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O Jantar

Herman Koch
Resenhas
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Nana 05/06/2014

Sensacional!!!
Bem escrito, original e inteligente. Um livro que mexe com os sentimentos do leitor, fazendo você sentir raiva, sede de justiça e um desconforto que eu, particularmente, adoro sentir quando leio.
O enredo te faz pensar na importância do papel dos pais na educação dos filhos e o quanto a proteção exagerada pode prejudicá-los.
Eu não costumo gostar de livros que tem cenas muito detalhadas, mas neste caso, os detalhes descritos são tão bons e envolventes, que me senti uma convidada deste jantar e vou guardar na minha memória o dedinho do gerente em cada prato servido...rsrs (quem leu vai entender o que estou dizendo).
O final não foi o que eu gostaria, mas foi surpreendente e totalmente dentro da realidade Muito bom mesmo!!!
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Gvn 14/05/2014

GAROTASQUEDIZEMLI.BLOGSPOT.COM
Paul é casado com Claire. Seu irmão, Serge, com Babette. Os quatro marcam um jantar em um restaurante da moda, com preços exorbitantes e pratos sofisticados. Toda essa pompa, no entanto, não é capaz de encobrir o verdadeiro motivo pelo qual os casais estão ali: seus filhos, Michel e Rick, cometeram, juntos, um crime violento. E agora cabe aos adultos limpar a bagunça da melhor forma possível.

Além do interesse em proteger seus filhos, há mais envolvido: a reputação de Serge, candidato ao cargo de primeiro ministro, com grandes chances de ganhar a votação – caso o escândalo não vaze, é claro. No entanto, as opiniões dos casais divergem quando o assunto é o que fazer com a informação que possuem. E os quatro brigarão com unhas e dentes para defender seu ponto de vista, levando a discussão até as últimas consequências.

Dividindo o livro em cinco partes: Aperitivo, Entrada, Prato Principal, Sobremesa e Digestivo, o narrador, Paul, intercala relatos sobre o que está ocorrendo na mesa do jantar, com os acontecimentos que os levaram até ali. A partir dessas descrições, é possível conhecer mais a fundo cada um dos personagens, que são muito mais complexos do que aparentam. Somos apresentados ao atrito que há entre Paul e Serge, e que só os distanciou ao longo dos anos. Além disso, através dos episódios anteriores narrados, descobrimos os "podres" da família e a ânsia em aparentar sempre perfeição e felicidade, mesmo que tudo esteja desmoronando. Essa característica fica ainda mais clara ao longo da história, e chega ao ápice no final.

O Jantar é um livro surpreendente e arrebatador. Minha única ressalva – que me fez dar quatro estrelas, ao invés de cinco, na classificação – é a forma como a narração se arrasta em alguns momentos, especialmente nos relatos de eventos passados. É verdade que esses momentos são muito importantes no enredo, mas confesso que senti uma certa agonia, causada pela curiosidade, pois queria voltar logo ao "palco" da história: a mesa de jantar.

No mais, se trata de uma história que te acompanhará mesmo depois de você virar a última página. Uma leitura muito recomendada!

site: garotasquedizemli.blogspot.com
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jota 20/04/2014

Famílias felizes...
Durante a leitura de O Jantar naturalmente fui me lembrando do livro de William Landay, Em Defesa de Jacob, que li recentemente. Há muitos pontos em comum entre a história contada por Landay e a do holandês Herman Kock, até demais. Mas se dei 5 estrelas para a o livro do americano, o de Kock mereceria 6 ou mais.

Ambas são obras tensas, muito bem escritas, que versam sobre o que as pessoas são capazes de fazer para proteger aqueles a quem amam, especialmente quando se trata de pais e filhos, de uma família. E logo nas primeiras páginas de O Jantar vem aquela famosa frase de Tolstoi, da abertura de Anna Karenina: “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”, que tem muito a ver a história de Kock.

O que o holandês faz com maestria, penso, é subverter completamente a citação do russo (ou a primeira parte dela), através da história desse jantar. Ou melhor, da história de Paul Lohman, o narrador, um ex-professor de História, de sua mulher, Claire, e do filho Michel. O filho não participa do jantar, que tem ainda como comensais Serge, irmão de Paul, e a esposa dele, Babette.

Muita coisa se fala e se discute à mesa: a ideia do encontro foi de Serge, que tem algo grave para revelar ao irmão e à cunhada. Depois de muita conversa ficamos sabendo que os filhos deles possivelmente estejam envolvidos num crime que chocou os holandeses recentemente. Serge quer resolver esse assunto logo, o que vai significar uma brusca mudança em seu plano de vida. E necessariamente nos dos demais protagonistas.

O cenário principal do encontro é um caríssimo restaurante em Amsterdam e o jantar parece interminável, mas contamos com recuos e avanços no tempo proporcionados pela narrativa de Paul e indispensáveis para que as coisas aos poucos comecem a fazer sentido ou se tornem mais claras. Mas antes que tudo venha à tona, Paul nos guia pelos caminhos e descaminhos de sua narrativa incomum: as surpresas e descobertas vão ser muitas para o leitor.

É impossível não se render aos seus comentários espirituosos - ou maldosos - sobre restaurantes caros e seus funcionários, políticos, professores, alunos, diretores de escolas, comportamento dos holandeses no exterior, etc. Ficamos sabendo que Serge é candidato a primeiro-ministro nas próximas eleições e compreendemos que ele é exatamente um sujeito que se deu bem na vida, do tipo que Paul parece não invejar, mas odiar. Enfim, ele diagnostica no irmão todos os defeitos que acredita que as pessoas bem-sucedidas portam consigo.

O Jantar é um romance com suspense acentuadamente psicológico (e fazendo um trocadilho, também patológico), com vários fatos esclarecedores – e estarrecedores - servidos entre os aperitivos do início do jantar e os digestivos do final, que permitem perceber e avaliar o comportamento dos personagens principais. E já nas páginas finais, quando você entende completamente o que está acontecendo ou aconteceu, ainda tem mais uma revelação ou duas.

Então contar mais alguma coisa aqui seria entregar parte da história envolvente que o holandês Herman Kock criou com muito talento e inteligência, capaz de prender fortemente nossa atenção o tempo todo e fazer com que não queiramos largar o livro até que a última linha seja lida. Comigo foi assim.

Lido entre 18 e 20/04/2014.
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Aline T.K.M. 07/04/2014

Um livro totalmente “psicológico”, perturbador e que semeia a discórdia na mente do leitor.
Em evidência estão as aparências e a negação, tanto dos problemas familiares como também de qualquer coisa que ameace romper a redoma que envolve a imagem – ilusória – da “família feliz”. Assim é O Jantar, do holandês Herman Koch: um thriller psicológico dos mais sensacionais que tive o prazer de ler recentemente.

A ação se desenrola durante um jantar em um fino restaurante do qual participam os irmãos Paul (o narrador) e Serge Lohman, e suas respectivas esposas, Claire e Babette. Um incidente sério envolvendo Michel e Rick, os filhos adolescentes dos dois casais, deve ser discutido pelos pais naquela noite. Mas a tensão passa a predominar na mesa dos Lohman; gradativamente vem à superfície a seriedade do assunto relativo aos dois garotos, tema no qual a família hesita em tocar.

Narrando os fatos, Paul leva o leitor pela mão, a princípio por um caminho aparentemente claro, mas que adiante se revela tortuoso, formado por segredos e verdades distorcidas. O decorrer do jantar é intercalado com memórias do narrador, eventos passados relacionados à família, bem como os acontecimentos mais recentes envolvendo o filho e o sobrinho.

A trama é contada através da perspectiva de uma mente que não é exatamente como qualquer outra, e a isso é condicionada a integridade dos fatos e dos demais personagens. Este é, absolutamente, o aspecto mais interessante do livro. A partir do momento em que o leitor começa a “sacar” melhor o narrador, é inevitável questionar e formular pequenas teorias a respeito de seus atos e das críticas que ele tece – principalmente ao irmão.

O egoísmo é sentimento recorrente na trama; com o pretexto de proteger o próximo, busca-se proteger a si mesmo, mantendo intactas as próprias ilusões e a zona de conforto moral. Não há certo nem errado; apenas assistimos às medidas que vão sendo tomadas e suas possíveis consequências em relação aos atos cometidos pelos dois jovens.

Teriam os garotos sofrido alguma influência da educação parental? Haveria mesmo um motivo para isentar esses pais de qualquer responsabilidade? Ou ainda, até que ponto pode-se chegar para proteger um filho?

O Jantar perturba ao jogar com o psicológico, com valores morais e até com a questão da impunidade. Um jogo perigoso e tão complexo quanto a própria essência do ser humano.

LEIA PORQUE...
Um livro totalmente “psicológico”, perturbador e que semeia a discórdia na mente do leitor.

DA EXPERIÊNCIA...
Gosto de encontrar o dúbio, de me ver perante histórias que me fazem repensar conceitos e me perguntar o que eu faria em tal e tal situação. O Jantar tem isso e mais um pouco. Leitura excelente.

FEZ PENSAR EM...
Folhas Caídas (de Thomas H. Cook) que, apesar de ser um suspense policial, também traz a questão dos problemas familiares velados, das máscaras usadas no cotidiano, da ilusão de “felicidade”, e questiona até que ponto se conhecem verdadeiramente – ou não – as pessoas que vivem em um mesmo lar.


site: http://livrolab.blogspot.com
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