Dom Casmurro


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Resenhas - Dom Casmurro


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Jennifer 02/03/2015

(In)certas dúvidas
E quem nunca entrou, ou ouviu falar, na bela e cruel dualidade que esse livro nos coloca? Contado em primeira pessoa, pelo personagem Bentinho (Dom Casmurro), o enredo é um mistério destruidor de expectativas. Nesse há relatos de um homem obcecado por "uma cigana oblíqua e dissimulada, que carrega os olhos de ressaca", Capitu. Esta que casa-se com ele (personagem-narrador) e que, segundo o mesmo, demonstra-se adepta à desconfiança.
A incerteza gerada pelo livro gira em torno de uma simples e enigmática questão: "Capitu traiu Bentinho com Escobar"? É essa a intenção do autor e dúvida do narrador, que não é nada confiável.
Talvez os relatos expostos por Bentinho sejam convincentes a ponto de aparentarem verdadeiros, tendo em vista que ele se formou em direito e aprendeu a argumentar; ou talvez sejam mesmo verídicos dentro da ficção. Deixemo-nos como foram escritos e pensemos que do mesmo modo que temos indícios da provável traição, também existem pormenores que provam o contrário. Deixo essa parte para os que lerão. Li já faz uns anos e a dúvida lindamente prevalece, se bem que no momento em que acabei a leitura tive de dar uma resposta ao texto literário, e esta foi sim (que ela o traía). Depois de dois dias remodelei minha própria afirmação.

Enfim, uma ótima leitura e um bom questionamento. A riqueza no romance de Machado é que ele intriga o leitor dentro do impossível moldado pelo possível, a ficção.
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Thiago 17/02/2015

Traiu!!!!!!!!!!!!
Já li esse livro três vezes e em todas ficou-me patente a traição de Capitu, um dos motivos é quando ela pergunta a Bentinho se ela tem olhos de "cigana oblíqua e dissimulada", mas enfim é só minha opinião, leiam e tirem a de vocês.
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Jaine 17/02/2015

Dom Casmurro (Editora Martin Claret, 2007, 225 páginas, obra de Machado de Assis)
Bento Santiago, vulgo Bentinho explica o porquê de ter sido apelidado de Dom Casmurro. Depois vamos até a infância dele onde ele aos quinze anos escuta uma conversa entre sua mãe (Dona Glória) e José dias dizendo que o mandaria para o seminário por conta de uma promessa que ela havia feito, por ter perdido a primeira filha. Ele fica furioso porque na ocasião José Dias conta a sua mãe sobre a amizade entre ele e Capitolina (Capitu). De diversas formas ele tenta não ir para o seminário, mas não teve jeito. Foi, porém antes de ir ele beijou Capitu e fizeram a promessa de que se casariam quando ele voltasse. No seminário ele conhece Ezequiel de Souza Escobar (também não queria ser padre), e se tornam melhores amigos. Escobar conhece Capitu durante uma visita a família de Bentinho. Dona Glória ficou agoniada por não saber como livrar o filho da promessa que ela havia feito, como era muito religiosa não podia simplesmente a quebrar, eis que Escobar tem uma ideia. De mandar outra pessoa no lugar de Bentinho ao seminário, mandam um escravo o qual vira padre. Bentinho se torna advogado e então cumpri a promessa de se casar com Capitu, mas logo o casamento começa a desandar pela dificuldade de terem um filho, visto que Escobar e Sancha (Amiga de colégio de Capitu) não tem essa dificuldade, logo tem uma filha a qual dão o nome de Capitolina em homenagem a Capitu. Alguns anos mais tarde Capitu engravida e eles colocam o nome do menino de Ezequiel em homenagem a Escobar, ele seria também o padrinho do garoto, porém o tio de Bentinho que estava quase morrendo pediu para o ser. Durante um nado na praia Escobar morre e Bentinho estranha a tamanha tristeza que Capitu sente. Passados alguns anos Ezequiel passa a se parecer cada vez mais com o pai (Escobar) Bentinho não suportando isso coloca veneno em sua xícara de café, porém Ezequiel entra mesmo na hora e ele tem a ideia de dá-la a ele, porém desiste e acaba contando que ele não é seu filho. Capitu entra e vê os dois chorando e pergunta o que foi. Ele desabafa e eles resolvem se separar, para não dar escândalo eles resolvem fazer uma viagem para a Europa, onde lá Capitu morre. Ezequiel que faz Arqueologia decide fazer uma pesquisa na qual durante a viagem morre de Febre Tifoide. Bentinho, então resolve fazer uma casa igual à que morava na infância da rua de Matacavalos e passa a ser o amargo Dom Casmurro.
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Edmilson Jr 08/02/2015

Cansativo, porém, fascinante!
Antes de ler o livro eu já tinha ciência do que se tratava o mesmo. Famoso que é, sempre ouvia a indignação dos leitores de Dom Casmurro a respeito de: Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho? A fim de tentar entender as essas indignações, resolvi iniciar a leitura do clássico.
A principio, eu confesso que meu foco era identificar onde estaria os indícios de traição, mas no decorrer da narrativa eu pude me desprender mais do meu foco e me rendi às personagens. Bentinho, ao narrar sua infância e assim fazendo uma ponte com sua velhice, deixou desde cedo a ideia de que era um grande romântico e que possuía fortes sentimentos por Capitu.

"Eu amava Capitu! Capitu amava-me! E as minhas pernas andava, desandavam, estacavam, trêmulas e crentes de abarcar o mundo." (cap. XII)

Já Capitu, a famosa cigana de olhos oblíquos e dissimulados me conquistou desde o inicio de minha jornada literária. Foi em função dela que descrevo a obra de Machado como fascinante. Confesso que o tempo que Bentinho passou no seminário me tirou vários bocejos, embora esse fato tenha sido de extrema importância para formular a ideia de um provável triangulo amoroso - só lendo para saber do que eu estou falando.

Em geral, a obra é muito rica e vale a pena a leitura. Cheia de reflexões e diálogo entre o narrador e leitor, Dom Casmurro com certeza irá te tocar em algum sentido.
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Vitória 05/02/2015

Um clássico da literatura brasileira! Uma história intrigante, os "olhos de ressaca" de Capitu nunca desvendaram se ela realmente traiu Bentinho, um dos fatos através do qual gira o enredo do livro.
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ValAria.Mattioli 04/02/2015

Olhos de cigana oblíqua e dissimulada...
"A imagem de Capitu ia comigo, e a minha imaginação, assim como lhe atribuíra lágrimas, há pouco, assim lhe encheu a boca de riso agora: vi-a escrever no muro, falar-me, andar à volta, com os braços no ar; ouvi distintamente o meu nome, de uma doçura que me embriagou..."

Acredito que este foi o primeiro livro que li na vida, e como muitos por aqui, por pura obrigação. Eu simplesmente odeio ser obrigada a ler alguma coisa, pois acredito que a leitura deve ser feita por prazer. Então, como qualquer aluna do ensino fundamental, li o livro em meia hora, pulando várias páginas, sem prestar a menor atenção, somente para ter uma noção básica do livro e passar na matéria.

Anos mais tarde, quando a mini série foi exibida na tv, eu logo de cara me identifiquei com a trama e fiquei completamente apaixonada com a Capitu. Assim, não perdi tempo e fui refazer a leitura, com gosto, com vontade de ler... e admito que é meu favorito entre os livros da literatura brasileira.

O autor narra o amor, o ciúme, o ódio, a paixão de uma forma tão envolvente, tão misteriosa, que é impossível não se apegar aos personagens, impossível não compartilhar dos sentimentos deles. É envolvente, uma leitura que te prende do começo ao fim, que te coloca no lugar de cada personagem!!!
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KinhaPris 04/02/2015

"Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham..."

- Capítulo XIV

Livro simplesmente maravilhoso,apesar de abordar somente o lado neurótico de Bentinho e esconder Capitu nas alucinações do eterno apaixonado. Porém todos sabem que Capitu é e sempre será vista como uma mulher forte, independente, dona de si. Enfim, perfeito. Machado o eterno bruxo do Cosme velho.
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Ce do Ceu 23/01/2015

Dom Casmurro
Mais lindo e apaixonante impossivel
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helisson.paiva 15/01/2015

Entre nuvens de mistério
"Olhos de cigana, oblíqua e dissimulada". Quão enigmática descrição para Capitu, tão etérea quanto as conclusões não explicitadas, apenas insinuadas. Machado de Assis quer que tiremos e fiquemos com nossas próprias conclusões.
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Naty 14/01/2015

Cansativo, com vocabulário rico, mas nada tão bom assim.
Esse livro é reconhecido como um dos maiores livros da literatura brasileira, mas eu não o acho digno de tal título.
Com certeza, essa foi uma obra bem pensada a qual somente um grande pensador poderia conceber, mas, além de ser cansativo, ele satiriza muito temas bíblicos e eu, particularmente, não acho que satirizar uma religião de forma tão estúpida possa render a alguma obra o conceito de boa.
Em resumo, gostei de ter lido, mas realmente acho que grandes obras não são aquelas que citam inúmeros textos de outros autores para torna-la uma obra digna de aprovação por ser culta, mas acho que obra é aquela que se cria por meio de ideias concretas. Sinto dizer que não gostei, mas se tal autor tivesse deixado de lado tais asperezas com a bíblia e sua sátiras ridículas eu talvez estaria o elogiando.
Vamos para os fatos bons: é interessante o fato de como Machado de Assis conversa com o leitor e mesmo que os capítulos se passem lentamente os mesmos são cheios de ideias interessantes, mesmo sendo algumas ridículas e o enredo básico é também interessante principalmente as partes finais.
Leio esse livro por o mesmo ser necessário, mas realmente o largaria se não fosse. Aconselho que quem precisar leia, mas atento ao fato de que só o que é bom deve-se reter de uma obra que é ao mesmo tempo bem feita e satírica demais com temas que realmente não me acha graça.
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Ana 08/01/2015

Logo de início somos apresentados à Bento Santiago, agora apelidado de Dom Casmurro, que decide nos contar sua história desde os tempos de criança, quando ainda era chamado de Bentinho.
Dom Casmurro nos conta sobre a promessa de sua mãe - onde depois de perder o primeiro filho, Dona Glória faz a intenção de seu próximo filho se tornar padre; sobre sua inútil resistência em ir para o seminário, e sua amizade com Escobar - um garoto que acabou conhecendo no seminário. Ele nos conta também sobre Capitu, sua vizinha e amiga de infância, amizade essa que se transforma em um grande amor.
Na adolescência, quando os dois começam de namoricos, sua mãe logo se opõe, pois um rapaz destinado a ser padre não pode namorar. Mas após muitas conversas com José Dias, um agregado da família e grande amigo de Bentinho, Dona desiste de tornar seu filho um padre; porém para não 'quebrar' a promessa, ela coloca no seminário um garoto que realmente sonha em se tornar um sacerdote da igreja.
Assim Bentinho e Capitu conseguem ficar juntos, e depois de alguns anos se casam e tem um lindo filho, Ezequiel. Isso não é spoiler, ok?
A amizade entre Bentinho e Escobar - mesmo depois de terem constituído família - continua; mas, de uma hora pra outra, sua aproximação com os Santiago começa a incomodar nosso Dom Casmurro. O motivo? Ciúmes!
Bentinho acredita que sua esposa tem um caso com o amigo Escobar, chegando até a desconfiar sobre a verdadeira paternidade de seu filho. O autor deixa no ar a pergunta "Capitu traiu ou não traiu?".

Esse é o meu clássico nacional preferido, o autor conseguiu me conquistar.
Machado de Assis, fez com que Dom Casmurro se tornasse um dos livros mais discutidos de todos os tempos. Mesmo depois de 100 anos, a possível (ou não) traição de Capitu ainda é um enigma. O autor não deixa claro, em momento algum do romance, a resposta para essa pergunta. Apesar de fornecer ao leitor algumas 'pistas', não podemos confiar 100% na narração, já que trata-se do ponto de vista, totalmente distorcido pela mente doentia e tomada pelo ciúmes, do próprio narrador, Bentinho.
Apesar de ter sido publicado em 1899, o vocabulário usado não atrapalha em nada a compreensão da história; sim, algumas palavras e 'gírias' já caíram em desuso, mas dá pra entender tudo normal.
Dom Casmurro não é leitura obrigatória, mas sim necessária. Necessária para alimentar, ainda mais, nossa mente e nutrir nosso amor pelos clássicos.

site: http://bibliotecacolorida.blogspot.com.br/2015/01/resenha-22-dom-casmurro-machado-de-assis.html
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Lari 27/12/2014

Capitu
Fiquei fascinada com o amor de Bentinho a esta mulher. A forma como a descreve e como a desejava. Os primeiros sinais de ciúmes desde jovem, quase os senti comigo. Livro muito bem escrito!

Capitu, uma mulher viva. Misteriosa. Encantadora. Me encantou. Imagino até hoje sua risada e aquele olhar.

O livro também mostra o quanto a nossa mente é a nossa pior inimiga. Pensamentos que nos fazem ir além do que se vê. Imaginação que nos pode levar a própria destruição.
Deysson 28/12/2014minha estante
nao e meu preferido.mas muito agradavel de ler.sua linguagem continua atual.




wall.cordeiro.3 23/12/2014

Dom casmurro
Um dos primeiros livros que li. Ainda era uma criança, e esse livro me fez querer conhecer muito mais de todas as vidas e sonhos que existem por trás das páginas de um livro.
Marcante.
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