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A Garota Que Você Deixou Para Trás

Jojo Moyes
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Psychobooks 21/07/2014

O primeiro livro que li da autora foi 'A Última Carta de Amor', que achei bem mediano. Depois resolvi dar uma segunda chance e me surpreendi com a leitura maravilhosa de 'Como eu era antes de você'. Então posso dizer que 'A garota que você deixou para trás' eu tinha altas expectativas, mas já sabia que a autora poderia me decepcionar um pouco.
Bora saber um pouco mais sobre o enredo e o que eu achei da leitura!

- Enredo

Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Sophie muda-se para a pequena cidade de St. Péronne para ficar com seu irmão mais novo, sua irmã e sobrinhos enquanto seu marido Édouard Lefèvre, um jovem pintor francês, e o cunhado vão para o front defender o país. A cidade foi dominada pelos alemães, que chegam racionando a comida e saqueando as casas. Sophie mora no antigo hotel Le Coq Roge da família que tem um bar no andar térreo e tenta amenizar a saudades que sente do marido ao admirar o quandro que ele pintou dela. Quando o novo Kommandant chega à cidade, ele acaba solicitando que ela cozinhe para os alemães, a princípio ela reluta, mas sabe que há uma pequena possibilidade dela conseguir roubar um pouco de comida decente para ela e a família. Sophie está devastada ao imaginar os horrores que seu marido possa estar sofrendo e irá arriscar tudo para tentar ajudá-lo de alguma forma.

Quase um século depois, em Londres, Liv Halston ainda está devastada pela morte do marido, vivendo sozinha em sua casa de vidro e saindo raramente de sua casa, ela começa a enfrentar problemas financeiros. Sua melhor lembrança está relacionada ao quadro 'a garota que você deixou para trás', que foi presente de casamento do seu marido, eles compraram durante a viagem de lua de mel. A determinação da garota retratada dá forças para Liv continuar levantando da cama todos os dias.

Essas duas histórias paralelas irão se unir de uma forma inesperada e nem um pouco agradável para Liv.

- Desenvolvimento do Enredo

A princípio apenas a história da Sophie é contada, depois vem a história da Liv e em um determinado momento, as duas histórias se unem e alguns trechos da vida da Sophie fica intercalado com a história atual.

A autora teve muita sensibilidade ao construir sua história, soube como interromper a parte da Sophie em um cliffhanger, mas sem ser cruel com o leitor. Jojo Moyes não tem pressa para desenvolver seu enredo, então caro leitor, não espere cenas de ação em abundância, ou uma leitura com o ritmo alucinante.

A primeira parte do livro é narrada em primeira pessoa, sob o ponto de vista da Sophie, quando vamos para os dias atuais, a narrativa passa a ser em terceira pessoa e tive muita dificuldade para me conectar com os personagens nesse momento.

A autora fugiu do comum usando o período da Primeira Guerra Mundial, as injustiças cometidas na época e seguiu a história das pessoas envolvidas com uma obra de arte que hoje vale muito dinheiro. Além disso, ela também faz com que o leitor reflita e tire suas próprias conclusões sobre quem tem o direito sobre essas obras de arte que podem ter sido fruto de pilhagem. Essa discussão mostra os dois lados, de pessoas que realmente querem aquela obra de volta à família por um verdadeiro valor sentimental e outras que a querem por ser seu direito, mas imediatamente as colocam à venda em leilões milionários. E aí, quem está certo? Você é capaz de condenar o comportamento de alguém sem saber suas verdadeiras motivações? Muitas vezes, as coisas são são como aparentam, conheça antes de julgar.

- Personagens

Sophie foi a personagem que mais me conquistou, sua determinação, coragem e audácia são apenas algumas de suas qualidades, ela é uma daquelas personagens femininas fortes que vai ser difícil esquecer.
Liv, apesar de determinada a lutar até as últimas consequências por seu quadro, ainda está fragilizada e muitas vezes passa a impressão de 'coitadinha' e nesses momentos fiquei um pouco irritada com ela.

Paul McCafferty foi bem construído e conquista a simpatia do leitor, mas acho que a autora poderia ter narrado como ele conseguiu seu último trinfo no tribunal. Mo, amiga de Liv, parece ser uma personagem sensacional e fiquei um pouco triste com o seu 'desaparecimento' abrupto.

- Concluindo

'A Garota que você deixou para trás' é uma obra sensível, gostosa de ler, com alguns momentos angustiantes e um ritmo de leitura tranquilo. O final é lindo e todas as lacunas foram preenchidas. Gostei muito da leitura, mas não posso dizer que fui arrebatada como aconteceu no livro 'Como eu era antes de você', no entanto achei bem melhor do que a leitura de 'A Última Carta de Amor'. Com certeza irei ler os futuros lançamentos da autora.

- Sobre livros e obras de arte

Se você gostou de saber um pouco mais da história das pessoas que foram retratadas em uma obra de arte, posso recomendar alguns livros da autora Tracy Chevalier. São livros de ficção que mostra os bastidores da criação de obras famosas, com esse tema fiz resenha de dois livros dela: Moça com Brinco de pérola e A Dama e o Unicórnio.

"A solidão bate nela com uma força quase física. As paredes ao seu redor parecem imateriais, não oferecem proteção contra o mundo hostil para além delas. Esta casa não é transparente e pura como David desejara: seus espaços vazios são frios e insensíveis, suas linhas limpas estão emaranhadas de história, suas superfícies de vidro toldadas pelas entranhas intrincadas das vidas."
Página 306


site: www.psychobooks.com.br
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Ellen Gouveia 20/07/2014

É um livro bom,escrito de maneira correta. Mas não me surpreendeu.A maneira que Jojo conduz o livro é boa e consegue prender o leitor, mas com perdão aos fãs,em algumas partes senti sono. Esperava muito dese livro e essas expectativas não foram atendidas.
Foi o primeiro livro que eu li da Jojo e espero que os outros o superem. Dei 3 estrelas por serem um bom livro,mas nada acima da média.
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Léia Viana 17/07/2014

Muito bom!
“A Garota Que Você Deixou Para Trás” tem como tema central a Primeira Guerra Mundial, um dos assuntos que gosto muito de ler. A primeira parte, narrada em primeira pessoa, conta todo o horror sofrido pelos franceses com o domínio dos alemães, a escassez de comida, roupas, enfim de tudo. A segunda parte é narrada em terceira pessoa, sem o cenário da guerra, e sim, com os reflexos dela, talvez por isso, em um primeiro momento, a sensação de quem lê é que nesta parte a história fica um pouco morna, acho um processo natural, afinal os horrores da guerra perturbam e chocam tanto, que de fato a primeira parte fica mais intensa, por isso não dá para comparar com a segunda parte do livro, que é muito bem construída, mas bem mais leve.

Achei interessante a escritora focar nos franceses, quase não se falou no povo judeu e nos comunistas. Normalmente, os livros e filmes que assisti e li, a respeito da Primeira e Segunda Guerra Mundial, abordam muito o povo judeu, pouco é explorado dos alemães que não concordavam com esse horror todo, os negros e os comunistas, com exceção do livro/filme ”A menina que roubava livro”, que abordou um pouco esses lados. Acho importante que nunca, nenhum desses lados seja esquecido, porque todos sofreram muito, franceses, alemães, judeus, comunistas, negros, todo mundo. É um pedaço triste e amargo da história do mundo.

Adorei esse livro, é uma história bem construída. Achei interessante a maneira como as duas histórias se cruzam e intercalam, as reviravoltas, os mistérios, tornam o livro envolvente, difícil de parar de ler. Apenas não gostei da capa, achei um retrocesso, pois ela é bem parecida com a capa do outro livro: “Como eu era antes de você”, e a capa em nada traduz, simboliza a história do livro, também fiquei chateada com alguns erros de português, a revisão poderia ter dado mais atenção nisso.

Leitura super recomendada!

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Elizabete 27/06/2014

Este livro nos apresenta duas mulheres, Sophie Lefrève e Olívia Halston, personagens complexas e com muita carga emocional.

A estória se desenvolve em torno de um quadro de Sophie, pintado por seu esposo Édouard Lefrève, um artista francês que fora aluno de Matisse.

Sophie é uma mulher forte e determinada a sobreviver à 1.a Guerra Mundial, ajudando sua família, amigos e vizinhos a passar por todas as mazelas que se acumulavam naqueles tempos difíceis. O marido está na guerra e ela faria qualquer coisa para trazê-lo à salvo, de volta ao lar.

Durante a ocupação de seu pequeno vilarejo (na França) pelos alemães, Sophie passa a ser alvo da admiração do Kommandant alemão, um homem enigmático que fica encanto pelo quadro que reproduz a Sophie de antes da guerra.

Já nos tempos atuais temos Olívia Halston ou Liv, a viúva de um famoso arquiteto inglês, a qual está de posse do quadro de Sophie, um presente que ganhou de seu esposo durante sua viagem de lua de mel. O quadro agora é alvo de uma ação de restituição feita pela família do pintor Édouard Lefrève.

Liv está apaixonado por Paul, um ex policial que atualmente trabalha como investigador em uma organização responsável por localizar obras de arte e outros objetos que foram roubados ou saqueados em tempos de guerra. Por uma infeliz coincidência, Paul foi designado, justamente, para localizar o quadro de Sophie - A Garota que você deixou para trás.

Liv é completamente apaixonada pelo quadro e não quer por qualquer razão abrir mão dele, essa obsessão pode lhe custar muito, não só financeiramente, mas também a perda de amigos e do nome honrado do falecido esposo.

Não pude deixar de me emocionar. Provavelmente eu não teria tomado as atitudes que Liv tomou, por apego as coisas ou por desapego a elas. Liv é doce e sensível, incapaz de entregar a obra a alguém que considera não merecê-la e ao mesmo tempo amarga, sem conseguir seguir em frente e deixar tudo que viveu com seu marido se transformar em lembranças felizes. Liv é uma personagem única, impressionante.
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Marcela 17/06/2014

Resenha
"O medo me subiu à garganta como bílis, Até aquele momento, eu não o sentira como uma coisa física, uma criatura capaz de abalar minha noção de quem eu era, destruir meus pensamentos, soltar meus intestinos com o terror". pág 309
Eu sou fã de carteirinha da Jojo Moyes. Amei com toda a força do meu coração "Como eu era antes de você" e adorei "A última carta de amor", então corri para comprar o meu exemplar de "A garota que você deixou para trás". Uma coisa que me chamou a atenção foi a capa, porque ela é muito similar a do "Como eu era antes de você", com certeza foi uma estratégia de marketing, mas que pode dar um efeito negativo, pois o livro atual nada tem a ver com o sucesso anterior.
Tendo lido os dois maiores sucessos da autora, tenho que confessar que eu esperava mais, no entanto isso não quer dizer que eu não tenha gostado...eu gostei, mas não amei (como ocorreu com os antecessores).

"A Garota que Você deixou para Trás" começa com a estória da francesa Sophie Lefèvre em plena 1a Guerra Mundial. A França fora invadida pelos alemães e a situação esta bastante caótica, porem Sophie é uma mulher de garra e batalhadora que não se deixa abater.
Casada com Édouard, um pintor que esta servindo o exército, ela deixa Paris e volta a St Pèronne para ficar com sua irmã Hélene e seus sobrinhos.
Ambas cuidam do hotel/bar da família, até que um comandante alemão entra em suas vidas e se apaixona por um dos quadros de Èdouard intitulado : A GAROTA QUE VOCÊ DEIXOU PARA TRÁS...e nesse momento começa toda a problemática e Sophie terá que tomar uma decisão arriscada.

"...tentava me lembrar de que havia um propósito nisso tudo: que a questão crucial da fé é que ela precisa ser testada". pág 308

Nos tempos atuais, Liv é uma mulher de 30 anos, viúva e que há 10 anos ganhou do marido um belo quadro com uma mulher maravilhosa pintada nele. Esse quadro é uma das lembranças mais latentes que ela tem o falecido marido, contudo a obra esta sendo requisitada pela família Lèfevre, pois consta que ela fora roubada pelos alemães...Liv terá que descobrir o que aconteceu com Sophie se quiser tentar ficar com o quadro.

Eu me apaixonei pela estória de Sophie! Principalmente quando o comandante entra na estória, confesso que até torci para que eles ficassem juntos *rs apesar dela ser completamente apaixonada pelo pintor.
As partes que relatam como ela e Edouard se conheceram ou o amor deles antes da guerra, não me sensibilizaram e não consegui gostar desse romance dos dois.

O corte de tempo é similar ao do "A última carta de amor" onde se tem presente e passado, Liv e Sophie.
Sophie é uma mulher de garra e esta disposta a tudo para salvar seu grande amor e paga o preço por isso.

Liv é uma mulher abalada pela perda recente do marido e o quadro de Sophie traz força e consolo, quando ela conhece Paul sua vida vira de cabeça para baixo, ele é um investigador de obras de artes roubadas da 1a Guerra e reconhece o quadro, uma briga judicial começa e Liv terá que resgatar o passado de Sophie se quiser ficar com a obra.

Eu li o livro inteiro querendo saber o que aconteceu com Sophie! Me apaixonei pela estória dela, Liv não me conquistou, o romance dela com Paul é morno, o que me instigou até o final foi o suspense, a curiosidade do que poderia ter acontecido com a Sra Lefevre.

A escrita de Moyes é delicada, gostosa, apesar que em alguns momentos achei um pouco monótona.

site: http://www.mulhericesecialtda.com/2014/06/resenha-garota-que-voce-deixou-para.html
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