Dom Casmurro

Dom Casmurro
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Resenhas - Dom Casmurro


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milly 14/04/2015

Religião X Coração
Com esse título, caro leitor, não tenho a intenção de insultar nenhuma religião, mas, com duas palavras e um x demostrando combate, resumir a história de Bento Santiago, narrada no livro de Machado de Assis, Dom Casmurro, publicado pela editora Rovelle, no ano de 2008, Rio de Janeiro.
Com 191 páginas, Machado de Assis conta a história desse garoto que foi preparado desde menininho para ser um padre em nome de uma promessa feita pela mãe para Deus.
O livro começa contando o porquê do título Dom Casmurro, depois a história dá início.
Bentinho, menino carinhoso e obediente, muito quieto e não muito intelectual, ouve uma conversa entre sua mãe, D. Glória, prima Justina e José Dias. Aquela muito santa, humilde, viúva e temente a Deus, essa, uma mulher meio rabugenta, que vê defeito em tudo e em todo, e este, o que fundamentaliza a conversa, é um grande amigo da família, que veio com uma breve mentira e se instalou como maior voz do grupo familiar.
De acordo com José Dias, D. Glória deve tomar muito cuidado com a amizade de Bentinho e Capitu (falo já nela), pois se o menino há de ser padre deve destruir qualquer laço que tiver com uma mulher, e como os dois ficam juntos, não se descarta a ideia de um possível namoro, que não ajudaria em nada no cumprimento da promessa. Por tanto era melhor adiantar o seminário o quanto antes.
Ouvido isso, Bentinho vai atrás da vizinha e a surpreende escrevendo algo no muro, que o impede de ver assim que nota sua presença. Capitu, de nome Capitolina, é a menina mais desejada da rua de Mata-Cavalos, meiga, sapeca, linda, e esperta. Traz consigo lindos cabelos presos em duas tranças que, por sua vez, eram presas pelas pontas uma na outra. Olhos claros, que Bentinho caracteriza como "olhos de ressaca".
Depois de engana-la, Bentinho descobre que a menina escrevera no mura de sua casa com um prego: "Bento e Capitolina"; logo ele conclui o óbvio: José Dias estava certo, os jovens se amavam.
Ao contar o que ouviu de José Dias e que a mãe concordara, Capitu fica entre depressiva e enraivecida, mas logo tem a ideia de Bentinho convencer a José Dias a ficar do seu lado, e tentar convencer D. Gloria de que nem pode e nem quer ser padre. O jovem gosta da ideia e fala com o homem, este, por sua vez, promete que tentará falar, mas que tentar não é conseguir.
Esperando a resposta de José Dias, Bentinho vai visitar Capitu, como de costume, e a encontra penteando os cabelos. Numa mistura de amor e admiração, o menino pede para pentear a amada e ela deixa. Bentinho a penteia devagar curtindo afago que faz no cabelo de Capitu. Depois de terminado, o jovem fica frente a frente com a mocinha e, pela primeira vez, confirma seu amor por ela com um beijo recíproco. Mesmo quase sendo flagrados pela mãe da garoto, os jovens mantém um namoro escondido, enquanto tentam aniquilar a ideia de Bentinho virar padre.
A luta é em vão, pois, mesmo depois de conversar com a mãe, Bentinho é obrigado a ir ao seminário, mas com a promessa que, se em um ano ele não se adaptar a ideia de virar padre e a vida de seminarista, poderá voltar para casa.
Bentinho vai conversar com Capitu, e a faz prometer que irá se confessar apenas com ele, e que ele irá fazer seu casamento. A menina, triste com a conversa conformada do amor impossível, diz não conseguir exigir isso dele, mas que o deixará batizar seu primeiro filho. Isso abala o coração do jovem apaixonado, mas faz nascer do ciúme e a insegurança uma promessa bem melhor, aliás, não uma promessa, mas um juramento perante Deus. Os jovens, de mãos unidas, juram que só se casarão um com o outro, independentemente do que o futuro reservar, e assim o casal sela a promessa com um beijo apaixonado.
Esse livro foi o que eu mais amei até agora dos livros brasileiros que li. Traz uma história mais lenta e mais parecida com o cotidiano do que as novas histórias de aventura e sucesso que rodam por aí atualmente. Amei-a a cada momento, por que o escritor conversa com o leitor de modo a transparecer intimidade, já que ambos desfrutam de algo em comum: a obra. Para não dizer que o livro é perfeito, seu final, depois do "felizes para sempre" torna-se longo, e há capítulos que narram coisas na minha opinião desnecessária, mas fora isso, o livro é demais, e eu recomendaria a qualquer leitor sem preconceito com a crença católica que estivesse disposto a conhecer uma boa história machadiana.
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Karina 12/04/2015

Machado de Assis foi cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Escreveu o livro Dom Casmurro na segunda metade do século XIX, época de escrevidão no Brasil. O livro é narrado por Bentinho, um jovem que está prestes a ser mandado para o seminário por causa de uma promessa feita por sua mãe, Dona Glória. Ele descobre a promessa ouvindo um conversa entre sua mãe e José Dias, um agregado que vive de favores na casa da mãe de Bentinho. O jovem nutre uma paixão pela sua amiga Capitu que ao saber que Bentinho terá que ser um seminarista começa a arquitetar junto a ele planos para que ele não tenha de ir, porém todos são em vão, pois Bentinho acaba indo para o seminário, porém promete a ela que eles um dia se casarão. No seminário ele conhece Escobar, que se torna seu melhor amigo. E é ele quem tem a ideia de que Dona Glória envie para o seminário um escravo, para pagar a promessa no lugar de Bentinho. Anos depois, após Bentinho ter concluído seus estudos, casa-se com Capitu, Escobar por sua vez, casa-se com Sancha, uma antiga amiga de Capitu. Os problemas entre Bentinho e Capitu inciam-se pela demora para terem um filho, enquanto que Escobar e sancha tem uma menina a quem chamam de Capitolina. Anos depois Capitu dá a luz a seu filho e colocam nele o nome de Ezequiel em homenagem a Escobar. Bentinho começa a perceber muita semelhança entre seu filho e Escobar ficando muito desconfiado. Escobar acaba um dia morrendo afogado no mar, mas a desconfianças de Bentinho apenas aumentam. Ele fica então convencido de que fora traído por sua mulher e seu falecido amigo.
O livro realmente merece a fama que possui pois é uma incrível obra, muito intrigante e interessante que vale a pena ser lido. Machado de Assis sabe fazer uma perfeita construção dos personagens e isso é uma das vantagens do livro.
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johnatan 07/04/2015

O livro narra a história Dom Casmurro, pois foi um apelido dado ao personagem principal, Bento Santiago, e diz que escreve por falta do que fazer a história se baseia no romance entre esses dois personagens e num possível romance entre Capitu e Escobar, melhor amigo de Bentinho este último é o narrador da história, portanto, tudo que sabemos deste triângulo amoroso é por sua visão esse fato faz com que não seja possível saber se a traição ocorreu ou não bento sabendo da sua partida próxima para o seminário foi ter com sua amiga, Capitu os dois eram amigos de infância e dessa amizade nasceu um amor ele lhe contou sobre a promessa e os dois desde já começaram a lutar buscando formas de evitar a separação que viria decidiram então pedir que José Dias lutasse por eles o interessante da obra é sua capacidade de enganar. Segundo John Gledson a capacidade de enganar, do romance, é extraordinariamente completa, como de fato está implícito em que a possível inocência de Capitu permaneceu virtualmente despercebida durante tanto tempo. Isto está presente tanto no nível geral do romance como nos graus mais humildes das orações, cuja a estrutura é mais complexa do que o leitor apressado, preguiçoso ou demasiadamente confiante possa imaginar.
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Bianca 07/04/2015

Olhos de cigana oblíqua
O livro foi um dos que motivou o meu amor pela leitura. Lembro até hoje que uma prima estava arrumando as coisas para levar para a casa nova depois de casada. Cheguei na casa dela, e sobre a mesa estava um exemplar meio surrado e bem antigo da obra. Trouxe para a casa e jamais me arrependi.

Já li várias vezes, inclusive na época de escola para uma prova de literatura. Quem nunca pegou o livro para ler, não sabe o que está perdendo. A história tem um enredo que te abraça e não te solta mesmo depois da 2ª vez que você se permitir ler esse clássico!

Escrito por Machado de Assis no ano de 1899, e publicado pela Livraria Garnier em 1900, com data do ano anterior; somos apresentados a Bentinho (Bento Santiago). Com a cidade do Rio de Janeiro e o Segundo Império como pano de fundo, vamos acompanhando Bentinho desde a sua época de seminário até o seu casamento com a estonteante e misteriosa Capitu. E é desse ponto, o casamento, em que somos ainda mais tragados para a narrativa.

O envolvimento de Betinho e Capitu, se tornam o ponto central da narrativa; e o ciúme de Bentinho se torna seu principal algoz, tirando sua razão. Enquanto o personagem é mais reservado, com a mente cheia de dúvidas e com um amor cego por Capitu. Já a cigana de olhos de ressaca tem o espírito livre e descompromissados; o que faz com o que o casal ao mesmo tempo se complete mas se ‘estranhe’ em diversos momentos.

O principal questionamento por todos os leitores da obra é se Capitu traiu ou não Bentinho com o melhor amigo do marido. Mas, como todos sabem, Machado de Assis nos deixa sem uma resposta direta e concreta mas, acredito, que seja esse um dos fatos que nos fazem colocar o livro na prateleira com a etiquetinha de ‘adorei!’ na lateral!

Ao contrário dos livros de hoje, em que o cenário hot é quesito quase que obrigatório para o desenrolar da trama, em Dom Casmurro, um simples beijo roubado durante um momento de distração premeditada, é algo tão querido e ao mesmo tempo tão comemorado! Já deu pra notar que ando de bode com CEO’s né?

A obra é tão aclamada não só nacionalmente como internacionalmente, que uma versão do livro já foi adaptada para o cinema. Com Marcos Palmeira como Bento, um engenheiro de São Paulo que ganhou o nome em homenagem ao personagem literário e com Maria Fernanda Cândido como Capitu. O longa ganhou vários prêmios no período e continua agradando gregos e troianos.

Além do filme, em 2008, a Rede Globo lançou, em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis, a microssérie “Capitu”, e trouxe novamente com Maria Fernanda Cândido como Capitu. A adaptação foi bem recebida pela crítica e pelo público e continua como uma das séries mais pedidas na emissora para uma reprise. Eu assistiria, de novo!

Ambas as produções, focam na questão de se Capitu traiu ou não Bentinho têm por foco a mesma questão: Capitu traiu ou não traiu? Como só vemos o ponto de vista de Bentinho, que está consumido pelo ciúme, a resposta continua sem resposta. Pensando nesse ponto da história, pode ser que esse seja um dos motivos pelo qual o sucesso continua até o dia de hoje. Sim, eu sei que estou sendo repetitiva nesse ponto, mas a dúvida e a angustia de Dom, são fatores tão reais e palpáveis, que é impossível não se solidarizar com os questionamentos do personagem.

Na minha opinião, Capitu não traiu Bentinho. Mas é a MINHA OPINIÃO! Acredito que o ciúme possessivo do moço, o faz ver ‘chifre em cabeça de cavalo’. E me solidarizo também com a mocinha, por se ver cada vez mais desesperada por provar sua inocência e salvar seu relacionamento com o amor de infância.

Uma curiosidade é que Bentinho recebe o apelido de “Dom Casmurro” por causa dos comentários dos vizinhos do mesmo, que o chamavam de casmurro, acusando-o de que ser um homem calado e fechado em si mesmo. Uma prévia do principal questionamento do moço!

site: https://literalialista.wordpress.com/2015/04/07/olhos-de-cigana-obliqua/
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Thalita Medeiros 05/04/2015

Dom Casmurro para mim, deixou a desejar, óbvio que é uma ótima história, mas sou totalmente fã de Brás Cubas, dentre os três principais livros do Machado.

Minha opinião sobre a Capitu: Não, ela não traiu. Geralmente quando algumas pessoas estão apaixonadas e são ciumentas elas simplesmente ignoram os fatos reais e mergulham num mundo de fantasia. Bentinho deixou seu ciúmes cegar totalmente a realidade, como, por exemplo, achando que Ezequiel não era seu filho e tinha traços de Escobar. Ele se apegou tanto a esse ideia que ignorou a realidade.
Capitu era uma mulher bonita, e que chamava a atenção, porém em nenhum momento da história ela sai as escondidas para trair Bentinho, em nenhum momento fica claramente explicito qualquer tipo de traição.
Não esqueçam que o narrador em primeira pessoa é sempre alguém que aumenta a história, modificando-a aqui e ali.
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Valnikson 04/04/2015

1001 Livros Brasileiros Para Ler Antes de Morrer: Dom Casmurro

site: https://1001livrosbrasileirosparalerantesdemorrer.wordpress.com/2013/10/06/06-dom-casmurro/
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Janaina Alves 01/04/2015

Incrível!!!
Uma trama magnífica! é minha primeira leitura de Machado de Assis, e foi surpreendente. O autor não nos dá todas as respostas, e quando o livro infelizmente acaba, ficamos repassando cada detalhe, tentando descobrir as entrelinhas. Leitura indispensável.
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Juliana 30/03/2015

RESENHA: Dom Casmurro - Machado de Assis
Fugi de ler Dom Casmurro no Ensino Médio quando estava estudando para os vestibulares, mas agora na faculdade não pude escapar, o que no meu pensamento seria um fardo, tornou-se uma deliciosa leitura que prendeu a minha atenção do início ao fim, e que não consegui sossegar enquanto não chegasse a resposta para a famosa pergunta: Capitu traiu ou não traiu Bentinho?

Todo o livro é narrado por Bentinho, ele está escrevendo um livro sobre a sua vida, que pode se dividir em duas partes, a primeira parte é sobre a sua ida ao seminário e como ele fez para escapar disso para poder se casar, a segunda parte é sobre sua desconfiança em Capitu, o receio que ele sentia na possibilidade dela o ter traído. Em toda a narrativa Bentinho conversa com o leitor, todas as palavras são direcionadas para nós, como se ele quisesse que o leitor chegasse a tal conclusão.

Machado de Assis, nos apresenta Bentinho aos 15 anos, criado na Rua de Matacavalos no Rio de Janeiro, crescendo ao lado de Capitolina, que desde crianças formam uma dupla inseparável, mas que agora estão descobrindo algo além das brincadeiras, uma paixão que começa a arder e quando menos percebem já estão totalmente apaixonados um pelo outro.

Sua mãe engravidou do primeiro filho, mas não vingou, e quando soube que estava grávida de outro, fez uma promessa a Deus, que se ele viesse a nascer, estaria prometido ao seminário de padres. E assim aconteceu, logo que chegou na idade foi mandado para o seminário, mas em todo o período que estava lá só pensava em uma coisa: se livrar daquilo e se casar com Capitu.

No seminário fez um grande amigo, Escobar, a quem muito estimou até o dia de sua morte, o considerava como um irmão. Os dois conseguiram escapar do seminário, se casaram, construíram família, viviam bem, Bentinho com Capitu e Escobar com Sancha, uma mulher que era muito amiga de Capitu.

Em todo o enredo Capitu é apresentada como a mulher dos olhos de ressaca, ou olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Tal comparação é feita devido a ressaca do mar e por não parecer confiável para a pessoa de José Dias (um agregado da família de Bentinho, que morava com eles e servia a Bentinho como uma espécie de "criado").

Capitu não conseguia engravidar, mas Sancha teve uma bela menina na qual chamaram de Capitolina em homenagem a amiga. Depois de muito tentarem, Bentinho também ganhou um filho, e deram o nome de Ezequiel, em homenagem também ao seu querido amigo Escobar (pois seu primeiro nome era Ezequiel).

Depois de uma tentativa de assédio de Sancha em Bentinho (na qual ele recusou discretamente), Bentinho começa a pensar se isso já tinha acontecido com Capitu, se a sua amável esposa já teria dado "mole" para seu amigo Escobar, e a ideia não some da sua cabeça e apenas se reforça conforme seu filho vai crescendo muito parecido com Escobar.

Mas Bentinho jamais descobre se Capitu o traiu ou não o traiu com Escobar. A única pista que ele tem é a fisionomia de seu único filho ser idêntica a de seu velho amigo. A amargura de ter afastado todas as pessoas queridas de perto de si o faz reconhecer que nunca houve e nem haverá mulher como Capitu, a garota dos olhos de ressaca, a responsável por conter toda a devoção e amor de Bentinho apenas para ela e para nenhuma outra.

Se você chegou até aqui porque precisava conhecer a história de Dom Casmurro e ficou com preguiça de ler o livro, te aconselho a ler, nenhuma resenha irá substituir a essência deste clássico da literatura brasileira. Sendo um livro muito cobrado em vestibulares, enem e até na própria faculdade de cursos que envolvem o mundo da literatura, Dom Casmurro merece o julgamento de todas as pessoas, para que cada um chegue a resposta para a famosa pergunta: afinal, Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Isso você consegue concluir (ou não) lendo o livro.

Minha conclusão é que Capitu não traiu Bentinho... ou traiu, pensando bem, vai saber.

site: http://claqueteliteraria.blogspot.com.br/
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Grazielle 28/03/2015

Eu esperava muito mais deste livro, não sei bem o porquê, sei que deixou a desejar.
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Luísa Paula 26/03/2015

Dom Casmurro, uma narrativa do grande romancista Machado de Assis, publicado pela editora Ática, em 1997, com 223 páginas. O livro inicia numa versão anterior a todos os seus acontecimentos. Bento Santiago, já mais velho, contando como recebeu a alcunha de Dom Casmurro. A expressão fora inventada por um jovem poeta, que tentara ler para ele no trem alguns de seus versos. Como Bento cochilara durante a leitura, o rapaz ficou chateado e começou a chamá-lo daquela forma. Então a história volta para a infância de Bentinho. Certo dia ele escuta a conversa de José Dias e sua mãe sobre uma promessa que ela havia feito antes de seu nascimento, já que já tinha perdido um filho, ela faz a promessa de que se Bentinho nascesse, ele se tornaria padre. José Dias como sabia do romance secreto de Bentinho e Capitu, conta a dona Glória no meio dessa conversa sobre o tal casal. Bentinho fica com raiva de José Dias e conta a Capitu do ocorrido, eles conversam sobre uma maneira de Bento fugir do seminário, onde se tornaria padre. Mas eles não conseguem uma forma de impedir a sua ida ao seminário. Mas antes de partir, promete a Capitolina que iria se casar com ela. No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, que se torna seu melhor amigo. Em uma visita a sua família, Bentinho leva Escobar e Capitu o conhece. Com o passar do tempo dona Glória e Capitu se aproximam, e ela começa a aceitar o romance dos dois. Até que Bentinho encontra uma solução para o mesmo sair do seminário, colocando um escravo em seu lugar. Bentinho então se forma em direito, e posteriormente se casa com Capitu. Escobar e Sancha (amiga de infância de Capitu) também se casam, eles têm um uma filha na qual dão o nome de Capitolina, em homenagem à amiga. Mas Bento e Capitu encontram dificuldades em ter um filho, mas com o passar dos anos, Capitu finalmente engravida e como forma de homenagem, Capitu e Bentinho colocam o nome do filho de Ezequiel. Bento passa a ver muita semelhança entre Ezequiel e Escobar, seu amigo. Até que em um dia de diversão na praia, Escobar morre afogado. Como Bento ver muita semelhança entre seu filho e o amigo falecido, começa a desconfiar em uma suposta traição por parte de sua mulher com Escobar. Ele não suportando a dor, resolve se suicidar. O fim é surpreendente. O romance é bastante rico em detalhes, por isso a atenção é essencial para não se perder na narrativa. Particularmente é um livro de que gosto muito por ser cheio de mistério, romance e drama. Apesar de a linguagem ser um pouco mais culta, a compreensão se torna fácil por meio do contexto. Recomendo muito esse clássico literário.
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TÁSSIA ROCHELLI 24/03/2015

Dom Casmurro
A obra é infinitamente cheia de enigmas, assim como a maioria das produções do grande autor brasileiro Machado de Assis. Um cânone da literatura nacional, Dom Casmurro encanta-nos do começo ao fim. As supostas dissimulações de Capitu, o ciúme doentio de Bentinho, a dedicação de José Dias e toda a trama nos chama a atenção para as perfeitas armações machadianas. A cada leitura novas descobertas, novos pontos de vistas.
Todos os leitores da mais enigmática obra de Machado de Assis se perguntam: Capitu traiu ou não o marido? Ou tudo foi fruto da mentalidade doente de Bento Santiago?
Cada um segue a resposta que queira, o importante é que Machado sempre ganha muitos adeptos por trazer em suas obras a dúvida, característica tipicamente Sua, que é marcante na maioria de seus escritos.

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Mi 19/03/2015

Lindo demais para ser esuqecido
Este livro eu tive o prazer de ler em conjunto com minhas colegas do Clube do Livro - o Língua Solta. Nooooossa!!!! A linguagem de Machado de Assis é brilhante, o autor utiliza muitas vezes um tom irônico, mas envolvente, e a história é contada de maneira tão espetacular!!!! O amor de Bentinho por Capitu... No início, todos aqueles momentos singelos de uma paquera sendo registrados, e o desenrolar da história surpreende... Há grandes saltos temporais , mas que Machado consegue retratar de maneira fabulosa. Seu entendimento não é prejudicado. E o final: gente, o final é incrível!!!! Isso porque a discussão sobre a pauta de Bentinho perpetua, e podemos passar horas discutindo: ele estava certo ou errado?
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Suzanne 18/03/2015

Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis em 1899, Ano 2008 / Páginas 191, editora Rovelle. É narrado por Bentinho, o próprio Dom Casmurro, já adulto contando sua história de vida. Sua mãe, D. Glória, uma senhora que ficará viúva muito jovem, o prometa as obras eclesiásticas à Deus, por ter segurado sua segunda gravidez. Mas ela nem se quer imagina que o filho era apaixonado, e vivia um romance as escondidas, com Capitu, uma menina com os olhos intensos e pele morena, que era filha de um conhecido da família. Quando Bentinho soube que sua mãe estava prestes a manda-lo para o seminário, foi correndo contar para Capitu. E por um momento acharam-se desesperados, com essa notícia, porém Capitu, com sua tamanha esperteza, bola um plano para que seu amado não vá embora. E assim, Bentinho coloca o plano em ação, mas tudo depende da decisão de D. Glória. No meio de tanta aflição o casal apaixonado, fazem promessas de amor um ao outro, na qual era, acontecesse o que fosse juraram casar-se um com o outro.
Ao meu ver, Machado de Assis da ênfase da personagem Capitu, mostrando uma mulher diferente da sociedade da época, a qual toma decisões e tem um sentimento muito dominador para Bentinho. É um livro bom, onde vemos fatos interessantes.
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Marcos 16/03/2015

Dúvida Eterna...
Qualquer
pessoa que leia Dom Casmurro torna-se suspeita a falar da obra; Machado
de Assis brinca com as palavras, sua narrativa não-linear em nada
atrapalha a fluidez de seu texto e vai nos dando as peças de um quebra-cabeça que ao final fica incompleto, jogando sobre o leitor a decisão do veredicto final: Capitu traiu ou não?
Dom Casmurro é a expressão máxima da genialidade de Machado de Assis; é
um romance cujo manancial de sugestões nunca se esgota.
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