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O anjo pornográfico

A vida de Nelson Rodrigues

Ruy Castro
Resenhas
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Vivian Cristina 09/09/2014

Vale a pena lembrar!
Gosto de ser pequena, de dar aos homens uma impressão de extrema fragilidade e de me achar, eu mesma, eternamente mulher, eternamente menina (Trecho da Peça “Minha Vida” do pseudônimo de Nelson, Suzana Flag, p. 207).

Nelson, com o pseudônimo de Myrna, escreve (em 1948): “De onde resultam as tragédias amorosas? Resultam, precisamente, do fato de que ninguém escolhe certo, mas escolhe, quase sempre, errado. Vou mais longe: a gente não escolhe nem certo, nem errado. A gente não escolhe. Gostamos e deixamos de gostar, por uma série de fatores estranhos à nossa vontade. De forma que, em realidade, tudo é uma pura e simples questão de sorte. (p.220)
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marinamelz 02/01/2014

Simplesmente a melhor biografia que eu já li. Não sei se pela genialidade do biógrafo ou pela intensidade do biografado.

Extremamente bem escrita, detalhada, bem editada. Incrível.
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jmrainho 18/11/2013

O anjo pornográfico
Companhia das Letras, 1992
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Ruy Castro, jornalista e escritor, autor de "Estrela Solitária" (sobre Garrincha) e "Carmen" (sobre Carmen Miranda), e de livros de reconstituição histórica, como "Chega de Saudade" (sobre a Bossa nova) e "Ela é Carioca" (sobre o bairro de Ipanema, no Rio).Em ficção, é autor do romance "Era no Tempo do Rei", das novelas "Bilac Vê Estrelas" e "O Pai Que Era Mãe", e de condensações de clássicos como "Frankenstein", de Mary Shelley, e "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll.

Ruy trabalhou dois anos no livro, patrocinado, com bolsa da Goodyear. Ouviu 125 pessoas, fez 700 entrevistas.
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O livro é dividido em capítulos marcados por anos.
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Nelson Rodrigues nasceu em 23 de agosto de 1912. Morreu em 21 de dezembro de 1980 após fazer 13 pontos na loteria em um bolão com amigos de O Globo.

Seu Pai, Mário Rodrigues, foi advogado, deputado e jornalista em Recife. Mário Rodrigues Foi tentar a vida no RJ em 1915, com 31 anos. Acertou-se no jornal Correio da Manhã, de Edmundo Bittencourt, do qual se desentendeu e fundo o jornal Manhã, com um sócio que depois lhe tomou o jornal. Viveram com dificuldades na rua Alegrete. Foi preso durante um ano por criticas ao governo e o Correio da Manhã deixou de circular por oito meses.
Mário Rodrigues, após perder A Manhã, lançou em 1928 o jornal Crítica. Em 1930 lançou o vespertino Última Hora

Roberto Rodrigues, irmão de Nelson, foi assassinado por Sylvia Seraphin, socialite, que saiu no jornal como adúltera. Ela queria matar Mário, mas encontrou apenas Roberto na redação e ficou satisfeita, em 1929. Mário Rodrigues, de desgosto, morreu alguns meses depois, deixando a família na miséria. Sylvia foi absolvida, mas se suicidou anos depois.


A primeira redação de Nelson Rodrigues na escola foi sobre adultério.
Nelson começou a trabalhar em A Manhã na editoria de polícia.Redação tinha Monteiro Lobato, Antônio Torres e outros nomes que depois despontariam. Jornais buscavam o furo. O concorrente A Noite chegava a tirar cinco edições diárias.
Nelson se interessou por histórias de adultério e inventava diálogos.
A Manhã inovou por publicar anúncios de empregos gratuitos.

Mário Filho, irmão de Nelson, começou a assumir a página de esportes de A Critica,

Em 1911 Irineu Marinho fundou A Noite, de grande sucesso, mas seu sócio lhe tomou o jornal enquanto ele viajava a Europa. Fundou o Globo em 1925, mas 21 dias depois morreu e quem assumiu foi seu filho Roberto Marinho. Nelson Rodrigues foi trabalhar lá.

Nelson era tuberculoso e foi internado diversas vezes em Campos do Jordão, numa clínica popular. Seu irmão Joffre morreu de tuberculose

Em 1941 escreve sua primeira peça A mulher sem pecado. Escreveu para ganhar dinheiro, pois os autores ficavam co equivalente a 18 poltronas Recebeu criticas. Depois escreveu Veu de Noiva. Escrevia muito a noite, em 6 dias fazia o texto. Vestido de Noiva inovou o teatro pelo jogo de luzes e dificuldade em cenas onde a atriz trocava de roupa rapidamente, interpretando vários papeis reais e imaginários. Escreveu contos no jornal sob pseudônimo Suzana Flag, que foram um sucesso, ja em O Jornal de Assis Chateaubriand, com o título Meu destino é pecar... Em 1950 saiu para o Diários Associados, ficou desempregado um ano e depois aceitou convite para o Ultima Hora de Samuel Wainer. Wainer pagava o triplo de outros jornais e salvou Nelson.

Em 1955 os Rodrigues ganharam um processo contra a união por ter destruído a Critica. Ganharam um bom dinheiro. Saiu depois para O Globo em 1962.

Sua filha Daniela, fruto do último casamento, nasceu deficiente e cega., em 1963

Nelson escreveu para Walter Clark a primeira novela brasileira, A morta sem espelho.

Escreveu contos no jornal sob pseudônimo
Anos depois acabou quase esquecido. O único autor jovem que ainda ousava dizer-se seu fã foi Plínio Marcos.

Seu filho Nelsinho envolveu-se com a luta armada (MR 8), e ficou nove anos preso. Somente aí Nelson acreditou que havia tortura no Brasil. Nelson se dava com Médice devido ao futebol que ambos gostavam, mas o ditador não ajudou. Nelson chegou a ajudar diversos perseguidos políticos, pois se dava com os militares.

Uma de suas ultimas paixões foi em 1980, com Ana Lúcia Magalhães Pinto, filha do velho político mineiro, e separando-se de seu marido, o psicanalista Eduardo Mascarenhas.
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Ciça 22/05/2013

Que romance!
Uma vida tão interessante que nem parece real, mas sim ficção, além de muito bem contada! Recomendo!
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Adailton 08/02/2013

Uma biografia com raízes fartas
Um livro interessante não precisa mais do que uma boa história e alguém habilidoso o suficiente para contá-la. No que concerne a história, o homem-mito a ser descoberto, Nelson, teve uma vida digna de novela brasileira. São dramas que atingiram a ele e sua família que se misturam às transformações que o Rio de Janeiro e o próprio Brasil foram sofrendo ao longo das décadas. Sem tirar a contribuição maciça que a família Rodrigues deu ao jornalismo nacional e a de Nelson como o maior dramaturgo brasileiro e cronista da vida cotidiana.
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