O Povo Brasileiro

Darcy Ribeiro



Resenhas - O Povo Brasileiro


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Ana 14/07/2010

Um livro e tanto! De encomenda para curar preconceitos, serviu inclusive para aplacar algumas implicâncias com meus conterrâneos (os gaúchos, que fazem algo que - meio pejorativamente - o Darcy chama de "gauchadas" ) e entender um pouco as diferenças regionais desse Brasilsão que vivo percorrendo. A parte IV (Os Brasis na história) foi a que mais gostei, talvez por explicar mais coisas relacionadas à nossa vida diária.
Apesar de ser muito bom, muito bem escrito e estruturado, demorei meses e meses para terminá-lo - o que acho esperado de um livro "técnico" (para sociólogos) lido por uma leiga-curiosa-diletante. E devo ressaltar, mesmo demorando tanto, o fio da meada não se perde. Darcy Ribeiro escreveu um livro cheio de opiniões (e tem como ser isento num tema como esse?) de forma clara e envolvente, evitando crises de amnésia tediosa no leitor.
Por fim, todo esse tempo com o livro valeu a pena pelo final ufanista quase utópico, com ares apoteóticos e mais do que simpático:

“Na verdade das coisas, o que somos é a nova Roma. Uma Roma tardia e tropical. O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso auto-sustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma. Mais alegre porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à conveniência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra.”

Danilo Keys 22/09/2011minha estante
Também levei quase dois meses pra concluir por conta da liguagem densa...




Alessandra 16/10/2013

O povo brasileiro, um livro de introdução
Darcy é uma antropólogo fantástico! E fantásticas são suas ideias.

Indiretamente e algumas vezes, também, diretamente, Darcy bateu nas seguintes teclas para o começo de um desenvolvimento ascendente do Brasil:
a necessidade de reforma agrária;
a necessidade da simples, porém espantosa (para alguns) distribuição da riqueza;
a necessidade de uma educação política para a massa populacional.

Concluindo que pela falta de tudo isso, o Brasil, mesmo tendo potencial, não se desenvolveu como os países colonizados na mesma época. Educação para todos, meus caros, acaba sendo a resposta final.

Adorei o livro, de uma clareza e simplicidade ímpar, que além de tornarem o processo de leitura mais fácil, resultam em um material conciso para ser introduzido à história do Brasil e suas políticas.

site: http://procurando-violet.blogspot.com.br/
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Kovacs 06/04/2011

Darcy Ribeiro - O povo brasileiro
Editora Companhia das Letras - 480 páginas - Capa de Hélio de Almeida - Lançamento de 20/04/1995.

A análise apaixonada e parcial de Darcy Ribeiro sobre as origens do nosso povo e a formação da nação brasileira se, por um lado, não segue o rigor científico dos manuais de antropologia e sociologia, por outro, estabelece um clima de cumplicidade e até mesmo de criação literária ao tentar responder à clássica pergunta: "por que o Brasil ainda não deu certo?". Ao explicar as diferenças e as particularidades regionais, a saber: a cultura crioula do litoral, cabocla da população amazônica, sertaneja do Nordeste, a caipira do Sudeste e sulista dos gaúchos, Darcy Ribeiro ocupa um papel fundamental na bibliografia nacional ajudando a combater um certo complexo de inferioridade que está enraizado em nossa história e cultura.

Os brasileiros, resultantes do encontro entre o pequeno grupo de invasores portugueses com os índios e negros africanos, representam uma nova etnia muito diferente das matrizes. A formação deste novo povo, não foi pacífica como costumamos atribuir à índole do brasileiro. No caso da assimilação da cultura indígena, o que ocorreu foi um verdadeiro genocídio em vários níveis, principalmente no biótico, inicialmente como uma guerra bacteriológica entre as moléstias que o branco trazia e eram fatais para a população indígena, depois pelas sucessivas tentativas de escravização do índio. O negro, principal força de trabalho do sistema econômico colonial, primeiro no engenhos de açúcar e depois nas minas, encontrava-se fraco e abandonado em sua nova terra com outros escravos, iguais na cor, mas diferentes na língua e, normalmente, vindos de tribos hostis.

Darcy Ribeiro resume excepcionalmente bem a formação da nossa identidade da seguinte forma: "A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória europeia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. O Brasil emerge, assim, como um renovo mutante, remarcado de características próprias, mas atado genesicamente à matriz portuguesa, cujas potencialidades insuspeitadas de ser e de crescer só aqui se realizaram plenamente. A confluência de tantas e tão variadas matrizes formadoras poderia ter resultado numa sociedade multiétnica, dilacerada pela oposição de componentes diferenciados e imiscíveis. Ocorreu justamente o contrário, uma vez que, apesar de sobreviverem na fisionomia somática e no espírito dos brasileiros os signos de sua múltipla ancestralidade, não se diferenciaram em antagônicas minorias raciais, culturais ou regionais, vinculadas a lealdades étnicas próprias e disputantes da autonomia frente à nação".

No longo caminho de feitoria escravista colonial até a posição atual de candidato a nova potência mundial com domínio da tecnologia de exploração em águas profundas dos reservatórios petrolíferos da camada do pré-sal, o nosso país vai seguindo as indicações de Darcy que nos considerava uma nova Roma tardia e tropical, lavada em sangue negro e índio. "Mais alegre , porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra".
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Ma. 12/03/2013

Esse livro é obra fundamental, para compreender o porquê de tantos Brasis dentro de um Brasil. Darcy Ribeiro, brilhantemente nos apresenta a formação do povo brasileiro. O quanto, a exploração, mistura, apropriação das gentes foi o móvel formador desse pais; como somos desde nosso "apossamento" sobreviventes. Para entender o que somos é preciso olhar para esse passado de pouco mais de 500 anos e tentar desvelar o porquê ainda somos o Brasil que sempre pode ir além, mas não foi.
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ÉLINHO 03/10/2011

ETA POVÃO
Impressionante, depois de ler este livro, agora quando estou na rua, fico observando o biotipo e a fisionomia das pessoas e tentando analisar a sua origem. É incrivel, faça vc. tambem. E aí minha imaginação viaja......
Somos realmente um laboratório de raças, uma mistura muito grande, que nenhum país tem. Coitados dos indios e negros, como sofreram e ainda sofrem. Será que algum dia, teremos uma população que saiba contestar e lutar para melhorar. Somos um povo muito passivo e vivemos sem esperanças.
MELHOR MORRER LUTANDO DO QUE VIVER DE JOELHOS.
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Marcos 03/09/2014

INCRÍVEL!!!!
Há uma expressão talvez um pouco mais apropriado para definir o livro "O Povo Brasileiro" do Darcy Riberiro, "inefável mas crível", pois aquele que o ler entenderá a expressão do homem brasileiro em sua cultura, em suas artes, em suas conquistas, em suas guerras, em seus horrores, em sua dor. Lavado com sangue de índio e negro, mas mais humano porque menos diferente e mais belo pois está no lugar mais lindo do mundo. Para entender o povo brasileiro temos que passar além da dor e perceber que nossa herança étnica e racial foi uma dádiva feitas pelos homens e cultuada por nossa gente.
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vintrava 22/10/2009

Para entender o Brasil
A obra de Darcy Ribeiro, assim como a obra de outros grandes pensadores brasileiros (Celso Furtado, Caio Prado Jr., Gilberto Freyre, etc.), é essencial para qualquer um que queira fazer o esforço de entender o Brasil. Neste livro, o autor busca explicar como se deu a formação do "povo brasileiro", enfatizando os aspectos históricos da mistura das etnias (antropológicos?) e os processos sócio-economicos da nossa formação. O povo brasileiro, segundo o autor, seria um povo novo, que surgiu da mistura de índios, negros africanos e brancos europeus, sendo que, dessa forma, é necessário que tomemos esse fato como ponto de partida para (re)pensar o Brasil enquanto nação. Qual é o nosso destino? Por que o Brasil não deu certo?

Nesse caso, não somos um povo "transplantado", como os norte-americanos ou os argentinos, por exemplo. Nosso povo se constitui como um povo novo, homogêneo, mas ao mesmo tempo heterogêneo (vide a diversidades regional-cultural).

Esta é uma leitura que deveria ser incentivada, aos poucos, desde o ensino fundamental, para que no ensino médio todo aluno pudesse fazer uma leitura completa desse livro. Acredito que seria um fator positivo para a formação de qualquer brasileiro. Apesar de o livre ser "grande", com muitas páginas, ele não se apresenta como cansativo em nenhum momento, pois está sempre trazendo novas informações, que o leitor vai relacionando com o que ele sabe (ou não sabe) a respeito da história do Brasil, e também porque a escrita de Darcy Ribeiro não é de forma alguma técnica-acadêmica, mas chega a beirar a literatura.

Recomendo também o filme, de mesmo nome, como forma complementar a discussão do livro. É muito bom para ser exibido em aulas e mesmo para assisti-lo em casa.
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Antonio Volnei 12/02/2013

A formação do povo brasileiro
Esta obra traz de maneira bem clara como foi a formação da nação que hoje conhecemos como Brasileira.
lendo este livro alguns conceitos com certeza deixam de fazer sentido a partir do momento que compreendemos que somos a mistura de vários povos, das mais variadas etnias. Neste ponto o racismo passa ser algo irracional para um povo que traz em seu sangue as mais variadas misturas.
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Paulinha 21/02/2011

Paula Cordeiro
Darcy Ribeira dá uma aula de história brasileira com esse livro. Acho interessantíssimo para todas as idades, principalmente para as pessoas que curtem história nacional.
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Gabriela H. 17/02/2009

Tive que ler e reler este livro várias vezes para poder apresenta-lo em minha escola. O autor tentar expor a verdadeira essência, do que é e quem é o tal povo brasileiro, mostrando isso por vários fatores que já conhemos por meio de livros de história e etc, porém vejo que fez isso de uma forma muito mais saborosa. Mostra que nosso 'povo' não tem apenas uma identidade, não possuímos uma característica própria, por causa das diversidades culturais existentes. Porém nós não valorizamos, os que seriam os "donos" desta terra, os nossos índios. Eles são excluídos, discriminados, e mortos, enquanto que quem invadiu seu espaço, somos nós brancos, negros, amarelos... É certo que não podemos nos culpar pelo que as gerações passadas fizeram, porém podemos mudar como eles são vistos e tratados hoje.
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Jonara 15/04/2010

Este livro é muito bom e muito interessante! Não sei se as teorias dele sobre a formação dos povos estão todas corretas, e creio que muitas jamais serão comprovadas, mas ainda assim é um ótimo trabalho! Ele explica as origens do povo brasileiro, as primeiras misturas dos portugueses com índios, o processo de mistura com os negros, a origem dos cabeça-chata, dos gauchos, dos paulistas... fala da questão dos problemas sociais de cada região, sempre com foco na formação dos povoados locais. É uma grande lição de história e antropologia. Ajuda a compreender um pouco porque somos tão diferentes dos portugueses hoje em dia, ajuda a entender os sotaques e diferenças culturais de um estado para o outro. Fala muito dos índios e da relação deles com os outros povos. Uma excelente leitura!
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cesinha 17/03/2010

Abandonei, mas vou retomar!
Excelente livro, abandonei por falta de tempo, cheguei a ler metade dele, na época estava na universidade, mas pretendo retomar a leitura. Até o ponto que parei, achei uma grande obra. Recomendo de verdade!
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Irapuan 15/05/2012

o resultado da mistura
O Brasil tem sim personalidade própria e sua cultura é uma das mais ricas e exclusivas do mundo. A mistura de raças e o modo de sua colonização o identificou como é hoje. ...continua depois
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