Morte Súbita

J.K. Rowling



Resenhas - Morte Súbita


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Marezinha 06/12/2012

Rowling se supera.
Acho que a primeira coisa que as pessoas devem saber é: se você espera algo no estilo de Harry Potter, nem se dê o trabalho.

Depois da leitura desse livro, não possuo mais dúvidas de que a JK Rowling não é a autora de Harry Potter e, sim, uma escritora brilhante.
O livro, apesar de partes engraçadas, é duro. Nunca duvidei da capacidade intelectual da autora, pelo contrário - sempre a admirei -, e senti que nesse livro ela resolveu falar. Em Harry Potter pode-se notar sérias críticas sociais, mas esse livro é explícito. E ela faz isso de forma exemplar.
Os personagens não são marcantes como os de HP. Pelo contrário, é difícil você saber quem é mais escroto ali. Mas apesar da escrotidão embutida nas entranhas de cada um, eles são extremamente humanos. Se tem algo que a Rowling sabe fazer é humanizar os personagens. E, em determinado momento, você já não sabe se os odeia por serem escrotos ou por você conseguir identificar a vida de diversas pessoas que conhece (provavelmente até a si mesmo) diante das linhas que ela escreve.

Eu poderia passar o dia aqui elogiando esse livro que só merece aplausos, mas perderia a graça e acabaria exagerado. Acho que as pessoas têm que ler esse livro. Ela nunca vai fazer o sucesso que fez com harry potter (e nem tem que fazer), mas não deixou a desejar em momento algum. Ela fez mais. Esse livro é muito mais do que Harry Potter (ainda que nunca vá estimular uma geração a ler. Milagre ela já fez, agora apenas manteve o nível :P).

The Casual Vacancy é uma grande história de uma grande autora.
Marina 06/12/2012minha estante
estou esperando o meu para ler... com sua resenha me deu mais animo ainda. JK Rowling realmente é uma mulher muito inteligente e tem que escrever muitos livros mesmo.


Marezinha 06/12/2012minha estante
estou ansiosa pelos próximos livros dela já uahauhauah vou ficar esperando sentada aqui kkk


Matheus 08/12/2012minha estante
Uma grande historia mesmo 500 paginas mais precisamente


Mateus 28/12/2012minha estante
Espero que você tenha razão. Até o presente momento (vou na página 65) só consigo achar o livro CHATO, sem perspectiva e sem rumo. Ainda não entendi qual o propósito do livro. É moroso, aborrecido e parece que também dei azar na tradução e/ou a Rowling "perdeu" a elegância na escrita, parece pobre.

Sou um GRANDE fã da saga Harry Potter, e como tal, estava ansioso por esse desafio da Rowling: escrever algo NADA ligado a fantasia, gênero que ela mais que dominou com maestria...

Espero que a coisa engrene em algum momento, porque por enquanto tem sido uma decepção =(


Thales Novaes 03/01/2013minha estante
com essa resenha a vontade de ler só aumenta


Thales Novaes 03/01/2013minha estante
com essa resenha a vontade de ler só aumenta


Christian 04/01/2013minha estante
Esse livro já está na minhas lista de compras para esse ano, muito boa a resenha, ansioso para ler...


LetíciaTeixeira 05/01/2013minha estante
Concordo completamente com você!


Juliana 13/01/2013minha estante
Eu gostei do livro até a metade, na verdade até bem próximo do fim. Achei que ele foi envolvente e realmente faz o leitor se aproximar dos personagens. Porem eu esperava um final diferente, na verdade acho que eu esperava um final propriamente dito. O livro deixou várias dúvidas em aberto, o que me deixou insatisfeita, pois eu me envolvi com determinados personagens mas não fiquei sabendo o que aconteceu com eles no fim.


Paulo Cesar 20/01/2013minha estante
Concordo plenamente.
Ainda estou na pagina 152,estou adorando a historia.

Terá continuação?


Firmino 22/01/2013minha estante
Já está na lista desse ano... Doido pra ler!


Belle 22/01/2013minha estante
Comprei o livro há alguns dias, mas ainda não comecei a ler. Mas... depois de lr sua resenha fique empolgada! Vou começar hoje! Espero concordar com você ao final da leitura!


Gabriel 23/01/2013minha estante
Acredito que quem não gostava da Rowling por causa do Harry Potter e o seu mundo de fantasia, agora tem uma nova chance para admirar essa grande escritora em "Morte Súbita".


Gabriel 23/01/2013minha estante
Acredito que quem não gostava da Rowling por causa do Harry Potter e o seu mundo de fantasia, agora tem uma nova chance para admirar essa grande escritora em "Morte Súbita".


Victória L 28/01/2013minha estante
Que resenha! Concordo do inicio ao fim... Espero ver mais obras de Rowling assim.


Firmino 06/02/2013minha estante
tó maluco pra ler!!


Pâmela 10/02/2013minha estante
Resenha muito bem escrita A-D-O-R-E-I.

Estou louca pra ler esse livro *-*


Nanda 14/02/2013minha estante
Não costumo fazer resenhas, mas estava pensando em fazer a de Morte Súbita.. até ler a sua! Ótima crítica, falou tudo o que eu pensei e concluí do livro!


Fran 15/02/2013minha estante
ótima resenha to cada vez mais curiosa pra ler


Jana 26/02/2013minha estante
Ótima resenha :D Concordo com vocë em gënero, número e grau. Achei que o livro revelou ainda mais a incrível capacidade dessa escritora.

Parabéns pela resenha, vc disse exatamente o que eu pensei quando terminei de ler. ;D


Juliana 05/03/2013minha estante
Nossa, estou na pagina 92 e achando este livro extremamente chato, a ponto de pensar em largar a leitura cada vez que pego ele na mão. Concordo com o Mateus, acho que o livro parece moroso e leitura pobre... Ele é cansativo e não sai daquilo de descrever a vila e os moradores, sem nada
Mais empolgante que nos faça querer devorar a leitura. Pior que eu estava ansiosa pela leitura desde o lançamento, confesso que esta sendo uma decepção. Espero que a
Coisa melhore nas próximas 50 páginas, limite que dei para que o livro melhore e eu não desista dele...


CR 17/03/2013minha estante
Se Bola pudesse ler o romance do qual faz parte, diria que é realmente autêntico. Entendedores entenderão. hahaha


Allef 18/03/2013minha estante
fui ao shopping comprar um livro e como sempre comprei mais do que isso, levei a trilogia os legados de lorien e morte súbita que dei pra minha mãe, mas sou eu quem estou lendo

ainda estou na página trinta, metade da primeira parte, e estou gostando muito
claro que não é nada comparado a harry potter
e é realmente um romance adulto, nunca li um personagem fazendo sexo, xingando, e realizando suas necessidades fisiológicas em harry potter (até porque, Harry Potter foi uma obra-prima infanto juvenil)

Apesar de quem é a autora, não recomendaria para os milhares de jovens e crianças fãs de Rowling

Quanto as reclamações, não é surpresa, nem mesmo Harry Potter agradou a todos, quem diria este
A escrita é um degrau acima, tem um vocabulário mais avançado (preciso de dicionário às vezes). Harry Potter embora muito bem escrito, não exigia muito o uso de dicionário.

Mas estou animado com o livro, afinal é de uma escritora que me fez descobrir o mundo da leitura, escrita que é realmente a minha paixão humana.


Lilicasadafeliz 25/03/2013minha estante
Ganhei ele ontem do maridão, presente de aniversario de casamento. Fiquei mega feliz e estou de coração aberto para ler ele, assim como vc falou, sem comparação. Além disso desde que vi o filme sobre a vida dela, a admiro demais!!!!!


Tai 31/03/2013minha estante
Achei dignissimo o livro. Na verdade sou meio suspeita pra falar por quer J.K. foi quem me inspirou gostar de leitura ja minha infancia com os livros do Harry Potter, os quais li todos escondida da minha mae, que achava que eram livros de bruxaria e não deveriam entrar na casa dela. Essa saga me rendeu boas lembranças e muitas amizades... Porém quando li Casual Vacancy, J.K. ultrapassou todas as minhas expectativas.. Não que eu tivesse duvidas do talento dela, mas depois de escrever 7 livros de uma saga, 10 anos com essa mesma tematica, 8 filmes, é complicado pra um autor fazer algo completamente diferente, como ela fez. Morte Subta te faz pensar em como as pessoas são hipócritas, sujas, mentirosas, mesmo quando a intenção é boa... Ninguem no mundo é completamente "bom". Ninguém no mundo é completamente "mal".
Me faz pensar que a frase que a inspirou a escrever esse livro veio dela mesmo, na saga H.P., em uma fala do Dumbledore que diz: "Todos nós temos a luz e as trevas dentro de nós Harry..."
Essa frase se mostra verdadeira nesse livro.

Parabéns Joanne. Você É a minha escritora favorita. =)

Obs: a minha mãe, aquela que me proibiu de ler a saga H.P., foi quem comprou o Casual Vacancy pra mim de aniversario... Mal sabe ela, rsrsrsrs


Tamires 08/04/2013minha estante
Ótima resenha, Marezinha! :)
Concordo com tudo o que você escreveu. Exceto pela parte dos personagens não serem marcantes. Eu chorei em alguns momentos do livro e realmente gostei da Krystal.
Mas é tudo isso mesmo que você falou. Os personagens são totalmente humanos. Com seus medos e mentiras, falsidades e expectativas. Perfeito. Livro bom demais de uma escritora de um talento impressionante.


Junior 08/04/2013minha estante
Pela avaliação que você escreveu aí esse livro deve ser muito bom mesmo...Pra falar a verdade, eu nem devia estar comentando aqui, pois os livros da Rowling que eu quero muito ler são os da saga Harry Potter; mas como é sobre a mesma autora...


Gabriel O. 09/04/2013minha estante
Pode ser muuuito bom mesmo, só que melhor que Harry Potter ?! Ah... sei não, viu ?! Só se é ao mesmo patamar, melhor, não.


Marivaldo 10/06/2013minha estante
Marezinha,gostei muito da sua resenha,dá para ver que vc curti muito Lêr,parabéns pela reenha e pelo gosto da leitura!


Barbara 23/06/2013minha estante
Excelente resenha! Meus parabéns! Eu já desejava muito ler esse livro, mas agora minha vontade aumentou bastante!


Firmino 06/07/2013minha estante
Adorei essa nova Rowling!! Boladona!


gigi 31/07/2013minha estante
adoreiiiiiiiiiiiiiii *-*


Ana 22/08/2013minha estante
Concordo totalmente com a sua resenha! Esse é um livro REAL ! Parabéns.


Genival 03/09/2013minha estante
Acabei ler e concordo plenamente com você, ótima resenha!


Anne 18/10/2013minha estante
Eu ainda não li. Eu só com a sinopse do livro , eu já estava completamente entusiasmada para ler ele , e só reforço ainda mais meu entusiasmo, ao ler sua resenha . E estou completamente ansiosa para acabar de ler esse livro.


Aldair 04/11/2013minha estante
Comprei este livro recentemente, mas não tive coragem de lê-lo ainda... Porém sua resenha me deixou curioso e ansioso pra ler! Muito obrigado!


Taiz 10/11/2013minha estante
Quero muito comprar este livro. Tem uma galera me falando que é ruim, mas eu gostei já pela sinopse. E não acredito que a Rowling escreveria um livro ruim. Vou comprar, sua resenha e as críticas negativas só me entusiasmaram ainda mais :)


rosai 18/11/2013minha estante
achei muito bom, o começo ja nos pega de surpresa, nos fazendo ter ainda mais curiosidade de seguir em frete, muito realismo, o modo que ela transmiti a diversida de padroes, que no final acaba se misturando sem preconceito,e recomendo apesar de nao ser muito fã de livros.


José A. Lima 27/11/2013minha estante
Que livro Chato!!!
Demorei quase um mês para ler (pensava em desistir a todo momento)e finalmente, terminei este livro chato. Confesso que as vezes penso que quem escreveu este livro foi outro(a) autor(a), pois, pela qualidade e riqueza dos personagens do Harry Potter, estes personagens criados para morte súbita deixaram e muito á desejar.
Pessoas maléficas convivem em um vilarejo onde a inveja, ambição e muito "lengalenga" acompanha o cotidiano de pessoas cem conteúdo, chatas, regado ainda á muito palavrão, drogas e maldades. Detestei este livro, e só recomendo lê-lo caso já tenha comprado(pois assim não perderá todo o seu dinheiro).


Washington 03/12/2013minha estante
Já estava querendo ler esse livro, e depois dessa resenha fiquei com mais vontade ainda!


Barbara 09/03/2014minha estante
Nossa ODIEI o livro. História sem graça, rasa, não consegui me apaixonar por nenhum personagem, só terminei porque pensei que não poderia ser ruim até o final mas foi. Não esperava Harry Potter (claro!) mas me suspreendeu negativamente. Pra quem gosta de personagens bem trabalhados, esquece esse livro. Quando li a sinopse fiquei bem interessada, mas pelo jeito a melhor parte do livro é a sinopse. Pra mim esse livro seria tipo uma "revista Caras" umas fofocas chatas e que não interessam pra ninguém. Esperava muito mais da escritora de Harry Potter.


Gabriela 15/03/2014minha estante
O bom do livro está no final. Li o livro inteiro me arrastando e achando um tédio, mas as ultimas 100 páginas me emocionaram muito.


Mery 20/03/2014minha estante
Ótima resenha!


Beth Cunha Lima 31/03/2014minha estante
Achei o que li do livro insuportavelmente chato. Faço tudo para não abandonar um livro, mas depois de uns 3 meses lendo a conta-gotas (não conseguia ler de uma vez... beirava a impaciência e o sono), achei que tinha coisa melhor na minha estante esperando uma oportunidade. Sou super fã da autora, a estória parecia interessante, mas simplesmente não flui. Não cheguei sequer à página 200 :(


samantha 12/05/2014minha estante
Não foi fácil ler este livro. Mas meu propósito é não abandonar livros. Achei o livro arrastado, talvez por não ser o estilo de literatura que eu aprecio. Levei uns 3 meses para ler. Só nas últimas 200 páginas me envolvi com os personagens e a leitura foi mais rápida.Não leria novamente e não faço questão de ter na minha estante.


luli 11/06/2014minha estante
Estou ainda na página 41 mas depois de ler essa resenha vou passar o dia mergulhada nessa maravilha!!!


Eloise 17/06/2014minha estante
Eu simplesmente amei a resenha como estou amando o livro (estou na página 171), comecei a leitura na quinta, mas quase não tive tempo e por esse motivo não avancei mais na história.
As pessoas dizem: Ah, eu não esperava um HP, mas esperavam uma leitura de caráter similar, mesmo que involuntariamente.
O livro é de gênero completamente distinto da série HP, e definitivamente necessita que o leitor não crie falsas expectativas com a leitura, nesse caso terá uma feliz surpresa e com certeza irá conseguir apreciar uma grande obra de uma igualmente grande autora (sei que essa fresa é parafraseada, mas é definitivamente a que melhor define).


Bruno 21/06/2014minha estante
Amei sua resenha, e já li o livro. Quero dizer que o livro é maravilhoso e que a J.K. provou mesmo que é uma diva. Porém também concordo que, para muitas pessoas, a leitura pode ser arrastada. Não é à toa que esse livro irá virar uma série, pois é nesse estilo que o livro se encaixa, praticamente uma novela. Quem pensa em parar, não pare! O livro primeiro apresenta os personagens e depois os desenvolve, e é no final que as histórias de cada um se fundem, tornando o livro um dos melhores que já li. Chocante! Boa leitura!


Charles 07/07/2014minha estante
Difícil hein...
A resenha me pareceu ótima, mas em contrapartida as opiniões abaixo dividem-se.
Contando que uma amiga que lê muito (e de tudo um pouco!) também não conseguiu ler este....
Veremos...


Gabi Sulzbach 15/07/2014minha estante
Muito boa a resenha! A cada capítulo você fica com mais vontade de saber mais sobre a vida de cada personagem. Impressionante!! Livro maravilhoso.


Angélica 13/11/2014minha estante
Sua resenha está perfeita! Eu amei esse livro! No início achei um pouco cansativo, mas depois percebi uma história super envolvente, e adorei cada página. é envolvente, é surpreendente, e realmente mostra a escrotidão de muitas pessoas, escrotidão essa não muito diferente das que nos deparamos no nosso dia a dia. Achei fantástico!




Tiago 06/12/2012

Considerações sobre "Morte Súbita"
Texto postado originalmente em http://tavalendo.tiagofeitosa.com

Foi difícil começar a leitura de Morte Súbita, primeiro livro de J.K. Rowling após a série Harry Potter, sem expectativas muito altas. Os livros anteriores de Rowling me acompanharam da infância até a adolescência, e ainda hoje estão sempre próximos à minha cabeceira para leituras aleatórias. Entretanto, ao abrir meu exemplar deste novo romance, ansioso, eu tinha consciência adquirida após ler várias declarações da escritora de que não se tratava de uma continuação disfarçada da saga anterior, e que, pelo contrário, não poderia ser mais diferente. Achei a mudança saudável e louvável, e contei os dias para ler a nova história que Rowling tinha para me contar. Infelizmente, o resultado não me agradou como esperava, embora não tenha me decepcionado por completo.

O enredo de Morte Súbita se inicia com a morte de Barry Fairbrother, membro do Conselho Paroquial da pequena cidade de Pagford. Acompanhamos por várias páginas o choque e o impacto que o acontecimento tem na vida dos habitantes locais, que, após um brevíssimo momento de surpresa e luto, empenham-se em uma guerra velada para decidir quem ocupará o assento do morto no Conselho. Acontece que próximo à Pagford há a região dos Fields (li a versão em inglês e não sei se a edição brasileira traduziu o nome para Campos ou coisa do tipo), área pobre que surgiu como um anexo da cidade grande vizinha, Yarvil, e aos poucos foi se tornando responsabilidade de Pagford. Membros importantes do Conselho e boa parte de Pagford consideram os Fields um atraso e um desperdício de dinheiro para a cidade, e empenham-se em eliminá-los do mapa municipal. Por outro lado, há aqueles que consideram que os Fields são parte de Pagford e não podem ser simplesmente desconsiderados, e era deste lado que Barry Fairbrother estava. Os pólos favorável e contrário aos Fields logo providenciam seus candidatos para ocupar a vaga eventual do título em inglês, e ataques surgem de um lado para outro e de lados inesperados.

Mas antes que alguns desistam da leitura ao pensar que Morte Súbita se trata de um livro exclusivamente político, peço calma: mais do que uma história sobre as eleições locais, o romance é principalmente sobre a vida em Pagford. Acompanhamos os dilemas, os dramas, os desentendimentos, os relacionamentos e términos dos habitantes da cidadezinha. E aqui entra um dos pontos mais interessantes da trama: os adolescentes parecem continuar sendo um dos pontos fortes de Rowling. Os jovens são tridimensionais, complexos, com dilemas próprios da idade. E a inocência dos jovens bruxos da série Harry Potter está longe de Morte Súbita: aqui eles bebem, fumam, se drogam, fazem sexo casual e cometem bullying.

Por outro lado, Morte Súbita tem alguns problemas que atrapalharam, e muito, a sua leitura tanto é que só terminei de lê-lo em meados de novembro, mesmo tendo começado assim que foi publicado em inglês, em setembro. A história demora muitas, muitas páginas para pegar ritmo. Até praticamente a metade do livro, pouquíssimas coisas acontecem em Pagford, e nos vemos simplesmente acompanhando pensamentos e acontecimentos passados de seus inúmeros personagens.

Este, aliás, é outro defeito do novo romance de Rowling: a história nos é contada da perspectiva de muitos personagens, o que acaba fazendo com que não consigamos de fato focar em nenhum. O que é uma grande qualidade da série Crônicas de Gelo e Fogo aqui simplesmente não funciona: enquanto no universo de George R. R. Martin a perspectiva-múltipla se faz necessária para que possamos compreender tudo que acontece nos Sete Reinos, aqui a ferramenta parece praticamente inútil, porque simplesmente não há tanta coisa assim acontecendo.

Mergulhar na mente de vários personagens não seria um problema, é claro, se eles fossem agradáveis. Não é o caso, infelizmente. Quase todos os personagens de Morte Súbita são asquerosos. Não que sejam mal-construídos (eu gosto, de verdade, do tom caricatural e estereotipado com que a autora os criou), eles são simplesmente pessoas nojentas. Quase todos. Alguns menos, outros mais, mas a grande maioria dos personagens cujos cotidianos acompanhamos é formada de seres desprezíveis e se criam em nós algum sentimento, não é aquele amo-odiar que sentimos por alguns vilões, mas a vontade de arrancar páginas do livro a cada vez que eles aparecem.

Se acompanhar um livro do ponto de vista de vários personagens asquerosos já é difícil, imagine um livro do ponto de vista de vários personagens asquerosos em que nada acontece. É nesta situação que Morte Súbita se vê por várias e várias páginas, e se não fosse pela qualidade narrativa sempre competente de Rowling, que consegue construir um texto muito bem trabalhado mesmo com uma escassez evidente de eventos, o livro seria largado após algumas páginas de leitura.

A habilidade da autora de escrever é óbvia, e só tenho uma crítica a fazer sobre isso: ela continua representando sotaques nas falas dos personagens. Isso não seria problema se acontecesse com apenas um personagem (como era o caso de Hagrid, na versão em inglês de Harry Potter), mas aqui um núcleo inteiro fala da mesma maneira, e quando começam a gritar (palavrões, principalmente) ao mesmo tempo a leitura torna-se um tanto cansativa (como li a versão em inglês, não faço ideia de como os tradutores representaram este sotaque. Pode ter ficado menos irritante).

Apesar disso, quando finalmente ganha ritmo, Morte Súbita prende nossa atenção e é quase impossível largar o livro. Tenho a impressão de que Rowling poderia ter condensado as duzentas primeiras páginas em alguns capítulos, pois isso faria do romance uma obra muito melhor do que é na forma em que foi publicado. Isso porque a segunda metade do livro é realmente excelente: coisas começam a acontecer, personagens se vêem em situações complicadíssimas, e somos guiados freneticamente até um final que me fez derramar lágrimas em público, enquanto o lia numa viagem de volta para casa. Rowling continua sabendo tocar exatamente na nossa ferida, e fez com que a única coisa que poderia ter me deixado triste acontecesse com uns dos poucos personagens que eu não odiava.

Morte Súbita é um bom livro, mas poderia ser melhor se não carregasse tantos personagens por tantas páginas desnecessárias. Uma vez engrenada, entretanto, a história prende, nos fazendo torcer, rir e até chorar por seus personagens exagerados, desprezíveis e egoístas. É uma prova de que Rowling pode sim se dar muito bem fora do gênero fantasia, se souber aprender com os erros desta obra em sua próxima, que, certamente, mais uma vez eu farei questão de ser um dos primeiros a ler.

Texto postado originalmente em http://tavalendo.tiagofeitosa.com
Adriano Bueno 07/12/2012minha estante
ótima resenha ! Eu comprei o livro em inglês um dia após o lançamento (ou seja,dia 28) e acabei em Outubro,não deu um mês.Concordo que tem várias partes desnecessárias e realmente no começo não acontece nada além da morte do Barry (que se dá nas primeiras páginas),mas depois o livro começa a valer a pena e quando chegou ao final,declarei que era "genial",o que realmente é ! E as lágrima e o choque são realmente inevitáveis.Recomendo a todos que tenham uma mente mais aberta,madura,para que possam apreciar a obra.


Daniel A. 12/12/2012minha estante
Isso é o que chamo de resenha!


Victória 18/12/2012minha estante
Adorei a resenha! Vi meus pensamentos sobre o livro expressos em seus comentários sobre a obra. Li a versão em português, em apenas 2 dias. A rapidez não se deu, no entanto, por eu gostar das personagens e do que acontece com elas; na realidade, a forma de narrar de J.K foi o que mais me prendeu... depois que a narrativa me prendeu e as coisas realmente começaram a acontecer, foi quase impossível largar o livro.
E claro, não posso deixar de concordar plenamente com sua visão sobre os acontecimentos tristes que acontecem... justamente com uma das únicas personagens que eu gostava. Parabéns pela resenha!


Iza Evans 28/12/2012minha estante
Olá Thiago....
Uma crítica muito.... "boa".

Não posso falar muito ainda pois ainda não li o livro inteiro, mas li o primeiro capítulo e posso garantir de que: se ela não tivesse especificado cada personagem, como ela fez, contando o fato do ponto de vista de cada um, eu tenho a certeza, de que não seria um livro de J.K Rowling... Mas como disse... É só isso que falarei e assim que ler o livro, te direi o que achei, se concordo de vez ou não com sua crítica.

Mas até lá.... ela, para mim, foi meio-a-meio! rs!


Mateus 28/12/2012minha estante
Vou an página 65 e vim aqui adicionar o livro a minha estante, quando me deparei com 4.5 estrelas e... não entendi. Espero que o livro engrene, por que por enquanto, a sensação que tenho é de um livro chato, confuso e sem rumo, apesar de todo o conteúdo interessante que carrega...



Gi 28/12/2012minha estante
Eu quero muito ler esse livro. Só acho que todos os fãs de Harry Potter (assim como eu), vão ter uma grande dificuldade: se desapegar.
Eu, que ainda nem li o livro, já queria dar 5 estrelinhas de cara. E isso é o problema. Tabelar o livro como ótimo só por causa de HP.


tuka 12/01/2013minha estante
Acho que ela quis dar um tom bem realista para a história, por isso os personagens, a forma como a história é contada sob múltiplos pontos de vista e até o sotaque.


Naty 19/02/2013minha estante
Achei genial a resenha! estou chegando na metade do livro e ainda estou penando para lê-lo.
Como sou grande fã do Harry Potter, esperava outro estilo, mas essa resenha me deu forças pra continuar lendo porque estou quase no final da parte parada! hahahaha


Selma 24/02/2013minha estante
Li tantas opiniões favoráveis ao livro que já estava achando que o problema era comigo e não com o livro rs. Assim como você, eu achei muito cansativo, entedioso, um livro de 500 páginas e mais da metade é falando do dia a dia de trocentos personagens que me deixavam confusa, tendo que a todo momento tentar associar quem era quem. Por diversas vezes pensei em largar o livro mas como estava curiosa para ver no que ia dar o final, completei a leitura. E realmente, só depois de umas 300 páginas lidas é que comecei a me envolver com os personagens e me interessar mais.


Éden. 05/04/2013minha estante
Essa resenha foi a melhor que eu já li a respeito de Morte Súbita. Como muita gente já falou aqui, é desencorajador começar a ler o livro e as páginas passam muito devagar e sempre esperamos na ânsia de algo acontecer e mais uma vez, nada acontece. Estou por volta da página 100 e estava na página do livro para marca-lo como "abandonado" e essa resenha me deu esperanças de que um livro bom ainda virá a aparecer.


Paula 06/05/2013minha estante
Não me apaixonei por Morte Súbita. Acabei o livro a dois dias e não sei de que lado estava. Todo mundo era irritante de algum ponto de vista, o que acabava tornando-os humanos demais, quase forçados. J.K acabou por deixar pontos em aberto e muitas coisas subentendidas.
Não li a Saga Harry Potter pois sou nova, e acabei iniciando pelo filme e segui por eles. Penso seriamente em ler, embora agora tenha me decepcionado com a escritora. Esperava muito mais de alguém tão consagrada como ela. Aliás, senti que ela não foi sensível ao escrever as tragédias, deixando a desejar com a emoção. Não me prendi ao livro mais do que duas vezes que duraram certamente 100 páginas no total. Não me arrependi de ler pela experiência, mas que eu me decepcionei, de fato.


Erika Braga 08/07/2013minha estante
Olá Tiago.
Excelente resenha!!!

Ao concluir hoje a leitura deste romance, avaliei minha opinião (não tão positiva assim em alguns pontos) a seu respeito e resolvi ler algumas de suas resenhas. Logo de início achei os textos mais recentes um tanto quanto "CtrlC+CtrlV" uns dos outros e isso me fez imediatamente seguir para as postagens mais antigas. De cara me deparei com a sua e achei de longe excelente.

Você transcreveu em palavras exatamente aquilo que pensei e conclui a respeito do enredo. Também comparei o início da trama com as "Crônicas de Gelo e Fogo" - quase impossível de não fazê-lo. Sem dúvidas me vi claramente nas linhas de sua resenha e isso foi muito bom.

Eu acrescentaria ainda aos comentários uma sensação que fiquei ao ler a ultima página. Tive a impressão de que, para muitos personagens, a história não havia terminado. Não havia tido desfecho. Questões levantadas, principalmente políticas, não foram negadas ou confirmadas, o que me deixou com uma sensação de que mesmo tendo chegando ao fim, o livro não tinha acabado.

Considero o livro bom. Provavelmente o consideraria ótimo não fossem os prolongamentos desnecessários em alguns momentos e minha sensação de "vazio" no fim do texto. Por ser a primeira publicação da J.K.Rowling fora do cenário de fantasia tão típico de Harry Potter, há pontos ainda podem ser aprimorados (isso na minha visão de simples leitora e não crítica literária) a fim de que os enredos fiquem ainda melhores. Acredito que nas suas próximas obras, as histórias estarão ainda melhores e, sem dúvida, também farei questão de lê-las.

Parabéns pelo texto.


Camila 29/10/2013minha estante
Muito boa a resenha!

Mas infelizmente, eu achei o livro MUITO cansativo e entediante. Não consegui me prender a leitura simplesmente.

De fato foi bem escrito, mas deixou a desejar.
Acabei abandonando.


Pedro P Bastos 14/11/2013minha estante
Excelente a sua análise. Também achei cansativa a primeira metade do livro. Se não fosse pela excelente narrativa da autora, eu teria abandonado o livro. No entanto, gostei desse número alto de personagens; acredito que isso tenha dado uma certa dinâmica à história, mesmo na falta de "acontecimentos" relevantes em um primeiro momento.


José A. Lima 27/11/2013minha estante
Que livro Chato!!!
Demorei quase um mês para ler (pensava em desistir a todo momento)e finalmente, terminei este livro chato. Confesso que as vezes penso que quem escreveu este livro foi outro(a) autor(a), pois, pela qualidade e riqueza dos personagens do Harry Potter, estes personagens criados para morte súbita deixaram e muito á desejar.
Pessoas maléficas convivem em um vilarejo onde a inveja, ambição e muito "lengalenga" acompanha o cotidiano de pessoas cem conteúdo, chatas, regado ainda á muito palavrão, drogas e maldades. Detestei este livro, e só recomendo lê-lo caso já tenha comprado(pois assim não perderá todo o seu dinheiro).


Etiene 28/12/2013minha estante
Muito esclarecedor! Estou lendo e pensando exatmente em parar. Tou por volta da pagina 70 e nao consigui engrenar na leitura... Mesmo confiando plenamente na qualidade da escrita da autora!
Sabendo agora q o livro melhora consideravelmente, vou persistir confiando plenamente na sua resenha. Hehe resenha maravilhosa, por sinal.


Kelly 04/01/2014minha estante
No meu ponto de vista, o melhor de tudo foi que a história envolve vários personagens. Particularmente, achei a parte que tratava sobre a escola e os adolescentes mais interessante, acho que deu uma suavizada nas questões que envolviam Fields, Pagford, eleições para o Conselho.


Nath 01/02/2014minha estante
Não vi problema algum com a múltipla perspectiva, até porque uma história serve pra ensinar e entreter, e não só pra ser útil pra entender a mesma. O que eu achei horrível foi a falta de um desfecho decente, aliado a muita expectativa.


carolrosinelli 02/03/2014minha estante
Ótima a sua resenha Tiago. Senti muito daquilo que você descreveu que sentiu ao ler o livro.

=)


Talita 02/04/2014minha estante
Concordo com vc, achei que o livro demora pra engrenar mas depois que vc pega o ritmo... fica ótimo. A autora tem uma narrativa impecável sempre.


ariel 19/07/2014minha estante
Confesso que quando comprei o livro criei uma certa expectativa em relação a história. Acho que me frustrei por não me render totalmente à leitura, porque achei cansativo, principalmente pelo excesso de personagens. Penso que o meu cansado e desapontamento deva ser porque eu não estou preparado para lê-lo ou porque estou cansado mesmo. O fato é que eu já abandonei duas vezes, eu segui forçando a leitura, mas parece que a história não fazia sentido, embora ela tenha uma escrita que é de invejar. Me parece que a minha desatenção a leitura deve ser por conta da tradução, porque muita coisa não faz sentido, parece que as palavras estão soltas, como tu comentou acima. Estou na metade do livro, assim que der eu retomo a leitura e comento mais sobre ele. Mesmo assim eu continuo super fã da escrita envolvente da J.K Rowling.




Elton Cardoso 03/01/2013

Morte Súbita, um livro que divide opiniões.
Bom, antes de ler “Morte Súbita”, procurei várias resenhas para saber um pouco mais sobre a história e a opinião das pessoas que já tinham lido, com isso percebi que várias pessoas tinham criticado vários pontos em comum, e perguntei-me: “será que quando eu ler, também irei concordar com essas coisas que a maioria criticou?”, então, eis as respostas:

1º - A tradução do título para Morte Súbita (que muitos sabem a tradução ao pé da letra seria, A Vaga Casual): eu, particularmente gostei do título, pois é através da morte súbita de Barry Fairbrother que se desencadeia toda a briga para conquistar a vaga casual, deixada por sua morte, e que tem tudo a ver com a autora, já que a mesma afirmou que adora “matar” seus personagens.

2º - A temática política: entre várias resenhas e comentários pessoas temiam o tema político presente em todo o livro, porém gostei de saber como funcionam outros tipos de governos diferentes do nosso, e esse livro ajudou bastante nesse ponto.

3º - Personagens desprezíveis: são personagens extremamente humanos e reais, ao ler as características de cada um deles, lembrei de várias pessoas que conheço, mas ao contrário do que muitos julgaram desprezíveis e indignos de pena, seria uma tolice minha generalizar, mas vale lembrar que, sim, existem vários personagens desprezíveis. Mas, discordo no quesito “indignos de pena”, pois senti pena de alguns personagens que de início desprezei. No decorrer da história, são revelados alguns fragmentos de seus passados que o fizeram agir de tal maneira, assim como teve personagens que os odiei do começo ao fim.

4º - História comprida e sem muito entusiasmo: terei que discordar novamente neste ponto, de fato, não acontece nada de tão interessante no livro até a Parte Três, a não ser, o impacto que a morte de Barry teve em Pagford, mas essa demora eu achei bastante útil para a construção dos personagens, suas atitudes e características, que de certo modo, fez-me envolver mais na vida de cada um deles, e até me sentir íntimo dos personagens — que em certos momentos me permiti prever tais atitudes deles —, logo foram acompanhados de uma leve frustração e surpresa, pois obviamente o que previ não aconteceu e a nova atitude veio como um baque.

5º - Palavrões: não vi nada demais na quantidade de palavrões presentes no livro, a história retrata o cotidiano de várias famílias bem atuais, e particularmente, não consigo imaginar uma família que não tenha no mínimo um integrante que fala palavrões, e em relação aos adolescentes, eu mesmo tenho vários amigos que se comportam e falam da mesma maneira que muitos dos personagens presentes em Morte Súbita.

6º - Clichês: sim, o livro tem muitos clichês do cotidiano, como as drogas, desentendimentos entre sogra e nora, bullying, automutilação, racismo, agressão domestica física e psicológica, sexo casual, entre outros; foi útil ter um ponto de vista diferente daquele que, pelo menos eu, estou “acostumado”, pois tive uma pequena noção do que se passa na cabeça de uma pessoa ao ponto dela se automutilar, ou como seria conviver com uma família em que o pai é temido e o responsável pela agressão de todos os demais da casa, e outras maneiras que levam pessoas ao mundo horrível das drogas. Clichê sim, mais um clichê bem desenvolvido, e esses temas continuarão, infelizmente, como um clichê por muito tempo, enquanto nós não aprendermos a lhe dar com esses problemas.

Morte Súbita, de uma maneira geral, tem uma história envolvente, torci por vários personagens, e pela desgraça de outros, com um final surpreendente e inesperado me arrancou algumas lágrimas e risadas, uma sensação do quanto às pessoas, de certo modo, sentem-se aptas a julgar as atitudes dos demais, sem antes ter total conhecimento do que levou tal pessoa a ter tal atitude.
Marina 14/01/2013minha estante
otima sua resenha, das melhores que li aqui, concordo com praticamente tudo que vc escreveu. Foi sim um livro muito bem construído.


Elton Cardoso 14/01/2013minha estante
Muito obrigado, Marina!


Denise 15/02/2013minha estante
Ótima resenha!! No começo estava achando o livro meio chato, mas, como você disse, a "demora" do início foi útil para a construção dos personagens. ADOREI!!


Lara 18/02/2013minha estante
Parabéns pela sua resenha! Só posso dizer que Morte Súbita é um livro que mexeu comigo. terminei de ler à uma semana e não paro de pensar em cada personagem, em cada situação. Concordo com tudo o que você escreveu.


Srta Jéssica 20/02/2013minha estante
Concordo plenamente com o item 4. Maravilhosa resenha e sem nenhum vestígio de Spoiler. Parabéns!


Elton Cardoso 28/02/2013minha estante
Muito obrigado à todas! :)


Joaquim 21/03/2013minha estante
Concordo plenamente. Acredito que a parte do livro considerada "inútil" por muitas se fez essencial para conhecermos e nos envolvermos mais com a história e com os personagens até engrenar de vez na ação. Muito boa a resenha e esclarecedora para quem se deixa levar pelos resenhadores que não sabem interpretar as páginas do livro, mesmo que sejam opiniões pessoais. Acho que é um livro para se parar e pensar na vida, na gente mesmo e no quanto nos nossos erros - mesmo que pequenos - podem representar grandes prejuízos às vidas das pessoas a nossa volta. Ou seja, é um livro que fala sobre a vida, reflexivo. Parabéns pela resenha.


Elton Cardoso 21/03/2013minha estante
Joaquim, também concordo com você que, esse é um livro que faz a gente pensar na vida, tanto na nossa quando nas dos que estão à nossa volta. E gera ótimas reflexões! :)


Diéssy 08/05/2013minha estante
Bom Elton, concordo plenamente contigo no fato de todos acharem ser dignos de julgar alguém. Na verdade acredito que a grande moral do livro é essa. Sempre estamos com a língua afiada e não fazemos idéia do que acontece na vida alheia. Quando terminei de ler minha vontade era de entregar para todas as fofoqueiras(os) de plantão pra ver se cai a ficha. Muito boa a sua resenha! :)


José A. Lima 27/11/2013minha estante
Que livro Chato!!!
Demorei quase um mês para ler (pensava em desistir a todo momento)e finalmente, terminei este livro chato. Confesso que as vezes penso que quem escreveu este livro foi outro(a) autor(a), pois, pela qualidade e riqueza dos personagens do Harry Potter, estes personagens criados para morte súbita deixaram e muito á desejar.
Pessoas maléficas convivem em um vilarejo onde a inveja, ambição e muito "lengalenga" acompanha o cotidiano de pessoas cem conteúdo, chatas, regado ainda á muito palavrão, drogas e maldades. Detestei este livro, e só recomendo lê-lo caso já tenha comprado(pois assim não perderá todo o seu dinheiro).


Elton Cardoso 28/11/2013minha estante
Diéssy, que bom que você gostou da minha resenha, e confesso que também fiquei na vontade de entregar o livro a todos da minha rua, rsrs.


Elton Cardoso 28/11/2013minha estante
José A. Lima, pena que você não gostou do livro, como fã de Harry Potter eu achei sim que os personagens de Morte Súbita são tão ricos e humanos quanto os de HP, e na minha opinião eu percebi sim os traços de Rowling neste livro, mas opiniões diferentes são sempre bem vindas. Você já leu O Chamado do Cuco? Tô curioso para lê-lo :)




Edu 11/02/2013

A importância de banir os 'a priori'
Eu jamais li Harry Potter. No máximo, li as contracapas, por curiosidade pura e simples. O pouco que conheço da saga é o resultado de uma colcha de retalhos que se teceu na minha mente, graças às contracapas e aos comentários sobre a estória que ouço de um aqui, de outro ali. Não li porque o tema, o estilo, definitivamente não têm nada a ver com os tipos de leitura que me atraem.

Estupidez, todavia, seria ignorar o fato que J.K. Rowling manteve uma geração inteira de jovens, em todos os continentes, por mais de uma década, inteiramente vidrada nos sete volumes de Harry Potter. Ainda bem que eu não cometi a imbecilidade de me dizer "alguém que escreveu Harry Potter não corre o risco de escrever algo que me agrade". Se o tivesse feito, teria passado batido pela pequena -- mas de forma alguma negligenciável -- joia literária que é Morte Súbita.

Impossível resumir o romance (o que, aliás, seria um atentado ao deleite de lê-lo, para aqueles que ainda não tiveram este prazer). O que marca é o domínio que a autora tem de sua trama, em que dúzias de personagens se movimentam em paralelo e em perpendicular, sem que suas histórias individuais se ofusquem ou se sobressaiam com relação aos demais: todos evoluem de maneira harmoniosa, concatenada, ao longo de uma trama em que temas muito universais são tratados com um delicioso e bem dosado misto de drama e humor negro: a segregação social, as drogas, os casamentos frustrados, os TOCs, o bullying, a dependência afetiva.

Quem leva todos estes personagens -- com todas as suas neuroses -- a se cruzarem de alguma forma, em um momento ou outro na narrativa, é alguém ausente, Barry Fairbrother -- que morre de repente antes da terceira página (o que seria uma possível justificativa para o título em português, mas de forma alguma a única...). É exatamente o lugar vago deixado por Barry no conselho distrital local (e a disputa por ocupá-lo) que vai acabar expondo o que há de belo e o que há de podre nos habitantes de Pagford.

Quem é o protagonista de Morte Súbita? Eu não cheguei a uma resposta segura. Cada personagem ali tem uma importância única no desenrolar da trama, que evolui para um clímax de certa forma inevitável, sem entretanto deixar de ser, no mínimo, comovente. Mas se houvesse uma votação, eu jamais deixaria de registrar meu carinho, e meu voto, pela Krystall: é esta garota dúbia -- desbocada e agressiva, mas cheia de amor e de desejo de vencer -- que acaba sendo, invariavelmente, a encruzilhada em que se esbarram a glória de alguns e a desgraça de outros. Até a última página.
05/03/2013minha estante
Bela resenha, fiquei com vontade de ler o livro!


Silvinha 01/06/2013minha estante
Obrigada pelo seu texto, é incrível como se poder literalmente enxergar algo através dos olhos de outra pessoa, foi o que aconteceu quando li sua resenha;direto, objetivo com excelente e rico vocabulário.Percebi uma historia que não me foi apresentada em outras resenhas, o que me apresentou é um livro totalmente diferente do que eu havia conhecido ate o momento,(tedioso, confuso, desconecto...) despertando a curiosidade sagaz de le-lo.(Estive em uma livraria hoje, e dei da cara com ele ao entrar , a primeira coisa que pensei : Edu=:),não poderei mais fazer a desassociação rs, me perdoe por isso).

Bfs=:)


Edu 22/06/2013minha estante
A melhor resenha de Morte Súbita que li no skoob... e olha que li muuuuuuuuitas resenhas.


wildfoxx 25/06/2013minha estante
Ler sua resenha me fez imensamente feliz por ter comprado este livro. Aliás, deveria escrever mais resenhas, pois as suas tem um impacto imenso e opiniões bem fortes sobre as leituras. Parabéns.


Kivia Nascentes 14/08/2013minha estante
Óoootimo comentário




Thay 14/12/2012

A outra Jo
Assim que estava com "Morte Súbita" em mãos não pude refrear as dúvidas que surgiam em minha cabeça: será melhor que Harry Potter? Pior? Fato é que as duas histórias criadas por Rowling conseguem te deixar extasiado, lendo páginas após página em uma velocidade absurda, curioso pelo desenrolar dos acontecimentos.

Se em Harry Potter temos todo um novo mundo a descobrir, em "Morte Súbita" as coisas parecem estranhamente reais. Confesso que no início achava esquisito ler uma Rowling que escreve palavrões e fala sem pudores sobre sexo e drogas. Mas isso tudo só veio reiterar o fato de que Jo é brilhante e que consegue modificar sua escrita de acordo com a proposta. Logo deixei meus conceitos sobre quem eu pensava que ela era e abracei essa nova história sem medo algum. Ao passar das primeiras páginas eu já estava totalmente fisgada pelo enredo, não conseguia parar de ler.

Em "Morte Súbita" temos novamente personagens que nos fazem parar pra pensar. Claro que não são tão cativantes e passíveis de amor quanto os de Harry Potter, mas ainda assim são incrivelmente humanos e reais. Temos adolescentes problemáticos, famílias desestruturadas que se escondem nas aparências, doentes e drogados. Disputas políticas, críticas sociais, ciúmes, inveja e desejos pra lá de questionáveis. É interessante a forma como todos os personagens tem suas histórias entrelaçadas e como tudo converge para um final dramático - e eu, que pensava que não tinha me apegado a ninguém, fui logo me emocionando na medida em que me aproximava do final.

Não vou me estender muito nessa resenha e tampouco entregar qualquer coisa da história. Só sei que esse livro tem que ser lido sem lembrar da Rowling que você conhece das história de magia. Essa outra Jo também nos entrega um livro muito bem escrito, um enredo que flui facilmente e personagens completos, mas também nos fala do desespero dos pobres, das diferenças sociais, de misoginia, estupro. É um livro duro e sem floreios - e que deve ser lido! Livre-se dos conceitos que você estabeleceu no que se refere à Rowling e não se arrependa nem por um minuto. "Morte Súbita" é uma história que te deixa com um gosto amargo na boca - e nem por isso você vai achar ruim ter lido. Eu, pelo menos, só faço torcer para que venha um novo livro de Jo o mais rápido possível, pois ela, certamente, ainda tem muito o que nos contar.
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Camila 13/02/2014

As resenhas que li aqui (sobretudo as mais bem avaliadas) já dizem muito sobre o que a história trata, sobre os personagens e o talento que a J.K. Rowling é. Essa mulher não existe! (Mas ainda bem que sim!)

Então esse comentário é só pra te incentivar a se aventurar nesse livro, mas (reiterando o que outros já disseram) sem esperar nada do gênero fantasia, porque é um livro comum, sobre pessoas comuns - e ligeiramente perversas, mas na dosagem humana aceitável - e que é emocionante, também, porque aprendemos coisas sobre moral e ética sem a sensação de que um sermão nos é dado.

Ou, pelo menos, foi o que me pareceu.

Desejo boa leitura!
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Lu 16/02/2013

Quando eu soube que a JK ia lançar um livro novo, nem procurei saber direito sobre o que era. O livro já tinha subido ao topo do topo da minha lista de Desejados.

Afinal, a série Harry Potter foi meu primeiro vício literário. Acompanhei Rowling durante 10 anos, e era óbvio para mim que esse livro novo seria uma história encantadora e emocionante, cheia de personagens adoráveis.

Cara, como eu estava errada!

Não há nada de adorável nos moradores de Pagford. Pelo contrário. Eles são perturbadoramente reais. Boas pessoas em certos aspectos, mas capazes de fazer coisas horríveis quando há algum interesse envolvido. E eu me vi torcendo por alguns personagens, ainda que eu não concordasse com suas atitudes.

Pessoalmente, acho que isso revela uma qualidade especial do autor. Porque construir personagens simpáticos não é tão difícil assim. Difícil mesmo é fazer o leitor gostar do monstro. Então, eu me vi gostando de Krystal, Kay e Tessa, bem como de Gaia, Andy e Sukh. O único autor que eu conhecia que tinha essa habilidade é George R.R Martin.

E, assim como o autor americano, Rowling parece ter aprendido a jogar seus leitores da beirada do abismo. O livro é absolutamente brutal. Porém, a violência nos livros de Martin faz sentido por ser um mundo medieval, onde as pessoas se comportam de maneira diferente. É um mundo bárbaro, por isso, ver personagens morrendo de forma horrível fica fácil de processar. Rowling, por sua vez, trabalha com a familiaridade. Naquilo que se esconde por trás de portas polidas e jardins bem cuidados. E, sei lá, me pareceu muito mais terrível. Assustador, até.

No mais, a narrativa de Rowling mostra esse amadurecimento. Ela é simples, mas envolvente. Um guia simpático, mas que não poupa o leitor. Eu senti cada golpe que a autora deu.

Por isso, eu recomendo esse livro com uma certa cautela. Porque ele é uma leitura pesada, até mesmo melancólica. Merece um certo cuidado, tanto quanto A Menina que Roubava Livros, O Morro dos Ventos Uivantes e mesmo Um Dia. Ou seja, não é uma leitura pra todo dia e todo hora, como Harry Potter.

Mas é uma leitura muito interessante, com bons personagens, boa história e que me deixou com um gostinho de "quero mais", no final. Curiosa para ver o que mais Jk tem na manga.

Recomendado!


Fe Sartori 16/01/2013minha estante
Lu, adorei tua resenha.
Quero ler!Mas já vou preparada para a leitura.
Um beijo.


Léia Viana 08/02/2013minha estante
Que linda sua resenha, Lu!
Fiquei encantada com que li, principalmente com este pedacinho: "Porém, Rowling trabalha com a familiaridade. Naquilo que se esconde por trás de portas polidas e jardins bem cuidados."

Estou com muita vontade de ler este livro, comecei Harry Potter ano passado e gostei muito.
Sua resenha está perfeita!


cris 28/02/2013minha estante
Adorei a sua resenha.
Já tinha intenção de ler por ser da JK, com a resenha dá para ter uma noção do livro melhor.
bjos


Rose 05/03/2013minha estante
Antes eu tinha duvida em ler, agora depois da sua resenha vou add a minha lista. Até porque não li nada dela... Bkjs :)


Van 07/03/2013minha estante
Ainda não decidi se amei ou odiei esse livro.

Fui ler esperando algo "inocente" e até mesmo "juvenil" como o nosso querido Harry.. Mas quando vi que tinha drogas, sexo, traição e muita inveja fiquei surpresa!

Gostei pelo fato de ela ter me surpreendido e ter feito algo tão diferente e maduro, e por isso li só consegui parar de ler até que descobrisse aonde ela iria chegar com toda aquela "realidade".

E odiei exatamente porque tomei um banho de agua fria lendo esse livro, pois ela me mergulhou em um mundo que não estava acostumada, o mundo da mente adulta.. E nem sempre as pessoas amam os amigos e querem fazer o bem como o trio mágico Harry, Ron e Hermione.




Flavia 17/02/2013

Preparem-se para a ressaca literária...
A história de "Morte Súbita" é o primeiro romance voltado para o público adulto de J.K. Rowling, se desenrola na pequena e fictícia cidade de Pagford, interior da Inglaterra, e é dividida em 7 partes com em média 10 capítulos cada. Logo no início, além de nos depararmos com a trágica e repentina morte de Barry Fairbrother, somos apresentados a 7 núcleos familiares e a reação de todos após ficarem sabendo dessa notícia.
Barry era um cara querido, respeitado, admirado, e fazia parte do Conselho da cidade, que até é dividida entre os mais endinheirados e os mais pobres, e agora que sua cadeira está vaga, todos os moradores, que de certa forma tinham alguma ligação com ele (por menor ou mais distante que fosse), passam a se questionarem sobre quem irá substituí-lo a altura (ou não) e suas vidas acabam se entrelaçando.
E no decorrer dessa história, passamos a conhecer um pouco desses moradores de Pagford (e não são poucos!), incluindo seus segredos, suas conquistas, seus interesses, suas descobertas, seus medos, seus desejos, seus problemas, seus vícios, suas ambições, suas perdas, etc... Não vou falar de nenhum personagem em especial, mas alguns acabam tendo mais destaque que outros devido a própria história de vida e o que querem para si mesmos.
A primeira parte do livro é dedicada inteiramente a apresentação desses vários personagens, o que achei muitíssimo monótono e arrastado, pois fiquei com a impressão de que nada acontecia e que a história não teria rumo, mas como toda história, principalmente as grandes, é necessário uma introdução. Acho por mais confusa que tenha parecido, foi bastante importante para que entendessemos um pouco dos personagens, mesmo que depois eu tivesse que ficar voltando pra lembrar quem era quem, pois são MUITOS e confesso ser bem difícil se familiarizar com todos logo de cara. É necessário persistir. No meu caso, persisti até quase a metade do livro pra ficar realmente envolvida com a história, pois até antes disso não estava 100% empolgada, e foi isso que me fez tirar uma estrela na avaliação. De início, sei que muitos vão pensar coisas do tipo: "mas e daí que fulano pensa assim?", "que diferença isso faz?", "o que diabos isso tem a ver?", quando na verdade, a história não trata apenas de contar o que acontece na cidade após a morte de Barry. Muitos detalhes no começo, por menores que sejam, tem grande influência em alguma coisa que irá acontecer mais tarde, fazendo com que todas as pontas que iriam parecer ficarem soltas ou sem maiores explicações plausíveis, fossem amarradas de forma genial!
A história não é adulta somente por conter diálogos repletos de palavreados chulos e sexo, mas por não ser uma leitura muito "leve", já que aborda vários assuntos sérios ao mesmo tempo, como uso de drogas e a vida do dependente e da família dele, a violência tanto física quanto piscológica que muitos enfrentam, estupro e outros abusos sexuais ou de poder, negligência e preconceito de todos os tipos, pedofilia e outros problemas que muitos insistem em acobertar para fingir que não existem ou pensam que só acontecem com desconhecidos.
Talvez por tratar desses assuntos mais pesados e que chocam as pessoas, esse livro deva ser lido com a mente aberta, e, talvez, só irão absorver a verdadeira mensagem, aqueles que tem maturidade para encarar esse tipo de história. E quem sabe assim, muitos irão identificar que personagens que se comportam como esses criados por J.K., nem sempre são fictícios, mas que pode ser aquele seu vizinho intrometido, aquele seu professor nervosinho, aquele carinha popular de quem todo mundo é a fim ou até mesmo você...

J.K. acertou em cheio quando descreveu o próprio livro como sendo "uma grande história sobre uma pequena cidade", pois trata de fazer uma enorme crítica a hipocrisia da sociedade, e como as pessoas, talvez por agirem por um impulso egoista buscando pelo que desejam sem pensar no próximo ou nas consequências de seus atos, acabam por desencadearem a própria ruína, e que talvez aquela "vacância" esteja somente nas entrelinhas, não significando necessariamente que o espaço ou vaga a ser preenchida em algum lugar seja de algo físico ou material...
Por mais confuso e chato que seja o começo, leia! A lição, a mensagem, a reflexão (e até a ressaca literária que esse livro causa) valem muito a pena!
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Lucas 17/03/2013

Morte Súbita.... mesmo.
Muita gente começa falando desse livro alertando para o fato de que não passa nem perto de Harry Potter e que ninguém deve comparar com o tal. Eu discordo. Óbvio, não tem nada a ver com Harry Potter, porém, o fato de que a autora passou mais de uma década se dedicando a um projeto fenomenal como Harry Potter (sim, eu sou fã de Harry Potter) não pode ser deixado de lado simplesmente porque ela lançou um livro novo.

Sinceramente, você compraria esse livro mesmo que fosse de um autor desconhecido só lendo o que diz a sinopse? Eu acho que não. O fato de que J. K. Rowling é uma escritora divina é inegável, mas o que ela fez nesse livro não chega nem perto do que a capacidade dela realmente pode fazer. Mas aí você pode dizer: "Ela quis inovar. Fugir dos padrões." E então eu respondo com uma nova pergunta: esse era o único tema disponível?

A história é longa demais pra tão pouco fato. E muito simples também. Podendo se encaixar naqueles contos de escritores desesperados que escrevem sempre o mesmo tipo de historinha... Eu digo: como o dia a dia de um vilarejo pode ter sido tão detalhado se a vida de pessoas pacatas é tão... PACATA?! Demora muito pra chegar ao objetivo. Os personagens são simples, mas a autora quis dar uma complexidade pra todo mundo... (ema, ema, ema, cada um com seus problemas...) A história é um choque de realidade, com linguagem chula e atitudes sociais nada agradáveis... Evidente que não precisava ter escrito um conto de fadas só pra agradar o público, porém, as pessoas já veem tragédias em demasia na TV todos os dias.

Dizem que os fins justificam os meios, mas J. K. Rowling não lembrou muito bem disso ao longo do livro. Durante todo o percurso tem pouquíssimas coisas que te fazem continuar a leitura. Eu senti falta dquelas coisas que você acaba se prendendo pra saber no que vai dar... típico de Harry Potter.

Outra coisa que não deve ter agradado ninguém é a quantidade de personagens e de informações que nós recebemos sobre eles. O livro começa confuso tentando explicar quem é quem e constantemente nós temos que tentar relembrar quem é fulano e quem é beltrano. Às vezes você precisa realmente fazer um pouco de esforço pra lembrar de quem a autora tá falando. Isso é chato por que a leitura acaba ficando ainda mais demorada...

No entanto, nem só de coisas ruins sobrevive o livro. Um fato que me deixou bastante contente foi o de que tudo caminha pra um final e, na verdade, acabamos surpreendidos por uma coisa totalmente diferente. Esse final surpreendente é digno de J. K. Rowling, uma vez que ela adora finais dramáticos. Ao menos ela não é clichê.

Enfim, eu sinceramente acho (desde que o livro foi anunciado) que J. K. Rowling deveria ter lançado "Morte Súbita" sob um pseudônimo ou coisa parecida. Esse livro é apenas puro sucesso de marketing já que o nome "J. K. Rowling" está associado a algo tão grande como Harry Potter. A prova disso é que, se esse livro tivesse sido lançado no Reino Unido, antes que Harry Potter sequer tivesse surgido, eu duvido que tivesse vendido pouco mais do que algumas cópias... No meu conceito o livro vai de ruim pra péssimo e a única coisa que salva é o nome "J. K. Rowling" estampado na capa.
Caroline 01/06/2013minha estante
Gostei bastante da sua resenha, Victor. Já estava me sentindo louca porque vi tanta gente aqui dando cinco estrelas para o livro. Eu comecei o livro quase pulando de alegria pela familiaridade de ter J. K. estampado na capa. Mas fui me decepcionando bastante ao perceber que a história não engatava. Há uma vitimização exacerbada de todos os personagens e uma classe média bem caricaturada. Pontos positivos: continua bem escrito e podemos encontrar vários personagens em que pensamos "nossa, conheço uma mulher que é desse jeitinho .. conheço um homem que é desse tipo". Mas a profundidade política podia ser melhor explorada.

É como se ela tivesse feito uma história de 500 páginas sobre o cotidiano dos Dursley.


Edu 03/07/2013minha estante
gostei muito da sua resenha. vc escreve de maneira muito elegante e bacana. :-)


Lucas 04/07/2013minha estante
Vlw, Edu.




Otávio 08/06/2013

A parte escura de uma autora brilhante!
Cada vez que me aproximava do fim sentia que J.K. Rowling não era apenas a autora de "Harry Potter", mas sim uma escritora brilhante. É aquele livro que não queremos que acabe. O livro conta a estória dos habitantes de Pagford, habitantes normais, com vidas normais e problemas demais. Que após perderem o homem carinhoso, de mente extraordinária, que fazia para os outros sem esperar nada em troca, Barry Fairbrother, se deparam com uma vacância no conselho da cidade. E então, surgem concorrentes de todas as partes! Que não medirão esforços para serem eleitos, desenterrando os segredos mais íntimos uns dos outros. Confesso que a primeira de sete partes no livro me fez pensar o quanto maçante aquela leitura poderia ser, me fazendo pensar que tanta ansiedade para ter o livro em mãos não valia de nada. Essa "desanimação prévia" é explicável pelo fato do livro se narrar pelo cotidiano, onde é necessário conhecer as personagens que parecem brotar em uma primeira impressão. Mas logo você se acostuma ao ritmo e embarca em uma narração rica e prazerosa, e não demora muito para as personagens te laçar e você chorar de amores, e de ódio. J.K. não se sentiu acuada em tratar de assuntos como: drogas, bullying, doenças mentais, adolescentes problemáticos, traições, política, etc. Por aqui ela quis mostrar a sua visão do mundo. E não economizou nos palavrões, ela realmente não estava brincando quando disse que era um livro para adultos. Pra quem lê achando que vai se deparar com algum bruxo ou qualquer outra coisa fora do normal realmente se decepciona. Com o passar das páginas você quer embarcar cada vez mais naquela estória, e quer tomar conhecimento sobre quais serão os rumos daquelas personagens, onde a autora não poupou mortes, nem daqueles mais queridos, que a gente passa a entender no desenrolar da trama. Me apeguei à alguns, talvez os mais complicados e difíceis de compreender. Nos sentimos como um amigo ouvindo o desabafo daquelas pessoas que passam por problemas diversos, um real desencargo de consciência. Dentre as personagens mais marcantes se destacam os mais jovens. Aqueles sem experiência, que parecem que nasceram com o mundo nas costas, dos quais têm uma grande participação do centro político da narrativa. Por fim nos deparamos com um final agridoce, com um gosto de quero mais. Alguns disseram que estragou o restante do livro mas eu discordo, afinal, não é J.K. se não lhe fizer chorar. "Morte Súbita" é uma grande história sobre um pequena cidade, de uma grande autora.
aninha2512 09/06/2013minha estante
Gostei da sua resenha, me fez ficar ainda mais na vontade ): (maldade isso u.u) kkkk parabens!!!


Polý 11/06/2013minha estante
Amei a resenhaaa...pretendo ler o livro em breve :D


Juh 13/06/2013minha estante
Sua resenha me deixou com mais vontade de ler o livro. Parabéns


Bárbara 13/06/2013minha estante
E é engraçado ver o como a Joanne nos surpreende com sua habilidade... As pessoas esperavam tanto algo a ver com magia que se decepcionaram ao ver algo totalmente diferente, mas isso só me faz gostar mais dela. Ver o como ela consegue mudar o tipo ou gênero do que ela escreve tão rápido só a faz ser mais talentosa. E sua resenha me deixou ainda mais angustiada porque não tenho o livro nas mãos ainda kkkkkkkk


Lari 03/07/2013minha estante
Oi Otávio, gostei bastante da sua resenha, me deixou com mais vontade de ler o livro do que eu já estava. Parabéns *-*


Mari 04/11/2013minha estante
Parabéns pela resenha!!




Dani... 20/03/2013

Honestamente não curti muito o livro, achei arrastado, nenhum personagem conseguiu me prender... O livro demora para engrenar e quando eu achava que ia começar a pegar ritmo ele ficava lento novamente. Li muitas resenhas dizendo que o livro faz uma excelente critica ao carater de certo tipo de pessoa, eu sinceramente, não consegui enxergar isso... Talvez seja o estilo da leitura que não tenha me chamado a atenção... De qualquer forma, como eu não gostei, não me sinto no direito de recomendar.
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R. Vieira 19/12/2012

"Grande história de sobre uma pequena cidade"
Resenha originalmente postada em: http://r-slyther.blogspot.com.br

Essa é a minha primeira resenha, e não poderia estrear com outro livro sendo fã declarado das obras da brilhante escritora J.K. Rowling. Então, vamos lá! Se você procura ficção-fantasia como o universo Harry Potter, não leia "Morte Súbita". É um livro para adultos (tenho 16 anos, mas tudo bem), com nada mais e nada menos que a mais pura e triste realidade que temos em nossa sociedade. Eu já havia lido algumas resenhas traduzidas e com isso, pude ter uma noção do conteúdo do livro. Não vou dizer que quase tive um ataque cardíaco quando abri "Morte Súbita", mas foi um tanto espantoso – em ambos os sentidos, é claro.

O livro começa com a súbita morte de Barry Fairbrother, membro importante do Conselho Distrital da pequena cidade de Pagford. Podemos acompanhar por várias páginas o impacto de sua morte nos habitantes da cidade e o choque para poucos. Com isso, Barry deixa uma vacância em seu lugar no Conselho e os mais influentes moradores da cidade, iniciam uma disputa eleitoral para ocupar o cargo vago. Ele também deixa projetos inacabados, que envolve Fields, uma área pobre de casas habitacionais que inicialmente pertencia à cidade vizinha, Yarvil, e, com os passar dos anos, foi se anexando aos domínios e sob as responsabilidades de Pagford. Os membros do Conselho, ou boa parte deles, empenham-se em retirar Fields da jurisdição de Pagford, por conta dos gastos sem retorno com o serviço social e a clínica de reabilitação instalada no local, para ajudar os doentes e viciados em drogas de Fields. Barry e outras poucas pessoas achavam que Fields não podia ser desconsiderada e que fazia parte da cidade assim como qualquer outro bairro de classe média existente em Pagford. Mediante isso, são escolhidos representantes de cada um destes lados para ocupar o lugar de Barry, e com isso, uma grotesca contenda se inicia entre os habitantes da cidade.

O romance trata de vários temas e dilemas da vida real, não é um livro inteiramente político. Inicialmente, você pode se extasiar ao ler as enxurradas de palavras de baixo calão a cada duas páginas ou as descrições explícitas do uso de droga, violência doméstica, atos sexuais e estupro que J.K. Rowling escreveu sem pudores em “Morte Súbita”. Mantenha calma, isso não acontece em todas as páginas. As primeiras duzentas páginas são um tanto tediosas. Jo narra, às vezes desnecessariamente, os pensamentos e acontecimentos passados de vários personagens. Simultaneamente, pouquíssimas coisas acontecem na cidade. Depois da terceira parte que Pagford parece despertar e deixar a história ainda mais interessante. É tanto que o li em seis dias, e terminei muito satisfeito.

J.K. Rowling prova ser uma escritora incrivelmente versátil, a ponto de não reconhecê-la. A linguagem é medianamente erudita, agradável e envolvente. Continua com sua perspicácia para descrições e para o uso da prosopopeia ("A sua lenta passagem pela escola pareceu até a passagem de um bode pelo corpo de uma jiboia: absolutamente visível e desconfortável para ambas as partes envolvidas"). Ela consegue nos mostrar nitidamente os pensamentos de distintos personagens, depois, cruza discretamente as histórias destes.

Os personagens foram bem constituídos, têm características fortes e, a maiorias deles, são irremediavelmente asquerosos. Jo trabalhou com esteriótipos que temos em nossa sociedade, tanto na personalidade quanto na aparência física. Esses personagens vivem escondidos nas aparências, e têm o desejo repulsivo de estar por cima (os mais fortes neste aspecto é a família Mollison). Todos eles têm segredos que mostram o quanto são nojentos, mas que mesmo assim, nos atrai a explorá-los. Dentre esses personagens, o que mais me chamou a atenção foi Samantha Mollison, com sua insatisfação com a vida em Pagford e seu atos cômicos para mudar a rotina.

Nesta obra, Jo mostra mais uma vez os seus pontos fortes: a morte e os adolescentes. É incrível como consegue descrever os conceitos de um adolescente em relação aos pais, a sociedade e a dura realidade. Isso está presente nos pensamentos de Krystal Weedon (que assim com Barry Fairbrother, influencia toda história) e Stuart "Bolla" Wall (um personagem de autenticidade intelectual e que chama a atenção com sua ousadia). São adolescentes reais, que fumam, se drogam, bebem, cometem Bullying, fazem sexo casual e usam a internet para atingir as pessoas (principalmente seus pais).

A morte está presente em todas as páginas do livro. Jo nos toca lá dentro ao descrever as consequências unilaterais da morte, pois ela se aprofunda no assunto como ninguém. Quando chega ao final, e você não sabe qual personagem você ama/odeia mais, se surpreende, pois é incrível como a história nos comove e emociona.

"Morte Súbita" não deve ser comparada com Harry Potter. Li em resenhas comentários do tipo: "Este livro seria um pouco melhor se todos estivessem carregando varinhas", o que foi deplorável. J.K. Rowling se mostrou uma escritora com potencial para vários gêneros literários e deve ter vários projetos engavetados para nos apresentar. Passar 17 anos escrevendo sobre a mesma coisa não é para qualquer um. E se há uma música que deveria acompanhar a leitura final deste livro, seria absolutamente "Umbrella" de Rihanna (feat. Jay-Z).
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Bruna 05/01/2013

Um livro sem comparações
Acho impossível começar essa resenha sem falar um pouco da autora. Que o nome J.K Rowling por si só causa uma certa ansiedade e altas expectativas eu duvido que alguém conteste. O mais incrível de tudo (e talvez irracional) é o motivo de tudo isso: vários livros publicados, mas sobre uma mesma história. Por que tanta ansiedade então? Simples: a criadora de uma das melhores sagas que o mundo já viu, que arrastou multidões atrás de si, que fez toda uma geração gostar de ler (e conhecer seu nome), que mudou a imagem do mundo sobre bruxos e magia, está de volta com um tema novo, diferente e pronta para mostrar ao mundo o que o mundo é. E ela não decepciona. Se em Potter, dito que para crianças, J.K faz diversas críticas, de uma forma sutil, à sociedade, em "Morte Súbita" Rowling não se detém e não só detona uma sociedade hipócrita como faz isso de uma forma leve e admirável, porém dura, firme e inabalável.

O livro, narrado de diversos pontos de vista, conta o cotidiano de uma pequena cidade do interior de Londres, que após a morte do conselheiro tem suas vidas mudadas (e talvez reveladas seja a melhor forma de se expressar aqui)pela oportunidade de ocupar a dita vacância. Pontos de vista diferentes, mas que na maioria das vezes convergem para uma mesma opinião (nada altruísta), nos são apresentados. Personagens que tentam ser aquilo que não são, seja para agradar a um morto, seja para fingir manter um esteriótipo sem cicatrizes, em nome da moral e dos bons costumes, narcisismo, bullying, hipocrisia (essa para dar e vender), canonização dos mortos, covardia, inveja, sexo e um profundo sentimento de sofrimento e solidão como exclusividade marcam o novo livro de Rowling.

Olhando de fora provavelmente parece um livro pesado e extremamente crítico. E é. Muitas pessoas estão esperando ler um novo Harry Potter, o que claramente é um absurdo. A própria J.K disse que não precisa e não vai se superar e concordo com ela. Na minha opinião qualquer coisa que ela venha a escrever deveria ser criticado apenas a obra em si e não colocado em julgamento o nível dessa grade autora, que já provou ao mundo do realmente é capaz. Se eu estiver errada e "Morte Súbita" for uma forma de analisar sua escrita e talento, duvido que ela tenha algo a temer.

Enfim, Morte Súbita é um livro que, se lido de forma reflexiva, nos faz pensar como realmente vivemos e que os personagens podem não ser tão fictícios assim.
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Fábio Dutra 16/03/2013

Krys, we'll shine together
Que delícia ver toda uma sociedadazinha sendo revelada em toda sua hipocrisia majestosa e respeitável. Não é?

Eu particulamente acho lindo, ver uma mulher que passou a vida inteira colocando panos quentes em tudo, sempre apontando para os outros - ter enfim uma dose de realidade. Só um exemplo.

Centralizando: Barry Fairbrother tem uma verdadeira ação logo no começo do livro, a ação de sua própria morte - depois só há seu espectro, rondando todas as situações. Invejado ás vezes, odiado ás vezes, amado as vezes.

Um dos destaques de Morte Súbita é Krystal Weedon, extremamente humana e também encantadora - ao meu ver - o melhor e mais complexo personagem. Uma filha legítima da periferia britãncia, um bebê nascido em meio a seringas, prostituição, miséria e abandono. Tudo isso construiu uma personagem forte, marrenta e amável, sim (!). JK deu o tom perfeito a Krystal do começo ao fim - pura dignidade.

Outro destaque é 'Pombinho' que em mim gerou repulsa o tempo todo, até o os fatos antecedentes revelarem algo - daí surgiu uma compaixão e um entendimento/compreensão que me fizeram ficar culpado por sentir um certo 'nojo' de sua passividade e covardia. A mesma desesperança depois compreensão rola com Sukhvinder, a menina tímida, vítima de bullying - mas que no fim se mostra a mais forte e corajosa - pode soar clichê, mas ver (ler... viver...) essa transformação é lindo.

No fim, a constatação de ter lido mais um livro pesado, e a tristeza. Um baque tão grande de realidade não passa despercebido (detalhe: um baque de um livro de 500 páginas, com muitos personagens, cada um destilando veneno ou piedade). Dias após o término da leitura ainda entendo 'Pombinho' e ainda estou encantado com Krystal.
Arsenio Meira 18/02/2013minha estante
Fábio, gostei da sua resenha. Estava meio indeciso a respeito dessa nova empreitada da criadora do fenômeno "Harry Potter."

Vou conferir a incursão de J.K no perigoso terreno da ficção policial. O romance parece-me promissor, ainda mais quando ambientado em uma cidade provinciana (pergunto-me se não é comum a todas as cidades - guardadas as devidas proporções - graus variados do mais puro provincianismo...)

Os ingredientes citados em sua resenha, o cenário repleto de costumes, comportamentos antagônicos, hipocrisia, gabolices, soberba e intrigas, conduzidos por personagens verossimilhantes, vão me levar finalmente ao encontro da famosa escritora britânica.




Nath 09/02/2013

De tão real, chega a ser cruel.
Que J.K. Rowling cria personagens únicos e cativantes todo mundo já está cansado de saber. Porém em Morte Súbita vemos um lado da autora que até então se mantia clamufado, escondido nas linhas de Harry Potter: o lado verdadeiro, sincero, humano e hostil, chegando até ser cruel de tão real. J.K. conseguiu criar uma história que até então não havia lido: ao redor de tantos personagens, que em até determinada parte do livro você tem que fazer um esforço tremendo para se lembrar de quem é que a história está se referindo. Então, sem perceber, você conhece os personagens mais do que as linhas descrevem e sente o que eles sentem, talvez até um pouco mais. Lendo o livro percebe-se a crueldade dentro das pessoas, a individualidade e, infelizmente, a verdade sobre o que se passa em suas mentes. Com certeza durante a leitura, pode-se comparar os personagens com pessoas da vida real, e talvez até com si mesmo.

Durante a história fiquei absolutamente irritada em alguns momentos, por haver personagens tão auto-destrutivos, como Kay e Krystal. Também bastante surpresa com a atitude de alguns, mostrando o quanto os personagens são... bem... humanos como nós. O livro mostra sentimentos que conhecemos por vê-los em nós mesmos e em outras pessoas: amor, ódio, inveja, compaixão, vício, ciúme, violência, indiferença, solidariedade... são tantos personagens diferentes, tantas emoções e atitudes diferentes, que é impossível você não se apaixonar e se identificar com cada um de uma maneira única, mesmo que seja pequena.

Em nenhum livro que li vi narrativa parecida com que Morte Súbita é escrita. A história gira em torno de vários personagens, que são ligados por um vilarejo e pela morte de um único sujeito, Barry. A originalidade da história me surpreendeu muito, e me fez acreditar
ainda mais na autora. A maneira com que descreve os acontecimentos, os personagens, seus sentimentos, me faz perceber que Morte Súbita é um dos livros mais diferentes e mais bem escritos que já li.

J.K. Rowling provou com esse livro o que todos já tinham absoluta certeza: que seus personagens são VIVOS, marcantes, lendários e absolutamente apaixonantes. E, mais do que isso, provou a todos que seu talento vai além de Harry Potter, sendo a ótima escritora que é.
Artur 10/02/2013minha estante
Ótima resenha. Admito que queria eu tê-la escrito, mas Morte Súbita... não é um livro fácil. Parabéns


Jennifer 10/02/2013minha estante
adorei sua resenha, escreveu exatamente a minha opnião sobre o livro.




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