Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Dan" 29/01/2015

Lionel é perfeita!
Eu li esse livro há uns dois anos e até agora me pego pensando sobre a história divinamente contada por Lionel Shriver. Quando chegou nas últimas páginas eu tive que parar de ler para tomar fôlego porque esse livro é um soco no estômago!!!Aprendi muito com essa história sobre relacionamentos, maternidade e relações familiares ! Leiam!!!!!
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Sarah 28/01/2015

Eva Khatchadourian é uma mulher bem sucedida, leva a vida viajando, cuidando de sua empresa e partilha de um casamento feliz com Franklin Plaskett quando cogita a falta de algo para complementar a vida a dois, a partir disso, o casal decide que um filho pode ser a solução para este vazio, uma gracinha de bebê que seria super apegado a "mãemãe" e traria alegria para a família e a vizinhança. No entanto, Kevin Khatchadourian é uma criança um tanto peculiar.

Ao iniciar a leitura, a primeira sensação que tive era que havia uma mulher, que sentia falta do marido, tagarelando incessantemente ao meu redor. Porém, insisti na leitura e permiti que Eva, através de cartas enviadas ao marido, me sintonizasse em sua história que depois de um ponto não consegui largar. É uma obra que, com certeza, faz refletir sobre a escolha de ter filhos, o motivo que cada um tem para isso e se a forma como estes são educados realmente influenciará na pessoa que serão quando mais velhos, além de, através da narrativa de Eva, compreender o que sente uma mãe após um filho cometer uma catástrofe.
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ANDREA 21/01/2015

Uma simples receita
Pegue seu filho limpo, e recheie com os seguintes ingredientes:

- 1 grande porção de brinquedos e mimos;
- 3 xícaras bem cheias de aceitação de todos os seus erros
- 1 1/4 de proteção extra contra qualquer acusação
- 5 medidas de impassividade.


Modo de fazer

Pegue uma vasilha e retire toda repreensão, afaste-o de todos os princípios de Deus, jogue fora toda a responsabilidade, e misture os ingredientes acima. Em seguida deixe-o descansar por anos, deixe a massa crescer a vontade, sem recriminar sua mania de tirar proveito das situações, permita todos os palavrões e as amizades inadequadas, junte todo o dinheiro que for pedido, e depois cubra tudo com uma venda que o impedirá de enxergar seus erros, isso ajudará no toque final do prato. Depois de pronto teremos mais um Kevin servido para a sociedade.

Diz o seguinte provérbio índio americano "Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente."
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Thais 06/01/2015

Muito mais uma opinião do que uma resenha!
Toda mulher antes de ser mãe, precisa ler esse livro...
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Janaina 14/12/2014

Pra pensar a vida, a maternidade, o amor, a sociedade e tantas outras coisas. Tão bem escrito que é difícil acreditar que seja ficção. Aquele livro que fica em você pra sempre!
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Carol 18/11/2014

Precisamos Falar Sobre o Kevin não é mais um livro clichê sobre sobre adolescentes excluídos e vítimas de bullying que resolvem cometer uma chacina na escola. Também não é um livro para quem busca relatos apurados sobre a mente de um assassino.

Eva Khatchadourian nunca quis ser mãe. Tomada por um impulso de "virar a página" e incentivada por seu marido Franklin, resolve engravidar, esperando que ao primeiro contato com o filho, todos os relatos que já ouvira sobre maternidade fossem se concretizar e fosse imediatamente se "apaixonar" pelo bebê.

Para sua surpresa, nada disso acontece, e a maternidade se torna uma experiência nada agradável.

Desde o primeiro contato com Kevin, Eva tem a sensação de que o recém nascido a rejeita - sensação que com o passar do tempo se torna uma certeza. A partir do momento em que Kevin recusa seu seio, ela passa também a tratá-lo com recusa.


Ao contrário de Franklin, que idolatra o garoto, Eva tem absoluta certeza de que há algo de errado com ele. Além de ser apático a qualquer tipo de atividade, não demonstrar a curiosidade habitual da maioria das crianças e ter grande poder de dissimulação, Kevin também demora a produzir as primeiras palavras e a largar as fraldas. Em cada atitude, parecia querer enlouquecer a própria mãe, sendo temido pelos colegas de escola e evitado pelos vizinhos.

Embora logo na primeira carta de Eva, sabemos que algo muito errado tenha acontecido, somente na carta final temos uma visão completa dos fatos.

Mais do que um relato sobre Kevin e sua chacina, o livro trata de questões que podem ser consideradas "tabu" pela sociedade, como até que ponto os pais seriam responsáveis em um caso como esse?

Uma pessoa poderia nascer genuinamente má? Uma mãe poderia odiar seu filho? Um bebê recém nascido poderia rejeitar a própria mãe?

site: winter-wine.blogspot.com.br
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Thauany 06/11/2014

Um história sem um final feliz
A história é contada pelas cartas que Eva, mãe de Kevin, manda para seu ex-marido. Ela fala desde antes do nascimento de Kevin até a 'quinta-feira', quando Kevin assassinou os colegas da escola. A história é intercalada com o presente de Eva, que vai contando as consequências daquele dia. Mesmo já 'sabendo' o final do livro, É uma leitura muito boa (da página 100 em diante, o começo não é lá muito legal).
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Rafa 02/11/2014

Esse livro me trouxe sensações conflitantes. É um romance escrito em cartas, de Eva para Franklin, da mãe para o pai do Kevin.

O livro começa com um prólogo que nos conta que o Kevin matou 11 pessoas no colégio, mas depois disso, ela volta sua história desde antes de o Kevin nascer. Desde a decisão de ter filhos até o assassinato em massa praticado pelo filho.

Não consigo apontar nenhum personagem desse livro como um que eu tenha gostado. São todos detestáveis, desde o Kevin (por motivos óbvios), até sua mãe, seu pai e sua irmãzinha. A mãe desde o início já rolou uma antipatia por que ela nunca quis ser mãe, sua descrição do parto é horrível e tem alguma coisa na maneira com que ela escreve que você até acha que é culpa dela o filho ser psicopata. É claro que depois ela cresceu em mim e pude entender melhor a personagem, como é previsível, mas de início, ela foi horrível.

O pai é um bundão - desculpa, mas não tem palavra que melhor o descreva. Absolutamente tapado das coisas que o cercam e um cretino com Eva, eu não sei como essa mulher se apaixonou por ele. Os dois são completamente diferentes. E a filha menor, Célia, teoricamente ela é a melhor de todos, mas ela é extremamente submissa e sem personalidade. Não é que a autora não tenha utilizado a personagem, é que ela foi construída para ser dessa maneira, sem sal, apática.

Claro que o grande triunfo do livro são seus personagens junto com a temática da sociopatia juvenil. Acredito que é quase impossível dar um spoiler desse livro. Nós já começamos sabendo que o Kevin matou 11 pessoas e que eles perderam tudo. Tirando as últimas páginas do livro, que confesso não estar esperando e que concluiram o livro de uma maneira perfeita, a história que é contada nos livros fica por conta do desenvolvimento dos personagens.

Ele me despertou sentimentos de nojo, asco, tristeza, medo, mas também entendimento e compaixão. O livro não é apelativo, ele não foi escrito naquela tentativa óbvia de te fazer sentir - como trilha sonora de programa de televisão domingueiro. A personagem narradora não sente pena de si mesma nem quer que nós sintamos.

É um livro excelente. Já foi para a fila de releituras e de recomendações. Prepare-se para uma jornada emocional e inicie essa leitura. Recomendadíssimo!

site: http://arrastandoasalpargatas.blogspot.com.br
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Gláucia 28/10/2014

Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver
A história é narrada através das cartas que Eva escreve ao seu marido Franklin a respeito de seu filho Kevin, descrevendo a vida dos dois antes, durante e após seu nascimento, revelando todo seu sentimento em relação ao filho, cuja personalidade era mostrada por este de forma completamente diferente a cada um de seus genitores. Eva vai assim revelando a Franklin, de forma profunda, sua verdadeira natureza, culminando com o ato assassino planejado por ele.
O livro mexeu muito comigo e, apesar de saber como terminaria (ou pensava saber), há uma surpresa impactante que me fez duvidar do que estava lendo.
A grande questão que essa leitura e trouxe: uma mãe é capaz de amar qualquer tipo de filho?

site: https://www.youtube.com/watch?v=uaOR4WMQ3qk
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Camila 14/06/2014minha estante
Muita vontade de ler!




Flávia 11/10/2014

Incrível, sob vários aspectos. No momento é a palavra que tenho para descrever esse livro. Ao mesmo tempo que é uma história forte, sem meias palavras, que vai direto ao cerne de todas as questões levantadas por todos nós sobre o que há por trás desses massacres que vemos, na maioria das vezes nos Estados Unidos, mas que acontecem no mundo inteiro, inclusive no Brasil tivemos um caso recente, é também um tanto comovedor quando nos colocamos no lugar da mãe do Kevin.

É um soco na boca do estômago. Será que o fato da mãe não amar ou desejar um filho pode ser um fator desencadeante para um processo desse nível? Um menino que durante sua vida inteira nutre um ódio e uma insatisfação enormes em relação a todas as pessoas que o cercam, nunca foi capaz de gostar de nada nem de ninguém, por isso mesmo incapaz de se colocar no lugar das outras pessoas.

O livro é escrito em forma de carta em que Eva, mãe de Kevin, escreve ao pai dele, Franklin, relatando tudo aquilo que se passou com ela, desde sua infância, no casamento dos dois, a maternidade, o comportamento do filho, suas impressões sobre a vida e é claro a tragédia que se abateu sobre eles e como as coisas estão se desenrolando após esse acontecimento.

Apesar de ser uma ficção, a história também mescla dados reais sejam eles referentes aos massacres cometidos por outros adolescentes e até fatos políticos. Kevin Khatchadourian, que depois ficou conhecido como "KK", com premeditados dezesseis anos à época (quem leu o livro vai entender o porquê desse comentário), chegou na escola em que estudava, portando uma belastra, que é um arco que se assemelha a uma espingarda, mas é composto de arco e flecha que atira dardos, e atirou contra todos os estudantes que estavam a seu alcance no ginásio do colégio que ele estudava e esses estudantes não foram escolhidas a esmo e sim foram escolhidas a dedo. Kevin matou ao todo 11 pessoas. Essa tragédia ficcional ocorreu 12 dias do massacre de Columbine, um fato extremamente doloroso da recente história norte-americana.

"Franklin, eu nunca conheci ninguém - e a gente conhece os próprios filhos - que achasse a própria existência um fardo ou uma indignidade maiores. Se por acaso você está imaginando que foi a forma de eu tratá-lo que levou nosso menino a essa baixa auto-estima, pense melhor. Eu via aquela expressão enfezada nos olhos dele quando Kevin tinha 1 ano de idade".(p.75)

Quando isso acontece, a pergunta que não quer calar é: POR QUE?

Nos Estados Unidos, mais do que em qualquer outro país, podemos dizer que isso de certa forma é comum, mesmo sabendo que muitas autoridades, psiquiatras, psicanalistas, especialistas em todas as áreas tentem achar a resposta para essa atitude, que na maioria das vezes, parte de jovens, que acabam se matando logo em seguida, salvo em raríssimos casos e quando vai se averiguar os motivos algumas vezes são digamos "banais" do tipo levar o fora da namorada ou até mesmo algo muito grave como por exemplo sofrer bullying. Eles não sabem como lidar com as frustrações.

Ainda assim, não conseguimos entender. Lendo esse livro tive a impressão que a autora faz um exercício enorme para tentar responder a esse e outros questionamentos, mas já sabendo de antemão que todos terão respostas muito pessoais. Então, não não adianta questionar isso. É tão absurdo, hediondo, assustador que não conseguimos, por mais que tentemos.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção no enredo é a relação esquisita que os pais do Kevin tinham com ele. Desde o berço, Eva, a mãe, sempre percebeu que o filho era estranho, mas mesmo assim ela nunca cogitou a possibilidade de levá-lo a um psicólogo. Kevin usou fraldas até os 6 anos de idade, sempre teve gostos estranhos por coisas mórbidas, as pessoas fugiam dele, usava roupas estranhas, e ela nunca tomou uma atitude. Não acho que uma mãe vá pensar que o filho vai cometer uma chacina, mas cuidar da saúde mental de um filho é tão essencial quanto cuidar da saúde física.

"O nome? Acho que só queria que o bebê fosse meu. Não conseguia me livrar da sensação de ter sido tomada. Mesmo quando fui fazer o ultrassom e a dra. Rhinestein passou o dedo por uma massa em movimento, no monitor, eu pensei: Quem é esse? Embora estivesse bem ali, debaixo da minha pele, nadando num outro mundo, a forma me parecia distante. E será que um feto tem sentimento? Eu não tinha como antever que continuaria fazendo essa mesma pergunta a respeito de Kevin quinze anos depois".

E o que dizer do pai! Era totalmente condescendente e omisso, achava que as pessoas perseguiam seu filho, era do tipo, o filho do vizinho é que é má influência. Ao menos, ele acreditava no filho de uma forma verdadeira, porque realmente o amava, pois sempre percebeu que Eva não tinha interesse e não demonstrava amor ao filho, fato que ela mesma confessa.

Não é o caminho culpar o pai, a mãe ou quem tenha cuidado dessa criança, mas buscar entender essas famílias desestruturadas que crescem a cada dia, filhos que não sabem a identidade do pai, que é educado pela televisão, que tem o bandido como ídolo, que não tem sonhos nem perspectivas, que como o próprio Kevin dizia, queria viver às custas do governo.

A maneira como Lionel Shriver escreve consegue manter o suspense até o final, de modo que, pelo menos para mim, o final foi surpreendente. Porém, faço uma ressalva. Sabe daqueles livros que se tivessem 150 páginas a menos ainda assim seriam sensacionais? Foi essa sensação que tive lendo Precisamos falar sobre o Kevin . Entendam bem, o livro é excelente pelo tema que aborda e pela forma como a história é contada, mas ainda acho que poderia ter menos páginas que não afetaria seu brilhantismo.

Precisamos falar sobre o Kevin nos convida a reflexão, não só como pais, mas acima de tudo como educadores. Temos que prestar atenção nos sinais que as crianças e adolescentes emitem desde cedo, por mínimos que eles sejam, sem ficarmos histéricos, mas observar seus gestos, seus gostos, manias, comportamentos com os amigos, na sociedade em geral. Acho que é o mínimo que podemos fazer, para o bem deles e da própria sociedade.
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Renata CCS 06/10/2014

O que falar sobre o Kevin?

"Mas todas as mães, sem exceção, deram à luz grandes homens e se a vida as enganou em seguida, delas não foi a culpa." (Boris Pasternak)

"Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há de educá-lo mal." (Sigmund Freud)


PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN é aquele tipo de livro impactante que prende o leitor de uma maneira indizível e que permanece na memória por muito tempo após o término da leitura. A obra nos apresenta, de forma estupenda, o que é um psicopata, desde o seu nascimento até a chacina por ele planejada de forma fria e calculista, cometida um pouco antes de completar 16 anos de idade.

É através da perspectiva da mãe de um assassino que Lionel Shriver faz uma espécie de genealogia de um homicida ao conceber, através desta ficção, uma chacina semelhante a outras tantas causadas por jovens em escolas norte-americanas. Sua crítica cutuca a ferida do que acredita ser um dos maiores problemas, não só nos EUA, mas em qualquer país que depara-se com a barbárie cometida por adolescentes: ninguém quer ser apontado como responsável.

O livro é agonizante como um soco no estômago. Enquanto Kevin cumpre pena, sua mãe, Eva, padece exilada por todos por causa da monstruosidade cometida pelo filho. Entre momentos de cólera, culpa e solidão, ela somente sobrevive.

Eva é a narradora do livro que cruza sua existência pós-morticínio com sua vida ao lado do filho Kevin, reconstruindo-os de forma magistral através de cartas destinadas ao marido, que ela considera ser o único ouvinte capaz de compreender seus infortúnios, apesar de ausente e de nunca responder às suas cartas.

É através dessa correspondência que Eva relata sua condição atual enquanto mergulha em memórias da sua própria vida. Sem qualquer medo, Eva não reluta em assumir seus erros, não poupa palavras árduas e verdades ferozes, pois, afinal, ela não tem mais nada a perder. Ela não pensa duas vezes ao reconhecer que chegou a odiar o filho e que também desejou que ele nunca tivesse nascido. Shriver realmente conseguiu criar uma personagem muito humana, complexa, e é impossível não sentir pena, raiva e medo. Eva esmiuçou cada minuto da relação daquela família nas cartas que escrevia.

Mas o que falar sobre o Kevin? Ele é um psicopata, um monstro, e também um dos personagens mais complexos que já vi. Dono de uma inteligência impressionante e de um autocontrole fora do comum, Kevin finge uma humanidade que nunca fez parte dele e um a normalidade que não possui. Ele assombra e surpreende o tempo todo, não só todos com quem convive, mas também o leitor.

Kevin foi uma aberração desde o momento que nasceu, e Eva reconheceu o horrível caráter do filho desde que colocou os olhos no bebê pela primeira vez. Sempre disposto a irritar e debochar, atormentou a mãe em cada dia de sua vida, destilando crueldade todo momento e destruindo tudo em que tocava. Definitivamente, um garoto incomum.

A grande questão do livro é: Kevin já nasceu mal ou a vida o tornou assim? Até que ponto a falta de instinto materno de Eva contribuiu para Kevin se tornar um assassino? Ele teria sido o monstro que se tornou se tivesse sido criando por uma mãe amorosa, e não por uma mãe que se retraiu quando o filho rejeitou seu seio ainda na maternidade? Se ela tivesse sido uma mãe que não se afastasse emocionalmente do próprio filho por indiferença, medo e ciúmes? Kevin é o problema ou a culpa é de Eva? Essa é a grande magia do livro!

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN é uma obra irretocável, um dos melhores livros que já li. Não apenas o tema é instigante, como a escrita da autora é brilhante e envolvente. Shriver nos faz pensar muito não só na função da família e no papel da maternidade, mas também na selvageria nas escolas e nas causas da psicopatia.

O tema é tão poderoso e intrigante que a leitura das 463 páginas do livro passa voando. As palavras de Eva quebram o silêncio que costuma predominar neste tipo de situação e nos fazem imergir em seu mundo, saindo de nossa zona de conforto.

O livro me fascinou e ainda tenho comigo as sensações que ele me trouxe. É uma obra de qualidade espantosa, perfeito do início ao fim. Uma história que todos devem ler!

Um livraço!
Jayme 09/10/2014minha estante
Shriver nos propõe o amor - ou o simples cansaço - como resposta: ninguém consegue viver sozinho, nem com todo o amor-próprio do mundo, e esse parecer ser, também, a fonte dos nossos problemas.


Joy 15/10/2014minha estante
Gostei demais da proposta do livro. Vou ler, com certeza. Ótima resenha!


Renata CCS 17/10/2014minha estante
Jayme,
Uma grande verdade a sua colocação!
Joy,
Leia sim! Você vai gostar muito.


Pedrinho 23/01/2015minha estante
Uma ótima leitura.




Daniela 02/10/2014

Precisamos falar sobre o livro
Recentemente terminei de ler Precisamos falar sobre Kevin, e confesso que fiquei impressionada com a narrativa. Havia assistido o filme há um tempão, e não me lembrava de todos os detalhes, apenas as partes mais importantes. O que mais me impressionou na estória não foi o assassinato em massa arquitetado pelo garoto, mas sim a complexidade dos personagens, principalmente de Eva, a mãe de Kevin.

A presença de detalhes no livro deixa a narrativa envolvente e um suspense no ar. Digo que, até agora, depois de ter lido e assistido o filme duas vezes, ainda me pergunto se Eva sentiu-se completamente culpada pelo que Kevin fez, e se o mesmo se arrependeu. A autora deixa isso no ar de uma forma complexa e assustadora que nos faz refletir sobre nossos próprios pensamentos.

Me identifiquei com Eva em inúmeros trechos do livro, principalmente como sentia-se em relação a sua liberdade de ir e vir, sua vontade de ser mãe e por fim, a culpa por ter falhado. Sobre o Kevin, não tive escolha, senti uma empatia por ele quando mostrava-se frio ás tentativas de aproximação da mãe, visto que não vinham de coração, e sim por obrigação. Porém, em muitos momentos pensei em nada mais do que um garoto mimado e arrogante, procurando por atenção.

O que posso dizer no geral sobre a estória é que, de certa forma, sinto que no mundo há mais pessoas como Kevin do que imaginamos. Sua busca incansável por vivacidade o fez cometer um crime inadmissível, mas infelizmente, comum. Eva indiretamente pagou por rejeitar o filho mesmo antes de ele vir ao mundo, ficando enfim sem sua liberdade, seus filhos, seu marido que tanto amava e por fim, sua vida. No final todos pagaram pelo sonho de liberdade.



site: http://masnossagente.blogspot.com.br/2014/10/precisamos-falar-sobre-o-livro.html
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