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Precisamos Falar Sobre o Kevin

Lionel Shriver
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Tayná Coelho 19/04/2014

Incrível!
"- Quando a gente monta um show, não atira na plateia."

Esse foi um dos primeiros livros que li esse ano, ainda em janeiro, por indicação da minha amiga Juliana (que, aliás, sempre me indica livros incríveis).

Foi uma leitura muito difícil e muito intensa desde o início. Eva, mãe de Kevin reconstitui toda a trajetória da vida de Kevin em cartas destinadas a Franklin, seu marido e pai de Kevin. Percebemos logo de início, pelo tom das cartas, que ambos não estão mais juntos, devido ao que Kevin fez. Sabemos que ele cometeu algum tipo de massacre escolar, como o de Columbine, mas não conhecemos a verdadeira natureza do ataque até o fim do livro.

Preciso dizer que o livro é incrível, mas me deixou extremamente amedrontada. Sob a perspectiva que Lionel nos dá em seu livro, apesar da culpa dos pais no que Kevin veio a ser, fica bem claro que ele já era um menino mau. Talvez se o comportamento de ambos os pais fosse outro, ele não tivesse ido tão longe, mas certamente já se observava maldade nele desde o início.

Vou tentar construir um pouco do perfil dessa família aqui sem dar nenhum spoiler. A mãe, Eva, nunca quis engravidar e era muito feliz com sua vida de editora de um guia de viagens. O pai, Franklin, sempre quis ter filhos e acabou conseguindo convencer Eva. Porém, vemos que desde o início, Eva nunca amou o filho, mesmo quando ele ainda estava em sua barriga, vemos uma rejeição por ele enorme. Enquanto Franklin, desde sempre, fecha os olhos a tudo de errado que o pequeno Kevin faz. Kevin, por sua vez, é uma criança (e ouso dizer que quando bebê já era assim) extremamente dissimulado e manipulador. Enquanto leva a mãe e todas as babás contratadas a loucura com seus gritos ensurdecedores, basta o pai chegar para que ele se transforme em uma criança dócil. Esse perfil será levado por ele ao longo da vida: fazendo de tudo para irritar a mãe e sendo o filho perfeito para o pai. Esse comportamento ambivalente de Kevin acaba por afastar seus pais. Franklin acha Eva fria demais com o filho e Eva considera Franklin condescendente demais.

Lionel traça um perfil muito claro dos atentados ocorridos em escolas norte-americanas, fazendo um paralelo com a história narrada no livro.

A pergunta perturbadora que ficou na minha mente por muito tempo, depois que li esse livro foi: existe só um culpado? Seria Kevin mau por natureza? Ou talvez a rejeição da mãe foi sentida por ele e o tornou assim? Seria o excesso de cuidado e de proteção do pai culpado também? Alguma coisa poderia impedir o final trágico desta história?

Eu não tenho respostas para essas perguntas, mas indico o livro a todos (o filme também é incrível, vale ressaltar).

site: http://olhandoporai.com/2014/04/19/resenha-precisamos-falar-sobre-o-kevin-lionel-shriver/
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Di 14/04/2014

Desafio Literário Skoob 2014 - Abril *Livro escrito por mulher*
O livro retrata a trajetória de Eva Khatchadourian, que tenta entender o que levou seu filho Kevin a cometer um massacre.

No inicio do livro eu detestei a Eva. Ela é muito egoísta e se acha a dona da razão, e é muito mimada.
Com o passar dos capítulos a história mudou. Não que ela deixou de ser chata (porque ela é muito chata), mas a raiva que sentia dela no começo pelos atos dela, começou a se transformar em compaixão.

Franklin o marido "perfeito" é um FDP, ordinário, que criou uma bolha em torno dele e de Kevin e viveu lá dentro da forma que ele achou que lhe convinha.
O cara é tão patético, que mesmo quando o filho lhe dá má resposta ele não percebe. Ele acredita que o Kevin é o filho perfeito. Que as coisas que ele faz, são brincadeiras de criança. Que ele age assim para chamar atenção. Aff

Quando começamos a conhecer melhor a história da Eva, vemos que ela pode ter sido uma Bitch por n's motivos, mas que no fim das contas foi ela quem mais sofreu com toda e história. Ela tenta inúmeras vezes se aproximar do Kevin, mas sem sucesso algum. Não existe um relacionamento entre os dois. E o Kevin faz de tudo pra mostrar a Eva o quanto a odeia e despreza.

Falar sobre o Kevin é complicado. Não sei se consigo achar palavras para descrever tudo o que ele me fez sentir desde o momento em que comecei a ler, até a ultima página. Dizer que ele é uma criança possuída é fácil. Sou do tipo de pessoa que acredita tanto na existência do bem quanto na existência do mal. Mas não consigo crer que um bebe nasce possuído. Tentar explicar a personalidade e o comportamento dele, a partir da forma como ele foi criado, pra mim também é complicado. A explicação mais pratica seria que devido o tratamento recebido em casa, uma criança se torna sociopata. Mas não acredito que essa seja a resposta para a personalidade do Kevin. Por mais que ele tenha tido a rejeição por parte da mãe, o pai o mimava até demais. Talvez esse excesso de zelo tenha ajudado sim a desenvolver a psicopatia dele, mas desde o momento em que a Eva o pegou nos braços, antes mesmo dele ter se quer uma personalidade formada, ele já era um bebe difícil. Então na minha cabeça não consegui chegar em um consenso do porque do comportamento dele.

Várias vezes me peguei pensando que se eu estivesse no lugar da Eva, não sei se conseguiria criar um filho como Kevin. A transformação dele diante do pai é gritante. E apenas o babaca do Franklin não enxerga como o filho age com a mãe e diante da sociedade.
O desenrolar da trama é tão perfeito, e tão bem trabalhada, que a cada capitulo terminado me deixava com um gostinho de quero mais.
Os sentimentos que tenho no momento são bem confusos em relação ao livro. Eu amei toda a trama criada pela Lionel. Me surpreendi demais com alguns desejos da Eva e principalmente com o final.
Não foi uma leitura fácil (mas não pelo motivo do livro ser ruim). A história é fantástica e te faz pensar muito no que o ser humano é capaz.

Depois de conhecer KK e descobrir que ele não era a única criança capaz de tantas atrocidades e maldades, definitivamente, desisti de ter filhos!

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Laura Oliveira 18/03/2014

Estranhamente e desconfortavelmente perfeito.
Senti incômodo do início ao fim. Incômodo por nunca ter questionado as convenções que ensinam o caminho para a vida perfeita. Será que existe mesmo uma forma correta de ser feliz? Existe um jeito certo para amar? Agora posso responder que não. Por mais planejadas que sejam as ações, o resultado nunca é o que se espera. Acredito que a única solução para esse problema é não se forçar a nada. Não se forçar a dizer que ama quando não é verdade. Não se forçar a dizer que está satisfeito com as coisas quando na verdade não está. Não se forçar a abrir mão de seus objetivos para realizar os de outra pessoa quando não está preparado para isso.
Fácil? Não para mim. Sei que reconhecer o erro não quer dizer que ele será corrigido, muitas vezes por covardia ou acomodação. Mas ler PFSOK me fez pensar bastante sobre isso. Espero que eu tenha peito para mudar.
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