Dom Casmurro

Machado de Assis



Resenhas - Dom Casmurro


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SakuraUchiha 22/11/2014

Desde os primeiros capítulos você encontra o personagem narrando a sua história como se você tivesse lá perto e estivesse lhe dizendo a face a face. Na época da escola eu tinha o hábito de circular (com lápis, claro) as palavras que eu não entendia para podere pesquisar.
Quando pensei em fazer isso com a palavra "Casmurro" me deparei com o narrador avisando já no primeiro capítulo:

"Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando!"

Algo que me fez rir e quando me recordo me faz rir até hoje.
A escrita de Dom Casmurro é elegante, com um extraordinário conhecimento da língua portuguesa, e desenha muito bem o Rio de Janeiro, em meados de 1800.

Desde sua juventude, quando sua mãe quer que ele vire seminarista, sua amizade e depois o namoro com Capitu, é tudo narrado em primeira pessoa. Isto faz com que haja capítulos como o CXIX abordando o leitor que não feche o livro, já que a história mudará de curso.
Poucos são os escritores que em um só capítulo (CVIII) consegue narrar seus desejos por um filho; a inveja de ver Capituzinha, filha de Sancha e seu amigo Escobar; a gravidez de Capitu; o nascimento de Ezequiel; aceitar a ideia de casamento entre os filhos de dois casais; e designar o nome de batismo de Ezequiel do Escobar: tudo em um único capítulo sem perder a elegância de narrar.
Bento, o personagem principal, é um tipo ciumento crônico, um Otelo brasileiro, a ponto de pensar que sua amada o traiu, e ver no rosto de seu filho a cara do falecido amigo, e a ponto de duvidar dele ser o seu verdadeiro progenitor, e até mesmo dizer ao filho que ele não é seu pai. Seu ciúme estão presentes até o último capítulo:

_Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. I: 'Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti". Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca."

Está sempre referindo-se à Capitu inocente e maliciosa de acordo com ele, em busca de cumplicidade com o leitor. O trabalho é tão bem escrito que ele não deve ser reduzido apenas para a eterna questão de saber se Capitu foi infiel ou não ao Bento.
Um grande clássico como este não pode se rebaixar à uma pergunta simples. Algo tão absolutamente essencial.
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Laura_Bianca 19/11/2014

Capitu e Bentinho eram vizinhos e viviam juntos quando criança. O tempo passou, e na mocidade a amizade já não bastava. Mas Bentinho, desde seu nascimento, havia sido prometido para ser padre por sua mãe. O que fazer para que ele e Capitu pudessem ficar juntos ? E o que o futuro traria à vida deles ?
A estória em si é interessante, e os capítulos que a contavam eram legais. Mas tem muito capítulos desnecessários, que não tem muito haver com o enredo e mais parecem frases soltas do pensamento de Machado de Assis. Que ele não revire no túmulo, mas não gostei de sua escrita. Além desses capítulo desconexos, por várias vezes eles nos convoca, dizendo algo para "minha cara leitora". Isso é muito chato. Imterrompe a estória, atrapalha a linha de pensamento para a compreensão do livro.
A linguagem arcaica também atrapalha, tento pelas palavras que não conhecemos, quanto pelo modo como as palavras são colocadas nas frases, deixando-as estranhas, dificultanto o entendimento. Não que isso que seja um problema do livro, é na verdade uma característica que eu já sabia que iria ter que enfrentar na leitura, mas acaba atrapalhando.
E sobre aquela famosa questão: "Capitu traiu ou não Bentinho?". Fica claro que Capitu que o traiu. Ou foi a própria mente de Bentinho o traiu, já que ele é quem narra, e não temos visões de outras personagens.
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Kellbet 05/11/2014

Intenso...
Dom Casmurro é muito exigido nas escolas e subestimado pelos estudantes que têm a obrigação de o ler para uma nota.
Bom pessoal, mesmo que seja uma obrigação por nota, creio que se todos lessem pelo prazer da leitura, seria um acréscimo a cada um.
Dom Casmurro é um romance criativo eu diria, pois ao mesmo tempo que você torce para o casal, você pensa que a Capitu não presta, que o Bento é louco, que o amigo dele é um amigo da onça...
Entre tantos sentimentos que temos ao ler, fica a imaginação fértil de Machado de Assis, pois conseguiu unir de tudo um pouco e sem ficar chato, ou sem ser entendido. A vida como ela é, complexa.
Algumas passagens ficam na escuridão, pois não é revelado se Bento é mesmo traído ou não, se é o pai ou não do filho de Capitu. Mas tudo isso dá para ser imaginado por nós.
Bento e Capitu são duas 'inocentes' crianças que se apaixonam e são separados pelo destino escolhido pela mãe de Bento: o seminário.
Eles se casam, mas o felizes para sempre não acontece.
Recomendo com certeza, pois é uma joia, pode ser mal interpretada por alguns, mas no fim ainda brilha.
;)
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Wlange Keindé 23/10/2014

O que escrevi em 5/2/14 sobre este livro:
O livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, foi escrito no século XIX, mas até hoje ninguém nunca fez nada igual. As poéticas palavras de Machado nessa obra destinam-se a leitores que possuem pensamento crítico, pois, lendo-as superficialmente, não é possível apreciar a história, nem ao menos entendê-la por completo. Esse, além do vocabulário rebuscado, é o motivo pelo qual muitas pessoas acham o livro enfadonho.

Apesar de todo o contexto de amor e expectativa de separação que é mostrado a princípio, o verdadeiro tema central da obra é o famoso julgamento de Capitu. Desde o início, o leitor precisa interpretar os atos e as palavras da amada de Bentinho, a fim de decidir se, no final, ela o traiu ou não, já que a perspicácia do autor torna impossível saber ao certo.

Capitu não é a única personagem complexa. Machado fez um brilhante trabalho criando diversas figuras com diferentes personalidades subentendidas, fazendo com que o leitor se envolva bastante na história para tentar decifrá-las. Outro fato que reforça essa necessidade de envolvimento é que a narrativa é toda feita sob o ponto de vista de Bentinho, que nem sempre pode ser tomado como absoluto.

Ainda, um extra para quem lê Dom Casmurro hoje em dia é aprender sobre as relações conjugais, familiares e sociais na época em que se passa a história.

Em todos os aspectos, o livro é fantástico. É uma boa opção para quem gosta de textos líricos e que permitem várias interpretações.

site: youtube.com/user/ficcomosvlog
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Roberta 18/10/2014

Livro padrão. Livro de cabeceira. Indispensável!
Primeira literatura clássica brasileira que leio, e me encantei. Um livro profundo, belo, que nos faz refletir em vários pontos da nossa vida. Nos faz viajar para cantos profundos e muitas vezes escuros e escondidos do nosso ser. Contém muitos detalhes importantes, fatos que marcaram toda a trajetória, toda a lembrança, que não podem deixar que fazer parte dessa bela historia. Em cada pedacinho dela, nos apaixonamos mais pelo personagem Bentinho Dom Casmurro.
Conta-se um lindo romance entre Bentinho e Capitu, casal famoso... Mesmo que ninguém tenha lido, com certeza já ouviu falar neles.

Vi tantos questionamentos do tipo: Capitu traiu ou não traiu?
E nessa pergunta, gerou a minha curiosidade, que me levou à leitura.

Sabemos que a história é contada pelo próprio Bentinho, chamado de Dom Casmurro. Tem uma melhor amiga, chamada Capitu, que é sua vizinha, na qual tem uma paixão.
Porém não podem ficar juntos, porque Bentinho está "prometido" ao seminário, devido a uma promessa feita pela mãe.
Sendo assim, nosso protagonista entra em conflito, porque descobre seu amor por Capitu, e alem disso, um amor recíproco. Não querendo deixar de fazer a vontade da mãe, acaba sendo induzido àquele caminho no qual não tem vocação.
No decorrer da história, vemos alguns acontecimentos dele antes, durante e depois do seminário... Contando com suas travessuras de infância, suas emoções, loucuras,
e qualquer coisa que um ser humano pode passar.
Durante a sua vida, Capitu foi fiel ao seu amor, sempre esteve à espera dele,
apesar de não gostar de tê-lo por um tempo afastado, mas isso não foi um obstáculo.

No fim do livro, Bentinho encerra de um modo duvidoso, que nos deixa sem resposta.
Sendo assim, tiramos nossas próprias conclusões:
Capitu traiu ou não traiu?

Depois dessa leitura maravilhosa, tenho muita vontade de ler mais livros de Machado de Assis. Com certeza um exemplo de leitura, e de estudo também. Muito interessante!
Digo que é o livro padrão para nossa literatura... Um livro de cabeceira... Indispensável!


site: http://robertabrandao24.blogspot.com | http://www.twitter.com/xrobertah
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Rodrigo 15/10/2014

Capitu traiu ou não Bentinho?
Antes das minhas especulações sobre a trama e seus personagens declaro que é maravilhosa a leitura deste romance. Cada metáfora, cada construção inteligente, cada expressão criativa etc. faz da livro um deleite literário do início ao fim.
Bom... acredito que Capitu e Bentinho tenham se amado de verdade. E muito mesmo. Do jeito deles é claro! mas que se amaram, se amaram. "Não nos movemos,as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas as quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se" que graça né?Isso só acontece se houver sentimento recíproco penso eu.
Mas deixemos o caráter romântico da trama e falemos de realismo agora:Bentinho, narrador-personagem da trama, traz consigo a parcialidade, e se beneficia pois pode manipular os fatos e redirecionar a atenção do leitor, induzindo-o ao erro. Ele protege as pessoas que ama. Enquanto as ama é claro. Sua mãe por exemplo, segundo ele, foi uma santa até o fim da vida. Mas será que foi mesmo uma santa? Provavelmente teve um caso com Escobar que ficou omitido.Capitu foi amada incondicionalmente até o dia em que ele começou a desconfiar da suposta infidelidade dela e deu lugar a um ciúme doentio dentro de si. A partir daí ela passa a ser desprezada pelo marido. Há culpa em Capitu e no Bentinho.Nela pelo seu caráter duvidoso e nele pelo ciúme cego. Há de se considerar que desde mocinha, muito antes de haver motivos para ter ciúmes, ela já dava sinais de esperteza e dissimulaçao.
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Naaty 17/09/2014

Assis: louco ou brilhante?
Machado de Assis nos trás uma interessante história contada e protagonizada por Bentinho ou como ficou conhecido mais tarde, Dom Casmurro. Bentinho nos conta toda sua vida, desde a infância até os dias em que se encontra; ele nos fala de sua doce mãe, do agregado José Dias, seu Tio Cosme, a amargurada prima Justina, de seu melhor amigo e Escobar e claro, do motivo da história, Capitu. Sabemos como foi sua infância, a descoberta do romance, os obstáculos que teve que enfrentar para ficar com Capitu.
No começo achei a história extremamente chata, Dom Casmurro divaga MUITO, cheguei a pensar em não continuar lendo mas alguma coisa me fez continuar e me fez encontrar o brilho da história. Não sei dizer se Machado de Assis era um louco ou uma cara extremamente brilhante em escrever uma história dessas, simples, bem escrita, interessante e que planta a semente da dúvida em nossas cabeças.
Afinal, Capitu traiu Bentinho ou será que Bentinho era um louco? Eu sinceramente voto sim nas duas opções.
Dom Casmurro é um clássico da nossa literatura e agora eu entendo o porquê.
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shirler 09/09/2014

Dom Casmurro
O livro conta a história de um menino chamado Bentinho, que ainda na barriga de sua mãe, era devoto de uma promessa. Essa promessa foi feita por sua mãe que pediu para Deus, que se seu filho nascesse saudável, ela colocaria ele em um seminário, e que ele seria padre.
Bentinho cresce conhecendo tudo sobre a igreja, e só depois dos quatorze anos sua mãe conta que ele seria levado, mais na frente, para um seminário e seguir como padre. Ele não gosta muito da ideia, pois iria ficar longe de sua amada, Capitu.
Bentinho é chamado desde pequeno de Dom Casmurro, esse era o seu apelido, todos os conhecia por esse nome. Capitu e José Dias amigo de Bentinho, ficam tristes por essa notícia. Bentinho, pede a seu amigo de José Dias e a seu tio Cosme para pedir a sua mãe que não fizesse isso, pois ele não tinha a menor vontade de ser padre.
Capitu e Bentinho passa a ficar mais próximos um do outro, até que um dia seus lábios se encostam e assim fazendo com que um dia os dois descobrissem um amor.
Sua mãe por ser devota a Deus, não ligo pro que o filho diz. E afirma que ele ir para o seminário São José. Bentinho corre até a casa de Capitu e pedi para ela prometer que nunca irá se casar com outro, e sim irá se casar com ele, pois ele não riria se tornar padre. Capitu promete e Bentinho fica mais feliz.
Depois de uns dias, chega finalmente o dia dele ir para o seminário. Triste por saber que só poderá rever sua família só depois de um ano, ele começa a chorar junto com sua mãe.
Chegando no seminário Bentinho conhece Escobar Ezequiel, e se tornam grandes amigos.
Passam os dias naquele seminário, e certo dia Bentinho recebe uma visita de seu amigo José Dias trazendo com ele a notícia de que sua mãe está doente e precisa vê-lo. E Escobar foi junto com ele.
Chegando em sua casa, sua mãe pede desculpas a Bentinho. José Dias tem uma ideia para que ele não volte pra aquele seminário, assim colocaria um escravo no lugar de Bentinho, e assim aconteceu.
Bentinho apresentou Escobar para Capitu e disse que ele era um grande amigo seu.
Ao passar os tempos, todos já adultos, Bentinho vai para outro lugar e se forma em Direito. Quando volta pra sua cidade, ele sabe que Escobar se casou-se e teve uma filha e põe o nome de Capitu. Bentinho se casa com Capitu, e só depois de muito tempo, Capitu engravida e põe o nome de Ezequiel.
A partir daí começa a desconfiança de Bentinho, pois seu filho é muito parecido com Escobar. E nisso Capitu fica triste pela desconfiança, e se separa de Bentinho, pois ele não gosta de seu próprio filho. E assim Capitu vai embora com seu filho para outro lugar.
Portando deixando assim a desconfiança em Bentinho, e a curiosidade para nós leitores.
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Alanna 07/09/2014

O Ciúmes nos faz enxergar coisas que talvez não existam
O livro Dom Casmurro, de Machado de Assis conta a história de Bento Santiago, vulgo Bentinho. Ele começa relatando o dia em que pegou o apelido de “Dom Casmurro”. O apelido veio de um homem que lia versos pra ele no trem, e ele sempre cochilava, o que deixava o homem chateado, assim o homem começou a chamá-lo de “Dom Casmurro”. Depois desse dia o apelido pegou. O Drama do livro começa quando Bentinho escuta uma conversa entre sua mãe, Dona Glória e José Dias. Dona glória conta sobre uma promessa antiga, de que havia perdido um filho e tinha prometido a Deus que se tivesse outro filho varão, quando ele completasse a idade, o mandaria para o seminário para se tornar padre. Nessa conversa, a mãe de Bentinho também descobre que seu filho está com uma “amizade” muito estranha com Capitulina, vulgo Capitu. Bentinho por outro lado não gosta nada da história, pois ele não quer ir embora de sua casa e nem queria deixar Capitu. A partir daí, os dois começam a pensar em alguma forma de Bentinho não ir para o seminário. Mas não conseguiram nada, e o único jeito foi ele ir. E no dia que foram se despedir, fizeram a promessa de que Capitu e ele se casariam, selaram a promessa com um beijo. Bentinho vai para o seminário, e lá conhece Ezequiel, vulgo Escobar. Eles se tornam melhores amigos. E assim Escobar conhece Capitu, no dia em que vai visitar a mãe de Bentinho junto com ele. Depois de um tempo no seminário, Escobar via que Bentinho queria voltar para casa, e foi onde teve a ideia de no lugar de Bentinho, outra pessoa pagar a promessa de Dona Glória, e foi o que aconteceu. Depois de sair do seminário, Ele estuda direito em São Paulo e torna-se Doutor. Logo depois se casa com Capitu, e Escobar com uma amiga de Capitu, Sancha. Ambos vivem felizes, porém depois de Capitu e Bentinho terem um filho que veio se chamar Ezequiel, em homenagem ao amigo, Bentinho começa a desconfiar que houvesse sido traído por Capitu, e ai começa a desconfiança, ele vê uma semelhança muito grande entre seu filho e o amigo. E a partir dai que as vidas de todos ganham um rumo diferente.

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Sthefany 26/08/2014

Leitura difícil...
Peguei esse livro para ler e demorei, tipo, uns 2 meses para terminar. Eu sempre me desconcentrava e lia tudo de novo. Não sei porque isso aconteceu. Mas, finalmente eu terminei de ler. Até que gostei. Não é um dos meus favoritos, mas, eu pegaria para ler novamente numa boa.
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