Faça seu login para ter acesso a todo conteúdo, participe também do sorteio de cortesias diárias. É rápido e gratuito! :) Entrar
Login
Livros | Autores | Editoras | Grupos | Trocas | Cortesias

Casa de pensão

Aluísio Azevedo
Resenhas
Recentes
23 encontrados | exibindo 1 a 5
1 | 2 | 3 | 4 | 5


Duda 22/08/2014

Sonhos românticos
Amâncio é um jovem maranhase que sempre sonhou em morar na Corte. Depois de conseguir mudar seus estudos para lá ele percebe que é nessa hora que a sua vida vai começar. Cheio de sonhos e ilusões, ele quer uma vida de liberdades e amores, como nos romances que ele costuma ler. Passa a morar em uma casa de pensão e sua relação com todos os indivíduos do local é tratada diretamente no livro. Repleto de amores e desejos, Amâncio seduz todas as mulheres que encontra, mas sem se apaixonar de verdade por nenhuma delas, até que se envolve com Amélia, irmã de seu amigo João Coqueiro, e apartir daí sua liberdade fica por um fio.
comentários(0)comente



Ana Luiza 31/07/2014

Jeitinho brasileiro
Amâncio é um jovem maranhense de família muito rica que deixa a terra natal para estudar medicina no Rio de Janeiro imperial. Entretanto, o provinciano mimado pela mãe e acostumado com vida abastada, apenas se interessa verdadeiramente pela vida social – e claro, pelas mulheres – da Corte. Depois de tanto tempo ouvindo histórias sobre as maravilhas do Rio, tudo que Amâncio quer é viver aventuras, aproveitar a noite e a juventude e encontrar mulheres belas e sedutoras como as heroínas de seus livros favoritos.

Entretanto, uma as primeiras pessoas que Amâncio encontra no Rio é Campos, um comerciante rico amigo da família que oferece sua casa para o garoto. Assim, Amâncio deixa o hotel onde estava hospedado e vai viver com a família de Campos. Apesar de ser muito bem recebido pelo comerciante, a mulher dele, Hortênsia, demonstra certo receio com a presença do estudante, o que acaba deixando-o atraído por ela.

Certo dia, Amâncio encontra um colega do Maranhão, Paiva Rocha, e vai almoçar com o mesmo. No caminho, eles encontram outros dois amigos de Rocha que se juntam a eles. No almoço, regado a muito vinho e comida cara, Amâncio expressa o quanto está descontente em morar com Campos, o que restringe muito a sua liberdade. João Coqueiro, um dos amigos de Paiva, percebendo diante de si a oportunidade única de enganar um jovem rico, convida Amâncio para visitar a sua casa, uma das mais famosas e respeitadas Casa de Pensão do Rio de Janeiro. Com muito pouco trabalho, Coqueiro consegue persuadir o jovem a morar ali, onde, com ajuda da mulher, ele fará de tudo para casar Amâncio com sua irmã, Amélia, que não é inocente quanto ao plano de seu irmão.

Entretanto, Coqueiro e Amélia não contavam com Hortênsia e Lúcia. A primeira mantém Amâncio apaixonado com seu comportamento inconstante, que jamais deixa claro se ela corresponde ou não os sentimentos do jovem. Já a segunda é uma moradora da Pensão, que logo percebe em Amâncio um modo de livrar-se da vida pobre que leva ao lado do marido preguiçoso. Com três mulheres completamente diferentes ocupando seus pensamentos e sonhos, Amâncio acaba tornando mais fácil sua entrada para um mundo de sedução, mentiras e falsas aparências, onde todos são movidos apenas por interesses fúteis e ambições egoístas. Mas será que mesmo cercado por tantas pessoas de índole duvidosa Amâncio continuará sendo um inocente estudante ou ele mesmo aprenderá também a adentrar em caminhos perversos?

“Casa de pensão” é um clássico da literatura brasileira e que, honestamente, só li por causa do vestibular. Entretanto, acabei gostando da obra muito mais do que jamais imaginaria. Apesar do início lento, “Casa de pensão” não demorou a me conquistar graças a sua trama simples, mas muito bem amarrada e desenvolvida, e da sua narrativa em terceira pessoa fácil e fluída. Apesar de extremamente detalhista, o que em alguns momentos incomoda – como quando, por exemplo, o autor narra a vida inteira de um personagem secundário - a escrita de Aluísio Azevedo não é complicada como a de outros escritores da época, na verdade, é muito parecida com a escrita de autores contemporâneos.

Os personagens de “Casa de pensão” são todos bem construídos, com personalidade e história própria, além de papel na trama. Mas o que mais gostei é que são bem reais, todos passíveis de corrupção e muito influenciados pelo meio. A malandragem, malícia e esperteza de todos eles os tornam representações perfeitas do conhecido “jeitinho brasileiro”. No início, não gostei muito de Amâncio, afinal ele é o típico filhinho da mamãe que só quer saber de curtir a vida. Entretanto, conforme os outros personagens começam a abusar da ingenuidade do garoto acabei simpatizando com ele, sentimento que ia e vinha durante o livro. Com os outros personagens foi a mesma coisa, é impossível gostar ou odiar completamente cada um deles e terminei o livro bastante dividida.

“Casa de pensão” foi uma boa surpresa, uma viagem ao Brasil do Século XIX e uma crítica ao modo de vida da época, o que não deixa de tornar a obra bem atual. Com personagens de ações e índoles questionáveis vivendo em uma sociedade de aparências e de interesses, o autor obriga o leitor a encarar certas verdades sobre o caráter humano, ou a falta dele. Aluísio nos faz refletir o quanto somos influenciados pelo meio em que vivemos e como o desejo por algo pode nos levar a finais trágicos.

A leitura de “Casa de pensão” me recordou bastante das obras de Jane Austen, que com uma história envolvente e aparentemente boba é capaz de criticar a fundo aspectos perversos da nossa sociedade, apesar de que Aluísio é muito mais explícito e quase que cruel em seus julgamentos. Recomendo o livro a todos, afinal é um clássico da nossa literatura e merece ser mais do que “um livro que a escola me obrigou a ler”.

Quanto a edição do livro, tenho apenas duas reclamações. A diagramação estava boa, assim como o tamanho e tipo da fonte, apesar de que as páginas brancas sempre tornam a leitura cansativa. Gosto dessa capa, que representa todo o ar sedutor do Amâncio, mas não entendo porque a barba e as sobrancelhas do homem são verdes.

site: http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/2014/07/resenha-casa-de-pensao-aluisio-azevedo.html
comentários(0)comente



Jak 02/05/2014

Casa de Vigaristas
Aluísio Azevedo nos mostra o que talvez seja sua visão do mundo: um lugar onde encontrar uma pessoa honesta é mais difícil de que encontrar uma agulha no palheiro. Cada personagem é demostrado em suas fraquezas morais, não elegendo um como herói ou vilão, mas como seres humanos. A única que merece o posto de vitima e heroína é D. Ângela a verdadeira sofredora desta história.
comentários(0)comente



Danilo 18/04/2014

Casa de Pensão
Amâncio de Vasconcelos é um jovem maranhense que veio para o Rio de Janeiro com o objetivo de fazer um curso de Medicina. No início estava se hospedando na casa de um conhecido de sua família, esse conhecido era Luís Campos que vivia com a sua mulher Dona Maria Hortência e sua cunhada Dona Cadotinha. Amâncio encontrara-se com um amigo Paiva Rocha, e passa a viver uma vida desvairada e boêmia. Apos o encontro com esse amigo começou a chegar altas horas da noite, a faltar às aulas, a se embriagar constantemente.
O jovem estudante começou a despertar certo interesse no coração de Hortência, levado por esses motivos, resolve se mudar para a pensão de João Coqueiro. Acaba se envolvendo com Amélia irmã de João Coqueiro, chateado no ambiente asfixiante e corrupto da pensão de João Coqueiro, resolve viajar para São Luís para rever a mãe que estava viúva. João Coqueiro suspeitou da viagem e fez com que a polícia fosse prender Amâncio sob acusação de defloramento, da qual o estudante é absolvido, em rumoroso julgamento.
comentários(0)comente



MVGiga 09/04/2014

Ganância e ambição, lado a lado.
Descrevendo as atitudes da sociedade carioca do final do século XX, esse clássico da literatura nacional tem como objetivo criticar e apontar os impactos da ganância e a ambição, através de personagens de diferentes posições sociais e econômicas. Os filósofos já explicavam que o homem insatisfeito é aquele que tem a capacidade de provocar mudanças ao seu redor. Porém quando essa insatisfação é canalizada de forma equivocada, acaba sendo nociva para o próprio individuo e, conseqüentemente, aos seus semelhantes. O que não falta são exemplos disso nesse fascinante romance de 1886 de Aluisio Azevedo, que alias é meu autor clássico brasileiro favorito. Com narrativa crua e objetiva, conhecemos um estudante maranhense que planeja construir uma carreira política e social na cidade carioca, entretanto este estudante maranhense também deseja aventura amorosa que pode destruir sua vida. Ao final da leitura, podemos chegar à conclusão de que ambição faz parte das qualidades do homem, já a ganância pertence aos seus defeitos.
comentários(0)comente



23 encontrados | exibindo 1 a 5
1 | 2 | 3 | 4 | 5



Publicidade


logo skoob beta
"Rede Social Brasileira conquista os internautas"

30 Giga