A Hora da Estrela

A Hora da Estrela ...
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Resenhas - A Hora da Estrela


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Danise 06/08/2015

Um tapa na cara da cegueira social.
O que era a hora da estrela de Macabea? Fiquei curiosa ao decorrer das surpresas estilísticas que Clarisse não economiza. Percebi então que a autora estava disposta a mostrar o nada da fantasia de suas narrativas que tanto se ouve falar. Senti simplesmente um tapa na cara em cenas reais, de tantas Macabeas que existem e nós não vimos enquanto rolamos no sofá e sofremos uma cegueira social televisiva.
O que aprendi com a Hora da Estrela: "Para o que nossos olhos sociais não vêem não existe reflexão"
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Aline 03/08/2015

O primeiro livro de Clarice!
Macabea, jovem Alagoana, 19 anos. Os pais dela morreram quando ela era criança então ela foi morar com uma tia no Rio de Janeiro.
Tinha pouco estudo mais fez datilografia, conseguiu um emprego e um namorado chamado Olímpio. Que terminou o namoro para ficar com Glória, melhor amiga de Macabea.
Foi o primeiro livro de Clarice que li, ela é bem intensa principalmente com a personalidade de Macabea que tem um sonho, ser igual a Marylin Monroe.
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Thananda 31/07/2015

Uma leitura completamente diferente!!!
Eu nunca tinha lido nenhum livro da Clarice. Na verdade, meu interesse pela literatura nacional e seus clássicos é bem pequeno. Mas ler esse livro, foi uma experiência totalmente diferente e fascinante!!!

Clarice simplesmente conseguiu colocar no papel todas aquelas 'duvidazinhas', 'perguntinhas' e 'afirmações' mais secretas da nossa alma a respeito da nossa existência como pessoa, pensamentos que guardamos no local mais profundo do nosso ser.

O narrador consegue nos contar uma história "complexa" sobre a existência como pessoa e atitudes da protagonista Macabea de forma simples, nua e crua, como ele mesmo insiste em nos dizer desde a primeira página.

Para mim foi uma coisa totalmente nova e impressionante. Espero que os demais livros dela sejam tão bons quanto este, pois eu adorei.

Recomendo :)

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Gus 28/07/2015

A morte, a alienação e invisibilidade dos migrantes nordestinos nas grandes metrópoles brasileiras são temas presentes em toda a obra, vezes de forma explícita, vezes de forma implícita, como na própria construção das personagens ou no decorrer da história - que, pasme, é vazia em fatos e grandes acontecimentos. É um livro vazio nesse sentido, mais porque o tom reflexivo que ele toma não deixa margens para tais do que por qualquer outra coisa.

O livro trabalha também com metalinguagem e, com essa finalidade, Clarice acrescenta mais um personagem à obra: Rodrigo S.M., um escritor fracassado e inseguro que se doa à sua personagem de corpo e alma e, no entanto, por conta do grande vazio que é tal personagem (chegaremos a ela em breve), passa páginas e mais páginas refletindo sobre a vida, o ato de escrever e sobre si mesmo.
Rodrigo é a primeira pessoa que conhecemos no livro e, pouco a pouco vai mostrando quem é e a que veio. Então, só então, é que aparece enfim Macabéa, a não-protagonista da história. A não-protagonista de sua vida. Inocente, passiva a tudo e todos...
São 87 páginas, 13 títulos diferentes e nenhuma divisão por capítulo. Escrita simples, algo que Rodrigo S.M. tenta com afinco conseguir.
A Hora da Estrela é a história de Macabea, ou de Rodrigo S.M, ou de Clarice, ou de um violinista qualquer de esquina. Independente de quem a obra retrate, este não é um livro convencional, pois trabalha com o nada, com o vazio, com o seco e sedento. Trabalha com o subconsciente e sentimental das personagens além de uma crítica social muito bem trabalhada.
E, se não há como fazer uma síntese, análise, resenha ou seja lá como se chame isso, de um livro como A Hora da Estrela, a própria autora explica:
“suponho que me entender não seja uma questão de inteligência, mas sim de sentir, de entrar em contato”
E não há como entender o gosto do morango antes de experimentá-lo. Ou há?

site: https://catarseemletras.wordpress.com/
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Michel 12/07/2015

"Una Furtiva Lacrima"
Eu costumo dizer que a Macabéa é um lastro que serve pra puxar a gente pra linha do humano, pra que a gente não suba alto demais. É claramente um livro feito pra classe média (está expresso no texto, até) sobre uma miséria que ela finge não ser também dela. Mas dessa miséria ninguém escapa, porque é a miséria existencial. E a Clarice obriga seus leitores de Classe Média a se reconhecerem na enjeitadinha da Macabéa. É uma humilhação que ela promove, por que ela sempre quis promover a desorganização na alma dos leitores. E Macabéa está muito mais à vontade em quase não ser do que a maioria de nós, que se agarra na profissão, em um casamento, no que é pros filhos, em uma infinidade de coisas pra afirmar que, pelo amor de Deus, a gente existe! E a Macabéa nasceu para estar no limite do espanto de se estar vivendo apesar de não ter nem ser quase nada. Nem substância ao próprio livro do qual é protagonista ela dá, o autor passa a maior parte do texto vendo de que jeito vai contar uma história que por si só quase não é história. Vale a pena ser lido porque é uma história original sobre um sentimento que está em todos nós. É como ouvir "Una Furtiva Lacrima" e se sentir alagado de possibilidades. Não dá pra escrever uma resenha objetiva sobre um livro tão primorosamente oblíquo. Se você está em dúvida: leia!
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Dani 10/07/2015

Primeiramente tenho que confessar que estou envergonhada de só agora ler algo da Clarice Lispector.
Acabei lendo uma de suas últimas obras. Talvez deveria ter deixado esse pra depois.
Mas quanto ao conteúdo não me arrependi em nada. Pelo contrário. Amei a irregularidade de contar a história, toda a hesitação e a sofrida história de Macabéa.
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Elis 28/06/2015

"A Hora da Leitura"
Poucos compreendem a narrativa de Clarice, por isso A Hora da Estrela serve como um desafio, um enigma.
"Leia-me ou a literatura de massa te devorará". Indico como uma "leitura detox", para aqueles que como eu leem muitos romances com enredos redondinhos (começo, meio e fim), porque a narrativa de Clarice não tem uma forma definida, é um caleidoscópio.


site: http://www.elasleram.com/2015/06/a-hora-da-estrela-clarice-lispector.html
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Mi 24/06/2015

Até que enfim, eu li!
Não sei se sou capaz de escrever uma resenha ou sequer um comentário sobre este livro. Já tinha tentado lê-lo algumas outras vezes e por algum motivo, sempre acabava não terminando. Dessa vez, decidi ser firme e deixar me envolver por essa história tão diferente.
A escrita de Clarice Lispector não é fácil! É reflexiva, introspectiva, abre feridas na alma, mostra cicatrizes que nem sequer sabíamos da existência e o único jeito de lê-la é deixar tudo de lado e se concentrar apenas nas páginas do livro.
Esse livro conta a história de Macabéa. Uma moça de 19 anos, alagoana, órfã, com pouco estudo, apenas umas noções bem reles de datilografia, que decide tentar a vida no Rio de Janeiro após a morte da tia que era a sua única, maldosa, porém companheira. Ela passa a trabalhar como datilógrafa e a morar em um quarto de pensão junto com outras moças. O emprego vai mal! A moça não tem noções de higiene, escreve muito mal, erra muito e sempre suja os papéis com as suas mãos mal lavadas. O patrão, com pena do jeito simples da protagonista, acaba deixando que ela fique mais um pouco no emprego, embora tenha desejado despedi-la. Macabéa meio que odeia a si mesma, não possui o menor rastro de autoestima, aprendeu a reprimir todos os seus impulsos, é virgem, suja, mal cheirosa, tem uma péssima alimentação, não sabe se expressar direito e é invisível, ou seja, ninguém nota sua existência. Até chegou a arrumar um namorado, mas as coisas vão de mal a pior. Além do mais, ele não tinha nada de ''bom moço''. Enfim, é impossível descrever totalmente as características da protagonista. Macabéa é a personagem mais miserável que já conheci na literatura!
Acredito que cada leitor possui uma interpretação diferente do livro e de Macabéa. Mas para mim, ele proporcionou diversas reflexões sobre a nossa própria existência humana, sobre como deve existir outras macabéas por aí e como as vezes, nós mesmos, nos deixamos ser Macabéa. É uma leitura rápida, apesar de não ser muito simples, mas recomendo muito para os que gostam de refletir.
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Everton.Ribeiro 23/06/2015

A tragédia de Macabéa apresentada através das palavras de Clarice Linspector. Nordestina, retirante e que apenas sonhava com uma vida melhor.
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Edna 22/06/2015

Olá gente, a resenha de hoje é de uma escritora que admiro muito, porém demorei bastante para resenha-lo porque não sabia como expor meus sentimentos, quem já leu Clarice entende que não é uma leitura fácil, pelo o contrário, são 87 páginas com um apelo psicológico enorme, exige muito, cada linha, cada palavra contida nesse livro foi feita para se pensar sobre a vida e o sentindo da existência humana.

Estória é narrada por Rodrigo S.M (alter-ego de Clarice) que conta a estória de Macabéa, 19 anos, nordestina, órfã de pai e mãe. Saiu do sertão de Alagoas em busca de uma vida melhor no Rio de janeiro.

"Há os que têm. E há os que não têm. É muito simples: a moça não tinha. Não tinha o quê? É apenas isso mesmo: não tinha."

Macabéa é a personagem mais "miserável" que já me foi apresentada, Muito magra, muito feia, desprovida de conhecimento, mal sabe ler e escrever. Não tem amigas, solitária, virgem, mal tem consciência de sua existência, contudo muito sonhadora.. seu único luxo era o cinema uma vez por mês.
Maca consegue um emprego de datilógrafa e passa suas horas de folgas ouvindo a Rádio Relógio e filosofando sobre seus sonhos.

"Sou datilógrafa e virgem, e gosto de coca-cola"

E então Macabéa conhece Olímpico de Jesus, um nordestino e metalúrgico, eles começam a namorar depois de um passeio "romântico".
O ponto alto do livro acontece quando depois de uma desilusão amorosa Macabéa vai a uma cartomante seguindo os conselhos do pivô de sua desilusão, a cartomante diz a Maca que ela terá um futuro brilhante, cheio de luz e encontrará um novo amor. Feliz, Macabéa sai da cartomante pronta para ver sua Hora da estrela chegar..

"Maca, porém, jamais disse frases, em primeiro lugar por ser de parca palavra. E acontece que não tinha consciência de si e não reclamava de nada, até pensava que era feliz. Não se tratava de uma idiota mas tinha a felicidade dos idiotas. E também não prestava atenção em si mesma: ela não sabia."

A partir dai não posso contar mais nada da estória sem estragar a leitura, o que posso dizer é que A hora da estrela é um livro muito curtinho mas escrito brilhantemente, um livro para ser relido diversas vezes. Cheio de marcas pessoais de Clarice, é fácil identifica-la nas passagens de dúvidas, medo, morte.
A escrita é que talvez não agrade a todos, Clarice tem um estilo peculiar, cheia de metáforas e longos parágrafos de filosofia e reflexão. Para quem estar disposta a mergulhar nessa estória recomendo do início ao fim. Uma bela obra de uma magnifica escritora nacional!

"Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias."

site: dnabookz.blogspot.com
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Horroshow 21/06/2015

Uma joia rara, mais poesia do que prosa
Resenha por Arthur Lins

" “Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?”

Confesso que estou há alguns dias pensando em como resenhar a história de Macabéa e, sem querer, encontro-me no mesmo dilema que Rodrigo S.M., o misterioso escritor e narrador da história. A Hora da Estrela é um livro infinito de apenas 87 páginas, discute sobre ser e não ser, existir e não existir, viver e morrer. Diante de tamanha grandeza e conflitantes questões, eu me encontrei parado, sem saber muito bem o que pensar.

Ok, então vamos começar pelo início. A história trata-se da personagem Macabéa (ou pelo menos devia ser), mas ela não tinha muita história para ser contada, então no meio desse quase nada, temos uma profusão de questionamentos existencialistas do narrador. Quem é Macabéa? Ora, Macabéa são muitas pessoas, há tantas Macabéas que você nem conseguiria dar conta, mas nessa história falamos de uma garota (chamada Macabéa) que existe. Sim, ela só existe, e também não faz muitas perguntas. Para ela, se uma coisa é de tal forma, então é porque é mesmo e acabou. É uma garota que sobrevive, mas não vive, que existe, mas só é visível para seus iguais (para as outras Macabéas). É como um sopro de vida, você quase não a percebe. Bom, e quem é o narrador Rodrigo S.M.? Para responder essa pergunta, acho melhor mudarmos de parágrafo."

(... Leia mais no link abaixo)

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2014/07/a-hora-da-estrela-clarice-lispector.html
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Felipe 16/06/2015

Vale muito a pena ler.
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Thaynna 15/06/2015

O livro conta a história de uma nordestina chamada Macabéa, uma mulher que se mudou para o Rio, onde foi morar com quatro mulheres em uma pensão logo após de perder sua tia. Ela era uma mulher feia e incompetente, se apaixonou por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que a traiu com sua colega de trabalho. E um dia recebeu um conselho de uma amiga e foi depois disso que Macabéa resolveu ir a uma cartomante, e lá ela falou em pouco tempo vai ver sua hora da estrela chegar.

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Rebas 15/06/2015

A hora da Estrela
Esse livro traz o resto do ser humano quer ninguém admite ser, mas o somos e o sendo, somos exemplares e únicos. Cada um de nós traz a arte da vida, uns trasmitem e outros transbordam em silêncio, que é para não incomodar os demais.
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