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Perdas Necessárias

Judith Viorst
Resenhas
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Silvia 18/11/2009

Um livro sobre como nos despojar de nossas ilusões e viver a realidade
Faz uma análise aprofundada sobre as perdas que temos em nossa vida desde o nosso nascimento nascimento até a morte sob uma perspectiva psicanalítica. Devemos passar por um processo de despojamento ao longo de nossa vida de modo a encarar a vida como ela é e não como deveria ser.

As perdas são fundamentais para o nosso amadurecimento, precisamos elaborá-las ao invés de negá-las para nos tornarmos seres humanos mais completos e autoconscientes.

Não pensem que esse livro é de autoajuda, muito pelo contrário, pois não propões fórmulas mágicas, mas um livro cheio de discussões baseados em estudos científicos e reflexões filosóficas.

Indico com louvor.

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Ana 03/02/2010

Perdas Necessárias
Importante leitura para entender e aprender a lidar com nossas perdas desde a infância, desde os nossos primeiros dias de vida, quando separados da mãe durante o processo de desmamar.

Ajuda a compreender todo este arcabouço de carência e afetividade que nos envolve por toda a vida adulta.

Ana Paula Peixer.
www.anapaulapeixer.com
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Arrieiro 21/11/2010

Livros Necessários
Sim, há algum tempo as perdas eram tratadas como algo a ser evitado. Sim, há algum tempo as perdas eram tratadas como uma condição da vida humana - desagradáveis, mas inespugnáveis.

Necessárias, bem-vindas? Somente em Nietzsche.

O livro mostra a universalidade e a importância das perdas no amadurecimento do indivíduo, bem como os impactos sobre a personalidade da maneira como cada um as percebe em suas vidas.

Sinceramente, depois desta leitura, percebi que eu existia em um mundo irreal.... acho que surreal é a palavra mais adequada. Não é um livro confortável; tudo bem, perdas também não o são.

Ótima leitura
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Cinara 17/06/2010

Crescer
Para quem ainda está tentando entender e superar a dor de crescer. Aborda de forma franca e objetiva todos aqueles assuntos que gostaríamos de ter aprofundado antes que nos cobrassem maturidade - e tudo o que, consequentemente, vai ficando pelo caminho e assombrando nossas vidas, neste processo inexorável de se tornar adulto. Infância, adolescência, casamento, paternidade, velhice. Alentador e libertário.
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Rangel 15/12/2009

Fases da vida que passam
O livro “Perdas Necessárias” de Judith Viorst, publicado pela Editora Melhoramentos, São Paulo, 2003, 335 p., fala sobre a questão da separação de um casal, da perda de entes queridos como filhos, pais e amigos próximos, ou simples afastamento que afetam a psique do “Eu”, que precisa superar tais perdas, por serem necessárias e fazerem parte da vida. O proibido e o impossível do “Eu” particular faz várias conexões de lembranças e relações que muitas vezes há necessidade de uma ajuda psicológica. Aborda a questão dos triângulos amorosos que leva a um desfecho para alguém na relação triangular, bem como enfrentar a escolha que fez por toda a vida, devendo renunciar a algo que tinha. Exemplifica o fim da infância que ocorre em várias fases da vida, bem como lhe dar com a própria culpa pelas perdas para seguir em frente. Os sonhos e as realidades de cada indivíduo são manifestações concretas de conexões imperfeitas. Fala-se sobre os amigos de conveniências, os amigos históricos, os amigos de encruzilhadas, os amigos de gerações diferentes e amigos memoráveis, e que cada tipo de amizade há seu tempo e seu ciclo, momentos de entrelaçamento e momentos de desligamento por fazer parte da vida. O casamento é abordado como uma das relações mais tensas e intensas de uma relação um com o outro, que se vive uma relação de amor e ódio, que se joga culpa, transfere projeções, muda rumos de vida por causa da vida a dois, quando se deve saber se a ruptura pela separação e divórcio é o caminho certo que gera perda e quando se perde, quando fica viúvo. Em todos os casos de perda dentro da relação do casamento, o indivíduo deve saber se preparar e conviver com as diferenças e afinidades com a pessoa escolhida a viver o matrimônio. Depois, o livro aborda a questão dos filhos, quando os pais fazem tudo por eles e não vão receber todo o amor doado na correspondência, o que deve os pais sempre entenderem e se prepararem também para a perda dos filhos nas diversas maneiras: morte natural, morte acidental, morte trágica, separação pela mudança e quando o filho ou a filha se casam e constituem nova família. Os sentimentos familiares devem ser preservados, sem que haja lamentações penosas ou depressão quando há as perdas. Por último bloco de temas, o livro fala sobre como amar, perder, abandonar e desistir, quando há o luto pelos entendes queridos, quando há alterações do próprio corpo e da própria imagem, quando se perde a jovialidade e a beleza, quando se envelhece, que o passado parece ficar distante. Não se deve parar a vida diante da morte, da idéia da morte e quando ela chegar, procurando viver a vida intensamente. E quando há as reconexões de tudo o que já foi perdido na vida, significa que o ser humano precisa amadurecer e compreender todo o significado da vida em buscar e manter o equilíbrio da sua psique, mente e corpo. A idéia central do livro é bem analisada, elucidando os objetivos da autora. A organização da obra é didática e clara, dividida em quatro partes em vinte capítulos. O livro se confronta com autores da psicologia como Freud, Addler e Murray, tendo um bom referencial teórico. As evidências são exemplificadas de forma científica e específica. O público alvo são psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas, estudantes e estudiosos de psicologia e comportamento relacional. A conclusão da autora é satisfatória, com casos de resultados fortes e ilustrativos. O estilo da autora é psico-científica, com exemplos de casos e a bibliografia é razoável.
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