Precisamos Falar Sobre o Kevin

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Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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Lara 01/05/2016

Precisamos Falar Sobre Kevin - Lionel Shriver
Sinopse: Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio do subúrbio de Nova York , Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional onde foi que eu errei? a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?





Não é o livro mais difícil de ler, mas também não é o mais fácil e algumas pessoas dizem que pode ser maçante.Principalmente o começo, até o nascimento do Kevin, porque tem um foco maior na vida conjugal de Eva e Franklin . O show começa no segundo que Eva dá a luz ao nosso garoto prodígio, Kevin.


Precisamos Falar sobre Kevin é bem inscrito, viciante e tem um enredo emocionante, atiça o leitor a ler e tirar suas próprias opiniões De quem é a culpa? Do filho psicopata ou da mãe, que criou um psicopata? Nada é preto no branco , culpa de todos, culpa de nenhum. Vale super a pena ler, é emocionante e inovador, ficar na pele de uma mãe.Não uma mãe comum ou ordinária. Eva Khatchadourian,mãe do KK, o adolescente que cometeu assassinato em massa , com uma frieza surpreendente.


O livro todo é contado em cartas, de Eva, mãe do nosso pequeno psicopata para Franklin, pai. Nele é contada toda a história de Kevin, um adolescente de 16 anos que acorda em um quinta-feira e assassina onze pessoas, sua maioria colegas de turma. Eva mostra o ponto de vista de mãe.


Sua aversão ao bebê-Kevin e vice-versa nasceram juntas ,aversão que duraria até sua entrada a um presídio para maiores de idade. Quando acontece um evento como esse, a primeira iniciativa das pessoas é culpar a mãe ou a criança, por nascer assim , eu acabei de ler esse livro e ainda nem tenho opinião formada, ninguém nunca vai saber. A culpa é de todos, talvez. Da criança maldosa que Kevin foi, tentando sempre com todas as forças fazer sua mãe infeliz, da própria Eva, que nunca conseguia ser verdadeira com Kevin, e a maioria das vezes bancava uma mãe que ela não era, Kevin odiava isso,e talvez porque ela era meio psicopata sobrecarregada. Na realidade ,todas as vezes que Eva e Kevin Khatchadourian se reconheceram como mãe e filho era quando ambos eram verdadeiros um com o outro e isso era muito difícil. Todos era muito difíceis. Franklin, o Panaca era ,para Kevin, o pior de todos, sempre sendo o paizão legal que aturava tudo que Kevin fazia,mesmo quando era jogar tijolos em uma ponte, idolatrava o filho e tinha uma versão própria de Kevin que o cegava em todos os outros aspectos.


O livro é narrado dois anos depois de todos os acontecimentos, Eva, antes rica, agora vive em uma casinha, escrevendo para Franklin, vendo novelas e visitando Kevin sempre quando pode.


Essa casinha não parece muito real,Franklin.
E eu tampouco.
-Página 14


Kevin nasceu errado, era super protegido pelo pai desde dentro da barriga, e indesejado pela mãe, quando finalmente nasceu chorava sempre,se recusava a tomar o leite da mãe, Eva o culpava por isso e depois tudo ficou pior. Kevin Khatchadourian,armênio por parte de mãe, era um pequeno gênio, porém a única pessoa que realmente reconhecia isso era a mãe, assim com sabia que era um pequeno gênio perverso. Nas fraldas até os seis anos, Franklin achava que o filho era um retardado, com apenas seis anos percebeu que podia ter privilégio que outras crianças não tinham, as fraldas. E tudo ficava pior, incidentes pipocavam perto de Kevin, acidentes com o vizinho, a irmã, o colega de escola. Eva sempre o acusava, Franklin achava que ela o perseguia. Pobre, Kevin!


Seu esporte preferido era fazer pessoas desconfortáveis, e depois o arco e flecha, usava roupas muito menores que ele , se masturbava com a porta aberta, as palavras eram ácidas e , assim como o arco e flecha, sempre atingiam onde era esperado.


Eu sabia exatamente o quê estava fazendo.
Ele se debruçou sobre nos cotovelos.
E faria tudo de novo
-Página 58


Eva também estava longe de ganhar o trófeu de melhor mãe, amava Kevin por obrigação, por preguiça , o odiava e o amava. Sabia ler Kevin como ninguém e vice-versa.Sentia por Kevin, mais raiva que qualquer outra coisa, e ele sabia como fazê-la chegar no limite. E ela sempre chegava. Era falsa, e o garoto sempre sabia quando era falsa,gostava quando ela gritava, batia, esperneava, só assim Kevin estava satisfeito. Quando a forçava a chegar no limite.


Eu precisava ver algo que você tinha feito comigo, precisava
tocar, pegar. Para provar que a sua maldade não era só da minha
cabeça
Pois é, ele disse afagando de novo a cicatriz Eu sei como é
-Página 208


Precisamos Falar Sobre Kevin atiça o leitor e deixa todos curiosos com o desenrolar dos acontecimentos, e há muito tempo eu não me surpreendia tanto com o livro. A última lembrança de Eva é a narração da quinta-feira,quando tudo aconteceu. Apesar de tudo, ninguém esperava, nem mesmo ela.


Conclusão , vale a pena ler e não desistir logo no começo do livro. O livro traz à tona uma reflexão honesta sobre adolescentes criminosos e o papel dos pais nos atos dos filhos.Além de falar um pouco mais sobre amor mãe-e-filho e seus limites, amor torto ainda é amor, quanto mais Kevin e Eva se afastavam ,sem querer, criaram laços. Um amor antagônico,mas ainda sim amor.





Ainda há um filme baseado na história de Lionel Shriver, e tem como elenco a Ezra Miller(As Vantagens de Ser Invísivel), Tilda Swinton ( Crônicas de Narnia ) e John C. Reilly (Detona Ralph e Guardiões da Galáxia). Além de ser dirigido por Lynne Ramsay (O Lixo e o Sonho" e "O Romance de Morvern Callar".)


Beijos,


Lara Amaral

site: http://viagemnasepia.blogspot.com/
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Talita 01/05/2016

Precisamos falar sobre o Kevin
Lionel Shriver é uma das minhas autoras favoritas, e eu ainda não havia lido Precisamos falar sobre o Kevin. Foi esse o romance que celebrizou a escritora norte-americana, mas eu comecei por O mundo pós-aniversário, que me encantou e me fez querer ler tudo o que ela tinha publicado. Adiei Kevin até conseguir encontrar a capa da primeira edição brasileira, aquela que tem um menino usando uma máscara ao mesmo tempo infantil e assustadora, publicada pela Intrínseca. A tradução é de Beth Vieira e Vera Ribeiro.

Eva viajou o mundo todo por conta de seu trabalho: escrever guias com os melhores lugares para se hospedar, comer e conhecer em qualquer país. Gostava do que fazia e continuou viajando, mesmo depois de casada. Franklin, o marido, tinha um trabalho oposto ao dela. Com sua camionete 4×4, ele visitava terrenos que serviriam para locações de uma empresa. Eva e Franklin divergiam no modo de ver a vida, mas mesmo assim eram apaixonados, e depois de um bom tempo tiveram Kevin, o primeiro filho. Eva era uma mulher independente, e não estava preparada para mudar de estilo de vida, mas precisou abdicar das viagens para poder se concentrar em Kevin, um filho por quem ela nunca conseguiu sentir carinho, nem mesmo quando bebê. Franklin se ressentia da falta de amor de Eva por Kevin, e reagiu mimando-o demais.

Eva parece ter sentido a maldade da criança ainda no útero, e Franklin, mais do que amar Kevin, amava a ideia de ter um filho. Ele parecia cultivar acima de tudo a fantasia da família americana perfeita, e por isso não conseguia enxergar as perversidades cada vez mais evidentes da criança. Eles eram ricos, bem educados, podiam pagar as melhores escolas e, ainda assim, eram disfuncionais. Mesmo nascendo em uma família afortunada, Kevin cresceu para se transformar em um assassino em massa.

Lionel Shriver escreveu Precisamos falar sobre o Kevin no começo dos anos 2000, um entre muitos períodos turbulentos da história dos Estados Unidos da América. O romance faz questão de refletir esses tempos de eleições conturbadas, ameaça terrorista, recrudescimento militar, e, no plano doméstico, massacres em escolas. O de Columbine aconteceu em abril de 1999, e ele é citado e contextualizado em Precisamos falar sobre o Kevin. Mas mais do que tratar objetivamente de um fenômeno bizarro como o desses assassinatos, o romance de Shriver é uma investigação psicológica das mentes que geraram esse tipo de tragédia ao mesmo tempo familiar e coletiva.

Acho que mais do que retratar a história de um assassino inspirada em acontecimentos da vida real, a autora parece querer exibir os problemas de uma nação que não consegue lidar com seus privilégios de país soberano - ou, numa outra forma de dizer: com seus problemas de país de primeiro mundo. Além de mimado, Kevin é entediado, irônico, cínico. Não consegue tirar prazer das coisas que se espera que uma criança goste, e, nesse sentido, ele parece ser uma continuação de Eva, sua mãe. Ela reluta em abraçar a vida familiar, despreza o sonho americano pelo qual o marido se encanta. Assim como Eric Harris e Dylan Klebold, os assassinos de Columbine, Kevin é o produto de uma desilusão.

Por causa disso, Kevin é a força do livro. Eva é a narradora, e por isso eu achei que minha identificação fosse ficar com ela, mas Lionel Shriver joga o interesse do leitor na direção de Kevin. Ele é uma pessoa ruim, isso fica claro desde o começo, quando Eva narra os primeiros anos de vida do menino que sabemos ser um assassino, mas os questionamentos e as sacadas que o livro consegue fazer se dão através dele. Kevin é um personagem inteiro, muito bem acabado. Sua personalidade é ao mesmo tempo um mistério e uma espécie de buraco negro; quem mais chega perto de desvendá-lo é Eva, e eu, leitora, me sentia a cada página cada vez mais induzida a tentar descobrir que coisas, exatamente, tinham moldado essa personalidade. E adivinha? No caso de Kevin, não há resposta, não há relação direta de causa e efeito. Assim como a mãe, ele é produto de desilusão, apatia e tédio, mas o que o fez percorrer este caminho ao assassinato? Um dos grandes méritos do romance de Lionel Shriver é manter as respostas inconclusivas que encontramos nas histórias reais. Assim como o quarto de Kevin, que a mãe tenta investigar em busca de pistas da personalidade dele, a resposta é um grande vazio.

O formato epistolar do romance me faz pensar que mais do que mandar cartas para o marido, a narradora Eva quer expurgar um pouco da culpa que ela não admite diretamente, mas que está lá, quase palpável, em cada capítulo. É uma culpa ao mesmo tempo individual e coletiva. Quando Eva reclama de seu filho, está falando nesses dois níveis. Franklin, um homem de vida simples e acima de tudo patriótico, ama Kevin incondicionalmente, e prefere não ver os problemas que estão na sua cara. Quando Eva relata as discussões que tinha com o marido por causa de Kevin, sinto que a questão se estende para o próprio país: de um lado o patriótico iludido e do outro o arrogante que desdenha do que tem. O fluxo desses pensamentos chegou a me irritar no começo, e admito que, como todos os acontecimentos estavam no passado, eu sentia que a exposição deles deixava a história menos sedutora. Mas depois da página cem eu fui atropelada por Kevin, e tudo o que eu queria era saber mais e mais da história dessa família. Por isso, nem o dilúvio de considerações da narradora - e suas ponderações que dizem mais respeito à realidade norte-americana - me tirou da história.

Lionel Shriver usa a trajetória de Eva, Kevin e Franklin como um microcosmo do que acontecia com o próprio país, mas isso não significa que a trama em si não é suficiente para envolver quem chega ao livro. Mesmo se deixarmos de lado o contexto e as metáforas, a história dessa família já vale o tempo investido.

O mundo pós-aniversário continua sendo meu livro preferido da Lionel Shriver, mas Kevin é definitivamente um dos melhores personagens que eu já conheci. Fica evidente que a autora fez uma pesquisa enorme para refletir nele as características de uma geração que cresceu com tudo à disposição, mas que ainda assim encontra motivo para sofrer e para avacalhar com tudo.

site: https://ninguemdeixababydelado.wordpress.com/2016/05/01/precisamos-falar-sobre-o-kevin/
Joice (Jojo) 01/05/2016minha estante
Esse livro está na minha lista. Que bom que gostou!


Talita 02/05/2016minha estante
Vale a pena \o/


Márcio_MX 02/05/2016minha estante
Li "Tempo é dinheiro". Tenho dois sentimentos sobre esse livro. A primeira metade é para quase desistir a outra é magnífica e vale o sacrifício de ultrapassar e persistir ao começo. Tanto que no fim dei 5 estrelas.


Talita 02/05/2016minha estante
Tempo é dinheiro foi o que eu menos tive vontade de ler. Cedo ou tarde vou acabar pegando.




Camille 13/04/2016

Incrível!
Precisamos falar sobre o Kevin conta a história de uma mãe que decidiu revisitar, por meio de cartas, sua vida e os caminhos que a levaram até o dia em que seu filho adolescente, Kevin, promoveu um massacre na escola em que estudava, matando nove pessoas. Ao longo dessas muitas cartas, Eva nos fala de sua vida antes e depois do nascimento do filho. As viagens, a família, o casamento feliz, o sucesso na carreira e a sensação de que tudo ia bem até demais. Com o nascimento de Kevin, as coisas mudaram para ela, que se viu diante do seu maior desafio: o difícil relacionamento com o filho. Acho que este é o relacionamento mais intrigante (pra dizer o mínimo) que li nos últimos tempos e devo confessar que ainda não cheguei a nenhuma conclusão sobre ele, se é que vou chegar um dia - continuo pensando.
Entre as recordações do passado, Eva também traz de volta ao seu presente. A vida da mãe de um assassino famoso nacionalmente. Ela passeia por sentimentos como culpa, ressentimento, raiva, pena, ódio e muitos outros e faz uma reflexão sobre os americanos, os Estados Unidos e sobre a "moda" que esse tipo de crime virou no país. -
Entre todas as coisas, o que mais me chamou a atenção nessa história foram os detalhes, tanto os de características dos personagens quanto das situações. Em toda linha lida eu tinha certeza de que esta era uma história escrita pela Eva e não pela (maravilhosa) Lionel Shriver. Fiquei muito impressionada!
Outro ponto que quero destacar é a altíssima complexidade dos personagens. Ninguém é parecido com ninguém e você termina o livro os conhecendo bem, nada é superficial. Nada é "de graça" nessa história. Tudo se entrelaça e tudo é válido. O livro me deixou com muitas reflexões sobre a natureza humana, o bem, o mal, os nossos relacionamentos... Terminei a leitura cheia de perguntas. E é assim mesmo que eu gosto!
Sei que não consegui exprimir aqui tudo que esse livro significa e os muitos motivos pelos quais a leitura é mais que recomendada. Mesmo assim, fico torcendo para que desperte a curiosidade de vocês e que leiam mesmo. Pela história e pela genialidade das palavras dessa mulher!

site: https://www.instagram.com/liecurti/
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Henggo 11/04/2016

Um soco (bem dado)
Há histórias marcantes - capazes de te fazer pensar sobre o mundo.

Há histórias brutais - as crueis sobre a vida.

Há histórias emocionantes - extratoras de lágrimas.

E há "Precisamos Falar Sobre o Kevin", aglutinadora de um pouco desses três conceitos.

Chocante? Sim. É um adjetivo propício. Mas, acima do choque, temos em mãos um relato sincero que extrapola a ficção, recai nas notícias diárias dos telejornais e deixa uma cicatriz profunda.

Não pelo Kevin, não pelos pais, não pelas cenas, "Precisamos Falar Sobre o Kevin" te faz olhar para dentro de si mesmo e (ao menos em minha experiência), reavaliar muitas coisas e refletir sobre o modo como fomos criados - e como pretendemos criar nossos filhos.

Em um claro movimento de posse de uma sociedade onde o "TER" um filho supera o conceito primordial do "SER" um pai, "Precisamos Falar Sobre o Kevin" é um soco (bem dado) no meio do estômago.
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Bruna 09/04/2016

Incrível
Resenha Literária do livro Precisamos falar sobre o Kevin, escrito por Lionel Shriver, teve sua primeira publicação em 2011 pela Editora Intrínseca e teve sua adaptação cinematográfica no ano de 2012. O livro nos traz a historia de Eva, uma mulher de meia idade que apesar de uma infância traumática tem uma empresa bem sucedida onde ganha a vida com viagens incríveis. Eva é casada com Franklin o amor de sua vida, aparentemente ela tem a vida perfeita, eis que surge o grande questionamento ter filhos ou não? Em meio a um momento de fragilidade emocional Eva decide atender o desejo de seu marido, mesmo que isso contrarie o seu e no exato momento em que embarca neste novo projeto ela se arrepende, como uma forma de contornar a situação ela se enche de expectativas e uma a uma todas são frustradas. Este e um livro incrível muito bem escrito e polemico.


site: https://www.instagram.com/p/BDy827CmSRn/?taken-by=coringaliterario
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Luka 31/03/2016

Precisamos falar sobre Kevin, mas não sei por onde ou como começar.
"Precisamos Falar Sobre o Kevin" não é um livro tão fácil de ler.

Nesse livro, Eva é uma mãe. (Nossa que legal).

Mas, ela não é uma simples mãe. Ela é mãe de Kevin.
Um assassino frio e loucão.

Ai você fica: Nossa coitada da Eva?

Coitada? Será que ela não tem culpa nisso não?

Eva narra vários acontecimentos da sua vida antes e pós Kevin em forma de carta dirigidas ao seu marido. Não é uma leitura fácil.

Muitas vezes eu refletia sobre o que estava lendo e ficava um tanto chocado com as descrições e emoções da Eva e do próprio Kevin (Até como eles se tratavam).

Bom, eu não sei o que mais escrever pq eu realmente não consigo expressar nada após ter lido esse livro. É uma reflexão pessoal que infelizmente não vou conseguir passar pra cá.

É uma história muito forte se você parar para refletir.
"Precisamos falar sobre o Kevin" não é apenas mais um livro de suspense. É um apelo. Um apelo para que os pais cuidem de seus filhos, olhem por eles, procurem entender o que se passa na cabeça deles e outras questões bem pessoais.

Não só um apelo, mas, de certa forma o reflexo de muitas situações da realidade (Kevin fala sobre pq fazia isso. É um tanto chocante e de forma banal que é tratada).
Um surpresa e tanto. Um ponto alto para refletir.

No final do livro, eu fiquei tão triste com o todo que nossa..
É uma baita reflexão.

Citação do início do livro que acho que descreve bem esse livro:

"É justamente quando ela menos merece que mais a criança precisa do nosso amor.

- Erma Bombeck"
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Luana P. (petite-luana) 10/03/2016

Este foi o meu segundo contato com a autora norte-americana Lionel Shriver, depois da experiência frustante com "Grande Irmão", quis ler outro livro da autora para ter outra chance de adentrar na escrita e descobrir mais sobre o trabalho dela. Escolhi "Precisamos Falar Sobre o Kevin", livro que foi vencedor do Baileys Women's Prize for Fiction de 2005, e tive uma grata surpresa com essa leitura.

O livro gira em torno de Kevin, o filho de Eva, e como ele transformou a vida de sua família: é preciso falar sobre o que aconteceu, é preciso falar sobre o Kevin, mas para falar sobre ele é preciso dilacerar todo o entorno. E é dessa forma que a narrativa se constrói, a partir de cartas confessionais, quase um diário, que Eva direciona para seu marido Franklin, através desses relatos transitamos em pulos temporais na vida de Eva, que tinha uma vida bem sucedida, gerenciava uma pequena empresa de guias de viagem e possuía um feliz casamento com Franklin. No decorrer da narrativa vemos construída a história de uma família de classe média americana que parece comum, mas se revela perturbadora conforme Eva relata sua infeliz experiência com a maternidade e o ambiente familiar, a cada carta nos aprofundamos mais em suas angustias e perdas e descobrimos como e porque a vida desse casal foi mudada. O livro é uma grande discussão sobre a imposição e fetichização da maternidade, assim como do "instinto materno", além disso, levanta interessantes pontos sobre a psicopatia no desenvolvimento do sujeito, permanecendo de forma ambígua, questiona se seria uma tendência inata ou fruto de uma relação familiar negligenciada.

p.s.: acredito que a história seja conhecida devido a adaptação para o cinema que ganhou o mesmo nome "Precisamos Falar Sobre o Kevin" (2011, dirigido por Lynne Ramsay). Assisti o filme antes de ler o livro, e com a leitura passei a gostar ainda mais do filme, apesar de se aproximar pouco da profundidade da relação da Eva com o não-desejo da maternidade que é relatado no livro, ainda achei uma ótima adaptação em relação a estética e clima de angústia.
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Andrea 08/03/2016

Um romance sobre o superestimado "amor materno"...
[...] "Sinceramente, Franklin, talvez a gente devesse ter um filho só para ter algo mais sobre o que falar." [...] p 43.

Em Precisamos falar sobre o Kevin, somos apresentados à narradora Eva, uma mulher sozinha que vive a duras penas por causa do crime hediondo cometido por seu filho adolescente, Kevin. Para tentar aplacar a solidão, ela decide escrever cartas para o marido, uma vez que eles se separaram por causa das atitudes do filho. Desse modo, todo o romance é construído de maneira epistolar, tendo vinte e oito cartas no total.
Nossa narradora sempre vai mesclar em suas cartas experiências cotidianas que ela tem no agora, com as situações que a levaram até aqui. Logo, conheceremos tudo a respeito de seus pensamentos, o início de sua história de amor com o marido, como ela engravidou, como ela se sentiu ao tornar-se mãe, como descobriu que algo muito errado estava acontecendo com seu filho e por ai vai...
Algo que me deixou perplexa foi a frieza constante de Eva ao falar do próprio filho. Eu sei, esse livro é uma ficção e nada é mais comprovatório do que o fato dessa mulher não gostar do menino desde sempre! Até mesmo ao conceber a ideia de ter um filho, ela trata isso com muita frivolidade e meio que traz uma premonição de que o menino terá problemas, mas pelo menos eles sairão da "mesmice":

[...] "Mesmo que nosso filho tenha problemas, supus feito uma idiota, pelo menos não seriam aqueles mesmos velhos problemas nossos..." [...] p 37.

Ao longo de toda a narrativa, Eva nos mostra o quanto não suporta o filho e o quanto não se suporta por isso e abre uma discussão sobre como para a sociedade, se um filho é bom ou mau sempre é culpa da mãe e ao meu ver isso é totalmente injusto! É culpa sua ter um filho psicopata? Talvez seja culpa sua a negligencia de não tentar cuidar ou tratar esse problema, mas que mãe admitiria que o filho é um psicopata e perigoso? Eva. Ela tentou de todas as maneiras alertar o marido, mas este nunca lhe deu ouvidos... E por esse motivo o garoto chegou onde chegou...
Além da discussão sobre relações entre pais e filhos, esse livro também tratará muito dos vários casos de violência nas escolas americanas e de atos violentos cometidos por adolescentes no final dos anos 90 e início dos 20000, são assombrosas as estatísticas apresentadas por Eva, a cada semana, a cada mês mais um jovem vai preso por tirar a vida de outros tantos, sem qualquer motivo plausível! É como se eles fizessem isso pelo simples prazer de ter seus rostos estampados nos jornais!
Não falei quase nada a respeito desse livro maravilhoso e não coloquei quase nenhuma citação que queria! Marquei 179 no Kindle... Mas, por tudo isso que disse até aqui, além da escrita primorosa e deliciosa de se acompanhar da autora, você, definitivamente, precisa saber o que Eva tem a dizer sobre o Kevin, sobre o marido, sobre ela mesma, sobre a vida e talvez, você até se identifique com isso.


site: Leitora Compulsiva - http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br
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Mario Manson 24/02/2016

Um livro impactante
Lionel Shriver aborda temas polêmicos, será que as pessoas nascem psicopatas? será que todas as mulheres estão preparadas para ser mãe? Com uma narrativa fácil de compreender e capaz de colocar o leitor na pele dos protagonistas, Lionel constrói algo que poucas vezes paramos pra pensar
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Retalho Club 06/02/2016

Conheça o mundo sob o olhar e a perspectiva da mãe de uma psicopata juvenil, Eva Khatchadourian, aos 16 anos seu filho mais velho Kevin entrou em sua escola prendeu seus colegas no ginásio e saiu atirando neles, como qualquer história por trás de um massacre qualquer dos tantos que ocorrem e já ocorreram nos Estados Unidos.

No entanto, Kevin matou seus colegas com um arco e flecha, seu herói favorito era Robin Hood, e a proposta de Lionel Shriver é bem clara: apresentar o cenário familiar por trás dos jovens rebeldes e violentos que se revoltam contra o seu meio social.

Estamos diante de uma obra aterrorizante e arrebatadora, mergulhar na história da família Khatchadourian pode ser surpreendente e ao mesmo tempo decepcionante, ainda mais se levarmos em conta o final da obra que nos deixa com uma grande interrogação na mente.

Kevin é um belo e jovem rapaz, com uma família amorosa e um pai que o mima, tem tudo o que alguém poderia precisar e querer ter, porém desde criança apresentou traços de crianças problema, mas estes notados somente pela mãe.

Na perspectiva apresentada por Shriver somo levados a refletir sobre o papel dos pais na construção da personalidade dos filhos e a buscar entender quem são os verdadeiros culpados dessas atrocidades?

Precisamos falar sobre o Kevin, o nome é sem dúvida a decisão mais acertada do autor, precisamos sim falar sobre ele, sobre os Kevins do mundo real, não podemos somente nos calar e ficar quietos esperando quem se tornará o próximo.

LEIA MAIS:

site: http://www.retalhoclub.com/2016/01/09/resenha-precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel-shriver/
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Cassita 25/01/2016

Precisamos falar sobre...
Não é engraçado que a mãe, que em uma infinidade de cartas, se chame Eva (Khatchadourian)? É como se ela viesse - como toda mulher - impregnada com o pecado original. Já não nascemos culpadas?
Precisamos falar sobre Kevin é um romance epistolar que destrincha, sem dó, os desafios da maternidade da forma mais grotesca possível. É uma leitura assustadora e que demanda bastante reflexão, sobretudo para as mulheres que ainda são muito assombradas com o fantasma obrigatório da maternidade.
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Ravete 20/01/2016

Nunca vou parar de falar sobre o Kevin.
Precisamos Falar Sobre o Kevin, da autora Lionel Shriver, conta a história de Kevin Khatchadourian (juro que aprendi a escrever o nome, não pesquisei no google! hahaha) através de cartas que sua mãe, Eva, escreve para seu pai. Nessas cartas ela traça um monólogo na busca incessante de respostas para entender por que o Kevin é assim e o que o levou a fazer o que fez . O Kevin é um sociopata. Ele nasceu mau, e desde pequeno ele dá grandes indícios dessa maldade inata que culminou até o ápice da história, a fatídica quinta-feira, dois dias antes de seu aniversário de dezesseis anos quando ele cometeu uma chacina no colégio onde estudava (isso não é spoiler). Mas o problema é que a única a perceber isso é a própria Eva. Só ela presenciou os ataques de fúria, a negação de Kevin, ainda recém nascido, em aceitar seu colo e até mesmo seu leite materno, as provocações, o cinismo. Kevin era fingido. Com o pai, era uma criança quase adorável, e além disso, Franklin era extremamente super protetor e fechava os olhos para quaisquer evidencias de que seu filho não era aquele menino indefeso que tanto tentava aparentar ser: se nenhum vizinho gostava do Kevin, a culpa era dos vizinhos. Se nenhuma babá ficava no emprego, a culpa era das babás. Se ele destruia algo que sua mãe levou meses para fazer, só estava tentando ajudar. Durante a leitura eu senti muito mais raiva do Franklin do que do próprio Kevin. Mas para a Eva ele mostrava quem realmente era. E olha, eu chorei. Não foi o livro que mais me fez chorar na vida, mas foi o que mais me deixou triste (?) dá pra entender? Eu fiquei tão triste pela Eva, por tudo o que ela passou, por tudo o que ela perdeu... Eu quis poder abraçá-la, dizer que não era culpa dela. Quis ter o poder de mudar o final e torná-lo um pouco menos doloroso. Mesmo sendo só um livro, me deixou muito angustiada. Não é uma história fácil de ser engolida, muito menos esquecida. Não é uma leitura fácil, é bastante complexa e requer paciência e envolvimento. Não é o tipo de livro que lê-se para distrair. É dolorido, é revoltante, mas acima de tudo é brilhante e genial.
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Daiane 06/01/2016

Incrível. Ideal para quem tem interesse por psicologia e psicopatia. De um jeito incrivelmente interessante, a autora narra a história pela a mãe de Kevin, um menino com transtornos psíquicos. Melhor livro que eu li, que tenha abordado o tema! Se você quer ficar grudado na cadeira por dias, este livro é absolutamente a melhor opção!
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Sempre lendo 05/01/2016

O peso da culpa de uma mãe
Fiquei bastante apreensiva com esta leitura! Não é spoiler pois a resenha oficial do livro/filme trata da culpa (ou a busca das razões) de uma mãe ao saber que seu filho é delinquente e assassino. Caraca isto é muito tenso!

O livro tem uma ótima escrita, são cartas que a mãe do Kevin escreve ao ex-marido tentando entender onde foi que errou e como chegou naquele desfecho, que só vamos saber ao lermos estas mesmas cartas, porque a história se inicia no estilo de retrospectiva. Interessante e ao mesmo tempo horrível. Se quiser saber logo como funciona veja o filme, mas recomendo que leia o livro antes que está mais suave, inclusive o final é diferente.
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Marta 02/01/2016

Uma leitura que te sufoca, mas te acrescenta em reflexão
A sensação que fica é confusa. Uma leitura que se finda numa compreensão diferente, ao mesmo tempo que me esvazia um pouquinho.

Sem muito drama, a história é contada por Eva, por meio de cartas que escreve ao marido. Nisso, a autora acerta em cheio, pois o ponto de vista de Eva é crucial para dar uma intensidade diferente à história (mas confesso que adoraria ler tudo sob a perspectiva do Kevin; seria óbvio, mas intrigante).

Ser mãe não estava em seus primeiros planos e ela teve dificuldades em assimilar esse papel em sua vida. Mais que isso: assimilar Kevin em sua vida. O garoto sempre foi um pouco diferente, e isso Eva compreendeu desde o início. Com sinceridade, sem mais ocultações, ela tece toda a teia dessa história nas cartas. Expõe pensamentos, sentimentos e atitudes que muitos se horrorizariam em saber, mas é necessário fazê-lo. E nisto conhecemos seu casamento, seu trabalho e, principalmente, conhecemos Kevin, com suas peculiaridades e atos um tanto desagradáveis, caminhando para um desfecho desolador na história da família.

Em alguns momentos, odiei Eva. Noutros, odiei Kevin. Mas, conhecendo-os aos poucos, passei a sentir tudo, menos ódio. Quem me incomodou mesmo, do início ao fim (principalmente no fim) foi o marido de Eva, Franklin. De verdade, poderia compreendê-lo, mas não me dei ao trabalho de tentar, pois seu posicionamento muito me irritou. Mas ele não estraga o enredo! Pelo contrário, acrescenta muito e é fundamental. Eva não seria tão Eva sem ele. E Kevin não seria tão Kevin.

É uma história que merece ser degustada e, depois, devorada. A digestão depende muito de quem somos nós.
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