Trem Noturno Para Lisboa

Pascal Mercier



Resenhas - Trem Noturno Para Lisboa


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Silvio 29/12/2013

Sinopse
Após descobrir a autobiografia de um personagem português misterioso, professor de filologia de meia idade larga vida estável e parte para Lisboa para conhecer mais sobre o autor, Amadeu Prado.
Em meio a uma cidade para ele desconhecida, em que visita parentes e amigos do finado médico e descobre mais sobre seu passado de militante contra a ditadura de Salazar, Gregorius também tem a oportunidade de refletir sobre o seu passado e sua vida até então.
A viagem acaba sendo uma autodescoberta, uma "jornada do herói" por meio da literatura.

Impressões
Infelizmente, Trem Noturno para Lisboa segue a linha atual da literatura européia. Apesar de bem construído, tudo soa artificial demais. Por mais boa vontade que se tenha é difícil imaginar Gregorius, Amadeu Prado, Adriana, Mélodie, Eça e outros como seres humanos de carne e osso e não apenas personagens de papel, então o enredo todo acaba soando forçado. O autor Paul Mercier parece que não conheceu pessoas de verdade para compor personagens.


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Leo Bragé 05/01/2012

Para consumir em doses homeopáticas...
Um livro denso e profundo. Por muitas páginas é necessário repensá-las.O personagem embarca em uma viagem a procura de outrem para tentar se encontrar... Quem gosta desse tipo de literatura é viagem indispensável.
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grazy. 14/09/2011

Me surpreendeu!
o livro começa de forma lenta, não conquista muito e os detalhes são prolixos e eufemísticos demais. Com o decorrer da leitura isso muda de forma drástica, trazendo pensamentos de um livro dentro deste que faz uma reviravolta na vida da personagem principal, juntamente com um acaso que de alguma forma leva ao encontro deste "livro dentro do livro". Comecei uma viagem de automudança junto de Gregorius, como se eu mesma tivesse embarcado também no trem noturno para Lisboa. SUPER RECOMENDO
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zeluisbraga 27/07/2013

Esse livro me ajudou demais...
Quando li esse livro, estava no processo decisório de aposentar ou não aposentar. E o livro me ajudou demais a tomar a decisão certa, que foi aposentar. Porque? Descreve exatamente a situação de seu personagem principal, um professor cansado das aulas, da insolência e desinteresse dos alunos, e que de repente se envolve com uma estranha visão de uma mulher. E resolve largar tudo e perseguir a origem e a história da estranha visão. É fantástico o desenvolvimento do livro, leitura leve e muito motivante.
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adri cauduro 18/09/2011

Um ladrão de vida
Terminei de reler o Trem Noturno para Lisboa, e confirmei minha idéia de que era um dos melhores livros deste meu último ano de leituras.
Mas agora sei de uma forma mais clara o que me impressionou. Nesta releitura fui seletiva, e dei enfase aos textos do Dr. Prado, em detrimento da história do Prof. Mundus. E acho que aí residem as opiniões contrárias que ouvi de alguns leitores deste livro. A profunda diferença que o autor mostra entre estes dois personagens.
Fazendo uma comparação, o universo do médico, sua infância, a doença do pai, a escola, colegas, o amor por Maria João, os professores, a rebeldia, sua família, sua mulher, os amigos, sua profissão, sua paixão pela literatura, seu engajamento, a paixão e o sacrifício da mulher amada, a doença, enfim tudo neste personagem foi vivido de uma forma intensa, de entrega ao limite do humano, a relação com os pacientes, a política, tudo nele era admirável, um ser que desenvolveu todas as potencialidades com coragem e entrega profunda, por isso é o herói do livro.
No entanto levei algum tempo para realizar que o prof. sempre tão sedento de conhecimento, era na verdade um sanguessuga, um covarde que, mesmo ao buscar conhecer em profundidade o autor dos escritos que lhe despertaram tamanha emoção, não se deixou contagiar. manteve ao longo de toda experiência que a pesquisa lhe proporcionou, uma posição de observador, quase um ladrão que se apropria da história, sem nada dar em troca.
É difícil aceitar que depois de quase quinhentas páginas o personagem consiga passar por tantas personalidades tão marcantes, saber de decisões tão sacrificadas, e possa passar incolume por tudo isso. A frustração como leitora vem de reconhecer neste personagem algumas pessoas com as quais convivemos, que sugam a informação, desfrutam das experiências dos que com elas convivem e ainda assim, não se alteram. Ao contrário, como o prof em questão, passam pela vida a acumular informação, contabilizam tudo mas não se alteram, não demostram interesse outro que não seja o colecionar de vidas.
O livro apresenta as varias facetas de um mundo de possibilidades, e dois personagens. Um rico, que dá e recebe, sofre, se alegra, vive e morre. Outro miserável, que acumula, assiste, indaga, se apropria, rouba sons, imagens, palavras e lágrimas, sem nada dar, sem definir, sem delimitar. Passamos milhares de palavras esperando pela mudança, pela troca, pelo crescimento.. pelo abrir ou fechar de portas e nada acontece.
Ao final fica a certeza de que se pode tirar o homem da miséria, mas não se tira a miséria do homem.
No livro, como na vida.
Adriana Cauduro

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Marcelo Zaniolo 09/08/2013

"Trem Noturno para Lisboa, de Pascal Mercier (pseudônimo de Peter Bieri), é um livro que em muito me lembra uma de minhas obras favoritas: A Sombra do Vento. Se me recordo bem, inclusive, foi justamente por esse motivo que resolvi comprá-lo.

E não me arrependo.

Assim como o bestseller de Carlos Ruiz Zafón, este é um romance muito bem escrito, que passeia por uma cidade europeia repleta de histórias e que narra com perfeição a busca pelo autoconhecimento. Entretanto, a obra de Pascal apresenta um conteúdo bem mais denso, reflexivo e filosófico, que muito me agradou principalmente pelos temas propostos (...)"

Para continuar lendo, acesse: http://lokotopia.com.br/resenha-trem-noturno-para-lisboa/

site: http://lokotopia.com.br/resenha-trem-noturno-para-lisboa/
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Ricardo Rocha 18/07/2011

Comboio nocturno a Lisbon Peter Bieri
Um bom livro. Quase poderia dizer um nível muito bom, se comparado ao nível dos best-sellers. E no que não é tão bom, aliás, está presente o best-seller, a saber, certa pressa – que não saberia dizer se é já na elaboração, ou tradução, ou revisão – ou em tudo. Talvez a filosofia pudesse ser menos óbvia em algumas passagens (e menos “filosófica”). Talvez a viagem não precisasse de alguns detalhes gratuitos como um guia turístico. Ah, nem me fale, sim, é verdade, muita gente comete esse último erro, eu mesmo cometi, tempo para me redimir haveria mas, sim, soaria igualmente falso e há tanta outra coisa a fazer nesse tempo em que não há tempo. Talvez a generalização não seja boa para um romance e com certeza o didatismo com que trata determinadas situações. A verossimilhança pode ser naturalmente prescindida, mas, de novo, que não soe forçado. Por que, aliás, o pseudônimo? Pensando bem, faz sentido, na época em que ninguém usa mesmo o próprio nome onde mais se usa atualmente os nomes, na internet. Um romance de época, da nossa época: a leitura desse tipo de livro também acaba, naturalmente, sendo muito rápida e a reflexão sobre o conteúdo idem. Pro nosso tempo veloz, é perfeito.

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Sandrinha 05/05/2013

Português
Um excelente título e um excelente livro. Um convite para um passeio filosófico. Apenas um encontro com a sonoridade da palavra "português" para que Gregorius abandonasse uma rotina de uma vida cheia de regras e perdida que ele mesmo criou. O embarque de Gregorius também é o embarque do leitor. Um livro que filosofa o sentido da vida, uma luta entre a Fé e a razão, um desenho da alma dos personagens...Encontrei um livro dentro de outro livro que nos levam a passear por Lisboa e conhecer um pouco a Ditadura de Salazar e ainda jogar xadrez...
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