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Vermelho Amargo

Bartolomeu Campos de Queirós
Resenhas
Recentes
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Paula 25/11/2013

Uma boniteza.
Poesia pura. Saí sublinhando o livro inteiro. Recomendo.

"Para alimentar a saudade do meu primeiro amor, comia retratos, rezava sem fé, mastigava hóstia, subtraía-me, entregava-me às amoras e seus aromas. Não havia mundo lá fora. Só amor, dentro e fora de mim. Virei dois, como a mulher de duas almas que visitava a minha rua. Faltavam-me rédeas para frear meu amor. Ele me roubava para o fundo do quintal, afogava-me nos rios, transportava-me para os pastos, subia-me nos galhos das árvores, mesmo sem fruto para colher. Eu amava, ou melhor, por inteiro, eu só era amor." [pág.22]


"Sempre suspeitei o nascer como entrar num trem andando. Só que, o mundo, eu não sabia de onde vinha nem para onde ia. E, no meu vagão, não escolhi os companheiros para a viagem. Eram todos estranhos, severos, amargos, impostos. Também entrei sem comprar o bilhete de viagem. Minha bagagem, pequena, cabia debaixo do banco - da segunda classe - sem incomodar. Contrabandeava poucos pertences : uma grande dor que doía o corpo inteiro e a vontade de encontrar um remédio capaz de remediar o incômodo. Até hoje o mundo ainda não atracou. Vou sem escolher o destino. O trem estancava na minha cidade, trocava de carga e reabastecia-se. O mundo só nos permite uma baldeação definitiva."
[pág. 38]
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paulanapoliao 07/09/2013

Ausência
Ressaca literária. É isso o que sinto agora, após a leitura breve e impactante de Vermelho Amargo. Não pretendo aqui resenhar, visto que isso já foi muito bem feito por vários usuários do skoob, especialmente a Ladyce (que resenha!). Ainda assim, e sem desmerecer ninguém, creio ser impossível fazer qualquer resumo do que é esta obra. Digo isso porque não há um trecho que a simplifique, exemplifique ou mesmo um trecho que se sobressaia perante os demais.
Daqueles livros saborosos em seu dissabor. Precisei de um tempo para refletir sobre. Reli trechos, assimilei parágrafos, digeri tantos outros. E me veio só o silêncio, com toda a sua ausência. Sim, ausência seria a palavra que mais chega perto do que senti durante sua leitura. Um vazio.
E depois o choro. Chorei copiosamente ao fim deste livro. E o mais curioso: não sei bem o motivo. O fato é um só: é um Senhor Livro. E Bartolomeu Campos de Queirós um escritor memorável.
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Nanci 04/09/2013

Um compromisso com a beleza
[resenha escrita em 5/8/2012]

Li Vermelho Amargo em 2011, quando o livro foi lançado. Não foi o primeiro texto bem escrito e comovente que li sobre a infância, mas certamente foi o que me tocou mais profundamente.

Vermelho Amargo é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2012, cuja lista de concorrentes, conheci hoje (5/8/2012). Talvez por isso: pelo fato de Bartolomeu ter nos deixado antes de receber mais esse reconhecimento, decidi registrar meus comentários sobre esse seu livro tão belamente triste.

Seu poema condensa toda estrutura dos sentimentos humanos. Ao revisitar a dor de sua infância, Bartolomeu nos empresta senso poético à nossa própria experiência de vida.

Poderia para expressar meu apreço - mais fácil e menos arriscado - reproduzir frases do próprio livro, pois Bartolomeu escolheu cuidadosamente cada palavra que escreveu; palavras belas de significado, dimensão e sonoridade. Prosa e poesia unidas por tamanha intimidade, que não se apreende uma sem a outra.

Poderia me amparar nas metáforas e imagens eleitas pelo próprio autor. Ouso, em contrapartida, me segurar em sua delicada e invisível cerca de arame farpado: essa fronteira entre realidade e fantasia. Assim, voltamos a ser menino curioso diante do lado de lá; mundos separados pelo tempo: por dois fios de arame envoltos em si, formando uma barreira reforçada, para marcar e proteger os territórios dos homens. Uma trama delicada de arame que possui, de intervalo a intervalo, farpas afiadas, que nos magoam suavemente - como a vida.
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Thaís Vitale 15/07/2013

A prosa poética do autor emociona o leitor. A dor e a tristeza do narrador são expressas de modo belo por Bartolomeu Campos de Queirós. Livro lindo e tocante!
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