Dom Casmurro

Dom Casmurro
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Resenhas - Dom Casmurro


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R'Amon~An~Gelo 27/05/2015

Aconteceu um Suingue.
Fim
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Dan 17 27/05/2015

Isto é o de menos: Capitu traiu ou não traiu?
Se Capitu traiu ou não traiu isso é irrelevante. Este era um dos objetivos de Machado, fazer com que os leitores ficassem tentando encontrar provas no livro sobre a não traição ou traição de Capitu (provas cabais na verdade nunca existiram e nem existirão). Quem entra nessa jogada demonstra ser um leitor ingênuo, que caiu na teia da aranha e nem percebeu. O mais importante do livro reside na sua essência filosófica, nas suas metáforas ricas e complexas, na profundidade psicológica de suas personagens, na prosa poética machadiana, enfim... Buscar respostas seguras num universo onde os astros são somente dúvidas e incertezas é um trabalho vão; cada um construa seu final, eu prefiro ficar com o ponto de interrogação.
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O próprio Bento Santiago afirmou que o seu Dom Casmurro é um livro omisso e falho, cabe ao leitor preencher as lacunas; preenchi muitas lacunas, mas quanto a traição prefiro ficar com a dúvida, essa é a melhor resposta. No romance o leitor apenas tem acesso a uma versão da verdade (justamente a de Bentinho) e versões podem condizer a realidade?
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Constantemente em nossas vidas somos bombardeados com os mais diversos discursos, muitas vezes tomados como verdade e são apenas versões dos fatos; e se eles poderão ser verdadeiros, meias verdades ou mentiras isso cabe a nós. A vida constrói-se em cima de verdades criadas. Criar verdades condiz a uma mentira? Ou é somente criando-se teorias que podemos pelo menos vislumbrar a escuridão da existência, tocar no intocável mundo do incompreensível. Bento Santigo também ergueu seu castelo de verdades, agora se a sua paranoia toca a realidade isso é outra história.
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Machado de Assis simplesmente estava num patamar superior a escola Realista; tachá-lo de realista resume-se num crime; tomo as palavras do escritor no momento: "a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada". Triste fantasia de um Eça de Queiroz, achava que seus romances relatavam o suprassumo do real; e quem pode ter acesso ''direto'' a ele e transcrevê-lo na mais pura imparcialidade? Machado sabia como responder a essa indagação.
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Agora encerro aqui com uma palavrinha de Lygia Fagundes Telles: ''Capitu traiu Bentinho? Eu já não sei mais. Minha última versão é essa, não sei. Acho que, enfim, suspendi o juízo. No começo, ela era uma santa; na segunda, um monstro. Agora, na velhice, eu não sei.''
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Matheus 19/05/2015

Magnífico
A maneira que Machado de Assis interage com o leitor e o deixa confuso a procura de pistas sobre o que é certo e errado me cativou. Nunca ví isso em um livro como ví em Dom Casmurro. Com um vocabulário rebuscado, quem entra nesse mundo criado por Machado começa a ficar maluco procurando entender (o que entender)....
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Matheus 19/05/2015

Dom casmurro - machado de assis
Uma obra singular que merece ser entendida por completo. Link abaixo


http://antarktos.blogspot.com.br/2015/05/dissecando-01-dom-casmurro.html?m=1
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Aline 18/05/2015

Um desconfiado cego por conta do amor!
Bentinho, o Dom Casmurro (apelido que levou por ser sisudo, ensimesmado), conta e analisa sua vida: a infância; a promessa de sua mãe, de levá-lo ao seminário; a paixão por Capitu, e o casamento com ela, no futuro. Capitu e seu jeito "moderno" de ser demais para aquela época...
Há contudo, um grande dilema: Capitu teria ou não traído Bentinho com seu amigo, Escobar? Bentinho traz diversas evidências sobre isso: a suposta semelhança entre seu amigo e seu próprio filho; as atitudes de Capitu durante o velório de Escobar... porém, são evidências. Não provas!

site: http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/romance/marm08.pdf
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Aline T.K.M. 09/05/2015

Reli e descobri um mundo de novas nuances!
É difícil e, ao mesmo tempo, muito gostoso falar de Dom Casmurro. Especialmente por se tratar das minhas segundas impressões a respeito da obra – isso cheira a maior responsabilidade!

Bento Santiago – então apelidado Dom Casmurro – tenta na velhice “unir as duas pontas da vida”, evocando e analisando a juventude, marcada pela paixão por Capitu, pela ida ao seminário e pela grande amizade com Escobar. Casa-se com a amiga e amor de infância e, cada vez mais, é tomado pelo ciúme e pelo verme da dúvida: Capitu o teria enganado com Escobar, seu melhor amigo?

Certamente uma das questões mais intrigantes da literatura brasileira de todos os tempos, e que restará para sempre sem uma resposta definitiva. As possibilidades de interpretação e de conclusão são inúmeras – parecem multiplicar-se a cada vez que se relê a obra.

Tão intrigante quanto a dúvida é a figura de Capitu. Personagem feminina mais discutida, analisada e estudada da nossa literatura, Capitu tem descortinadas facetas mil ao longo do romance. Capitu é menina e moleca, é também sedutora e determinada, gosta de aparecer, é interesseira e dissimulada. Ora é vítima ora é carrasco; mesmo diante das acusações de Bentinho, Capitu parece não perder a linha, porém tampouco defende ferozmente sua integridade como esposa, o que faz pulular um sem-fim de dúvidas. Suas longas tranças e o vestido de chita amarrotado passeiam livremente no imaginário de gerações de leitores, mas são os seus olhos o verdadeiro tema de poesia e de inquietação. “Olhos de cigana oblíqua e dissimulada”, pelas palavras de José Dias, agregado da família de Bentinho; “olhos de ressaca” é o que pensava o próprio Dom Casmurro...

E, no entanto, a grande genialidade nisso tudo é que Capitu só é o que é, essa menina-mulher quase mítica, devido ao que pintam os pensamentos de Bentinho. Velho solitário e habitado pelo rancor, Dom Casmurro nos constrói essa pessoa que, quem sabe, pode não ter sido sequer um décimo de como suas pinceladas a fizeram perante os olhos do leitor. Não haveria como ser diferente; as histórias não se fazem lendas por si mesmas, mas por tudo o que plantam as palavras e ideias alheias.

Tudo é bem introspectivo e psicológico em Dom Casmurro. Ao discorrer sobre as lembranças de toda uma vida, o narrador-personagem lida com sentimentos muito intrínsecos ao ser humano. O ciúme e a desconfiança que cegam – e que muito provavelmente lhe teriam influenciado o olhar perante situações das mais diversas –, a inveja e a falta de confiança em si mesmo, o afeto sincero por um amigo, o amor e o ódio que caminham lado a lado, a solidão amarga.

Escobar era o cara interessante, era tudo o que Bentinho queria e não conseguia ser. O amigo lhe despertou a inveja, mas também uma afeição incondicional. Apenas companheirismo?; ou tal sentimento esconderia desejos secretos por baixo dos panos um tanto sufocantes das convenções sociais da época? Outra questão fadada a ficar sem resposta, embora mexa com a imaginação e suscite mil hipóteses na mente de quem lê.

Bento Santiago, Bentinho, ou apenas Dom Casmurro, é o homem inseguro e, posteriormente, rabugento e solitário que narra suas lembranças em primeira pessoa. É o narrador não confiável por excelência, uma vez que as demais personagens não têm direito de voz, mas também por se deixar influenciar ao longo da vida por sentimentos que vão a extremos, sempre permeados por uma grossa e empoeirada camada de rancor. Vítima e dono da razão; possuidor de um olhar irremediavelmente deturpado; cego de amor; ou ainda, frustrado por um desejo romântico mal esclarecido e de impossível realização? Personagem fascinante, esse Bentinho...

Obra pertencente à fase realista de Machado de Assis, Dom Casmurro traz personagens mais humanos, principalmente em seus defeitos. A trama contempla um aprofundamento nas questões de cunho psicológico e o autor disseca seus personagens sem muita piedade. Na temática temos o adultério, o egoísmo, a desconfiança, o ciúme, o interesse, o fingimento, a inveja – que até hoje, e sempre, dialogam com o ser humano no interior dos leitores.

Ainda sobre a temática, pode-se evocar a tragédia shakespeariana Otelo, o Mouro de Veneza, referenciada pelo próprio Machado de Assis aqui nesse romance. As intrigas que envolvem Otelo, Desdêmona, Iago e Cássio são conduzidas basicamente a partir daqueles mesmos sentimentos de ciúme, inveja e da desconfiança da traição, fazendo com que a peça de William Shakespeare continue muito atual até os dias de hoje.

Escrito em 1899, está mais do que provado que Dom Casmurro é daquelas obras que atravessam décadas, séculos, gerações. Seja pelos temas abordados, pela profunda análise do ser humano, ou ainda pela quase feérica – ao mesmo tempo tão mundana – Capitu. Dom Casmurro é daqueles livros que nos acompanham a vida inteira, e não pensem que seja pela ânsia de encontrar resposta à famigerada pergunta não respondida: “Capitu traiu ou não traiu?”. Diria que é, sobretudo, por nos fazer fechar o livro com um punhado de outras tantas perguntas, ainda mais numerosas que aquelas que conhecíamos desde o início.

LEIA PORQUE...
Clássico incontornável da literatura brasileira. Análise do ser humano, piração psicológica, Capitu (“a” mulher da literatura brasileira). E ainda: Machado de Assis é objeto de amor e ódio de muitos leitores por aí. Quer mais motivos?

DA EXPERIÊNCIA...
Definitivamente, as segundas impressões foram muito mais ricas que as primeiras: mais apaixonada que nunca por esta obra, e com ainda mais perguntas pipocando na minha cabeça! Pretendo que, ao longo da vida, ainda volte aqui para trazer minhas terceiras e quartas impressões... Ainda, como comentei no vídeo Leituras de março!, estou amando adaptar Dom Casmurro no curso de teatro. Descobrindo e explorando ainda mais nuances dessa história!

FEZ PENSAR EM...
- Otelo, o Mouro de Veneza, de William Shakespeare – ainda quero ler a peça completa.
- Série Capitu, que foi ao ar na Globo, e que ainda preciso desesperadamente ver nos youtubes da vida.
- "Elephant Gun", do Beirut (que fez parte da trilha sonora da série).
- "Capitu", música interpretada por Zélia Duncan.

site: http://livrolab.blogspot.com
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Débora 08/05/2015

Dom Casmurro
Li por pura necessidade, para uma prova de literatura, e ainda bem, pois se tornou um dos meus livros favoritos, e o melhor que eu já fui obrigada a ler. E o mais interessante é ver as opiniões divididas sobre a suposta traição. Para mim? Bom, estou no time dos que dizem que Capitu é inocente pelos argumentos que todos desse lado defendem: o livro é narrado por Bentinho, as memórias apresentadas nele são totalmente dele, podendo serem alteradas como ele bem entende ou enxerga. Mas quem disse que a forma que ele enxerga a situação, é o que exatamente aconteceu? Por falta de uma segunda visão, e por falta de provas, não podemos acusar Capitu de tal ato. No fim do livro Bentinho fica tomado pelo ciúme que desde sempre sentiu da amada, e esse amor acaba enfraquecendo ao meu ver. Ele se torna frio e cético com ela, e evita contato, nem responde as cartas de tentativa de reconciliação dela, quando ela está na Europa. Também não deixa que ela se defenda, e se ela o fez, nunca saberemos, porque Bentinho não abre espaço para outras opiniões. Arriscou dizer que a sanidade mental dele também esta comprometida. Vale a pena ler e discutir com outras pessoas para formar seu próprio ponto de vista a respeito de uma história tão polêmica da literatura!
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Amanda 07/05/2015

"Capitu era Capitu, isto é, uma criatura mui particular, mais mulher do que eu era homem."
Dom Casmurro, de Machado de Assim, é um dos mais importantes romances da literatura. A história gira em torno da afeição que Bentinho e sua vizinha, Capitu, sentem um pelo outro, assim como a possível traição desta com o amigo dele, Escobar. Traição essa que nunca é comprovada e a qual o leitor não pode ter certeza, visto que ficamos sabendo apenas o lado de Bentinho e não há como ele ser imparcial, pois constitui uma parte da história. Em diversos momentos da narrativa, Capitu é apresentada como uma pessoa meticulosa, habilidosa e calculista, qualidades que adiante acabam por aumentar a suspeita de sua traição. O livro é narrado por Bentinho, desse modo, acaba por se transformar em uma espécie de diário de Dom Casmurro, em que este se dirige várias vezes ao leitor, dialogando com ele. O que é interessante e contribui para aumentar a nossa dúvida, pois assim, sentimos ser amigos de Bentinho e acabamos por confiar nele, o que faz com que acreditemos em tudo o que nos é dito.
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Gabi Lopes 30/04/2015

Clássico apaixonante
Toda e qualquer pessoa que lê este livro, se apaixona por Machado de Assis e sua escrita minuciosa, detalhada e incrível! Ele brinca com as palavras.
E o final em aberto para nos fazer pensar, foi um dos aspectos que mais gostei.
Enfim, um livro maravilhoso escrito por um escritor incrível!
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Marcos.Coelho 24/04/2015

Dúvida Eterna...
Qualquer
pessoa que leia Dom Casmurro torna-se suspeita a falar da obra; Machado
de Assis brinca com as palavras, sua narrativa não-linear em nada
atrapalha a fluidez de seu texto e vai nos dando as peças de um quebra-cabeça que ao final fica incompleto, jogando sobre o leitor a decisão do veredicto final: Capitu traiu ou não?
Dom Casmurro é a expressão máxima da genialidade de Machado de Assis; é
um romance cujo manancial de sugestões nunca se esgota.
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spellofmoon 19/04/2015

"Clássico, logo ótimo!"
Na minha concepção, Dom Casmurro é o tipo de livro que atualmente, só é "excelente" pra maioria de seus leitores porque é considerado clássico.
O texto é extremamente e erudito, a leitura é cansativa até demais. A minha tamanha decepção deve-se ao fato de ter sido o mesmo Machado de Assis quem escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas, que é extraordinário.
Nathalia 03/05/2015minha estante
Concordo contigo que alguns clássicos são bons e outros nem tanto. Falando de Dom Casmurro, eu achei a leitura bem cansativa no início, por causa da história mesmo e não da linguagem, mas depois passei a gostar. Eu também li Memórias Póstumas de Brás Cubas antes de Dom Casmurro, e concordo contigo que Memórias Póstumas é extraordinário (meu livro favorito, inclusive) e que Dom Casmurro é bom mas Memórias Póstumas de Brás Cubas é bem melhor. =D




milly 14/04/2015

Religião X Coração
Com esse título, caro leitor, não tenho a intenção de insultar nenhuma religião, mas, com duas palavras e um x demostrando combate, resumir a história de Bento Santiago, narrada no livro de Machado de Assis, Dom Casmurro, publicado pela editora Rovelle, no ano de 2008, Rio de Janeiro.
Com 191 páginas, Machado de Assis conta a história desse garoto que foi preparado desde menininho para ser um padre em nome de uma promessa feita pela mãe para Deus.
O livro começa contando o porquê do título Dom Casmurro, depois a história dá início.
Bentinho, menino carinhoso e obediente, muito quieto e não muito intelectual, ouve uma conversa entre sua mãe, D. Glória, prima Justina e José Dias. Aquela muito santa, humilde, viúva e temente a Deus, essa, uma mulher meio rabugenta, que vê defeito em tudo e em todo, e este, o que fundamentaliza a conversa, é um grande amigo da família, que veio com uma breve mentira e se instalou como maior voz do grupo familiar.
De acordo com José Dias, D. Glória deve tomar muito cuidado com a amizade de Bentinho e Capitu (falo já nela), pois se o menino há de ser padre deve destruir qualquer laço que tiver com uma mulher, e como os dois ficam juntos, não se descarta a ideia de um possível namoro, que não ajudaria em nada no cumprimento da promessa. Por tanto era melhor adiantar o seminário o quanto antes.
Ouvido isso, Bentinho vai atrás da vizinha e a surpreende escrevendo algo no muro, que o impede de ver assim que nota sua presença. Capitu, de nome Capitolina, é a menina mais desejada da rua de Mata-Cavalos, meiga, sapeca, linda, e esperta. Traz consigo lindos cabelos presos em duas tranças que, por sua vez, eram presas pelas pontas uma na outra. Olhos claros, que Bentinho caracteriza como "olhos de ressaca".
Depois de engana-la, Bentinho descobre que a menina escrevera no mura de sua casa com um prego: "Bento e Capitolina"; logo ele conclui o óbvio: José Dias estava certo, os jovens se amavam.
Ao contar o que ouviu de José Dias e que a mãe concordara, Capitu fica entre depressiva e enraivecida, mas logo tem a ideia de Bentinho convencer a José Dias a ficar do seu lado, e tentar convencer D. Gloria de que nem pode e nem quer ser padre. O jovem gosta da ideia e fala com o homem, este, por sua vez, promete que tentará falar, mas que tentar não é conseguir.
Esperando a resposta de José Dias, Bentinho vai visitar Capitu, como de costume, e a encontra penteando os cabelos. Numa mistura de amor e admiração, o menino pede para pentear a amada e ela deixa. Bentinho a penteia devagar curtindo afago que faz no cabelo de Capitu. Depois de terminado, o jovem fica frente a frente com a mocinha e, pela primeira vez, confirma seu amor por ela com um beijo recíproco. Mesmo quase sendo flagrados pela mãe da garoto, os jovens mantém um namoro escondido, enquanto tentam aniquilar a ideia de Bentinho virar padre.
A luta é em vão, pois, mesmo depois de conversar com a mãe, Bentinho é obrigado a ir ao seminário, mas com a promessa que, se em um ano ele não se adaptar a ideia de virar padre e a vida de seminarista, poderá voltar para casa.
Bentinho vai conversar com Capitu, e a faz prometer que irá se confessar apenas com ele, e que ele irá fazer seu casamento. A menina, triste com a conversa conformada do amor impossível, diz não conseguir exigir isso dele, mas que o deixará batizar seu primeiro filho. Isso abala o coração do jovem apaixonado, mas faz nascer do ciúme e a insegurança uma promessa bem melhor, aliás, não uma promessa, mas um juramento perante Deus. Os jovens, de mãos unidas, juram que só se casarão um com o outro, independentemente do que o futuro reservar, e assim o casal sela a promessa com um beijo apaixonado.
Esse livro foi o que eu mais amei até agora dos livros brasileiros que li. Traz uma história mais lenta e mais parecida com o cotidiano do que as novas histórias de aventura e sucesso que rodam por aí atualmente. Amei-a a cada momento, por que o escritor conversa com o leitor de modo a transparecer intimidade, já que ambos desfrutam de algo em comum: a obra. Para não dizer que o livro é perfeito, seu final, depois do "felizes para sempre" torna-se longo, e há capítulos que narram coisas na minha opinião desnecessária, mas fora isso, o livro é demais, e eu recomendaria a qualquer leitor sem preconceito com a crença católica que estivesse disposto a conhecer uma boa história machadiana.
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Karina 12/04/2015

Machado de Assis foi cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Escreveu o livro Dom Casmurro na segunda metade do século XIX, época de escrevidão no Brasil. O livro é narrado por Bentinho, um jovem que está prestes a ser mandado para o seminário por causa de uma promessa feita por sua mãe, Dona Glória. Ele descobre a promessa ouvindo um conversa entre sua mãe e José Dias, um agregado que vive de favores na casa da mãe de Bentinho. O jovem nutre uma paixão pela sua amiga Capitu que ao saber que Bentinho terá que ser um seminarista começa a arquitetar junto a ele planos para que ele não tenha de ir, porém todos são em vão, pois Bentinho acaba indo para o seminário, porém promete a ela que eles um dia se casarão. No seminário ele conhece Escobar, que se torna seu melhor amigo. E é ele quem tem a ideia de que Dona Glória envie para o seminário um escravo, para pagar a promessa no lugar de Bentinho. Anos depois, após Bentinho ter concluído seus estudos, casa-se com Capitu, Escobar por sua vez, casa-se com Sancha, uma antiga amiga de Capitu. Os problemas entre Bentinho e Capitu inciam-se pela demora para terem um filho, enquanto que Escobar e sancha tem uma menina a quem chamam de Capitolina. Anos depois Capitu dá a luz a seu filho e colocam nele o nome de Ezequiel em homenagem a Escobar. Bentinho começa a perceber muita semelhança entre seu filho e Escobar ficando muito desconfiado. Escobar acaba um dia morrendo afogado no mar, mas a desconfianças de Bentinho apenas aumentam. Ele fica então convencido de que fora traído por sua mulher e seu falecido amigo.
O livro realmente merece a fama que possui pois é uma incrível obra, muito intrigante e interessante que vale a pena ser lido. Machado de Assis sabe fazer uma perfeita construção dos personagens e isso é uma das vantagens do livro.
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