A Garota Que Você Deixou Para Trás

Jojo Moyes



Resenhas - A Garota Que Você Deixou Para Trás


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Glenda 02/08/2014

Gostei!
Mais um romance que começo a ler esperando por uma história "de menininha", com uma narração à la Nicholas Sparks (o que mais eu poderia esperar com um título como esse?) e encontro algo quase completamente diferente. Digo "quase" pois a previsibilidade está lá, quando um acontecimento brutal tornaria a história mais marcante. Mas, tudo bem, ainda assim, achei o livro muito bom, os diálogos mais bem trabalhados do que no outro livro da Jojo Moyes que li, "Como eu era antes de você", e há cenas bem fortes, daquelas que lhe dão um belo susto e aceleram seu coração, de modo que você precisa ler mais um capítulo para se acalmar e, enfim, conseguir dormir.

Sempre gosto de ver uma narração dentro da outra, principalmente se uma delas ocorre em um período como a 1ª Guerra, com aquele clima pesado de desolação. A cada capítulo me via ansiosa para descobrir o que afinal havia acontecido com Sophie. Mas, no presente, também gostava de ver o que aconteceria com Liv e Paul, com "A Garota" e a casa de vidro.

O livro me surpreendeu. Gostei e recomendo.
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Ednan 01/08/2014

A garota que você deixou para trás – Jojo Moyes
O que me fez ler esse livro? De início foi o título. Quando eu li o nome do livro, eu me perguntei: “Por que ela ficou para trás?”. E a conclusão que eu cheguei foi: “Eu PRECISO ler esse livro”.

Outro fator que me chamou atenção para ler esse livro foi o fundo histórico, já que a primeira parte da história se passa na Primeira Guerra Mundial. Nela conhecemos Sophie Lefévre, esposa do pintor – que no livro foi recrutado como soldado- Édouard Lefévre. Enquanto ele luta contra os alemães, Sophie vai viver no interior da França, para manter a família em segurança.

Depois de ser obrigada a cozinhar para os alemães, Sophie percebe um interesse do comandante alemão em um quadro pintado por seu marido, essa obra é um retrato dela.

A segunda parte se passa em 2006 e conhecemos Liv Halson: a viúva de um arquiteto que ganhou de presente de casamento do marido o quadro que acabei de citar. É nesse momento em que as duas histórias se cruzam, levando ao um processo judicial e muitas revelações inesperadas acontecem.

Continua em:

site: http://blog.carolinabachiega.com/resenhas-literatura-historia/a-garota-que-voce-deixou-pra-tras-jojo-moyes/
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babisenberg 28/07/2014

Quando comecou a segunda parte fiquei meio perdida. Foi meio que um baque a primeira parte "acabar" do jeito que acabou, parecia que eu nao tinha terminado de ler, queria saber o resto. Claro que aos poucos, no meio da segunda parte da estória fui descobrindo o que aconteceu.
Gostei mais dos personagens da primeira parte, a moca da segunda me pareceu meio chatona. Mas no geral gostei da estória e realmente nao imaginava esse final.
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Fabi Brandes 28/07/2014

A garota que você deixou pra trás
Há algum tempo uma amiga muito próxima a mim disse que eu deveria ler Jojo Moyes. Foi quando ela apareceu com esse título, a Garota que você deixou pra trás. Ela comentou que o o livro era maravilhoso e que eu deveria ler, sem dúvidas. Claro que, depois de uma indicação desas, comecei a ler quase que imediatamente.

Mas, em um primeiro momento, minha intenção foi de abandoná-lo logo nas primeiras páginas. O livro começa contando a história de uma família assolada pela Primeira Guera Mundial, a qual estava nas mãos dos alemãs e deveria fazer tudo como eles queriam. Para Sophie, sua missão era manter a família em segurança e garantir que tudo ficasse perfeito até que seu amado marido Édouard voltasse da batalha.

Acho que foi aí que eu empaquei. Não estava na época de ler esse tipo de romance histórico. Porém, quando disse que abandonei a leitura, minha amiga insistiu para que eu continuasse, pois ela me garantiu que o livro era muito bom.

Persistente, comecei do zero, novamente. E foi então que comecei e me apaixonar pelo livro. Creio que comecei com um novo olhar, e aos poucos, as páginas foram se tornando cada vez mais leves e a trama foi ficando realmente interessante. Principalmente quando você entende que " A garota que você deixou pra trás" é, na realidade, um quandro o qual Édouard pintou para Sophie, um retrato de sua amada esposa.

E tudo gira em torno do quadro, desde à guerra até os tempos atuais. Uma obra de arte, como todos sabemos, pode atravessar gerações, e agora, em plenos anos 2000, ele está com Liv, uma viúva que luta para pagar as contas e tentar manter o estilo de vida que levava enquanto seu amado ainda era vivo.

Acontece que agora, o quado vale muito dinheiro, e os antepassados de Sophie, claro, querem reavê-lo com urgência. É aí que você fica dividido, pela família de Sophie, que teria direito ao quadro, e por Liv, já que essa é a lembrança mais linda que ela tem de seu falecido marido David. Há aí uma luta interna do leitor para decidir com quem deveria ficar o quadro.

Romance, aventura e histórias misturados em um só livro. É isso que você irá encontrar nessa obra de Jojo Moyes. À mim, basta recomendar essa leitura e agradecer à minha amiga Carol por não ter me deixado desistir desta excelente narrativa.

Até mais papa-livros!

site: www.amoreselivros.blogspot.com
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Keylla 27/07/2014

Quem fica com a Garota?
Essa é a minha primeira resenha e o segundo livro que leio da escritora Jojo Moyes. Após o “ Como eu era antes de você” prometi para mim que leria tudo dessa autora. Quando soube do lançamento do “ A garota que você deixou para trás” corri para comprar meu exemplar e fiquei eufórica quando soube que o pano de fundo seria a Primeira Guerra Mundial. Adoro tudo que envolve o tema.

O livro é divido em duas partes. Na primeira parte a narrativa é em primeira pessoa e narra à história de Sophie Lefrévre em meio à invasão das tropas alemães no vilarejo francês de St Perróne. Frio, guerra, fome, medo, mortes... Faziam parte do cotidiano de Sophie e todos os franceses. Somado a saudade de seu amado Édouard que foi levado pelos alemães para o campo de trabalho, Sophie não via a hora de voltar aos braços de seu amado e que tudo voltasse como era antigamente. O que deixava viva essa esperança de encontrá-lo é o quadro que Édouard autorretrou Sophie e que denominou “ A garota que deixou para trás”. Quadro este que é objeto de cobiça pelo Herr Kommandant alemão.

Cem anos depois temos o início da segunda narrativa. Esta parte é em terceira pessoa. A protagonista é Liv Halston, viúva de David Halston, que vive sozinha na casa onde morava com David. Sua companhia é o quadro “ A garota que deixou pra trás” que ganhou de David em lua-de-mel.

O outro protagonista é Paul McCafferty, investigador da TARP, uma empresa responsável por restituir obras de artes roubadas ou perdidas.

Ironicamente o destino os une, e os dois começam a se envolver amorosamente até que a família Lefrévre contrata a TARP, pois requerem os direitos do quadro. Agora, Paul e Liv estão em lados opostos no Tribunal.

Liv quer honrar a história de Sophie e não está disposta a abrir mão do quadro facilmente. Liv luta sua própria batalha. “ Depois de feito, não tem como ser desfeito”.
Afinal, quem fica com a Garota?

Considerações:
- A segunda parte narrada em terceira me deixou confusa e “empaquei” até conseguir engrenar e entender o elo entre as duas partes. É a maior parte do livro, mas não chega a ter todo o charme e prender tanta a atenção quanto a primeira parte. Quando há a ligação entre o passado e o presente é que ficou interessante.
- Também alguns erros de português me incomodaram.
- Achei a história bacana, mas nada fantástica e arrebatadora. O “ Como era antes de você” , para mim, foi muito mais tocante.
- Faltou originalidade na capa.
Rafael 31/07/2014minha estante
Muito boa a resenha! Parabéns!


Keylla 10/08/2014minha estante
Obrigada, Rafael!




Jêe 23/07/2014

A garota que eu era antes de ler esse livro
Um dos livros mais surpreendentes que já li. Sabe aquele que você não dá nada e de repente fica tão viciada que procura o PDF na internet para poder ler no trabalho? Então, ele é assim.

A história se passa na vida de duas mulheres. Uma vivendo na França ocupada pela Alemanha durante a primeira guerra mundial e a outra em Londres nos dias atuais. As duas vidas são conectadas através de um quadro, chamado "a garota que você deixou pra trás".

Enquanto Sophie luta por sua sobrevivência em tempos difíceis e é colocada à prova no limite do ser humano, Liz luta por uma sobrevivência interna, destruída por um forte acontecimento.

Daí em diante é tudo surpresa, não dá para imaginar o que pode acontecer. Você fica só na espera do fecho de tudo isso (e que acabe tudo bem, mesmo parecendo impossível), da frase que poderá consertar ou piorar a vida das duas.
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Psychobooks 21/07/2014

O primeiro livro que li da autora foi 'A Última Carta de Amor', que achei bem mediano. Depois resolvi dar uma segunda chance e me surpreendi com a leitura maravilhosa de 'Como eu era antes de você'. Então posso dizer que 'A garota que você deixou para trás' eu tinha altas expectativas, mas já sabia que a autora poderia me decepcionar um pouco.
Bora saber um pouco mais sobre o enredo e o que eu achei da leitura!

- Enredo

Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, Sophie muda-se para a pequena cidade de St. Péronne para ficar com seu irmão mais novo, sua irmã e sobrinhos enquanto seu marido Édouard Lefèvre, um jovem pintor francês, e o cunhado vão para o front defender o país. A cidade foi dominada pelos alemães, que chegam racionando a comida e saqueando as casas. Sophie mora no antigo hotel Le Coq Roge da família que tem um bar no andar térreo e tenta amenizar a saudades que sente do marido ao admirar o quandro que ele pintou dela. Quando o novo Kommandant chega à cidade, ele acaba solicitando que ela cozinhe para os alemães, a princípio ela reluta, mas sabe que há uma pequena possibilidade dela conseguir roubar um pouco de comida decente para ela e a família. Sophie está devastada ao imaginar os horrores que seu marido possa estar sofrendo e irá arriscar tudo para tentar ajudá-lo de alguma forma.

Quase um século depois, em Londres, Liv Halston ainda está devastada pela morte do marido, vivendo sozinha em sua casa de vidro e saindo raramente de sua casa, ela começa a enfrentar problemas financeiros. Sua melhor lembrança está relacionada ao quadro 'a garota que você deixou para trás', que foi presente de casamento do seu marido, eles compraram durante a viagem de lua de mel. A determinação da garota retratada dá forças para Liv continuar levantando da cama todos os dias.

Essas duas histórias paralelas irão se unir de uma forma inesperada e nem um pouco agradável para Liv.

- Desenvolvimento do Enredo

A princípio apenas a história da Sophie é contada, depois vem a história da Liv e em um determinado momento, as duas histórias se unem e alguns trechos da vida da Sophie fica intercalado com a história atual.

A autora teve muita sensibilidade ao construir sua história, soube como interromper a parte da Sophie em um cliffhanger, mas sem ser cruel com o leitor. Jojo Moyes não tem pressa para desenvolver seu enredo, então caro leitor, não espere cenas de ação em abundância, ou uma leitura com o ritmo alucinante.

A primeira parte do livro é narrada em primeira pessoa, sob o ponto de vista da Sophie, quando vamos para os dias atuais, a narrativa passa a ser em terceira pessoa e tive muita dificuldade para me conectar com os personagens nesse momento.

A autora fugiu do comum usando o período da Primeira Guerra Mundial, as injustiças cometidas na época e seguiu a história das pessoas envolvidas com uma obra de arte que hoje vale muito dinheiro. Além disso, ela também faz com que o leitor reflita e tire suas próprias conclusões sobre quem tem o direito sobre essas obras de arte que podem ter sido fruto de pilhagem. Essa discussão mostra os dois lados, de pessoas que realmente querem aquela obra de volta à família por um verdadeiro valor sentimental e outras que a querem por ser seu direito, mas imediatamente as colocam à venda em leilões milionários. E aí, quem está certo? Você é capaz de condenar o comportamento de alguém sem saber suas verdadeiras motivações? Muitas vezes, as coisas são são como aparentam, conheça antes de julgar.

- Personagens

Sophie foi a personagem que mais me conquistou, sua determinação, coragem e audácia são apenas algumas de suas qualidades, ela é uma daquelas personagens femininas fortes que vai ser difícil esquecer.
Liv, apesar de determinada a lutar até as últimas consequências por seu quadro, ainda está fragilizada e muitas vezes passa a impressão de 'coitadinha' e nesses momentos fiquei um pouco irritada com ela.

Paul McCafferty foi bem construído e conquista a simpatia do leitor, mas acho que a autora poderia ter narrado como ele conseguiu seu último trinfo no tribunal. Mo, amiga de Liv, parece ser uma personagem sensacional e fiquei um pouco triste com o seu 'desaparecimento' abrupto.

- Concluindo

'A Garota que você deixou para trás' é uma obra sensível, gostosa de ler, com alguns momentos angustiantes e um ritmo de leitura tranquilo. O final é lindo e todas as lacunas foram preenchidas. Gostei muito da leitura, mas não posso dizer que fui arrebatada como aconteceu no livro 'Como eu era antes de você', no entanto achei bem melhor do que a leitura de 'A Última Carta de Amor'. Com certeza irei ler os futuros lançamentos da autora.

- Sobre livros e obras de arte

Se você gostou de saber um pouco mais da história das pessoas que foram retratadas em uma obra de arte, posso recomendar alguns livros da autora Tracy Chevalier. São livros de ficção que mostra os bastidores da criação de obras famosas, com esse tema fiz resenha de dois livros dela: Moça com Brinco de pérola e A Dama e o Unicórnio.

"A solidão bate nela com uma força quase física. As paredes ao seu redor parecem imateriais, não oferecem proteção contra o mundo hostil para além delas. Esta casa não é transparente e pura como David desejara: seus espaços vazios são frios e insensíveis, suas linhas limpas estão emaranhadas de história, suas superfícies de vidro toldadas pelas entranhas intrincadas das vidas."
Página 306


site: www.psychobooks.com.br
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Ellen Gouveia 20/07/2014

É um livro bom,escrito de maneira correta. Mas não me surpreendeu.A maneira que Jojo conduz o livro é boa e consegue prender o leitor, mas com perdão aos fãs,em algumas partes senti sono. Esperava muito dese livro e essas expectativas não foram atendidas.
Foi o primeiro livro que eu li da Jojo e espero que os outros o superem. Dei 3 estrelas por serem um bom livro,mas nada acima da média.
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Léia Viana 17/07/2014

Muito bom!
“A Garota Que Você Deixou Para Trás” tem como tema central a Primeira Guerra Mundial, um dos assuntos que gosto muito de ler. A primeira parte, narrada em primeira pessoa, conta todo o horror sofrido pelos franceses com o domínio dos alemães, a escassez de comida, roupas, enfim de tudo. A segunda parte é narrada em terceira pessoa, sem o cenário da guerra, e sim, com os reflexos dela, talvez por isso, em um primeiro momento, a sensação de quem lê é que nesta parte a história fica um pouco morna, acho um processo natural, afinal os horrores da guerra perturbam e chocam tanto, que de fato a primeira parte fica mais intensa, por isso não dá para comparar com a segunda parte do livro, que é muito bem construída, mas bem mais leve.

Achei interessante a escritora focar nos franceses, quase não se falou no povo judeu e nos comunistas. Normalmente, os livros e filmes que assisti e li, a respeito da Primeira e Segunda Guerra Mundial, abordam muito o povo judeu, pouco é explorado dos alemães que não concordavam com esse horror todo, os negros e os comunistas, com exceção do livro/filme ”A menina que roubava livro”, que abordou um pouco esses lados. Acho importante que nunca, nenhum desses lados seja esquecido, porque todos sofreram muito, franceses, alemães, judeus, comunistas, negros, todo mundo. É um pedaço triste e amargo da história do mundo.

Adorei esse livro, é uma história bem construída. Achei interessante a maneira como as duas histórias se cruzam e intercalam, as reviravoltas, os mistérios, tornam o livro envolvente, difícil de parar de ler. Apenas não gostei da capa, achei um retrocesso, pois ela é bem parecida com a capa do outro livro: “Como eu era antes de você”, e a capa em nada traduz, simboliza a história do livro, também fiquei chateada com alguns erros de português, a revisão poderia ter dado mais atenção nisso.

Leitura super recomendada!

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Elizabete 27/06/2014

Este livro nos apresenta duas mulheres, Sophie Lefrève e Olívia Halston, personagens complexas e com muita carga emocional.

A estória se desenvolve em torno de um quadro de Sophie, pintado por seu esposo Édouard Lefrève, um artista francês que fora aluno de Matisse.

Sophie é uma mulher forte e determinada a sobreviver à 1.a Guerra Mundial, ajudando sua família, amigos e vizinhos a passar por todas as mazelas que se acumulavam naqueles tempos difíceis. O marido está na guerra e ela faria qualquer coisa para trazê-lo à salvo, de volta ao lar.

Durante a ocupação de seu pequeno vilarejo (na França) pelos alemães, Sophie passa a ser alvo da admiração do Kommandant alemão, um homem enigmático que fica encanto pelo quadro que reproduz a Sophie de antes da guerra.

Já nos tempos atuais temos Olívia Halston ou Liv, a viúva de um famoso arquiteto inglês, a qual está de posse do quadro de Sophie, um presente que ganhou de seu esposo durante sua viagem de lua de mel. O quadro agora é alvo de uma ação de restituição feita pela família do pintor Édouard Lefrève.

Liv está apaixonado por Paul, um ex policial que atualmente trabalha como investigador em uma organização responsável por localizar obras de arte e outros objetos que foram roubados ou saqueados em tempos de guerra. Por uma infeliz coincidência, Paul foi designado, justamente, para localizar o quadro de Sophie - A Garota que você deixou para trás.

Liv é completamente apaixonada pelo quadro e não quer por qualquer razão abrir mão dele, essa obsessão pode lhe custar muito, não só financeiramente, mas também a perda de amigos e do nome honrado do falecido esposo.

Não pude deixar de me emocionar. Provavelmente eu não teria tomado as atitudes que Liv tomou, por apego as coisas ou por desapego a elas. Liv é doce e sensível, incapaz de entregar a obra a alguém que considera não merecê-la e ao mesmo tempo amarga, sem conseguir seguir em frente e deixar tudo que viveu com seu marido se transformar em lembranças felizes. Liv é uma personagem única, impressionante.
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Marcela 17/06/2014

Resenha
"O medo me subiu à garganta como bílis, Até aquele momento, eu não o sentira como uma coisa física, uma criatura capaz de abalar minha noção de quem eu era, destruir meus pensamentos, soltar meus intestinos com o terror". pág 309
Eu sou fã de carteirinha da Jojo Moyes. Amei com toda a força do meu coração "Como eu era antes de você" e adorei "A última carta de amor", então corri para comprar o meu exemplar de "A garota que você deixou para trás". Uma coisa que me chamou a atenção foi a capa, porque ela é muito similar a do "Como eu era antes de você", com certeza foi uma estratégia de marketing, mas que pode dar um efeito negativo, pois o livro atual nada tem a ver com o sucesso anterior.
Tendo lido os dois maiores sucessos da autora, tenho que confessar que eu esperava mais, no entanto isso não quer dizer que eu não tenha gostado...eu gostei, mas não amei (como ocorreu com os antecessores).

"A Garota que Você deixou para Trás" começa com a estória da francesa Sophie Lefèvre em plena 1a Guerra Mundial. A França fora invadida pelos alemães e a situação esta bastante caótica, porem Sophie é uma mulher de garra e batalhadora que não se deixa abater.
Casada com Édouard, um pintor que esta servindo o exército, ela deixa Paris e volta a St Pèronne para ficar com sua irmã Hélene e seus sobrinhos.
Ambas cuidam do hotel/bar da família, até que um comandante alemão entra em suas vidas e se apaixona por um dos quadros de Èdouard intitulado : A GAROTA QUE VOCÊ DEIXOU PARA TRÁS...e nesse momento começa toda a problemática e Sophie terá que tomar uma decisão arriscada.

"...tentava me lembrar de que havia um propósito nisso tudo: que a questão crucial da fé é que ela precisa ser testada". pág 308

Nos tempos atuais, Liv é uma mulher de 30 anos, viúva e que há 10 anos ganhou do marido um belo quadro com uma mulher maravilhosa pintada nele. Esse quadro é uma das lembranças mais latentes que ela tem o falecido marido, contudo a obra esta sendo requisitada pela família Lèfevre, pois consta que ela fora roubada pelos alemães...Liv terá que descobrir o que aconteceu com Sophie se quiser tentar ficar com o quadro.

Eu me apaixonei pela estória de Sophie! Principalmente quando o comandante entra na estória, confesso que até torci para que eles ficassem juntos *rs apesar dela ser completamente apaixonada pelo pintor.
As partes que relatam como ela e Edouard se conheceram ou o amor deles antes da guerra, não me sensibilizaram e não consegui gostar desse romance dos dois.

O corte de tempo é similar ao do "A última carta de amor" onde se tem presente e passado, Liv e Sophie.
Sophie é uma mulher de garra e esta disposta a tudo para salvar seu grande amor e paga o preço por isso.

Liv é uma mulher abalada pela perda recente do marido e o quadro de Sophie traz força e consolo, quando ela conhece Paul sua vida vira de cabeça para baixo, ele é um investigador de obras de artes roubadas da 1a Guerra e reconhece o quadro, uma briga judicial começa e Liv terá que resgatar o passado de Sophie se quiser ficar com a obra.

Eu li o livro inteiro querendo saber o que aconteceu com Sophie! Me apaixonei pela estória dela, Liv não me conquistou, o romance dela com Paul é morno, o que me instigou até o final foi o suspense, a curiosidade do que poderia ter acontecido com a Sra Lefevre.

A escrita de Moyes é delicada, gostosa, apesar que em alguns momentos achei um pouco monótona.

site: http://www.mulhericesecialtda.com/2014/06/resenha-garota-que-voce-deixou-para.html
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gleicepcouto 11/06/2014

A inglesa Jojo Moyes é uma das poucas autoras que me faz querer ler seus livros sem nem ao menos saber do que se trata. Então, quando a Intrínseca anunciou que iria publicar A Garota Que Você Deixou Para Trás (já lançou A Última Carta de Amor e Como Eu Era Antes de Você), lá fui eu separar a minha caixinha de lenços com o livro em mãos.

Peguei a caixinha à toa, não teve nem uma ameaça de necessidade dos lenços. Não era o que eu esperava.

Moyes continua com a sua narrativa delicada, com um tom de sensibilidade tremendo. É impressionante como qualquer história em suas mãos é capaz de se tornar natural e singela. Talvez parte de seu sucesso resida aí: em tentar mostrar como o amor, apesar de complexo, pode ser simples se deixarmos que ele fale por ações e não apenas palavras.

"- É uma solidão, a guerra, não?
Dei um gole no conhaque.
- O senhor tem os seus homens. Eu tenho a minha família. Nenhum de nós está exatamente sozinho.
- Mas não é a mesma coisa, é?
- Vamos todos tocando a vida da melhor forma possível.
- Vamos? Não sei se alguém pode descrever isso como "a melhor forma".
O conhaque me deixara fraca.
- É o senhor que está sentado na minha cozinha, Herr Kommandant. Suponho, respeitosamente, que só um de nós tem escolha nessa questão.
Sua expressão se anuviou. Ele não estava acostumado a ser desafiado. (...)
- Acha mesmo que algum de nós tem escolha? - disse ele baixinho. - Acha mesmo que é assim que algum de nós gostaria de viver? Cercado de desolação? Os responsáveis por ela? Se assistisse ao que vemos no front, a senhora se consideraria... - Ele deixou a frase no ar, balançou a cabeça. - Desculpe-me, Madame. É a época do ano. Basta isso para deixar um homem sentimental. E todos sabemos que não existe nada pior que um soldado sentimental."

O livro é dividido em duas partes. A primeira narra os acontecimentos da Primeira Guerra Mundial e a segunda, o tempo presente. Ambas carregam o drama característico de Jojo, mas ela se supera mesmo na primeira parte, quando os detalhes para fazer um panorama do período são muito bem contextualizados.

Na primeira parte, Moyes imputa desespero, amor, ódio, violência, amizade - tudo ao mesmo tempo. O resultado é uma história forte, mas com sutis toques de fragilidade e, acima de tudo, esperança. Sophie se revela uma personagem determinada, guiada pelo amor ao marido; enquanto que Herr Kommandant, um homem que cumpre os seus deveres de sua posição, mas que deixa transparecer um lado humano. Ele, de longe, é a melhor personagem do livro. É ambíguo, e aparenta viver uma constante luta interna, entre quem realmente é e quem tem que ser.

Já na segunda parte, apesar de termos uma personagem também determinada (Liv Halston) nos submetemos a uma história que vive na sombra da primeira. Mesmo com enredo e personagens próprios, é, claramente, uma parte secundária - o que é um tanto desconcertante, já que ocupa dois terços do livro. Não sei se me fiz entender, mas o que quero dizer é: a história funciona como anexa à primeira, mas, sozinha, não tem tanta relevância. Talvez por ter personagens perdidas na trama (a Mo, que entra na - e some da - vida de Liv do além, por exemplo) e uma sucessão de coincidências um pouco Hollywoodianas (o modo como ela conhece Paul e como tudo se interliga posteriormente). Quer dizer, é bem escrita, mas é muito "certinho".

O modo, porém, como a autora conduziu a briga judicial pela posse do quadro, retomando a história do passado dentro do presente e unindo assim as duas histórias de amor, deu um gás para a segunda parte e foi o que me levou a agarrar o livro e só soltá-lo quando li as últimas páginas... Onde, aliás, percebi que não tinha chorado, minha caixinha de lenços continuava intacta. Dei-me conta de que tudo estava tão cor de rosa, que parecia estar lendo um chick-lit. Nada contra! É que, definitivamente, não é o que espero da autora.

Mesmo com esses altos e baixos, A Garota Que Você Deixou Para Trás é muito bom. Ei, estamos falando do padrão Jojo Moyes, gente. Até o mais ou menos dela é melhor que a maioria dos enlatados que lemos por aí - o que significa que o muito bom é ainda melhor. Leitura recomendada, mas aviso que pode deixar o lenço na gaveta.

Jojo Moyes tem 11 livros publicados e, antes de se dedicar à escrita, trabalhou por nove anos no periódico The Independent. Tive a honra de entrevistá-la em 2012.

site: http://murmuriospessoais.com/resenha-a-garota-que-voce-deixou-para-tras-jojo-moyes-intrinseca/
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Thay Moreira 29/05/2014

A Garota que Você Deixou para Trás
Só tenho elogios a fazer sobre esse livro. Ele já tinha me cativado na época do lançamento, quando eu li os quatro primeiros capítulos na livraria e depois - infelizmente - tive que ir embora. Na época eu pensei em ficar visitando a livraria o tempo todo só pra conseguir terminar o livro, mas que bom que eu não o fiz. Acho que seria meio estranho para as pessoas presenciar meus ataques de alegria, tristeza e raiva em relação a todas as coisas que aconteceram. Fui dormir três e quinze da manhã porque não consegui parar de ler nem por um instante.

As protagonistas, Sóphie e Liv, são adoráveis. A primeira é forte, determinada e fiel (mesmo com tudo o que ela fez, considero-a assim) a ao seu marido, podendo fazer qualquer coisa por ele. Além disso, sentia uma necessidade enorme em cuidar dos irmãos e os sobrinhos. Já Liv, viúva há quatro anos, está fechada e não consegue abrir mão de nada que lhe lembre do marido, e isso quer dizer a Casa de Vidro e o quadro A Garota que Você Deixou para Trás. Mas quando a família do autor do quadro entra na justiça pedindo a obra de volta, ela encontra sua força para defender com garras e dentes aquilo que é realmente seu.

Em ambos os cenários eu tive personagens favoritos. Se você não leu pode achar estranho - e se leu, talvez discorde - mas o Kommandant é definitivamente meu segundo personagem favorito depois da própria Sóphie. A grande maioria das cenas que me emocionaram o envolviam de certa forma e, aqui entre nós, só fiquei triste por ele não ser tão comentado na parte da Liv, porque ficou parecendo que ele era o monstro da história. E como já lemos a primeira parte do livro, sabemos que ele não é totalmente isso.

Já no plot da Liv, Mo é definitivamente a melhor personagem. Real, engraçada, sem papas na língua. E fala francês fluentemente - ok, parei. Mas prepare-se porque as partes mais engraçadas dessa história estão ao redor de Mo. Eu a adorei.

A minha parte crítica, entretanto, não vai para a história (longe disso!) mas para a Intrínseca. Eu amo, de paixão, todos os livros da editora, mas neste livro eu notei um desleixo muito grande por parte deles. Várias vezes encontrei erros de digitação ao longo do livro, incluindo escrever o nome da personagem errado (Liz ao invés de Liv). Além disso, achei uma falta meio grande não terem se preocupado em colocar traduzido (sei lá, na nota de rodapé) as frases em alemão. Algumas coisas dava para ver o que era (tipo quando os alemães estão cantando "Silent Night", mas em alemão; a grafia lembra o inglês), mas outras eu tive que entrar na internet para traduzir. Ou eu não entendia o que o personagem estava falando. Poxa, Intrínseca!

Enfim, apesar dos apesares, obviamente eu recomendo o livro.
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Ana 21/05/2014

Jojo Surpreende novamente
Confesso!
Nas primeiras páginas eu fiquei meio desanimada, muita descrição que não interessam a historia em si, o que torna um pouco cansativo, mas ao longo da leitura a narrativa nos prende de forma tão surpreendente que é como se estivéssemos lá. Seguindo a tendencia de A ultima carta de amor, esse livro também é composto por duas historias, narradas em tempos diferentes que se encontram e todas as duas nos envolve e tal maneira que as vezes durante a leitura cheguei a ficar sem folego. Liv e Sophie certamente me mostraram que quando se trata de defender algo que amamos vale tudo. Paul, David e Edouárd também cativaram um lugar em meu coração. Como sempre Jojo mostra a incrivel força feminina numa narrativa incrivel que consegue ser, ao mesmo tempo, leve e intensa. Um quadro nunca é só um quadro sempre há uma historia por trás.
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