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O Evangelho Segundo Jesus Cristo

José Saramago
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Arsenio Meira 09/01/2014

O Evangelho de um grande escritor

José Saramago sempre esteve envolvido com a vida política de Portugal, principalmente após 1974,quando o romancista passou a se situar literariamente ao lado dos autores que vivenciaram a Revolução dos Cravos e que procuram imprimir às suas obras um traço combativo, crítico, experimental e reflexivo em relação à nova realidade portuguesa e aos novos caminhos abertos para a produção artística.

Não à toa, sua ficção é tocada por um empenhado trabalho de resgate, e de riscos diante da matéria histórica que escorre pelo universo ficcional; sobretudo, uma perspectiva irônica e subversiva em relação ao discurso literário, historiográfico e político. Acerca dessa ficção portuguesa atual que escreve a História, discutindo na tessitura narrativa os mecanismos e os caminhos ficcionais a serem percorridos pelo romancista no seu afã de dizer bem desse jogo que o universo narrativo estabelece com o leitor, destaca-se a produção monumental de José Saramago.

É difícil manter-se distante, impassível diante da sedução que faz parte do estilo Saramago de escrever.

“O Evangelho segundo Jesus Cristo” transporta o leitor por caminhos tão singelos e ao mesmo tempo tão polêmicos que é difícil dar conta de saber aonde essa viagem leva. A trama, bem trabalhada, além de mostrar Jesus Cristo como homem comum, também o leva à categoria de Reis dos Reis sem deixar que isso interfira, por exemplo, na sua relação conflituosa com sua mãe, no seu amor por Maria de Magdala ou no seu comportamento desafiador perante Deus.

José Saramago convida aos leitores a tirar das páginas dos livros e trazer para a vida, para o mundo tais experimentações; é a magia da verossimilhança. Para tornar a personagem o mais próximo possível do leitor, o autor força-o a uma atitude surpreendentemente nobre: lança-o ao mundo à procura do vizinho e amigo, ele não só o encontra, mas também acaba encontrando a libertação através da morte de maneira injusta. José está redimido.

Não há nada mais contemporâneo do que a morte de um inocente. Através da morte de José o texto mantém os leitores presos à realidade e sentimentalmente ligados à história e ao anunciado destino do ainda menino Jesus, já que o pai encontra seu fim tal qual ele próprio encontrará: crucificado aos 33 anos.

Além disso, a subtrama protagonizada por José faz o público-leitor viajar no tempo e o faz imaginar que papel teria hoje o pai do filho de Deus se a obra fosse contemporânea aos Evangelhos bíblicos. Em teoria, sempre se pode inventar um sistema que torne plausíveis pistas que, em outras circunstâncias não teriam ligação.

O Jesus criado por José Saramago é, afinal, um homem comum com todos os defeitos ou homem santo, acima do bem e do mal? No Evangelho do autor português, graças as suas metáforas bem criadas, ao seu gênio subversivo e estético, aos conflitos bem resolvidos e aos diálogos esclarecedores, Jesus é recriado com a dupla face dos seres humanos, sem perder sua face iluminada e messiânica.

Gabriela 03/06/2014minha estante
Eu achei todo tempo que era ele!
Sensacional o livro! Saramago é demais!
Obrigada pela resposta e atenção =)


Arsenio Meira 03/06/2014minha estante
Oi Gabriela. Lembro o início do romance. Este anjo esteve por perto em muitos momentos da vida de Jesus. Saramago deixa em aberto: não se sabia se ele era do bem ou do mal. É lícito pensa que era Jesus se disfarçando de mendigo pra testar a bondade dos homens. Mas não, acho que não. Essa dúvida angustiou Maria por nove meses até ouvir da boca deste anjo, diante na manjedoura do recém-nascido, tais palavras:

"Com estas minhas mãos amassei este pão que te trago, com o fogo que só dentro da terra há o cozi"

Como na história que vem sendo recontada por dois mil anos, José, ao descobrir que os romanos matariam todas as crianças de Belém, menores de três anos, fugiu com o filho. Na versão de Saramago, José salvou Jesus mas passou a carregar consigo a culpa de não ter salvo a vida dos outros meninos da cidade. Sem conseguir se perdoar, sonhou todas as noites com o acontecimento até o dia de sua morte. Jesus herdou os sonhos do pai e, perdendo sua paz, partiu em busca de explicações. Deixou a mãe com oito irmãos menores e levou as sandálias do genitor, num gesto simbólico, talvez, de que as histórias se repetem. Mas se Jesus está fadado a seguir os passos do pai, resta saber se Deus ou José. Mas acho que não é o Diabo.


Gabriela 03/06/2014minha estante
Arsenio eu só não entendi uma coisa do livro... O anjo do inicio do livro, que bate na porta e fala com maria é o diabo?


Arsenio Meira 09/01/2014minha estante
Renata, leia. É perturbador. E olhe que o tema é gasto, cediço, mas nas mãos de Saramago... E o encontro entre Jesus com Deus e o Diabo, e o oceano de todo tipo de incerteza que surge a partir de então, lembrando um pouco o genial Dostoieveski, isto tudo ao vivo, deve ter sido acachapante! Um soco! , rs. Um grande abraço pra você também.


Renata CCS 09/01/2014minha estante
Arsenio,
Assisti a peça há alguns anos e gostei demais! Montada a partir deste livro, a peça fixou-se no capítulo em que ocorre o encontro entre Jesus com Deus e o Diabo, suscitando dúvidas de ordem existencial nos três personagens. Achei fascinante e fiquei bastante instigada em ler esta obra.
Grande abraço!




W Nascimento 13/08/2010

Uma visão crítica do novo testamento.
Antes de mais nada tenho que dizer que qualquer crente fervoroso seguidor de Cristo vai odiar esse livro. Isso por que ele não é um trabalho voltado para ganhar fieis e sim com o objetivo e realizar uma análise crítica, detalhada e racional dos textos que compõem o novo testamento e também alguns do velho.



Também é interessate dizer que Saramago é um autor cujo estilo de escrita pode vir a incomodar alguns. Isso por uma série de motivos:

1- Ele não da espaço para os diálogos. As falas dos personagens ficam emaranhadas em conjunto com as descrições e isso pode confundir um leitor avoado.

2- Seu vocabulário é muito extenso e ele utiliza de um linguajar rebuscado. Logo, esse não é um livro para leitores iniciantes e sim para aqueles já acostumados. E também não serve para aqueles que gostam de ler um pouquinho e sim para amantes de literatura.

3- Sua narrativa é cheia de interrupções. Ele lança comentários como se fossem notas explicativas, promovendo um diálogo entre autor e leitor. Além disso, também temos as referências a acontecimentos tanto do passado quanto do futuro em sua obra, que vem a servir às notas explicativas.



"O Evangelho Segundo Jesus Cristo" é como uma mina, aonde o leitor terá de trabalhar duro para cavar as pedras, mas que, sem dúvidas, as pepitas de ouro ao fim valem o esforço.

Esse livro é sem dúvida fantástico. Saramago possui um domínio sobre a lingua exemplar, que consegue dar poesia aos assuntos mais banais. Tudo fica belo quando ele conta. Eu poderia citar passagens aonde isso possa se exemplificar, mas não quero estragar a surpresa de futuros leitores.

A crítica de Saramago é acida. Personagens como Jesus, Maria de Magdala, Deus e Diabo ganham roupagens novas, mas muito bem pensadas e coerentes com certas discussões dos textos bíblicos.



Sem dúviudas uma obra prima.

Vale a pena. Mas não se engane que vai encontrar aqui algum tipo de relato de fé. Pois não é a toa que esse livro rendeu a Saramago sua excomungação da igreja.

Willian Nascimento
Autor de “O Véu”
pordetrasdoveu.blogspot.com
Luhlis 22/06/2012minha estante
Estou, finalmente, lendo "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", depois de meses adiando por conta da faculdade, e, sem dúvida alguma, já sei que este vai para a lista dos livros mais incríveis e geniais lidos na vida. Saramago trata a língua, as palavras, de uma maneira que dá até gosto de saber-se falante natural dela, mostra como o português é belíssimo e essencialmente poético. Além, claro, dos aspectos não estruturais da sua narrativa, aqueles ligados à ideologia e, diria até, filosofia. É um texto genial, que como vc bem disse na sua resenha, revela 'pepitas de ouro' ao leitor que se aventura e se empenha na procura. Nossa, é das melhores sensações do universo ir ligando tudo, criando sentido, ou, simplesmente, 'entendendo' e refletindo sobre aquilo que se lê. Enfim, algo doido assim. É meio quando se lê Machado de Assis e 'entende' (não gosto desse verbo, mas enfim), quando se percebe a sua ironia, suas estratégias, sua (possível) forma de conceber o homem, a condição humana, etc e tal. Vc grita: "ah, esse cara é um gênio!". Bem, como podemos perceber, sou uma baba-ovo do Saramago e estou LOUCAMENTE LOUCA pelo romance em questão! hahaha
Considerando o fato de que não terminei o romance, ouso dizer que a leitura vale mesmo muito a pena! Vale toda a pena! Vale a galinha inteira! (daquelas bestas do tempo de escola) Tanto para crente quanto para descrentes, ou céticos, uma vez que nunca será vão ou tarde para parar e pensar um pouco sobre o que cremos, o que somos, como essas duas coisas se conjugam. Enfim, discordando de alguns comentários, portanto, penso que o romance de Saramago deve ser lido não apenas como 'obra de ficção', mas como obra de vida e de homem, também. Exagero, talvez, para alguns, mas, para mim, Literatura nunca será APENAS ficção.
:D


Isaque 21/06/2012minha estante
Bom.. Estou lendo, sou cristão, acho que você fez um comentário bem acertado em vários pontos Willian, mas assim como o LMG acho o livro uma ótima obra literária de ficção!

Saramago é muito bom mesmo!


W Nascimento 18/05/2012minha estante
Também não sou exegeta, mas já li bastante textos cristãos para saber que Saramago tem propriedade no que fala. Além dos textos canônicos o livro faz referência a outros escritos que não entraram para o cânone bíblico, como os evangelhos de Maria madalena e Judas, o livro de Enoque e outros. Sem dúvidas um trabalho sublime e uma leitura crítica de qualidade.


verô 26/02/2012minha estante
concordo com Willian. Ele descreveu muito bem o que ler Saramago e o q é ler esse livro.
Verônica Guedes


LMG 28/10/2011minha estante
Concordo com o Lucio, mas acho que a obra é valida como literatura de ficção e nada mais.


bardo 18/09/2011minha estante
Humm preciso ler este.. certo que meu último contato com Saramago ... rs Gosto muito dele, verdade, mas como vc disse ele exige muito do leitor.. Vc leu A Última Tentação de Cristo do Nikos Kazantzakis? Nele tb temos uma releitura sobre o evangelho, talvez menos ácida em alguns aspectos, em outros entretanto...


Lorrampi 24/10/2010minha estante
Eu li este livro e concordo com você em tudo.
A visão de Saramago e a forma como ele deu vida a este livro é uma coisa única. ^^

Ótima resenha, parabéns...


xuxudrops 18/08/2010minha estante
"O Evangelho Segundo Jesus Cristo" é como uma mina, aonde o leitor terá de trabalhar duro para cavar as pedras, mas que, sem dúvidas, as pepitas de ouro ao fim valem o esforço.

Achei isso um elogio muito digno de Saramago, tão poético quanto sua escrita.


Vanessa 18/08/2010minha estante
Concordo com você em tudo.
Para ler Saramago tem que ser amante da literatura e ter estômago forte.
Saramago não escrevia para os fracos de espírito, mas sim para os fortes de coração.


Lucio 13/05/2010minha estante
dsculpa amigo, mas, pelo q sei, saramago não tem condições nenhuma (não é especialista em grego, nem em teologia bíblica e nem exegeta...) de fazer uma análise crítica de vitalidade acadêmica do Novo Testamento. Mas, como não li o livro (e ainda não passo de um leigo_'sobleigo', pra ser mais sincero...heheh_ no assunto) não posso criticar o livro... mas tenho planos para fazê-lo. Uma dscussão em cima disso seria legal...

t+




Luan d'Menezes 09/06/2011

Épico da Humanidade
Só Saramago mesmo para fazer um ateu chorar por Jesus cristo. E isso é de uma profunda declaração que só prova a genialidade de um escritor que teve a coragem, a capacidade e a vontade de criar o que criou.

O Evangelho de Jesus cristo não é só de Jesus cristo, é de toda humanidade. É uma recriação da história, é um épico humano, que transcende e muito a compreensão de Deus e do Diabo. É o que significou esse nome que o título da obra leva, e também o que ele poderia ter sido, para todos os homens e mulheres desse mundo, de todos os tempos e variadas regiões, dos que foram cruelmente mortos, severamente torturados ou até mesmo dos que estão privilegiadamente vivos por causa dele e de seu Pai.

Saramago narra o inarrável para qualquer ser de pensamento pequeno porque prefere se fixar ao humano de um filho de Deus do que ao seu divino. Deus que mais é um homem com poderes infinitos do que algo que só é a imagem e semelhança do ser humano. E engana-se quem acha que Saramago reinventa Deus. O Deus de Saramago é o mesmo Deus bíblico, feito por homens. Sua crueldade, sua soberba, sua sede, suas contradições, estão tudo lá, na bíblia, e de lá foi tirado para se fazer o livro que deu a Saramago o prêmio Nobel.

Além de ser uma obra repleta de simbolismos, é uma incrível experiência. É cheia de sentimentos, de inteligencia e de originalidade. Sua linguagem é única. Apesar do que dizem, não há dificuldade em entendê-la, mesmo sem os pontos, travessões, interrogações e exclamações. A dificuldade está em sair do conformismo da linguagem comum, da narração comum, de escrita comum. O que cai muito bem para o tema que é abordado. Quem não consegue ir adiante e acompanhar Saramago em sua saga, é porque não está preparado, pois além da incomum escrita, ainda há a necessidade da compreensão do assunto.

Mas superando isso, e se seguir supera facilmente e até se fascina com estilo do autor, o que é mais forte em todo o livro é o que vem de dentro do coração. Embora Saramago fosse um cético, um descrente no homem, na política, na ideologia, nas religiões, ele nunca deixou de acreditar no amor, mesmo para um homem em sua idade, na qual todos pensam que apenas se vive das lembranças das antigas paixões. Maria de Madalena é uma mostra disso, que cativa com sua força de mulher e seu amor multidões, em que Jesus nada seria se não fosse tal força e tal amor, evidenciando mais uma vez a humaníssima matéria da qual ele foi feito.

Essa obra-prima por fim é um livro que se faz sentir a partir de suas reflexões. Transborda de parábolas, de pensamentos de um homem livre, que conta muito mais do que a simplória relação religiosa, saciando o leitor, que achará mais crível a narrativa de Saramago do que a do Deus que "escreveu" o evangelho original. Não porque envolve crenças, é porque ela apaixona.
LaiseM 09/01/2014minha estante
"Só Saramago mesmo para fazer um ateu chorar por Jesus cristo", inclusive chorar também pelo Diabo ao sair do barco, em seu nado de desespero.


Luan d'Menezes 08/01/2012minha estante
Mas amigo, Saramago era ateu do ponta dos cabelos a unha encravada dos pés.


Guilherme 16/09/2011minha estante
Talvez o Saramago acreditasse em um ser/força superior(que não o vulgarizado Deus das pessoas normais...), mas desacreditava na fé[falsa] que é plantada em nós desde a infância. Há meses ingressei em uma comunidade do Orkut de título 'Não Acredito em Religiões'. Hoje já não participo dela, porque não acredito mesmo é no espetáculo que a fé sempre foi e será.




Fabio Shiva 28/08/2010

Posso imaginar...
...que alguém leia esse livro e diga: Fabuloso!!!

Posso imaginar que outro leia e fale: Ultraje!!!

O que é inconcebível é que, depois de ler Saramago, se diga algo como: É, até que foi legalzinho... ou então: achei meio fraco...

Pois com Saramago é assim, ou você ama ou você odeia. Não há como considerá-lo mais ou menos. Saramago pode ser tudo, menos morno.

Mas o que eu mesmo posso dizer a respeito de O Evangelho Segundo Jesus Cristo? Terminada a leitura, fechada a última página, o que se seguiu foi um silêncio ainda cheio de assombro, onde faltam palavras.

O maior escritor da atualidade em língua portuguesa decide recontar a mais famosa de todas as histórias, a história que moldou o mundo como nós o conhecemos hoje. Qual terá sido a intenção de Saramago ao fazer isso? Qual a sua perspectiva, o seu ponto de vista? Que mensagens tencionava passar?

A pista maior para responder a essas perguntas está no próprio título do livro. Creio que Saramago quis contar a história de Jesus pelo ângulo humano, demasiado humano. Uma decisão corajosa, que foi levada a cabo com muito talento e habilidade.

Não posso dizer que concordei com o ponto de vista do autor. O Cristo que ele vê difere bastante do que eu vejo, embora os dois tenham em comum o fato de estarem bem distantes das versões oficiais e comumente aceitas. Essas minhas objeções, no entanto, são puramente espirituais ou filosóficas. Do ponto de vista estritamente literário, Saramago é um mestre irretocável.

Por aí já deu para se perceber que esse não é um livro recomendável para todos. Pessoas com uma visão religiosa muito rígida irão encontrar muitos motivos para se ofender ou se deixar influenciar. Pois esse é um livro que irá testar as suas convicções, sejam elas quais forem.

Lendo esse livro, finalmente entendi porque achei a versão cinematográfica de Ensaio Sobre a Cegueira tão mais densa e pesada que o original. É que Saramago escreve sempre com um leve sorriso irônico nos lábios, mesmo ao contar os maiores sofrimentos, e foi justamente essa relativa leveza de sua prosa que não havia como transpor para um filme.

A prosa de Saramago, aliás, merece ser louvada à parte, e também criticada, pois tanto há quem ame como quem odeie, como já foi mencionado, essa peculiar característica de engolir os pontos parágrafos e emendar tudo entre vírgulas, algo que exige habilidade não só de quem escreve, como de quem lê, para corretamente identificar e interpretar as orações coordenadas e subordinadas, alguns aqui já irão fechar a cara só de imaginar o esforço que será ler Saramago, asseguro que nem tanto, nem tanto, basta um pouco de boa vontade para apreciar o seu mistério, fica aqui essa pálida imitação como um exemplo, em se querendo, nada é impossível.

Voltando ao Evangelho, em resumo, nesse primeiro momento após a leitura minha posição é ambivalente. Esperava mais do autor. Esperava menos do livro.

(16.07.09)

Fabio Shiva 02/09/2010minha estante
Valeu pelo comentário!
Ainda não li Memorial do Convento, quero muito!!!


Carla Macedo 02/09/2010minha estante
Depois desta resenha só me resta lê-lo o mais rápido possível! A PÁLIDA IMITAÇÃO foi excelente! Nem me atrevo a fazê-la! Conheci o Sr. Saramago através do Memorial do Convento e foi exatamente a forma de escrever que me cativou primeiro pelo desafio destas páginas iniciais e depois foi somente puro deleite.




Tati 08/01/2009

não importa a sua religião... você deve ler isso.
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