O Homem do Bosque

O Homem do Bosque Scott Spencer
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Resenhas - O Homem do Bosque


4 encontrados | exibindo 1 a 4


vivi 05/07/2015

Fujam desse livro
Eu acho que esse livro está no meu top 10 de piores livros que já li na minha vida. Na verdade, nem sei como consegui terminar de lê-lo. A leitura é bem arrastada e não tem nada de interessante na história. Acho que o melhor personagem foi o cachorro mesmo.
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Renata 28/01/2014

Não empolga
Paul é o homem perfeito: marido exemplar, bom padrasto e profissional dedicado. Em um dia especialmente ruim, Paul resolve caminhar no bosque e se vê no lugar errado, na hora errada: ele se depara com um homem maltratando seu cachorro e intervém. O homem, Will, é um paranoico endividado, que coleciona relacionamentos difíceis e falsas identidades enquanto foge pelo país. Will roubou o cachorro de uma de suas vítimas e passa a maltratá-lo como forma de aliviar suas neoses. O embate entre os dois homens foge do controle e Paul, sobrevivendo, passa a ter que conviver com a culpa e as justificativas que cria para não se entregar. E leva consigo Woody, o cachorro, que resolve batizar de Shep. Temos então o carpinteiro Paul e Shep: Paulo e o pastor (shepherd), em uma das nada sutis referências religiosas do livro.

Embora ecoe a premissa d clássico de Dostoiévski, Crime e Castigo, o livro de Scott Spencer não possui a mesma sofisticação para mergulhar na psique do protagonista, dando mais ênfase à religiosidade que aos demônios interiores de Paul. Sua namorada, Kate, famosa por ter se recuperado do alcoolismo ao se converter ao cristianismo e ganhar a vida escrevendo livros e dando palestras sobre o assunto, deixa de ser "a renascida" para questionar sua fé. A filha de Kate, Ruby, possui sensibilidade aguçada. E não muito mais há a se dizer sobre estes personagens e suas histórias pois a escrita de Spencer é tão seca e sem emoção que o leitor não consegue nem mergulhar no interior destes personagens tampouco ser cativado por eles, transformando a experiência em uma leitura banal com a qual não nos importamos. Com diálogos afetados, nem as ações nem os pensamentos parecem naturais - em determinado momento, Paul devaneia sobre a palavra dog como god [deus] ao contrário.

Prolixo, detalhista e muito descritivo, abusando das figuras de linguagem ("seus olhos verde-claros eram úmidos e desfocados, como azeitonas no fundo de uma taça de martíni"; p. 45 ) presentes em quase todas as passagens do livro, O Homem do Bosque parece ter carecido de um bom editor para cortar suas gorduras, amarrando melhor a trama de maneira que parecesse menos monótona ao leitor. Um bom exemplo de uma das muitas passagens do tipo é este retirado das páginas 64-65, quando Kate por alguma razão está dentro do estúdio de Paul (grifos meus):

Leia mais no Prosa Espontânea:

site: http://mardemarmore.blogspot.com.br/2013/11/o-homem-do-bosque-scott-spencer.html
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Claudia 27/10/2013

Levou 3 estrelas por conta da cena no bosque, muito real, bem escrita. Depois, o livro fica monótono. O final é bom.
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Nica 27/09/2013

O Homem do Bosque - Scott Spencer
Um livro adulto, sério, para quem gosta de um drama num tom de suspense psicológico. Scott Spencer descreve a tragédia de Paul Phillips em O Homem do Bosque, no entanto, não pretende surpreender nem chocar o leitor, apenas colocá-lo sob a luz da reflexão.
Paul, um homem bom, rústico, que trabalha com as próprias mãos, um carpinteiro em tudo o que faz, ama a vida e não leva nenhum rancor dela, embora tenha alguns bons motivos para acreditar na desesperança e na falta do amor dos homens e de Deus. Paul namora e vive com Kate Ellis, mãe de Ruby, uma garotinha linda e impetuosa. Kate é uma alcoólatra em recuperação, que encontrou a salvação do corpo, da alma e de sua filha através de Deus. Agora Kate é famosa pelo sucesso de seu livro, que aborda a esperança como solução dos problemas, e pelas pregações e seminários que faz sobre seu livro. Kate também é famosa por viver feliz um dia de cada vez. Paul estava tranquilo com o conforto emocional de sua nova vida embora enfrentasse alguns problemas com seus clientes. Em uma tarde de outono que esteve na cidade a trabalho, avistou um grande parque, estacionou o carro e foi caminhando até deparar-se com as mesas de piquenique. Tudo vazio, Paul se sentia solitário e parou para refletir sobre a vida e absolver a melancólica solidão do bosque, desfrutar do silêncio das arvores e do canto dos pássaros. Em meio à tranquilidade surge um homem com seu cão. O homem para em uma das mesas próximas de Paul e se dispõe a insultar o cachorro que o acompanhava, Paul tenta intervir, mas o homem do bosque parte para a agressão física ao pobre cão. Cutucá-lo, agredi-lo, enforcá-lo com a coleira. Paul percebeu que o "deixa disso" e "vamos com calma" não resolvia quando o homem o agride fisicamente. Diante de uma briga de corpos, a ira dominou Paul e ele soube bem usar suas mãos.
O que vem dai pra frente é a consequência dessa tarde no bosque. O remorso e a culpa vão massacrar um homem que se achava de bem com a vida. Como continuar a viver diante dos argumentos do próprio destino? Como encarar o céu e o inferno, o paraíso e a serpente?
O livro lembra a obra de Dostoievski, Crime e Castigo, principalmente pelo argumento do crime em si, mas também pelo apelo psicológico da culpa. Paralelo a essa reflexão da culpa de ante de Deus, do homem e de si mesmo, Scott Spencer coloca em cheque o vício no jogo, o alcoolismo, e a capacidade do ser humano de mudar o seu circulo de vida de inverter o seu modo de autoconhecimento.
O Homem do Bosque não é um livro religioso, é um puro drama psicológico leve, mas profundo. Leve pela linguagem e pelos aspectos narrativos, pois imagino se esse drama foi narrado em primeira pessoa! Profundo por abordar temas da alma, do remorso, do perdão de si mesmo. É um livro sobre o homem e a sua capacidade de agir.

site: http://www.lereomelhorlazer.com/2013/09/o-homem-do-bosque-scott-spencer.html


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