas reflexões sobre a natureza humana na narrativa de Cervantes, ele neste ponto é totalmente diferente de seu contemporâneo Shakespeare por exemplo. Também não esperem encontrar neste livro construções de belas imagens, descrições poéticas da natureza ou diálogos que remetem aos estados mais raros e preciosos da alma humana. O texto se limita quase que totalmente a narrar ações e a transcrever insípidos diálogos.

Há mais três coisas que os leitores que ainda não leram D. Quixote talvez se interessem em saber. Primeiro. Este livro adota o método de se utilizar de incríveis coincidências para solucionar algumas tramas. Para mim isso sempre me pareceu falta de engenho por parte do escritor, ainda que alguns defendam o fato de por ser uma ficção não há nenhum problema em amarrar e solucionar uma trama de modo implausível. A segunda coisa já foi mencionada por uma resenha daqui e está ligada à primeira. Nas tramas contadas à D. Quixote a narrativa por vezes se assemelha aos contos de fadas feitos para crianças onde um inverosímel final feliz une um casal de apaixonados que foi separado por um cruel destino. Alguns desfechos das tramas paralelas que perfazem o livro são toscos o suficiente ao ponto de se assemelharem aos finais das novelas televisivas. A terceira coisa que vocês devem saber, e esta ao contrário das anteriores não é bem uma crítica, se refere à linguagem. A que encontrei na tradução da Editora 34 (minha edição bilíngue permitiu-me cotejar por diversas vezes o texto original) como dificilmente poderia deixar de ser, é bastante erudita obrigando-me a recorrer ao dicionário inúmeras vezes, fato este que tornou a leitura ainda mais cansativa. E não me vejam por um leito preguiçoso pelo que vou dizer, mas este livro ficaria melhor em minha opinião se Cervantes tivesse cortado grande parte do seu texto (cortes que facilmente poderiam ser feitos sem risco de causar grandes perdas à história central). Também me decepcionei com o personagem Don Quixote. Apesar de seu senso de justiça, sua coragem, sua eloquência e seu profundo conhecimento no que se refere à cortesia e à cultura em geral, Don Quixote é irascível, sofre de surtos de agressão sem necessariamente ter sido provocado, possui ilusões de grandeza e é extremamente vaidoso e prepotente. Sua figura esteve sempre um tanto longe do romântico, ingênuo e sonhador cavaleiro andante imaginado por mim antes de começar a leitura, pois mesmo seu romantismo me parecia mais uma afetação de cavaleiro do que uma sincera paixão por sua dama, a sem-par Dulcinéia del Toboso.

Ainda que haja alguns bons momentos no livro como a história do Curioso impertinente (a melhor das histórias que correm paralelamente ao eixo central e uma das poucas sem um final feliz), este bons momentos são muito esporádicos e nem tão bons assim, e embora a história num todo seja bem contada eu não consigo deixar de pensar que os exagerados elogios feitos para este livro são em sua grande maioria mais um reflexo de impotente respeito do que uma sincera opinião. Ou talvez, lendo outras resenhas me veio isso à mente, seja pelo fato de muitas pessoas se sentirem inconscientemente intimidadas e preocupadas em se passarem por idiotas ao assumirem que não gostaram de um dos maiores clássicos da literatura mundial. Ou será que a maioria aqui está se referindo à adaptação? Talvez seja isso. O fato é que eu não consigo levar muito a sério todo aquele papo intelectual da importância de alguns livros no campo da arte, seu impacto na humanidade, a profunda mensagem que tal livro nos passa ou então ter em consideração o esforço exigido para se escrever uma obra, eu simplesmente considero este livro demasiadamente superestimado e eu não sinto nenhuma espécie de escrúpulo em afirmar isso. E bem sei que leitores mais melindrosos se sentirão ofendidos com minha resenha e inevitavelmente pensarão que eu não fui capaz de compreender esta grandiosa obra, ao menos compreendê-la a fundo, mas espero que haja aqui também leitores menos respeitosos e por que não? menos intelectuais capazes de apreciar ao menos minha honestidade, ainda que não concordem com nada do que foi escrito aqui.

Pedro Henrique 24/03/2013minha estante
Gostei de sua resenha, concordo com diversos aspectos levantados por você. Estou quase finalizando o primeiro volume e, apesar de existirem certas ressalvas, sinto prazer ao ler o livro. A linguagem e os recursos estilísticos da obra possuem limitações muito fáceis de serem verificadas, ficando bastante claro o aspecto simplista da narrativa, isto quando não ocorrem passagens que parecem alheias ao próprio desenvolvimento da obra.
Ao menos pelo fator histórico e de formação estética do leitor me pareceu interessante, ainda que tais itens não sejam nem de perto importantes quando comparados ao aspecto subjetivo que cada leitor poderá inteligir e, posteriormente, tirar suas devidas conclusões.
Enfim, ainda me faltam várias páginas para encerrar o livro, é possível que haja espaço para que eu sinta arrependimentos.




André 12/11/2013

Resenha: Dom Quixote De La Mancha
Tendo em vista a meta de adquirir conhecimento, fiquei de ler e descrever em forma de resenha o livro, que recebeu o titulo de melhor de todos os tempos, a grande obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote De La Mancha. Com a brilhante tradução de Ferreira Gullar, e ilustrações de Gustave Doré, a linguagem da obra firmou-se com características da juventude brasileira, assim ficando mais apta aos estudantes do ensino médio, que necessitam da obra em sua vida acadêmica e social.
A história gira em torno, do velho fidalgo, Dom Quixote, que após muito ler, e se apaixonar por livros de cavalaria andante, acaba por enlouquecer e criar um mundo paralelo em sua mente e propõe a Sancho pança, que se torne seu escudeiro em uma jornada de aventuras e lutas, que não passavam de mera imaginação.
Em seu mundo imaginário, o personagem cria situações dignas dos maiores cavaleiros de toda a história, mas ao contrario dos verdadeiros cavaleiros, suas aventuras não acabavam muito bem, garantindo então a interatividade e diversão de quem o lê. Como todos cavaleiros das aventuras lidas por ele, sempre havia uma paixão, que então não poderia faltar na aventura de Dom Quixote, que por sua vez criou em sua mente, a tão formosa Dulcinéia Del Toboso.
Todo o desenrolar da obra é rico em imaginação, que de forma hilária cria falsos feiticeiros, gigantes e maus feitores. O traço mais marcante dessa obra é a irreverencia e as situações que a personagem principal cria em seu estado de insanidade, que só volta ao normal no fim do livro.
Como decidi procurar ler títulos clássicos e mundialmente conhecidos, tive minha primeira experiência com o livro, Hamlet, do escritor inglês, William Shakespeare. Motivado pela experiência do primeiro e a vontade de adquirir conhecimentos que me renderão no mínimo, uma conversa interessante li o livro aqui resenhado e Indicado a todos os leitores e principalmente, aos iniciantes no mundo da leitura, que sem sombra de dúvidas, irão se apaixonar pela literatura e buscarão ler outras obras.
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Cleston 09/06/2012

Dom Quixote
Sacanagem desmatar arvore pra imprimir um livro ruim desse.
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Victor 16/10/2009

Realmente merece ser apontado como um dos melhores livros da literatura universal, mas apenas quando levados em conta os dois volumes, não apenas o primeiro. Até porque este é bastante tedioso e repleto de histórias paralelas desnecessárias e com estilos diferentes do do restante da obra, sendo inexplicável o motivo de Cervantes os ter ali inserido, como é o caso da história "O Curioso Impertinente". Já no segundo volume, o enredo ganha mais vida, acontecem coisas realmente interessantes. Eu diria que o segundo volume cumpre o que o primeiro apenas promete: uma história divertida, apaixonante e inesquecível.
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Lima Neto 31/01/2010

dei cinco estrelas na primeira vez que li esse livro e torno a dar cinco estrelas, agora que fiz uma releitura de tão magnífica obra, ficando assim, "Dom Quixote", um livro "dez estrelas" na minha estante do skoob. no entanto, ainda é pouco, ante tamanha força, tamanha beleza que possui essa tão magnífica obra da literatura mundial.
na sua primeira leitura, é impossível um leitor não se encantar, não se sentir tocado e envolvido, bebendo cada palavra desse tão grandioso livro.
louco, Dom Quixote? ele, não, talvez sejamos loucos nós, por não corrermos atrás de nossos sonhos, de nossos ideais, ficando presos em nossas "prisões imaginárias".
são? sem dúvida, por ter tido a coragem de viver o seu sonho, por resgatar, por renascer algo que, para muito, estava esquecido, que estava morto, mas apenas para alguns: para ele, nunca.

não só o mundo das letras deve muito a Cervantes por nos presentear com sua magnífica ora "Dom Quixote". nós, como seres humanos, leitores apaixonados como somos, também devemos muito ao escritor, ao livro, ao personagem. afinal de contas, Dom Quixote sou é, é você, somos todos nós.

é um livro sempre atual, magnífico, um verdadeiro espelho de nossa sociedade, seja lá em que tempo for.

uma obra apaixonante em todos os aspectos, desde as primeiras palavras. sua linguagem extremamente rebuscada, é algo que fascina, que apaixona, que nos faz entrar, cada vez mais, na história, na mente do personagem.
Guilherme 08/08/2011minha estante
quantos ajetivos....




Gi 31/03/2009

Humor inocente
Um cavalheiro maluco e um escudeiro sem qualquer semelhança com o estereótipo conhecido. Viagens e viagens. Ótimo para instigar a fantasia de quem já se esqueceu do que é sonhar.
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