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A Garota Que Você Deixou Para Trás

Jojo Moyes
Resenhas
Recentes
41 encontrados | exibindo 6 a 11
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Ellen Gouveia 20/07/2014

É um livro bom,escrito de maneira correta. Mas não me surpreendeu.A maneira que Jojo conduz o livro é boa e consegue prender o leitor, mas com perdão aos fãs,em algumas partes senti sono. Esperava muito dese livro e essas expectativas não foram atendidas.
Foi o primeiro livro que eu li da Jojo e espero que os outros o superem. Dei 3 estrelas por serem um bom livro,mas nada acima da média.
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Léia Viana 17/07/2014

Muito bom!
“A Garota Que Você Deixou Para Trás” tem como tema central a Primeira Guerra Mundial, um dos assuntos que gosto muito de ler. A primeira parte, narrada em primeira pessoa, conta todo o horror sofrido pelos franceses com o domínio dos alemães, a escassez de comida, roupas, enfim de tudo. A segunda parte é narrada em terceira pessoa, sem o cenário da guerra, e sim, com os reflexos dela, talvez por isso, em um primeiro momento, a sensação de quem lê é que nesta parte a história fica um pouco morna, acho um processo natural, afinal os horrores da guerra perturbam e chocam tanto, que de fato a primeira parte fica mais intensa, por isso não dá para comparar com a segunda parte do livro, que é muito bem construída, mas bem mais leve.

Achei interessante a escritora focar nos franceses, quase não se falou no povo judeu e nos comunistas. Normalmente, os livros e filmes que assisti e li, a respeito da Primeira e Segunda Guerra Mundial, abordam muito o povo judeu, pouco é explorado dos alemães que não concordavam com esse horror todo, os negros e os comunistas, com exceção do livro/filme ”A menina que roubava livro”, que abordou um pouco esses lados. Acho importante que nunca, nenhum desses lados seja esquecido, porque todos sofreram muito, franceses, alemães, judeus, comunistas, negros, todo mundo. É um pedaço triste e amargo da história do mundo.

Adorei esse livro, é uma história bem construída. Achei interessante a maneira como as duas histórias se cruzam e intercalam, as reviravoltas, os mistérios, tornam o livro envolvente, difícil de parar de ler. Apenas não gostei da capa, achei um retrocesso, pois ela é bem parecida com a capa do outro livro: “Como eu era antes de você”, e a capa em nada traduz, simboliza a história do livro, também fiquei chateada com alguns erros de português, a revisão poderia ter dado mais atenção nisso.

Leitura super recomendada!

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Elizabete 27/06/2014

Este livro nos apresenta duas mulheres, Sophie Lefrève e Olívia Halston, personagens complexas e com muita carga emocional.

A estória se desenvolve em torno de um quadro de Sophie, pintado por seu esposo Édouard Lefrève, um artista francês que fora aluno de Matisse.

Sophie é uma mulher forte e determinada a sobreviver à 1.a Guerra Mundial, ajudando sua família, amigos e vizinhos a passar por todas as mazelas que se acumulavam naqueles tempos difíceis. O marido está na guerra e ela faria qualquer coisa para trazê-lo à salvo, de volta ao lar.

Durante a ocupação de seu pequeno vilarejo (na França) pelos alemães, Sophie passa a ser alvo da admiração do Kommandant alemão, um homem enigmático que fica encanto pelo quadro que reproduz a Sophie de antes da guerra.

Já nos tempos atuais temos Olívia Halston ou Liv, a viúva de um famoso arquiteto inglês, a qual está de posse do quadro de Sophie, um presente que ganhou de seu esposo durante sua viagem de lua de mel. O quadro agora é alvo de uma ação de restituição feita pela família do pintor Édouard Lefrève.

Liv está apaixonado por Paul, um ex policial que atualmente trabalha como investigador em uma organização responsável por localizar obras de arte e outros objetos que foram roubados ou saqueados em tempos de guerra. Por uma infeliz coincidência, Paul foi designado, justamente, para localizar o quadro de Sophie - A Garota que você deixou para trás.

Liv é completamente apaixonada pelo quadro e não quer por qualquer razão abrir mão dele, essa obsessão pode lhe custar muito, não só financeiramente, mas também a perda de amigos e do nome honrado do falecido esposo.

Não pude deixar de me emocionar. Provavelmente eu não teria tomado as atitudes que Liv tomou, por apego as coisas ou por desapego a elas. Liv é doce e sensível, incapaz de entregar a obra a alguém que considera não merecê-la e ao mesmo tempo amarga, sem conseguir seguir em frente e deixar tudo que viveu com seu marido se transformar em lembranças felizes. Liv é uma personagem única, impressionante.
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Marcela 17/06/2014

Resenha
"O medo me subiu à garganta como bílis, Até aquele momento, eu não o sentira como uma coisa física, uma criatura capaz de abalar minha noção de quem eu era, destruir meus pensamentos, soltar meus intestinos com o terror". pág 309
Eu sou fã de carteirinha da Jojo Moyes. Amei com toda a força do meu coração "Como eu era antes de você" e adorei "A última carta de amor", então corri para comprar o meu exemplar de "A garota que você deixou para trás". Uma coisa que me chamou a atenção foi a capa, porque ela é muito similar a do "Como eu era antes de você", com certeza foi uma estratégia de marketing, mas que pode dar um efeito negativo, pois o livro atual nada tem a ver com o sucesso anterior.
Tendo lido os dois maiores sucessos da autora, tenho que confessar que eu esperava mais, no entanto isso não quer dizer que eu não tenha gostado...eu gostei, mas não amei (como ocorreu com os antecessores).

"A Garota que Você deixou para Trás" começa com a estória da francesa Sophie Lefèvre em plena 1a Guerra Mundial. A França fora invadida pelos alemães e a situação esta bastante caótica, porem Sophie é uma mulher de garra e batalhadora que não se deixa abater.
Casada com Édouard, um pintor que esta servindo o exército, ela deixa Paris e volta a St Pèronne para ficar com sua irmã Hélene e seus sobrinhos.
Ambas cuidam do hotel/bar da família, até que um comandante alemão entra em suas vidas e se apaixona por um dos quadros de Èdouard intitulado : A GAROTA QUE VOCÊ DEIXOU PARA TRÁS...e nesse momento começa toda a problemática e Sophie terá que tomar uma decisão arriscada.

"...tentava me lembrar de que havia um propósito nisso tudo: que a questão crucial da fé é que ela precisa ser testada". pág 308

Nos tempos atuais, Liv é uma mulher de 30 anos, viúva e que há 10 anos ganhou do marido um belo quadro com uma mulher maravilhosa pintada nele. Esse quadro é uma das lembranças mais latentes que ela tem o falecido marido, contudo a obra esta sendo requisitada pela família Lèfevre, pois consta que ela fora roubada pelos alemães...Liv terá que descobrir o que aconteceu com Sophie se quiser tentar ficar com o quadro.

Eu me apaixonei pela estória de Sophie! Principalmente quando o comandante entra na estória, confesso que até torci para que eles ficassem juntos *rs apesar dela ser completamente apaixonada pelo pintor.
As partes que relatam como ela e Edouard se conheceram ou o amor deles antes da guerra, não me sensibilizaram e não consegui gostar desse romance dos dois.

O corte de tempo é similar ao do "A última carta de amor" onde se tem presente e passado, Liv e Sophie.
Sophie é uma mulher de garra e esta disposta a tudo para salvar seu grande amor e paga o preço por isso.

Liv é uma mulher abalada pela perda recente do marido e o quadro de Sophie traz força e consolo, quando ela conhece Paul sua vida vira de cabeça para baixo, ele é um investigador de obras de artes roubadas da 1a Guerra e reconhece o quadro, uma briga judicial começa e Liv terá que resgatar o passado de Sophie se quiser ficar com a obra.

Eu li o livro inteiro querendo saber o que aconteceu com Sophie! Me apaixonei pela estória dela, Liv não me conquistou, o romance dela com Paul é morno, o que me instigou até o final foi o suspense, a curiosidade do que poderia ter acontecido com a Sra Lefevre.

A escrita de Moyes é delicada, gostosa, apesar que em alguns momentos achei um pouco monótona.

site: http://www.mulhericesecialtda.com/2014/06/resenha-garota-que-voce-deixou-para.html
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gleicepcouto 11/06/2014

A inglesa Jojo Moyes é uma das poucas autoras que me faz querer ler seus livros sem nem ao menos saber do que se trata. Então, quando a Intrínseca anunciou que iria publicar A Garota Que Você Deixou Para Trás (já lançou A Última Carta de Amor e Como Eu Era Antes de Você), lá fui eu separar a minha caixinha de lenços com o livro em mãos.

Peguei a caixinha à toa, não teve nem uma ameaça de necessidade dos lenços. Não era o que eu esperava.

Moyes continua com a sua narrativa delicada, com um tom de sensibilidade tremendo. É impressionante como qualquer história em suas mãos é capaz de se tornar natural e singela. Talvez parte de seu sucesso resida aí: em tentar mostrar como o amor, apesar de complexo, pode ser simples se deixarmos que ele fale por ações e não apenas palavras.

"- É uma solidão, a guerra, não?
Dei um gole no conhaque.
- O senhor tem os seus homens. Eu tenho a minha família. Nenhum de nós está exatamente sozinho.
- Mas não é a mesma coisa, é?
- Vamos todos tocando a vida da melhor forma possível.
- Vamos? Não sei se alguém pode descrever isso como "a melhor forma".
O conhaque me deixara fraca.
- É o senhor que está sentado na minha cozinha, Herr Kommandant. Suponho, respeitosamente, que só um de nós tem escolha nessa questão.
Sua expressão se anuviou. Ele não estava acostumado a ser desafiado. (...)
- Acha mesmo que algum de nós tem escolha? - disse ele baixinho. - Acha mesmo que é assim que algum de nós gostaria de viver? Cercado de desolação? Os responsáveis por ela? Se assistisse ao que vemos no front, a senhora se consideraria... - Ele deixou a frase no ar, balançou a cabeça. - Desculpe-me, Madame. É a época do ano. Basta isso para deixar um homem sentimental. E todos sabemos que não existe nada pior que um soldado sentimental."

O livro é dividido em duas partes. A primeira narra os acontecimentos da Primeira Guerra Mundial e a segunda, o tempo presente. Ambas carregam o drama característico de Jojo, mas ela se supera mesmo na primeira parte, quando os detalhes para fazer um panorama do período são muito bem contextualizados.

Na primeira parte, Moyes imputa desespero, amor, ódio, violência, amizade - tudo ao mesmo tempo. O resultado é uma história forte, mas com sutis toques de fragilidade e, acima de tudo, esperança. Sophie se revela uma personagem determinada, guiada pelo amor ao marido; enquanto que Herr Kommandant, um homem que cumpre os seus deveres de sua posição, mas que deixa transparecer um lado humano. Ele, de longe, é a melhor personagem do livro. É ambíguo, e aparenta viver uma constante luta interna, entre quem realmente é e quem tem que ser.

Já na segunda parte, apesar de termos uma personagem também determinada (Liv Halston) nos submetemos a uma história que vive na sombra da primeira. Mesmo com enredo e personagens próprios, é, claramente, uma parte secundária - o que é um tanto desconcertante, já que ocupa dois terços do livro. Não sei se me fiz entender, mas o que quero dizer é: a história funciona como anexa à primeira, mas, sozinha, não tem tanta relevância. Talvez por ter personagens perdidas na trama (a Mo, que entra na - e some da - vida de Liv do além, por exemplo) e uma sucessão de coincidências um pouco Hollywoodianas (o modo como ela conhece Paul e como tudo se interliga posteriormente). Quer dizer, é bem escrita, mas é muito "certinho".

O modo, porém, como a autora conduziu a briga judicial pela posse do quadro, retomando a história do passado dentro do presente e unindo assim as duas histórias de amor, deu um gás para a segunda parte e foi o que me levou a agarrar o livro e só soltá-lo quando li as últimas páginas... Onde, aliás, percebi que não tinha chorado, minha caixinha de lenços continuava intacta. Dei-me conta de que tudo estava tão cor de rosa, que parecia estar lendo um chick-lit. Nada contra! É que, definitivamente, não é o que espero da autora.

Mesmo com esses altos e baixos, A Garota Que Você Deixou Para Trás é muito bom. Ei, estamos falando do padrão Jojo Moyes, gente. Até o mais ou menos dela é melhor que a maioria dos enlatados que lemos por aí - o que significa que o muito bom é ainda melhor. Leitura recomendada, mas aviso que pode deixar o lenço na gaveta.

Jojo Moyes tem 11 livros publicados e, antes de se dedicar à escrita, trabalhou por nove anos no periódico The Independent. Tive a honra de entrevistá-la em 2012.

site: http://murmuriospessoais.com/resenha-a-garota-que-voce-deixou-para-tras-jojo-moyes-intrinseca/
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