Dom Casmurro

Dom Casmurro
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Resenhas - Dom Casmurro


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Deborah Ingrid 08/02/2016

Resenha em vídeo:

site: https://www.youtube.com/watch?v=UbeGTXRhKw0
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Inês Montenegro 06/02/2016

Já vinha em “anos” a intenção de ler Machado de Assis. Não apenas por ser considerado um dos maiores escritores brasileiros, mas também pelo número de pessoas, em diferentes alturas, e em cujos gostos confio, que mo têm aconselhado. Por nenhuma razão em particular, tenho estado constantemente a adiar, até à semana passada, em que peguei na versão ebook disponibilizada pelo Adamastor e lá fui leitura adentro. Veredicto final: gostei.
A história é extremamente simples, sendo a narração autodiegética e em capítulos curtos (curtíssimos!) da adolescência de Bentinho Santiago – a sua família, os seus conhecidos, o seu amor por Capitu, o grande amigo Escobar, o seminário – o que toma a maior parte do romance. Menos palavras e capítulos são dedicados às fases da vida que se seguiram, o que de si já expõe a importância que Santiago, alcunhado Dom Casmurro, dá a uns momentos e a outros, ou, pelo menos, quais os que desejará recordar mais e em maior detalhe. Não o culpo por isso. A fase final do seu romance – e da “inocência” de Santiago, por assim dizer – é um virar na história que magoa profundamente Santiago, mas também o faz desenvolver enquanto personagem, tirando-lhe a constância que teve até ao momento.

Opinião completa em:

site: https://booktalesblog.wordpress.com/2015/10/25/dom-casmurro-machado-de-assis/
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Lucas 31/01/2016

Um livro maravilhosíssimo
É incrível imaginar que deixamos de fazer coisas que julgamos inapropriadas ou desnecessárias, mas que depois de muito tempo, nos surgem novamente, e ao fazê-las, percebemos o quanto perdemos de tempo em ignorá-las na primeira ocasião. Digo isto em função do fato de que em meu ensino médio, a leitura dos clássicos brasileiros não era tão exigida quanto hoje (não, não sou tão jovem). Assim, Dom Casmurro passou quase despercebido em minha adolescência.
Ouvem-se muitas queixas a respeito dos clássicos brasileiros, principalmente relacionadas à escrita daqueles tempos e que é mantida desde então, considerada “rudimentar” à nossa linguagem atual. É fato que tanto Dom Casmurro quanto outros livros contemporâneos são difíceis de ler, mas isso não deveria afastá-los dos novos leitores. Na verdade, um leitor mais maduro percebe que a narrativa arrastada em primeira pessoa de Bentinho, protagonista da trama, é um dos nuances que tornam Dom Casmurro tão único. Ela, a narrativa, é cheia de filosofias um pouco vagas, mas a principal característica é o uso inteligente de metáforas, que muitas vezes não tem tanta relação com o andamento da história, mas que, se analisadas isoladamente, possuem muito sentido. Destaco uma pequena ocasião em que isso ocorreu, logo no início da obra, onde é retratado que a vida e a criação divina são semelhantes a uma ópera. Outra, mais à frente, onde a história de Abraão, e o quase sacrifício de seu filho Isaac é genialmente relacionada com a vida de Bentinho naquele instante. São estes detalhes que fazem de Dom Casmurro, indiscutivelmente, o maior clássico da nossa leitura (logicamente, maior não quer dizer necessariamente melhor).
Ademais, falar da história em si faz-se desnecessário. Retrata o romance de Bento Santiago (Bentinho) e Capitolina Pádua, a eterna Capitu. O livro possui poucos personagens secundários, dentre eles, o agregado José Dias, cujo costume de usar superlativos inspirou o título desta resenha. Basicamente, os protagonistas são os mais bem representados, sempre ao olhar pessoal de Bentinho. A grande dúvida que permeia o livro é quase mais famosa que o título da obra em si: Capitu realmente traiu Bentinho com Escobar, seu melhor amigo?
Esse dilema literário permanece ao longo dos últimos quase 120 anos, e, de fato, não há uma solução definitiva. Bentinho era extremamente ciumento e até paranoico; suas divagações (por vezes contraditórias) na narrativa conduzem à traição de seu amor, mas não comprovam isso com todos as letras. Capitu era uma personagem muito complexa, cheia de mistérios, mas é inegável que ela era particularmente inteligente e astuta, demonstrando habilidade em manipular pessoas, se assim quisesse.
De todo modo, para cada argumento capaz de assumir que Bentinho foi traído, pode surgir outro que desminta esta tese. Não cabe a nós nos preocuparmos em comprovar uma ou outra possibilidade; mais importante que esse paradigma, é saber aproveitar o livro, tendo eternamente a ciência de que Machado de Assis foi genial ao construir um romance cujo ponto central é a ambiguidade e a dúvida, distinguindo-o de tudo que nossa literatura já produziu.
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Antonio Volnei 29/01/2016

Dom Casmurro
De todos os livros de Machado de Assis, este talvez seja o mais lido e também mais comentado entre os grandes clássicos. Machado nos traz uma história romântica que se inicia nos apresentando os personagens principais ainda em suas infâncias. Visinhos um do outro dão inicio a uma amizade que se intensifica até tornar-se um grande amor. Uma história de amor entre Capitu e Bentinho que a mãe dizia que seguiria a carreira eclesiástica. Essa é uma idéia que Bentinho não aprova e pede ajuda aos amigos da mãe para que estes tentem mudar suas idéias.
Como todas as obras de Machado são cheias de surpresas que vale a pena ser lida por vários motivos. Um destes motivos é a oportunidade de ter uma idéia de com viviam os brasileiros do século XIX , seus hábitos, suas crenças e tudo mais que fazia parte do cotidiano dos últimos momentos do Brasil monárquico.


site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/ https://twitter.com/volneicampos
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Juliana 27/01/2016

Dom Casmurro
Este romance quase me deixa louca, temos apenas a visão de Bentinho, sobre a suposta traição. Daria tudo para falar com Machado para saber a verdade.
Bentinho e Capitu são apaixonados e apesar de alguns impedimentos eles finalmente vivem esse amor. Só que surge uma suposta traição pela Capitu, fazendo Bentinho abdicar do seu amor.
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Letícia 04/01/2016

Sempre que achei que a Capitu que iria trair ele *-*
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Andressa 04/01/2016

Péssimo
Pode até ser um clássico da literatura brasileira, e Machado de Assis pode ser um grande escritor, mas Dom Casmurro é péssimo, a começar pela enrolação e grande ênfase a pequenas coisas sem necessidade. Confesso que li o livro apenas por ter sido uma recomendação na escola, mas até uma mosca passando consegue ser mais interessante.
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Nara Rios 02/01/2016

Que a terra lhes seja leve!
Recentemente estive de férias no Rio de Janeiro, a cidade por si só, é mágica. Possui uma beleza incrível, não desmerecida por suas mazelas sociais. A cidade é maravilhosa mesmo e também transpira história. A história do nosso país. Ler essa obra de Machado de Assis, que tomou poeira na minha estante por longos 11 anos, foi fazer essa conexão entre a cidade que eu conheci recentemente e a cidade retratada por Machado em sua contemporaneidade no século XIX. Machado faz você entrar naquele ambiente e quase pode sentir os cheiros, o vento, as cores da floresta da Tijuca e quase pode ver o mar.
Por tudo isso e ainda mais é que Dom Casmurro foi uma grata surpresa. Não que eu desconfiasse do autor, pois já tinha tido uma grande experiência com “Memórias póstumas de Brás Cubas”. Machado de Assis é divertidíssimo, seus personagens, por vezes, arrancam muitas risadas e suas tiradas satíricas ultrapassam até os obstáculos impostos pela mudança de linguagem entre os séculos.
Você entra na casa de Matacavalos e conhece todos aqueles personagens extremamente reais e humanos. Bentinho, o protagonista, menino ingênuo que evolui até virar Dom Casmurro, Capitu a menina dos olhos de ressaca, retratada pelo narrador personagem como a mulher que pode tragar um homem. Dissimulada? Manipuladora? Oh, Deus, não consegui dar minha sentença sobre Capitu, mas confesso que fui muito dissuadida por Bentinho para ficar ao lado dele. Embora concorde que o livro é mais um romance sobre ciúmes do que sobre adultério.
Os personagens secundários são muito interessantes, a mãe de Bentinho, “uma santa”, como ele próprio escrevera em sua lápide, o tio Cosme, a tia Justina sempre pensando mal das pessoas, Escobar, o amigo e possível traidor de quem eu nunca gostei muito e meu personagem favorito, José Dias, o agregado e seus superlativos e puxação de saco. Engraçadíssimo! Ele diria.
Recomendo muito esse livro, recomendo Machado de Assis, recomendo que descubram a literatura brasileira. E encontrem suas raízes nela, basta procurar, elas estão espalhadas por todas as páginas.

"Capitu era Capitu, isto é, uma criatura mui particular, mais mulher do que eu era homem." pág. 52


site: http://estrelasecorujas.blogspot.com.br/
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Valnikson 23/12/2015

1001 Livros Brasileiros Para Ler Antes de Morrer: Dom Casmurro
'Dom Casmurro' apresenta uma narrativa sensacional, repleta de referências a autores queridos do escritor, como Shakespeare e Goethe, além de trazer alguns dos personagens mais notáveis já criados. O enredo tem como protagonista Bento Santiago (o Bentinho), homem de meia idade e solitário que se propõe contar aos leitores suas memórias. (Leia mais no link)

site: https://1001livrosbrasileirosparalerantesdemorrer.wordpress.com/2013/10/06/06-dom-casmurro/
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Mannu 17/12/2015

Casmurrice a perder de vista!
Dom Casmurro são as memórias de um homem de meia idade, cujo foco está na dúvida acerca da fidelidade de uma mulher, Capitu, a quem dedicou a vida, fazendo desta rio que desaguasse sempre em seus ''olhos de ressaca''. Gaiata quando menina, e misteriosa quando mulher, a personalidade de Capitolina perturba o espírito enfadonho de Bento, em uma consequência previsível nesse encontro de caracteres tão opostos. Honrando a alcunha há tempos recebida, Bento remói acontecimentos passados, investiga ''pistas'', e assim permanece, sem nada concluir.

É uma leitura agradável, porém pouco excitante. Vale a pena a leitura pelo encontro ao estilo de Machado de Assis, sarcástico e cheio de referências.
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Tertuliano 15/12/2015

Prêmio de Péssimo!
Este livro deveria ganhar o prêmio de Péssimo da Literatura do Brasil. Se não existe, deveriam inventar este prêmio. Colocariam, creio eu, além deste, outros tantos livros impostos nas escolas. Seu lar soberano. Pois, se saíssem de lá, seu número de leitores cairia drasticamente.
Os alunos estariam, em fim, livres.
Sobre este livro.... Eu digo: é um livro chatíssimo. Seco, copiado de estilo de um autor inglês, Laurence Sterne, e outros mais, só que distanciado em seu desígnio. Leitura desagradável e extremamente entediante.
É como ficar aguardando numa sala de espera para ser atendido - depois de vinte pessoas. Até revista a Caras se torna mais interessante essas horas. Ao menos, são só 'caras' e bocas.
Enfim, não recomendo a ninguém. Acho que o Machado de Assis tinha que agradecer muito às comissões de vestibular.
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Leticia.Carolina 14/12/2015

Resenha:Dom Casmurro
Resenha:
Gente, o que dizer desse livro?Fiquei enrolando muito para trazer essa resenhar pois não sabia muito bem como falar.Tenho um carinho grande pelo livro...Tem toda uma história por traz da minha relação com ele e eu vou contar um pouquinho dela pra voces.Bom,pra quem não conhece esse livro(o que eu acho muito difícil,já que é um clássico da literatura brasileira e é muito pedido em vestibulares e cobrado em provas e afins).
O livro vai contar a história do Dom Casmurro(que recebeu esse apelido pelo seu jeito ‘’turrão’’, ‘’teimoso’’e’’ resmungão’’de ser mas que na verdade se chama Bento.Bentinho é filho de Dona Glória,uma mulher muito religiosa,que tem uma pequena fortuna e além de seu filho também moram com ela a tia,o tio de Bentinho e um ‘’agregado’’que é o José Dias.Dona Glória tentou diversas vezes engravidar e nunca obtinha sucesso,sempre o filho não vingava.Então,ela prometeu que se o filho vingasse ela o colocaria no seminário para servir a Deus em gratidão.O tempo passa Bentinho cresce e cria amizade com uma vizinha a Capitolina mais conhecida como Capitu e quando eles chegam a adolescência o José Dias lembra a mãe de Bentinho de sua promessa alegando que desconfia que Bentinho esteja se apaixonando pela menina que é de uma família pobre e que ela deveria enviá-lo logo para o seminário.Bentinho ouve toda a conversa e chega a conclusão de que realmente está apaixonado.Falando um pouco sobre Capitu ela é aquela menina que obviamente se torna a mulher que cuja definição é muito utilizada por aí...No livro ela é descrita por José Dias como uma moça com olhos de cigana oblíqua e dissimulada.Com certeza muitos de vocês já viram essa citação em algum lugar.Bentinho nos mostra uma Capitu poderosa que tem algo a mais e que o encanta.O que me chateia nesse livro é que como ele é narrado em primeira pessoa,nós não conhecemos o lado de Capitu,como ela vê a situação e talvez nós estejamos,nos deixando levar pelas impressões de um só lado da história.O que na verdade deveria ser o intuito do autor já que passaram –se décadas e ninguém revelou o mistério do livro..Bentinho arruma um amigo no seminário,Escobar.Passado um tempo Bentinho arranja uma forma de cumprir a promessa da mãe sem ficar no seminário pois que ser casar com Capitu.Eles dois se casam e Escobar também se casa com uma amiga de Capitu.Bentinho e Capitu tem um filho,e o grande mistério do livro é saber se as desconfianças de Bentinho estão certas,ele acha que o filho que tivera não é dele e sim de Escobar pois é muito parecido com o mesmo.Claro que, há muito mais coisas acontecendo mas para evitar spoillers não vou contar nada além disso.Sei que a narrativa incomoda muita gente mas para mim não foi um grande problema,eu acho que vale a a pena sim você pegar um dicionário e colocá-lo ao lado quando estiver lendo esse e outros clássicos mas não acredito que isso possa atrapalhar tanto a leitura a ponto de fazer as pessoas pararem com ela.Infelizmente há muito preconceito com a literatura nacional,principalmente com a literatura clássica.Por ter modos de falar diferente,palavras diferentes as pessoas ficam com preguiça de procurar seus significados.E isso é muito triste,pois se fosse um livro em outra língua e viesse com algumas expressões idiomáticas muitas pessoas iriam procurar os significados.Mas para a literatura nacional não fazem o menor esforço.Creio que isso também seja culpa das escolas.Pois os alunos normalmente são apresentados a esse tipo de literatura mais densa tardiamente.Não estão acostumados com o gênero e caem’’de pára-quedas’’ e aí realmente o preconceito domina tudo.Até mesmo as pessoas mais velhas tem o preconceito de achar que os jovens nunca apreciarão esses livros.A minha experiência com o livro foi incrível.Na verdade,não me lembro se li o livro primeiro ou vi a minissérie que foi transmitida pela globo que foi adaptada da obra.Assisti a minissérie e adorei,tanto a trilha sonora,a construção dos personagens ....Tudo e alguns anos depois fiz um trabalho de escol.Um seminário sobre a obra e inclusive citei a minissérie,para este trabalho li uma versão condensada que foi disponibilizada pela professora,porém antes disso já havia lido a versão completa e tinha adorado.Sei que não é uma leitura fácil.Mas vale muito a pena.O jeito sarcástico,do autor escrever,sua ironia inteligente e o seu pessimismo chegam a ser engraçados.Eu indico muito e sinto não ter uma continuação da história.Se você quer saber a resposta do grande mistério do livro e conhecer um pouco mais sobre essa obra tão famosa e tão marcante da nossa literatura e deixar,o preconceito de lado.Aproveite eu adorei mesmo.E foi muito bom falar sobre esse livro aqui.É com certeza um dos livros que eu mais reli na vida.Pra vocês terem uma ideia quando o li pela primeira vez tinha uns 13 anos...Já faz um tempinho RS.Bom gente é isso, se deixar eu fico o dia todo escrevendo sobre esse livro querido.Então essa foi a resenha de hoje.Se você já leu o livro,me conta aqui embaixo o que você achou.Um beijo em todos e até a próxima.


site: http://resenhasdaleeh.blogspot.com.br/2015/12/dom-casmurro-resenha-018.html
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Pejota.Moraes 13/12/2015

Ironia
É um obra de ironia e interrogações. A traição de Capitu é a menor delas.
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Matheus 10/12/2015

Por que "Dom Casmurro"?
"Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo", já disse o narrador no início da história, e logo percebe-se que o apelido dado por seus amigos é merecido, sim. Mas por que Bento Santiago é tão casmurro?
Responder à essa pergunta é um dos objetivos deste ao escrever este livro; o outro é restaurar em sua vida adulta monótona e solitária as sensações intensas de sua juventude, "continuar pela noite velha o sonho truncado na noite moça"...

Nisso, somos apresentados a Bentinho, um garoto sonhador, inocente e de imaginação fértil cuja família quer, por conta de uma promessa feita por sua mãe logo antes de ele nascer, enviá-lo em breve à um seminário (espécie de escola de padres).
Porém, Bentinho nutre uma inocente paixão (tão inocente que, de início, nem ele próprio sabia que existia) por sua curiosa, astuta e bela vizinha Capitu, que também anda apaixonada por ele. Logo os dois começam a bolar, juntos, planos para que Bentinho não precise ser enviado ao seminário e os dois possam continuar com seu namorico.
Após isso, Bento narra os mais diversos acontecimentos de sua juventude, suas paixões, amizades, descobertas e decepções, sempre temperados pela narrativa inteligente e pelas reflexões profundas, fazendo com que nos sintamos cada vez mais envolvidos e apaixonados por essa história. Não conto muito para que você que lê essa resenha possa se surpreender com essa história como eu me surpreendi!

E por que ler Dom Casmurro? Porque além de ter enriquecido o cenário artístico de uma época e de todo um país, e de ser também um dos precursores do movimento realista, é uma história intrigante e misteriosa, que apesar de antiga, atravessa gerações e gera discussões até os dias atuais!
A linguagem deste livro, que tantos dizem ser tão complicada e que me impediu completamente de terminar essa leitura em minha primeira tentativa no começo do ano, fluiu normalmente para mim na segunda tentativa, com poucas olhadelas no dicionário. Recomendo que se tente adquirir certa "maturidade" literária antes de partir para Dom Casmurro, lendo-se mais livros clássicos que tenham uma linguagem menos complexa, para ir se acostumando.
Eu me apaixonei pela escrita do autor, que transforma os mais simples acontecimentos em coisas fascinantes! Acabou com qualquer restinho de preconceito que eu tivesse com clássicos brasileiros!

ÁREA DE SPOILER, SÓ LEIA A PARTIR DAQUI SE JÁ TIVER TERMINADO O LIVRO!

Não sei se por ter me cativado pela imaginação fértil e reflexões afiadas de Bentinho, se pelas pequenas dicas dadas ao decorrer da história ou por simplesmente ter sido iludido pela astúcia do autor, mas no final da leitura, minha primeira reação foram acreditar que Capitu traiu Bentinho. Não são poucas as "evidências" que se pode identificar, como a dissimulação que Capitu apresente desde criança e a aparente infertilidade de Bentinho.
Porém, após um tempo de reflexão e diversas conversas com outros leitores, percebi que a história tem diversos pontos de vista, e dá pistas suficientes para se duvidar de ambos os lados.
Apesar de, por o livro ter sido escrito por Bentinho, só os defeitos dos outros serem citados (principalmente os de Capitu), percebe-se claramente que o protagonista também é cheio de defeitos: Possessivo, ciumento e extremamente inseguro, sempre perdendo toda a confiança em Capitu e em si mesmo ao mínimo sinal de traição. Também mostrou extremo descontrole e ira ao ameaçar até a vida do próprio filho ao sentir que este é filho de outro; mesmo que a traição fosse real, Ezequiel não tinha culpa de nada.
Mas também entendo que, a traição sendo real ou não, seria impossível para Bentinho viver na mesma casa que Capitu e Ezequiel, tamanha a raiva e repúdio que sentia. Não seria saudável para ninguém se continuassem vivendo juntos.
Por isso Bentinho se tornou tão Casmurro: por nunca poder confiar em ninguém e ter medo de ser traído.

Mas por conta da astúcia do escritor, isso será sempre uma questão de opinião. E isso que é legal, pois exige-se extrema inteligência para criar um enigma tão curioso, que atravessa anos sem perder sua graça, sempre despertando o interesse de novos leitores.
Machado de Assis é mesmo um gênio da literatura de nosso país!
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