Precisamos Falar Sobre o Kevin

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Resenhas - Precisamos Falar Sobre o Kevin


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De Cara Nas Letras 16/03/2015

Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver
Desde que me entendo como leitor (leitor voraz), desde a primeira vez que ouvi falar desse livro e até mesmo quando me ouvi pronunciando esse título, senti necessidade extrema de lê-lo. Nem precisei recorrer a sinopse para saber que se tratava de um livro com grande genialidade, soube por intuito, assim, de cara que ele iria me tocar. Bem, eu o li, e se querem saber: sim, é muito bem escrito.

O livro é nada mais do que um amontoado de cartas organizados cronologicamente, iniciando em 8 de novembro de 2000 e finalizado em 8 de abril do ano de 2001. Por meio dessas cartas conhecemos Eva Khatchadourian, a mulher responsável por escrever as já mencionadas cartas, dedicadas a seu querido marido Franklin.
Sendo uma mulher bem sucedida, dona de uma empresa de viagens e também escritora de guias de viagens, Eva não se imaginava mãe, só que por ironia, decide embarcar nessa nova experiência da maternidade com o seu marido típico americano Franklin. No entanto, ela não esperaria gerar uma criança tão fria e tão avessa as demais; um psicopata.
Suas cartas vão relatar o tempo que viveu ao lado do marido, partes das experiencias de viagens e a criação dos seus filhos (Kevin e Célia), analisando os pormenores do seu relacionamento com sua família na tentativa de procurar entender quais os verdadeiros motivos levaram seu filho a cometer as atrocidades que fez.

Kevin, desde que nasceu já se mostrou ser peculiar, e com o desabrochar da adolescência, isso foi ficando cada vez mais evidente. A princípio, podemos dizer que foi a criação que os pais deram que o tornou um jovem frio e calculista, mas Eva descreve cada detalhe de maneira magistral que fica difícil achar que o garoto tenha sido influenciado por uma má crianção. Tendo uma família rica, com direito a tudo do bom e do melhor, um jovem tem tendência a seguir uma vida de acordo com os limites da lei (há excessos, como é o caso) o que nos leva a crer que esse lado macabro já veio de nascença.

Precisamos Falar Sobre Kevin é um livro de grande sensibilidade. Temos uma mãe que lutou do seu jeito para melhorar o comportamento do filho, mas que não conseguiu sustentar sua família como deveria ser. Podemos até achar ela egoísta, mas em suma, notamos que ela abriu mão de muito em nome da família, e eu não acho isso nem um pouco egoísta.

Lionel Shriver me pegou de jeito com esse livro, em momentos fique esbabacado e me senti esbofeteado por sua escrita rebuscada e crua. Às vezes com palavras que não costumam está em meu vocabulário, mas que de forma alguma tirou o brilho da obra, pelo contrário, fez reluzir mais deixando a narrativa lindamente encantadora e com um desejo incessante de quero mais, tanto é que ao findar o livro, já senti a necessidade de o reler.

O livro nos mostra o quão pode ser difícil lidar com problemas que estão dentro de nossa própria casa, mesmo que não sejam nas mesmas circunstâncias (com massacres e crimes). Nem sempre podemos segurar o inevitável, mesmo assim, ficamos com aquele velho pensamento "E se tivéssemos cruzado a esquerda ao invés da direta, será que chegaríamos em outro lugar?" Fica difícil responder quando não conhecemos esse lugar, pois bem sabemos que vários caminhos podem dá em um mesmo lugar se tivermos conhecimento da região, porém, como Eva era mãe de primeira viagem, ela não tinha tanto conhecimento assim, será que ela poderia ter feito diferente?

A diagramação do livro está perfeita, fonte de tamanho agradável e o papel utilizado é o chambil avena (amarelado), um os melhores. Não encontrei nenhum erro, ou seja, os revisores estão de parabéns.

Esse livro está mais do que recomendado, mas eu dou um pequeno conselho: tenha paciência com ele, leia com carinho, calma e, acima de tudo, sem pressa. Deguste-o como um prato delicioso que você não quer que acabe nunca e aproveite cada detalhe.


Filme:
O romance ganhou adaptação no ano de 2011 e foi estrelado por Tilda Swinton (Eva), John C. Reilly (Franklin) e Ezra Miller (Kevin) sob a direção de Lynne Ramsay.

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Katia 15/03/2015

Precisamos Falar sobre o Kevin
Qual o motivo que leva um adolescente matar vários colegas, uma professora e um servente em uma escola? Será que é por causa da criação dos pais? Porque sofria bullying na escola? Pode ser que a pessoa já nasça com uma anomalia em um gene que a torna um psicopata ou vai ver é culpa da mídia que recebe audiência na TV quando noticia desgraças. Enfim isto é o que a Eva mãe de Kevin tenta entender. A estória é toda baseada através de narrativa, na qual a mãe de Kevin escreve cartas para o pai dele que está ausente.
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Solange 10/03/2015

Fantástico
Livro incrível, recomendadíssimo!!!
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Ligiane 08/03/2015

Uma narrativa ácida
Deixo aqui minhas palmas para Lionel Shriver. Que livro bem escrito, QUE LIVRO BEM ESCRITO!!
Ele é do tipo que começa monótono e você não dá nada por ele de início.
A narrativa é contada em forma de carta e em primeira pessoa. Conta a relação de Eva com seu filho Kevin, diante das perspectivas dela sobre a relação entre mãe e filho e o que contribuiu desde sua infância, para que Kevin tivesse um futuro tão turbulento.
O que eu posso dizer sobre este livro, é que ele é ABSURDAMENTE bem estruturado, por isso deixo aqui as minhas 5 estrelas. É por essa habilidade divina de a autora desenrolar essa história, que o livro guarda fatos detalhadíssimos e chocantes sobre um tema que eu nunca vira ser trabalhado dessa forma.
Eva é ácida na forma como discorre sobre sua relação com Kevin e isso torna os relatos tão fortes e pesados. Cada capítulo é quase como uma aula de psicologia.
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Mih 05/03/2015

Arrasador
Mais um sobre psicopatia, e mais um excelente pra minha memória literária. O livro retrata a relação de Eva com seu filho Kevin, um menino que desde muito jovem demonstra sinais de autismo seletivo. Nunca havia lido algo onde as sensações e os sentimentos fossem colocados pra fora de forma tão real. Existe raiva, existe ódio, existe rancor, mas também existe um amor nas linhas do livro. Em vários momentos me peguei de olhos marejados com tamanha raiva que senti pelo Kevin e tamanha pena que senti da Eva. É um livro realmente arrasador, em todos os sentidos. O final é simplesmente um tiro na nossa cabeça. Fiquei três dias deprimida.
O livro me fez pensar muito sobre tudo o que acontece à minha volta, sobre a mente das pessoas ao meu redor, sobre o que pensam de mim ou sobre o mundo. Foi realmente uma experiência única ler esse livro em três dias. Cheguei a assistir o filme, e mesmo que tenha sido muito bem adaptado, não passa todos os sentimentos da forma que os li. Uma leitura mais que recomendada para os fãs de histórias de psicopatas.
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Kika 25/02/2015

Confira no blog! :)

site: http://kikaribeiro.tk/precisamos-falar-sobre-o-kevin/
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Nika :3 06/02/2015

NÃNNÃMNANAAÃÃNÃNNÃÃNNHEMNHEM
Primeiramente, estou apaixonada pela a narrativa da Lionel Shriver, rica em detalhes, ela consegue manter o mistério até a última carta. E nossa, a história é ainda mais assustadora pelo fato de Kevins serem assustadoramente comuns. Um livro questionador, que quebra os paradigmas... Kevin nunca sofreu bullying, Kevin era amado sim, mas veio ao mundo para gerar o desconforto que nascer havia gerado nele. Enfim, corri pra assistir o filme e apesar de saber que as obras cinematográficas nunca serão cem por cento fiéis ao livro, frustrei até minhas mais baixas expectativas, o filme não passa 1/3 da massa de sentimentos, sensações, sentidos e sentimentos que o livro gera de forma palpável em nossa pele.
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Dan" 29/01/2015

Lionel é perfeita!
Eu li esse livro há uns dois anos e até agora me pego pensando sobre a história divinamente contada por Lionel Shriver. Quando chegou nas últimas páginas eu tive que parar de ler para tomar fôlego porque esse livro é um soco no estômago!!!Aprendi muito com essa história sobre relacionamentos, maternidade e relações familiares ! Leiam!!!!!
Mi Hummel 30/01/2015minha estante
Estou querendo ler! =)




Sarah 28/01/2015

Eva Khatchadourian é uma mulher bem sucedida, leva a vida viajando, cuidando de sua empresa e partilha de um casamento feliz com Franklin Plaskett quando cogita a falta de algo para complementar a vida a dois, a partir disso, o casal decide que um filho pode ser a solução para este vazio, uma gracinha de bebê que seria super apegado a "mãemãe" e traria alegria para a família e a vizinhança. No entanto, Kevin Khatchadourian é uma criança um tanto peculiar.

Ao iniciar a leitura, a primeira sensação que tive era que havia uma mulher, que sentia falta do marido, tagarelando incessantemente ao meu redor. Porém, insisti na leitura e permiti que Eva, através de cartas enviadas ao marido, me sintonizasse em sua história que depois de um ponto não consegui largar. É uma obra que, com certeza, faz refletir sobre a escolha de ter filhos, o motivo que cada um tem para isso e se a forma como estes são educados realmente influenciará na pessoa que serão quando mais velhos, além de, através da narrativa de Eva, compreender o que sente uma mãe após um filho cometer uma catástrofe.
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ANDREA 21/01/2015

Uma simples receita
Pegue seu filho limpo, e recheie com os seguintes ingredientes:

- 1 grande porção de brinquedos e mimos;
- 3 xícaras bem cheias de aceitação de todos os seus erros
- 1 1/4 de proteção extra contra qualquer acusação
- 5 medidas de impassividade.


Modo de fazer

Pegue uma vasilha e retire toda repreensão, afaste-o de todos os princípios de Deus, jogue fora toda a responsabilidade, e misture os ingredientes acima. Em seguida deixe-o descansar por anos, deixe a massa crescer a vontade, sem recriminar sua mania de tirar proveito das situações, permita todos os palavrões e as amizades inadequadas, junte todo o dinheiro que for pedido, e depois cubra tudo com uma venda que o impedirá de enxergar seus erros, isso ajudará no toque final do prato. Depois de pronto teremos mais um Kevin servido para a sociedade.

Diz o seguinte provérbio índio americano "Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente."
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Thais 06/01/2015

Muito mais uma opinião do que uma resenha!
Toda mulher antes de ser mãe, precisa ler esse livro...
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Janaina 14/12/2014

Pra pensar a vida, a maternidade, o amor, a sociedade e tantas outras coisas. Tão bem escrito que é difícil acreditar que seja ficção. Aquele livro que fica em você pra sempre!
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Carol 18/11/2014

Precisamos Falar Sobre o Kevin não é mais um livro clichê sobre sobre adolescentes excluídos e vítimas de bullying que resolvem cometer uma chacina na escola. Também não é um livro para quem busca relatos apurados sobre a mente de um assassino.

Eva Khatchadourian nunca quis ser mãe. Tomada por um impulso de "virar a página" e incentivada por seu marido Franklin, resolve engravidar, esperando que ao primeiro contato com o filho, todos os relatos que já ouvira sobre maternidade fossem se concretizar e fosse imediatamente se "apaixonar" pelo bebê.

Para sua surpresa, nada disso acontece, e a maternidade se torna uma experiência nada agradável.

Desde o primeiro contato com Kevin, Eva tem a sensação de que o recém nascido a rejeita - sensação que com o passar do tempo se torna uma certeza. A partir do momento em que Kevin recusa seu seio, ela passa também a tratá-lo com recusa.


Ao contrário de Franklin, que idolatra o garoto, Eva tem absoluta certeza de que há algo de errado com ele. Além de ser apático a qualquer tipo de atividade, não demonstrar a curiosidade habitual da maioria das crianças e ter grande poder de dissimulação, Kevin também demora a produzir as primeiras palavras e a largar as fraldas. Em cada atitude, parecia querer enlouquecer a própria mãe, sendo temido pelos colegas de escola e evitado pelos vizinhos.

Embora logo na primeira carta de Eva, sabemos que algo muito errado tenha acontecido, somente na carta final temos uma visão completa dos fatos.

Mais do que um relato sobre Kevin e sua chacina, o livro trata de questões que podem ser consideradas "tabu" pela sociedade, como até que ponto os pais seriam responsáveis em um caso como esse?

Uma pessoa poderia nascer genuinamente má? Uma mãe poderia odiar seu filho? Um bebê recém nascido poderia rejeitar a própria mãe?

site: winter-wine.blogspot.com.br
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