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Precisamos Falar Sobre o Kevin

Lionel Shriver
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Mara 14/08/2014

Curso
Como psicóloga sou sucinta: não é uma aula de Psicologia, é um curso todo. Livro de cabeceira. Lionel Shriver é mestre em subjetividade, passividade, sentimentos humanos. Imprescindível.
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Douglas 13/08/2014

O pior livro da minha vida.

Neste livro a autora entra em um assunto delicado, que são os massacres escolares. Seria o motivo, a educação dos pais? Ou alguém que já nasce com uma personalidade psicopata? Um livro polêmico e rejeitado por diversas editoras, mas que depois foi vencedor do prêmio Orange de 2005, tornou-se um best-seller mundial que alcançou a autora ao status de fenômeno literário.

O livro nos conta a história de Eva, que em uma idade próxima a velhice decide completar o clico de sua vida tendo um único filho com o marido Franklin, mesmo sem muita empolgação ela se prende totalmente aos conselhos dos amigos onde ela "encontrará o amor quando o ver, será transformada, e seu instinto de mãe vai aparecer naturalmente" presa a essa ideia, se decepciona quando após o parto não consegue sentir nada além do medo diante de um bebê que chega rejeitando seu colo e seu leite, um laço de desafeto começa a aparecer. O livro é narrado por cartas que constantemente Eva as envia ao marido após o incidente escolar de seu filho psicopata, já preso. Seu marido que sempre protegeu o filho, encobrindo seus erros como "é a adolescência" ou "você deveria pressioná-lo menos". É uma mãe que convive desde o nascimento do filho em uma constante guerra em casa. Kevin sendo sempre um filho amável e dócil próximo ao pai e mudando o semblante quando se encontrava sozinho com a mãe, era visto como um verdadeiro inimigo cínico por Eva. Então ela decide ter outro filho na adolescência de Kevin, como para ter certeza se o seu desafeto estava vindo dela ou do filho, nasce Celia, uma garota sensível e dócil que ela automaticamente aprende a amar.

Desde o início, parece tudo normal ou anormal. Um garoto problemático que já sabemos de antemão vai cometer um homicídio em massa em sua escola, e esse aviso deixa claro que não será o maior destaque nesse livro, não mesmo. Mas sim ser enganado pela autora do início ao fim. Ponto, é uma das coisas. Segundo é o final revoltante, incrédulo e estagnado desse livro. Um sentimento que passa de desprezo a ódio por Kevin Khatchadourian e um outro sentimento que não consegui definir para Eva, a mãe. Talvez pena, porque apesar de tudo, quando esperamos algo dela, ela nos surpreende com o nada, talvez cansada, tão cansada a ponto de se render e aceitar. E na última página quando mais nada poderia acontecer, acontece. Kevin de novo... um sentimento? Bom, acho que dessa vez um "até que enfim" meio constrangido, quando uma professora nunca te dá bom dia e de repente ela te elogia em classe. Por aí.

Um livro ótimo com um final surpreendente, porém inaceitável. E realmente é difícil aceitar, um verdadeiro sentimento de traição com um misto de emoções inesperado, por isso se tornou o pior livro da minha vida, mas também é o que faz do livro, ser ainda mais surpreendente. Mas nos faz perguntar, por quê? É o que todos buscavam saber, o por quê de Kevin ter assassinado onze pessoas naquela quinta-feira? A resposta é tão fria e evasiva quanto o final do livro.

" Está bem, é o seguinte. Você acorda de manhã, assiste à TV e entra no carro e escuta o rádio. Vai pro seu empreguinho ou para a sua escolinha, mas não vai ouvir falar disso no noticiário das seis, porque, adivinhe: Não há mesmo nada acontecendo. Você assiste à televisão toda noite; ou então sai pra assistir a um filme, e pode ser que receba um telefonema e possa contar aos seus amigos o que você viu. E, sabe, a coisa tá tão ruim que eu comecei a notar que as pessoas na TV, sabe? Dentro da TV? Metade do tempo, elas estão vendo televisão. Elas querem ver as cosias acontecendo e eu fiz um estudo disso: boa parte da definição de uma coisa que acontece é ela ser ruim. Pelo que vejo, o mundo está dividido entre os que veem e os que são vistos, e há cada vez mais plateia e cada vez menos o que ver. No dia 8 de abril de 1999, eu entrei na tela, virei aquele que é visto. De lá pra cá, descobri pra que serve a minha vida. Eu dou uma boa história. Pode ter sido meio sangrento, mas, admitam, vocês todos adoraram. Vocês devoraram. Sem gente como eu, o país inteiro pularia da ponte, porque a única coisa na TV seria uma dona de casa ganhando sessenta e quatro mil dólares por se lembrar do nome do cachorrinho do presidente"

E quando a mãe pergunta ao filho o por quê de ser poupada para sofrer todas essas reviravoltas em sua vida? A resposta é prática e seca, como o final do livro também nos apresenta:

"Quando a gente monta um show, não atira na plateia."
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Rafaela Davey 11/08/2014

Entrou para a lista dos meus favoritos!
Não sei como começar a dizer o que senti ao terminar de ler Precisamos falar sobre o Kevin.
Ele me fez parar para pensar sobre a vida, qual o sentido de viver, afinal? Namorar, casar e ter filhos? Se drogar e encher a cara? Se matar? Bom, não sei. E Eva achava que sabia, mas Kevin mostrou a ela que estava errada.
Precisamos falar sobre o Kevin é um livro complexo, intrigante e viciante. Não consigo descrever meus sentimentos em relação à ele. A dor que Eva derramava em cada carta me consumia por inteira, eu sentia a fúria contida de Kevin e ficava puta com o Franklin, por achar que toda atitude de Kevin era "coisa de moleque".
E Kevin? O que dizer sobre esse garoto debochado e inteligente? Confesso que apesar de tudo que ele fez, era dele que eu mais gostava. Desde pequeno tem a raiva nos olhos e a ironia na ponta da língua.
Alguém tem culpa pelo o que ocorreu na quinta-feira a não ser o próprio Kevin? Não! Eu não culpo a Eva pelas atitudes de Kevin, não culpo o Franklin. Por que a culpa sempre tem que ser de outra pessoa?
Enfim, é um livro que me prendeu de início ao fim, não me arrependo por cada emoção sentida, não me arrependo das horas que passei deitada na cama devorando cada página.
E o final foi o que mais me surpreendeu, chorei pelas últimas páginas, chorei porque além de Eva, eu também estava cansada de ver um atacando o outro, chorei por ver a atitude de Kevin em relação a Eva e a quinta-feira, chorei por esse livro maravilhoso ter chego ao fim.
Eu preciso conversar mais sobre o Kevin.
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Len 08/08/2014

Demorei muito tempo pra ler esse livro.Sabe quando você não quer que acabe? Então.

Acredito que a maioria tenha conhecido o livro devido ao filme.E ao contrário da maioria dos casos, o filme é extremamente fiel ao livro, em cada detalhe.Mas no filme falta o principal: as reflexões de Eva.
Precisamos Falar Sobre Kevin é além de uma excelente história, uma excelente crítica.Eva relembra como era sua vida antes da decisão de ter um filho e todos os conflitos desde então, envolvendo seu emprego, casamento e principalmente se questionando se havia sido uma boa mãe

E Eva é uma personagem genial com sua acidez.É o tipo de personagem que você se identifica não por suas qualidades, mas por seus defeitos, não consigo pensar em outra personagem tão humana.Ela é forte e independente, orgulhosa, que erra e assume mas também impõe o limite de até onde era “culpada” pelo que aconteceu.

Estranho, eu vejo DIVERSAS resenhas sobre o livro e o filme e sempre tem alguém pra dizer que acha Eva”culpada”.Acho até engraçado utilizar essa palavra.Uma mãe tem culpa do que seu filho se torna? Mesmo que isso a prejudique em todas as instâncias da vida dela? Eu não entendo, não sei, em nenhum momento Eva me pareceu “culpada” de nada.Acredito que quem tenha pensado dessa forma realmente não entendeu a mensagem do livro.Ou são como Mary Woolford que acha que SEMPRE tem que ter alguém culpado por seus problemas.

Ah, também vi muito machinho que nunca passou por uma gravidez irritadinhos com Eva reclamando de "carregar uma sanguessuga na barriga nove meses" uma dica: quando ela diz que a sociedade adora se meter na vida das grávidas, é de vocês que ela reclama ;)

Duas coisas dificultaram minha leitura: a primeira carta de Eva ( é um pouco confusa então se começar a ler e não gostar, não desanime que logo fica melhor ) e Franklin.
DEUS DO CEU,o cara é insuportavelmente machista, pai negligente que acha que tudo que o filho faz “é coisa de menino” um típico norte-americano metido que acha que os EUA é o melhor lugar do mundo e adora fazer uma chantagem emocional pra dizer que Eva não é uma boa esposa ou boa mãe apenas por ela ter a vida dela.Confesso que me senti vingada no final.

Ainda precisamos muito falar sobre Kevin.Porque esse é um livro pra se refletir.Sobre quase tudo.
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Gi 31/07/2014

Um livro que mostra o sofrimento de uma mãe e o que ela faz pelo seu filho, independente do que tenha feito, por mais que seja doloroso. Foi difícil terminar, uma leitura muito pesada, principalmente quando você tem filho. Muito bem escrito, com certeza.
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