O Último Dia de um Condenado

Victor Hugo



Resenhas - O Último Dia de um Condenado


19 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Fábio Godoi 23/12/2011

A pena de morte não é justiça, é vingança.

O Último Dia de um Condenado é uns dos livros primordiais para entender o pensamento social de Victor Hugo, defendendo os direitos humanos sendo peremptoriamente contra a pena capital.

Como Gente Pobre é para Crime e Castigo de Dostoiévski, este livro é para Os Miseráveis, isto é, O Último Dia de um Condenado é um livro que encontramos um "rascunho" da história de Jean Valjean desde o roubo do pão até suas idas e vindas das galés e as gírias que ele vai aperfeiçoar em sua obra prima, entre outros assuntos também vemos as aflições de uma pessoa, aliás, de uma alma, como só Hugo sabe transcrever, em agonia ao pé do cadafalso.

Um livro que em primeiro momento era um desabafo, pois Victor Hugo não queria ficar em silêncio, ou seja, consentindo com o que estava acontecendo em praça pública, que no entanto ao escrevê-lo, foi mais ousado e quis não só expor sua indignação, mas, outrossim, impedir que a pena de morte continuasse.

"A guilhotina é a concreção da lei, chama-se vingança, não é neutra nem permite que se fique neutro.(...) - Não imaginava que aquilo fosse tão monstruoso! É um erro absorver-se tanto pela lei divina a ponto de não se dar conta da lei humana. A morte só pertence a Deus! Com que direito os homens põem a mão nessa coisa desconhecida?" – Os Miseráveis


[fabio9430@gmail.com]
comentários(0)comente



Mateus 14/09/2010

O Último Dia de um Condenado narra os dramas e intempéries de um homem que está prestes a ser executado. Imaginei que o condenado iria contar qual crime cometeu, se era culpado ou inocente, se estava arrependido ou não. Mas não é exatamente isso que é narrado. Não é falado se o homem é culpado, inocente, rico, pobre, ou o que for, nem muito menos de qual crime é acusado. O livro narra apenas suas lamentações sobre tudo o que está passando, e como é terrível o lugar em que está preso. Foi muito melhor do que eu pensava.

A verdadeira finalidade do livro é mostrar o quão horrível é a pena de morte. Nisso ele não falha. Em cada página vê-se o quanto Victor Hugo é contra esse tema tão polêmico. O homem condenado pelo visto é um burguês, o que significa que talvez ele não seja o culpado, levando o fato de estar sendo condenado à morte ser totalmente injusto. Mas a questão culpado ou inocente não está em jogo. Como no próprio livro diz, ninguém merece ser condenado a morte. "Se não acreditam na solidez das grades de ferros, como ousam ter zoológicos?"

O maior feito de Victor Hugo é sua capacidade de fazer nós leitores nos emocionarmos com o que ele escreve. Cada palavra, cada frase, cada página, é como se lêssemos exatamente um diário de algum condenado, pronto para a morte. Mas quem disse que esse diário não poderia ser real? No livro fala que se alguns dos condenados a morte fossem filósofos e poetas, muitos diários como esse iriam aparecer constantemente. É a mais pura verdade.

Se no ano em que foi lançado o livro (1829) a pena de morte já era um tema horrível, hoje em dia é ainda pior. Ninguém merece passar por tal coisa, é muito injusto na maioria das vezes. A prisão já é o bastante.
Luh Costa 15/09/2010minha estante
Ainda não tive o prazer de ler esse livro mas com certeza irei ler. Muito boa a sua resenha, aborda um tema polêmico que é a pena de morte. Tem coisas que vejo no jornal, crimes medonhos e logo penso que a pessoa deveria receber pena de morte, mas depois paro pra pensar e vejo que é um assunto delicado, talves aja injustiça, penso que não temos o poder de tirar a vida de alguém, etc. Bem, quem sabe posso tirar minhas duvidas quando ler O Último Dia de Um Condenado.




Eve. 19/06/2009

CAP I: (...) Agora sou cativo. Meu corpo está atado a grilhões em uma masmorra, meu espírito está preso a uma ideia.
Uma horrível, sangrenta, implacável ideia! Restou-me apenas um pensamento, uma convicção, uma certeza: condenado a morte. O que que que eu faça, ele está sempre ali, esse pensamento infernal, como um espectro de chumbo a meu lado, solitário, ciumento, afastando qualquer distração, face a face com minha pessoa miserável, e sacudindo-me com duas mãos de gelo quando quero desviar a cabeça ou fechar os olhos. Ele se insinua sob todas as formas em que meu espírito gostaria de se esconder, mistura-se , como um refrão horrível, a todas as palavras que me dirigem (...)

Uma critíca forte e polêmica sobre a pena de morte para a época do lançamento da obra. Victor Hugo apresenta as últimas seis semanas de um condenado á morte, a dor, o arependimento e a os anseios de um condenado em seus detalhes mais sordidos! Uma otíma obra!
comentários(0)comente



Lis 13/08/2009

Um livro de extremo impacto por compartilhar todos os sentimentos e pensamentos que invadem a alma de alguém prestes a morrer, sem recair no cliche de culpar o sistema por condená-lo.
comentários(0)comente



Rebeca 09/09/2010

Sobre um atual assunto antigo


Imagine se você tivesse uma data marcada para morrer. E se tivesse que passar suas últimas semanas em uma cela?




O prefácio "Uma comédia a propósito de uma tragédia" é uma ironia deliciosa onde pessoas comentam como acharam ruim o livro. Tudo porque, em uma época em que as pessoas preferiam ler doces histórias de amor, Victor Hugo resolve escrever um livro sobre um condenado, criticando a pena de morte.


Um condenado resolve escrever sobre suas últimas semanas antes de morrer na guilhotina. Se vê cada vez mais desesperado e custa muito a acreditar que sua vida acabará assim. Se lembra que um ano antes era livre. Lamenta que sua filha pequena fique sem um pai. As pessoas nas ruas e na praça esperam para ver sua cabeça rolar e ele espera que alguém o livre desse destino terrível.
comentários(0)comente

Fran 30/09/2010minha estante
To muito afim de ler esse livro. Partes do que tu escreveu me lembrou de um livro que eu apenas pude folhear algumas páginas na biblioteca "A tulipa negra" seriam dois livros que ainda gostaria de ler.




Eduardo 16/04/2010

Morrer - Perder e ganhar
Um livro incrivel que nos mostra os ultimos momentos de um condenado a morte, ao mesmo tempo que queremos que ele viva, o autor nos faz pedir que ele morra. A angústia de querer viver e a satisfação da morte, são muitos os paradoxos desse livro.
comentários(0)comente



DIÓGENES ARAÚJO 10/12/2012

Comovente
Um livro que ultrapassa os limites da literatura.
Mostra muito da natureza humana, o livro narra o ultimo dia de um condenado a morte, narrado pelo próprio condenado.
Um livro de ficção mais real que já li.
comentários(0)comente



Renata G. 07/01/2009

Muito bom mesmo! Comecei Os Miseráveis, mas parei para ler esse! Fenomenal, ele descreve com detalhes o que se passa na cabeça do cidadão, e também nas cabeças daqueles que o acusaram! Recomendo, ao menos para ter um gostinho da literatura de Victor Hugo!
comentários(0)comente



Potterish 30/11/2012

24 horas para a morte
Você estará morto amanhã. Não importa como tente se justificar, quais são os motivos, quem você deixará pelo caminho. Foi decidido que você será morto com o aval da lei.

Se a pena de morte é algo extremamente polêmico nos dias de hoje, imagine no século XIX, quando Victor Hugo publicou “O Último Dia de Um Condenado”, sobre as horas derradeiras da vida de um ser humano fadado à morte. Leia o texto de Léo Scarpa e deixe seu comentário!


“O Último Dia de um Condenado”, de Victor Hugo

Vendo os dias passarem, um condenado à guilhotina na Praça de Grave nos conta seus sentimentos. Em seus últimos instantes de vida, nosso protagonista nos traz sua história desde o tribunal até a sua cela.


Ele nos mostra uma realidade do século XXI. A pena de morte. Talvez esse seja o pior castigo que um ser (perigoso à sociedade) possa receber; é o que nos diz o condenado, em suas ultimas horas.

Victor Hugo, exímio escritor de “Os Miseráveis”, aos seus 27 anos traz à sociedade literária em livro que na época causara repulsa e mal estar entre os leitores.

Utilizando uma técnica narrativa extremamente avançada para sua época, Victor Hugo nos faz acompanhar as ultimas seis semanas de um condenado à morte, do tribunal até sua ultima conversa com o padre.

Comentando e defendendo o extermínio da “pena de morte”, o escritor máximo francês conseguiu elaborar uma obra que deixa o leitor em plena duvida com certo trecho, citado a seguir:

“Há duas maneiras de considerar a existência deste livro. Ou realmente existiu um maço de papeis amarelados e desiguais nos quais se encontravam registrados, um a um, os últimos pensamentos de um miserável; ou houve um homem, (…), para quem tal idéia foi a fantasia que tomou, ou melhor, deixou-se tomar por ela, e não pode dela se desembaraçar senão lançando-a num livro.”

Victor Hugo sempre defendeu idéias revolucionarias à sua época. Em suas obras, ele sempre utiliza cenários e personagens pobres, que desconhecem qualquer tipo de luxo e enfrentam problemas gerais. Em “O Último dia de um Condenado”, ele retratou concisamente uma posição contraria a sociedade de então, criando um molde moderno para a interpretação da condenação a pena de morte. É, em suma, uma obra para nos fazer refletir.

Resenhado por Léo Scarpa

198 páginas, Editora Estação Liberdade. Publicado em 2002.
*Título original: Le dernier jour d’un condamné. Publicado originalmente em 1829.


ACESSE: WWW.POTTERISH.COM/RESENHAS
comentários(0)comente



Aline 01/03/2010

Não me impressionou.
O livro é indiscutivelmente bem escrito, mas já li relatos da morte e da agonia (tanto física como psicológica) mais marcantes.
comentários(0)comente

Rebeca 01/07/2010minha estante
O livro não é muito dramático mesmo. Mas a parte em que a filha vai visitá-lo na prisão é triste. Na época o livro foi polêmico! Mas hoje em dia se escreve coisas bem mais fortes... da guerra por exemplo. :) Os Miseráveis do autor é melhor. Recomendo.




Lu 09/12/2013

Do blog: http://sonharnostemposdoagora.blogspot.com.br/
O enfoque principal do livro é exatamente aquilo a que o título alude: o último dia de um condenado. É escrito todo em primeira pessoa, o personagem, o condenado, vai contando, escrevendo o percusso até os últimos instantes para que alguém leia, para que saibam todos os tormentos que se passa antes da pena de morte em si, que é só o momento final, porque no antes há todo um processo que é capaz de enlouquecer um homem.

O livro já começa com aquela angústia, os sentimentos do prisioneiro:
"Agora, estou cativo. O meu corpo está acorrentado num calabouço, o meu espírito preso a uma única ideia. Uma ideia implacável, horrível, sangrenta! Não tenho senão um pensamento, uma convicção, uma certeza: condenado à morte!" - p. 7
Só que um pouco mais na frente abre-se a possibilidade da condenação a pena de trabalhos forçados perpétuos. E aí é muito interessante a inicial recusa terminante a esse modo de punir: "prefiro mil vezes a morte."
É o que Beccaria fala: "Nossa alma suporta mais as violências das dores extremas, porém passageiras, do que ao tempo e ao prosseguimento do desgosto." [Dos delitos e das penas, p. 54]
Inclusive, ele vai presenciar de dentro de uma das celas, o momento em que se põe a ferro os forçados que irão partir para uma colônia penal: um espetáculo dentro da prisão, por mais horrível que fosse. E um dos que lá estão vai e grita para ele: "Um felizardo."

Enfim, mas o que temos é, de fato, a condenação à morte, que autor vem mostrar que também não é fácil. Como ele permite que o próprio personagem fale, acaba por dá voz a todos os pensamentos deste, e faz com que nós consigamos sentir aquela dor com ele. E uma das partes mais difíceis, mais dolorosas, é o encontro dele com a filha.

Quando vamos chegando no final, ele está indo para o derradeiro momento e acabamos por presenciar o caráter de circo que aquilo tinha. As pessoas começam a vender lugares, procurar boas posições, é uma algazarra, e é quando ele, indignado, tem vontade de perguntar quem quer o lugar dele. É bem forte.

Muitas partes do livro me chamaram a atenção, principalmente, por esse tema ser sempre e cada vez mais atual. Vivemos aqui no Brasil uma situação de muita violência e temos muitos apelos à pena de morte.
É, como ele diz, "uma autópsia intelectual" de um condenado, que acaba por nos fazer rever nossas posições.

A única coisa que eu não gostei no livro, foi o pouco desenvolvimento, a gente fica querendo saber o que aconteceu antes, quais as circunstâncias que levaram o prisioneiro àquela situação... Mas é completamente explicável, posto que é este quem conta seu sofrimento, então não faria tanto sentido ser uma história imensa.

site: http://sonharnostemposdoagora.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Cláudia Isabele 29/08/2013

Uma experiência única
Levei três dias para ler, entre os afazeres de faculdade, casa e namoro, durante os quais, eventualmente algo desse livro se reelaborava em mim por conta de sua abordagem.
O crime do protagonista não tem a relevância que é de se esperar na trama. Como mitigante ou agravante, sequer há um questionamento sólido sobre a natureza da violência do crime, de sua gravidade ou não. O que há é a caracterização generalista de um condenado, ou antes, uma caracterização generalizante, como uma epiderme que pode moldar-se a muito casos, se não a quase todos. Ou todos?
E o protagonista, dono dessa epiderme arquetípica é um veículo incômodo das sensações propostas no texto. Parece que ele ali está para dar seus pareceres contextuais de um catálogo perverso de sofrimentos que se enfileram para atormentá-lo. É como uma voz humana, reconhecível para nós, traduzindo uma tortura que mesmo paulatina, de tão cotidiana, subverte qualquer traço de objetivação de humanidade no caminho à guilhotina. Parece que as pequenas iniciativas de alguns personagens de amenizar o caráter atroz de seu destino se apequenava como um paliativo quase cínico diante da vileza da pena capital.
Foi um incômodo necessário lê-lo. Em alguns momentos de tensão o texto pareceu catalisar, nas minhas lembranças disperas, as conclusões diversas sobre debates acerca dos direitos humanos e sobre o discernimento do direito a ceifar uma vida.
É daquelas leituras, para mim, pedagógicas. Não necessariamente de introdução ao tema, a depender do grau de intimidade ou discussão, mas, como um catalisador eficiente de motivações, conceitos, opiniões. Pareceu desnudar a crueza dos detalhes ignorados no enunciado geral da pena de morte, toda sorte de suplícios a que se condena quem pode sentir. Durante as semanas seguintes à leitura dele recomendei-o apaixonadamente, como se fosse um elixir, quase uma epifania. Está entre meus preferidos. Qualquer outra mensuração que eu faça se submete a essa sensação de que ele conversa com o que há de mais humano em mim. E que não sei o que é (ainda?).

site: http://www.verbivora.blogspot.com.br/2013/05/o-ultimo-dia-de-um-condenado.html
comentários(0)comente



Raquel Lima 24/01/2013

Condenado a morte ? .Somos todos nós. Mas a vida que levamos, as escolhas que fazemos, nos dirá se esta certeza do fim será natural ou não. Um grande tratado sobre os direitos humanos com toda a certeza que a visão carrega de possibilidade de reeducação, ressocialização.

Antes de colocar aqui meu questionamento sobre a pena de morte, Victor Hugo, é sempre muito agradável de ler, o livro é um daqueles que temos quase a certeza de sua veracidade, e somos espectadores de sua trama, sentimos e vivemos ao lado do protagonista, como um fantasma em sua cela.

O autor em sua criatividade, sua genialidade é inquestionável, mas , como leitora de sua obra, vivendo uma outra época, muito distante de 1800, tempos de Victor Hugo, não me coloco tão contrária a pena de morte. Sei, perfeitamente, que cada vez mais, estamos ficando incapazes de pronunciarmos uma condenação, tão sem retorno, algo definitivo, que deveria ser algo completamento inquestionável, mas como retirar deste veredicto uma visão, politica, preconceituosa e tantos outras linhas que influenciam um veredicto ?

Que a pena de morte é uma vingança da sociedade, concordo plenamente.

No entanto, fico me questionando se com tantos crimes, tão hediondos, que ferem tanta a nossa sociedade, que demostram total falta de adaptação e respeito ao outro, podemos acreditar que este individuo condenado a morte, é possível de ressocializar ? ...Infelizmente, a pena de morte é a anulação do problema, é a vingança desejada, quando vemos quem matou uma pessoa querida. Desejamos que o outro perca o bem maior que é a vida, somente isso...

Gostaria imensamente de ter a certeza que não quero a pena de morte, mas não tenho tanta convicção assim...
comentários(0)comente



LariiiH 27/02/2010

Victor Hugo
Bom dizem que Victor Hugo é um ótimo escritor e seus livros são ótimos.

Este livro foi o único livro dele que eu li, e achei cansativo, monótono, falta algo na história, mesmo falando de um assunto triste ele poderia ter incrementado.

Mas é um livro para refletirmos também, pois mostra a injustiça de algumas pessoas condenadas nos séculos passados.

comentários(0)comente

Rebeca 01/07/2010minha estante
Lê Os Miseráveis, é bem melhor. :)




Gláucia 04/07/2011

O Último Dia de um Condenado - Victor Hugo
Obra de cunho panfletário do autor, onde se coloca contra a pena de morte. Narrado sob o ponto de vista do condenado que expõe toda sua angústia, seu arrependimento e a irreversibilidade de sua situação, o livro nos faz refletir sobre esse tema tão polêmico.
Nesse livro, como em todos os outros do autor, está exposto seu caráter nobre e humanitário.
comentários(0)comente



19 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2



logo skoob
"O sucesso do Skoob tem explicação. Além de ser uma ferramenta inédita em português, chamativa para leitores inveterados, o funcionamento do sistema é fácil."

A Notícia