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O Caso dos Exploradores de Cavernas

Lon L. Fuller
Resenhas
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Arthur 22/05/2010

A Obra “O Caso dos Exploradores de Caverna”, do autor Lon L. Fuller, traz um caso fictício onde se relata um julgamento de uma Suprema Corte acerca de uma situação excepcional.
Este fato inusitado é o homicídio de um homem com a finalidade deste servir de alimento para os demais. Esta é a história dos 5 exploradores de caverna que, após um desmoronamento, ficaram presos, sem contato durante muito tempo com o mundo exterior e que tiveram que optar pela morte de um deles – Roger Whetmore – para conseguirem sobreviver. Os quatro sobreviventes, ao saírem da caverna foram processados e condenados pelo crime de homicídio, e a pena atribuída foi a da morte pelo enforcamento. Este caso foi levado a um novo julgamento devido a atribuição de um recurso.
Pode-se ver através do relato do julgamento no livro, já que ele assume esta forma, que diversas teses argumentativas são colocadas em discussão, ora pela absolvição dos réus, ora pela sua condenação. Temos até um juiz, Tatting, que “inova”, se abstendo de votar, alegando não ter condições de chegar a uma decisão. Várias teorias do direito são trazidas a lume durante os votos dos magistrados, que permitem observar as linhas de argumentação dos juízes. Teses que se baseiam no direito natural, no historicismo, nas correntes sociológicas, no positivismo e também no estrito legalismo são observáveis nos discursos no texto.
O autor é extremamente feliz em trazer essa discussão acerca do “modo” de pensar dos juízes, e melhor ainda, do “modo” de se pensar o Direito. A leitura do livro permite realizar questionamentos das viabilidades das decisões judiciárias, das fundamentações dos juízes, do ter que se debruçar diante do caso... entre outros. O leitor, até mesmo aqueles que não são bacharéis ou bacharelandos em direito, termina a leitura com prováveis questões em sua cabeça do tipo: Existe direito injusto? O direito é sempre sinônimo de justiça? O direito é apenas aquilo que está escrito nas leis? Qual o papel do juiz?... entre tantas outras possíveis perguntas. Os “leitores de primeira viagem” talvez se surpreendam concordando com cada voto apresentado conforme vai avançando a leitura, mesmo que uns teçam severas críticas aos colegas, como é o caso de Keen a Foster, um defendendo um direito positivo enquanto o outro sai em defesa do direito natural.
Fuller, através de sua obra, contribui fazendo com que o leitor, principalmente os direcionados a carreira jurídica, reflita sobre as diferentes visões de direito que se encontram nos Tribunais, na Academia, e até mesmo na sociedade.
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maria 29/03/2010

impressões
Muito interessante, li esse fim de semana porque uma amiga me indicou, estavamos falando sobre o julgamento e, então começamos a falar sobre a posição dos jurados, foi quando ela me indicou esse livro.. disse que eu ia me sentir como se fosse os juarados.. E de fato, é bem intenso... primeiro voce acredita na inocencia, depois condena, depois se perde... até conseguir formar a sua opinião, depois de analisar cada lado da mesma historia.

Recomendo, não para quem faz direito, porque parece que é obrigatorio, mas, para quem gostaria de experimentar a sensação de participar de um julgamento..
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Silva Júnior 27/06/2010

Faz pensar...
O livro é um clássico que propõe a reflexão e o estudo dos estudantes de Direito. Digo isso pq só me interessei após entrar na área, caso contrário talvez nunca teria o interesse em ler mas agora posso dizer que vale a pena...
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Nessa Gagliardi 23/06/2010

Os 'causos' jurídicos sempre despertaram meu interesse. Quando vi esse livro aqui pelo skoob, me bateu a curiosidade de saber qual seria a sentença proferida.
A leitura é bem fácil, já que o livro é indicado para os ingressantes no estudo do Direito. Para os mesmos, o livro deve ser de grande valia ao debater o alcance e aplicação das leis, mas para mim, leiga, chegou a ser revoltante algumas das colocações expostas no tribunal.
É óbvio que julgando estritamente pela letra da lei, os exploradores deveriam ser condenados, mas as posições de algum dos juízes me lembrou bem os casos reais do nosso judiciário, onde os mesmos agem dessa mesma forma fria, inconsequente e desisteressada pela vida humana. A data, como explicada no posfácio, não é mera coincidência. Ao se passar no futuro, apesar de negado pelos autores, temos a nítida sensação de que a (in)justiça não se modifica. Ela se recria e, penosamente, é contínua.
Ao final da leitura, fiquei com a mesma sensação de revolta que tive ao ouvir sentenças absurdas saídas das bocas de alguns juizes meia-bunda.
Ô raça!

PS: Antes que chovam críticas à minha resenha, devo dizer que toda generalização é burra, toda regra tem exceção, blá, blá..., portanto É ÓBVIO que existem algumas (aliás, espero eu que muitas) exceções por aí. Torço é para que elas apareçam mais!
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matlima 07/07/2009

Pequeno lovro; grande estória
O livro conta a estória de um grupo de exploradores que acabam presos dentro de uma caverna. Após dias sem comida, eles chegam a conclusão de que o grupo só consiguirá sobreviver se um de seus membros for assassinado pelos demais, para que sua carne lhes sirva de alimento. Após consumado o crime, os exploradores conseguem se libertar e acabam por ser julgado por seus atos.
O interessante do livro é que o autor consegue demonstrar, sinteticamente, todos os argumentos cabíveis para a absolvição ou para a condenação dos exploradores. Agora, para saber se foram condenados ou não, só lendo o livro.
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