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O anjo pornográfico

A vida de Nelson Rodrigues

Ruy Castro
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marinamelz 02/01/2014

Simplesmente a melhor biografia que eu já li. Não sei se pela genialidade do biógrafo ou pela intensidade do biografado.

Extremamente bem escrita, detalhada, bem editada. Incrível.
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jmrainho 18/11/2013

O anjo pornográfico
Companhia das Letras, 1992
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Ruy Castro, jornalista e escritor, autor de "Estrela Solitária" (sobre Garrincha) e "Carmen" (sobre Carmen Miranda), e de livros de reconstituição histórica, como "Chega de Saudade" (sobre a Bossa nova) e "Ela é Carioca" (sobre o bairro de Ipanema, no Rio).Em ficção, é autor do romance "Era no Tempo do Rei", das novelas "Bilac Vê Estrelas" e "O Pai Que Era Mãe", e de condensações de clássicos como "Frankenstein", de Mary Shelley, e "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll.

Ruy trabalhou dois anos no livro, patrocinado, com bolsa da Goodyear. Ouviu 125 pessoas, fez 700 entrevistas.
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O livro é dividido em capítulos marcados por anos.
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Nelson Rodrigues nasceu em 23 de agosto de 1912. Morreu em 21 de dezembro de 1980 após fazer 13 pontos na loteria em um bolão com amigos de O Globo.

Seu Pai, Mário Rodrigues, foi advogado, deputado e jornalista em Recife. Mário Rodrigues Foi tentar a vida no RJ em 1915, com 31 anos. Acertou-se no jornal Correio da Manhã, de Edmundo Bittencourt, do qual se desentendeu e fundo o jornal Manhã, com um sócio que depois lhe tomou o jornal. Viveram com dificuldades na rua Alegrete. Foi preso durante um ano por criticas ao governo e o Correio da Manhã deixou de circular por oito meses.
Mário Rodrigues, após perder A Manhã, lançou em 1928 o jornal Crítica. Em 1930 lançou o vespertino Última Hora

Roberto Rodrigues, irmão de Nelson, foi assassinado por Sylvia Seraphin, socialite, que saiu no jornal como adúltera. Ela queria matar Mário, mas encontrou apenas Roberto na redação e ficou satisfeita, em 1929. Mário Rodrigues, de desgosto, morreu alguns meses depois, deixando a família na miséria. Sylvia foi absolvida, mas se suicidou anos depois.


A primeira redação de Nelson Rodrigues na escola foi sobre adultério.
Nelson começou a trabalhar em A Manhã na editoria de polícia.Redação tinha Monteiro Lobato, Antônio Torres e outros nomes que depois despontariam. Jornais buscavam o furo. O concorrente A Noite chegava a tirar cinco edições diárias.
Nelson se interessou por histórias de adultério e inventava diálogos.
A Manhã inovou por publicar anúncios de empregos gratuitos.

Mário Filho, irmão de Nelson, começou a assumir a página de esportes de A Critica,

Em 1911 Irineu Marinho fundou A Noite, de grande sucesso, mas seu sócio lhe tomou o jornal enquanto ele viajava a Europa. Fundou o Globo em 1925, mas 21 dias depois morreu e quem assumiu foi seu filho Roberto Marinho. Nelson Rodrigues foi trabalhar lá.

Nelson era tuberculoso e foi internado diversas vezes em Campos do Jordão, numa clínica popular. Seu irmão Joffre morreu de tuberculose

Em 1941 escreve sua primeira peça A mulher sem pecado. Escreveu para ganhar dinheiro, pois os autores ficavam co equivalente a 18 poltronas Recebeu criticas. Depois escreveu Veu de Noiva. Escrevia muito a noite, em 6 dias fazia o texto. Vestido de Noiva inovou o teatro pelo jogo de luzes e dificuldade em cenas onde a atriz trocava de roupa rapidamente, interpretando vários papeis reais e imaginários. Escreveu contos no jornal sob pseudônimo Suzana Flag, que foram um sucesso, ja em O Jornal de Assis Chateaubriand, com o título Meu destino é pecar... Em 1950 saiu para o Diários Associados, ficou desempregado um ano e depois aceitou convite para o Ultima Hora de Samuel Wainer. Wainer pagava o triplo de outros jornais e salvou Nelson.

Em 1955 os Rodrigues ganharam um processo contra a união por ter destruído a Critica. Ganharam um bom dinheiro. Saiu depois para O Globo em 1962.

Sua filha Daniela, fruto do último casamento, nasceu deficiente e cega., em 1963

Nelson escreveu para Walter Clark a primeira novela brasileira, A morta sem espelho.

Escreveu contos no jornal sob pseudônimo
Anos depois acabou quase esquecido. O único autor jovem que ainda ousava dizer-se seu fã foi Plínio Marcos.

Seu filho Nelsinho envolveu-se com a luta armada (MR 8), e ficou nove anos preso. Somente aí Nelson acreditou que havia tortura no Brasil. Nelson se dava com Médice devido ao futebol que ambos gostavam, mas o ditador não ajudou. Nelson chegou a ajudar diversos perseguidos políticos, pois se dava com os militares.

Uma de suas ultimas paixões foi em 1980, com Ana Lúcia Magalhães Pinto, filha do velho político mineiro, e separando-se de seu marido, o psicanalista Eduardo Mascarenhas.
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Ciça 22/05/2013

Que romance!
Uma vida tão interessante que nem parece real, mas sim ficção, além de muito bem contada! Recomendo!
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Adailton 08/02/2013

Uma biografia com raízes fartas
Um livro interessante não precisa mais do que uma boa história e alguém habilidoso o suficiente para contá-la. No que concerne a história, o homem-mito a ser descoberto, Nelson, teve uma vida digna de novela brasileira. São dramas que atingiram a ele e sua família que se misturam às transformações que o Rio de Janeiro e o próprio Brasil foram sofrendo ao longo das décadas. Sem tirar a contribuição maciça que a família Rodrigues deu ao jornalismo nacional e a de Nelson como o maior dramaturgo brasileiro e cronista da vida cotidiana.
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Matheus 10/01/2013

Incrível como uma biografia pode parecer um dos livros de ficção mais fantasiosos. Por que só assim para se acreditar na vida desse verdadeiro mito que foi Nelson Rodrigues. Incrível como o azar e a tragédia que ele tanto escrevia, pareciam voltar para ele próprio, como que por vingança do destino. Incrível também foi a história da família Rodrigues, presente em toda a história do jornalismo brasileiro. E esse livro consegue apresentar de maneira perfeita essa história, dando toda a dimensão “épica” e triste que ela tem. Incrível o número de pessoas importantes que tiveram sua vida relacionada a família ou ao próprio Nelson durante os anos. Apesar de começar um pouco arrastado, a dimensão da história compensa isso, pois a primeira história a ser contada é a de Mário Rodrigues, pai do Nelson, com uma vida tão interessante quanto. O livro ainda é bem sucedido em explicar as motivações por trás das peças escritas pelo Nelson, e como todas as tragédias vividas por ele influenciaram em suas criações. Um livro completo. Um livro incrível.
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