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Eriana

Filha da Morte e Vida

Marcelo Paschoalin
Resenhas
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Annie 05/11/2011

Eriana, por Ana Nonato.
Espaço
Varia bastante, em especial dentro da abadia.

• Caracterização: É uma caracterização bem típica da personagem, com influências claras de RPG e filmes épicos.


Tempo
Tempos imemoriais.


• Caracterização: Este é um dos poucos livros em que a caracterização clara do tempo não faz diferença nenhuma, já que este não é o foco principal do mesmo. É inferido parcialmente pelo espaço, mas como dito: não interfere de modo algum na leitura.


Personagens
Eriana, como personagem principal, é a mais complexa e caracterizada. As outras personagens possuem uma caracterização lógica, mas ainda um tanto subjetiva.
Um dos pontos altos da personagem é a sua relação com a deusa da vida e da morte Gwyanna. Em todas as ações e os porquês de Eriana lá está a deusa, guiando-a, instruindo-a, dando força. Neste sentido, é uma relação muito intensa entre as personagens e destas com o leitor.

Coerência entre espaço, tempo e personagens
A coerência é muito forte, em especial entre espaço e personagens, já que tempo não é relevante neste caso.


Enredo
É um enredo intenso, principalmente por seu caráter relativamente curto. Como dito em Espaço, lembra muito uma aventura de RPG ou um livro épico. Por ser curto, pode passar a equívoca impressão de ser incompleto... Ledo engano. O fato de ser mais sucinto propicia uma maior interação com o leitor e, consequentemente, uma maior intensidade na leitura. Outro ponto favorável é que, por ser tão intenso do começo ao fim e por ser curto, não tem tantas variações de "humor", assim evitando o cansaço do leitor, fazendo com que se apegue à história. Apesar de uma linguagem mais formal (que é totalmente condizente com o livro), o leitor não deve temer se apaixonar e querer ler até o último ponto final.
Eriana também traz reflexões sobre o que move a sociedade e o que a choca. Por exemplo, a ordem do título: "filha da Morte e Vida" faz dele bastante forte. E a contra-capa: "Até onde irias por sua fé?". A maioria das pessoas só faz algo por sua fé quando isto lhe interessa... mas Eriana não. Este livro é um bom exemplo de como a fé pode ser surpreendente, o que lembra muito as história da Bíblia cristã, principalmente o Antigo Testamento.

Capa e Sinopse
A capa reforça a impressão do RPG, do épico, dos games, o que não a faz menos bonita; pelo contrário, atiça a curiosidade do leitor.
A sinopse é bem explicativa, mas ao mesmo tempo evita que o leitor perca a vontade de ler; cumpre com louvor o seu papel.


Estrutura física
O livro tem um formato pocket, o que permite que seja levado para quaisquer lugares (o que é ótimo para pessoas ocupadas, embora seja bem rápido de ler). Apesar disto, as letras são bem visíveis e bem diagramadas. As folhas têm aquele aspecto branco que pode cansar o leitor.
Não há erros de português. A estrutura de capa e das folhas é forte e agradável ao toque.


Gostou da obra?
Achei de uma profundidade e misticidade incrível. Mal posso esperar para ler os outros livros do autor, principalmente se seguirem esta linha lógica. Eriana me surpreendeu do começo ao fim com sua fé forte, mas que não a deixava cega. Ela é uma personagem muito forte e que possibilita uma reflexão válida sobre valores. Realmente, gostei!


Avaliação

- Enredo (original, sem grandes variações de intensidade, permite a reflexão): 5 (ótimo)
- Capa e sinopse (esquema de cores e conformidade excelentes): 5 (muito bons)
- Estrutura Física (bom material de capa e letras. Cor branca das páginas é uma desvantagem): 3 (boa)
- Espaço (caracterização excelente): 4 (muito bom)
- Tempo (pouca importância, consequência dos outros): 2 (regular)
- Personagens (complexidade e maturidade de Eriana): 5 (ótimas)
- Fluxo narrativo (variação quase nula - intensidade constante): 4 (muito bom)
- Aspectos linguísticos (não há inconformidades): 5 (muito bons)


Nota: 4,1 (MUITO BOM)

Recomendações
A todos que queiram uma aventura épica, reflexão sobre o mundo, exemplos de fé e perseverança. Recomendado a todas as idades!

Veja resenha completa em: http://seismilenios.blogspot.com/2011/11/resenha-eriana-filha-da-morte-e-da-vida.html


Mah 12/09/2011

Eriana - Resenha
Resenha completa (http://livroecoracao.blogspot.com/2011/09/eriana-filha-da-morte-e-vida-marcelo.html)

Eriana é a sacerdotisa da deusa da morte e vida Gwyanna. Ela constantemente tem sonhado com um lugar que a chama, que a atraia e isso tem lhe deixado inquieta, pensando quais são os planos que sua Deusa está mostrando para ela. É pensando nisso, que ela decidi ir nesse local dos sonhos.

Iniciando sua jornada, ela é enviada para uma abadia. Nesse local ela encontra-se com vários mistérios que exigem seus poderes e sua devoção a deusa. Mas também é nesse local que ela terá sua fé testada e encontrará com perigos que nem Gwyanna poderá lhe salvar.

Eriana é um livro de ação e misticismo religioso. Confesso que tirando a Eriana e a deusa Gwyanna, eu não senti ligação com nenhum outro personagem. Quem vai ler ou leu, deve ter percebido que a participação de outros personagens são mínimas no livro, o enfoque todo é em Eriana e na sua fé em Gwyanna. Isso não é de todo mal, mas às vezes cansa. Contudo, isso não desmereceu a história.

O Autor conseguiu criar uma linguagem gostosa, que faz com que iniciemos a leitura e não consigamos parar mais. Por isso, agradeço a autor pela oportunidade de ler o livro e me apaixonar por Eriana.


Susana Weiss 17/08/2011

Uma aventura Eletrizante
O livro é muito intenso, a ação começa já nas primeiras páginas e só terminam no final da leitura! Eu tive por muitos momentos da minha leitura a sensação de estar revivendo o tempo em que eu jogava aquelas aventuras solo de RPG do tipo: “...se vc quer enfrentar leia o trecho 8, se quer fugir o trecho 20...”
O livro é dinâmico, com batalhas místicas e deuses protetores. O autor nos apresenta a sacerdotisa da Morte e Vida Eriana, uma mulher devota da Deusa Gwyanna e que carrega uma foice (símbolo da morte e vida), Eriana parte para uma aventura em uma abandonada abadia guiada por um sonho recorrente que ela acredita ter sido enviado por sua deusa e lá encontra ladrões, almas penadas, bruxas malignas e deuses enfurecidos, tendo que em nome de sua devoção e fé enfrentar tudo e fazer triunfar a benção da sua deusa da morte e vida!
A narrativa é do tipo que não te deixa fechar o livro sem pensar em como vai seguir a história e surpreendente, tudo que eu tentei adivinhar eu errei! O livro tem uma linguagem fácil e culta passando uma idéia medieval, ao menos passou para mim, muito interessante para ambientarmos as personagens. É um livro vibrante e cheio de emoções que vale a pena ser lido.


Danika 22/07/2011

Até onde irias por sua fé?
Desenvolver uma personagem, uma heroína, cuja vida é permeada constantemente pela Morte e por sacrifícios e ainda assim conseguir imprimir a tal personagem uma aura de felicidade e de ideal de vida é sem dúvida uma grande façanha.
É incrível como pelo título do livro, ou no caso, o subtítulo, a palavra morte pese tão mais na impressão das pessoas do que a palavra vida. Rs.

Enquanto estive de posse de Eriana – Filha da Morte e Vida durante as minhas leituras (sim, li e reli o livro umas 4 vezes) os comentários de meus amigos e familiares eram os mesmos:

“Nossa Dani! Você já está lendo essas coisas de novo!”

“- Menina, ler esse tipo de livro atrai coisa ruim! Procura ler um romance, uma coisa mais zen ou mais autoajuda. Um livro light. Você não extrai nada de bom lendo sobre Morte.”

Eriana é filha da Morte E Vida. Provavelmente se a ordem das palavras fosse invertida as pessoas teriam feito comentários diferentes… Mas creio que ainda assim receosos pelo peso da palavra morte. É como se as pessoas não quisessem ser lembradas do que um dia mais cedo ou mais tarde a morte as alcançará. De fato, é logo com essa perspectiva que Paschoalin inicia o livro citando Francis Bacon:

“Men fear death as children fear dark to go in the dark; and as that natural fear in children is increased by tales, so is the other.”

“Os homens temem a morte assim como as crianças tem medo do escuro; e assim como esse medo natural nas crianças é instigado pelas estórias, do mesmo modo é com os homens.”

Eriana contudo vive sua vida baseada na dualidade Morte-Vida sendo sacerdotisa devotada a sua Deusa Gwyanna, portando sempre consigo uma foice símbolo deste ciclo da roda viva da vida. É dela a responsabilidade de encaminhar os espíritos perdidos ao encontro da Deusa em busca de conforto e descanso eterno.

“É mesmo essa a vontade de Gwyanna? Ou é a tua vontade? (…)

Ela sorriu. Era a primeira vez que sorria naquela noite quieta. -Minha vontade, meu irmão, é a vontade da Deusa. Eu parto amanhã.”

Mas alguns sonhos guiam-na para uma nova missão, seu caminho logo se cruza com o de Barthold, um ladrão (ou caçador de tesouros, como ele prefere ser chamado, mesmo que estes tesouros pertençam a outros, rs). Conhecemos ainda Dennog, zelador da abadia onde se passa a maior parte da trama, ele é uma espécie de Argus Filch* só que ainda mais feio. Já Melissa, uma outra ladra, ops! … digo, outra caçadora de tesouros e também amiga de Barthold acaba tornando-se uma agradável surpresa e uma boa aliada para Eriana.

Em apenas 7 capítulos distribuídos em 134 páginas, Paschoalin desenvolve uma trama que prende o leitor do inicio ao fim e o deixa ansiando por mais, muito mais. O livro apesar de curto é bastante completo. A estória é bem descrita, algumas personagens apesar de não terem seus perfis apresentados detalhadamente como sempre ocorre na maioria dos livros foram expostas de tal modo na narrativa que logo conseguimos captar o essencial de suas personalidades. O autor trabalhou sutilmente com os conceitos de fé, religião, moral todos dissolvidos em uma jornada de aventura, suspense e magia.

Eu poderia dizer também que a estória do livro tem característica de conto. Sabe, ela parece condensada aos pontos principais e sem muito rodeios. É quase como se tivesse um ritmo cinematográfico *-*

Quanto a pergunta da contra-capa do livro: Até onde irias por sua fé? Muitas pessoas, tanto as personagens do livro quanto as da vida real só ‘seguem a sua fé’ até onde lhes convém, não são todos que estão dispostos a fazerem sacrifícios, a viver sua vida em função do outro… sentimentos de amor, de altruísmo, estando ou não relacionados a uma religião não são facilmente praticados. Mas Eriana passa uma grande lição de vida, de convicção no Bem e em uma força maior do que ela e que a torna também poderosa de um modo. Por sua fé, Eriana foi até o fim.

#RECOMENDO!



May 21/07/2011

Resenha Eriana
Boa tarde pessoal do Sobre Livros! Tive a honra de ler, em primeira mão, o mais novo lançamento de um ótimo autor brasileiro: Marcelo Paschoalin.

Marcelo Paschoalin é também o autor do romance “A Última Dama do Fogo” e dos RPGs “Anel Elemental: o Legado”, “1887: Sob o sol do Novo México”, “Anel Elemental: a Nova Era”, “Aventura e Magia” e “Dark Fate” (este último publicado em inglês). Nascido em Santo André-SP, é casado e formado em Psicologia. Costuma dizer que sua profissão é ser escritor, tendo como hobby o trabalho diário

Eriana – Filha da Morte e Vida é seu mais novo livro, ainda sem data definida de lançamento, que narra a história, claro, de Eriana. Ela é uma sacerdotisa do Deus da Morte e Vida e o livro se passa no mesmo universo que A Última Dama do Fogo, apesar de não ter nenhuma relação com a história deste.

Eriana é um livro curtinho, de pouco mais de 100 páginas, em formato pocket, de agradável leitura, dinâmico, ágil. Teve pessoas que reclamaram do ritmo de AUDdF, mas Eriana mantém um ritmo estável (o que pode ser bom ou ruim, depende do leitor), muito mais ativo, com muitas cenas de ação e mistério, suspense, que te deixam com os nervos à flor da pele o tempo todo.

Toda história é mutável, mutante e uma surpresa, até para o autor. Em uma conversa, muito animada, com o Marcelo, descobri que Eriana começou de uma forma e acabou completamente diferente do que ele imaginava: os personagens tomaram vida, desconectaram os dedos do cérebro do autor e tomaram conta, contando sua própria história.

A Filha da Morte e Vida é devota, fervorosa, e segue seus sonhos, busca sua missão. Ela enfrenta os perigos de cabeça erguida, sabendo que sua vida é consagrada e que sua morte não é o fim, mas apenas um reencontro com quem mais ama: a deusa que venera. Até lá, ela cumprirá seu dever e protegerá os ideais da deusa onde puder.


Nem todos os personagens são tão puros, ou tão corretos, mas todos têm seus objetivos e são fiéis a eles, de uma maneira ou outra. A ajuda vem, quando necessária, de onde não se imagina e os perigos surgem de onde não se espera. É uma jornada dentro de uma Abadia, abandonada, mas nem tanto, com seus mistérios e assombrações, que Eriana precisa desvendar, entender, para descobrir o mistério dos desaparecimentos recentes.

Não quero, nem posso, falar muito, com um livro curto e, principalmente, de mistério, qualquer coisa que se fale é spoiler – e ninguém gosta de spoiler.

O que posso dizer, se é que já não falei tudo isso antes, é que é um ótimo livro, vibrante, pintado com cores sombrias e medievais, porém com personagens claros que, apesar de terem objetivos e personalidades, nenhum dos dois fatores é imutável, engessado, podendo se alterar, dentro do que seria crível.

Recomendo a todos os fãs de literatura fantástica, especialmente a literatura fantástica pseudo medieval (que se passa em um mundo medieval mas não necessariamente na Terra Medieval).


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