A Hora da Estrela

A Hora da Estrela ...
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Resenhas - A Hora da Estrela


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HL Castro 01/02/2016

Mais ou menos
Pesquisei na internet os melhores livros de autores mais recentes.

Com excelentes críticas, resolvi ler este livro - que eu deveria ter lido na escola mas...

Não gostei muito. Achei bobinho e com uma narrativa que não me prendeu nenhum pouco.

Não recomendo e perdi a vontade de ler outros da Clarice Linspector.
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Su 28/01/2016

Esse livro é diferente de tudo aquilo que já li da Clarice. Talvez, por ser o último livro que a autora escreveu.
Nesse livro, Clarice se apresenta como Rodrigo S. M. e nos conta sobre as agruras de escrever. Às vezes escrever algo que não se quer, mas que se impõe com tal realidade que se torna impossível ignorar.
Macabéa é a personagem mais sofrida da Clarice, mas ela não sabe que sofre. Também, como saberia se ela jamais experimentou outra vida.
Ela foi criada por uma tia, pois seus pais morreram quando ela era muito pequena. Essa tia a castigava à toa e, inventava estórias mirabolantes para atormentar a sobrinha. Já adulta, a vida não lhe sorriu, ela veio pro Rio, se tornou datilógrafa, mas logo no começo do livro é despedida.
Esse livro é o mais cru da Clarice, pelo menos dos que li. Não é pra menos, quando o escreveu ela já estava sofrendo de câncer.

“Esta história acontece em estado de emergência e de calamidade pública. Trata-se de livro inacabado porque lhe falta resposta. Resposta esta que alguém no mundo ma dê. Vós? É uma história em tecnicolor para ter algum luxo, por Deus, que eu também preciso. Amém para nós todos.”

“Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.”

site: http://detudoumpouquino.blogspot.com
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Alice 27/01/2016

"Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isso é ser pessoa?"

"Teria ela a sensação de que vivia para nada? Nem posso saber, mas acho que não. Só uma vez se fez a trágica pergunta: quem sou eu? Assustou-se tanto que parou completamente de pensar"
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Marina 20/01/2016

"Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isso é ser uma pessoa?"
Alguns comentarão "como assim você nunca leu A Hora da Estrela antes?" É verdade, eu li outros dois livros de Clarice Lispector, mas ainda não tinha lido este. Por nada, só não tinha encontrado para pegar emprestado e nunca lembrava de comprar. Fui adiando, como tantos outros livros na nossa vida. Eis que chegou a hora.

Várias pessoas me disseram que este talvez fosse o melhor livro dela. Certamente o mais famoso, adaptado para o cinema e tudo mais. Mas preciso dizer que não gostei. Esperei mais. A narrativa já era minha conhecida, a dos outros dois livros que eu li dela. Desta vez, quem conta a história é um narrador chamado Rodrigo S. M., narrador observador, que conta em terceira pessoa a história de Macabéa. A personagem principal é uma nordestina, alagoana, simples e que não tem muita coisa de especial. O narrador não faz parte da vida dela, é apenas um observador que resolveu por algum motivo contar a história dela.

Mais da metade do livro consiste em Rodrigo se explicando por que escreve e por que resolveu escrever justamente sobre Macabéa. Enquanto não escreve, ele demonstra o desdém típico da classe média carioca pela humilde imigrante nordestina. Eu entendi o motivo por trás disso, mas não torna o livro menos chato. Eu adoro a escrita de Clarice Lispector; mas, gente, é mais da metade do livro só, digamos, enrolando para não contar a história. Eu sei que a ideia era Macabéa só ser importante na hora certa e Rodrigo ser um personagem secundário, apesar de narrador, com sua história e caráter a serem descritos. Mesmo assim, nada disso me ajudou a gostar do livro. Para mim, ele só para de se arrastar da metade pro final.

Depois de ler obras lindas como Perto do Coração Selvagem e Laços de Família, eu confesso que fiquei decepcionada. Mas eu tive que ler para saber disso. É um livro curto, pelo menos. E nunca é desperdício ler as belas palavras de Clarice.


site: http://www.dofundodomar.com.br/2015/04/resenha-hora-da-estrela.html
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Leo Lee 14/01/2016

A Beleza da tristeza e da simplicidade
O livro, escrito por um pseudônimo masculino, conta a historia de Macabéa, uma nordestina que tenta a vida na cidade grande. A personagem é descrita pelo autor/narrador como alguém sem graça e totalmente sem sal. Essa falta de tempero porém é contada com grande fascínio (brilho nos olhos) pelo narrador.
A historia em si é simples: Uma nordestina perdida na selva de pedras, se apaixona por um homem, esse homem trai ela com a melhor amiga (melhor amiga? Macabéa é solitária, o melhor termo talvez fosse "melhor conhecida"), vai numa cartomante, que prevê um ótimo futuro e morre na saída da consulta.
A beleza do texto está na narração que nos faz refletir nessa subvida de um mundo de Macabéas e na beleza de descrever a simplicidade.
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Júlia 03/01/2016

abandonei
A Clarice Lispector é uma das minhas autoras preferidas mas esse livro me decepcionou muito :( o livro começa de um jeito estranho falando coisas estranhas sem contar da personagem principal !
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sammiis 23/11/2015

Livro bom é para ser lido...
Não preciso nem de falar nada né?! Esse foi um dos livros solicitados no ensino médio que mais me impressionou, pois a personagem ela é tão real que você acaba viajando juntamente com ela, que é uma grande sonhadora. Vale a pena ler!
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Eli Trevellin 20/11/2015

A Hora da Estrela
RESENHA: A HORA DA ESTRELA

Autora: ClariceLispector
Editora: Rocco
ISBN: 85-325-0812-X
Gênero: Novela Brasileira
Que grande estranhamento me causou a protagonista Macabea! Nordestina, miserável, vazia, submissa, porém, extremamente pura e com uma ingenuidade que se opõe à malícia da humanidade.

Muitas vezes sentimos raiva pela sua permissividade e falta de perspectiva, outras vezes sofremos junto com a personagem, um sofrimento calado, sufocado, quase insignificante. Reflito que ,pelo mundo, existirão milhares de " Macabéas" , cuja vida passa despercebida pela multidão.

Assim como Autran Dourado em Uma vida em segredo , que , através da Prima Biela tentou retratar uma mulher sem autoestima, humilde , subserviente; Clarice criou Macabea com todos estes adjetivos, porém desvendando as profundezas de sua alma.

Clarice escreve esta novela tentando esconder sua autoria, utilizando um nome falso "Rodrigo S.M.", tentando várias estratégias para convencer o leitor que é realmente um homem que redige o texto, " (...) também eu não faço a menor falta, e até o que escrevo um outro escreveria. Um outro escritor, sim , mas teria que ser homem, porque escritora mulher pode lacrimejar piegas."

A protagonista é descrita com frases pejorativas e incisivas como "(...) ela que de aparência era assexuada, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém", " trata-se de moça que nunca se viu nua porque tinha vergonha. Vergonha por pudor ou por ser feia?", " O seu viver é ralo".

Que prazer tive ao reler uma obra com uma narrativa tão intensa como A Hora da Estrela! Fascinante, profunda, instigante e extremamente peculiar, assim como tudo o que a autora produziu.

Concluo a resenha com um trecho metalinguístico do livro:

" Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta".


site: http://elitrevellinescritosguardados.blogspot.com.br/2015/09/resenha-hora-da-estrela-de-clarice.html
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Vitor Magalhães 15/11/2015

Resenha no meu canal \o/
Resenhei esse maravilhoso livro no meu canal:
https://www.youtube.com/watch?v=Vn9R40yyfsE
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glhrmdias 15/11/2015

4,0
Clarice coloca o conteúdo em segundo plano em prol duma forma altamente sofisticada e até hoje moderna, traduzindo, por excelência, os caminhos da evolução natural da literatura brasileira. Uma obra ímpar, construída com atenção aos mínimos detalhes, que sacia o leitor ávido por uma produção de alto nível no que se refere ao "artesanato intelectual".
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Ingrid 15/11/2015

"Pensar é um ato. Sentir é um fato"
Minha primeira leitura da Clarice Lispector, apesar de o livro ter sido escrito pelo seu alter ego Rodrigo S. M. Um livro de poucas páginas, singelo, mas de uma carga profunda. A metalinguagem presente na narrativa deixa claro que é difícil escrever simplicidade, reconhecer que há histórias de vidas que não tem muito o que contar: de tanta miséria, de tanto nada, o que sobra é o abstrato. É por essa sensibilidade que Clarice conta a história, por sinal linda, de Macabéa.
Durante a leitura senti angústia por Macabéa. Nunca vi uma personagem tão sem vida, tão sem expressão, tão ingênua. Me acabei por sentir até revoltada por isso. Revolta seria luxo também? Pois para Macabéa felicidade e futuro eram.
Só não fico triste pelo final, e que final! Clarice prometeu um "gran finale", e realmente foi. Ainda bem que Macabéa pôde provar um bocadinho da felicidade, de ter o que não teve: o futuro.
Pois então, por mais que a leitura seja depressiva, eu indico esse livro a todos. Apenas sintam.
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Lizzmarcella 23/10/2015

Como é triste ser "incompetente para a vida"
Me identifico profundamente com esse ímpeto de Clarice, jogando o interior para fora e esmiuçando, nomeando devaneios e pequenas coisas que ficam gigantes diante da falta de entendimento sobre nós mesmos.
"morri com a moça"
A falta de paixão pela vida de Macabéa, a burrice inocente de não saber quem é, de achar que é um luxo ficar triste ou ter futuro, o oco de não entender o que é sentir. Só pairar, sem nada sem nada.
Ainda estou atordoada com isso.
gihh 04/11/2015minha estante
me enpresta?




Laiane 17/10/2015

Clarice sendo Clarice até o fim..
Sou muito suspeita para falar sobre esse livro. Tenho com ele uma história curiosa de amor, frustração e encanto, nessa ordem. Hoje, gosto de pensar nele como meu refúgio no mundo. Estou sempre às voltas com o exemplar. Leio do meio pro fim, só o começo, só uma parte específica...
Bom, esse livro possui treze títulos, alguns dos quais eu particularmente não entendo. Clarice criou um falso autor para essa obra, o Rodrigo, mas sua escrita continua a entregar-lhe como uma digital. Ela tem um jeito de escrever que toca um sininho no fundo da alma de quem lê. É que volta e meia a gente reconhece um “não sei o quê” que também faz parte do que somos. E aí toca esse sininho lá dentro, mas não se explica como é. Só dá para sentir mesmo. Isso incomoda, é desconfortável. Acredito que por isso Clarice atinja sempre os extremos no que diz respeito aos sentimentos de quem a lê. E A Hora da Estrela não é, absolutamente, uma leitura morna.
A protagonista, ao contrario, é café frio, como a autora diz. A história de Macabéa é bastante curta. É composta por algumas cenas e diálogos soltos que ilustram os questionamentos do narrador. Mas acredito que esse livro cumpre sua proposta. Logo de início Clarice diz que o livro é uma pergunta. Cabe a cada um encontrar uma resposta com os sentimentos extremos que a obra evoca.

Escrevi um pouco mais sobre o livro. O link está abaixo. Pode haver spoiler no texto do blog

site: http://sintomaliterario.blogspot.com.br/2015/10/e-quero-aceitar-minha-liberdade-sem.html
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