Precisamos Falar Sobre o Kevin

Lionel Shriver



Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Janaina 14/12/2014

Pra pensar a vida, a maternidade, o amor, a sociedade e tantas outras coisas. Tão bem escrito que é difícil acreditar que seja ficção. Aquele livro que fica em você pra sempre!
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Carol 18/11/2014

Precisamos Falar Sobre o Kevin não é mais um livro clichê sobre sobre adolescentes excluídos e vítimas de bullying que resolvem cometer uma chacina na escola. Também não é um livro para quem busca relatos apurados sobre a mente de um assassino.

Eva Khatchadourian nunca quis ser mãe. Tomada por um impulso de "virar a página" e incentivada por seu marido Franklin, resolve engravidar, esperando que ao primeiro contato com o filho, todos os relatos que já ouvira sobre maternidade fossem se concretizar e fosse imediatamente se "apaixonar" pelo bebê.

Para sua surpresa, nada disso acontece, e a maternidade se torna uma experiência nada agradável.

Desde o primeiro contato com Kevin, Eva tem a sensação de que o recém nascido a rejeita - sensação que com o passar do tempo se torna uma certeza. A partir do momento em que Kevin recusa seu seio, ela passa também a tratá-lo com recusa.


Ao contrário de Franklin, que idolatra o garoto, Eva tem absoluta certeza de que há algo de errado com ele. Além de ser apático a qualquer tipo de atividade, não demonstrar a curiosidade habitual da maioria das crianças e ter grande poder de dissimulação, Kevin também demora a produzir as primeiras palavras e a largar as fraldas. Em cada atitude, parecia querer enlouquecer a própria mãe, sendo temido pelos colegas de escola e evitado pelos vizinhos.

Embora logo na primeira carta de Eva, sabemos que algo muito errado tenha acontecido, somente na carta final temos uma visão completa dos fatos.

Mais do que um relato sobre Kevin e sua chacina, o livro trata de questões que podem ser consideradas "tabu" pela sociedade, como até que ponto os pais seriam responsáveis em um caso como esse?

Uma pessoa poderia nascer genuinamente má? Uma mãe poderia odiar seu filho? Um bebê recém nascido poderia rejeitar a própria mãe?

site: winter-wine.blogspot.com.br
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Thauany 06/11/2014

Um história sem um final feliz
A história é contada pelas cartas que Eva, mãe de Kevin, manda para seu ex-marido. Ela fala desde antes do nascimento de Kevin até a 'quinta-feira', quando Kevin assassinou os colegas da escola. A história é intercalada com o presente de Eva, que vai contando as consequências daquele dia. Mesmo já 'sabendo' o final do livro, É uma leitura muito boa (da página 100 em diante, o começo não é lá muito legal).
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Rafa 02/11/2014

Esse livro me trouxe sensações conflitantes. É um romance escrito em cartas, de Eva para Franklin, da mãe para o pai do Kevin.

O livro começa com um prólogo que nos conta que o Kevin matou 11 pessoas no colégio, mas depois disso, ela volta sua história desde antes de o Kevin nascer. Desde a decisão de ter filhos até o assassinato em massa praticado pelo filho.

Não consigo apontar nenhum personagem desse livro como um que eu tenha gostado. São todos detestáveis, desde o Kevin (por motivos óbvios), até sua mãe, seu pai e sua irmãzinha. A mãe desde o início já rolou uma antipatia por que ela nunca quis ser mãe, sua descrição do parto é horrível e tem alguma coisa na maneira com que ela escreve que você até acha que é culpa dela o filho ser psicopata. É claro que depois ela cresceu em mim e pude entender melhor a personagem, como é previsível, mas de início, ela foi horrível.

O pai é um bundão - desculpa, mas não tem palavra que melhor o descreva. Absolutamente tapado das coisas que o cercam e um cretino com Eva, eu não sei como essa mulher se apaixonou por ele. Os dois são completamente diferentes. E a filha menor, Célia, teoricamente ela é a melhor de todos, mas ela é extremamente submissa e sem personalidade. Não é que a autora não tenha utilizado a personagem, é que ela foi construída para ser dessa maneira, sem sal, apática.

Claro que o grande triunfo do livro são seus personagens junto com a temática da sociopatia juvenil. Acredito que é quase impossível dar um spoiler desse livro. Nós já começamos sabendo que o Kevin matou 11 pessoas e que eles perderam tudo. Tirando as últimas páginas do livro, que confesso não estar esperando e que concluiram o livro de uma maneira perfeita, a história que é contada nos livros fica por conta do desenvolvimento dos personagens.

Ele me despertou sentimentos de nojo, asco, tristeza, medo, mas também entendimento e compaixão. O livro não é apelativo, ele não foi escrito naquela tentativa óbvia de te fazer sentir - como trilha sonora de programa de televisão domingueiro. A personagem narradora não sente pena de si mesma nem quer que nós sintamos.

É um livro excelente. Já foi para a fila de releituras e de recomendações. Prepare-se para uma jornada emocional e inicie essa leitura. Recomendadíssimo!

site: http://arrastandoasalpargatas.blogspot.com.br
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Gláucia 28/10/2014

Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver
A história é narrada através das cartas que Eva escreve ao seu marido Franklin a respeito de seu filho Kevin, descrevendo a vida dos dois antes, durante e após seu nascimento, revelando todo seu sentimento em relação ao filho, cuja personalidade era mostrada por este de forma completamente diferente a cada um de seus genitores. Eva vai assim revelando a Franklin, de forma profunda, sua verdadeira natureza, culminando com o ato assassino planejado por ele.
O livro mexeu muito comigo e, apesar de saber como terminaria (ou pensava saber), há uma surpresa impactante que me fez duvidar do que estava lendo.
A grande questão que essa leitura e trouxe: uma mãe é capaz de amar qualquer tipo de filho?

site: https://www.youtube.com/watch?v=uaOR4WMQ3qk
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Camila 14/06/2014minha estante
Muita vontade de ler!




Flávia 11/10/2014

Incrível, sob vários aspectos. No momento é a palavra que tenho para descrever esse livro. Ao mesmo tempo que é uma história forte, sem meias palavras, que vai direto ao cerne de todas as questões levantadas por todos nós sobre o que há por trás desses massacres que vemos, na maioria das vezes nos Estados Unidos, mas que acontecem no mundo inteiro, inclusive no Brasil tivemos um caso recente, é também um tanto comovedor quando nos colocamos no lugar da mãe do Kevin.

É um soco na boca do estômago. Será que o fato da mãe não amar ou desejar um filho pode ser um fator desencadeante para um processo desse nível? Um menino que durante sua vida inteira nutre um ódio e uma insatisfação enormes em relação a todas as pessoas que o cercam, nunca foi capaz de gostar de nada nem de ninguém, por isso mesmo incapaz de se colocar no lugar das outras pessoas.

O livro é escrito em forma de carta em que Eva, mãe de Kevin, escreve ao pai dele, Franklin, relatando tudo aquilo que se passou com ela, desde sua infância, no casamento dos dois, a maternidade, o comportamento do filho, suas impressões sobre a vida e é claro a tragédia que se abateu sobre eles e como as coisas estão se desenrolando após esse acontecimento.

Apesar de ser uma ficção, a história também mescla dados reais sejam eles referentes aos massacres cometidos por outros adolescentes e até fatos políticos. Kevin Khatchadourian, que depois ficou conhecido como "KK", com premeditados dezesseis anos à época (quem leu o livro vai entender o porquê desse comentário), chegou na escola em que estudava, portando uma belastra, que é um arco que se assemelha a uma espingarda, mas é composto de arco e flecha que atira dardos, e atirou contra todos os estudantes que estavam a seu alcance no ginásio do colégio que ele estudava e esses estudantes não foram escolhidas a esmo e sim foram escolhidas a dedo. Kevin matou ao todo 11 pessoas. Essa tragédia ficcional ocorreu 12 dias do massacre de Columbine, um fato extremamente doloroso da recente história norte-americana.

"Franklin, eu nunca conheci ninguém - e a gente conhece os próprios filhos - que achasse a própria existência um fardo ou uma indignidade maiores. Se por acaso você está imaginando que foi a forma de eu tratá-lo que levou nosso menino a essa baixa auto-estima, pense melhor. Eu via aquela expressão enfezada nos olhos dele quando Kevin tinha 1 ano de idade".(p.75)

Quando isso acontece, a pergunta que não quer calar é: POR QUE?

Nos Estados Unidos, mais do que em qualquer outro país, podemos dizer que isso de certa forma é comum, mesmo sabendo que muitas autoridades, psiquiatras, psicanalistas, especialistas em todas as áreas tentem achar a resposta para essa atitude, que na maioria das vezes, parte de jovens, que acabam se matando logo em seguida, salvo em raríssimos casos e quando vai se averiguar os motivos algumas vezes são digamos "banais" do tipo levar o fora da namorada ou até mesmo algo muito grave como por exemplo sofrer bullying. Eles não sabem como lidar com as frustrações.

Ainda assim, não conseguimos entender. Lendo esse livro tive a impressão que a autora faz um exercício enorme para tentar responder a esse e outros questionamentos, mas já sabendo de antemão que todos terão respostas muito pessoais. Então, não não adianta questionar isso. É tão absurdo, hediondo, assustador que não conseguimos, por mais que tentemos.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção no enredo é a relação esquisita que os pais do Kevin tinham com ele. Desde o berço, Eva, a mãe, sempre percebeu que o filho era estranho, mas mesmo assim ela nunca cogitou a possibilidade de levá-lo a um psicólogo. Kevin usou fraldas até os 6 anos de idade, sempre teve gostos estranhos por coisas mórbidas, as pessoas fugiam dele, usava roupas estranhas, e ela nunca tomou uma atitude. Não acho que uma mãe vá pensar que o filho vai cometer uma chacina, mas cuidar da saúde mental de um filho é tão essencial quanto cuidar da saúde física.

"O nome? Acho que só queria que o bebê fosse meu. Não conseguia me livrar da sensação de ter sido tomada. Mesmo quando fui fazer o ultrassom e a dra. Rhinestein passou o dedo por uma massa em movimento, no monitor, eu pensei: Quem é esse? Embora estivesse bem ali, debaixo da minha pele, nadando num outro mundo, a forma me parecia distante. E será que um feto tem sentimento? Eu não tinha como antever que continuaria fazendo essa mesma pergunta a respeito de Kevin quinze anos depois".

E o que dizer do pai! Era totalmente condescendente e omisso, achava que as pessoas perseguiam seu filho, era do tipo, o filho do vizinho é que é má influência. Ao menos, ele acreditava no filho de uma forma verdadeira, porque realmente o amava, pois sempre percebeu que Eva não tinha interesse e não demonstrava amor ao filho, fato que ela mesma confessa.

Não é o caminho culpar o pai, a mãe ou quem tenha cuidado dessa criança, mas buscar entender essas famílias desestruturadas que crescem a cada dia, filhos que não sabem a identidade do pai, que é educado pela televisão, que tem o bandido como ídolo, que não tem sonhos nem perspectivas, que como o próprio Kevin dizia, queria viver às custas do governo.

A maneira como Lionel Shriver escreve consegue manter o suspense até o final, de modo que, pelo menos para mim, o final foi surpreendente. Porém, faço uma ressalva. Sabe daqueles livros que se tivessem 150 páginas a menos ainda assim seriam sensacionais? Foi essa sensação que tive lendo Precisamos falar sobre o Kevin . Entendam bem, o livro é excelente pelo tema que aborda e pela forma como a história é contada, mas ainda acho que poderia ter menos páginas que não afetaria seu brilhantismo.

Precisamos falar sobre o Kevin nos convida a reflexão, não só como pais, mas acima de tudo como educadores. Temos que prestar atenção nos sinais que as crianças e adolescentes emitem desde cedo, por mínimos que eles sejam, sem ficarmos histéricos, mas observar seus gestos, seus gostos, manias, comportamentos com os amigos, na sociedade em geral. Acho que é o mínimo que podemos fazer, para o bem deles e da própria sociedade.
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Renata CCS 06/10/2014

O que falar sobre o Kevin?

"Mas todas as mães, sem exceção, deram à luz grandes homens e se a vida as enganou em seguida, delas não foi a culpa." (Boris Pasternak)

"Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há de educá-lo mal." (Sigmund Freud)


PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN é aquele tipo de livro impactante que prende o leitor de uma maneira indizível e que permanece na memória por muito tempo após o término da leitura. A obra nos apresenta, de forma estupenda, o que é um psicopata, desde o seu nascimento até a chacina por ele planejada de forma fria e calculista, cometida um pouco antes de completar 16 anos de idade.

É através da perspectiva da mãe de um assassino que Lionel Shriver faz uma espécie de genealogia de um homicida ao conceber, através desta ficção, uma chacina semelhante a outras tantas causadas por jovens em escolas norte-americanas. Sua crítica cutuca a ferida do que acredita ser um dos maiores problemas, não só nos EUA, mas em qualquer país que depara-se com a barbárie cometida por adolescentes: ninguém quer ser apontado como responsável.

O livro é agonizante como um soco no estômago. Enquanto Kevin cumpre pena, sua mãe, Eva, padece exilada por todos por causa da monstruosidade cometida pelo filho. Entre momentos de cólera, culpa e solidão, ela somente sobrevive.

Eva é a narradora do livro que cruza sua existência pós-morticínio com sua vida ao lado do filho Kevin, reconstruindo-os de forma magistral através de cartas destinadas ao marido, que ela considera ser o único ouvinte capaz de compreender seus infortúnios, apesar de ausente e de nunca responder às suas cartas.

É através dessa correspondência que Eva relata sua condição atual enquanto mergulha em memórias da sua própria vida. Sem qualquer medo, Eva não reluta em assumir seus erros, não poupa palavras árduas e verdades ferozes, pois, afinal, ela não tem mais nada a perder. Ela não pensa duas vezes ao reconhecer que chegou a odiar o filho e que também desejou que ele nunca tivesse nascido. Shriver realmente conseguiu criar uma personagem muito humana, complexa, e é impossível não sentir pena, raiva e medo. Eva esmiuçou cada minuto da relação daquela família nas cartas que escrevia.

Mas o que falar sobre o Kevin? Ele é um psicopata, um monstro, e também um dos personagens mais complexos que já vi. Dono de uma inteligência impressionante e de um autocontrole fora do comum, Kevin finge uma humanidade que nunca fez parte dele e um a normalidade que não possui. Ele assombra e surpreende o tempo todo, não só todos com quem convive, mas também o leitor.

Kevin foi uma aberração desde o momento que nasceu, e Eva reconheceu o horrível caráter do filho desde que colocou os olhos no bebê pela primeira vez. Sempre disposto a irritar e debochar, atormentou a mãe em cada dia de sua vida, destilando crueldade todo momento e destruindo tudo em que tocava. Definitivamente, um garoto incomum.

A grande questão do livro é: Kevin já nasceu mal ou a vida o tornou assim? Até que ponto a falta de instinto materno de Eva contribuiu para Kevin se tornar um assassino? Ele teria sido o monstro que se tornou se tivesse sido criando por uma mãe amorosa, e não por uma mãe que se retraiu quando o filho rejeitou seu seio ainda na maternidade? Se ela tivesse sido uma mãe que não se afastasse emocionalmente do próprio filho por indiferença, medo e ciúmes? Kevin é o problema ou a culpa é de Eva? Essa é a grande magia do livro!

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN é uma obra irretocável, um dos melhores livros que já li. Não apenas o tema é instigante, como a escrita da autora é brilhante e envolvente. Shriver nos faz pensar muito não só na função da família e no papel da maternidade, mas também na selvageria nas escolas e nas causas da psicopatia.

O tema é tão poderoso e intrigante que a leitura das 463 páginas do livro passa voando. As palavras de Eva quebram o silêncio que costuma predominar neste tipo de situação e nos fazem imergir em seu mundo, saindo de nossa zona de conforto.

O livro me fascinou e ainda tenho comigo as sensações que ele me trouxe. É uma obra de qualidade espantosa, perfeito do início ao fim. Uma história que todos devem ler!

Um livraço!
Jayme 09/10/2014minha estante
Shriver nos propõe o amor - ou o simples cansaço - como resposta: ninguém consegue viver sozinho, nem com todo o amor-próprio do mundo, e esse parecer ser, também, a fonte dos nossos problemas.


Joy 15/10/2014minha estante
Gostei demais da proposta do livro. Vou ler, com certeza. Ótima resenha!


Renata CCS 17/10/2014minha estante
Jayme,
Uma grande verdade a sua colocação!
Joy,
Leia sim! Você vai gostar muito.




Daniela 02/10/2014

Precisamos falar sobre o livro
Recentemente terminei de ler Precisamos falar sobre Kevin, e confesso que fiquei impressionada com a narrativa. Havia assistido o filme há um tempão, e não me lembrava de todos os detalhes, apenas as partes mais importantes. O que mais me impressionou na estória não foi o assassinato em massa arquitetado pelo garoto, mas sim a complexidade dos personagens, principalmente de Eva, a mãe de Kevin.

A presença de detalhes no livro deixa a narrativa envolvente e um suspense no ar. Digo que, até agora, depois de ter lido e assistido o filme duas vezes, ainda me pergunto se Eva sentiu-se completamente culpada pelo que Kevin fez, e se o mesmo se arrependeu. A autora deixa isso no ar de uma forma complexa e assustadora que nos faz refletir sobre nossos próprios pensamentos.

Me identifiquei com Eva em inúmeros trechos do livro, principalmente como sentia-se em relação a sua liberdade de ir e vir, sua vontade de ser mãe e por fim, a culpa por ter falhado. Sobre o Kevin, não tive escolha, senti uma empatia por ele quando mostrava-se frio ás tentativas de aproximação da mãe, visto que não vinham de coração, e sim por obrigação. Porém, em muitos momentos pensei em nada mais do que um garoto mimado e arrogante, procurando por atenção.

O que posso dizer no geral sobre a estória é que, de certa forma, sinto que no mundo há mais pessoas como Kevin do que imaginamos. Sua busca incansável por vivacidade o fez cometer um crime inadmissível, mas infelizmente, comum. Eva indiretamente pagou por rejeitar o filho mesmo antes de ele vir ao mundo, ficando enfim sem sua liberdade, seus filhos, seu marido que tanto amava e por fim, sua vida. No final todos pagaram pelo sonho de liberdade.



site: http://masnossagente.blogspot.com.br/2014/10/precisamos-falar-sobre-o-livro.html
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Vitor 25/09/2014

Cada página um tapa.
Antes de mais nada tenho de dizer que é uma leitura dura e difícil, não é fácil ler em cada página os horrores que desde que nasceu Kevin realizou. Eva e seu marido Franklin eram apaixonados, porém um queria filhos e o outro não. Ela tinha uma vida de empresária bem sucedida e viajava pelo mundo todo, não estava disposta a abrir mão de tudo para cuidar de filhos. Mas ao ver o relacionamento abalado, e com medo de perder o marido Eva resolve ter o primeiro filho, e assim nasceu Kevin. Ao narrar o nascimento do filho, Eva nos mostra como Kevin já nasceu odiando o mundo, ele demorou horas para nascer, e ao chegar ao mundo sem chorar não quis saber de mamar no peito da mãe. E ao decorrer do anos, o temperamento de Kevin só piorou. Mas Eva não fica atrás, ela não é o que feinimos como boa mãe: é impiedosa, sarcástica e com o drma de sua vida ficou armagurada. Mas não impede o fato de gostarmos da narradora, você se apaixona por eva pelos defeitos mais que pelas qualidades

Desde o início sabemos que Kevin irá realizar uma chacina, e o foco do livro não é o ato, mas o motivo que levou Kevin a fazer o que fez. Um dos grandes conflitos narrados pela mãe, é o fato do pai não ver do que o filho era capaz. E todo problema que o menino arranjava o pai defendia de uma forma cega. E os problemas foram muitos: Kevin fez o vizinho cair e se machucar de uma bicicleta; fez uma colega do primário que tinha uma doença de pele se coçar até sangrar o corpo todo; fez uma professora perder o emprego a acusando de abusos sexuais contra ele. A narrativa de Eva, nos mostra atos nojentos de Kevin, como por exemplo, se masturbar na frente da mãe. E o pior de tudo, ele jogou ácido no rosto da irmã fazendo ela perder um dos olhos.

Um ano após a matança que o filho realizou, Eva perdeu tudo, só sobrou um apartamento caindo aos pedaços e sem amigos e familiares por perto, a única coisa que resta para ela é visitar o filho na instituição para menores. Durantes as visitas, Eva descobre que o filho é um ídolo entre os menores lá dentro. Mas também quantas pessoas são capazes de matar onze pessoas com uma balastra e flechas? Kevin com suas roupas bem menores do que o número que realmente usa tem orgulho de dizer é o maior e mais jovem assassino de todos os tempos.

Continuação no blog:

site: http://umpomarcultural.blogspot.com.br/2014/09/resenha-precisamos-falar-sobre-o-kevin.html
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Rayne 03/09/2014

*****
Lionel escreve com perfeição e intensidade! Com certeza um dos melhores e mais bem escritos que já li.
É intenso e perturbador!
Precisamos falar sobre o Kevin é um thriller psicológico que vale cada linha, cada frase, cada página lida! É magnífico!
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Mara 14/08/2014

Curso
Como psicóloga sou sucinta: não é uma aula de Psicologia, é um curso todo. Livro de cabeceira. Lionel Shriver é mestre em subjetividade, passividade, sentimentos humanos. Imprescindível.
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Douglas 13/08/2014

O pior livro da minha vida.

Neste livro a autora entra em um assunto delicado, que são os massacres escolares. Seria o motivo, a educação dos pais? Ou alguém que já nasce com uma personalidade psicopata? Um livro polêmico e rejeitado por diversas editoras, mas que depois foi vencedor do prêmio Orange de 2005, tornou-se um best-seller mundial que alcançou a autora ao status de fenômeno literário.

O livro nos conta a história de Eva, que em uma idade próxima a velhice decide completar o clico de sua vida tendo um único filho com o marido Franklin, mesmo sem muita empolgação ela se prende totalmente aos conselhos dos amigos onde ela "encontrará o amor quando o ver, será transformada, e seu instinto de mãe vai aparecer naturalmente" presa a essa ideia, se decepciona quando após o parto não consegue sentir nada além do medo diante de um bebê que chega rejeitando seu colo e seu leite, um laço de desafeto começa a aparecer. O livro é narrado por cartas que constantemente Eva as envia ao marido após o incidente escolar de seu filho psicopata, já preso. Seu marido que sempre protegeu o filho, encobrindo seus erros como "é a adolescência" ou "você deveria pressioná-lo menos". É uma mãe que convive desde o nascimento do filho em uma constante guerra em casa. Kevin sendo sempre um filho amável e dócil próximo ao pai e mudando o semblante quando se encontrava sozinho com a mãe, era visto como um verdadeiro inimigo cínico por Eva. Então ela decide ter outro filho na adolescência de Kevin, como para ter certeza se o seu desafeto estava vindo dela ou do filho, nasce Celia, uma garota sensível e dócil que ela automaticamente aprende a amar.

Desde o início, parece tudo normal ou anormal. Um garoto problemático que já sabemos de antemão vai cometer um homicídio em massa em sua escola, e esse aviso deixa claro que não será o maior destaque nesse livro, não mesmo. Mas sim ser enganado pela autora do início ao fim. Ponto, é uma das coisas. Segundo é o final revoltante, incrédulo e estagnado desse livro. Um sentimento que passa de desprezo a ódio por Kevin Khatchadourian e um outro sentimento que não consegui definir para Eva, a mãe. Talvez pena, porque apesar de tudo, quando esperamos algo dela, ela nos surpreende com o nada, talvez cansada, tão cansada a ponto de se render e aceitar. E na última página quando mais nada poderia acontecer, acontece. Kevin de novo... um sentimento? Bom, acho que dessa vez um "até que enfim" meio constrangido, quando uma professora nunca te dá bom dia e de repente ela te elogia em classe. Por aí.

Um livro ótimo com um final surpreendente, porém inaceitável. E realmente é difícil aceitar, um verdadeiro sentimento de traição com um misto de emoções inesperado, por isso se tornou o pior livro da minha vida, mas também é o que faz do livro, ser ainda mais surpreendente. Mas nos faz perguntar, por quê? É o que todos buscavam saber, o por quê de Kevin ter assassinado onze pessoas naquela quinta-feira? A resposta é tão fria e evasiva quanto o final do livro.

" Está bem, é o seguinte. Você acorda de manhã, assiste à TV e entra no carro e escuta o rádio. Vai pro seu empreguinho ou para a sua escolinha, mas não vai ouvir falar disso no noticiário das seis, porque, adivinhe: Não há mesmo nada acontecendo. Você assiste à televisão toda noite; ou então sai pra assistir a um filme, e pode ser que receba um telefonema e possa contar aos seus amigos o que você viu. E, sabe, a coisa tá tão ruim que eu comecei a notar que as pessoas na TV, sabe? Dentro da TV? Metade do tempo, elas estão vendo televisão. Elas querem ver as cosias acontecendo e eu fiz um estudo disso: boa parte da definição de uma coisa que acontece é ela ser ruim. Pelo que vejo, o mundo está dividido entre os que veem e os que são vistos, e há cada vez mais plateia e cada vez menos o que ver. No dia 8 de abril de 1999, eu entrei na tela, virei aquele que é visto. De lá pra cá, descobri pra que serve a minha vida. Eu dou uma boa história. Pode ter sido meio sangrento, mas, admitam, vocês todos adoraram. Vocês devoraram. Sem gente como eu, o país inteiro pularia da ponte, porque a única coisa na TV seria uma dona de casa ganhando sessenta e quatro mil dólares por se lembrar do nome do cachorrinho do presidente"

E quando a mãe pergunta ao filho o por quê de ser poupada para sofrer todas essas reviravoltas em sua vida? A resposta é prática e seca, como o final do livro também nos apresenta:

"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."
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Rafaela Davey 11/08/2014

Entrou para a lista dos meus favoritos!
Não sei como começar a dizer o que senti ao terminar de ler Precisamos falar sobre o Kevin.
Ele me fez parar para pensar sobre a vida, qual o sentido de viver, afinal? Namorar, casar e ter filhos? Se drogar e encher a cara? Se matar? Bom, não sei. E Eva achava que sabia, mas Kevin mostrou a ela que estava errada.
Precisamos falar sobre o Kevin é um livro complexo, intrigante e viciante. Não consigo descrever meus sentimentos em relação à ele. A dor que Eva derramava em cada carta me consumia por inteira, eu sentia a fúria contida de Kevin e ficava puta com o Franklin, por achar que toda atitude de Kevin era "coisa de moleque".
E Kevin? O que dizer sobre esse garoto debochado e inteligente? Confesso que apesar de tudo que ele fez, era dele que eu mais gostava. Desde pequeno tem a raiva nos olhos e a ironia na ponta da língua.
Alguém tem culpa pelo o que ocorreu na quinta-feira a não ser o próprio Kevin? Não! Eu não culpo a Eva pelas atitudes de Kevin, não culpo o Franklin. Por que a culpa sempre tem que ser de outra pessoa?
Enfim, é um livro que me prendeu de início ao fim, não me arrependo por cada emoção sentida, não me arrependo das horas que passei deitada na cama devorando cada página.
E o final foi o que mais me surpreendeu, chorei pelas últimas páginas, chorei porque além de Eva, eu também estava cansada de ver um atacando o outro, chorei por ver a atitude de Kevin em relação a Eva e a quinta-feira, chorei por esse livro maravilhoso ter chego ao fim.
Eu preciso conversar mais sobre o Kevin.
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