O Silêncio das Montanhas

Khaled Hosseini



Resenhas - O Silêncio das Montanhas


138 encontrados | exibindo 16 a 31
2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |


Eduardo 21/08/2013

Poderia ter sido melhor
O livro é aquém do esperado, muitas histórias que se ligam mas que acabam deixando o leitor confuso, quando você começa a se apegar a algum personagem a história acaba. A história central que permeia as outras é interessante, mas o tempo todo você fica esperando por algo que não acontece e acaba por não empolgar e o deixa uma sensação de que não foi o suficiente, que poderia ter sido melhor...

No final das contas não é um livro ruim mas que poderia ter sido melhor do que foi.
Inaldo Filho 26/08/2013minha estante
Concordo. As vezes dá impressão que o autor quis fazer render a estória. Aquela parte sobre a família do médico, Markus, pouco contribui, ou se relaciona com a estória principal do livro.




João 24/07/2013

O Silencio das Montanhas narra história de dois irmãos separados
cruelmente na infancia.Confesso que ja de inicio gostei do livro
com o pai de Pari e Abdullah contando uma história
pros dois dormirem.E tudo segue muito bem até que Pari é separada
do irmão.Ai na minha opinião a espinha dorsal do livro que era
história dos dois irmãos se perdeu completamente.A partir dai vão aparecendo outros personagens narrando sua vida.Todos se entrelaçando com a história de Pari e Abdullah.Só que pela quantia de personagens e a rapidez com que passam os anos(são seis decadas),eu não consegui
me prender a nenhum deles.Diferente dos outros livros do autor em que voce praticamente vive a vida dos personagens esse não dava tempo de voce criar laços com eles.Repito:o livro é ótimo,mas fiquei com aquela impressão de ter lido varios contos em vez de uma história só.
Alias cada narrativa daria um livro visto que todas tem enredos muito interessante.Destaque para a narrativa de Parwana.Só a narrativa dela ja daria um excelente livro.
O autor coloca aqui a mesma escrita excelente dos outros,mas acho que
a trama principal que poderia emocionar ficou meio de lado
só tendo destaque no começo e no final do livro.
Não deixa de ser uma excelente leitura mas que não deixou aquela vontade de ler de novo.

Sueli 27/07/2013minha estante
João, depois Cidade do Sol, eu fiquei com medo desse autor. E, a sua resenha serviu de desculpa para eu não sair desesperada e comprar esse livro.
Vou deixar para depois, ok?
Abraços


João 27/07/2013minha estante
A escrita dele continua excelente Sueli mas não curti o estilo dessa vez:muitos personagens pra pouco livro.Talvez se fosse um livro mais extenso em que desse pra se aprofundar mais na vida de tantos personagens.




Gabrielle 14/12/2013

A História de um triste e emocionante destino
"Uma história é como um trem em movimento: não importa onde embarquemos, cedo ou tarde estaremos fadados a chegar ao nosso destino."

Assim como "O Caçador de Pipas" e "A Cidade do Sol", Khaled Hosseini caprichou mais uma vez, trazendo uma história triste e emocionante.
"O Silêncio das Montanhas" é um romance que acompanha os passos de dois irmãos - Abdullah e Pari - que foram separados ainda na infância.

"(...)diria que a relação entre Abdullah e a irmã mais nova era normal. Mas não era. Ninguém a não ser Deus sabe porque aqueles dois haviam escolhido um ao outro."

Porém, o que dá um toque especial na leitura é a maneira como é contada: não há linearidade cronológica e a narração ganha uma nova perspectiva a cada capítulo.
Cada parte do livro tem um personagem central diferente, e portanto, uma história diferente. A época é outra e os lugares são os mais diversos - Afeganistão, Estados Unidos, França e Grécia.
Além disso, "O Silêncio das Montanhas" traz o horror da Guerra do Afeganistão, retratando as atrocidades cometidas e as sequelas que deixou no país.

"A rua em que morávamos, antes tão quieta, limpa e tranquila, virou um campo de batalha. Balas atingiam todas as casas. Foguetes zumbiam sobre os telhados. Ogivas explodiam na rua e abriam crateras no asfalto. (...) Alguns dias havia uma pequena trégua, umas poucas horas de silêncio, mas depois recomeçavam as intermitentes rajadas de tiros, balas por todos os lados, pessoas gritando nas ruas."

Este é um livro de riqueza histórica, repleto de detalhes impressionantes e de sentimentos puros e profundos. A capacidade de Hosseine de comover os leitores é indiscutível.

"Mas o tempo é como um encantamento. A gente nunca tem o quanto imagina."
comentários(0)comente



day 24/06/2013

maravilhoso livro!!
Sou suspeita a falar dos livros do Khaled Hosseini
Desde que li o caçador de pipas me apaixonei pelo estilo dele.
Livros tocantes,fortes e cheios de emoção.
Em o silêncio das montanhas não poderia ser diferente.
O livro é um misto de histórias de personagens que se entrelaçam na mesma história.
O ponto principal do livro são os irmãos Abdullah e Pari.
Irmãos que perderam a mãe cedo,e foram viver com a madrasta e o pai.
Pari é vendida pelo pai ,e criada por uma família rica...
Pari ainda é muito criança...
quando saí do afeganistão com a mãe adotiva para morar na frança.
Abdullah nunca esqueceu a irmã...Pari sente durante toda sua vida uma ausência ...
O livro conta a história de Nabi ( meio tio de abdullah e pari)
de markos um médico grego
e de mais personagens que nos fazem nos sentir próximos de suas realidades.Pois são personagens que como nós ,têm que fazer escolhas na vida e arcar com as consequências de suas escolhas.
É um livro que nos faz rir,chorar,sentir raiva...
Um misto de emoção e arrebatamento foi o que senti.
recomendo a leitura,é maravilhoso!!
Isa - LidoLendo 04/07/2013minha estante
Oi Day!! O que acontece com os irmãos na infância é um grande spoiler! Coloca aviso!! :) Tbm adorei o livro!




Rosa Maria 10/07/2014

As cores de um mosaico
Não é um romance. É uma novela. Não possui um único conflito.Possui vários.
Não importa o local .Pode ser na Grécia ou no Afeganistão...
O importante são as pessoas. A grandeza do ser humano , seus medos e suas verdades .
Não existe um protagonista. Todos os personagens são únicos, importantes e protagonistas de suas histórias.
A cada capítulo Khaled apresenta um ser e uma vida.Retalhos que vão formando um mosaico .
É um convite a uma viagem onde o passado é fator decisivo no futuro.
comentários(0)comente



Natielli 29/07/2013

Emocionante
Muito mais do que uma história entre dois irmãos, o que para alguns é considerado como "fora de roteiro" na verdade são as várias vidas, histórias envolvidas partindo apenas de uma relação fraternal.
O grande vilão dessa narrativa é o tempo e o mundo talvez.
A verdade sobre o que faz vc ser alguém, em que momento da sua vida voce vai decidir, mesmo sem querer, o seu enredo.
Mas a grande questão mesmo, é a vida que passa, e quantas vezes não é vivida. E quanto perdemos? E quanto ganhamos?
Uma história de reflexão sobre familia, amor e egoísmo.

"(...) o tempo é como um encantamento. A gente nunca tem o quanto imagina."

Antes de ler o livro, compre uma caixa de lenço de papel.

:)
comentários(0)comente



Tiago 13/08/2013

Achei as história paralelas desnecessárias, poderia ter sido diferente se ele tivesse dado uma conclusão a elas... e o final foi desanimador quando eu penso que ele escreveu "O Caçador de Pipas" e "A Cidade do Sol" . Espero que ele volte com a formula antiga.
comentários(0)comente



Douglas 18/06/2013

Diferente sim. Encantador sempre.

Bem, acredito que algumas pessoas tiveram o receio de ler essa obra de Khaled Hosseini devido aos comentários que "não é tão bom assim quantos os outros dois livros" ou que "segue várias histórias ao invés de uma" ou que "esperava mais deste, Hosseini não é mais o mesmo". Bom quanto a isso eu discordo totalmente. Realmente esse livro embarca em várias histórias, mas isso não tira o encanto e o poder de Khaled Hosseini em sua narração, é como se tivéssemos O Caçador de Pipas interligado com A Cidade do Sol, seriam duas histórias diferentes, mas nem por isso deixaria de ser encantador, certo?

O bom desse livro é que tudo faz sentido, eu diria que Hosseini quis inovar um pouco, testar um meio diferente, ou desafiar suas capacidades de autor, e ele conseguiu com sucesso mostrar que mesmo através de tantos personagens, ele consegue dar uma identidade narrativa a todos eles e fugir de uma época a outra com precisão e muito talento.

A história começa na aldeia de Shadbagh, onde Abdullah e a irmãzinha Pari possuem um laço muito forte um com o outro, até porque o irmão trocava sua fralda e acompanhou tudo de perto, coisa que o pai Saboor não tinha a sensibilidade de fazer, e mais trabalhava pra manter o sustento da família em um local tão pobre, ao mesmo tempo que a madrasta Parwanna também não se importava muito, se importando mais com seu filhinho legítimo Iqbal, sim a mãe legítima de Abdullah e Pari já estava morta.

E nisso tudo, acontece um fato, que dá a engrenagem na história, e assim quando a gente pensa que vamos continuar acompanhando tudo, a história muda para Nabi, o tio deles por afinidade, o irmão de Parwanna, que vinha com o carro chique do patrão levá-los a Cabul de vez em quando. E assim começa a contar como foi a vida do tio e com o seu patrão, e depois muda para a vida de um conhecido do tio, e depois para uma poeta a quem Nabi se apaixonou, para depois voltar aos personagens principais passado algum tempo, e nisso tudo interligando fatos e gerações, parentescos, para contar melhor a experiência de cada um. Eu diria que Khaled quis mostrar o poder do tempo, das coisas, das atitudes que podem mudar uma vida toda.

O bom de tudo isso, é que mesmo tendo esses mistos de histórias, elas não deixam de ser tão emocionantes e tão palpáveis ao realismo que Khaled Hosseini consegue fazer com maestria nos outros dois livros.
Os outros dois romances traziam várias emoções em uma única história. O Silêncio das Montanhas trás várias emoções em várias histórias, mas junto disso, o peso do tempo, da vida e das atitudes que podem mudar tudo, definir uma vida. E depois de terminar o livro você percebe que leu uma história só, uma história do tempo de uma geração de família que no meio desses desencontros, encontraram seus objetivos e razões para seguir em frente.

Não tenha medo de encarar a obra, Hosseini é Hosseini e seu brilhantismo como provado nesse livro não deixa de encantar leitores, nem que ele passe a escrever de ponta cabeças.
comentários(0)comente



Andrea 02/06/2014

Por diversas vezes me peguei pensando "não sei como o autor tira tanta poesia de tanto pedaço de chão duro e poeirento, de tanto sofrimento, perdas, tristezas, guerras e decepções.
Talvez seja isso tudo que fez com que esta história rendesse um enredo tão rico, belo e bem elaborado.

Abdullah tem uma irmã chamada Pari - Pari significa "Fada". Ambos são órfãos de mãe, que morreu ao dar à luz a Pari. Ele se torna pai e mãe de Pari.

O Pai, Saboor, casara-se novamente com uma mulher chamada Parwana - ambos tem um filho (Iqbal) e a madrasta encontrava-se grávida novamente, tendo perdido um filho para o último inverno rigoroso.

Saboor vende Pari, de três anos, separando os filhos.

- Abollah?
- Sim.
- Quando eu crescer, vou morar com você?
Abdullah olhou para o sol alaranjado, bem mais baixo, chegando ao horizonte. - Se você quiser. mas acho que não vai querer.
- Vou querer sim!
- Você vai querer ter a sua casa.
-Mas nós podemos ser vizinhos.
- Talvez.
- Você não vai morar longe.
- E se você enjoar de mim?
Pari cutucou as costelas dele com o cotovelo. - Eu não vou enjoar!
Abdullah sorriu. -Tudo bem, tudo bem.
- Você vai estar perto.
- Sim.
- Até ficarmos velhos.
- Muito velhos.
- Para sempre.
- Sim, para sempre.
Pág. 32/33

O que se segue a partir dessa separação, capaz de cortar o coração de qualquer um, são desilusões, desencontros, mas o personagem Nabi - tio por afinidade de Abdullah, irmão de Parwana - tem uma história curiosa e através de uma carta escrita por ele o emaranhado começa a se desenrolar.

Uma história que Saboor conta para seus filhos merece destaque, mas infelizmente não vou reescrevê-la aqui, porque é grande demais,seria spoiler demais e eu não conseguiria me conter e contar o fim do livro rs.

O livro gira em torno destes irmãos? Sim e não, porque outros personagens tem histórias emocionantes, capazes de nos levar a uma viagem ao interior de nosso coração e perscrutar quais as intenções deles e senti-las como se nos fossem próprias, e em determinados momentos cruzam-se com a história dos irmãos. Não é necessariamente um livro com um final feliz, tão pouco infeliz. É somente a vida como ela é, visto que é feita de escolhas, e toda escolha tem suas consequências.

Eles me dizem que vou entrar em águas que logo vão me afogar. Antes de ir em frente, deixo iso na praia para você. Rezo para que a encontre, irmã, para que saiba o que estava em meu coração quando afundei. Pág. 346.

Só sei que na página 347 estava me esvaindo em lágrimas...e faço minhas as palavras que utilizadas pela USA Today, porque foi exatamente assim que me senti: estômago e emoções embargados, condoídos.

Um ótimo, ótimo livro. Mesmo.

site: http://caixinhadadea.blogspot.com.br/2014/05/o-silencio-das-montanhas.html
Douglas 09/06/2014minha estante
Senti as mesmas coisas que você!
É incrível o jeito como o autor escreve histórias paralelas que se encontram ao longo do livro.
Parabéns pela resenha!




Prof. Angélica 09/05/2014

O grito afegão
É difícil indicar esta leitura, até porque trata-se de um livro difícil de ler. O narrador não é linear, assim como o tempo não é cronológico o que acarreta uma certa dificuldade na sequência da leitura. Claro que através de seus personagens e de suas experiências entramos em contato com a cultura afegã e com todas as dificuldades que este povo enfrenta e enfrentou em um passado não muito distante. É possível também conhecer personagens que, mesmo longe de suas origens, ainda se preocupam e se comprometem com seu povo e com sua realidade.O autor faz isto com sua obra, utiliza-a com sabedoria e generosidade em favor de seu povo. As duas "Paris" são marcantes, sensíveis e sobreviventes, mas a que me marcou profundamente foi Nila Wahdati de origem afegã(paterna) e francesa(materna)que ao fugir do Afeganistão com sua filha "adotiva" justificou-se assim a um repórter francês:"Mulheres que veem seus desejos suprimidos e seus sonhos desfeitos, e ainda assim-e isso é o pior de tudo- nós as vemos sorrindo e fingindo não estarem absolutamente frustradas. Como se tivessem vidas invejáveis. Mas quem olhar mais de perto vai ver o olhar indefeso, o desespero, e como isso desmente a aparência de bom humor. É bastante patético. Eu não queria isso para minha filha."
comentários(0)comente



Juliana 05/07/2013

Só sadness
Gente que livro triste, todas as histórias são de vidas que não saíram do jeito esperado, de vidas destruídas pelo tempo, sonhos que não deram certo, pessoas incompletas. Muito tristes, muitos infortúnios e nenhuma compensação, nenhuma esperança, nadinha.
comentários(0)comente



cotonho72 20/10/2013

Excelente!!!
Nesse belíssimo livro acompanhamos a história de dois irmãos que perderam a mãe precocemente e que inesperadamente foram separados na infância, Abdullah é o filho mais velho que depois da morte da sua mãe, cuidava da sua irmã Pari, pois o seu pai Saboor trabalhava muito para manter o sustento de toda a família em um local tão pobre como a aldeia de Shadbagh, Pari é uma menininha que gosta de colecionar penas e de brincar com seu cachorro Shuja, além de ouvir as histórias que o pai contava.
A história se inicia com uma linda fábula contada por Saboor aos seus filhos durante uma longa viagem pelo deserto da aldeia de Shadbgh até Cabul, de uma maneira que pudesse prepará-los para o destino que os reservava, a triste separação, porque eles são super apegados e possuem um amor gigantesco entre eles, Abdullah é o que mais sofrerá com a separação, pois já consegue compreender mais as coisas, sua irmã por sua vez é muito pequena e durante sua vida não recordará da sua antiga família, mas sempre sentirá um grande vazio e uma ausência incompreendida.
A partir deste momento, muitas histórias paralelas acontecem, com personagens marcantes que de uma maneira ou de outra tem uma forte ligação com os irmãos Pari e Abdullah; atravessando seis décadas e quatro países, numa emocionante jornada, cheia de acontecimentos importantes e impactantes. Pari e Abdullah mesmos distantes vivendo em países diferentes e sem terem notícias entre eles, podiam sentir a ausência um do outro.
O autor khaled Hosseini, novamente consegue nos envolver de uma maneira surpreendente com o seu estilo de narrativa única. Como nos livros anteriores, conhecemos mais um pouco da cultura Afegã, a leitura flui muito bem apesar das diversas histórias que acontecem paralelamente, alguns detalhes incomodam, mas não interferem na leitura. O Silêncio das montanhas mostra como nossas escolhas podem afetar não só a nossa vida, como a vida de outras pessoas, também aborda assuntos importantes como a miséria, guerra, homosexualismo, amor e família, um livro emocionante que recomendo a todos.

“Dizia: Você tem sorte, Pari. Não vai precisar se esforçar muito para ser levada a sério pelos homens. Eles vão prestar atenção em você. Beleza demais corrompe as coisas. Página 165”


site: devoradordeletras.blogspot.com.br
Renata CCS 01/11/2013minha estante
Eu gostei do livro, mas achei que várias histórias paralelas foram contadas e a trama principal dos irmãos ficou secundária. Mas é uma bela leitura!


cotonho72 01/11/2013minha estante
Olá Renata,

Concordo com você e não achei esse livro melhor do que os anteriores, mas gostei bastante.




Rita 28/08/2013

"...seu amor por mim era verdadeiro, imenso e permanente como o céu, que esse amor sempre pesaria sobre mim"
Não notável como o “Caçador de Pipas” e “A Cidade do Sol” mas bom como qualquer coisa que Khaled Hosseini escreva, ele até poderia escrever o menu de um restaurante que eu teria vontade de ler do inicio ao fim.

Quando soube da edição deste livro foi quase aquele pânico de “tenho de o ler”, pior é que depois de o ter, andei cerca de uma semana a preparar-me e a adiar a leitura, com um misto de vou deixar durar esta ansiedade e com receio da história que estava por vir.

Pois bem, como se pode ler na sinopse, o livro retrata a história de Abdullah e da sua irmã Pari que são separados ainda quando eram crianças. A história é contando em várias épocas desde a infância até à velhice e os intervenientes variam em todos os capítulos de forma a seguirmos algumas personagens que o escritor considerava importantes para o enredo, se é uma pessoa ou um local que tenha ligação aos dois irmãos, Khaled desenvolveu a história em algum capítulo, este factor agradando ou não, foi a base do livro.
Quando finalmente comecei a leitura, agradou-me logo de caras a maneira como a história começou. Doce não?! Uma história dentro da história. O pai de Abdullah e Pari, Saboor, conta-lhes uma história para dormir que de certa forma os prepara para a separação (mesmo sem eles saberem que irão ser separados) e demonstra que por vezes é necessário sacrificar um pelo bem dos restantes porque mais vale ficar sem um dedo do que sem a mão inteira.

Neste livro não senti aquela empatia com as personagens como nos anteriores, como a história se dispersava ficava mais difícil. Não fiquei centrada em cada linha a viver como se fosse parte do livro.
O livro era tão rico de histórias que eu acho que dava para se formar vários livros. Uma personagem que poderia ter sido melhor aproveitada foi a Parwana, só a vida dela daria para fazer um livro inteiro. Fiquei triste também porque gostaria que o tivesse desenvolvido mais a personagem Gholam, ele revelou-se bastante interessante mas mal aproveitado. O óscar de personagem mais “europeia” vai para Idris, quem leu acho que percebe o porquê, tudo pode ser esquecido com uma sala de cinema nova.

O final foi um pouco cortante. Nada do que Khaled escreve me parece que possa ser catalogado como mau até porque a escrita dele é notável e as histórias bem criativas e paralelamente realistas, mas com alguns retoques o livro teria ficado realmente EXCELENTE.
E agora fica uma última pergunta: Onde estava o pai de Abdullah, quando este acordou nas montanhas e achava que tinha sido abandonado ali com Pari? Nunca chegou a ser esclarecido isto e por incrível que pareça perseguiu-me até ao fim do livro.
PS: Fiquei com medo de envelhecer.

Quem não leu, recomendo que leia.


"As brigas não terminavam, se dissipavam, como uma gota de tinta num copo de água, deixando uma mancha residual que não se desfazia."
Inaldo Filho 26/08/2013minha estante
"O livro era tão rico de histórias que eu acho que dava para se formar vários livros". Você resumiu bem, a virtude do livro que se tornou um problema, na medida em que ficou confuso acompanhar tantas estórias paralelas.




Barbara 28/08/2014

O dom de Khaled Hosseini
Mais uma demonstração de rara sensibilidade para entender a fragilidade da vida. A capacidade de contar muitas possíveis histórias, sem fantasias, sem finais milagrosos e felizes, como a maioria das pessoas gosta. Delicioso de ler, a raiva fica em automaticamente desejar o que nunca acontece. ;)
comentários(0)comente



Theo 24/07/2013

Mais que um livro: um evento
Sim, considero a obra como um rico tesouro. Hosseini mostra todo seu talento em uma obra de diversas histórias interligadas, todas regadas de muita emoção e realismo na caracterização dos personagens. O talento nato do autor consiste em gentilmente tocar a alma humana e expor tanto suas forças quanto suas fraquezas, presenteando o leitor com maravilhosas mensagens.

É bem verdade que "Cidade do Sol" se mantém como meu predileto (a saga da sofredora Mariam é extremamente cativante), mas "O Silêncio das Montanhas" em nada merece descrédito. Possivelmente a opção do autor em explorar várias histórias distintas irrite alguns leitores, mas confesso que apreciei cada uma com muito apreço. Que seu quarto trabalho não demore. Porém, caso venha de fato a demorar, tenho toda certeza que valerá a pena esperar.
comentários(0)comente



138 encontrados | exibindo 16 a 31
2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |



logo skoob