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Fausto

Johann Wolfgang Von Goethe
Resenhas
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Felipe Pimenta 18/08/2014

Resenha das partes I e II
Fausto é a obra-prima do poeta alemão Goethe.Baseado em uma lenda medieval, revela a decadência do espírito humano que se deixa seduzir pelo mal. Fausto possui todas as ciências do mundo, mas revela-se insatisfeito com o conhecimento que já tem. Goethe reproduz em seus versos todo o ambiente universitário, científico e pseudocientífico da Alemanha do século XVIII. Fausto buscando ser mais sábio e de melhor aparência, faz um pacto com o Demônio, encarnado na figura de Mefistófeles. Mesmo tendo feito o acordo, Fausto ainda deseja mais. Certo dia caminhando em uma rua, ele vê a bela Margarida (Gretchen), uma jovem de apenas 14 anos. Apaixona-se imediatamente, e pede a Mefistófeles que o ajude a conquistar para ele. Esse então se insinua para a vizinha de Gretchen, Marta, que é uma amiga e protetora da jovem, e aos poucos ganha confiança das duas, permitindo a Fausto que este se aproxime de Gretchen. A jovem gosta desde o início de Fausto porque ele a trata como uma princesa em suas palavras, o que ela acha estranho, uma vez que é de origem humilde. Apesar de todo esse encantamento, ela percebe que Fausto é negligente em relação à religião, e ao mesmo tempo desconfia e sente antipatia por Mefistófeles, vendo em sua figura algo de negativo. Fausto deseja muito ficar a sós com Gretchen, mas a presença da mãe da menina no apartamento das duas atrapalha os planos dele. Induzido por Mefistófeles, Fausto dá à mãe da menina através desta um aparente sonífero, pensando em apenas adormecê-la para ter momentos íntimos com Gretchen, mas o Demônio havia dado a Fausto um veneno mortal. A mãe de Gretchen morre, porém ela não culpa Fausto. No meio do poema existe um capítulo chamado “A Noite de Walpurgis”, que é dos pontos altos da história. Nesse momento, Fausto e Mefistófeles confirmam o pacto perante toda uma congregação de bruxas. Adiante, Margarida pressente estar grávida, o que naqueles tempos significava tornar-se uma pária, uma vez que não era casada. O irmão de Margarida, Valentim, fica enfurecido por saber disso. Ele era um militar com forte sentimento burguês e de honra. Em uma noite, Fausto e Mefistófeles vão fazer uma serenata para Margarida. Valentim ouve e desafia Fausto para um duelo. Esse, com o auxílio de Mefistófeles, mata Valentim.Margarida desce para ver o irmão agonizante. Valentim, ao invés de dizer palavras consoladoras para a irmã, amaldiçoa Gretchen por seu comportamento supostamente devasso. Levada pelo desespero, Gretchen pratica o infanticídio e é levada à Justiça. Fausto desespera-se e culpa Mefistófeles. Esse apenas replica dizendo que Fausto agiu livremente e ele nada tem a ver com todo o drama. Fausto visita a Margarida na prisão e tenta fazer com que ela fuja, porém ela se recusa a fazer a vontade de Fausto. Gretchen, como fiel católica, deseja expiar a sua culpa. Diz que entrega Deus a sua alma. Mefistófeles ao ouvir as palavras cristãs da boca de Gretchen grita: Sentenciada! Os anjos recebem a alma de Gretchen que se salva, mas a Fausto, Mefistófeles grita que é dele e apodera-se da sua alma. O poema termina com uma história de salvação. O poema Fausto lembra a história bíblica de Jó. Assim com esse, Fausto era tido como um exemplo pelos anjos de homem íntegro, porém o Demônio diz ao coro dos anjos que mesmo esse pode se perder. Se no drama de Jó o personagem bíblico diz que seu amor a Deus é maior do que o desejo de adorar o conhecimento e as riquezas do mundo, em Fausto, o personagem mais valoriza o amor de si do que a Deus. Como dizia Santo Agostinho, existem os homens que mais amam a si próprios do que a Deus e desejam fundar a cidade terrestre; e existem os homens que desprezam a si mesmo e ao mundo, e querem fundar a cidade de Deus. O poema de Goethe é belo e imortal. No fim da vida, Goethe fez uma sequência conhecida como Fausto II. Essa parte é cheia de alusões à mitologia grega. Revela também o interesse de Goethe pelo mundo financeiro, pois descreve Mefistófeles tentando introduzir o papel-moeda na corte do Sacro Império Romano, fazendo um papel semelhante ao do escocês John Law, que no século XVIII provocou uma crise financeira de enormes proporções na França. Karl Marx era profundo conhecedor do poema de Goethe, e gostava especialmente da segunda parte por causa dessas discussões econômicas. Nesse segundo poema, a Idade Média se encontra com a Antiguidade clássica com os diálogos de Fausto e Helena. Goethe faz várias alusões (irônicas) aos escritores e poetas do Romantismo alemão que valorizavam aspectos medievais e sombrios da história e arquitetura europeias. A política também está presente por causa dos acontecimentos na França revolucionária. Goethe acompanhava com atenção a decadência dos nobres franceses e no Fausto II ele faz alguns personagens encarnarem dessa nobreza que não mais existe. Todo o conhecimento dos processos de alquimia e da pseudociência alemã de seu tempo é reproduzido no Fausto II. Goethe estudava com afinco esses assuntos, de maneira que esses conhecimentos dão um aspecto curioso à obra. No final do poema, mais uma vez a redenção católica está presente na contemplação da Virgem Maria, a Mater Gloriosa. Esta intercede pela alma de Fausto, que escapa às mãos de Mefistófeles. Fausto e Gretchen estão unidos novamente no Céu.

site: http://felipepimenta.com/
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Braguinha 07/08/2014

Bom no teatro, péssimo na literatura
O diálogo entre Mefistófeles e seu cliente. O diabo querendo comprar uma alma. O livro não é atraente literariamente falando porque está todo esquematizado para teatro. É como ler o roteiro de uma peça.
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Valzita 29/07/2013

frustrante...
Sinceramente, muita gente idolatra esse livro e eu achei que iria gostar, até assisti a versão de Murnau, mas achei bem cansativa... e olha que eu gosto de filmes mudos, mas a versão não me cativou... pensei que ao ler o livro, a minha opinião mudaria, mas foi ainda pior. Goethe foi um dos maiores autores da literatura alemã e eu era louca pra ter a chance de ler as obras dele. Escolhi Fausto e Os sofrimentos do jovem Werther. A oportunidade de ler Fausto surgiu numa eletiva que paguei na faculdade, sobre História da literatura gótica e de horror do século XIX. Ganhei a versão da Martin Claret de um amigo meu, e tínhamos que ler pra resenhar e entregar a professora na semana seguinte... Não sei se a pressão de ter que ler em pouco tempo, resenhar e tentar entender obra tão complexa contribuiu pra aumentar minha frustração, mas a verdade é que pensei, pela 1ª vez na vida, em desistir no caminho. A história em verso me pareceu bastante confusa, cansativa e extenuante. Se fosse em prosa, talvez eu tivesse gostado, não sei... eu não tenho hábito de leitura em verso, e com Goethe, minha experiência foi bem insatisfatória.
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F.G.M. 29/03/2013

'Para quê esperar?"
Fascinante história - recomendo mais do que posso: livro recheado de aventuras, bruxas, bêbados, bares, cenas mundanas e celestes, Deus e o diabo, o homem e sua mortalidade - o amor e o tempo, tudo isso numa mistura de clássico e contemporâneo que aprofunda nossa sensibilidade às áreas mais desconhecidas. Baseado numa lenda corrente da Europa (no qual um médico vende sua alma em troca de imortalidade), Fausto é o símbolo do homem moderno e do que Foucault chama de "desrazão". A sociedade iluminada e extremamente racional é questionada - e o primado da razão é colocado em questão - quando a loucura e a vertigem assumem o papel de frente do pensamento moderno que, antes, era renegado à degradação, ao espúrio. Essa obra é o exemplar máximo de um romantismo alemão que transcendeu suas barreiras estéticas, filosóficas e literárias. Goethe passou sua vida inteira a escrevê-la, quase desistindo, mas, graças ao seu talento e gênio, a continuou de e a finalizou de forma magistral - portanto, é uma obra que representa diversos momentos da vida do autor, do desenvolvimento do seu pensamento e também do pensamento moderno europeu. Escrita em versos, de uma forma semelhante ao drama grego - com a presença de diálogos e dos elementos de uma tragédia, o livro é dividido em duas partes. Na primeira, temos uma espécie de metáfora do primado da razão; na segunda, nota-se a presença da loucura e da vertigem do homem moderno e, por que não, do homem contemporâneo. O companheiro demoníaco de Fausto é o Mefistófeles, que faz a seguinte aposta com Deus no inicio da história: terá a alma de Fausto. O amor de Margarida, aquela em que se apaixona, muda sua vida e sua mortalidade; é aí que o demônio fará a empreitada de carregar-lhe a sua alma. O "doutor satânico", nas palavras de Rimbaud, se questiona, no início da narrativa, sobre sua vida, sobre quem é, estudou filosofia, medicina, anatomia, alquimia e, se questiona logo mais: "Pra que tanto estudo?". Portanto, vamos ler já, “pra quê esperar?”.
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Matheus 09/01/2013

Fausto foi o livro que mais me moldou. Tive o privilégio de lê-lo sob o teto do Goetheanum, obra arquitetônica de Rudolf Steiner, homem que foi guardião dos arquivos de Goethe e seu grande admirador. Steiner desenvolveu toda uma ciência humanística, a antroposofia, - que inclui pedagogia, arquitetura, agricultura, música, desenho e religião - a partir de Goethe, principalmente baseando-se na filosofia contida em Fausto, e tive o imenso prazer de ser educado em uma escola com a pedagogia criada a luz desta filosofia, a pedagogia Waldorf.

Cada página do livro é uma lição de vida ou uma ilustração da natureza humana. Fasto é a obra que melhor descreve o ser humano em sua essência, mostrando nossas tentações, nossos desejos de grandeza, nossos pecados e nossas conquistas. Toda o obra é brilhante. Já no prólogo percebe-se sua grandeza, mas há algo de especial no último ato da peça que faz com que seja impossível não rever sua filosofia de vida ao término do livro. Meu livro de cabeceira, Fausto tourou-se meu código moral. É uma das obras mais influentes no nosso tempo.
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