O Sal da Vida

O Sal da Vida
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Resenhas - O Sal da Vida


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Cris Dornelas 04/09/2015

Um livro.....que não é um livro.
Esse é um romance um tanto inusitado, diferente de tudo que já li. Porque não é um romance.
Imagine uma lista de tudo que te faz bem, de coisas que você gosta, de momentos bons, de sentidos, de lembranças, de cheiros e melancolia, de tudo que te faça sentir vivo: é esse livro.
Uma loooooooooonga lista de sentidos e experiencias.
O que pode parecer bobo (até certo ponto é) mas que de alguma forma funciona.
Tive uma boa experiencia com esse livro. Mas recomendo àqueles de bom humor e mente aberta.. Não vá comprando achando que há um romance ou trama dramática ou coisa assim porque não há (se for pela capa pode cair nessa ideia).
Este é um livro para quando você quiser lembrar o que a vida tem de melhor, bom para lembrar e refletir com carinho fases da sua vida.
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Debyh 25/07/2015

Neste livro temos uma ‘resposta’ a uma pessoa que está tirando umas férias merecida depois de um longo tempo.
É uma espécie de carta, mas ao mesmo tempo não é, por todas as páginas há memórias de pequenas (às vezes grandes) coisas vividas ou desejadas pela autora, como se fosse uma recomendação sobre a vida.
Não esperem encontrar uma narração com começo, meio e fim. O Sal da Vida, assim como o nome diz, nos entrega o tempero do porque viver.

(completo no link)

site: http://euinsisto.com.br/o-sal-da-vida-o-que-faz-a-vida-valer-a-pena-francoise-heritier/
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Juliana 13/07/2015

O Salda Vida
"existe uma forma de leveza e de graça pelo simples fato de existir."

esperava mais deste livro. achei a leitura cansativa da maneira que foi abordado o tema.

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Rafa 24/05/2015

Arrastando as Alpargatas
Eu confesso que quando comprei esse livro, tinha a ideia errada sobre ele. Achei que iria encontrar uma narrativa "normal", com uma história, personagens, enredo...

Só que não. Esse livro é, na verdade, uma carta que a autora escreveu para um conhecido. Esse conhecido, um médico, abdica de vários aspectos de sua vida em nome dos pacientes. Então, ela escreve para alertá-lo de tudo que ele está perdendo na vida.

Nessa carta, à medida que os dias vão passando, ela vai lembrando de aspectos que fazem a vida ser feliz: o sal da vida.

Então, a proposta do livro não é contar uma história. Mas propor uma reflexão sobre o que faz da vida, a vida. O que nos traz felicidade, como encontrá-la no dia-a-dia.

Depois de prevenida sobre essa proposta do livro, gostei bastante desse listão. É o tipo de livro que te deixa inspirado para procurar no cotidiano coisas que te deixem feliz. É ótimo para ler na virada do ano, quando estamos inspirados na "renovação" que o ano novo traz. Além de ser um livro curto, que você pode voltar sempre que sentir que precisa daquele empurrãozinho para continuar.

site: http://www.arrastandoasalpargatas.com
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Luana P. 02/03/2015

O prazer das pequenas coisas.
"O sal da vida" é um livro simples como se propõe ser, é um poema em prosa que por capítulos e capítulos a autora segue listando itens que são para ela pequenos prazeres, e é isso que ela chama de sal da vida, aquela pitada que faz a diferença. O livro é interessante para nos lembrar desses pequenos momentos, e poder conhecer mais deles em outras pessoas, é gostoso de ler e, como comentei, bem simples.
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Fer Kaczynski 19/12/2014

Delicioso
Tateando livros pela livraria Saraiva de um grande shopping da minha cidade, eis que me deparo com esta preciosidade! Que livro mais gracioso, uma leitura reflexiva, dessas que precisamos ler de vez em sempre para nos dar ânimo à vida.
Este é meu terceiro livro da Maratona Literária #EuTôDeFérias.

Leia mais em:

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/2014/12/o-sal-da-vida-francoise-heritier.html
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Bella 15/08/2014

Esse livro é tão irritante! Qualidade literária baixíssima, é praticamente uma lista e ainda assim eu não consegui parar de ler ou tirar o sorriso do rosto!
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Aline T.K.M. 21/07/2014

Coisinhas que fazem TODA a diferença
"Num belo dia de verão, se assim posso dizer, pois fazia um mau tempo, recebi um cartão-postal da Escócia. Alguém de quem gosto demais, o professor Jean-Charles Piette, “Monsieur Piette”, como eu o chamo intimamente, mandava-me algumas palavras da ilha de Skye. O cartão começava assim: ‘Uma semana roubada de férias na Escócia.’"

Assim começa O Sal da Vida, best-seller da antropóloga francesa Françoise Héritier. Porque a palavra “roubada” lhe salta diante dos olhos, a autora tece uma carta-resposta explicando ao amigo que, ao contrário de “roubar” suas férias, é sua própria vida o que ele rouba todos os dias. Ao se entregar exaustivamente ao trabalho, Monsieur Piette tira de si mesmo o tempo de desfrutar das pequenas coisas prazerosas da vida – ainda que o trabalho lhe seja também uma fonte de prazer.

Segue-se então uma longa lista em forma de monólogo – com duração de vários dias, inclusive –, em que a autora enumera pequenas coisas que conferem graça e leveza à vida, celebrando o existir, pura e simplesmente. Atos, acontecimentos e sentimentos diminutos que são parte do cotidiano e que, tantas vezes, não aguçamos os sentidos para percebê-los ou simplesmente não nos damos tempo de aproveitá-los de forma plena. Coisinhas que dão o tempero, o sal da vida. Que fazem toda a diferença.

Ao nos colocarmos no lugar do destinatário dessa resposta, tão simples e direta, percebemos uma verdade incontestável: o equilíbrio é o grande segredo da felicidade. Ou, pelo menos, um deles. E é com tantas coisas em tão poucas páginas que a autora nos conta isso.

Apesar da mensagem universal, O Sal da Vida pode ter um sentido particular a cada leitor. Em todos e em cada um dos casos, o livro é uma lufada de frescor. É também, e principalmente, uma intimação a repensar a maneira – e o ritmo – como temos levado nossos dias.

LEIA PORQUE...
Com uma mensagem superpositiva, o livro fala de pequenos prazeres cotidianos e, como diz na capa, do que faz a vida valer a pena. E importante: sem ser um livro de autoajuda – nada contra, mas eu não curto.

DA EXPERIÊNCIA...
Para ler numa “sentada” só e terminar as 108 páginas enxergando a vida de outra maneira. Pode não operar milagres, mas dá um colorido especial ao dia.

FEZ PENSAR EM...
Sabe os pequenos prazeres da Amélie Poulain? Então, algo mais ou menos por aí...


site: http://livrolab.blogspot.com
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Christiane 10/06/2014

Temperando a vida
Não poderia ter havido melhor escolha para começar um novo ano do que este saboroso livro de Héritier.

O que é viver afinal? o que faz a vida valer a pena? como é que percebemos que estamos vivos? o que é existir afinal?

Não se trata de nossas realizações pessoais, profissionais, intelectuais, mas do simples sabor de viver, aquelas pequenas coisas, aquele momento, aquele instante que nos emociona a não poder mais, que nos faz rir, que nos deixa com raiva, que provoca ódio, que nos enoja, que causa medo, fascínio, pavor.

É impossível colocar sal na boca e não ter uma reação. Pode ser agradável para alguns como desagradável para outros, mas este sentir, esta percepção é que nos mostra que existimos, estamos vivos!

E este existir está ao alcance de todos, sem exceção.
Héritier se lança nesta aventura da escrita ao receber uma carta de um professor que ela admira muito e que pede desculpas por estar de férias, mas que na verdade estava se desculpando por roubar sua própria vida, não aceitando que se pode e se deve viver sem ser engolido pelo dia a dia, pelos compromissos assumidos, pelas aparências, pelas obrigações, pelo dever, pelo trabalho, pela obsessão de ser perfeito e atender a tudo e a todos. Temos nossa vida a qual respondemos da melhor forma que podemos, seja em nossos relacionamentos, trabalho, amizades, engajamentos, mas temos que viver também, e não se deixar sufocar por tudo isto que também é importante, mas não menos ou mais que este tempero que encontramos nas pequenas coisas do dia a dia em toda nossa vida.
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Leitora Voraz 07/06/2014

RESENHA DO LIVRO O SAL DA VIDA- O QUE FAZ A VIDA..... VALER A PENA!!!!!
De uma forma muito criativa a autora conseguiu em um livro super simples, bem fininho (tem apenas 100 folhas) colocar todos os momentos da minha vida e também, todos os momentos de qualquer leitor que o abra.

Qual foi a mágica???? Ela tem a bolsinha da Hermione (protagonista da série Harry Potter)???

Eu queria muito essa bolsinha, risos... Mas não foi isso.

Aí reside a criatividade dessa antropóloga. Ela não precisou escrever uma palavra sobre mim, ou sobre você. Somos nós mesmos, que através de suas linhas, vamos criando o filme de nossas vidas.

Como???

Em um cartão postal, que recebeu, ela encontrou um desabafo que a incomodou: “Uma semana de férias roubada na Escócia”.

Confesso que também fiquei incomodada. Quem estava vivendo a vida dele, no lugar dele, a ponto de ele ter que pegá-la de volta? Pasmem, ele mesmo, só que não o “eu” verdadeiro dele. E sim o “eu” dele, produto da sociedade moderna.

O “eu” jovem, idealista, cheios de sonhos, se transforma no percurso da vida. Mas em essência, ele ainda continua lá, só precisa ser resgatado às vezes. E foi o que o dono desse cartão fez: ele resgatou a si, mesmo que por uma semana.

Por isso, entendi que a autora propôs um Desafio: se você fosse marcar um encontro com o seu “eu”, quem você encontraria???

E vai além: Qual é o tempero que faz o seu “eu” ser diferente do meu “eu”? Qual é o Sal que você usa para dar gosto na panela da sua Vida??? Que ingredientes você escolhe para tornar sua Vida mais apetitosa???

O livro é só isso e tudo isso:

É só isso....
Poderia ser simplista dizendo que o livro consiste apenas em uma lista de lugares, livros, filmes, séries, pessoas, lembranças, experiências, que a autora considera o SAL DA VIDA dela. De fato é só isso.

É tudo isso....
O genial é que a autora conseguiu com “só isso”, fazer o leitor se esquecer dos itens dessa lista e imaginar a sua própria. O livro é um mergulho na nossa existência. Isso se o leitor aceitar o convite da autora.

Quanto a parte física do livro: A capa é linda demais. O título do livro é todo branco e possui um relevo: a sensação é a mesma de estar passando os dedos sobre o sal colado em um papel. No final, temos uma surpresa, a autora reservou páginas em branco com linhas, para fazermos a nossa própria lista.



Ponto Alto do Livro:


A Princesa Branca de Neve precisou ser beijada pelo Príncipe Encantado, para ser despertada de seu sono amaldiçoado, e, desde, então, sua vida recuperou a cor e os pássaros voltaram a cantar.

Já a autora precisou receber um cartão postal, de uma pessoa que gosta muito, para se questionar: o que dá sabor aos meus dias? O que faz minha existência valer a pena? Qual é o plus que me faz olhar para trás e ver sentido no caminho que vou trilhar a frente?

Eu precisei ler esse livro para entender que estamos todos adormecidos, tão ocupados em viver, que efetivamente esquecemos que já estamos vivendo. Como dizia Renato Russo: “È preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há”.

Por isso, o ponto alto do livro, para mim, não é o livro em si, e sim o que ele provoca em você: a descoberta do SAL DA SUA VIDA!!!!!!!!

Percebam que usei a palavra “descoberta”, propositalmente, pois já temperamos nossa vida a cada sorriso, a cada gesto de carinho, a cada palavra generosa, a cada abraço apertado, a cada lágrima derramada, a cada amigo encontrado, a cada perda que sofremos, a cada sonho conquistado, a cada lição que aprendemos.

Só nos falta lembrar o gosto que essa jornada tem antes que ela acabe, pois todos disputam por um pedaço dela!!!!!!!!!

Assim, inspirada no filme: “Simplesmente Amor” (quem ainda não viu corre, pois é lindo demais!!!!!!!), que no final colocou várias cenas de demonstração de amor, vou deixar aqui para vocês o que é o sal da vida, nas palavras de pessoas muito queridas. Obrigada a todos vocês!!!!!!!!!

O que é o Sal da Vida para você?????

“É o combustível que necessito para caminhar junto com o Senhor”. (Rita)

“É a minha família!!! É o carinho do meu marido e o olhar puro e cheio de curiosidades do meu filho. É a alegria de todos os momentos em que estamos juntos e o amor que se transforma em combustível nos dando força para lutarmos uns pelos outros sempre!!!” (Lilliane)

“É a minha família, pois se não fosse por ela eu não teria motivos para lutar e sonhar todos os dias. Além disso, quando eu estou triste eles temperam a minha vida com força e perseverança. São nos momentos felizes, que eles engrandecem o sabor da minha felicidade”. (Gisele)

“É acordar com saúde e saber que tenho mais um dia para evoluir. É aquilo que não é em excesso, é a dose que não aumenta a pressão.” (Adriana)

“É poder acordar no amanhã e agradecer a Deus por mais um dia. É saber superar as adversidades da vida, sem pisar nos semelhantes. É agradecer ao Divino Espírito Santo, por não ficarmos em um leito de hospital. É pedir a Deus que nos proteja de todos os males.” (Paulo)

“É nossa saúde, alegria, amarmos uns aos outros. É o açúcar e o mel, que adoçam a nossa alma. O Sal da Vida JÁ É!!!!!!!!” (Paulo)

“É ver a minha família com saúde e em harmonia, estar sempre em contato com os meus amigos e viver todo dia um novo jeito de amar o mesmo amor”. (Vanessa leal)



“(....) ver, ouvir, observar, entender, tocar, admirar, acariciar, sentir, cheirar, saborear, ter “gosto” por tudo, por todos, pelo próximo, enfim, pela VIDA”.
(Françoise Héritier- a autora)


site: http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/2014/06/resenha-do-livro-o-sal-da-vida-o-que.html
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Júlia Ansaloni 15/05/2014

Um livro maravilhoso,ainda não fiz a minha lista dos "sais" da vida, mas pretendo.
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Blog MDL 10/05/2014

Recordar os acontecimentos de nossas vidas é uma forma de revivê-los uma e outra vez sem jamais esquecer as alegrias, as tristezas, os sorrisos, as lágrimas, o tempero que faz a nossa vida tão peculiar e que nos torna especial em meio a uma multidão. Com relatos de seus próprios momentos a antropóloga Françoise Héritier nos mostra através de “O Sal da Vida” que cada um de nós possui tesouros que pertencem somente a nós. Sempre evocando imagens, ela traz um quê de poesia em seu livro que nos encanta, diverte e que nos faz refletir e viajar. Sua ode a vida e a existência é uma encantadora forma de não se deixar abater pela correria do dia a dia e pela mesmice que nos ronda constantemente. Apesar de curto, é um livro rico que tocará de forma muito particular a cada um de seus leitores.

E como não poderia ser diferente, deixo aqui o meu próprio registro. Espero que vocês se animem e também deixem os seus.

O Sal da Vida para mim é... sentir o cheiro da chuva e ouvir o seu gotejar, relembrar aquela partida de futebol com amigos cuja língua você não conhecia e que aconteceu em um país longínquo com pés descalços tocando a grama, admirar a grandeza criada pelo seu arquiteto favorito, sorrir de antecipação toda vez que o carteiro chega, desbravar lugares inóspitos e perceber que todo o cansaço para chegar até ali valeu a pena, beber água quando se está com muita sede, iniciar uma conversa com alguém sobre livros e notar que ao fim você fez um monólogo, magoar-se diante das injustiças feitas, ter um humor terrível quando se é acordado e ainda está com sono, saborear um café fresco em um dia particularmente frio, comemorar cada etapa conquistada no processo de aprendizagem de um novo idioma, acariciar um livro só porque gostou da sua textura, gargalhar com a forma doce que seu cachorro tem de chamar a sua atenção.

... confortar-se com o abraço apertado da sua mãe, admirar a coragem do seu pai, amar as suas irmãs de forma incondicional e apreciar suas peculiaridades, fechar os olhos para não ver o precipício pela janela do seu lado do carro, notar que finalmente sua alma achou o seu lugar quando sentiu a carícia do vento em território espanhol, ter a sensação de frio no estômago com o decolar do avião por saber que uma nova aventura lhe aguarda, tentar decorar a letra de uma música que você gosta muito, apaixonar-se por uma cidade de arquitetura encantadora e de pessoas ainda mais encantadoras, conhecer pessoas que lhe completam, brincar com as crianças de uma amiga e ter vontade de ter seus próprios bebês, dançar até o sol raiar e passar todo o dia posterior sem conseguir levantar da cama com dores pelo corpo, deliciar-se com o sabor rico do chocolate nos dias de TPM, rir de piadas que ninguém entende, ficar desesperada com o número de coisas que estão querendo sair do seu armário e ainda assim querer aquele suéter de cor bonita que viu na vitrine.

E ainda... passar noites de insônia na companhia de um bom livro, amar com fervor o personagem de uma história fictícia, comemorar quando encontra as palavras certas para dizer ou escrever, preocupar-se com o seu futuro, mentalizar a casa dos seus sonhos e fazer projetos arquitetônicos que nunca ganharão forma real, dormir no sofá porque não teve coragem de se levantar para ir para o quarto, fechar os olhos ao sentir a brisa do mar em seu rosto, corar ao receber um olhar de admiração de alguém que você própria admira, saber de cor todas as letras de sua banda favorita, ter poucos e bons amigos, querer fazer uma tatuagem mas nunca ter coragem de fazê-la, conservar um cabelo comprido e invejável, apertar os olhos para enxergar alguma coisa em um ambiente muito claro, fechar um livro com a certeza que ele lhe proporcionou uma experiência memorável.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/04/resenha-o-sal-da-vida-por-francoise.html
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PorEssasPáginas 23/03/2014

Resenha O Sal da Vida - Por essas Páginas
Logo quando a Editora Valentina divulgou a capa de O Sal da Vida com essa torre Eiffel, as meninas disseram que esse livro era a minha cara. Mas sabe como é, as séries que eu acompanho também foram lançadas, cada mês uma seleciona um livro… Então só pude solicitá-lo agora.


Eu nunca li um livro como O Sal da Vida. Como diz a sinopse, ele é na verdade um poema na forma de prosa. A autora, Françoise Héritier, havia recebido um cartão-postal de Jean-Charles Piette. Nele estava escrito “Uma semana roubada de férias na Escócia”. Então a autora começa a divagar sobre como o trabalho ocupa o nosso tempo e o que seria o sal da vida.

“Existe, sim, uma forma de leveza e de graça no simples fato de existir, que vai além das ocupações profissionais, além dos sentimentos poderosos, além dos engajamentos políticos e de todos os gêneros, e foi unicamente sobre isso que eu quis falar. Sobre esse pequeno plus que nos é dado a todos: O Sal da Vida.” – página 10

E assim, os capítulos na verdade são uma lista com tudo o que autora acredita ser seu Sal da Vida. São citados pequenos momentos, sensações, dores, experiências, lembranças… Vocês devem estar achando estranho. Eu também achei muito estranho quando comecei a ler. Mas antes de chegar no final do primeiro capítulo das listas, eu já estava completamente envolvida e emocionada. Porque… Esse é aquele livro em que o leitor tem que interagir com ele. Você começa a se lembrar de todos os seus momentos que dão um tempero especial no seu dia-a-dia. Em vários momentos eu parei, com um sorriso no rosto, para me lembrar de uma experiência que eu tive igual a da autora (ou semelhante). E então, assim como ela, eu percebi que são pequenos detalhes que acabam nos marcando.

Então, resolvi fazer a minha lista do “Sal da Vida” (inclusive no final do livro tem um lugar para fazermos as nossas anotações), mas focando no tema “Leitura”!

Chorar com um livro , suspirar por mocinhos fofos, ter uma imaginação fértil, aguardar o carteiro, cheirar um livro novo, ser fangirl com as suas amigas, receber um abraço (mesmo virtual), fazer coleção de marcadores, ir a eventos literários, receber um comentário dizendo que alguém amou o livro que você recomendou, esperar para sempre a minha carta de Hogwarts, ser respondida por um autor no twitter, todas as amizades feitas, abraçar a Meg Cabot, rir com Adrian Ivashkov, escrever resenhas, começar a ler um livro no dia em que ele foi lançado, receber comentários nas resenhas, reclamar quando um livro não for bem adaptado…

E eu tenho que comentar sobre essa capa! Ela é muito bonita e o título tem um efeito que quando você toca, parece que ele é feito realmente de sal. A fonte utilizada é muito confortável para a leitura e o livro possui pequenos detalhes lindos!

O Sal da Vida é aquele tipo de livro perfeito para dar de presente, mesmo para pessoas que não gostam muito de ler. Ele é curtinho e transmite uma mensagem muito bonita. Esse é aquele tipo de leitura que você não termina da mesma forma que começou…

site: http://poressaspaginas.com/resenha-o-sal-da-vida#more-14029
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Ju 12/02/2014

O Sal da Vida
Vou presumir que o que está escrito na apresentação do livro seja real para começar essa resenha, ok, gente? rs... Fiquei um pouco confusa pelo fato da autora dizer que o texto é uma "fantasia" (e as aspas são dela). Logo depois, diz que ele tem uma história, o que me faz acreditar que o próximo parágrafo corresponde ao que aconteceu de verdade.

A inspiração para escrever O Sal da Vida veio quando a Françoise recebeu um cartão-postal de uma pessoa muito querida para ela, que começava assim: "Uma semana roubada de férias na Escócia.". Isso a fez pensar sobre quem estava roubando o que de quem; afinal, o normal seria todos termos direito a um tempo de descanso... Ou não? Para demonstrar isso, ela começou a listar as coisas que seriam o sal de sua vida. Aquilo que faz esse mundo ter muito mais graça.

O livro apresenta grandes listas divididas por datas, escritas durante dois meses, em que a autora divide com a gente coisas que fizeram parte de sua vida e que a transformaram em quem ela é. Ela não cita apenas coisas boas, e sim coisas que ela considerou que mereciam ser listadas: "sensações, percepções, emoções, pequenos prazeres, grandes alegrias, às vezes profundas desilusões e mesmo dores".

"Eu quis ir atrás da força imperceptível que nos impulsiona e que nos define."

Amo essa capa!! *-* Acho que vou acabar tirando o título do livro de tanto passar a mão nas palavras, elas têm uma textura diferente, como se fosse um corretivo. Como se o sal da sua vida realmente tivesse o poder de modificar completamente seu jeito de viver e de ver as coisas. A diagramação, como sempre, está perfeita e com pequenos detalhes fofos. A fonte usada é de um tamanho super confortável. O livro é curto e pode ser lido em poucas horas, mas a gente passa muito tempo refletindo sobre ele depois.

site: http://entrepalcoselivros.blogspot.com/2014/02/resenha-valentina-o-sal-da-vida.html
Sarah 14/02/2014minha estante
Bacana a premissa desse livro. Lendo a sinopse achei muito no estilo "auto-ajuda", mas sua resenha me fez me interessar mais. A ideia é bem legal, fiquei pensando aqui o que representaria meu sal da vida... Também gostei bastante da capa. E adorei tudo que vc escreveu no blog que seria seu sal da vida!


Juh 14/02/2014minha estante
Olá Ju!
Eu fiquei super curiosa pra ler esse livro quando ele foi lançado, mas acabei enrolando porque tinha medo de ser chato pelo fato de contar um pouco o Sal da Vida autora. Mas sua resenha me chamou novamente a atenção, ele parece ser um livro bem profundo e reflexivo. Amei o seu texto, rsrs, muitas das coisas que você citou já aconteceu comigo e as vezes paro e fico meditando, porque só o tempo de infância da gente é incrível? Mas acredito que é pelo fato de a criança encontrar a felicidade nas simples coisas. Me lembro uma vez que eu queria um bolo de aniversário que a minha mãe fizesse e que eu a ajudasse... Resultado: comi tanta cobertura enquanto ela fazia que não provei um pedaço sequer do bolo depois e hoje eu me lembro que foi um dos momentos mais felizes da minha vida!!! Ansiosa pra ler essa obra prima!
Beijos!


Thaís 15/02/2014minha estante
Oi Ju! Apaixonei pelo texto que você escreveu, parabéns! Apesar de ser mais nova que você eu tive a oportunidade de conhecer esses "sais da vida" sem internet e tecnologia. Achei muito interessante o livro, a capa é linda, morrendo de vontade de ler.




Felipe Miranda 09/01/2014

O Sal da Vida - Françoise Héritier por Oh My Dog estol com Bigods
Quando a antropóloga Françoise Héritier percebe que um grande amigo está roubando a própria vida se dedicando apenas as múltiplas responsabilidades de um árduo trabalho, por mais prazeroso que ele possa ser, e passa a escamotear tudo aquilo que gera o sal da vida, ela adentra em um jogo de sentimentos.

Certo, mas o que seria o sal da vida? Nada mais, nada menos que tudo aquilo que dá sentido a nossa existência, tudo aquilo que nos dá prazer, que nos faz feliz, que faz a vida valer a pena. Que dotou nossa vida de experiências até o dia hoje, o agora. As coisas bobas, pequenas, os sons, os ruídos, um toque, um beijo, uma lição, uma desilusão, sabores, uma lágrima de felicidade, um cachorro-quente com um amigo, aquela viagem de férias, um livro, um animal, um olhar. Tudo aquilo que sentiríamos falta se desaparecesse para sempre de nossas vidas.

Diante dessa observação ela vai listar tudo aquilo que foi, está sendo e pode um dia ser o sal de sua vida. O livro não se trata de uma ficção, mas sim de uma lista de lembranças repleta de sensações e significados grandiosos, por mais que seja composta de pequenos gestos e detalhes. As últimas páginas no livro são linhas em branco, um espaço para listarmos nossos próprios sais. O próximo parágrafo está repleto de sais que deixam, deixaram e vão continuar deixando minha vida muito mais sensível e repleta de bons momentos. Observem que poderiam muito bem ser dois parágrafos... Sim, me empolguei.

As expressões únicas da minha vó e da minha mãe, o desabafo mais difícil da minha vida, um eu te amo recíproco, uma tequila, uma água de côco, uma bala de menta. Cheiros que associo a pessoas específicas, um desconhecido na rua, amigos de infância e lasanha. Descer o morro montado numa tábua a sabe-se lá quantos quilômetros de velocidade, fugir de porcos em aulas de educação física, quase fazer um gol sendo um verdadeiro perna de pau, não pensar em nada e pensar demais em tudo. Dormir no ônibus, reagir a assaltos, ter medo, assistir filmes de terror com luzes do quarto acesas, não saber nadar, não saber andar de bicicleta. Matar alguém de cócegas, sempre ter assunto, palavras que fogem. Aquele livro devorado em questão de horas, e aquele livro que procrastinei por dias também, muitos valeram a pena mesmo assim. As tardes de risadas e conversas jogadas fora com os amigos, aquele filme visto sozinho no cinema, por que as vezes ficar sozinho também é beneficente. Aquela música que me faz querer voltar anos no tempo, aquele abraço que nunca se repetirá. Aquela matéria torturante que passei com esforço, o primeiro beijo, o último beijo, o pior beijo, o melhor beijo. Uma lambida, uma mordida, um arrepio. Viajar pelo simples prazer de ver as paisagens passarem pela janela, sentindo o movimento da vida. Um sotaque gostoso, uma risada gostosa, um conselho que salva. Ter um blog, ter uma gaveta cheia de bugigangas que não servem para nada mas que não consigo me desfazer delas, é, qualquer espécie de despedida me dói. Ser um imã para cachorros, sempre mandar e-mails para a chefe com um poema em cada um deles. Odiar falar ao telefone, cantar alto durante o banho e sonhar, sonhar, sonhar!

O livro é grandioso, mesmo sendo maçante em alguns momentos, faz sentido em qualquer ordem ou circunstância. A lista interminável da autora está repleta de sais comuns a qualquer um e de sais próprios, íntimos. De fato, um lembrete para celebrarmos a vida, a nossa existência, o amor.

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com/2013/11/resenha-o-sal-da-vida-francoise-heritier.html
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