Dom Casmurro


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Resenhas - Dom Casmurro


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Ce do Ceu 23/01/2015

Dom Casmurro
Mais lindo e apaixonante impossivel
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helisson.paiva 15/01/2015

Entre nuvens de mistério
"Olhos de cigana, oblíqua e dissimulada". Quão enigmática descrição para Capitu, tão etérea quanto as conclusões não explicitadas, apenas insinuadas. Machado de Assis quer que tiremos e fiquemos com nossas próprias conclusões.
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Naty 14/01/2015

Cansativo, com vocabulário rico, mas nada tão bom assim.
Esse livro é reconhecido como um dos maiores livros da literatura brasileira, mas eu não o acho digno de tal título.
Com certeza, essa foi uma obra bem pensada a qual somente um grande pensador poderia conceber, mas, além de ser cansativo, ele satiriza muito temas bíblicos e eu, particularmente, não acho que satirizar uma religião de forma tão estúpida possa render a alguma obra o conceito de boa.
Em resumo, gostei de ter lido, mas realmente acho que grandes obras não são aquelas que citam inúmeros textos de outros autores para torna-la uma obra digna de aprovação por ser culta, mas acho que obra é aquela que se cria por meio de ideias concretas. Sinto dizer que não gostei, mas se tal autor tivesse deixado de lado tais asperezas com a bíblia e sua sátiras ridículas eu talvez estaria o elogiando.
Vamos para os fatos bons: é interessante o fato de como Machado de Assis conversa com o leitor e mesmo que os capítulos se passem lentamente os mesmos são cheios de ideias interessantes, mesmo sendo algumas ridículas e o enredo básico é também interessante principalmente as partes finais.
Leio esse livro por o mesmo ser necessário, mas realmente o largaria se não fosse. Aconselho que quem precisar leia, mas atento ao fato de que só o que é bom deve-se reter de uma obra que é ao mesmo tempo bem feita e satírica demais com temas que realmente não me acha graça.
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Ana 08/01/2015

Logo de início somos apresentados à Bento Santiago, agora apelidado de Dom Casmurro, que decide nos contar sua história desde os tempos de criança, quando ainda era chamado de Bentinho.
Dom Casmurro nos conta sobre a promessa de sua mãe - onde depois de perder o primeiro filho, Dona Glória faz a intenção de seu próximo filho se tornar padre; sobre sua inútil resistência em ir para o seminário, e sua amizade com Escobar - um garoto que acabou conhecendo no seminário. Ele nos conta também sobre Capitu, sua vizinha e amiga de infância, amizade essa que se transforma em um grande amor.
Na adolescência, quando os dois começam de namoricos, sua mãe logo se opõe, pois um rapaz destinado a ser padre não pode namorar. Mas após muitas conversas com José Dias, um agregado da família e grande amigo de Bentinho, Dona desiste de tornar seu filho um padre; porém para não 'quebrar' a promessa, ela coloca no seminário um garoto que realmente sonha em se tornar um sacerdote da igreja.
Assim Bentinho e Capitu conseguem ficar juntos, e depois de alguns anos se casam e tem um lindo filho, Ezequiel. Isso não é spoiler, ok?
A amizade entre Bentinho e Escobar - mesmo depois de terem constituído família - continua; mas, de uma hora pra outra, sua aproximação com os Santiago começa a incomodar nosso Dom Casmurro. O motivo? Ciúmes!
Bentinho acredita que sua esposa tem um caso com o amigo Escobar, chegando até a desconfiar sobre a verdadeira paternidade de seu filho. O autor deixa no ar a pergunta "Capitu traiu ou não traiu?".

Esse é o meu clássico nacional preferido, o autor conseguiu me conquistar.
Machado de Assis, fez com que Dom Casmurro se tornasse um dos livros mais discutidos de todos os tempos. Mesmo depois de 100 anos, a possível (ou não) traição de Capitu ainda é um enigma. O autor não deixa claro, em momento algum do romance, a resposta para essa pergunta. Apesar de fornecer ao leitor algumas 'pistas', não podemos confiar 100% na narração, já que trata-se do ponto de vista, totalmente distorcido pela mente doentia e tomada pelo ciúmes, do próprio narrador, Bentinho.
Apesar de ter sido publicado em 1899, o vocabulário usado não atrapalha em nada a compreensão da história; sim, algumas palavras e 'gírias' já caíram em desuso, mas dá pra entender tudo normal.
Dom Casmurro não é leitura obrigatória, mas sim necessária. Necessária para alimentar, ainda mais, nossa mente e nutrir nosso amor pelos clássicos.

site: http://bibliotecacolorida.blogspot.com.br/2015/01/resenha-22-dom-casmurro-machado-de-assis.html
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Lari 27/12/2014

Capitu
Fiquei fascinada com o amor de Bentinho a esta mulher. A forma como a descreve e como a desejava. Os primeiros sinais de ciúmes desde jovem, quase os senti comigo. Livro muito bem escrito!

Capitu, uma mulher viva. Misteriosa. Encantadora. Me encantou. Imagino até hoje sua risada e aquele olhar.

O livro também mostra o quanto a nossa mente é a nossa pior inimiga. Pensamentos que nos fazem ir além do que se vê. Imaginação que nos pode levar a própria destruição.
Deysson 28/12/2014minha estante
nao e meu preferido.mas muito agradavel de ler.sua linguagem continua atual.




wall.cordeiro.3 23/12/2014

Dom casmurro
Um dos primeiros livros que li. Ainda era uma criança, e esse livro me fez querer conhecer muito mais de todas as vidas e sonhos que existem por trás das páginas de um livro.
Marcante.
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Carla 16/12/2014

O livro que leio todo ano! Preciso nem dizer que gosto um pouquinho dele, não é?
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is.adora.ble 11/12/2014

Épico
Dom Casmurro não se trata apenas de um dos romances mais épicos da literatura nacional - quiça, mundial. Todos conhecemos a história, mesmo aqueles que leram as versões reescritas, os resumos para o vestibular ou apenas discutiram a respeito nos tempos da escola; mas Machado vai magistralmente muito além da história de Bentinho, Capitolina e sua suposta traição. Além do dilema mais enigmático da literatura, ele nos faz refletir sobre a vida por aspectos filosóficos e morais. Nos faz pensar sobre coUsas que não competem apenas à história que narra, mas a você e a mim; ao ontem e ao amanhã.
Dom Casmurro dispensa resenhas, apresentações e elogios. É um romance completo e simplesmente excepcional!
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Laura_Bianca 08/12/2014

Capitu e Bentinho eram vizinhos e viviam juntos quando criança. O tempo passou, e na mocidade a amizade já não bastava. Mas Bentinho, desde seu nascimento, havia sido prometido para ser padre por sua mãe. O que fazer para que ele e Capitu pudessem ficar juntos ? E o que o futuro traria à vida deles ?
A estória em si é interessante, e os capítulos que a contavam eram legais. Mas tem muito capítulos desnecessários, que não tem muito haver com o enredo e mais parecem frases soltas do pensamento de Machado de Assis. Que ele não revire no túmulo, mas não gostei de sua escrita. Além desses capítulo desconexos, por várias vezes eles nos convoca, dizendo algo para "minha cara leitora". Isso é muito chato. Interrompe a estória, atrapalha a linha de pensamento para a compreensão do livro.
A linguagem arcaica também atrapalha, tanto pelas palavras que não conhecemos, quanto pelo modo como as palavras são colocadas nas frases, deixando-as estranhas, dificultanto o entendimento. Não que isso que seja um problema do livro, é na verdade uma característica que eu já sabia que iria ter que enfrentar na leitura, mas acaba atrapalhando.
E sobre aquela famosa questão: "Capitu traiu ou não Bentinho?". Fica claro que Capitu que o traiu. Ou foi a própria mente de Bentinho o traiu, já que ele é quem narra, e não temos visões de outras personagens.
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SakuraUchiha 22/11/2014

Desde os primeiros capítulos você encontra o personagem narrando a sua história como se você tivesse lá perto e estivesse lhe dizendo a face a face. Na época da escola eu tinha o hábito de circular (com lápis, claro) as palavras que eu não entendia para podere pesquisar.
Quando pensei em fazer isso com a palavra "Casmurro" me deparei com o narrador avisando já no primeiro capítulo:

"Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando!"

Algo que me fez rir e quando me recordo me faz rir até hoje.
A escrita de Dom Casmurro é elegante, com um extraordinário conhecimento da língua portuguesa, e desenha muito bem o Rio de Janeiro, em meados de 1800.

Desde sua juventude, quando sua mãe quer que ele vire seminarista, sua amizade e depois o namoro com Capitu, é tudo narrado em primeira pessoa. Isto faz com que haja capítulos como o CXIX abordando o leitor que não feche o livro, já que a história mudará de curso.
Poucos são os escritores que em um só capítulo (CVIII) consegue narrar seus desejos por um filho; a inveja de ver Capituzinha, filha de Sancha e seu amigo Escobar; a gravidez de Capitu; o nascimento de Ezequiel; aceitar a ideia de casamento entre os filhos de dois casais; e designar o nome de batismo de Ezequiel do Escobar: tudo em um único capítulo sem perder a elegância de narrar.
Bento, o personagem principal, é um tipo ciumento crônico, um Otelo brasileiro, a ponto de pensar que sua amada o traiu, e ver no rosto de seu filho a cara do falecido amigo, e a ponto de duvidar dele ser o seu verdadeiro progenitor, e até mesmo dizer ao filho que ele não é seu pai. Seu ciúme estão presentes até o último capítulo:

_Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. I: 'Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti". Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca."

Está sempre referindo-se à Capitu inocente e maliciosa de acordo com ele, em busca de cumplicidade com o leitor. O trabalho é tão bem escrito que ele não deve ser reduzido apenas para a eterna questão de saber se Capitu foi infiel ou não ao Bento.
Um grande clássico como este não pode se rebaixar à uma pergunta simples. Algo tão absolutamente essencial.
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Kellbet 05/11/2014

Intenso...
Dom Casmurro é muito exigido nas escolas e subestimado pelos estudantes que têm a obrigação de o ler para uma nota.
Bom pessoal, mesmo que seja uma obrigação por nota, creio que se todos lessem pelo prazer da leitura, seria um acréscimo a cada um.
Dom Casmurro é um romance criativo eu diria, pois ao mesmo tempo que você torce para o casal, você pensa que a Capitu não presta, que o Bento é louco, que o amigo dele é um amigo da onça...
Entre tantos sentimentos que temos ao ler, fica a imaginação fértil de Machado de Assis, pois conseguiu unir de tudo um pouco e sem ficar chato, ou sem ser entendido. A vida como ela é, complexa.
Algumas passagens ficam na escuridão, pois não é revelado se Bento é mesmo traído ou não, se é o pai ou não do filho de Capitu. Mas tudo isso dá para ser imaginado por nós.
Bento e Capitu são duas 'inocentes' crianças que se apaixonam e são separados pelo destino escolhido pela mãe de Bento: o seminário.
Eles se casam, mas o felizes para sempre não acontece.
Recomendo com certeza, pois é uma joia, pode ser mal interpretada por alguns, mas no fim ainda brilha.
;)
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