A Hora da Estrela

Clarice Lispector...



Resenhas - A Hora da Estrela


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Augusto 14/12/2014

Um livro de revolta
É difícil falar sobre esse livro. Talvez seja por isso que Clarice decidiu se isentar de certa forma de narra-la, passando a bola para outro narrador. Mas esse livro, sem dúvida, é a representação de um período da história do Brasil, a ditadura militar, um país analfabeto e pobre (em todos os sentidos que a palavra abrange) que eu não tinha percebido na minha primeira leitura. Outro detalhe dessa leitura é que o livro vai discutir a felicidade, Macabéa é uma pessoal feliz, mas, que preço se paga para ser feliz? Macabéa paga com a sua ignorância. Parece que o livro me grita: Que preço você paga/você pagaria? Além de outros temas ela trata do egoísmo, do individualismo, de uma sociedade que só pensa em si. De uma forma muito superficial esse livro é um livro de revolta.
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JOY 06/12/2014

Oi?
É exatamente assim que vc se sente quando termina de ler este livro . Ele é um tapa na cara, é um cruzado de direita! Ele vem com tudo e depois te deixa sem nada. É um livro fino, a leitura corre rápida. Sendo da autora brilhante que é, eu recomendo que todos leiam, pois nem sempre de finais felizes a vida é feita!
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danimotta_ 05/12/2014

A estrela não brilhou
Existem livros e livros, gostos e gostos. E eu, particularmente, não gostei de A Hora da Estrela.
Já li outros livros em que o autor se inclui na história, como é o caso de O Pequeno Príncipe, mas me senti incomodada com as opiniões e colocações de Rodrigo S.M., no caso a própria Clarice.
O tom com que o "autor" trata Macabéa foi o que mais me incomodou na história desde seu princípio. Achei completamente preconceituoso. Em algumas páginas, cheguei a pensar que o discurso adotado pelo mesmo era por quase se doer com a apatia da personagem em relação ao que acontece ao seu redor, mas poucas páginas adiante me convenci do contrário.
Outra coisa que me incomodou foi o "autor" roubar a cena da personagem em seu discurso, já que este interrompe seus relatos para impor sua opinião. Isso tanto me incomodou que, ao final do livro, decidi ler apenas os trechos que narravam a vida de Macabéa.
Quando perguntei a uma amiga o que ela achou do livro, a opinião dela foi: não gostei. Acho a Macabéa muito apática, adotando a opinião e postura do autor.
Por outro lado, gostei da ironia do desfecho.

Parafraseando o que disse ao começo, existem leitores e leitores, autores e autores. Eu nunca tinha lido um livro da Clarice, mas por gostar de suas frases e contos, decidi começar com este que é um dos mais famosos da autora. Na contracapa, li que o livro traz Clarice em sua essência, como ela fez em outros livros seus nos quais não usou um pseudônimo, o que me incomodou mais ainda em relação à questão do preconceito citada anteriormente.
Sei que pode haver leitores que se apaixonaram pela obra, mas infelizmente não é o meu caso.
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Carol 02/12/2014

hora da estrela
macabéa e simplesmente uma personagem conformada com aquilo que a vida lhe tem a oferecer : um emprego simples, um quartinho dividido com mais quatro colega.
Ela orfã de pai e mae , ela foi criada com sua tia ..
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Babi 16/11/2014

Irônico, singelo, verdadeiro.
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Yasmin 05/11/2014

Leitura obrigatória, mas foi ótimo
Tive que ler no colegial e não estava a fim mas depois que terminei o livro, gostei da história. É surpreendente e interessante como as coisas acontecem na nossa vida.
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Eder Duarte 30/09/2014

A hora da estrela é a hora mais sagrada de todas.
Verdadeiro, sincero e bruto. Não é um livro fácil e nem tão pouco difícil. Não se engane ao mergulhar em suas poucas páginas, pois são profundas e escuras. Macabéa é mulher,mas não se sente. É um ser humano vivendo apenas com o ser,nada de humano parece ultrapassar sua mente pequena e vasta. Ingênua, inocente, vítima da vida. Clarice Lispector consegue despertar sensações diferentes em cada momento da história e inebria com suas palavras impactantes sobre algo de aparência tão corriqueira. A hora da estrela é a hora mais sagrada de todas na vida. Livro maravilhosamente escrito e brilhantemente construído. Clarice é alma pura jogada em palavras no papel. Vale a pena parar a vida para ler cada palavra dela, pois são por si só feitas única é exclusivamente de vida
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Keylla 23/09/2014

A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M., (alter-ego de Clarice). À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.

Macabéa é simplesmente uma personagem conformada com aquilo que a vida lhe tem a oferecer: um emprego simples, um quartinho dividido com mais quatro colegas e o seu café frio. A protagonista é um grande exemplo da miséria humana. Na verdade acho que Clarice criou essa personagem para fazermos um auto questionamento sobre o nosso lugar no mundo.

A mais surpreendente obra de Clarice Lispector nos faz refletir acerca do desamparo ao qual estamos todos suscetíveis. Aqui, o escrever é uma necessidade, onde desenvolvem-se reflexões sobre a vida e sobre a morte, sobre a palavra.

Clarice foi capaz de criar uma história que apesar de sua simplicidade e de seu número de personagens extremamente reduzido, nos cativa desde o início e nos deixa pensando se, no fundo, não passamos de uma caixinha de música meio desafinada como Macabéa.
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Moisés 05/09/2014

Clarice Lispector foi no mais remoto lugar e veio trazendo uma mínima/grande luz. O livro é pequeno, mas todo o conto narrado por Rodrigo S.M. é fascinante, sua linguagem e a forma de apresentar cada personagem demonstra uma estrutura muito boa do que a escritora queria trazer a tona.
Sim é um livro metafórico. Não tem como não negar. Porém ela usa de recursos simples para arquiteta uma obra nobre... Não tenho como não dizer que me deu vontade de desistir e pular logo para o meu próximo livro, conquanto alguns me pediram que não e de mim mesmo disse que iria continuar. Foi cansativo porque eu nunca vi tantas metáforas juntas em tantos pequenos parágrafos entretanto foi bom ter chegado ao fim do livro.
Espero que quem leia veja a simplicidade do livro, mas que tente entender todo o enredo, porque seriamente existe pessoas que não compreendem. E que já leu não pode negar que é uma visão para alguém de gosto literário diferente.
Sublime é Macabéa e feliz é o nordestino, pois também sou. (rsrsrs)
Leiam é um bom livro.
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Mario 31/08/2014

Comentado no blog Voos de Hipogrifo
Macabéa, protagonista do livro, é uma mulher mísera tanto financeiramente como de alma. Sua existência, palavra constante no livro, é despercebida, visto que vive em um mundo que para ela é ao contrário - o mundo não foi feito para Macabéa, ela não encaixa. Macabéa veio de Alagoas - onde era criada por uma tia carrasca, por ser órfã de pais - para morar no Rio de Janeiro em busca de um emprego. Colega de quarto de quatro Marias, seu único passatempo era ouvir o Rádio Relógio - onde palavras difíceis e conhecimentos gerais a deixavam confusa - e ir ao cinema uma vez por mês para tomar Coca-Cola.

CONTINUE A LER EM:

site: www.voosdehipogrifo.blogspot.com.br
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Wolf Haltz 29/08/2014

A hora da chatice.
Sinceramente, relutei a lê-lo. É de conhecimento geral que temperamento de Clarice não é para todos. Todavia, falaremos do livro. E nele, tem horas que dá vontade de mandar o narrador parar de falar de si próprio e de como é difícil escrever e contar logo a história. Se a intenção era essa, o livro é bom. Mas como não estou aqui julgando a capacidade do autor provocar vontade de fechar o livro e (quase) atingir o objetivo, achei regular e com um final bem previsível.
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Erika Lina 17/08/2014

Mais ou menos...
Apesar de muito famoso, achei um pouco chato. Eu tinha a maior curiosidade sobre ele, mas...
Final estranho, personagem demasiadamente ingênua, chegava a irritar...

Mas é um livro de Clarice!!!
É, mas não gostei.

site: http://umavidaliteraria2014.blogspot.com.br/
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thais 30/07/2014

A hora da estrela
Um texto denso que te leva a reflexão sobre desigualdades e formas de lidar com situações que são tão comuns. Macabea sendo uma mulher totalmente submissa em relação a sua postura diante da vida te leva a alguns questionamentos e ao mesmo tempo essa postura é a sua grande defesa em relação a vida, fica mais fácil suportar quando não se tem ou se dá o devido peso para as coisas que nos cercam.
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Pri 23/07/2014

Eu vou ter tanta saudade de mim quando morrer.
Desde que tive que fazer um trabalho sobre Clarice, não simpatizo nem um pouco com a autora e nunca tive interesse em conhecer sua obra. Para mim, tudo o que saía de Clarice eram palavras sem nexo.

Ganhei A Hora da Estrela, que ficou um tempão "esquecido" na estante... só me interessei por ele porque no dia precisava levar algum livro pequeno para passar o tempo. Achei que seria uma leitura rápida, mas toda a antipatia que eu sentia por Clarice Lispector voltou nas primeiras páginas narradas. A leitura não fluía porque a narrativa me irritava, e eu novamente não entendia o porquê da autora ser tão elogiada.

A narração foi quase insuportável até a metade do livro. Porém, quando o narrador se concentrou em Macabéa, fui me prendendo cada vez mais à sua história e ao modo como sua vida desafortunada foi retratada. É tudo exposto de forma sincera e realista. É trágico, mas ao mesmo tempo cômico. Dei altas risadas com a Maca e a cartomante.

Apesar do livro ser bem fino, demorei para terminá-lo. A Hora da Estrela faz com que você pare e reflita sobre o que foi lido, é um livro que exige bastante do leitor. No fim, um pouco do que entendi de Clarice Lispector fez sentido para mim.
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