Doidas e Santas

Doidas e Santas
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Resenhas - Doidas e Santas


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Paula.Freitas 14/07/2015

Acho que mais Santa do que Doida !!!!
O primeiro livro que leio da autora Martha Medeiros, e acho que comecei bem, adorei.

Já tinha ouvido falar muito dos livros dela, das suas crônicas, mas nunca tinha lido nada, não sei porque na verdade, deveria ter lido antes, agora coloquei um monte de livros dela no meu kindle...rrss

Confesso que me empolguei tanto no começo da leitura que fazia marcações em todas as crônicas pra colocar os trechos aqui depois, mas foi ficando tão inviável que parei..por quê ?, porque quase escrevi um livro com trechos das crônicas da Martha só com minhas marcações...rrss

Tem cronicas muito, mas muito úteis ate, úteis no sentido da gente pensar na nossa vida, no nosso dia a dia, tem uma sensacional, pra se pensar sobre um marido que se apaixona por uma mulher num chat de bate papo pela internet, e a esposa desse homem tambem se apaixona por um homem numa sala de bate papo , e como normalmente é pra acontecer, os apaixonados marcam um encontro, e pimba, que é o homem que a mulher se apaixonou e vice versa... eles mesmos. Ele se ¨ reapaixona¨ pela mulher dele e ela pelo marido, mas não conseguem se entender por uma finalidade em comum... casamento desgastado e traição, porque a intenção foi essa mesmo... é demais.

Tem uma sobre sofrimento, tristeza, choro, vivenciar luto que chorei lendo, de tão minha cara que é.

Lógico que na minha opinião tem umas nada a ver, que não achei nem útil, nem engraçada, nem nada, mas como eu digo, vale a leitura.

Eu adorei e recomendo pra quem gosta desse tipo de leitura, crônicas cotidianas, leitura leve, com boas pitadas de riso, com certeza Martha me conquistou !!!

site: http://paixaoporleituras.blogspot.com
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Aline 26/05/2015

Achei o livro bem aquém da minha expectativa, mas, como já diziam nossos avós para não avaliar um livro pela capa... Achei muito água com açúcar e mulherzinha demais. Tá mais pra santa do que doida. Mas, como gosto é igual a c* e cada um tem o seu... rsrsrs
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Imeli 15/04/2015

Opinião pessoal
Crônicas rasas, sexistas e muitas vezes até arrogantes.
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Três Leitoras 03/04/2015

Resenha: Doidas e Santas
Martha Medeiros, poeta, cronista, romancista, conquistou o Brasil com seus textos, publicados em jornais de repercussão nacional, sites e livros que se transformaram em best-sellers.

Com uma maneira incrível e também incomum, a autora Martha Medeiros tem uma forma fantástica e um olhar clínico para tudo ao seu redor, uma reflexão e uma reação fresca, nova, de alguém que pela primeira vez se depara com o inesperado, seja o assunto o mais comum como Dia dos Namorados, a decisão de se começar a fumar.

Martha Medeiros conta sobre tudo isso e mais um pouco em seu livro Doidas e Santas.

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhes diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."

E quem disse que eu leio apenas romances e livros hots? Então está é a prova!

Estava no meu trabalho em um dia que tinha esquecido meu livro, eis que eu abro a gaveta da minha amiga Carla Jorge (ops - mexendo nas coisas dela) e vejo esse livro. Ahhhhh já que só tem tu, vai tu mesmo - pensei.

O livro reúne 100 crônicas independentes, como fatos do cotidiano que as vezes passam em branco por muitas pessoas, coisas simples, como filme, livros, momentos entre outros! O melhor é ler e se identificar com algumas leituras. As crônicas são do período entre 2005 a 2008.

Continue lendo no link

site: http://tresleitoras.blogspot.com.br/2015/03/resenha-doidas-e-santas.html
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Davi 24/02/2015

Eis o livro que desencadeou a minha paixão por Martha Medeiros
Doidas e Santas é uma coletânea de crônicas leves, realistas, divertidas e fáceis de ler, mas que ao mesmo tempo te fazem refletir sobre a vida, o cotidiano e o mundo atual. Martha Medeiros sabe exatamente como encantar, divertir e informar seu leitor.
Cheio de referências ótimas, o livro Doidas e santas, aborda vários temas como crítica social, temas mais pessoais e aquelas bem descontraídos, mas apesar de todo tipo de texto uma coisa definitivamente não muda em nenhuma das crônicas, a fabulosa escrita leve da autora, ela faz com que um tema talvez mas complicado que outro, se encontre no mesmo patamar, não importa o contexto todas as cronicas do livro Doidas e Santas são leves e descontraídas.
Cada página é um delícia, todas muito agradáveis e que toca no coração do leitor, é impossível não ler uma crônica desse livro e não se sentir descrito, é impossível você estar lendo esse livro e não se encontrar, não nesse livro nada esta nas entre linhas, tudo está ali, Martha é clara e direta, Martha te descreve na primeira e na última.

site: http://100formasparaserfeliz.blogspot.com.br/2015/02/resenha-doidas-e-santas-martha-medeiros.html
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Yanes S. 15/01/2015

Doidas e Santas, de Martha Medeiros
Mulher é um bicho confuso, mulher não tem sossego, pensa toda a hora e em qualquer momento. Diariamente, semanalmente, mensalmente e em todo momento que está acordada e se está dormindo? Está pensando durante os sonhos também. Mulher não descansa, mulher sofre, mulher ama intensamente e mulher é volátil.

Martha Medeiros conta sobre tudo isso e mais um pouco em seu livro Doidas e Santas. Neste livro, a autora reuniu diversas crônicas, mais de 70, a partir de 2005 a 2008. Sobre sentimentos, amor, família, fatos engraçados e constrangedores.

As crônicas

Extremamente cativantes, desde a primeira que fala da cidade de São Paulo, para quem mora na maior metrópole brasileira não pode deixar de se identificar. Os textos são tão leves e sinceros, que fica fácil ler várias em um dia só.

O melhor é ler e se identificar com algumas leituras. Afinal, crônicas são para serem lidas diariamente, mas quando compiladas é uma sensação muito positiva em devorá-las.

Nem tudo é perfeito

Há crônicas que se perdem, algumas são chatinhas ou não fazem sentido – ao menos não para mim. Algumas dão preguiça de tanta expectativa que se põem na vida e acabam se tornando exaustivas.

Desfecho

Comportamento, cotidiano e momentos estão aí para serem vividos e saboreados. Essa é a maior premissa deste livro, que acompanha dicas de filmes, leituras e confissões de uma mulher para outra.

site: http://coffee5pm.blogspot.com.br/2015/01/resenha-doidas-e-santas-de-martha.html
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Tauana Mariana 18/12/2014

Legalzin
Pois então. Terminei o livro da Martha Medeiros sem ter uma percepção bem formada sobre a obra. Não sou fã da autora (sou doida de paixão é pela Claudia Tajes), mas comecei a ler esse livro em 2009 e obviamente, queria terminar a leitura, que foi interrompida porque eu tive que devolver o livro na biblioteca. Eis que eu ganho ele de um amigo/aluno lindo e assim, retomo a leitura.

Doidas e santas é um livro de crônicas da Martha Medeiros, e apenas uma delas nomeia a obra. De resto, não vi correlação alguma. Durante toda a leitura mantive uma relação de amor e ódio com o livro. Ódio porque a autora muitas vezes transformou suas crônicas em resenhas de livros, filmes, peças de teatro, ou um mero “oi meu querido diário”. Utilizava as crônicas para falar sobre o que outras pessoas pensavam, criticava, concordava e acrescentava alguma opinião. Quase todo livro é assim. Claro, é maravilhoso ter várias dicas de livros, filmes e peças (e saber que a autora pode desfrutar de tudo e ainda recebe pra isso #recalque), maaas, ler mesmo a Martha eu devo ler lido em ¼ do livro. Bom, nesse ¼ a desgranida acerta em cheio. O mulherzinha lazarenta pra escrever bem. As palavras sobre a solidão e o dever/prazer de sumir do mundo me caíram como uma luva.

Enfim, uma leitura produtiva, rápida (se você quiser), mas sugiro que cada crônica seja lida com calma e tempo.
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Vivi 05/11/2014

De doida e santa toda mulher tem um pouco !
Uma delícia! É parece que eu estou falando de comida, ou de um bom vinho mas não, é que eu literalmente degustei essa leitura brasileira maravilhosa. Fácil de ser lida, com fatos cotidianos simples e complexos, analisando filmes, cantores, músicos e debatendo sobre as questões da vida pessoal e pública. Parece que realmente estamos conversando com Martha Medeiros, tamanha é sua forma cativante com o leitor. E não se enganem pela data de lançamento do livro, li ele este ano e algumas das crônicas, para não dizer quase todas, pareciam pertencer a este ano mesmo.

Este foi o primeiro livro que li em forma de crônicas e o primeiro que li desta autora, mas devo admitir que foi uma experiência única e maravilhosa. Pensei que não conseguiria gostar de um livro que não tivesse uma história e personagens, mas este me encantou. Tenho que agradecer muito a pessoa que me emprestou, poi acrescentou mais uma autora brasileira a minha lista.

Martha Medeiros em suas crônicas nos leva a refletir sobre diversas coisas e nada, muitas vezes nos ajuda a superar problemas que nem sabiamos que tinhamos. Nos tornando pessoas melhores e mais atentas a tudo e principalmente a nós mesmos. Porque ficamos tão preocupados com o que os outros fazem, com o que os outros pensam, que esquecemos de nós mesmos, nossas crenças, opiniões e atitudes.

"Eu também não gosto de roupa amarela. Quem abrir meu armário vai encontrar basicamente peças brancas, pretas, cinzas e em algumas tonalidades de verde. No entanto, hoje de manhã saí com um casaco amarelo canário! Tenho há mais de dez anos e quase nunca usei. Pois hoje saí com ele para dar uma volta e retornei para casa sendo a mesmíssima pessoa, apenas um pouco mais alegre por ter me sentido diferente de mim mesma, o que é vital uma vez ao dia."
Crônica Balançando estruturas - 01 de novembro de 2007

Se sentir diferente de si mesma! Me encanta esta forma de pensar, a ousadia desse ser diferente, desse ser que não para de mudar, porque afinal tudo está mudando ao nosso redor, o planeta, as pessoas, tudo. Então porque devemos nós ficarmos estagnados no tempo? Se tem alguma coisa que eu aprendi com este livro foi ser mais ousada ou usando os termos do livro, ser mais doida porque santa já fui muito tempo.

Convido você a ler este livro e valorizar esta escritora brasileira fantástica. Já leu esse ou outro livro da autora? Comente! Se gostou da resenha, deixe um recadinho !

site: http://claqueteliteraria.blogspot.com.br/
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Dri 02/08/2014

Pra Quem Gosta de Crônicas é Um Prato Cheio!
Reflexivo.Essa é a palavra que define esse livro .
As crônicas da Martha falam do dia-a-dia de uma forma muito realista, reflexiva e com um senso de humor impar. Aborda temas atuais de maneira breve, gostosa, engraçada e muitas vezes alternativa, Não é (como dizia Raul)aquela velha opinião formada sobre tudo, muito pelo contrário, até uma frase é motivo para ela conseguir criar uma crônica excelente mostrando “um outro lado da moeda’’. A autora tem um jogo com as palavras cativante. Livro super elogiado pela crítica por ser contemporâneo e agradável. Recomendo muito!
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Luiz Felipe 04/06/2014

Algumas crônicas são interessantes, outras são bem rasas e até sexistas. Médio.
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Anderson 05/03/2014

Minhas impressões sobre Doidas e Santas
Crônicas de extremo bom gosto, bem escritas, leves, bem humoradas, sutis, femininas, por vezes, até um pouco piegas, mas ainda assim incríveis.

Martha tem o poder de ampliar nosso olhar perante o cotidiano de uma maneira muito interessante. Ela consegue nos fazer divagar, olhar pra dentro de si mesmo e ainda assim enxergar o outro. Faz com que você queira ser uma pessoa melhor, te conquista.

Quando eu ponho meus olhos sobre essas crônicas me sinto um ser humano tão comum, alguém tão simples... eu me reduzo a essa simplicidade de cidadão, de pessoa cultural, que sabe reconhecer seus erros e acertos e vive pra dar o melhor de si.

Lendo Martha Medeiros eu acabo criando um pouco mais de fé, fé em mim mesmo, fé nas pessoas, fé no meu sucesso, acabo olhando um pouco mais pra o quanto a vida me da de bom. Na correria do dia a dia acabamos deixando passar alguns eventos ou alegrias e as crônicas da Martha regata essa felicidade ou esse momento que pode nos causar tanto prazer se pararmos pra analisar.

(Livro que eu incluí no VIAGEM PELO BRASIL EM 54 LIVROS https://www.facebook.com/groups/viagempelobrasilem54livros/?fref=ts
Autor do Rio Grande do Sul)
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Ellen Macedo 12/11/2013

Para rir e refletir
Minha primeira experiência com Martha Medeiros. Contrariando a máxima de que crônica é leitura fácil, a autora me fez não só dar boas risadas mas refletir sobre as cobranças que recaem sobre a mulher na sociedade de hoje. Na mesma semana em que li vi a peça com Cissa Guimarães e a experiência foi melhor ainda.
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Lu 18/09/2013

Pra mim esse é um dos melhores livros da martha, é muito leve e divertido. Li em 3 dias e fiquei triste quando acabou. Uma atenção especial para a cronica: O café do próximo.
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Carina 11/09/2013

O mundo sob um olhar feminino
Resenha: Martha Medeiros é outra autora que me assustava, dada a recorrência de citações no facebook. Autoajuda, literatura barata, conselhos esotéricos-psicanalíticos era o que eu esperava da leitura, nada mais.

Apesar de não ter sido a grata surpresa de descobrir um ícone da literatura atual (como ocorreu com minha leitura dos contos de Caio Fernando Abreu, outro queridinho das redes sociais), foi uma conversa boa a que tivemos. O diálogo com as doidas e santas de Martha foi restaurador, perspicaz, apesar de alguns excessos e repetições frequentes na obra.

Não se trata de uma grande autora, mas sim de uma boa confidente. Martha discute tudo o que vê, desde situações engraçadas a vazios existenciais, tudo com a graça e a leveza de uma boa amiga, disposta a nos consolar a qualquer momento. A nos instigar, provocar e azucrinar, também. É uma leitura que pode parecer boba (uma vez que a autora, mesmo sem ser especialista em nada, dá palpite em tudo), mas que é necessária em alguns momentos da vida – de reflexão mais livre e, nem por isso, menos séria.

Trechos:

Entre sobreviver e viver há um precipício, e poucos encaram o salto.
***
Mesmo onde você enxerga um vazio, pode ter gente dentro.
***
"Sempre" é um amontoado de tempo que não sustenta nenhuma teoria.
***
Quanto mais leve a alma, mais forte o organismo.
***
Já fomos mais românticas. Hoje o sexo é mais importante, queima calorias, melhora a pele e não duvido que um coração vazio também ajude na hora de subir na balança.
***
Não é que homens gostem de futebol, é muito mais do que gostar. Eles ampliam seu universo através desse esporte. Tudo o que se diz, preconceituosamente, que um homem não é, ele é, desde que esteja num estádio ou em frente à tevê. Ele se emociona, chora, festeja, pula, abraça, faz festa, se desespera. Dá um salto mortal sem nunca antes ter dado uma cambalhota. Extravasa-se. Solta no berro todas as injustiças acumuladas na semana e fica com o semblante abobalhado diante de um drible, como se estivesse assistindo ao vivo o jogo de pernas da Juliana Paes. Ele é tudo, menos um insensível.
***
Outra coisa: dizer que homens não têm boa memória para datas e acontecimentos importantes só pode ser implicância. Pergunte a qualquer um há quanto tempo não acontece um Grenal, em que dia começa a Copa, qual a escalação do time que ganhou a medalha de prata nas Olimpíadas de 2004, e ele acertará as duas primeiras perguntas e engasgará na terceira, quando então se dará conta da pegadinha: a seleção masculina não se classificou para disputar os jogos de Atenas. Não trucide o coitado.
***
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida.
***
Nossa vida é apenas uma pequena brecha de tempo entre duas ausências.
***
Uma mulher é apenas uma mulher, mas uma mãe é um vulcão, um furacão, uma enchente, uma tempestade, um terremoto. Uma mãe é invencível.
***
ELA

Se você não tem problemas com a sua, levante as mãos para o céu e pare agora mesmo de reclamar da vida. O que são algumas dívidas para pagar, um celular sempre sem bateria, um final de semana chuvoso? Chatices, mas dá-se um jeito. Nela não. Nela não dá-se um jeito. Para eliminá-la, prometemos cortar bebidas alcoólicas, prometemos fazer mil abdominais por dia, mas ela não acusa o golpe, segue com sua saliência irritante. A gente caminha, corre, sobe escada, desce escada, vibra quando nosso intestino está bem regulado, cumprindo suas funções à perfeição, mas ela não se faz de rogada, mantém-se firme onde está. "Mantém-se firme" é força de expressão. Ela é tudo, menos firme. Você sabe de quem estou falando.
Ela é uma praga masculina e feminina. Os homens também sofrem, mas aprendem a conviver com ela: entregam os pontos e vão em frente, encarando a situação como uma contingência do destino. As mulheres, não. Mulheres são guerreiras, lutam com todas as armas que têm. Algumas ficam sem respirar para encolhê-la, chegam a ficar azuis. Outras vão para a mesa de cirurgia e ordenam que o médico sugue a desgraçada com umbigo e tudo. Mas passa-se um tempo e ela volta, a desaforada sempre volta.
Quem não tem a sua? Eu conto quem: umas poucas sortudas com menos de quinze anos. Umas poucas malucas que acordam, almoçam e jantam na academia. Algumas
mais malucas ainda que não almoçam nem jantam. As que nasceram com crédito pré-aprovado com Deus. E aquelas que nunca engravidaram, lógico.
As que ignoram totalmente sobre o que estou falando são poucas, não lotariam uma sala de cinema. Já as que sabem muito bem quem é a protagonista desta crônica(pois alojam a infeliz no próprio corpo) povoam o resto da cidade, estão por toda parte. Batas disfarçam, vestidinhos disfarçam, biquínis colocam tudo a perder.
Nem todas a possuem enorme. Cruzes, não. Às vezes é apenas uma protuberância, uma coisinha de nada, na horizontal nem se repara. Aliás, mulheres acordam mais bem-humoradas do que os homens porque de manhã cedo somos todas magras. Todas tábuas. Todas retas. Passam-se as primeiras horas, no entanto, e a lei da gravidade surge para dar bom dia. Lá se vai nosso humor.
Falam muito de celulite. Falam de seios, de traseiros, de rugas, de pés grandes, de falta de cintura, de caspa, de tornozelos grossos, de orelhas de abano, de narizes desproporcionais, de ombros caídos, de muita coisa caída. Temos uma possibilidade infinita de defeitos. Mas ela é que nos tira do prumo. Ela é que compromete nossa silhueta. Ela é que arrasa com a nossa elegância. Ela. Nem ouso pronunciar seu nome. Você sabe bem quem. Se não sabe, sorte sua: é porque não tem.
***
Uma pessoa que não fez amigos não teve pela sua vida nenhum respeito. Nossa solidão é nossa casa e necessita abrir horários de visita, hospedar, convidar para o almoço, cozinhar com afeto, revelar-se uma solidão anfitriã, que gosta de ouvir as histórias das solidões dos outros, já que todos possuem seus descampados.
***
Durante a madrugada qualquer unha encravada vira um câncer terminal.
***
Tampouco tenho sonhado. Não há sono suficiente para criar uma historinha com começo, meio e fim. Freud teria dificuldade em trabalhar hoje em dia: dorme-se pouco. E lembra-se menos ainda.
***
Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir.
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jacque 07/09/2013

Bom demais!
Como sempre Marta Medeiros araza com suas crônica engraçadas e também cheia de verdades que nos faz pensar, refletir sobre vários assuntos.
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