O Invasor

Marçal Aquino



Resenhas - O Invasor


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RaphaCavalcante 07/07/2014

A mão do macaco
Uma das coisas que me veio à mente ao longo da leitura de "O Invasor" foi o conto clássico de horror "A Mão do Macaco", de W.W. Jacobs, cuja moral da história é: faça algo de errado para alguém e jamais tenha paz novamente. E paz é algo inexistente na vida de Ivan, quando vacilante, é convencido pelo amigo a dar cabo do sócio majoritário da empresa que possuem em comum. Os dois contratam um matador de aluguel, que aos poucos vai se tornando presença indesejada na vida do nosso anti-herói. Haverá rendenção? Com uma narrativa fluida e ágil, a trama acelera em direção ao clímax, sem dar pistas ao leitor do destino do desafortunado protagonista. Na melhor tradição noir, Marçal Aquino nos brinda com uma bela novela policial, marcada por personagens sórdidos e ambíguos de uma São Paulo mais cinzenta do que o habitual.
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Angelo Miranda 22/06/2014

As aparências enganam
O amparense Marçal Aquino é um dos grandes escritores brasileiros contemporâneos. Domina a narrativa como poucos e no brinda com bons textos, como "O Invasor", uma tensa novela ambientada em São Paulo em que tudo o que passamos a acreditar ao longo dela é desfeita, de forma genial, ao final dela.

O livro narra uma trama vivida por três personagens: Estevão, Alaor e Ivan, que são sócios de uma construtora sediada na cidade de São Paulo. Devido à negócios escusos propostos por Alaor e Ivan, mas que renderão altos dividendos para a construtora, Estevão se opõe e quer impedir essa falcatrua seja concretizada, é quando Alaor e Ivan recorrerem a um serviço de matador de aluguel para dar cabo a vida de Estevão, mas o que menos eles esperavam, é que o assassino começa a fazer parte da vida deles e da empresa, até um desfecho inesperado.

Aquino construiu em "O Invasor" uma bela narrativa policial, aonde os fatos acontecem de forma linear facilitando a compreensão do leitor. É um texto com suspense, tensão e, principalmente com pitadas de humor, o que nos leva a rir em alguns trechos e isso alivia um pouco o peso de uma trama policial que contém mortos, jogos de interesse, corrupção e outros ingredientes mais pesados. O mais interessante da obra é que tudo o que começamos a pensar sobre os personagens, são desconstruídos depois, ratificando a característica de uma obra policial em que "as aparências enganam".

Vale dizer que o processo da escrita desta obra foi sui generis, haja vista que um certo dia, o escritor recebeu em sua casa um amigo, o cineasta Beto Brant, que perguntou o que Marçal estava escrevendo. Aquino entregou alguns originais do livro para Beto dar uma lida e fazer algum comentário. Eram poucas páginas e assim que o cineasta leu, imediatamente quis produzir um filme, para desespero de Aquino, pois a história não havia ainda sido terminada.

Beto Brant então convenceu Aquino de terminar a história enquanto produzia o roteiro para o filme "O Invasor". Portanto, o filme saiu primeiro que o livro. Pouco tempo depois, Marçal Aquino voltou para a história e terminou de produzir o livro, para desgosto dele, pois numa das entrevistas que Aquino já concedeu, ele disse que quando começa escrever uma história, não gosta de saber o final dele. Escreve sem amarras, sem fatos pré-definidos e quando ele foi terminar o livro, devido ao roteiro anteriormente escrito, já sabia como que aquela história terminaria.

Eu me lembrava vagamente do nome de Marçal Aquino por uma história publicada pela Ática na famosa coleção Vaga-Lume. Anos se passaram e não "percebi mais a presença do autor", até que ao assistir numa terça-feira (quando o programa ainda passava às terças-feiras na TV Cultura) uma entrevista dele no programa "Provocações", tão bem conduzido pelo Antônio Abujamra, gostei muito do que eu assisti e passei a ter mais interesse nas obras do autor.

Participei de duas entrevistas, ao vivo, que ele concedeu na Biblioteca de São Paulo. Nesses bate-papos com tom informal realizados aos sábados, pude conhecê-lo melhor. Conhecer a sua trajetória, a sua forma de escrever, os seus projetos, sonhos e desafios. Logo percebi que eu estava conhecendo um dos grandes escritores contemporâneos brasileiros, que tem habilidade em narrar histórias, seja ela na forma de conto, novela ou um denso romance.

Para a (in)felicidade dos leitores de Marçal Aquino, ele agora está trabalhando para a Rede Globo, na escrita de roteiros para minisséries, como "Força Tarefa". Tal atividade, segundo o autor disse numa entrevista, tem tomado muito tempo dele, tirando o tempo disponível para produzir literatura, que é uma grande pena.
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Fabio Shiva 15/05/2013

muito suspense!!!
Li esse livro de um fôlego só. Comecei e simplesmente não consegui mais parar! E olha que eu já conhecia a história, pois assisti ao ótimo filme nela inspirado. Assisti ao filme movido inicialmente pela curiosidade de ver o roqueiro Paulo Miklos, de quem sou fã, no papel-título. E não é que ele mandou super bem! Mas isso é só parte do que gostei no filme, que traz grande elenco (Alexandre Borges, Mariana Ximenes e Marco Ricca, entre outros), ótima direção (Beto Brant) e, sobretudo, um roteiro muito bem escrito, muito angustiante!

E essa mesma sensação de asfixia é experimentada na obra da novela que gerou o filme, de forma ainda mais intensa. A prosa de Marçal Aquino é leve e ligeira como o vento, arrasta o leitor para dentro da história com muita intensidade e velocidade. Que bom ler mais um grande escritor brasileiro da atualidade!

Sobre a história: dois sócios de uma construtora resolvem contratar um matador de aluguel para solucionar de forma definitiva suas divergências com o terceiro sócio. Só que seus problemas estão apenas começando...

A edição muito bem produzida da Geração Editorial ainda traz muitas fotos do filme e, que bela surpresa, o próprio roteiro do filme! Muito bom para se familiarizar com a técnica de roteiro!

Quem estiver interessado em algumas horas de muito suspense não irá se decepcionar!


***

Aproveito para convidar você a conhecer o livro O SINCRONICÍDIO:

Booktrailler:
http://youtu.be/Umq25bFP1HI

Blog:
http://sincronicidio.blogspot.com/

LEIA AGORA (porque não existe outro momento):

http://www.mensageirosdovento.com.br/Manifesto.html

Venha conhecer também a comunidade Resenhas Literárias, um espaço agradável para troca de ideias e experiências sobre livros:
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http://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com.br/
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http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=36063717
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Pedro Valadares 05/05/2012

Livro curto, mas denso
O Invasor é um livro curto, porém com uma trama muito bem construída. Marçal de Aquino usa uma linguagem simples. Além disso, é um livro que trata de temas cotidianos e contemporâneos.

É um livro para ler em um fim de semana.
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Eden Pop 12/01/2012

Resenha: O Invasor, de Marçal Aquino
Quando um autor, geralmente, recebe o rótulo de “marginal”, seja pelos leitores ou pela crítica especializada, no mínimo ele atrai um público também rotulado cult, gente que foge às convencionalices das listas dos mais vendidos ou das modinhas literárias do momento.

O selo Má Companhia (Companhia das Letras) surgiu este ano para suprir a republicação destes autores fora-da-lei – e fora de catálogo, diga-se...

Continue lendo:
http://www.edenpop.com/literatura/resenha-o-invasor-de-marcal-aquino
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Mylena 12/01/2011

O livro as todo não é ruim, porém, achei que o final deixou a desejar. Não achei ele agradável de ler, embora muito fácil sua leitura. Lhe dei 3 estrelas por ter demonstrado a realidade sobre a nossa policia. De como policiais se envolvem em prostituições, sequestros, crimes em geral.
Lucas Ed. 14/05/2013minha estante
A questão é: o quanto você conhece da nossa polícia pra afirmar essas coisas?




Flor 28/09/2010

Opção interessante para "leitores iniciantes"
O livro é bem fácil de ler e como não é muito longo dá para "devora-lo" em uma tarde. Gostei de como a narrativa é construída, me surpeendi com alguns acontecimentos, mas esperava mais do final.

O autor escolhe um final inusitado e eu imaginei um desfecho mais concreto (pelo modo como ele vai levando a estória). De qualquer forma, é um livro que indico - principalmente para aqueles que estão procurando motivos para fazer da leitura um hábito.

Nessa edição dispomos também de algumas fotos e do roteiro do filme (que ainda não assisti, mas farei isso em breve).
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Fábio 15/07/2010

Muito bom.
Meu primeiro romance policial e só posso dizer que gostei muito.
A forma como a história é narrada faz o leitor sentir a mesma agonia que o protagonista sente, a história é muito boa, tanto que rendeu um filme. Aliás a idéia de colocar no próprio livro a forma como a história foi roteirizada é excelente.

Redundâncias à parte, eu recomendo... kkk!!!
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Márcio Tigre 13/11/2009

Gostei... leitura simples, uma história bem legal... o final um pouco diferente dos habituais.




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