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O visconde partido ao meio

Italo Calvino
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O que tem na no 30/09/2014

O Visconde Partido ao Meio
Depois de ler As Cidades Invisíveis que achei absurdamente fabuloso, chegou a vez de O Visconde partido ao Meio obra que me atraiu justamente pelo seu título sugestivo.

O italiano consagrou-se com seus contos e histórias em estilo de fábulas, onde sua criatividade extrapola e muito a realidade, despertando em nosso imaginário as mais fantásticas interpretações de seus contos.

Neste livro, Calvino narra a história do visconde Menardo di Terralba, que durante uma guerra contra os turcos, acaba sendo bombardeado por uma bala de canhão. Ferido, os médicos conseguem lhe restaurar apenas metade exata de seu corpo: meio rosto, meio tórax, um braço, uma perna, ficando o restante esmigalhado amputado. Partido ao meio, o visconde volta a sua terra e em seu castelo passa a demonstrar um temperamento diferente do que os seus servos estavam acostumados a ver, mostrando-se maligno. No decorrer da história, surgem personagens interessantes, como o escudeiro Curzio, a ama Sebastiana, ou ainda o Dr. Trelawney, médico que não gosta de ser médico. A história é narrada por seu jovem sobrinho bastardo, que não divulga o seu nome, e ainda a moça do campo Pamela, que tem papel de destaque do meio para o final da história.

A surpresa vem quando o visconde Menardo encontra com o restante de seu corpo, o lado esquerdo, que incrivelmente foi encontrado e curado. Diferentemente da sua face má, o outro lado do visconde vive a fazer bondades e caridades. Descobre-se então dois viscondes controversos: um rico, arrogante e maligno, dono das terras, e outro maltrapilho, que vive a vagar pelas ruas, mas a fazer o bem. Que interessante!: Um único indivíduo, mas dividido ao meio, onde um lado, o direito, é maléfico; e o outro, o esquerdo, é bom. As visitas dos dois Menardos às aldeias onde vivem leprosos em festa e orgias (!!), e também ao sitio dos Huguenotes, trazem a narrativa a multiplicidade dos sentimentos existentes entre os habitantes de Terralba para com o visconde. Tanto a maldade excessiva do Menardo direto, quanto a bondade demasiada do esquerdo faz com que nem um nem outro sejam bem vindos na localidade.

Por meio dessa improvável história, Italo Calvino apresenta as ambiguidades do ser humano, e sua incompletude natural. Calvino visualiza em uma metade de humano a integridade desejada dos sentimentos, seja o bom ou o mal, mas ao mesmo tempo, propõe seus máximos efeitos, que incluem a sua não aceitação completa por partes da sociedade. O autor propõe paradoxalmente em uma metade, a visualização da integridade, e em um inteiro, a incompletude do ser humano. A extrapolação do real faz parte da narrativa das obras de Italo Calvino. O livro é curtinho e vale a pena ser lido. No Brasil, é editado pela Cia das Letras, que tem duas versões nas livrarias: a mais simples,(amarela) que segue o mesmo padrão dos outros livros do Calvino pela editora, e a de bolso, que tem uma capa, ao meu ver, mais bonita.

site: http://oquetemnanossaestante.blogspot.com.br/2014/09/livros-resenha-105-o-visconde-partido.html
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Maria 26/03/2014

Meu coração partido ao meio.
Imagine que você é um visconde e que seu país está em guerra contra os turcos. O que você faz? Se alista para agradar alguns duques e vai para o campo de batalha. É isso que o visconde Medardo Di Terralba faz. A Itália está em guerra contra a Turquia e lá vai o visconde defender seu país.

Mas quando o visconde finalmente retorna para sua nação, os moradores têm uma grande surpresa: somente metade de seu corpo retornou. O corpo fora dividido ao meio ao ser atingindo por um tiro de canhão. Esta metade que retornou, era a metade ruim, que praticava o mal gratuitamente, pelo simples prazer de ver a desgraça alheia. Partia ao meio tudo o que encontrava pelo caminho. Atentou contra a vida de seu pai, contra a vida da mulher que tinha sido sua babá e até contra a vida de seu sobrinho.

Em meio a tantas desgraças provocadas pela metade maligna do visconde, as pessoas já estavam descrentes de que algo bom poderia acontecer, mas aconteceu. Eis que surge a metade boa. No início ninguém pensou que fosse possível e até pensaram que o que era mau tinha virado bom, mas depois perceberam que havia duas metades mesmo: a boa e a ruim.
Esse acontecimento causou uma certa confusão, porque o que um destruía, o outro consertava e de início, não sabiam da existência um do outro, mas quando souberam, a parte má tentou matar a parte boa a fim de ser o único visconde.

A história é narrada em primeira pessoa pelo sobrinho do visconde, que é fiel em sua narrativa e não nos esconde nada. Vemos como ele vê.

Muitos dizem que esse livro lembra uma fábula, pela presença do fantástico e da moral da história no final do livro. Pode até ser, mas de uma coisa que eu estou certa, é que não me agradei deste livro. Acho que o motivo é porque tenho como base o primeiro livro que li do autor, "O Barão nas árvores" e espero que os demais sejam tão bons quanto este. Faltou alguma coisa no livro. Mais profundidade talvez.
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DIÓGENES ARAÚJO 26/12/2013

Fascinante e decepcionante
Sem dúvida é um livro excepcional, leitura simples e leve, mas decepciona exatamente por ser um livro tão bom e tão curto.
O autor poderia ter ido muito mais a fundo na história do Visconde que após receber uma bala de canhão no peito, é partido ao meio. Milagrosamente, as duas partes do Visconde sobrevivem, vivendo uma independente da outra, porém, uma metade, totalmente malvada e a outra, totalmente bondosa.
Uma história bem fantasiosa, mas muito rica em criatividade e bem divertida.
Camila 11/02/2014minha estante
Vou começar a ler nesse momento. Boa resenha!




Alaerte 19/07/2013

Muito bom este livro, conta a história do Visconde Medardo que é dividido ao meio por uma bala de canhão.

Um lado do Visconde é de uma pessoa extremamente má e outra boa, ambos com personalidades insuportáveis.

O autor demostra em seus personagens como o ser humano é na atualidade, com suas diversas personalidades e que não adianta ser somente bom ou ruim, é necessário dosar para criar um "EU" que possa ser aceito na sociedade.
Camila 11/02/2014minha estante
Bacana a resenha, Alaerte. Vou começar a ler o livro. Espero gostar. Beijos!




sonia 28/06/2013

Duplicidade




O outro – um tema recorrente na literatura que já rendeu obras primas como O duplo, de Dostoievsky ou O médico e o monstro de Robert Louis Stevenson.
Agora Italo Calvino nos brinda com sua versão medieval da história, mais popularesca, de uma simplicidade enganosa, pois atrás da trama simples, vão-se tecendo considerações paralelas sobre diversos outros temas.
Fica logo evidente que o todo é bem mais que a soma das partes, e a fusão das duas metades do visconde vai ocorrer por conta do amor, afinal, que vai levar ao enfrentamento das duas metades opostas ou complementares.
Há, paralelamente, a história do médico que era quase um impostor, a da babá que não se deixa enganar pelas aparências, a da pastora que é quase vendida pelos próprios miseráveis pais, a dos leprosos e dos huguenotes, que são segregados da sociedade local.
Gosto dos temas do autor, porem o estilo dele não é do tipo que me faz grudar na poltrona e não querer deixar o livro de lado, pelo contrario em certos trechos ele me cansa um pouco – eu acompanho sua lógica, mas ele não me toca o coração.
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