Precisamos Falar Sobre o Kevin

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Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Mari 21/05/2015

Esse é o tipo de livro que te deixa sem palavras, você começa a leitura procurando por respostas e acaba levando um banho de água fria.
A narrativa é feita através de cartas e cada pequeno aspecto da vida de Kevin é muito bem trabalhado. No decorrer do livro você percebe o quão importante é "falar sobre o Kevin". E descobre que isso implica em discutir não apenas sobre o Kevin, sua mãe ou sua família, mas sobre cada uma das questões que aparecem ao fundo.
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May 15/05/2015

EU LI: PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN
Minhas impressões do livro no video. ;)

site: https://www.youtube.com/watch?v=Nkyq8XuWbSQ
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João 09/05/2015

Kevin Khatchadourian(conhecido pelas iniciais KK) é um adolescente de dezesseis anos que foi o autor de um massacre onde matou sete colegas de escola,uma professora e um servente do ginásio.Eva Khatchadourian ,mãe de Kevin,escreve cartas ao marido ausente,tentando entender o por que de tudo ter acontecido.Narrando através das cartas tudo o que se passou na sua vida desde o nascimento de Kevin até suas visitas ao presídio onde ele reside agora,

Eva choca e toca fundo o coração do leitor ao relatar suas lembranças.Uma personagem marcante e acima de tudo humana.Humana por que ao revelar suas fraquezas,seus temores,seus anseios,Eva nos leva ao mais profundo da sua alma e nos deixa a pensar que o que aconteceu com ela poderia ou pode acontecer com qualquer um de nós.
O livro é sensacional,a autora conduziu bem um livro que poderia ter se tornado cansativo mas que graças a sua argúcia e sutileza torna a leitura pra lá de interessante.
A maneira como tudo é contado e vai sendo revelado a verdadeira face de Kevin é espetacular.
A autora conseguiu me enganar por um bom tempo com um determinado assunto mas depois da metade do livro eu comecei a suspeitar de que alguma coisa estava errada.Não entendia o por quê de certas coisas(não vou falar o que é,mas todo mundo que ler esse livro com certeza vai se fazer a mesma pergunta) e infelizmente com muita dor no coração vi que aquilo que eu suspeitava era verdade.
O livro faz rir com algumas ironias de Eva ou de Kevin,e também me emocionei com o final.Um final tocante e ao mesmo tempo chocante.

Frase tirada da sinopse do livro:

"A autora nos carrega em um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou,mas quem morreu.Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei?, a narradora desnuda,assombrada uma outra interdição atávica:é possível odiarmos nossos filhos?"

Leitura excelente!!
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Adrielly Moura 30/04/2015

Então...
Quando fui convidada à falar sobre o Kevin, não imaginei que desse tanto pano pra manga! Você que pretende ler este livro precisa saber: O KEVIN É UM SOCIOPATA DE 16 ANOS! Então, se não tiver estômago forte, largue já e fuja pras colinas! Logo de cara, a pergunta que fica é, será que os pais enxergam os filhos como eles realmente são?!?! A mãe de Kevin, Eva, até que fez um bom trabalho! Mas o pai foi um espécime negligente, fazendo vista grossa a todos os sinais precoces dados pelo garoto! Desde o início dá pra perceber que uma merda muito grande aconteceu, a história é narrada em forma de cartas que Eva escreve ao seu marido Franklin. No início pode parecer enfadonha a maneira como Eva relata seus primeiros anos de casamento e a jornada até decidir ter um filho, mas tudo isso é muito importante e a história cresce e toma uma proporção fantástica, que prende o leitor e brinca com a opinião a respeito do que leva uma pessoa que tem tudo, a cometer uma barbaridade sem tamanho. É assustadora a relação de Kevin com a mãe, no entanto talvez tenha sido a coisa mais sincera de toda a vida dele, exceto "a quinta feira" dia em que a grande merda de que falei ali em cima acontece. "Precisamos falar sobre o Kevin" relata de forma nua e crua que as vezes as pessoas não precisam de um motivo pra fazerem determinadas escolhas, por mais hediondas que sejam. É um livro fantástico, que merece ser devorado sem pudores, porque por diversas vezes, principalmente entre diálogos de mãe e filho, o pudor será severamente escandalizado. Pressupõe-se que a aparente falta de afeto entre Eva e Kevin o levou a fazer o que fez, mas particularmente me atrevi a culpar muito mais o pai, aliás, culpo apenas o pai se for necessário culpar alguém. Porque ninguém quer aceitar que as pessoas podem já nascer más. E, ok, talvez Eva tenha rejeitado a ideia de ser mãe no início, mas ela fez tudo que pôde, de verdade mesmo. Mas o Franklin foi que tomou como normais TODAS AS COISAS DE ERRADO QUE ESSE GAROTO FEZ DESDE PEQUENO, e olha que ele fez coisas bem absurdas! Talvez nada pudesse ter sido feito pra evitar o que houve, é uma história cheia de probabilidades que jamais mostrarão sua eficácia, porque já está tudo feito, o relato de todas as minúcias é estarrecedor. Num determinado momento não se sabe mais por quem sentir raiva, ódio ou pena. Eu odiei e amei várias vezes a todos os personagens, exceto o Franklin, que eu decididamente apenas odiei! Mesmo o Kevin é cativante demais pra ser odiado o tempo inteiro, apesar de ser como é. No mais, precisamos todos falar sobre o Kevin!
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Henrique 14/04/2015

resenha completa:
https://www.youtube.com/watch?v=hQ6tB6Q8QFQ

confiram! ;)
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Paulo Henrique 02/04/2015

Eva khatchadourian é uma mãe que se sente culpada por ter trazido ao mundo um frio e cruel psicopata. Através de cartas que escreve ao marido ausente, a empresária faz uma grande análise de sua vida e procura razões que levaram seu filho Kevin, de quinze anos, a cometer um massacre na escola que estudava e assassinar onze pessoas (nove estudantes e dois funcionários) de maneira calculista. Voltando no tempo, desde o tempo em que ficou grávida, ela revela ao marido segredos que nunca dividiu com ele e expõe toda a sua opinião sobre o comportamento suspeito de seu filho desde o momento do seu nascimento até atualmente. E com essa grande confissão, ela procura saber o que muitas mães hoje em dia se perguntam: onde foi que eu errei?

Creio que nunca, em toda a minha vida, um livro mexeu tanto comigo como "Precisamos Falar Sobre o Kevin". Muitos deles me despertaram diversas sensações, mas esse foi o primeiro que, em diversos momentos da narrativa, me trouxe comédia, terror, drama, questionamentos, irritação, tediosidade, ação de tirar o fôlego, entre tantos outros. A autora Lionel Shriver se coloca perfeitamente bem no papel de uma mãe amargurada, escrevendo cartas e mais cartas ao seu marido que não está ali quando ela mais precisa. Confesso que, no começo, o livro me pareceu extremamente chato. Mas, aos poucos, a narrativa foi me envolvendo e, ao final, li em uma tacada só. Até então, o livro mais pesado que eu tinha lido foi "Estação Carandiru", mas, mesmo sendo uma história de ficção, esse romance fez o livro do doutor Varella virar história para crianças. A narrativa do livro é extremamente pesada, tanto pela linguagem quanto por sua carga psicológica. Fiquei extremamente chocado com vários momentos dele. Posso citar aqui a frieza do garoto Kevin em muitas situações, o fato dele gostar de se masturbar somente para que sua mãe o visse e a cena do massacre, entre tantas outras. Muitas vezes, fiquei com vontade de parar de ler o livro e nunca mais tocar nele. Diversas vezes senti nojo do garoto e de suas atitudes. Outras, senti vontade de bater no pai do rapaz por ser tão influenciável e falar umas verdades na cara da mãe. Mas valeu a pena seguir em frente. "Precisamos Falar Sobre o Kevin" nos abre os olhos sobre os psicopatas que vivem entre nós, muitas vezes dentro de nossa própria casa, e nos faz refletir sobre o sentido de nossas vidas na sociedade atual. Prepare-se para ler um livro bem denso, com um enredo controverso, assustador e perturbador. Tenho certeza de que você vai se impressionar.

site: http://viecomentei.blogspot.com.br/2012/09/capa-do-livro-pela-intriseca-eva.html
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De Cara Nas Letras 16/03/2015

Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver
Desde que me entendo como leitor (leitor voraz), desde a primeira vez que ouvi falar desse livro e até mesmo quando me ouvi pronunciando esse título, senti necessidade extrema de lê-lo. Nem precisei recorrer a sinopse para saber que se tratava de um livro com grande genialidade, soube por intuito, assim, de cara que ele iria me tocar. Bem, eu o li, e se querem saber: sim, é muito bem escrito.

O livro é nada mais do que um amontoado de cartas organizados cronologicamente, iniciando em 8 de novembro de 2000 e finalizado em 8 de abril do ano de 2001. Por meio dessas cartas conhecemos Eva Khatchadourian, a mulher responsável por escrever as já mencionadas cartas, dedicadas a seu querido marido Franklin.
Sendo uma mulher bem sucedida, dona de uma empresa de viagens e também escritora de guias de viagens, Eva não se imaginava mãe, só que por ironia, decide embarcar nessa nova experiência da maternidade com o seu marido típico americano Franklin. No entanto, ela não esperaria gerar uma criança tão fria e tão avessa as demais; um psicopata.
Suas cartas vão relatar o tempo que viveu ao lado do marido, partes das experiencias de viagens e a criação dos seus filhos (Kevin e Célia), analisando os pormenores do seu relacionamento com sua família na tentativa de procurar entender quais os verdadeiros motivos levaram seu filho a cometer as atrocidades que fez.

Kevin, desde que nasceu já se mostrou ser peculiar, e com o desabrochar da adolescência, isso foi ficando cada vez mais evidente. A princípio, podemos dizer que foi a criação que os pais deram que o tornou um jovem frio e calculista, mas Eva descreve cada detalhe de maneira magistral que fica difícil achar que o garoto tenha sido influenciado por uma má crianção. Tendo uma família rica, com direito a tudo do bom e do melhor, um jovem tem tendência a seguir uma vida de acordo com os limites da lei (há excessos, como é o caso) o que nos leva a crer que esse lado macabro já veio de nascença.

Precisamos Falar Sobre Kevin é um livro de grande sensibilidade. Temos uma mãe que lutou do seu jeito para melhorar o comportamento do filho, mas que não conseguiu sustentar sua família como deveria ser. Podemos até achar ela egoísta, mas em suma, notamos que ela abriu mão de muito em nome da família, e eu não acho isso nem um pouco egoísta.

Lionel Shriver me pegou de jeito com esse livro, em momentos fique esbabacado e me senti esbofeteado por sua escrita rebuscada e crua. Às vezes com palavras que não costumam está em meu vocabulário, mas que de forma alguma tirou o brilho da obra, pelo contrário, fez reluzir mais deixando a narrativa lindamente encantadora e com um desejo incessante de quero mais, tanto é que ao findar o livro, já senti a necessidade de o reler.

O livro nos mostra o quão pode ser difícil lidar com problemas que estão dentro de nossa própria casa, mesmo que não sejam nas mesmas circunstâncias (com massacres e crimes). Nem sempre podemos segurar o inevitável, mesmo assim, ficamos com aquele velho pensamento "E se tivéssemos cruzado a esquerda ao invés da direta, será que chegaríamos em outro lugar?" Fica difícil responder quando não conhecemos esse lugar, pois bem sabemos que vários caminhos podem dá em um mesmo lugar se tivermos conhecimento da região, porém, como Eva era mãe de primeira viagem, ela não tinha tanto conhecimento assim, será que ela poderia ter feito diferente?

A diagramação do livro está perfeita, fonte de tamanho agradável e o papel utilizado é o chambil avena (amarelado), um os melhores. Não encontrei nenhum erro, ou seja, os revisores estão de parabéns.

Esse livro está mais do que recomendado, mas eu dou um pequeno conselho: tenha paciência com ele, leia com carinho, calma e, acima de tudo, sem pressa. Deguste-o como um prato delicioso que você não quer que acabe nunca e aproveite cada detalhe.


Filme:
O romance ganhou adaptação no ano de 2011 e foi estrelado por Tilda Swinton (Eva), John C. Reilly (Franklin) e Ezra Miller (Kevin) sob a direção de Lynne Ramsay.

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Katia 15/03/2015

Precisamos Falar sobre o Kevin
Qual o motivo que leva um adolescente matar vários colegas, uma professora e um servente em uma escola? Será que é por causa da criação dos pais? Porque sofria bullying na escola? Pode ser que a pessoa já nasça com uma anomalia em um gene que a torna um psicopata ou vai ver é culpa da mídia que recebe audiência na TV quando noticia desgraças. Enfim isto é o que a Eva mãe de Kevin tenta entender. A estória é toda baseada através de narrativa, na qual a mãe de Kevin escreve cartas para o pai dele que está ausente.
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Solange 10/03/2015

Fantástico
Livro incrível, recomendadíssimo!!!
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Ligiane 08/03/2015

Uma narrativa ácida
Deixo aqui minhas palmas para Lionel Shriver. Que livro bem escrito, QUE LIVRO BEM ESCRITO!!
Ele é do tipo que começa monótono e você não dá nada por ele de início.
A narrativa é contada em forma de carta e em primeira pessoa. Conta a relação de Eva com seu filho Kevin, diante das perspectivas dela sobre a relação entre mãe e filho e o que contribuiu desde sua infância, para que Kevin tivesse um futuro tão turbulento.
O que eu posso dizer sobre este livro, é que ele é ABSURDAMENTE bem estruturado, por isso deixo aqui as minhas 5 estrelas. É por essa habilidade divina de a autora desenrolar essa história, que o livro guarda fatos detalhadíssimos e chocantes sobre um tema que eu nunca vira ser trabalhado dessa forma.
Eva é ácida na forma como discorre sobre sua relação com Kevin e isso torna os relatos tão fortes e pesados. Cada capítulo é quase como uma aula de psicologia.
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Mih 05/03/2015

Arrasador
Mais um sobre psicopatia, e mais um excelente pra minha memória literária. O livro retrata a relação de Eva com seu filho Kevin, um menino que desde muito jovem demonstra sinais de autismo seletivo. Nunca havia lido algo onde as sensações e os sentimentos fossem colocados pra fora de forma tão real. Existe raiva, existe ódio, existe rancor, mas também existe um amor nas linhas do livro. Em vários momentos me peguei de olhos marejados com tamanha raiva que senti pelo Kevin e tamanha pena que senti da Eva. É um livro realmente arrasador, em todos os sentidos. O final é simplesmente um tiro na nossa cabeça. Fiquei três dias deprimida.
O livro me fez pensar muito sobre tudo o que acontece à minha volta, sobre a mente das pessoas ao meu redor, sobre o que pensam de mim ou sobre o mundo. Foi realmente uma experiência única ler esse livro em três dias. Cheguei a assistir o filme, e mesmo que tenha sido muito bem adaptado, não passa todos os sentimentos da forma que os li. Uma leitura mais que recomendada para os fãs de histórias de psicopatas.
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Kika 25/02/2015

Confira no blog! :)

site: http://kikaribeiro.tk/precisamos-falar-sobre-o-kevin/
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Nika :3 06/02/2015

NÃNNÃMNANAAÃÃNÃNNÃÃNNHEMNHEM
Primeiramente, estou apaixonada pela a narrativa da Lionel Shriver, rica em detalhes, ela consegue manter o mistério até a última carta. E nossa, a história é ainda mais assustadora pelo fato de Kevins serem assustadoramente comuns. Um livro questionador, que quebra os paradigmas.
Kevin nunca sofreu bullying, Kevin era amado sim, mas veio ao mundo para gerar o desconforto que nascer havia gerado nele. Enfim, corri pra assistir o filme e apesar de saber que as obras cinematográficas nunca serão cem por cento fiéis ao livro, frustrei até minhas mais baixas expectativas, o filme não passa 1/3 da massa de sentimentos, sensações, sentidos e sentimentos que o livro gera de forma palpável em nossa pele.
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