Precisamos Falar Sobre o Kevin

Precisamos Falar Sobre o Kevin
4.63731 3918



Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


288 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Aline T.K.M. 02/07/2015

Mexe naquilo que ninguém ousa mexer
A sensação de ter algo fora do lugar, uma estranheza aqui dentro e aquele misto de sentimentos que não dá para ser resumido em uma ou duas palavras: isso tudo foi o que experimentei ao virar a última página de Precisamos falar sobre o Kevin.

Inicialmente, sabe-se apenas que há um ano e meio uma quinta-feira mudou drasticamente a vida da narradora – vida que já não lhe pertencia inteiramente nos últimos 16 anos. Numa tentativa de expurgo, Eva Katchadourian escreve ao marido como se redigisse um diário. Fala da vida do casal, da gravidez, e da chegada do primeiro filho, Kevin, o cruel protagonista daquela quinta-feira. Também coloca no papel como sempre detestou a casa enorme e quase sem portas onde passaram a viver desde a infância do filho; uma casa cujos ângulos estranhos das paredes não permitiam que nada se encaixasse direito, da mesma forma que as coisas nunca se encaixaram muito bem desde que Kevin passara a fazer parte de suas vidas.

O desabafo epistolar elucida e analisa a presença de Kevin naquela família. O bebê que berrava demais dá lugar à criança extremamente fechada, desinteressada por tudo e por todos, e de inteligência acima da média (embora fizesse questão de escondê-la). Os problemas comportamentais, a fúria constante e injustificada, e o deboche são descritos a partir de situações vividas e jamais de todo compreendidas pela mãe e pelos demais. À medida que o garoto cresce, agravam-se os dilemas e a incógnita só faz aumentar. Uma bola de neve que culmina no impensado: um daqueles episódios de massacre na escola, gênero Columbine.

Reconstruindo – ou antes desconstruindo – o passado e mesclando-o a um presente insosso e hostil, Eva traz detalhes da vida doméstica pré e pós-Kevin, despindo-se de todo pudor que pudesse ter havido anteriormente. Fala das motivações – ou da falta delas – da maternidade, do parto que veio desacompanhado de sentimento, e de uma criança que talvez nunca tenha sido verdadeiramente desejada. Ademais, é certo que uma rejeição mútua e importante marca o nascimento do garoto e de Eva como mãe: Kevin recusou seu seio desde o primeiro instante de vida.

Dona e diretora executiva de uma editora de guias de viagem para turistas low-budget, Eva passa grande parte do tempo em lugares exóticos mundo afora, avaliando hostels e descobrindo detalhes pitorescos de outras culturas. Isso tudo, claro, antes da maternidade. Independente, desde muito nova é impelida a pequenos desafios e a enfrentar seus medos. A chegada de Kevin a assusta, porém é a personalidade de Kevin o que a deixa de fato horrorizada. Sempre atormentada por aquela criança “difícil”, Eva se esforça para criar laços com o garoto, para entrar em seu mundo e compreendê-lo; ao mesmo tempo, sente-se aliviada quando não o tem por perto, além de enxergar nele a maldade e a disposição para incomodá-la. Já Franklin é um pai complacente demais, procura aproximar-se de Kevin e tenta “compensar” a aparente frieza da mãe. Mas na maior parte do tempo cega a si mesmo para os problemas que o garoto apresenta.

Num desenho intrincado qual os mapas das tantas cidades em que esteve, Eva liga os pontos e faz surgir perante nossos olhos uma história densa, que requer boa dose de sangue frio. Há dor e desespero; mas já inerte e – se é que se pode afirmá-lo completamente – conformada, a narradora-personagem acaba por manter um tom racional e analítico. Ainda assim, a tensão e os sentimentos ambíguos acompanham o leitor, e a própria Eva, durante todo o percurso.

Para além da própria trama, a genialidade de Lionel Shriver se nota especialmente na construção dos dois personagens principais, e, ainda, na maneira como Eva constrói a figura de Kevin, moldando-o física e psicologicamente para apresentá-lo ao destinatário de suas cartas, o pai que nunca havia visto o filho sob tal perspectiva. Diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos, Eva e Kevin são hostis um com o outro, numa batalha diária e permanente. O verdadeiro país estrangeiro no qual Eva não se atreve a botar os pés, Kevin permanece desconhecido do início ao fim. Quem é esse garoto de traços armênios, olhar enviesado, um esgar de deboche num dos cantos da boca? Indiferente, apático, mas sempre às voltas quando algum acidente estranho acontece. Sabe se safar, muito embora goste do fato de saberem-no culpado, de “levar o devido crédito” por seus feitos.

De maneira fria e pungente, a autora usa da ironia ao apontar a condescendência norte-americana, além de revelar toda a podridão por trás da imagem da família perfeita, branca e burguesa. A trama, bem conduzida e sustentada, chega ao ápice e desfecho à perfeição, com suas muitas questões continuando a reverberar nas páginas e na mente de quem lê. Seria justo e correto culpar os pais? Poderia uma mãe odiar o próprio filho? De quem é a culpa, afinal?

Pois não se trata de responder a todas as perguntas, mas de descascar cada camada do passado, reviver cada parte daquele trajeto maldito e, talvez, encontrar uma pista que seja. Se a punição chega para todos, os porquês permanecem encobertos. E, tão complicado quanto nomear uma razão para aquela quinta-feira, 8 de abril de 1999, é saber onde exatamente residiu o estopim para o início de tudo aquilo. Quando e como teria sido plantada a semente de tamanha perversidade num garoto que parecia nunca querer ter vindo ao mundo.

LEIA PORQUE...
Cruel, genial, inesquecível. Precisamos falar sobre o Kevin incomoda o leitor, cutuca feridas e mexe naquilo que ninguém ousa mexer.

DA EXPERIÊNCIA...
Depois de ser arrebatada pelo filme, não achei que o livro fosse mexer ainda mais comigo. Ledo engano. Entrou para os meus favoritos e já virei fã da autora.

FEZ PENSAR EM...
O Jantar, de Herman Koch: thriller psicológico sobre jovens criminosos, valores, e a delicada relação entre pais e filhos.


site: http://livrolab.blogspot.com
comentários(0)comente



Jucimara 30/06/2015

Mãe, mãe, mãe quem somos nós?
Eu sou uma mãe que leu este livro e ficou horrorizada e impotente. Será que é possível percebermos quando um filho tem problemas? Quando ele é mal? Quando ele pode machucar as pessoas? E se percebemos podemos mudar a personalidade dele? Podemos protegê-lo dele mesmo?
São perguntas que aparecem no decorrer do livro e faz uma mãe se sentir um verdadeiro "lixo".
Como nós (mães) temos coragem de acreditar que temos a capacidade de cuidar dos nossos filhos, de interferir na vida deles? Será que nossas reações, o tratamento que damos a um filho o faz virar um monstro?
Este é um livro que mostra como uma mãe é impotente e ao mesmo tempo como o amor dela pelo filho é incondicional.

site: http://jusemfrescura.blogspot.com.br/
Alessandra 30/06/2015minha estante
Oi Jucimara, há muito tempo tenho curiosidade pra ler esse livro e com sua resenha fiquei ainda mais curiosa! :)


Jucimara 30/06/2015minha estante
Leia. É um livro incrível, mas que produz tantos questionamentos. Um dos melhores livros da minha vida. Faz pensar




Gilberto 28/06/2015

Precisamos falar sobre o Kevin – Lionel Shriver
A diferença que existe entre uma fatalidade e um crime é que no caso do crime quem quer, e sobretudo quem estiver disposto a isso, pode voltar as raízes dele e descobrir que ele era intencional, e como foi que ele se tornou uma intenção, por parte do criminoso. Este processo, que aparentemente só leva quem sobreviveu, ou esteve direta ou indiretamente envolvido nele, na verdade é uma coisa muito importante a ser feito, simplesmente pelo fato de ele ajudar a (re) criar uma ordem na vida de quem teve seus mundo virado em caos por uma violência brutal e irremediável.

É esta ajuda proporcionada pela compreensão que guiará Eva Khatchadoirian a escrever dezessete cartas a seu marido Franklin, buscando criar uma reflexão lucida e emocionante em meio ao caos que se tornou a sua vida, após seu filho Kevin, aos quinze anos, ter matado onze pessoas entre colegas e funcionários da escola onde estudava, e familiares. Porém Eva não é ingênua ao ponto de ver isso como um fato isolado, pelo contrário ela busca por meio das cartas criar um inventário de tudo o que tem se relacionado ao seu filho Kevin, desde o momento em que ele nasceu, até o fatídico dia.

Eva e Franklin vivem felizes e bem realizados, mas ela passa a notar que o marido não está plenamente satisfeito, e que ele deseja que tenham um filho, mas Eva não quer e com isso se passa alguns meses em negociações, até que finalmente ela cede. Kevin nasce mas, não é amado pela mãe desde o princípio, pelo contrário ela nota que o seu filho é diferente das crianças normais, ele é mais irritadiço, quando não, demonstra uma apatia enorme. É então que ao longo dos anos vai se construindo uma espécie de competição silenciosa entre Eva e Kevin para ver quem terá sempre o apoio e o amor de Franklin, que invariavelmente prefere o filho a mulher, sendo cego as crueldades de Kevin.

Eva, pelo contrário não é cega ao fato de que tudo que envolve seu filho acaba se tornando acidentes misteriosos, que fazem com que cada vez mais babás, professores, e pais de amigos de escola se afastem de Kevin. Tornando assim Kevin um jovem fechado em si e com apenas um amigo durante toda a sua adolescência. Enquanto Franklin é cego de amor pelo seu filho, sua mulher consegue ver e se manter sempre contra o seu filho, pois não é de forma coincidente que onde Kevin está, em algum momento surge confusões, das quais ele consegue escapar muitas vezes sem levar a culpa nunca.

É em meio ao constante antagonismo com Kevin e sem sentir as maravilhas da maternidade que Eva decide engravidar uma segunda vez, e provar a si mesma que pode ser uma boa mãe, e consequentemente ter o famoso instinto materno. Quando Celia nasce, ela passa desde o início a ser hostilizada por Kevin, chegando em determinado momento a perder um olho, um suposto incidente do qual Kevin está envolvido. Ao contrário do irmão Celia é meiga e delicada, e logo se torna a filha que Eva sempre quis ter, mas por parte do pai recebe poucas atenções.

Eva então não é somente uma mãe vitimada pela situação, ela é uma mulher que foi desconectada de forma abrupta e violenta da sua vida e de sua família, ao longo de todas as 464 páginas de Precisamos falar sobre o Kevin, não estamos diante de uma mãe reclamando do filho, estamos diante de uma mulher que está em busca de sentido para sua vida, e a de seu filho, enquanto tem que visita-lo constantemente em um instituição para menores.

É esta mesma mãe que em nenhum momento é ingênua, ou se polpa da sua parcela de culpa, mas tampouco fica dramatizando ou se fazendo de coitada, pelo contrário ao longo de dezessete cartas, estamos diante de uma mulher corajosa e lucida, que sabe que somente a escrita destas cartas pode lhe proporcionar alívio, afinal ela é o filho são tudo o que restam no fim das contas.

É por tudo isso que eu disse que de fato Precisamos falar sobre o Kevin é com toda certeza uma das minhas melhores leituras do ano, esteve diante de uma romance visceral e com capacidade de causar impacto enorme, que não somente me faz pensar, mas me faz me sentir vivo, mesmo que seja por meio da dor.

site: https://lerateaexaustao.wordpress.com/2015/06/29/precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel-shriver/
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Ariane Santos 15/06/2015

Se você é sensível a tristeza, se se coloca no lugar dos personagens, se quer ter filhos: NÃO LEIA ESTE LIVRO, ele pode influenciar nas suas escolhas futuras.
Chocante, marcante e muito realista, a história de Eva vai te prender a cada página, desejando que a história dela melhore um pouquinho, que exista um bem maior por traz do sofrimento ao qual ela é submetida.
Este livro vai te fazer sentir vontade de abraça-la, e vai te fazer imensamente grata pela sua própria vida.
comentários(0)comente



Lys Coimbra 10/06/2015

Você só consegue afetar quem tem consciência.
"Você só consegue afetar quem tem consciência. Só pode punir quem tem esperanças a serem frustradas ou laços a serem cortados; quem se preocupa com a opinião dos outros. Você, na verdade, só consegue punir quem já é um pouquinho bom."

Há muito "Precisamos falar sobre o Kevin" estava na minha lista de leitura e, embora soubesse que o livro fala sobre distúrbios psíquicos e uma grande tragédia, não imaginava que fosse tão forte.
O início da leitura pode parecer desestimulante, já que todo o livro é contado através das cartas que Eva, mãe de Kevin, escreve ao marido.
Essa 'narrativa' envolve todo o seu relacionamento com Franklin, mesmo o período anterior ao nascimento de Kevin, e o que pode parecer inicialmente desinteressante torna o enredo mais completo, mais fascinante.
O livro consegue ser extremamente pesado, lúgubre e tenso, mas também rico e fantástico.
A autora conseguiu contar uma estória incrível, de maneira extremamente verossímil e intensa. Foi capaz de despertar empatia (ora por Kevin, ora por Eva) e profundas reflexões acerca da maternidade, das relações familiares e de muitos outros elementos formadores de uma tragédia anunciada.
Esse quadro talvez seja mais comum do que possamos perceber, já que (graças a Deus!), nem todas as mães desajustadas dão à luz um psicopata e nem todos os psicopatas promovem matanças na escola.
A maneira como se desenvolve o enredo, a escolha da forma da narrativa conseguiu desnudar as personagens e expor cada angústia, cada incerteza, cada sentimento.
Enfim, ao mesmo tempo em que há muito a dizer, isso parece reduzir a grandeza da obra, que é forte, pesada, intensa, mas é um grande livro!
comentários(0)comente



Família 10/06/2015

Eu achava que sabia. Agora eu não tenho tanta certeza
Este livro superou as minhas expectativas. As cartas de Eva simplesmente levaram-me para mundo de reflexões, não só por narrar o fim trágico que o seu filho Kevin muito bem planejou, mas também pelo improvável suspense que alimenta a cada carta.
Talvez esta história tenha me impactado pelo fato de Eva ter notado que a sua relação com Kevin era fragmentada e complicada no período em que ele tinha cinco anos de idade, ou seja, exatamente a mesma idade que meu filho tem e também idade média em que especialistas afirmam que uma criança começa a demonstrar traços de sua personalidade. Com base nisso, foi inevitável não relacionar alguns indícios de que uma criança tão cedo apresenta comportamentos que não serão saudáveis para a vida.
A relação entre pais e filhos também é muito bem proposta neste livro, e mais o quanto os pais podem ser coniventes na construção de uma personalidade infantil.
Após os inúmeros eventos trágicos que permeiam as intenções de Kevin, somente no fim temos a descrição de que aquilo que ele tanto almeja descobrir ou demonstrar não foi descoberto e tampouco demonstrado. O título desta resenha é a frase com a qual Kevin responde a su a mãe na tentativa de justificar tudo o que fez.
E por fim, vi a remissão de uma mãe que independente de tudo o que o destino tenha lhe imputado, demonstra um amor por filho que não é digno da vida. Simplesmente sensacional!
comentários(0)comente



Horroshow 04/06/2015

Perturbador e problemático
Resenha de Jordy Alisson

"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Diferente da frase acima, o best seller de Lionel é uma sequência perturbadora de tiros no leitor. Bala após bala cravando no cérebro com precisão e maldade sem iguais. Apesar do título, Kevin é um mero coadjuvante na história e sua chacina poderia passar despercebida em meio aos pensamentos de sua mãe. Eva e Franklin formavam um casal feliz, antes de terem sua vida invadida por um bebê não tão desejado assim. O que antes prometia ser um prêmio para o casamento, torna-se um pesadelo já no leito do hospital, quando a rixa entre mãe e filho tem início. Ou já teria ela tido um começo ainda no útero?

Mais do que um livro sobre um adolescente problemático que mata doze pessoas (incluindo seu pai e sua irmã), "Precisamos falar sobre o Kevin" é uma trágica narrativa de amor. O li pela primeira vez há alguns anos atrás; odiei Eva e mais ainda Kevin. Lendo hoje, tempos depois e com uma mente diferente, sinto pena dos dois. Kevin cresceu com certa indiferença de sua mãe, mas não por ela ter desistido de uma aproximação. Desde pequeno ele mantém uma alta rejeição por ela. Eva não pode ser diagnosticada com depressão pós-parto, pois ela ama seu filho, só não se interessa o suficiente para sacrificar tudo para manter uma boa relação.

(... Leia mais no link abaixo)

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2014/11/precisamos-falar-sobre-kevin-lionel.html
comentários(0)comente



Mari 21/05/2015

Esse é o tipo de livro que te deixa sem palavras, você começa a leitura procurando por respostas e acaba levando um banho de água fria.
A narrativa é feita através de cartas e cada pequeno aspecto da vida de Kevin é muito bem trabalhado. No decorrer do livro você percebe o quão importante é "falar sobre o Kevin". E descobre que isso implica em discutir não apenas sobre o Kevin, sua mãe ou sua família, mas sobre cada uma das questões que aparecem ao fundo.
comentários(0)comente



May 15/05/2015

EU LI: PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN
Minhas impressões do livro no video. ;)

site: https://www.youtube.com/watch?v=Nkyq8XuWbSQ
comentários(0)comente



João 09/05/2015

Kevin Khatchadourian(conhecido pelas iniciais KK) é um adolescente de dezesseis anos que foi o autor de um massacre onde matou sete colegas de escola,uma professora e um servente do ginásio.Eva Khatchadourian ,mãe de Kevin,escreve cartas ao marido ausente,tentando entender o por que de tudo ter acontecido.Narrando através das cartas tudo o que se passou na sua vida desde o nascimento de Kevin até suas visitas ao presídio onde ele reside agora,

Eva choca e toca fundo o coração do leitor ao relatar suas lembranças.Uma personagem marcante e acima de tudo humana.Humana por que ao revelar suas fraquezas,seus temores,seus anseios,Eva nos leva ao mais profundo da sua alma e nos deixa a pensar que o que aconteceu com ela poderia ou pode acontecer com qualquer um de nós.
O livro é sensacional,a autora conduziu bem um livro que poderia ter se tornado cansativo mas que graças a sua argúcia e sutileza torna a leitura pra lá de interessante.
A maneira como tudo é contado e vai sendo revelado a verdadeira face de Kevin é espetacular.
A autora conseguiu me enganar por um bom tempo com um determinado assunto mas depois da metade do livro eu comecei a suspeitar de que alguma coisa estava errada.Não entendia o por quê de certas coisas(não vou falar o que é,mas todo mundo que ler esse livro com certeza vai se fazer a mesma pergunta) e infelizmente com muita dor no coração vi que aquilo que eu suspeitava era verdade.
O livro faz rir com algumas ironias de Eva ou de Kevin,e também me emocionei com o final.Um final tocante e ao mesmo tempo chocante.

Frase tirada da sinopse do livro:

"A autora nos carrega em um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou,mas quem morreu.Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei?, a narradora desnuda,assombrada uma outra interdição atávica:é possível odiarmos nossos filhos?"

Leitura excelente!!
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Adrielly Moura 30/04/2015

Então...
Quando fui convidada à falar sobre o Kevin, não imaginei que desse tanto pano pra manga! Você que pretende ler este livro precisa saber: O KEVIN É UM SOCIOPATA DE 16 ANOS! Então, se não tiver estômago forte, largue já e fuja pras colinas! Logo de cara, a pergunta que fica é, será que os pais enxergam os filhos como eles realmente são?!?! A mãe de Kevin, Eva, até que fez um bom trabalho! Mas o pai foi um espécime negligente, fazendo vista grossa a todos os sinais precoces dados pelo garoto! Desde o início dá pra perceber que uma merda muito grande aconteceu, a história é narrada em forma de cartas que Eva escreve ao seu marido Franklin. No início pode parecer enfadonha a maneira como Eva relata seus primeiros anos de casamento e a jornada até decidir ter um filho, mas tudo isso é muito importante e a história cresce e toma uma proporção fantástica, que prende o leitor e brinca com a opinião a respeito do que leva uma pessoa que tem tudo, a cometer uma barbaridade sem tamanho. É assustadora a relação de Kevin com a mãe, no entanto talvez tenha sido a coisa mais sincera de toda a vida dele, exceto "a quinta feira" dia em que a grande merda de que falei ali em cima acontece. "Precisamos falar sobre o Kevin" relata de forma nua e crua que as vezes as pessoas não precisam de um motivo pra fazerem determinadas escolhas, por mais hediondas que sejam. É um livro fantástico, que merece ser devorado sem pudores, porque por diversas vezes, principalmente entre diálogos de mãe e filho, o pudor será severamente escandalizado. Pressupõe-se que a aparente falta de afeto entre Eva e Kevin o levou a fazer o que fez, mas particularmente me atrevi a culpar muito mais o pai, aliás, culpo apenas o pai se for necessário culpar alguém. Porque ninguém quer aceitar que as pessoas podem já nascer más. E, ok, talvez Eva tenha rejeitado a ideia de ser mãe no início, mas ela fez tudo que pôde, de verdade mesmo. Mas o Franklin foi que tomou como normais TODAS AS COISAS DE ERRADO QUE ESSE GAROTO FEZ DESDE PEQUENO, e olha que ele fez coisas bem absurdas! Talvez nada pudesse ter sido feito pra evitar o que houve, é uma história cheia de probabilidades que jamais mostrarão sua eficácia, porque já está tudo feito, o relato de todas as minúcias é estarrecedor. Num determinado momento não se sabe mais por quem sentir raiva, ódio ou pena. Eu odiei e amei várias vezes a todos os personagens, exceto o Franklin, que eu decididamente apenas odiei! Mesmo o Kevin é cativante demais pra ser odiado o tempo inteiro, apesar de ser como é. No mais, precisamos todos falar sobre o Kevin!
comentários(0)comente



Henrique 14/04/2015

resenha completa:
https://www.youtube.com/watch?v=hQ6tB6Q8QFQ

confiram! ;)
Danielle 02/07/2015minha estante
Seu vídeo me deixou louca para lê-lo. Uma pena que não venda mais com essa capa... :(




spoiler visualizar
comentários(0)comente



288 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |



logo skoob
"Uma ferramenta como essa pode certamente ser usada por professores para incentivar a leitura"

Jornal do Brasil